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A CEO Rejeitada e Sua Reviravolta

A CEO Rejeitada e Sua Reviravolta

Autor:: Xing Jia Yi
Gênero: Romance
Sempre sonhei com o cheiro de café torrado e terra molhada, o aroma da Fazenda Mendes, minha herança. Meu pai, um homem de trabalho, me anunciou o maior negócio da história da nossa fazenda. Mas, em um almoço de família planejado por ele, com meu noivo Pedro, que sorria para fotos mas não para mim, e minha melhor amiga Camila, que apertou minha mão de um jeito que me arrepiou, tudo começou a desmoronar. Então, Lucas Costa, meu arqui-inimigo da soja, apareceu, com seu sorriso zombeteiro, e o clima que já era tenso piorou. Logo depois, meu assistente ligou: o acordo que levei meses para fechar, meu grande projeto, tinha sido roubado por uma oferta "melhor" de um concorrente local. Eu senti o peso do fracasso. Pedro, meu noivo, tirava selfies enquanto eu desmoronava. Camila, "minha amiga", sussurrando veneno sobre eu não ser "nascida para os negócios", enquanto me abraçava para "consolar". A humilhação era profunda, e eu sabia que algo terrível estava acontecendo. Pedro me mandou uma mensagem: "Preciso falar com você. Uma coisa séria." Naquela noite, meu mundo virou de cabeça para baixo quando ele olhou para mim com tédio e disse que queria terminar. O golpe final veio: "A Camila está grávida." Minha melhor amiga, meu noivo. A traição em sua forma mais cruel e completa me deixou sem ar. Mas o que me gelou foi o convite para a festa de noivado deles, para eu "mostrar que não há ressentimentos". Eles esperavam minhas lágrimas, meu escândalo, minha derrota. Mas eu não ia dar esse gostinho a eles. Levantei-me, respirei fundo, e um sorriso frio se formou em meus lábios. "Claro, Pedro. Por que não? Adoraria ir à sua festa."

Introdução

Sempre sonhei com o cheiro de café torrado e terra molhada, o aroma da Fazenda Mendes, minha herança.

Meu pai, um homem de trabalho, me anunciou o maior negócio da história da nossa fazenda.

Mas, em um almoço de família planejado por ele, com meu noivo Pedro, que sorria para fotos mas não para mim, e minha melhor amiga Camila, que apertou minha mão de um jeito que me arrepiou, tudo começou a desmoronar.

Então, Lucas Costa, meu arqui-inimigo da soja, apareceu, com seu sorriso zombeteiro, e o clima que já era tenso piorou.

Logo depois, meu assistente ligou: o acordo que levei meses para fechar, meu grande projeto, tinha sido roubado por uma oferta "melhor" de um concorrente local.

Eu senti o peso do fracasso.

Pedro, meu noivo, tirava selfies enquanto eu desmoronava.

Camila, "minha amiga", sussurrando veneno sobre eu não ser "nascida para os negócios", enquanto me abraçava para "consolar".

A humilhação era profunda, e eu sabia que algo terrível estava acontecendo.

Pedro me mandou uma mensagem: "Preciso falar com você. Uma coisa séria."

Naquela noite, meu mundo virou de cabeça para baixo quando ele olhou para mim com tédio e disse que queria terminar.

O golpe final veio: "A Camila está grávida."

Minha melhor amiga, meu noivo.

A traição em sua forma mais cruel e completa me deixou sem ar.

Mas o que me gelou foi o convite para a festa de noivado deles, para eu "mostrar que não há ressentimentos".

Eles esperavam minhas lágrimas, meu escândalo, minha derrota.

Mas eu não ia dar esse gostinho a eles.

Levantei-me, respirei fundo, e um sorriso frio se formou em meus lábios.

"Claro, Pedro. Por que não? Adoraria ir à sua festa."

Capítulo 1

Sofia Mendes sentia o cheiro familiar de café torrado e terra molhada, o aroma que definia sua vida inteira, mas hoje parecia diferente, quase sufocante.

Ela estava sentada à mesa de um restaurante caro, um lugar que seu pai escolhera para um almoço de família. Do outro lado da mesa, seu noivo, Pedro Almeida, sorria, o tipo de sorriso que ficava perfeito em fotos de revistas, mas que nunca alcançava os olhos. Ao lado dela, sua melhor amiga, Camila Silva, apertou sua mão por baixo da mesa, um gesto que deveria ser de conforto, mas que fez a pele de Sofia se arrepiar.

