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A Arquiteta Ignorada e Sua Ascensão

A Arquiteta Ignorada e Sua Ascensão

Autor:: Xin Ning
Gênero: Romance
Meu projeto, "Jardins do Amanhã", era a joia da coroa da Construções Futuro, a garantia da minha promoção a Diretora de Projetos. Mas na reunião, em vez do meu nome, ouvi: "Gostaria de apresentar a vocês... Sofia Mendes, minha filha" . Num piscar de olhos, perdi a promoção, humilhada na frente de todos pela filha do chefe – que não entendia nada de arquitetura – e por um nepotismo descarado. Como se não bastasse, Pedro, meu namorado, o cúmplice de tantos sonhos, me largou por mensagem de texto meia hora depois, se mostrando um canalha oportunista. Eu era Laura Costa, ambiciosa, talentosa e... a "coitadinha" da empresa, a "ex" ignorada que de repente não tinha mais nada. Eles achavam que me quebraram, me reduziram a nada, mas mal sabiam que, por trás da arquiteta promissora, havia uma herdeira, com poder e uma vingança fria me consumindo. Eles iriam se arrepender.

Introdução

Meu projeto, "Jardins do Amanhã", era a joia da coroa da Construções Futuro, a garantia da minha promoção a Diretora de Projetos.

Mas na reunião, em vez do meu nome, ouvi: "Gostaria de apresentar a vocês... Sofia Mendes, minha filha" .

Num piscar de olhos, perdi a promoção, humilhada na frente de todos pela filha do chefe – que não entendia nada de arquitetura – e por um nepotismo descarado.

Como se não bastasse, Pedro, meu namorado, o cúmplice de tantos sonhos, me largou por mensagem de texto meia hora depois, se mostrando um canalha oportunista.

Eu era Laura Costa, ambiciosa, talentosa e... a "coitadinha" da empresa, a "ex" ignorada que de repente não tinha mais nada.

Eles achavam que me quebraram, me reduziram a nada, mas mal sabiam que, por trás da arquiteta promissora, havia uma herdeira, com poder e uma vingança fria me consumindo.

Eles iriam se arrepender.

Capítulo 1

A tela do computador de Laura Costa exibia o projeto finalizado do "Jardins do Amanhã", um complexo residencial de luxo que prometia ser o novo marco da cidade.

Ela sorriu, satisfeita.

Foram meses de trabalho intenso, noites mal dormidas e uma dedicação que beirava a obsessão. Este projeto era a sua obra-prima, a joia da coroa que consolidaria sua posição na 'Construções Futuro' e lhe garantiria a tão esperada promoção para Diretora de Projetos.

Laura trabalhava na empresa há três anos, desde que se formou com louvor na faculdade de arquitetura. Ela entrou como uma novata cheia de sonhos e, com seu talento e esforço, rapidamente se destacou, liderando projetos cada vez mais importantes e trazendo lucros significativos para a empresa. A promoção não era apenas um desejo, era uma consequência lógica do seu trabalho.

Seu telefone vibrou sobre a mesa, era uma mensagem de Pedro, seu namorado.

"Ansiosa para a reunião de hoje? A futura Diretora precisa comemorar."

Laura sorriu e respondeu rapidamente.

"Muito! Já estou pensando onde vamos jantar. Escolha um lugar chique, a ocasião merece."

Ela olhou para o relógio na tela, a reunião geral com o Sr. Mendes, o dono da empresa, seria em dez minutos. Era o momento. Seu coração batia um pouco mais rápido, uma mistura de nervosismo e excitação.

Enquanto arrumava suas coisas para ir à sala de reuniões, Tia Cida, a ex-gerente de RH que agora cuidava de assuntos administrativos, aproximou-se discretamente de sua mesa. Tia Cida era uma mulher mais velha, com um olhar gentil, e tinha um carinho especial por Laura desde que a contratou.

"Laura, querida", ela começou em voz baixa, "só queria te dizer para ter cuidado hoje."

Laura franziu a testa, confusa.

"Cuidado? Por quê, Tia Cida? É só o anúncio da promoção."

Tia Cida suspirou, seu olhar era de preocupação.

