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A CEO E O GUARDA COSTA

A CEO E O GUARDA COSTA

Autor:: Lia Teixeira 918
Gênero: Romance
Paola Assunção é uma CEO fria e determinada, cujo coração foi moldado pelo fracassado casamento dos pais que terminou em uma grande tragédia.Com base nesses fatos ela cresceu com a convicção que o amor é um risco que não vale a pena correr. Diogo Ventura, um jovem viúvo humilde e trabalhador, carrega a dor da traição da esposa, uma modelo famosa que morreu trágicamente ao tentar fugir com seu agente, deixando-o com a responsabilidade de cuidar de sua filha de 6 anos. Um mal-entendido os une em uma noite inesperada de paixão ardente, revelando a atração magnética que existe entre eles. Porém, ao mesmo tempo em que se entregam a essa conexão, ambos lutam contra seus medos e inseguranças. À medida que seus mundos colidem, Paola e Diogo são forçados a confrontar o passado e a possibilidade de um amor que pode curar suas feridas. Será que conseguirão abrir seus corações para o amor, ou o medo do fracasso os manterá afastados? Uma história envolvente sobre redenção, desejo e a luta para superar as barreiras emocionais.

Capítulo 1 O mal entendido

A noite estava fria, e Paola Assunção, CEO de uma das maiores empresas do país, sentia o peso de mais um dia exaustivo de decisões e reuniões.

Ela sempre foi uma mulher forte, fria e controlada, forjada pelos traumas de sua infância. Observando o fracasso do casamento de seus pais, Paola cresceu com uma aversão a qualquer tipo de envolvimento emocional. Para ela, tudo era questão de controle.

Naquela noite, enquanto olhava a cidade iluminada pela janela de sua luxuosa cobertura, ela sentiu a necessidade de se desligar, de esquecer o vazio que crescia dentro de si. Caminhou até seu bar privativo e abriu uma garrafa de vinho tinto. Sabia que o álcool ajudaria a relaxar os músculos tensos e dissipar a solidão que a envolvia como uma nuvem pesada. Bebericando o vinho, decidiu que precisava de mais, mais distração, mais prazer. Ligou para a agência com a qual tinha costume de ligar com esse propósito e solicitou um acompanhante para a noite.

A bebida descia quente por sua garganta, aquecendo seu corpo e sua mente. Após alguns minutos, ela vestiu uma lingerie preta, de seda e renda, que abraçava suas curvas de maneira provocante. Paola sempre gostou de controlar a narrativa de sua própria vida, e isso incluía a forma como se apresentava. Ela sabia que era uma mulher irresistível, seu corpo pequeno, mas cheio de curvas generosas, o bumbum firme e os seios pequenos e firmes deixavam os homens loucos de desejo por ela.

Quando a campainha tocou, Paola já sentia o calor do vinho subir. Ela abriu a porta com um sorriso sedutor nos lábios, pronta para a distração que havia encomendado. O homem diante dela era alto, forte, com olhos azuis penetrantes que a fizeram congelar por um breve momento. Seu porte atlético e o terno impecavelmente ajustado ao corpo sugeriam perigo e autoridade. Exatamente o tipo que a atraía, porque era esse tipo de homem que ela gostava de dominar em sua cama, mostrando que era sempre ela quem estava no comando.

- Você chegou - murmurou ela, com a voz rouca de desejo, puxando-o para dentro do apartamento.

Diogo Montenegro estava confuso. Ele havia sido contratado para a segurança da grande empresária Paola Assunção, estava ali para ser seu guarda-costas. Ele foi contratado naquela manhã e sabia que ela não estava satisfeita com a decisão imposta por seus avós, segundo eles lhe informaram, mas disseram que queriam garantir sua segurança, mesmo à revelia dela. Ele só pôde ir até a sua cobertura e se apresentar formalmente naquela noite porque teve que comparecer novamente a uma audiência, onde os avós maternos de sua filha de seis anos insistiam em querer tirá-la dele, e dessa vez ele provou que tinha condições de cuidar de sua filha e que sua cunhada e seu pai o ajudavam. Diogo tentou afastar Paola de si, vendo que certamente estava havendo algum engano e ela o estava confundindo com outra pessoa.

