༺ Louren Smith༻
Em todas as lojas em que entreguei meu currículo, a resposta foi a mesma: "Desculpe, não estamos contratando no momento". Saí da última loja desanimada. Como pode ninguém estar precisando de funcionários nessa cidade?
Estou desesperada para arrumar um emprego. As coisas em casa não estão fáceis, minha mãe precisa de remédios e alimentos que não podemos pagar. Às vezes, odeio a falta que o dinheiro faz. Como eu queria ser rica e resolver todos os meus problemas.
Cansada de bater pernas o dia todo pelo centro da cidade, decidi seguir por uma rua mais deserta, torcendo para não ser assaltada. Minha bolsa está vazia, e meu celular não tem crédito há meses. É difícil viver no Brasil.
Deixei meu currículo em uma loja de material de construção, mas a resposta foi a mesma. Se as coisas continuarem assim, vou ter que arrumar outro jeito de ganhar dinheiro. Estou exausta de andar por horas e com dores nos pés. Só quero chegar em casa e relaxar na minha cama.
No caminho, passei por uma luxuosa boate. Aposto que só pessoas com muito dinheiro a frequentam.
Não é qualquer pobretão que entra lá, e o nome é muito cômico; "Véu da Noiva da Noite". Realmente, o dono do estabelecimento é criativo demais ou apenas tem preguiça de procurar um nome mais adequado. Me aproximo mais vendo que há um cartaz e decido verificar o que está escrito, talvez eu tenha sorte e seja algo bom.
"Estamos contratando, vagas apenas para mulheres no momento! Receba um salário fixo, além das gorjetas que ganhar dos clientes. A vaga é para garçonete."
Por um momento, fiquei feliz em ver que eles estavam procurando pessoas para trabalhar. De imediato, bati na porta da boate e um homem grande e musculoso, com um corte de cabelo no estilo militar, surgiu de dentro do lugar, me olhando de cima a baixo. Com toda a certeza, deveria fazer a segurança do local. Ele me observa sério e pergunta:
- Oi! O quê você deseja?
- Olá, eu não quero incomodar! Apenas uma informação; essas vagas ainda estão disponíveis ou já foram todas preenchidas? - ele franze a testa e olha para o cartaz e responde coçando a cabeça.
- Se eu não me engano, ainda há cinco vagas! Por acaso, você deseja se candidatar?
- Oh! Sim, eu adoraria... Estou procurando emprego o dia todo. Quem sabe finalmente, eu tenho sorte!? - ele apenas concorda com o que digo e responde novamente.
- Está certo, acredito que dona Geralda ainda vai recebê-la. Ela é a dona da boate, mas quem administra é seu filho, Nicolas.
- Tudo bem, você vai me levar até lá, ou preciso aguardar aqui fora? - ele me olha sério, colocando a cabeça para dentro da boate e pergunta.
- Aguarde aqui um momento! Perguntarei se ela pode recebê-la ou se vai mandar você vir só amanhã.
Apenas concordo com ele e fico aguardando do lado de fora, enquanto ele entra novamente na boate. Tomara que essa mulher me dê esse emprego, eu preciso muito.
Após alguns minutos, o segurança retorna afirmando que a mulher vai me receber. Então ele me pede para acompanhá-lo. Ao entrar, percebo que a boate por dentro é ainda mais luxuosa. Realmente, a pessoa que vem para esse tipo de ambiente tem que ter muito dinheiro, não é para qualquer um.
Chegamos a um cômodo que parece ser um escritório. Ele bate na porta e a mulher fala algo e pede para entrar. Vejo uma senhora bem glamorosa e exuberante. Não sei se ela parece vulgar ou sexy ao mesmo tempo, mas esse nome que ela possui é horrível, "Geralda". Penso que sua mãe deveria ter muita raiva dela para colocar um nome desses.
- Então, é essa garota, Nick? Bom, por favor, moça, sente-se. Pode deixar que daqui cuido do resto, Nick!
O segurança apenas concorda e se retira, fechando a porta e me deixando a sós com ela, que apenas me dá um sorriso estranho. Eu só espero que ela não esteja apenas sendo uma boa anfitriã e depois vire um verdadeiro demônio de chefe.
