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A Companheira Misteriosa do Alfa

A Companheira Misteriosa do Alfa

Autor:: Audrey W.
Gênero: Lobisomem
Serena era uma híbrida de vampiro e lobisomem. Ela perdeu seus pais muito jovem e foi adotada. Um dia, quando ela voltou para casa das férias, descobriu que seu noivo a havia traído. Não só quando ela estava fora durante as férias, mas já há muitos anos. E como se não pudesse ser pior, ela ainda soube que o casal a adotou só pela riqueza que seus pais lhe haviam deixado. Parecia que o mundo tinha se voltado contra ela quando de repente Peter, um Alpha bonito e em breve poderoso, entrou em sua vida e afirmou que ela era sua companheira. Com um poder perigoso em seu sangue que a tornava uma ameaça para vampiros e lobisomens, e ainda um misterioso inimigo escondido no escuro, poderia Serena sair vitoriosa de todas as dificuldades com Peter ao seu lado?

Capítulo 1 Uma órfã

PONTO DE VISTA DA SERENA:

"Ei, você, Serena! Venha aqui agora e limpe isso!" Uma das lobas gritou comigo. Ela e outras lobas estavam fazendo juntas um piquenique no gramado do jardim. Elas estavam jogando todo o tipo de lixo no gramado, próximo ao local que estavam, de embalagens a restos de comida.

Mesmo vendo que a lata de lixo não estava nem tão longe delas. Para ser sincera, bastavam poucos passos para alcançá-la. Elas poderiam perfeitamente ter jogado todo aquele lixo diretamente na lata de lixo. Mas claro que não fariam, pois sabiam que tinham uma serva humilde aqui para fazer no lugar delas. Sendo assim, aos olhos delas, jogar o lixo na lixeira era algo que elas não precisavam fazer.

Tinha acabado de passar uma hora inteira para conseguir desgrudar um chiclete, que estava colado na escada do salão de reuniões. Por causa da mesma posição que fiquei durante uma hora, as minhas costas e a minha cintura estavam muito doloridas. Mesmo assim, com um suspiro profundo, peguei uma vassoura e fui juntar o lixo que elas jogaram. Porém, vi que a maior parte do lixo estava sobre a grama, e percebi que não poderia varrê-lo simplesmente com uma vassoura.

"Ei, você pode pelo menos parar de cuspir as cascas na grama? É impossível varrê-las!" Cerrei os meus dentes, tentando segurar a raiva que estava sentindo.

"Simples, não varra, então. Basta pegá-las uma por uma com as mãos." A loba cruzou as pernas com indiferença e cuspiu outra casca de pistache na grama, bem na minha frente, que veio parar praticamente nos meus pés.

Outra loba encheu o prato com pistache e olhou para mim com um sorriso debochado no rosto. "Oh, não dê importância! Ignore as reclamações dela. Ela sabe muito bem que não pode desobedecer às nossas ordens."

"Se é assim, então, eu desisto." Larguei a minha vassoura e dei as costas para elas para ir embora.

"Como você se atreve a falar assim conosco? Quem você pensa que é?" Uma das lobas se levantou e parou na minha frente, bloqueando o meu caminho, jogando a bebida que tinha nas mãos no meu rosto. O líquido ensopou as minhas roupas, fiquei pingando como uma roupa no varal para secar.

"Faça o seu trabalho, recolha o lixo! Caso contrário, vou denunciá-la para o Alfa, vou dizer para ele que você está agindo de maneira impertinente."