- Senhorita Assunção... - ele tentou começar, mas ela o interrompeu com um olhar carregado de intenção.

- Não precisa ser tão formal - disse ela, com um sorriso provocante, enquanto o puxava mais para perto, seus dedos se enroscando na gravata dele.

Paola falou com um tom de sedução, o desejo latente em seus olhos, e ele sentiu sua resistência vacilar.

Diogo ficou estático e logo entendeu quem ela estava esperando, o que o surpreendeu. Ele ficou abismado com o fato de uma mulher linda como ela pagar um homem para transar, sendo que qualquer homem faria isso com todo prazer, inclusive ele.

O perfume inebriante de Paola o envolvia, e ele podia sentir o calor do corpo dela contra o seu. Cada fibra do seu ser gritava para que ele parasse, lembrando-o de que estava ali para protegê-la, não para ser seduzido. Mas o olhar dela, os lábios carnudos e convidativos, e a forma como aquela lingerie moldava suas curvas tornavam impossível resistir.

Ela o puxou com mais força, colando seus corpos. Os seios de Paola pressionados contra seu peito, a respiração acelerada dela, e o toque suave de suas mãos, que deslizavam pelo peito dele, despertavam um desejo primitivo que Diogo lutava para conter.

____ Não faça isso, senhorita, eu não sou quem está pensando... - ele tentou resistir, mas a voz saía fraca, quase um sussurro.

O beijo dela veio rápido, urgente. Os lábios de Paola se pressionaram contra os dele, o gosto do vinho e o desejo misturando-se em uma combinação irresistível.

Diogo sabia que estava cruzando uma linha perigosa, mas quando sentiu o corpo pequeno e curvilíneo de Paola se moldando ao dele, sua resistência se desfez. Ele a beijou de volta, profundo e feroz, suas mãos explorando cada centímetro do corpo macio dela. Paola gemia baixinho, provocando-o ainda mais, enquanto o puxava em direção ao quarto.

Capítulo 2 A descoberta

Diogo, embora lutasse com a realidade de seus deveres, sabia que naquele momento estava perdido.

Ele a segurou com firmeza, puxando-a para si. O calor de seus corpos juntos era quase insuportável. Ele a tomou nos braços e a deitou sobre a cama, seus movimentos guiados pelo desejo que pulsava entre eles. O toque das mãos dela em suas costas o incendiava, e o corpo de Paola respondia a cada carícia com suspiros e gemidos.

Ela se entregava a ele com uma intensidade que o surpreendia. Paola não era uma mulher que costumava perder o controle, mas ali, debaixo dele, ela parecia vulnerável, desesperada para esquecer qualquer coisa que a afligia. Diogo a tomou com força, com a fome de um homem que há muito tempo não se sentia tão vivo e excitado desde que perdera a esposa. Cada movimento era uma dança entre o prazer e o controle. A forma como ela arqueava o corpo, o modo como gemia baixinho no ouvido dele, e o ritmo intenso de seus corpos em sincronia indicavam que aquilo era mais do que apenas uma transa.

Quando finalmente alcançaram o clímax, o quarto estava tomado por um silêncio pesado, quebrado apenas pela respiração ofegante dos dois. Paola estava exausta, o corpo ainda tremendo levemente pelo prazer que a consumira. Diogo a observou por alguns minutos, o corpo perfeito dela agora enroscado nos lençóis de seda. Ele sabia que havia cometido um erro, um erro que poderia custar muito caro, principalmente o emprego que ele tanto precisava para não perder a guarda de sua filha, sua pequena Tatiana. Pelo menos, mesmo muito excitado, ambos lembraram de usar proteção, claro, ela com certeza usaria, ainda mais porque para ela ele era o homem que pagou para transar com ela, e aquilo era inacreditável - uma mulher linda e fogosa como ela pagar alguém para transar.