- Bom, moça, o Nick acabou não me dizendo seu nome, mas me diga: realmente tem interesse na vaga?
- Ah! Sim, eu preciso de um emprego, mas ainda não sei exatamente o que vocês precisam para me contratar? - ela me encara com um sorriso misterioso, então responde retirando um daqueles cigarros chiques de sua bolsa, que sempre vejo aquelas atrizes fumando nos filmes antigos. Com toda a certeza, devem ser bem caros.
- Me fale um pouco sobre você: seu nome, capacitação, essas coisas?
- Bom, eu me chamo Louren, tenho 22 anos! Algumas qualificações no meu currículo são: já trabalhei como garçonete em restaurante, então sei mais ou menos como funcionam algumas coisas e sei atender as mesas, fui vendedora em lojas, atendente de caixa e recepção, etc.
- Isso é bom, pelo menos você tem experiência! Então, Louren, vamos ao que interessa. Você percebeu que essa boate não é qualquer casa noturna que você esteja acostumado a frequentar? Aqui só vêm pessoas que realmente têm dinheiro, como políticos, empresários, homens de cargos poderosos. Eu recebo até pessoas do exterior e, claro, socialites que gostam de se divertir muito e gastar dinheiro. Você ainda não notou, mas existe um palco de apresentações para cada dia. Funcionamos de quarta a domingo, e claro, também precisamos discutir sobre a roupa de trabalho e saber se está disposto a aceitar.
- Isso depende muito! Que tipo de roupa vocês usam aqui? - ela se levanta puxando um manequim, me mostrando uma roupa que mais parece uma fantasia sexual. O short é tão curto e a camiseta de cima bem vulgar. Por um momento, pensei: "Misericórdia, como usarei uma roupa dessas? Isso nem deveria ser chamado de uniforme de trabalho e sim de roupa de prostituta".
Ainda encarava a roupa no manequim completamente perplexo. Dona Geralda, então, disse chamando minha atenção:
- Esse é o uniforme que as meninas usam no "Véu da Noiva da Noite", pois o nome representa luxúria e desejo. Outra coisa, não nos importamos também se vocês acabarem se envolvendo com algum cliente que esteja pagando por você. Não que você seja dessas mulheres, não quero ofendê-la, mas tem algumas meninas que aceitam. Agora me diga: você realmente quer esse emprego?
Respirei fundo, pois eu não podia recusar algo assim. Na situação em que eu me encontrava, tinha que pensar na minha mãe. Porque aquele safado do meu irmão some e só aparece depois de uma semana ou duas. As contas estavam chegando, então apenas concordei, aceitando a proposta, mesmo já pensando no que eu posso passar no futuro.
- Eu aceito o emprego! Realmente estou precisando, não nego. Só espero que os seus clientes também não sejam desrespeitosos.
- Isso depende muito da entrada que você dá. Se fizer o seu trabalho, eles não vão mexer. Agora, se você der brecha, já sabe? Por isso que contrato os seguranças, porque se você se sentir incomodado, deve avisar ao Nick! - me levantei apertando a mão dela e respondi.
- Certo, e quando começo exatamente?
- Você pode começar neste próximo sábado! Infelizmente, não abriremos nem na quarta e muito menos no restante da semana. Só no sábado e domingo. Preciso fazer uma limpeza na boate, mas aguardo por você aqui no meu escritório com seus documentos. Mandarei o meu contador providenciar o seu contrato.
Apenas concordei e acertei os últimos detalhes com Dona Geralda. Sério, esse nome era horrível. Não é que eu tivesse algum preconceito, mas sei lá, não gostava deste nome. Quando me retirei dessa boate, pensei:
" Ah, meu Deus! Eu não sei o que enfrentarei lá dentro, ainda mais com aquele uniforme minúsculo. Porém, dei-me forças, pois preciso desse emprego.
Duas semanas depois...
Alguns dias haviam se passado e finalmente eu comecei a trabalhar naquela boate. E, claro, como sou uma mulher de cabelos negros e pele clara e, por sorte do destino, herdei os olhos verdes (não da parte da minha mãe, mas sim do meu pai), chamei muita atenção assim que coloquei aquele uniforme. Os homens sempre me convidavam para algo a mais, porém, eu rejeitava qualquer tipo de proposta e fazia apenas meu trabalho.