"Então, o contrato com os japoneses está quase fechado", disse o pai de Sofia, um homem robusto cujas mãos mostravam uma vida inteira de trabalho nos cafezais. "Será o maior negócio da história da Fazenda Mendes."

"Isso é maravilhoso, pai", Sofia respondeu, tentando forçar um entusiasmo que não sentia.

Pedro se inclinou para frente, o interesse brilhando em seus olhos pela primeira vez durante o almoço. "Isso significa um grande lucro, certo, senhor Mendes?"

O pai de Sofia apenas o olhou, um olhar que misturava desprezo e resignação. "Significa que o trabalho de três gerações está sendo reconhecido, Pedro."

A família Mendes era tradicional e discreta, mas sua influência no agronegócio do café era imensa. Eram uma dinastia silenciosa, uma fortuna construída grão a grão, longe dos holofotes que pessoas como Pedro tanto cobiçavam.

De repente, uma figura alta e imponente parou ao lado da mesa deles.

Sofia ergueu os olhos e seu estômago revirou. Lucas Costa, herdeiro do império da soja dos Costa, seus rivais de infância e de negócios, estava ali, olhando diretamente para ela com um sorriso zombeteiro.

"Mendes", ele disse, a voz grave e divertida. "Não sabia que vocês comiam comida de verdade. Pensei que só se alimentassem de grãos de café."

O pai de Sofia enrijeceu. A rivalidade entre os Costa e os Mendes era lendária na região, uma batalha silenciosa entre o ouro verde da soja e o ouro negro do café.

"Costa", Sofia respondeu, a voz fria. "O que você quer?"

"Só passando para dar um oi", ele disse, seus olhos percorrendo a mesa e parando em Pedro com um desprezo mal disfarçado. "Aproveitem a refeição."

Ele se afastou, tão rápido quanto apareceu, deixando uma tensão desconfortável para trás.

"Que homem arrogante", Camila sussurrou, mas Sofia viu um brilho estranho nos olhos dela enquanto observava Lucas se afastar.

O almoço continuou, mas o clima havia mudado. Mais tarde, enquanto estavam saindo do restaurante, o celular de Sofia tocou. Era seu assistente.

"Sofia, tenho más notícias. O acordo com a cooperativa do Sul... eles recuaram. Disseram que receberam uma oferta melhor."

Sofia sentiu um soco no estômago. Ela havia trabalhado naquele acordo por meses. Era seu projeto, sua chance de provar ao pai e a si mesma que era mais do que apenas a herdeira.

"Como assim? Que oferta melhor?", ela perguntou, a voz falhando.

"Não sei os detalhes, mas a oferta veio de um concorrente local. Foi muito agressiva."

Sofia desligou, sentindo o peso do fracasso. Ela olhou para Pedro, esperando algum apoio.

Ele estava ocupado tirando uma selfie. "O ângulo aqui é ótimo, não acha, amor?"

Camila se aproximou, passando um braço pelos ombros de Sofia. "Não se preocupe, amiga. Você fez o seu melhor. Algumas pessoas simplesmente não nasceram para os negócios, sabe?"

As palavras eram doces, mas o veneno por trás delas era claro. Camila sempre fora assim, dissimulada, com uma inveja que ela mal conseguia esconder. Sofia sentiu um calafrio, uma sensação de que algo estava terrivelmente errado, muito além de um acordo de negócios perdido.

Naquela noite, deitada na cama, ela não conseguia dormir. Seu celular vibrou na mesa de cabeceira. Era uma mensagem de Pedro.

Preciso falar com você. Uma coisa séria.

Uma sensação de pavor tomou conta de Sofia. Ela sabia, com uma certeza assustadora, que sua vida estava prestes a desmoronar.

Capítulo 2

Na manhã seguinte, Sofia encontrou Camila em uma cafeteria perto do escritório onde Camila trabalhava. O cheiro de expresso e croissants normalmente a acalmaria, mas hoje só aumentava sua ansiedade.

"Você parece horrível", Camila disse com uma falsa preocupação, mexendo seu cappuccino.

"Não dormi bem", Sofia respondeu, indo direto ao ponto. "O que você quis dizer ontem, sobre 'algumas pessoas não nasceram para os negócios'?"

Camila arregalou os olhos, fingindo inocência. "Sofia! Eu só estava tentando te consolar. Você é tão sensível. Eu só quis dizer que você não precisa se estressar com isso. Você é uma Mendes, nunca vai precisar trabalhar de verdade."

