Saimon
O despertador toca e eu acordo sem nenhuma emoção
- Mais um dia rotineiro e banal.
Olho para o lado e vejo Carla dormindo profundamente.
- Eii! Bom dia meu amor! - Digo me inclinando para lhe dar um beijo.
- Me deixa dormir! - Ela diz, se virando para o outro lado.
E assim começa o meu dia, nada romântico, mas também não posso culpá-la, já estamos casados a cinco anos e nada de filhos. Esse é o meu maior sonho e o sonho dela também, mas não sei porque nós não conseguimos, já fomos até em clínicas de fertilização e nada dela conseguir engravidar, o que me faz sentir pior é saber que provavelmente a culpa é minha.
A Carla já engravidou e perdeu um filho antes de namorar comigo, então o infértil da história sou eu. Respiro fundo e vou para o banheiro tomar um banho gelado pra acordar. Escovei meus dentes, vesti meu terno e sai sem tomar café.
(...)
Eu tenho um escritório de advocacia em um prédio comercial, no primeiro andar tem uma cafeteria e geralmente eu costumo tomar café por aqui. Hoje é geralmente um dia comum, assim que termino de comer vou direto para o elevador, clico no penúltimo andar e chego no meu escritório.
- Bom dia, Samanta! - Comprimento-a assim que entro em meu escritório.
- Bom dia, senhor Romão! Hoje o senhor tem uma reunião com o senhor e a senhora Soares para tratar do divórcio deles, e também uma entrevista para a Gazeta Curitibana, novamente o senhor está entre os dez profissionais mais bem sucedidos da cidade. - Ela falou tudo de uma vez sem nem tirar os olhos do computador.
- Que dia mais emocionante! - Digo sem nenhum entusiasmo e ela sorri.
O dia se passa sem nenhuma novidade em especial, como sempre faço o meu trabalho da melhor maneira possível. O trabalho é a minha paixão, e ultimamente eu tenho mergulhado de cabeça no serviço como maneira de buscar adrenalina.
(...)
Mas enfim, já é fim de expediente e estou me preparando para ir embora quando escuto uma batida na porta.
- Entre! - Digo enquanto organizo uns documentos.
- Com licença - Falou Samanta, entrando em minha sala.
- Samanta você ainda está aí? Pensei que já tinha ido embora.
- Senhor, só vim para dizer que minha colega de apartamento vem amanhã para a entrevista.
- Porque você vai ter mesmo que sair? - Perguntei, fitando a mulher à minha frente.
- Porque estou de casamento marcado e vou começar os estágios na faculdade de medicina.
- Maldita hora que o Sandro veio me visitar e bateu os olhos em você - Falei sério , fazendo-a sorrir.
Sandro é meu amigo de longa data e desde a primeira vez que viu minha secretária se apaixonou perdidamente, e agora está a levando e me deixando com um grande abacaxi nas mãos. Samanta é realmente muito eficiente!
- Olha, não estou querendo forçar a barra nem nada, mas a Polyana é muito competente e está precisando de um emprego, sabe? Agora que eu vou morar com o Sandro ela vai ficar sozinha no apartamento em que dividimos e ela começou a fazer faculdade de direito, então, este é o emprego perfeito para ela.
- Tudo bem Samanta, eu já disse que irei recebê-la amanhã.
- Obrigada senhor. Boa noite! - fala antes de sair da minha sala.
- Boa noite!
(...)
Assim que termino de organizar alguns papéis, volto para minha casa. E no momento em que entro na mesma, sou recebido por um imenso vazio. Essa casa está cada dia mais silenciosa. Procuro pela Carla, mas ela ainda não chegou do trabalho.
Minha esposa é dermatologista e tem a sua própria clínica de estética, um orgulho para mim, mas que nos distancia cada vez mais, assim como também o meu próprio trabalho. Resolvo tomar um banho e vou procurar algum lugar para jantar, procuro algo casual para vestir, uma calça jeans, uma camiseta preta lisa e um tênis, me olho no espelho e vejo uma expressão cansada e envelhecida para alguém que acabou de completar 31 anos.
(...)