Hoje, uma das meninas me ajudou com a maquiagem. Nossa, eu tinha me transformado em outra mulher que nem eu mesma reconhecia, pois sempre fui muito comportada na maneira de se vestir e me maquiar.
E, claro, as investidas começaram dos clientes, contudo, mantive o profissionalismo. Sempre que não estava a fim de atender mais aquela mesa, pedia para outra amiga garçonete atender e focava em outras atividades.
Hoje, o movimento da boate estava grande. Dona Geralda me mandou para a área VIP e eu tinha que levar algumas bebidas para um grupo de empresários.
Quando cheguei na mesa, percebi que todos eles estavam conversando sobre algo. Dei boa noite e entreguei suas bebidas, e notei os olhares que deram pelo meu corpo. Isso era tão desconfortável, mas ao levantar a cabeça, até estremeci com o olhar de um homem mais velho que estava em silêncio, me observando de cima a baixo. Ele nem disfarçava suas intenções safadas. Pedi licença para o grupo, pois ia me retirar, e quando estava saindo, ele disse:
- Espere um momento, garçonete. Você é nova aqui, certo? Sempre marco todos os rostos que trabalham nesse lugar.
Me virei olhando para ele e engoli em seco. Só faltava esse homem agora cismar comigo. Ele me encarou com um sorriso malicioso, esperando a minha resposta! Não sei por que estou me sentindo intimidada dessa maneira com o olhar penetrante que ele me dá. Sinto um choque estranho passar pelo meu corpo e um frio na barriga de nervoso.
༺ Louren Smith༻
Continuei encarando o homem sem reação alguma e, claro, rapidamente me recomponho, enquanto ele me lança um sorriso malicioso! Ao perceber que não respondo qualquer tipo de coisa, ele se pronuncia.
- Nossa, por que você ficou calada de repente? Não quero te assustar, mas achei você uma moça muito bonita! Tem namorado?
- Desculpe, senhor. Não quis parecer mal-educada agora há pouco! Apenas estou tentando me adaptar ao emprego, pois sou nova aqui. - mesmo sendo um homem mais velho, não podia negar que ele era muito bonito, mas não estou aqui para me envolver com clientes ricos. Não sou mulher disso.
- Entendo, Louren, né? É esse o seu nome que está no seu crachá? Eu queria conversar com você depois do seu expediente se fosse possível! Isso, se você não tiver namorado.
- Veja bem, se for a respeito de outra bebida, pode mandar me chamar que levarei até sua mesa. Mas não estou interessada em outro assunto além disso. Com licença! - me virei para sair e rapidamente desci as escadas. O ruim desse emprego eram essas propostas indecentes por parte dos clientes.
Quando estou perto da porta para retornar ao balcão de bebidas, sinto alguém me segurar pelo braço. Ao virar minha cabeça, notei ser o homem que estava conversando há poucos segundos no andar de cima. Ele se pronuncia, me observando sorridente.
- Espera, garota! Por que está fugindo de mim como o diabo foge da cruz? Tome uma bebida comigo, que mal há? Geralmente, as mulheres daqui não me rejeitam assim de primeira. Costumo pagar bem pelos seus serviços...
- Escute bem o que vou lhe dizer: trabalho aqui, mas não sou obrigada a esse tipo de serviço. Você pode pegar o seu dinheiro e enfiar no seu rabo. Agora me dê licença, que tenho muito serviço ainda para fazer! - ele me olha perplexo pela minha ousadia de falar assim com ele de maneira grosseira.
Não faço ideia de quem ele seja. No entanto, não deixarei um cara como ele falar algo assim para mim, me tratar como uma vagabunda. Só porque tem dinheiro, que vá se foder.
Decido pedir uma pausa de alguns minutos enquanto as meninas continuam atendendo as mesas do lado de fora. Ainda estou pensativa sobre aquele homem, era muito sem-vergonha em fazer uma proposta dessas. Mesmo que ele fosse muito bonito, não passava de um safado. Respiro fundo e decido entrar novamente para atender a outra ala vip, eu não iria ficar me encontrando com aquele homem de novo.