Precisei usar toda a minha paciência e controle para não enfiar aquela vassoura na boca de uma delas. O pior é que elas tinham razão. Quem eu pensava que era? Eu era apenas uma órfã, adotada pela Matilha da Lua Negra. Além de escrava, não tinha nenhum outro status dentro da matilha. Todos os outros lobos estavam acima de mim na ordem de posição de classe. O que significa que qualquer um deles poderia me dar ordens, repreender, bater, e ninguém iria piscar ou sair em minha defesa.

~~~~~~

Meu pai era um vampiro e minha mãe era uma loba. Por isso sou uma mestiça. A união deles foi uma abominação tanto para os lobos quanto para os vampiros, fazendo com que a minha existência por si só fosse uma desgraça. Os mestiços eram criaturas poderosas, o que os tornava uma ameaça tanto para os lobos quanto para os vampiros. Quando eles descobriram um mestiço vivo, todos os lobos e vampiros eram obrigados a matá-los assim que os avistassem.

Por isso, os meus pais sabiam que teriam que esconder a minha identidade para o mundo, se quisessem me manter viva, então, eles pediram para um amigo de confiança que eles tinham, que era um mago, para lançar um feitiço sobre mim que camuflasse o fato de que sou uma mestiça. Para uma criatura comum, eu só pareceria um Omega.

Quando puxo pelas memórias da minha infância, do que consigo lembrar, a nossa família sempre viveu nas profundezas da floresta. Porém, tivemos um dia horrível, quando nós fomos descobertos, e toda a nossa paz se acabou. Um grupo de Alfas cercou nossa casa junto com outros lobos. Enquanto meu pai tentava lutar contra eles no corredor, a minha mãe me chamou, ela queria que eu usasse uma passagem secreta que tínhamos na casa para fugir. Chorei e implorei para que os meus pais fugissem comigo, então, minha mãe teve que segurar os meus ombros com força. Seus olhos estavam tomados de preocupação e medo. Ela me apertava com tanta força, que suas unhas quase cravaram na minha pele.

"Serena, sinto muito! Você tem que escutar com muita atenção e se lembrar de tudo o que vou falar agora. Seu pai previu o seu futuro. Sua vida será muito difícil por causa de quem você é, mais do que você possa imaginar, mas você tem que aguentar. Porque um dia, você se tornará uma mestiça muito poderosa, com um poder que talvez possa mudar o mundo. Mas, você deve ter muito cuidado. Pois, você vai encontrar um inimigo terrível, que tentará roubar o seu poder. Ele vai tentar capturar você, custe o que custar. E então..."

A voz da minha mãe foi sumindo, enquanto escutamos os passos se aproximando de nós. Ela balançou a cabeça e não conseguiu falar mais nada. Com lágrimas nos olhos, ela me abraçou pela última vez, me segurou nos seus braços o máximo que pôde. Até que finalmente, ela me empurrou para a saída secreta.

"Querida, você tem que ir agora! Vamos tentar alcançá-la! Vá! Corra!"

Fiz o que ela mandou, corri, mas não para muito longe. Encontrei um esconderijo naquela saída secreta de onde poderia observar o que estava acontecendo na minha casa. De lá, observei os Alfas dominarem os meus pais, e em seguida, eles os empurraram para o meio do corredor. Todos os Alfas estavam usando máscaras. Alguns olhavam com desconfiança para os meus pais, como se estivessem discutindo sobre alguma coisa. Até que, um dos Alfas se aproximou dos meus pais, apesar do que os outros disseram. Suas garras brilharam com uma luz fria e assassina.

Cobri a minha boca com as duas mãos para sufocar um grito de desespero. Meus pais caíram abatidos no chão, o sangue deles manchando o tapete com um vermelho vibrante.

Em seguida, vários Alfas saíram da casa e começaram a procurar nas proximidades. Eles estavam procurando por mim, tinha certeza. Eu não podia me dar ao luxo de fazer o menor ruído, e precisava ir agora. Com as lágrimas ainda escorrendo pelo meu rosto, lentamente recuei até estar longe o suficiente para correr para a escuridão sem que eles notassem a minha presença.

As nuvens cinzentas choraram comigo e uma chuva torrencial começou a cair. Gotas de chuva e lágrimas se encontraram no meu rosto. Era difícil de ver o caminho sob os meus pés. Inúmeras vezes, tropecei em pedras por causa da lama e acabei com vários hematomas. Mas toda vez que caí, cerrei os meus dentes e me levantei na mesma hora. Apesar da dor física e emocional que me torturava, tinha que continuar correndo. Não sei dizer por quanto tempo continuei correndo, porém estava me sentindo muito exausta. Não conseguia mais sentir as minhas pernas e meu ritmo estava diminuindo pelo cansaço. Estava muito escuro, a cada hora que passava ficava mais difícil enxergar o que tinha pela frente.

Então, mais uma vez, tropecei e caí no chão. Mas desta vez, perdi a consciência, desmaiei.

Quando acordei, estava na Matilha da Lua Negra.

~~~~~~

Um dos poderes do meu pai era a capacidade de prever o futuro. Ainda me lembrava das palavras da minha mãe e acreditava que um dia se tornariam realidade. No entanto, tinham se passado seis anos desde que ela me contou sobre a previsão do meu pai para mim, e eu continuava no mesmo lugar de antes. Como poderia mudar o mundo a partir daqui?

De repente, me lembrei daqueles Alfas que foram atacar a minha família, especialmente daquele Alfa que matou os meus pais. Eu odiava todos eles. Mas, como todos eles estavam usando máscaras, não poderia reconhecê-los. Queria vingança pelo o que eles fizeram com os meus pais, porém, não sabia como conseguiria. Ainda não era maior de idade. E ainda estava fraca e impotente, tanto que não tinha escolha, tinha que ficar aqui apenas para sobreviver.