Voltei para o meu carro e dirigi até uma lanchonete simples em um bairro simples da cidade, hoje eu não tô afim de restaurantes sofisticados no centro. Assim que me sento pego o cardápio e dou uma lida nos pratos e escuto uma voz doce e calma me chamar a atenção
- Boa noite! Em que posso ajudá-lo? - Me pergunta uma linda morena de olhos cinza quase violetas. Ela olha diretamente pra mim, toda sorridente. E eu devo admitir, que sorriso!
- O que vocês tem de mais simples aqui? - pergunto mais animado.
- Sanduíche e suco! - diz como se fosse o óbvio.
- Eu quero sanduíche e suco! - Falo sorrindo pra ela e ela sorri de volta. Após anotar o meu pedido, ela sai para os fundos da lanchonete, e eu a acompanho com os olhos até ela desaparecer, mas depois me repreendo por fazer isso, ela é só uma garota, e eu sou um homem casado.
Um homem casado que está a horas ligando para a esposa e só escuta a sua voz na caixa postal! Depois de um tempo a moça volta com o lanche e derrama o suco em mim.
- Oh meu Deus! Me desculpe! - Diz a moça, nervosa.
- Tudo bem! Sem problemas! - tranquilizo, ela começa a me secar com um guardanapo e a secar a mesa.
- Me desculpa mesmo! Eu estou muito nervosa! Tenho uma entrevista de emprego muito importante amanhã e não sei bem o que dizer, ou como me comportar. Como vê sou desastrada. - Ela me contou, enquanto limpava o suco.
- Seja simpática como foi comigo, esbanje esse seu sorriso e seja espontânea como fez comigo desde o início. São excelentes requisitos, não? - Falei tentando acalmar a jovem.
- O empregador seria um tolo se não me contratasse, né? - Ela fala com um belo sorriso.
- Sim, com toda certeza. - respondi hipnotizado com o seu belo rosto.
- Mas quem é que estamos tentando enganar? Ela dá uma gargalhada muito deliciosa e me faz sorrir de volta, e em muito tempo eu não me sinto tão relaxado e descontraído assim. - Eu vou buscar outro suco pra você! - Ela diz, saindo em seguida.
Termino de comer o meu lanche e deixo o dinheiro com uma boa gorjeta para a moça e me retiro da lanchonete. Antes de entrar no carro, resolvo dar uma volta em um parquinho na pracinha que ficava de frente ao estabelecimento. Vou caminhando e observando as crianças brincarem com seus pais e eu realmente fico com inveja, pois eu adoraria estar ali com meus filhos.
- Relaxando depois do trabalho? Também faço muito isso depois que saio da lanchonete! Olhar essas crianças brincando me traz uma sensação de paz! - Fala a moça bonita da lanchonete, sentando-se do meu lado no banco. E sem o uniforme percebo que ela é ainda mais bonita.
- Geralmente eu não costumo relaxar assim depois do trabalho! - Confessei, ainda olhando aquelas crianças brincarem.
- Deveria!
- Você sempre vem aqui? - Pergunto, mudando de assunto.
- Sim! Mas isso vai acabar por um tempo! Tô saindo hoje da lanchonete. Amanhã começam minhas aulas noturnas da faculdade e não estão precisando de funcionários no contraturno - Ela me diz, olhando para o mesmo lugar que eu.
- Sinto muito! - Falo, agora olhando para ela.
- Não sinta! Me deseje sorte para minha entrevista de emprego amanhã. - Ela me diz sorrindo.
- Para o emprego que com certeza irão te contratar? - perguntei sorrindo.
- É, para esse mesmo. Boa noite! - ela responde se levantando.
- Boa noite! A morena se despede toda sorridente e eu fico encantado com sua doçura e simpatia, foi tão espontâneo conversar com a... com a...... "Mas que droga!" - Pensei comigo mesmo. - "Nem mesmo o nome da moça eu perguntei!"
- Que idiota Saymon! - Falei para mim mesmo me dirigindo para o carro. "Idiota nada! Não é certo um homem casado se encantar assim com uma garota, ela é mais nova que eu, talvez seja melhor assim mesmo moça bonita. Vai ser melhor que eu nunca mais veja você, ou caso contrário, não sei que outras reações eu teria.
(...)
Volto pra casa e encontro o mesmo vazio de horas antes, Carla ainda não havia retornado. Vou até a cozinha e bebo um copo de água e escuto um barulho de chave na porta. Vou até a sala para receber minha esposa.