Eram três da manhã quando deixei a boate. Estava tão quebrada e exausta que soltei um bocejo enquanto esperava meu amigo vir me buscar. Eu havia assinado um contrato para que ele me levasse até em casa todas as noites e pagaria uma certa quantia no mês pelos seus serviços. Decido dar uma olhada nas minhas redes sociais. As gorjetas que ganhei me ajudaram bastante, tanto que consegui colocar crédito no meu celular. Tomo um susto quando um carro preto muito luxuoso para bem na minha frente.
Afastei-me um pouco para trás, receosa. Ainda bem que não estava sozinha, pois o segurança que cumpria a vigilância até mais tarde se encontrava na porta. Então, o vidro do carro abaixou e fiquei surpresa ao ver aquele mesmo homem novamente. Ele se pronuncia me olhando com malícia.
- Você não quer uma carona? Posso te deixar em casa!
- Não, obrigada! Minha mãe sempre me ensinou a não aceitar carona de estranhos e não o conheço, muito menos vou entrar no seu carro. - ele apenas me olha seriamente coçando sua barba. Talvez não estivesse acostumado a ser tão insistente assim.
- Você é escorregadia feito sabão, hein, Louren? Geralmente são as mulheres que correm atrás de mim, não eu que preciso fazer isso.
- Acredito que para tudo tem uma primeira vez, senhor! Me respeite, já falei que não estou afim e muito menos planejo aceitar qualquer tipo de proposta indecente da sua parte! - era só o que me faltava, esse homem cismar comigo.
Estou contando os minutos para que meu amigo chegue logo. Ele então respondeu novamente, me observando de cima a baixo. Percebi que não pretendia desistir de mim tão fácil. Meu Deus, eu mereço.
- Me diga o seu preço? Eu realmente gostei de você, Louren. Tenho certeza de que posso te dar uma noite bastante prazerosa e uma das melhores da sua vida!
Realmente, a cara de pau desse homem era incrível. Apenas soltei uma gargalhada, pois se eu contasse isso à minha amiga Marli, ela também diria que sou louca de dispensar um homem tão bonito como ele. O mesmo me observa sério, não gostando da minha risada. Então, respondi, me recompondo.
- Para um homem que diz que tem a mulher que quer pelo seu dinheiro, você está apelando bastante, hein? Olha, me desculpe, como disse anteriormente, não estou afim, e eu também preciso ir para casa. Tenho uma mãe doente que me espera, meu amigo acabou de chegar para me levar embora. Adeus...
- Nós ainda vamos nos encontrar de novo, senhorita Louren. Eu nunca desisto do que quero, e você chamou a minha atenção.
Ele apenas me jogou uma piscadela e levantou o vidro do seu veículo, seguindo viagem. Era só o que me faltava, ainda ter que passar por uma situação como essa. Só espero não voltar a ver esse cliente de novo. Eu não gostei da maneira que ele se comportou comigo.
Assim que cheguei em casa, já fui tirando meus sapatos. Estava tão cansada. Ao acender a luz, notei que minha mãe estava no sofá, sentada. Ela realmente não consegue dormir enquanto eu não chego.
- Mãe, o que a senhora faz acordada a uma hora dessas? Sabe que precisa descansar para melhorar!
- Ah, filha, eu não consigo descansar enquanto você não chega. Já basta o seu irmão assumir a semana toda. Tenho medo de que algo aconteça com você também, Louren! - ela começa a tossir. Então, me aproximo dela, fazendo com que se sente novamente no sofá, e disse.
- Fique aqui, vou buscar um copo de água e, claro, seu remédio. Falta uma hora para você tomar, mas julgo que não faz mal adiantá-lo.
Vou até a cozinha pegar um copo d'água e procuro um dos seus remédios em cima da geladeira. Minha mãe tem passado por tanta coisa, quando melhora de algo, piora de outra. Conto com a sorte para manter a vida dela saudável. O vagabundo do meu irmão até essa data não apareceu. Aposto que já deve estar em um desses jogos clandestinos. Ultimamente, ele tem se metido nesse tipo de vício e tenho medo do que possa acontecer com ele.