"Eu ouvi umas coisas... O Sr. Mendes tem andado estranho desde que a filha dele voltou do exterior. Apenas... não crie expectativas demais, ok? Este lugar nem sempre é justo."

Laura sentiu um calafrio, mas tentou ignorar.

"Que isso, Tia Cida. O Sr. Mendes sabe do meu valor. O projeto 'Jardins do Amanhã' vai render milhões para a empresa. Ele não seria louco de ignorar isso."

Tia Cida apenas deu um tapinha no ombro de Laura e se afastou, deixando um rastro de incerteza no ar.

Laura balançou a cabeça, tentando afastar os maus pensamentos, e caminhou com confiança para a sala de reuniões. A maioria da equipe já estava lá, todos a cumprimentavam com sorrisos cúmplices, cochichando sobre sua iminente promoção. Ela era respeitada e querida por seus colegas, que reconheciam sua competência.

O Sr. Mendes entrou na sala, seu rosto impassível como sempre. Ao seu lado, uma jovem com um ar arrogante e roupas de grife que pareciam deslocadas no ambiente corporativo. Laura a reconheceu vagamente das redes sociais de Pedro, era Sofia Mendes, a filha do chefe.

Laura não deu muita importância, imaginou que ela estava ali apenas para observar.

O Sr. Mendes limpou a garganta e começou a falar sobre os resultados da empresa, elogiando o sucesso do último trimestre, um sucesso que tinha o nome de Laura por toda parte.

"E para dar continuidade a esse crescimento", disse o Sr. Mendes, com um pequeno sorriso, "eu gostaria de anunciar uma mudança na nossa liderança. Temos uma nova Diretora de Projetos."

Laura ajeitou-se na cadeira, seu coração pronto para saltar.

"Gostaria de apresentar a vocês... Sofia Mendes, minha filha."

Um silêncio chocado caiu sobre a sala.

As pessoas se entreolhavam, incrédulas. Laura sentiu o ar faltar em seus pulmões, o sorriso congelado em seu rosto. Sofia? A garota que, segundo as fofocas, mal tinha terminado um curso de design de interiores qualquer no exterior e nunca havia trabalado um dia na vida?

Sofia deu um passo à frente, com um sorriso presunçoso.

"Olá a todos. Espero que possamos trabalhar bem juntos. Tenho muitas ideias inovadoras para revolucionar a 'Construções Futuro'."

A voz dela era irritante, cheia de uma confiança que não tinha base alguma.

Laura olhou para o Sr. Mendes, esperando que fosse uma piada de mau gosto, mas ele a encarava com uma frieza calculada, como se a desafiasse.

A humilhação queimou em seu rosto. Três anos de dedicação, de sacrifício, de resultados... tudo jogado no lixo pelo nepotismo descarado.

Ela não podia aceitar aquilo. Não podia ficar quieta e ver uma incompetente mimada roubar o lugar que era seu por direito.

Enquanto Sofia continuava seu discurso vazio, cheio de jargões que ela claramente não entendia, Laura se levantou.

Todos os olhares se voltaram para ela.

Ela não disse uma palavra, apenas pegou sua bolsa e caminhou em direção à porta. Seu passo era firme, sua cabeça erguida. Ela não ia dar a eles o prazer de vê-la chorar ou implorar.

Ela ia confrontar o Sr. Mendes.

Sozinha.

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Capítulo 2

Laura marchou diretamente para o escritório do Sr. Mendes, a raiva pulsando em suas veias como um tambor de guerra. Ela não bateu, apenas abriu a porta e entrou.

Ele estava sentado atrás de sua grande mesa de mogno, e nem sequer levantou o olhar do papel que fingia ler. A reunião tinha sido encerrada abruptamente após a saída dela.

"Laura. Que surpresa desagradável", ele disse, com a voz carregada de sarcasmo.

"Eu quero uma explicação", a voz de Laura saiu firme, sem nenhum traço de hesitação. "Três anos. Eu dei tudo de mim para esta empresa. O projeto 'Jardins do Amanhã' foi ideia minha, desenvolvido por mim, liderado por mim. Como o senhor ousa me fazer isso?"