- Boa noite amor! - Digo quando ela passa pela porta.
- Boa noite! Já jantou? - pergunta jogando a bolsa e as chaves do seu carro no sofá.
- Comi alguma coisa na rua. E você?
- Jantei com as garotas da clínica. Eu chego perto dela e a beijo. Começo a deslizar minhas mãos no corpo dela, já faz quase um mês que não transamos e eu tô com vontade. - Amor, eu tô cansada. - Ela diz saindo dos meus braços.
- Quer assistir um filme?
- Vou tomar um banho e deitar. Boa noite! Ela vai pro nosso quarto, e eu fico sozinho na sala. Ultimamente nossa vida se baseia nisso, somos quase dois estranhos dentro de casa.
(...)
Acordo com o meu despertador e quando olho para o lado vejo que a cama está vazia, a Carla já foi trabalhar. Tomo meu banho e me arrumo para o trabalho. Minha rotina começa novamente: tomo café na lanchonete do prédio, subo até o meu escritório e dou bom dia para a Samanta.
- Bom dia senhor! A primeira atividade da sua agenda hoje será a entrevista com a Polyana Martins para a vaga de secretária. - Me falou a mulher, com um sorriso largo.
- Ahh Samanta, nem me lembre. - Falo pegando alguns papéis de suas mãos.
- A Polyana é muito esforçada!
- Fazer o que, né? Mas eu não vou prometer nada, eu concordei em fazer a entrevista com ela primeiro porque você me pediu, mas se eu achar que ela não é compatível para o cargo eu vou procurar uma agência de empregos.
- Tudo bem senhor. Eu agradeço e a Polyana também! Eu entro na minha sala e me sento na minha cadeira, afrouxei um pouco o colarinho e dei um suspiro derrotado. "Que vida mais sem graça, hein, senhor Saymon Romão." - Digo para mim mesmo em pensamentos. Encaro os processos na minha mesa, suspiro e começo a analisar um a um, e escuto alguém bater na porta.
- Entre! - Digo ainda analisando a papelada.
- Senhor a Polyana chegou! - Me informou Samanta.
- Mande-a entrar! - peço ainda olhando os processos, escuto alguém e aproximar e sentar na cadeira em frente a minha mesa. "Esse caso está muito complicado. Vou ter que estudar com cuidado" - Dizia para mim mesmo em pensamentos.
- Polyana, qual suas melhores qualidades? - Pergunto ainda fitando aqueles papéis.
- Sou simpática, sorridente e espontânea! São excelentes requisitos, não? - Me diz uma voz doce.
"Essa voz!" - Falei em pensamento. Levanto a cabeça e vejo a garota da lanchonete que conversou comigo ontem, e devo acrescentar, ela está maravilhosa, se ontem com o uniforme simples, cabelo com coque e sem maquiagem eu já achei a coisa mais sexy do mundo, imagina agora, com esses cabelos soltos, maquiagem bem feita, e essa blusa decotada. Sei que é errado, mas é impossível não reparar.
- O empregador seria um tolo se não te contratasse. - respondi com um sorriso, enquanto sentia meu coração bater mais forte.
A garota linda da lanchonete está parada bem na minha frente. Eu não acreditava em coincidências até agora.
- Senhor eu....
- Mundo pequeno esse, não é? - Perguntei, dando um dos meus melhores sorrisos.
- Sim, é sim. Bem, eu... - Tentava falar, mas estava visivelmente desconcertada. O rosto dela está todo vermelho, e não sei porque, mas estou achando ela muito sexy por causa disso.
- Senhorita Martins, tudo bem, não precisa ficar sem jeito. Vamos, converse comigo como se estivesse me vendo pela primeira vez - Falei, tentando acalmá-la. - Então, você é estudante de direito? - Tento melhorar a situação, e parece dar certo porque ela ficou com o semblante mais relaxado.
- Sim! Acabei de ingressar no curso e acredito que uma vaga na sua empresa seria de muita aprendizagem.
- Você seria a minha secretária, mas ficaria por dentro de todos os processos dos clientes. Realmente seria um bom trabalho para quem está ingressando em um curso de direito.