Após dar o remédio da minha mãe, caminho com ela para dentro do quarto. Então vou para o meu. Estou trocando de roupa quando percebo uma movimentação estranha na portaria do prédio. Como tenho um binóculo velho, pego para ver do que se trata. Vejo que é o meu irmão que está apanhando de alguns homens. Rapidamente, passo a mão no meu canivete e corro descendo as escadas. Assim que chego mais perto, grito desesperadamente para que eles o soltem.
- Parem com isso! Larguem o meu irmão agora. Socorro... socorro... alguém me ajuda?
Os caras me observam completamente sérios, enquanto me aproximo do meu irmão tentando protegê-lo. E um dos caras comenta, ameaçando Luan.
- Eu deveria quebrar mais a sua cara, mas a sua sorte foi que a sua irmã chegou! Tornarei a te avisar: é bom que você dê um jeito no nosso dinheiro, ou você pagará com a sua vida...
Eles se afastam, entram em seu carro e saem cantando pneu. Rapidamente, Luan se levanta, me olhando com o rosto todo machucado, e disse furioso:
- Você ficou louca? Como desceu aqui para enfrentar esses caras? Quer morrer também?
- Quero entender. O que está acontecendo, Luan? Por que aqueles caras estão te cobrando dinheiro? Não me diga que você andou apostando de novo. Eu já falei para você largar esse vício maldito que não te traz benefício nenhum! - ele retira o seu casaco, limpando a boca, e responde.
- Cuide da sua vida, Louren! Darei um jeito no dinheiro. Só não sei como, mas conseguirei!
- E quanto é que você deve para esses caras? Para ter apanhado dessa maneira, deve ser muito, não? - ele desviou os olhos e respondeu sem esconder a verdade.
- Estou devendo praticamente R$ 50.000 reais, e se eu não pagar, eles vão me matar!
- Meu Deus, cara, você realmente é louco! Como você faz uma conta dessas, Luan? Sabe que se tivéssemos esse dinheiro, eu estava pagando o tratamento da nossa mãe. Você é mesmo um idiota que só serve para dar trabalho, seu irresponsável...
Estou furiosa, e avanço nele, batendo-o. Ele tenta segurar a minha mão, mas eu sei que ele já apanhou o suficiente. Porém, não me conformo com o fato de ele ter feito uma dívida tão grande quando estamos passando por uma situação difícil com a saúde da nossa mãe. Luan então diz, com uma expressão de dor:
- Para... Louren, já estou com dor suficiente! Você ainda fica me batendo, por favor? Eu já sei que estou na merda.
Ele se afasta e começa a andar. Devido à surra que pegou, está mancando. Luan, como sempre, me dando trabalho. Já não basta tudo o que tenho que passar com a nossa mãe? Agora ele me aparece com mais essa. Respirei fundo e comecei a andar ao lado dele, pensativa:
"Meu Deus! Como pagarei uma dívida tão grande dessas? Meu nome está sujo no SPC! Agora esse menino ainda inventa mais uma conta como essa. Eu realmente mereço."
༺ Carlos Eduardo ༻
Eu pensava que minha noite seria tediosa ao decidir vir à boate com alguns executivos para comemorar mais um negócio fechado com estrangeiros. Porém, constatei a mulher mais linda e gostosa que já havia visto na minha vida. Na hora, desejei tê-la só para mim.
Ela era de uma beleza única, com um rosto angelical mais doce que já havia visto. Tentei uma aproximação quando ela começou a servir as bebidas. Entretanto, a garota me tratou de forma fria e séria. Inconformado com sua rejeição, fui atrás dela novamente, porém acabei recebendo mais grosseria. Só faltava ser um cavalo, pois o coice ela já tinha me dado.
Pedimos mais uma rodada de drinks, porém, percebi que não era a mesma garçonete. Isso me deixou contrariado, então perguntei à moça que colocava as bebidas na mesa:
- Olá! Desculpe-me perguntar, mas onde está a primeira garçonete que estava nos servindo aqui?