A condescendência na voz dela era palpável. Cada palavra era um pequeno corte, calculado para diminuir Sofia.

"Eu gosto do meu trabalho, Camila. E eu sou boa no que faço."

"Claro que é, querida", Camila disse, dando um tapinha na mão de Sofia. "Olha, não vamos brigar. Eu só quero o seu bem. Talvez você devesse se concentrar no casamento. Planejar festas é algo que você faz tão bem."

Sofia se levantou, a raiva queimando em seu peito. Ela não conseguia mais ficar ali, ouvindo aqueles insultos velados. "Tenho que ir."

Ela saiu da cafeteria sem olhar para trás. Se tivesse olhado, teria visto o sorriso triunfante no rosto de Camila. Sozinha na mesa, Camila pegou o celular e enviou uma mensagem.

Ela está desconfiada. Você precisa fazer isso logo.

A resposta chegou um segundo depois.

Hoje à noite. Esteja pronta.

Camila sorriu, bebeu o resto de seu cappuccino e saiu, deixando para trás apenas o cheiro de falsidade.

Naquela noite, Pedro levou Sofia para jantar no restaurante mais exclusivo da cidade, o tipo de lugar onde as reservas precisavam ser feitas com meses de antecedência. Sofia pensou que talvez ele estivesse tentando se desculpar por sua atitude no dia anterior.

Ela estava errada.

Pedro mal olhou para ela durante todo o jantar. Ele estava no celular, rindo de algo que via na tela, respondendo mensagens com um sorriso no rosto. Quando o garçom veio anotar o pedido, Pedro nem perguntou o que Sofia queria.

"Vamos querer o filé com molho de trufas e uma garrafa do Malbec mais caro que tiverem", ele disse ao garçom, sem tirar os olhos do telefone.

Sofia sentiu uma onda de humilhação. Ela era invisível.

Para tentar salvar a noite, ela tirou uma pequena caixa de veludo da bolsa. "Eu tenho uma coisa para você. Pelo nosso noivado."

Dentro da caixa havia um relógio suíço de edição limitada, algo que ela sabia que ele cobiçava há muito tempo.

Pedro abriu a caixa, olhou para o relógio por um segundo e o colocou na mesa. "Ah, legal. Valeu, amor." Ele voltou a atenção para o celular imediatamente.

O relógio, que valia mais do que o carro da maioria das pessoas, ficou ali, esquecido ao lado do cesto de pães.

O coração de Sofia afundou. A indiferença dele era mais dolorosa do que qualquer briga.

Finalmente, depois que os pratos principais foram servidos e mal tocados, Pedro largou o celular. Ele a olhou nos olhos pela primeira vez naquela noite, e o que ela viu a gelou por dentro. Não havia amor, nem carinho. Apenas um tédio frio.

"Sofia, eu preciso ser honesto com você", ele começou, com a voz séria. "Isso não está funcionando."

Sofia sentiu o ar faltar em seus pulmões. "O que... o que você quer dizer?"

"Eu não posso mais fazer isso", ele disse, sem rodeios. "Eu quero terminar."

Ela o encarou, sem palavras.

Ele continuou, a voz desprovida de qualquer emoção. "A Camila está grávida."

O mundo de Sofia parou. As palavras ecoaram em sua cabeça, se misturando ao som distante dos talheres e das conversas no restaurante. Camila. Sua melhor amiga. Grávida. Do seu noivo.

A traição era tão imensa, tão completa, que ela não conseguia nem processar.

Pedro não pareceu notar seu estado de choque. Ele continuou, com uma crueldade inacreditável.

"Nós vamos nos casar. Na verdade, vamos dar uma festa de noivado no próximo fim de semana. E eu queria que você viesse."

Sofia o encarou, a incredulidade dando lugar a uma raiva fria e cortante.

"Por quê?", ela conseguiu sussurrar.

"Para mostrar a todos que não há ressentimentos", ele disse com um sorriso presunçoso. "Seria bom para sua imagem. E para a nossa."

Ele não estava apenas terminando com ela. Ele não estava apenas revelando que a traiu com sua melhor amiga. Ele estava pedindo que ela fosse cúmplice de sua própria humilhação pública, que sorrisse e fingisse enquanto ele celebrava sua nova vida construída sobre as ruínas da dela. Era um ato de crueldade tão profundo, tão descarado, que tirou o fôlego de Sofia.

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