- Seria perfeito pra mim! - Ela me diz com um belo sorriso. "Pra mim também" - pensei encarando aquele belo decote.
- Você divide apartamento com a Samanta? Desculpe a pergunta pessoal, mas gosto de checar alguns antecedentes antes de fazer contratações.
- Tudo bem! Sim, nós dividimos apartamento, mas agora que ela vai casar eu vou morar sozinha, pelo menos até encontrar outra colega que dividiria o aluguel comigo.
- Entendo... Seus pais não moram na cidade?
- Éramos só eu e a minha mãe. Mas ela morreu de câncer ano passado!
- Sinto muito!
- Tudo bem!
- Você poderia me falar mais sobre você? Preciso checar algumas informações do seu currículo.
- Eu tenho dezenove anos, acabei de ingressar na faculdade de direito, e não tenho outros vínculos empregatícios, pois tive que sair da lanchonete em que trabalhava.
- O seu vínculo empregatício agora é com a "Romão escritório de advocacia". A Samanta vai te repassar tudo - Falei apertando a sua mão e tentando segurar uma estranha felicidade que nascia em mim.
- Não irei desapontá-lo Senhor. - ela me diz empolgada.
- Sei que não! Ela levanta da cadeira e sai da sala e eu acompanho o seu rebolado. "Que traseiro!" - Penso comigo mesmo. - "Como eu não pude observar essa parte antes? Essa garota é muito gostosa, e..."
-Minha nossa! Eu não posso pensar essas coisas com a minha secretária, eu definitivamente tenho que afastar esses pensamentos da minha cabeça. - Falo para mim mesmo, me repreendendo.
(...)
Durante o resto da semana a Samanta repassa tudo sobre o trabalho para a Polyana, e devo dizer que ela é mesmo muito eficiente. Ainda tem que se esforçar mais para pegar o ritmo da minha antiga secretária, mas ela é bem esforçada e disposta a aprender.
- Com licença senhor! O senhor Toledo está aqui! - Polyana me informa depois de adentrar em minha sala.
- Mande-o entrar! - Ordenei. Ela sai e em poucos segundos vejo Sandro entrando em minha sala.
- Fala irmãozinho! - Me diz ele, já sentando na cadeira em frente a minha mesa.
- Fala ladrão de secretárias!
- Ainda está chateado comigo por causa disso? Mesmo com essa belezinha que a Samanta trouxe pra você? - ele me pergunta com uma cara de safado. Não respondo o que esse tarado perguntou, mas é impossível não esboçar um sorriso.
- Viu só? Eu sou louco pela minha cerejinha, mas não sou cego e sei que você também não é. - Continua as provocações.
- Sandro, ela é minha secretária! E é bem mais nova que eu, pois ela tem apenas dezenove anos. - digo isso tentando convencer mais eu do que ele. Somos interrompidos com uma batida na porta e pouco tempo depois Samanta entra.
- Senhor Romão, hoje foi meu último dia de trabalho, e estou muito aliviada por saber que estou lhe deixando em boas mãos. - Me falou Samanta.
- A Polyana é muito eficiente Samanta! Muito obrigado!
- Bom, foi um prazer trabalhar com o senhor - ela me diz com um sorriso.
- Mas você não está achando que vai apenas sair assim não é senhorita Soares? - Futura senhora Toledo - fala Sandro, se aproximando da sua noiva e lhe abraçando. - Por que acha que estou aqui amor?
- Nós vamos sair para comemorar a sua despedida. - digo animado.
- Nossa, sério?
- Vamos tomar uns drinks. A Carla já confirmou? - Me pergunta Sandro.
- Ela não vai poder ir, teve uma urgência com uma das pacientes lá da clínica.
Foi isso o que ela me disse, mas a Carla nunca gostou da Samanta. ela cismava dizendo que a mesma tinha um caso comigo, felizmente quando ela começou a namorar o Sandro ela tirou essa loucura da cabeça.
Assim que saímos da minha sala encontramos a Polyana ainda mexendo no computador.
- Poly eu não disse naquela hora que você já podia ir embora? - Perguntou minha ex secretária para a amiga.
