O dia iniciou calmo naquela manhã de segunda-feira, parecia que a semana correria bem.
Sem muitas expectativas para Maraia, que folheava seu livro favorito, encostada na cabeceira da cama, enquanto sentia seu bebê se mexer em seu ventre.
A noite fora longa e desgastante, porém normal para uma mulher prestes a dar a luz a sua primeira filha, Maya.
Depois de tudo o que passara para chegar até esse momento, Maraia se sentia feliz por poder ter sua filha, seriam apenas as duas, mas seria enfim uma família.
Aos 18 anos e sem nenhuma experiência no assunto, ela pesquisou o que pode e aprendeu muito enquanto estava no hospital, sempre olhando as enfermeiras.
Sabia que não ia ser fácil, precisava de um emprego, já que seu último patrão a despediu assim que soube de sua gravidez.
Estava pensando no seu futuro quando sentiu uma dor aguda no ventre, eram as primeiras contratações.
- Agora não linda, ainda não é a hora, só mais um pouquinho, mais uma semana, por favor, mamãe quer que você esteja realmente.... haaaa....
Depois um trabalho de parto bastante desgastante e sofrido, Maraia finalmente conseguiu segurar sua pequena princesa em seus braços.
No entanto, Maraia não se sentia bem, até que tudo escureceu e ela acabou por falecer.
A pequena menina sem nome e sem nenhuma família foi levada junto aos outros bebês e depois de uma semana a uma casa de acolhimento.
Mais de um mês havia se passado e ninguém havia aparecido para reclamar a menina recém nascida, então ela foi posta para a adoção.
- Talvez ela não tenha mais ninguém, nunca se sabe em quais situações aquela menina engravidou ou talvez ela nem saiba quem é o pai...
Haviam muitos boatos, porém nada podia ser feito, a realidade era uma só, Maya estava sozinha e desprotegida.
Do outro lado da cidade S, Ema Tompson estava alegre com a chegada de seu único filho William, vindo de uma temporada de quase um ano de estudos e trabalho no exterior.
William Harris, era o milionário mais cobiçado de toda a cidade, dono de um sorriso encantador e de grandes olhos azuis, era raramente visto em público ou com alguma mulher, sempre discreto e minucioso, era um homem realmente admirável.
Fora eleito presidente e CEO da empresa da família aos 25 anos, devido a sua força de vontade e o seu trabalho incansável.
Agora aos 28 anos, William estava voltado para casa onde assumiria definitivamente a presidência de sua empresa a New Wey, a qual ele era o fundador.
Sempre elegantemente vestido em seus ternos feitos sob medida, William se destava da maioria, não apenas por sua beleza e inteligência, como também pela sua imparcialidade nas tomadas de decisões.
Era mais conhecido pelas "mãos de ferro", nos negócios, era certeiro.
- Sr... chegamos.
Vendo que Wiliam não esboçava nenhum movimento assim que o jatinho particular tocou o solo da cidade S, Jones, seu assistente, mesmo com alguma relutância, fez menção ao acontecimento.
- Jones...
- Sim senhorr... o que deseja?
- Desejo que você se cale sim...
- Sim se...
- E mais uma coisa, antes de partir eu lhe pedi alguns documentos, onde estão?
- Em sua maleta senhor...
Ao longo do dia William revisou toda a papelada que o estava aguardando em seu amplo escritório, para depois finalmente decidir visitar sua mãe que o aguardava incessante.
Ao anoitecer e cansado, Wiliam já não estava tão bem disposto para uma conversa com sua mãe, a qual não parecia nenhum pouco disposta a ceder.
Por ser um filho obediente a única coisa que podia fazer era dar alguma atenção a mulher, mesmo que, com respostas curtas e um pouco duras.
Talvez pelo estresse da viagem ou por ter muito trabalho inacabado, a noite foi mais longa do que planejado.
As duas da manhã e sem dormir, William ainda estava em seu escritório revisando alguns documentos e fazendo alguns cálculos, foi quando, por acidente derrubou alguns documentos, o que o fez perceber o quão tarde era.
Muitos pesadelos o não deixavam descansar, o rosto de uma jovem mulher com um bebê nos braços e toda ensanguentada foi a gota para que Wiliam acordasse em sobressalto, mas que merda era essa? Quem seria essa mulher?