Silenciosamente, ele se levantou, vestiu suas roupas e saiu da cobertura sem olhar para trás. A decisão de se afastar parecia certa naquele momento, mas a culpa e o desejo ainda queimavam dentro dele, assim como o arrependimento por ter deixado seu desejo despertado por ela falar mais alto. E é claro que, quando Paola descobrisse sua verdadeira identidade, ela preferiria nunca mais vê-lo na frente dela. Por se sentir enganada por ele e achar que ele era um aproveitador e também por constrangimento.

Na manhã seguinte, Paola acordou com uma leve dor de cabeça e flashes da noite anterior. Ela sentia os resquícios do prazer em seu corpo, mas algo a incomodava. Havia algo errado, algo que não fazia sentido. Decidiu ligar para a agência para confirmar o nome do homem com quem havia passado a noite.

____ O acompanhante que enviamos nos informou que pediu para o porteiro interfonar para a senhorita autorizar sua entrada no prédio, mas o porteiro não obteve resposta, e ele então foi embora.

Paola congelou. Um frio percorreu sua espinha ao perceber a verdade. O homem que estivera em sua cama não era o acompanhante que contratara. Então, quem era ele? Quem era o homem que, pela primeira vez, a dominou na cama e fez o que quis com ela, a deixando totalmente entregue?

- Senhorita Assunção, ainda está aí? Lamento pelo ocorrido. Vamos devolver a quantia que você pagou à agência.

- Sim, estou, e não quero devolução nenhuma. Afinal, o erro não foi do rapaz. Pague o que lhe é devido.

Assim que encerrou a chamada, ainda curiosa para saber quem era o homem com quem transara, seu celular tocou. Era uma ligação do seu avô. Com certeza ele viria com a mesma conversa de que ela era uma mulher rica e importante demais para andar sozinha.

- Bom dia, minha neta. Espero que tenha aprovado o Diogo, o guarda-costas que contratei, mesmo contra a sua vontade. E, mesmo que não o tenha aprovado, ele fará sua segurança, você querendo ou não, porque só assim eu e sua avó vamos ficar tranquilos.

- Bom dia, vovô... Mas eu não recebi a visita de... Diogo? Como ele é... quer dizer, fisicamente?

- O quê? O que importa o físico do rapaz, minha neta? Mas, se isso te deixa mais segura, ele tem pele clara, olhos azuis, cabelos escuros, é alto, forte e experiente em artes marciais e armas, o suficiente para cuidar de você...

Ao ouvir a descrição de seu avô, Paola ficou chocada. Então aquele homem com quem transara até a exaustão se chamava Diogo e era o guarda-costas contratado por seu avô. Ele não dissera nada; na verdade, ela não deu chance para que ele falasse, logo foi para cima dele. Mas, mesmo assim, ele deveria ter insistido. Agora, com certeza, ele estaria rindo e se gabando de ter transado com sua futura patroa - ou melhor, sua futura ex-patroa, pois ela não queria um guarda-costas e aproveitador como ele.

Depois disso, ela conversou um pouco com seu avô e teve que mentir, dizendo que conheceu Diogo e conversou com ele mas que não se decidira se o quer como garda costa mas vai pensar no assunto.

Capítulo 3 Um confronto Ardente

Ao desligar, uma onda de raiva e humilhação a consumiu, pensando no tal Diogo. Como ele ousou não revelar sua verdadeira identidade? Como se aproveitou dela dessa maneira? Mas, ao mesmo tempo, o calor da lembrança da noite anterior ainda ardia dentro de Paola, fazendo-a questionar o que realmente sentia.

Determinada a confrontá-lo, Paola sabia que, a partir daquele momento, nada mais seria simples.

O homem que a havia levado ao limite fora um aproveitador mentiroso.

O endereço que conseguiu com o avô estava em suas mãos, e ela dirigiu com a cabeça fervendo de raiva.

Ao chegar à rua, parou o carro de forma brusca.

Lá estava Diogo, perto de sua casa. Ele se despedia de uma mulher com um sorriso leve, e uma menina de seis anos estava ao lado deles, segurando a mão da mãe. O coração de Paola acelerou e a fúria borbulhou dentro dela. "Então ele é casado! Claro que é", pensou.