- Foi mal Sah. É que como eu não tenho aula hoje aproveitei para atualizar a agenda da próxima semana do senhor Romão. - Ela respondeu a amiga ainda olhando para o computador. "Como eu disse, eficiente"
- Samanta porque a Poly não vem tomar uns drinks com a gente? - Perguntou Sandro, olhando pra mim com cara de safado. Eu ainda mato esse Toledo de merda, mas confesso que a ideia de tomar drink com a Polyana me deixa animado.
-Vamos amiga! Você não vai ter aula e hoje é sexta! - Samanta chama Polyana animada. Ela olha pra mim relutante e eu dou um sorriso pra ela.
- Tudo bem! - Ela responde com um sorriso.
(...)
Hoje a Polyana está vestindo uma saia um pouco acima do joelho, blusinha de alça branca e um blazer da mesma cor da saia. Uma roupa normal de secretária, mas no corpo dessa morena qualquer roupa normal se transforma em uma fantasia extremamente sensual. Passo o tempo todo no bar tentando disfarçar o quanto eu estou atraído pela Polyana. Por Deus! Eu vou enlouquecer.
- Amor nossa música! Vamos dançar! - Falou Samanta, já puxando o noivo. Depois de uma leve reluta de Sandro, o casal sai animado para a pista de dança.
- Você não gosta de dançar? - Pergunto para Polyana, tentando puxar algum assunto.
- Às vezes. Hoje eu não estou com muita vonta... - Ela para de falar quando derrama um copo todo de drink nela mesma, molhando toda a parte de cima da sua roupa. - Que desastrada! - Ela completa, visivelmente irritada.
Ela tira o seu blazer e fica apenas com a blusa branca que acabou de ficar transparente mostrando um par de seios grandes e fartos e duas bolinhas rosas durinhos que eram os seus mamilos, e que mais parecia com duas cerejas deliciosas de um bolo. Um bolo que eu definitivamente tô morrendo de vontade de provar.
- Com licença eu vou ao banheiro! - Ela fala, saindo da mesa rebolando a sua bunda vantajosa, e meus olhos sobem do seu quadril até a sua cintura fina.
"Caralho! Essa mulher é uma perdição!" - Penso comigo mesmo.
- O que houve com a Poly? - Me pergunta Samanta, voltando da pista de dança.
- Derramou bebida na roupa!
- Desastrada como sempre. - Samanta falou enquanto ria.
- Eu ouvi isso! - Polyana diz para Samanta, voltando do banheiro.
- Saymon, você poderia levar a Polyana em casa? A Samanta vai dormir no meu apartamento hoje. - Me perguntou Sandro.
- Não precisa se incomodar senhor Romão, eu peço um Uber. - Responde Polyana, levemente avermelhada.
- Imagina, senhorita Martins, eu levo você! As duas amigas se despedem no estacionamento e cada uma entra em um carro.
Polyana e eu seguimos rumo para a sua casa, e no caminho passamos pelo parquinho da noite em que nos conhecemos, está vazio pelo fato de já ser de madrugada.
- Você tem filhos, senhor Romão? Naquele dia o senhor observava o parquinho tão pensativo. - Perguntou olhando pra mim.
- Não Polyana! Eu não tenho filhos. - Respondo mais sério do que eu gostaria.
- Cada coisa no seu tempo senhor Romão. Meus pais me tiveram depois de mais de dez anos de casados. Eu não lembro do meu pai, mas minha mãe disse que no dia em que eu nasci ele sorria e dizia que estava realizando um sonho. - Ela fala melancólica e uma lágrima escorre em seu rosto.
Eu encosto o carro e limpo essa lágrima, e tento acalmá-la, ao mesmo tempo em que sinto que também fiquei tocado com o que ela disse. Parece que ela enxergou o fundo da minha alma.
- Não chore! Você não sabe o quanto essas palavras me fizeram bem! - Digo, tentando tranquilizá-la.
- Verdade? - Ela me pergunta sorrindo.
- Sim! Você acredita mesmo que as coisas vêm pra gente no tempo certo? - Eu pergunto olhando para aqueles olhos.
- Sim, eu acredito bastante! - Ela responde me olhando profundamente também. Só agora percebo o quanto nossos rostos estão próximos.
Eu abaixei meus olhos até a sua boca avermelhada e convidativa e não há nada que eu queira fazer agora mais do que tocar essa boca com meus lábios. Mas eu junto todas as minhas forças e me ajeito novamente no banco e arranco com o carro. Assim que chegamos na frente da sua casa ela me agradece pela carona.