Desde aquele dia, quando acordei na Matilha da Lua Negra, a minha vida se tornou um inferno. Com o passar do tempo, descobri que a pessoa que tinha me acolhido, era o verdadeiro assassino dos meus pais e, pior ainda, eu tinha me apaixonado pelo filho dele.

O Alfa Tyler Gomes me deixou morar na casa dele, mas para ser sincera, o que ele queria mesmo era ter uma empregada grátis, ou melhor, uma escrava.

Eles me colocaram para morar no quintal da casa do Alfa. Havia um pequeno galpão no canto, tão pequeno, que eu mal cabia dentro. Todas as tarefas da casa passaram a ser minha responsabilidade. Todos os dias, as pessoas vinham dizer que sorte a minha, porque o Alfa me acolheu e que para retribuir deveria trabalhar sem reclamar, para demonstrar a minha gratidão.

Era inegável que o Alfa Tyler colocou um teto sobre a minha cabeça nos últimos anos. Mas, mesmo assim, com a vida miserável que vivia, creio que seria difícil que qualquer pessoa estivesse convencida de que por gratidão, deveria sentir-se feliz. Felizmente, o meu aniversário estava próximo. Estava quase amadurecendo.

Quando as lobas terminaram o piquenique, o sol já estava se pondo. Esperei que todas elas fossem embora, antes de começar a recolher as cascas deixadas no gramado. Quando terminei, alonguei as minhas costas e a minha cintura. Estavam ainda piores do que antes de ter que ficar abaixada recolhendo cascas no gramado.

Em seguida, para o corredor da matilha. Ainda tinha que limpar algumas salas de reuniões. Não muito longe, avistei Alfa Tyler caminhando pelo corredor. Ele sempre caminhava com um ar prepotente, como se nada ou ninguém merecesse sua preciosa atenção. Tinha deixado o meu balde de água suja na varanda e vi quando ele o chutava com o pé. A água turva se derramou por todo o chão, obviamente, sujando cada pedacinho por onde passou.

"Quem deixou esse maldito balde aqui?"

Tyler praguejou. Ele imediatamente saltou para parte do chão que ainda estava seca e verificou se suas calças caras tinham sido molhadas.

"Eu... Eu sinto muito."

Corri para pegar o balde e o coloquei de volta na posição vertical.

Agora mesmo, estava limpando os degraus do corredor, por isso precisava ter o balde naquele lugar. Sem falar que o balde era grande o suficiente para ser visto. Com certeza, Tyler tinha visto bem antes de aproximar-se dele. Mas, sabia muito bem, que ele nunca admitiria ter cometido um erro. Ele era o Alfa. Então, em primeiro lugar, nada deveria ser colocado no seu caminho.

Tyler franziu a testa irritado. Ele não explodiu em um ataque de raiva e nem me bateu, desta vez. Eu era apenas uma órfã, uma escrava. Estava tão abaixo dele que não 'merecia' nem apanhar das mãos deles.

"Limpe essa bagunça, agora! Nossos convidados estarão chegando em breve", ele disse, parecendo bem impaciente. Em seguida, ele virou-se e saiu, sem nem mesmo olhar para mim, me tratando como se eu fosse um lixo.

Sentia meu corpo cansado e débil, enquanto olhava para o chão da varanda, com toda aquela água suja espalhada. Imaginei que levaria mais de uma hora para limpar tudo aquilo. O que significava que não iria jantar esta noite.

Ah bem! Pelo menos, sabia que Brandon tentaria secretamente levar boa comida para mim. Brandon era o filho de Tyler, o futuro Alfa da Matilha da Lua Negra. Ele também é a única pessoa que me trata bem por aqui.

Quando eu era nova na matilha, ainda uma criança, as outras crianças constantemente me intimidavam, e Brandon era o único que tentava me proteger. Porém, ele não tinha permissão para ficar muito tempo comigo; ele era o meu único companheiro para brincar, naquela época. Quando crescemos, ele falava comigo e me dava presentes. Ele até me trazia algumas canetas, papel e livros para que eu pudesse aprender a ler e escrever.

Quando fiz dezesseis anos, Brandon confessou que gostava de mim e esperava que a Deusa da Lua nos unisse como companheiros. Além disso, Brandon disse, que mesmo que a Deusa da Lua não nos determinasse um para o outro, eu seria sua escolhida quando chegasse a hora.

Quando ele falou isso, quase me senti a garota mais feliz do mundo. Acreditava com todo o meu coração que poderia ser a companheira de Brandon. Para ser sincera, esse foi o grande motivo que me fez ficar aqui até hoje. Apesar da discriminação que enfrentei de todos os outros porque era uma humilde órfã, Brandon jurou para mim que resolveria esse problema quando se tornasse o Alfa. Assim que, quando finalmente eu for maior de idade, poderemos tornar público o nosso relacionamento.