A imagem da família reunida a irritava ainda mais, e as memórias da noite que passaram juntos agora pareciam um insulto. "Como ousa? Fingiu ser outra pessoa e ainda é infiel à própria esposa!", deduziu rapidamente. Ela odiava traições, especialmente depois de tudo que viveu com sua mãe infiel.

Diogo deu um beijo na testa da criança e se afastou.

Paola aproveitou o momento e saiu do carro, caminhando em passos rápidos até a entrada da casa. Quem abriu a porta foi um senhor simpático, que sorriu calorosamente.

____Boa tarde, senhorita. Posso ajudá-la?

Paola manteve a postura, sem esboçar um sorriso.

____ Boa tarde. Eu gostaria de falar com Diogo.

O senhor pareceu confuso por um momento, mas assentiu e a convidou para entrar, chamando Diogo.

Logo, ele apareceu na sala, vestindo um avental e com uma toalha de prato sobre o ombro. Seus olhos se encontraram, e ambos sentiram o impacto da lembrança da noite que compartilharam.

_____ Podemos conversar... a sós? - pediu Paola com a voz firme.

Diogo percebeu o tom sério e gesticulou para que ela o acompanhasse até seu pequeno quarto.

Assim que ficaram sozinhos, Paola, sem hesitar, levantou a mão e deu uma bofetada no rosto dele, que ecoou pela sala.

____ Você é um mentiroso! - ela disse com raiva, o rosto corado de frustração. - Um aproveitador! Como ousou fingir ser outra pessoa e se aproveitar de mim dessa maneira? Eu vou denunciá-lo por fraude e abuso!

Diogo esfregou o rosto, um sorriso sarcástico se formando em seus lábios. Ele manteve a calma enquanto olhava diretamente nos olhos de Paola, o que a deixava mais confusa. Diogo não parecia estar mentindo, mas seu orgulho e humilhação a impediam de admitir isso tão facilmente.

____ Se tem alguém aqui que se aproveitou de alguém, foi a senhorita - disse Diogo, sua voz baixa e controlada, como se saboreasse cada palavra.

_____ Quem confundiu as coisas foi você, senhorita Assunção. Eu nunca menti sobre quem eu era. Você nem me deu a chance de falar. Eu até tentei detê-la, mas é muito difícil para um homem resistir a uma mulher linda como você, seminua, me agarrando do jeito que fez. - Ele a olhou de cima a baixo, o olhar cheio de intensidade.

Paola sentiu o calor subir em seu rosto. As palavras de Diogo a atingiram como uma rajada de vento gelado. Ela não conseguia acreditar que estava ouvindo aquilo. Parte de si queria gritar, acusá-lo de estar mentindo, mas outra parte sabia que ele tinha razão. Ela o havia confundido e não dera espaço para explicações. Mas admitir isso? Jamais.

_____Eu... - Paola tentou responder, mas as palavras ficaram presas em sua garganta. Ela respirou fundo, tentando recuperar o controle da situação, mas o olhar penetrante de Diogo a desestabilizava.

- Isso não muda o fato de que você deveria ter insistido. Você sabia que eu era apenas um mal-entendido, e mesmo assim, se aproveitou disso.

Diogo deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. Paola recuou instintivamente, seu coração batendo mais rápido.

_____ Como acabei de dizer, eu tentei lhe dizer quem eu era, mas você estava faminta por sexo, foi logo me beijando, e eu só lhe dei o que você queria. E cá para nós, você estava adorando cada segundo e não estava nem um pouco preocupada se eu era ou não o gigolô que contratou.

_____ Como sabe que eu... eu contratei um acompanhante?

_____ Acho que depois da intimidade que compartilhamos posso chamá-la por "você", não é? Pois bem, você deixou isso claro quando disse que eu tinha que fazer valer a pena o que pagou por mim. Então, é óbvio que pensou que eu era o gigolô que contratou... Eu só não entendo por que uma mulher linda como você tem que pagar por sexo. Qualquer homem se sentiria lisonjeado de levá-la para a cama.

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