- Obrigada senhor Romão! Até segun... - Novamente ela é interrompida quando o celular escorre da sua mão. Ela fica tateando no ar, mas não consegue pegar, e ele cai bem perto dos meus pés. Polyana se aproxima para pegar e eu travo meus olhos no caminho entre a sua cintura e o seu quadril e isso me deixa extremamente excitado.
Assim que ela se levanta parece ficar tonta e busca se equilibrar em alguma coisa, e acaba pressionando a mão em cima da minha virilha, e eu nem tento disfarçar o quanto eu tô duro, porque é impossível.
- Me desculpe senhor! Eu sou mesmo desajeitada. - diz completamente sem graça.
- Boa noite, senhorita Martins. - Respondi olhando para a frente.
- Boa noite! - Ela sai do carro toda sem jeito e envergonhada e eu vou direto pra casa.
(...)
Assim que entro dentro de casa vou direto para o banheiro, preciso me aliviar.
- Amor! - Diz a Carla, ao me ver entrar no quarto.
- Ainda tá acordada? - pergunto surpreso. -
Acordei com você entrando! Ao vê-la deitada na cama, decido me aliviar de outra maneira. Me aproximo e me agarro ao corpo da minha esposa até me saciar a vontade, e eu não sei que tipo de canalha eu sou, mas a todo instante eu só imaginava estar fudendo bem gostoso uma certa morena que eu tenho como secretária.
Assim que chego no escritório já encontro essa maravilha sentada em sua mesa digitando algo no computador, assim que ela percebe minha presença começa a ficar vermelha, deve estar se lembrando do que houve na sexta-feira.
- Bom dia, senhor Romão!
- Bom dia, senhorita Martins! Tenha um excelente começo de semana! - falo e depois passo direto pra minha sala.
Pouco tempo depois ouço uma batida fraca na minha porta.
- Entre! - Ordenei.
- Com licença senhor! Eu vou lhe informar sobre a agenda do dia. - Disse Polyana, abrindo uma agenda preta.
"É claro! Entrei tão apressado que nem esperei ela me passar os compromissos de hoje" - pensei comigo mesmo.
- O senhor terá uma reunião com o prefeito Novaes para tratar da papelada de liberação de novas construções na cidade; terá um encontro com o senhor Rocha para planejar o seu inventário, e à tarde uma audiência.
- Lotado hoje heim? "Menos mal por que assim não fico pensando em te foder na minha mesa o tempo todo." - Penso enquanto tento prestar atenção no que ela falava.
- Senhor, acabou de chegar o convite de casamento da Samanta e do senhor Toledo.
- Pode deixar na minha mesa. Obrigado. - Eu respondo já fechando a minha pasta e saindo.
(...)
Passei a manhã toda ocupado tanto na prefeitura quanto nos terrenos das novas obras. Meu dever é me certificar que toda a documentação esteja em dias e dentro da lei. Novaes é meu amigo de infância e também o único político que eu já conheci que não é corrupto. Depois vou para uma reunião sobre um inventário que irei fazer, assim que ouço as explanações do meu cliente já percebo que vai ser coisa grande. Após resolver todos os compromissos da manhã, ligo para a Carla.
Depois da nossa noite de paixão na sexta, ela foi passar o fim de semana na casa da mãe dela e só retornou hoje pela manhã e como eu já estava de saída para o trabalho, mal nos falamos, mas combinamos de nos encontrar para almoçarmos juntos em um restaurante que ela faria reserva.
"Oi amor" - Diz Carla, após atender a ligação.
- Oi querida, me manda a localização do restaurante. - Pedi animado.
"Que restaurante?" - Ela me perguntou com uma voz de quem não estava entendendo nada.
- Que nós vamos almoçar. Esqueceu?
"Aiiiii amor, sinto muito. Esqueci completamente!"
- É sério isso? Porra Carla! - respondo irritado.
"Querido, eu sinto muito!"
- Ta! Eu busco você aí para procurarmos juntos um lugar pra gente almoçar.
"É que eu já almocei amor. Não podemos deixar para amanhã?" - Ela me perguntou fazendo eu me irritar mais ainda.