- Acredito que ela foi limpar as mesas no andar de baixo. Dificilmente, Louren gosta de estar nessa área. Ela não se sente bem... - a mulher confessou aquilo com tranquilidade e continuou servindo os drinks.
Percebi que um dos executivos começou a passar a mão no braço da moça, que gentilmente se afastou e retirou-se da mesa.
Talvez a garota tenha se sentido amedrontada pela minha investida assim tão direta. Deve ser difícil trabalhar com o tipo de roupa que elas vestem nesse local. Agora, imagina estar sendo assediada por esse tipo de homens. Passei a mão na barba tomando mais uma dose do meu drink. Eu precisava ter essa mulher para mim. Meu pau clamava por ela. Nunca me vi tão atraído por alguém assim.
Decidi ir até a sala de Geralda, talvez ela pudesse me ajudar a conseguir o que eu quero. Assim que cheguei em seu escritório, o segurança perguntou quem eu era. Afirmei que queria falar com a própria dona, então ele passou um recado pelo rádio e ela liberou minha entrada.
Se havia algo que Geralda não fazia era dispensar seus clientes mais fiéis e ricos do local. Assim que entrei, ela já me recebeu com um enorme sorriso.
- Carlos Eduardo, nossa, quanto tempo! Sei que você frequenta a boate, mas faz algum tempo que não vem até a minha sala. Me diga, alguma das meninas mexeu com você, não foi? Já o conheço bem e sei das suas intenções.
- Nossa, mas está tão óbvio assim, Geralda? Não posso negar que eu não esteja interessado. Aquela mulher, além de ser um pouco selvagem, mexeu comigo e não vou descansar enquanto não tê-la para mim na minha cama. - Geralda me lançou um sorriso malicioso, sondando a minha expressão com curiosidade e perguntou:
- Bom, isso vai depender muito se ela quer! Você pode me dizer as características dela?
- Esse é o problema, até tentei dar uma investida nela! Mas a garota simplesmente recusou minha oferta. Acredito que essa mulher só esteja trabalhando aqui por necessidade. Bom, ela é uma mulher de curvas perfeitas, seus olhos são verdes claros, e seus cabelos negros como a noite, sorriso encantador também. - ela me dá um sorriso malicioso e responde balançando a cabeça negativamente.
- Já sei exatamente de quem se trata! Não perca seu tempo, Louren, apesar de ser uma mulher lindíssima, não dá trela para cliente algum, ela apenas faz o seu trabalho e depois do expediente vai embora para casa. Sabe que eu não obrigo as meninas a isso, né? Se você a deseja, vai ter que conquistá-la por conta própria.
- Realmente, essa situação não é das melhores! Tem certeza que você não pode me ajudar com nada? - Geralda arqueou as sobrancelhas de maneira interrogativa e respondeu.
- Isso depende de quanto vou ganhar para jogar a garota em seus braços.
Conhecia perfeitamente Geralda, pois ela nunca fazia nada de graça para ninguém! Retirei o meu talão de cheque e escrevi um valor bem gordo, então entreguei a ela, que analisou o cheque com os olhos brilhando, e digo seriamente:
- Metade agora e a outra quando a garota for minha! Mas um detalhe: não quero que nenhum cara se aproxime dela, eu irei conquistá-la.
- Não se preocupe, com um valor desses, vou cuidar muito bem da sua nova coelhinha. Mas julgo que não demorará para ela vir até você, pelo que ela me contou: tem uma mãe doente e um irmão bastante problemático. Algo me diz que logo ela precisará de ajuda, e será onde você entra. - Geralda me confessa aquilo sorrindo, observando o cheque que dei a ela. Olhei no meu relógio e respondi, me levantando.
- Está certo, Geralda! Agora preciso ir. Está bem tarde, amanhã vou acordar cedo para uma reunião de negócios.
- Até breve, meu querido! Bom, guardarei esse cheque, pois servirá para pagar as contas do próximo mês...
Retirei-me da sua sala e segui para o estacionamento atrás do meu carro. Assim que estava saindo, vi novamente Louren, que parecia concentrada no seu celular. Aproximei-me sorrateiramente, mas ela se afastou um pouco desconfiada.