O Sr. Mendes finalmente levantou a cabeça, e seu olhar era de puro desdém.

"Fazer o quê, exatamente? Eu sou o dono desta empresa. Eu decido quem é promovido. Sofia é minha filha, ela tem o meu sangue. Isso é mais importante do que qualquer projeto."

A desfaçatez dele era inacreditável.

"Então o mérito não vale nada aqui? Competência, resultados, lealdade... nada disso importa?"

Ele riu, uma risada curta e cruel.

"Você é ingênua, Laura. O mundo dos negócios é sobre poder e família. Você é apenas uma funcionária. E a propósito, sua nova função será como assistente da Sofia. Ela vai precisar de alguém que conheça os projetos para... ajudá-la na transição."

Aquilo foi a gota d'água. Rebaixada a assistente da garota que roubou seu lugar. A humilhação era profunda, calculada para quebrá-la.

"Eu não vou fazer isso", ela disse, a voz baixa e perigosa.

O Sr. Mendes se levantou, apoiando as mãos na mesa e se inclinando para a frente. Sua expressão se tornou ameaçadora.

"Escute aqui, garota. Na minha empresa, as regras são minhas. Ou você trabalha, ou você sai. Não há outra opção. Se você acha que pode sair daqui e arrumar algo melhor, boa sorte. Eu farei questão de que nenhuma construtora decente nesta cidade te contrate. Eu vou destruir sua carreira."

A ameaça pairou no ar, pesada e venenosa. Mas em vez de medo, Laura sentiu uma clareza gelada. Ela não podia mais trabalhar para um homem como aquele.

Ela pegou o crachá da empresa que estava pendurado em seu pescoço, o plástico com seu nome e foto, e o jogou com força sobre a mesa dele. O som do plástico batendo na madeira ecoou na sala silenciosa.

"Então eu saio."

Ela se virou, sem olhar para trás.

"Você vai se arrepender disso!", ele gritou às suas costas.

Laura apenas sorriu com desprezo, sem se virar. "Veremos quem vai se arrepender, Sr. Mendes."

Ela caminhou para fora do escritório, passando pela sua antiga mesa sob os olhares chocados de seus colegas. Pegou sua bolsa e seus pertences pessoais, ignorando os chamados e as perguntas.

Ao sair do prédio, o ar frio da rua pareceu libertador. Ela respirou fundo, tentando acalmar o turbilhão de emoções. A primeira coisa que fez foi pegar o celular para ligar para Pedro. Ela precisava do apoio dele, precisava ouvir sua voz, desabafar sobre a injustiça terrível que acabara de sofrer.

O telefone chamou uma, duas, três vezes. Caixa postal.

Estranho. Ele sabia da reunião, deveria estar esperando sua ligação.

Ela mandou uma mensagem.

"Me liga urgente. Aconteceu o pior."

Ela esperou. Cinco minutos. Dez minutos. A pequena caixa de texto permaneceu ali, solitária, sem resposta. Uma ansiedade ruim começou a se formar no fundo do seu estômago, uma sensação pior do que a da demissão.

Ela tentou ligar de novo. E de novo. Nada.

Ela ficou parada na calçada por quase uma hora, olhando para a tela do celular, a esperança se esvaindo a cada minuto que passava. O silêncio de Pedro era mais ensurdecedor do que os gritos do Sr. Mendes.

Finalmente, uma notificação. Não era uma ligação, mas uma única, curta mensagem de texto.

O coração de Laura gelou antes mesmo de abrir.

A mensagem dizia:

"Laura, acho melhor a gente terminar. Nossos caminhos são diferentes agora. Adeus."

Laura olhou para a mensagem, incrédula. Foi como levar um soco no estômago. Sem explicação, sem uma conversa, sem nem mesmo a decência de uma ligação. Apenas um texto frio e covarde.

Ela tentou ligar para ele imediatamente, mas a chamada foi direto para a caixa postal. Ele a havia bloqueado.

Em poucas horas, ela havia perdido a promoção, o emprego e o namorado. A traição era dupla, um golpe vindo de duas frentes diferentes, deixando-a completamente desnorteada e sozinha no meio da calçada.

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