- Para você esquecer novamente? Isso tem acontecido com muita frequência, não é mesmo? O que está acontecendo com você? - Pergunto exaltado.
"É sério que a gente vai discutir por telefone?" - Ela pergunta, se fazendo de vítima. - "Quer saber? Deixa pra lá! Tenha uma boa tarde" - Ela responde desligando o celular na minha cara.
Dou um longo suspiro e volto puto para o escritório. Decido pedir algo e comer por lá mesmo.
(...)
Assim que entro na recepção sou invadido por um cheiro delicioso de comida caseira, e encontro a minha "secregata" sentada no chão, almoçando e lendo um livro enorme de direito. A forma como ela mastiga a comida e depois passa a língua nos lábios é muito sexy. Um fio de macarrão cai no meio do seu decote e ela retira e coloca na boca, e eu acabei de perceber que estou com fome, mas não é de comida. Que visão dos Deuses! Apenas com uma blusa de alça e sua saia costumeira, a única coisa que consigo enxergar são esses dois melões me convidando para uma chupada.
- Perdão senhor. Eu achei que estivesse almoçando com a sua esposa. - Ela se desculpa organizando as coisas que estavam espalhadas.
- Houve um imprevisto! Isso é lasanha?
- Sim! Aceita?
- Não, senhorita Martins, não precisa se incomodar. Pode comer o seu almoço à vontade.
- Tem muita comida. Eu acabei esquecendo que a Samanta não está mais aqui e trouxe comida para duas pessoas. - Ela responde sorrindo.
- Sendo assim, eu aceito. No momento em que coloco a comida na boca fecho os olhos apreciando o sabor delicioso. Com certeza é a melhor lasanha que já comi.
- Isso está maravilhoso! Foi você que fez Polyana? - Pergunto, surpreso.
- Sim! - Ela responde envergonhada, não sei se pelo elogio ou pelo fato de eu tê-la chamado apenas pelo seu primeiro nome.
- Tá muito bom! Já pode casar! - Ela abaixa a cabeça aparentemente irritada. Porque eu fui falar uma merda dessas? - Desculpa! Eu não sou nenhum machista nem algo assim e...
- Não é isso senhor! É que... - Ela olha triste pra mim.
- O que houve Polyana? - Pergunto, preocupado.
- Eu não posso casar porque o homem que eu gosto já é casado! - Ela responde abaixando a cabeça. Caralho! Congelo na mesma hora.
- Esse homem sabe que você gosta dele?
- Não sei! O senhor sabe? - Ela me pergunta olhando dentro dos meus olhos. Eu fico completamente sem reação, não sei mesmo nem o que fazer pois fui pego de surpresa. E pela primeira vez, fico calado sem saber o que dizer.
Nesse momento o telefone toca e ela vai atender, e eu aproveito para voltar para a minha sala. "O que foi isso que ela falou? Ela disse que gosta de mim? E que reação de maricas foi essa que eu tive, ela vai achar que eu não quero" - Digo para mim mesmo enquanto ando de um lado para o outro. - "eu quero?" - me questiono - "Porra, eu quero! Quero muito! Sei que é errado, mas eu quero muito isso, porra!" Paro de andar quando escuto alguém bater na porta.
- Entre! - Ordenei.
- Senhor, me perdoe. Por Favor não me demita, eu falei sem pensar...
Eu a agarro e começo a beijá-la sem dar tempo para que ela termine o que estava falando. Deslizo minhas mãos pra essa bunda farta dela, e aperto bem forte contra mim. Como eu quis agarrar essa bunda, como eu ainda quero fazer muitas coisas nela. Levanto ela e a coloco sentada com as pernas abertas em cima da minha mesa e me encaixo no meio. Enquanto a sentava tive que afastar alguns objetos da mesa e nisso o porta retrato com a foto da Carla caiu, e eu fechei os olhos e me concentrei novamente no que eu estava fazendo. Não vou pensar em consequências agora. Não agora! Começo a fazer movimentos circulares em seus seios e logo tiro a sua blusa e encaro essas delícias, começo a chupar, e ela começa a gemer - e que gemidos! deliciosos. Essa garota é muito gostosa, e ela corresponde a tudo. Coloco ela em pé, levanto a sua saia e a viro de costas e começo a fazer carinho na sua intimidade, e caralho, ela tá toda molhada.