Quando abaixei o vidro do carro, ela olhou para mim e revirou os olhos, rejeitando até mesmo a carona que decidi lhe oferecer. Estava desejando tanto essa mulher que meu pau pulsava dentro da calça de tesão.
Não tive oportunidade de conversar mais, pois seu amigo havia chegado. Contudo, essa não seria a última vez que veria essa garota. As oportunidades não faltariam. Eu seria seu novo Sugar Daddy e ela a minha boneca de luxo.
Apenas disse ao meu motorista para seguir viagem e irmos embora, com aquela garota na cabeça. Como eu queria terminar a minha noite de outra maneira bem gostosa com ela, mas não se pode ganhar todas.
No dia seguinte, depois da minha reunião de negócios com os acionistas, quando o expediente chegou ao fim, me arrumei para sair de novo. Estava decidido a voltar àquela boate novamente e ter aquela mulher para mim. Assim que cheguei no local, encontrei Louren na ala de baixo limpando uma das mesas tranquilamente.
Aproximei-me a cumprimentando, mas ela me ignorou. Então, me sentei em um dos bancos do bar, observando-a de cima a baixo. Que bunda essa mulher tem. Imaginei-me lhe dando uns tapas em um momento de intimidade. Céus, como estou pensando nisso aqui neste local? Ainda por cima, na frente dos outros.
Depois que ela terminou o serviço nas mesas, seguiu com a bandeja para o balcão. Quando seu celular tocou, ela saiu para fora para atender. Resolvi ir atrás dela. Não posso desperdiçar nenhuma chance. Assim que cheguei mais perto, percebi que a própria está bem nervosa, conversando com a pessoa do outro lado da linha.
- O que foi que aconteceu dessa vez? Não me diga que eles voltaram a te procurar?
Ela passa a mão em seus cabelos negros completamente nervosa! Julgo que deve ser grave o que aconteceu. Louren se expressou assustada quando a pessoa revela algo.
- Eles fizeram o quê? Isso é tudo culpa sua, Luan... fica se metendo com essa gente que não presta! Eu não posso te ajudar. Onde arrumarei todo esse dinheiro? Espero que a nossa mãe esteja bem, pois se ela passar mal por sua culpa, e algo acontecer, vou te culpar para o resto da vida por isso. Falo com você quando eu chegar em casa, eu preciso desligar, tenho que trabalhar...
Louren desliga o seu celular. Notei que, pela situação que ela passa, a coisa deve ser bem grave! Ela solta um suspiro fundo e diz olhando para o céu desesperada.
- Meu Deus!? Onde arrumarei todo esse dinheiro? Meu irmão realmente é um filho da puta! Que minha mãe me perdoe por chamá-lo assim, por que ele tinha que se meter com essas pessoas?
Sei que ela está passando por um momento delicado com muitas coisas acontecendo em sua vida, mas eu não perderia essa oportunidade por nada. Era agora ou nunca. Aproximei-me mais e disse:
- Talvez eu seja a solução para os seus problemas, Louren. Posso arrumar o dinheiro que você precisa!
Ela acaba tomando um susto ao perceber que estou ali e se vira me observando séria. Passa a língua nos lábios e responde.
- Eu não preciso da sua ajuda! Darei um jeito de resolver isso. Pare de ficar atrás de mim, já disse que não estou afim de você.
- Não me leve a mal, mas eu ouvi que se trata de muito dinheiro! Outra pessoa não pode te ajudar, nem mesmo o banco. - ela me encara séria e então responde, estreitando os olhos desconfiada.
- É a troco do que você iria me ajudar? Porque sei que isso você não fará de graça!
- Seja minha sugar baby! Cuidarei muito bem de você. Assine um contrato sexual comigo de dois anos, seja minha acompanhante de luxo, pois eu sempre gosto de estar acompanhado de uma bela mulher. Depois disso, você estará livre para viver sua vida de novo. Darei um tempo para você pensar sobre minha proposta.
Eu não deixei que ela me respondesse e me virei para sair de sua presença. Ela me observava de boca aberta, chocada com a audácia da minha proposta. Sempre fui direto no que quero, agora é apenas uma questão de tempo até que ela decida aceitar e se tornar minha nova sugar baby.