- Me diz que você também quer isso tanto quanto eu Polyana, por favor! Fala que quer transar comigo aqui na minha mesa - Eu pergunto suplicante no ouvido dela. Minha respiração está pesada, meu pau tá duro igual o caralho.
- Eu quero! - Ela me responde de um jeito sensual. Eu vou me abaixando aos poucos tirando a sua calcinha e vejo ela contorcendo as pernas em excitação, assim que tiro toda a peça voltou subindo deslizando minha língua pela parte interna da sua coxa até chegar na sua intimidade, inclino ela mais um pouco pra mim e começo a chupar.
- Ahhhhh! Minha nossa, annnnnn! - É assim que um homem faz, Poly! - digo convencido. Trabalho muito minha língua nela, me agarrando nesses quadris fartos e afundando cada vez mais o meu rosto, aqui é um lugar maravilhoso para um homem estar depois do almoço. Que sobremesa deliciosa!
- Annnn! Sim! Sim! Nossa! - Ela praticamente gritou, sentindo prazer. Ela começa a dar espasmos e logo a sinto derramar o seu melzinho na minha boca, ainda passo a minha língua devagar e recebo outros espasmos.
Quando me levanto percebo que ela está completamente mole e ofegante, coloco meu pau pra fora e meto nela, e escuto outro gemido. E caralho, entrou lisinho! Começo a estocar, e que delícia de buceta, toda apertadinha.
- Poly você é uma delícia! Toda apertadinha e gostosa. - Eu falo quase sussurrando em sua orelha com uma voz rouca e vejo os pelinhos do seu pescoço se eriçarem, dou uma lambida e começo a mordiscar, e a respiração dela começa a ficar ofegante - Calma gatinha que eu ainda nem comecei.
Meto mais forte e ela começa a gemer bastante, que delícia, que música para os meus ouvidos, esse traseiro gigante dela é uma tentação. Dou um tapa e ela grita. Ela está gemendo muito alto agora, quase gritando, e isso tá me enlouquecendo de tesão, aumento minhas estocadas e sinto ela me apertar, logo depois sua bucetinha começa a vibrar no meu pau. Ver seu corpo todo se contorcendo enquanto goza é demais pra mim. Eu não aguento mais e a coloco de joelhos pra receber minha porra. Uaaaaau! Que delícia!
- Isso foi maravilhoso Polyana! - Digo com um sorriso sacana nos lábios.
- Senhor eu... - Não me chame de senhor! Me chame de Saymon. - Repreendo-a.
- Tudo bem. - Ela responde sem jeito. Ela começa a se vestir, ainda tá vermelha e descabelada e eu tô achando ela muito sexy por causa disso, mas ela também está claramente envergonhada, eu fecho meu zíper e a abraço com muito carinho.
- Polyana você é maravilhosa! Linda, perfeita e Isso tudo foi incrível. - Eu falo arrumando as mechas soltas do seu cabelo e a aconchegando em meu peito.
- Senhor, eu não sei o que aconteceu! Eu não sou dessas! - Ela responde escondendo o rosto em meu peito.
- Ei, eu sei que não é - Eu falo levantando sua cabeça e olhando em seus olhos.
- Isso que aconteceu foi muito bom e eu quero mais Polyana! Eu quero muito mais. Eu te desejo muito. - falei sincero. Ela abre um grande sorriso e eu lhe dou um beijo, e nossas bocas se encaixam perfeitamente assim como meu pau em sua buceta. Ahhhh, só de lembrar já fico duro de novo.
- Você tem uma audiência agora à tarde! - Ela me lembra.
- Verdade! Quer vir comigo? Seria muito interessante você assistir, sabe, por causa da sua faculdade.
- Eu posso? - Ela pergunta com os olhinhos brilhando, e eu sinto que estou me perdendo nesse olhar.
- Lógico que pode! - digo abraçando-a novamente. - Na volta nós poderíamos passar em algum lugar para descansar. "Um lugar tipo um motel!" - Penso comigo mesmo.
(...)
Preparo minha maleta enquanto Polyana finaliza seu trabalho no computador, e seguimos para o tribunal. Essa morena não sabe o quanto me satisfaz hoje! Maravilhosa!