Meu coração bateu mais forte quando pensei em Brandon. Pensar nele definitivamente amenizou um pouco do cansaço do meu corpo e me deu forças para continuar trabalhando.

O pôr do sol iluminou o corredor com um brilho laranja-avermelhado e, no canto, vi algo brilhando. Fiquei curiosa, e cheguei mais perto para ver o que era e vi que era uma pulseira coberta de poeira. Parecia que estava ali por um longo tempo.

Peguei a pulseira e tirei a poeira que estava sobre ela. Quando finalmente estava limpa, reconheci que este foi o presente que dei para Brandon de aniversário, no ano passado.

Como não tinha muito dinheiro, foi o que consegui fazer, mas ainda queria dar para ele um grande presente. Levei mais de um mês pegando pedras de diferentes cores no rio. Trabalhei para polir e depois perfurar uma a uma, com cuidado, até que pudesse prendê-las uma na outra, e assim, fazer uma pulseira elegante. Embora as minhas mãos tivessem ficado com muitas bolhas do trabalho que me deu para fazer essa pulseira, eu ainda estava muito orgulhosa do resultado. Foi feito à mão, especialmente para Brandon, e achei que ele iria adorar.

Brandon ficou muito feliz quando entreguei para ele. Embora eu nunca o tenha visto usando a pulseira depois disso. Nem podia, ela estava aqui o tempo todo, juntando poeira no canto do corredor. Ele sempre foi muito descuidado com suas coisas. Ele provavelmente perdeu a pulseira por acidente e não me contou achando que eu ficaria com raiva.

Coloquei a pulseira no bolso para devolvê-la para Brandon, na próxima vez que o encontrasse.

~~~~~~

Assim que terminei de limpar a varanda, fui para uma das salas de reunião. Os convidados tinham começado a chegar a essa altura.

O corredor estava bem iluminado. Tyler e Zoe estavam no palco, de frente para os convidados. Parecia que eles estavam prestes a anunciar algo importante. Tyler estufou o peito e falou mais alto que podia.

"Boa noite, senhoras e senhores! Obrigado a todos por terem vindo! Hoje, nossa família tem ótimas notícias e gostaríamos de compartilhar com todos vocês. A Deusa da Lua finalmente, declarou como companheiros, o meu filho Brandon Trump e Silvana Lima, a filha do Alfa Tomás Lima. Em breve, estaremos realizando a Cerimônia de Companheiro. Também tenho o prazer de anunciar que, depois disso, Brandon será o novo Alfa da Matilha da Lua Negra."

Capítulo 2 Traição

PONTO DE VISTA DA SERENA:

As palavras de Tyler pareciam um raio que tinha vindo do nada, deixando minha mente em branco. Uma vez que não consegui entender tudo o que eles disseram. E tudo no que eu conseguia pensar eram as palavras do Tiago. "A Deusa da Lua decidiu finalmente unir meu filho Brandon Trump com Shirley Hunter, filha do Alfa Shirley Hunter, para serem companheiros um do outro. Em breve, faremos a Cerimônia de Companheiro dos dois." Essas palavras continuavam se repetindo seguidamente em minha mente.

Isso não poderia ser possível. Brandon tinha prometido que me escolheria para ser a companheira dele. Quando eu atingisse a maioridade, ele finalmente poderia anunciar nosso relacionamento.

Mas tudo o que eu consegui fazer foi me virar e sair correndo do salão. Meu único objetivo era procurar Brandon e confrontá-lo sobre tudo o que aconteceu. Talvez tenha sido um movimento político e estratégico para unir os dois grupos através de um casamento. Pode até ser que Brandon não tenha concordado com isso. Neste momento ele poderia até mesmo estar lutando pelo nosso amor, até onde eu sei.

Depois de vasculhar todo o interior da casa, ainda não tinha sido capaz de encontrá-lo, por isso, decidi ir para o telhado. Ao que fui me aproximando, comecei a ouvir o grunhido de um homem e os gemidos de uma mulher preenchendo o ar do lugar.

E a voz do homem me parecia familiar... como se fosse a voz do Brandon. Eu segui avançando, pensando que provavelmente não tinha ouvido direito. Afinal, por que Brandon estaria fazendo aqueles barulhos no telhado com outra mulher?

Porém, logo ficou cada vez mais claro que era de fato a voz de Brandon que eu estava ouvindo.

"Ah, amor, você é tão apertada."

"Hum, isso é tão bom! Ai, Brandon! Vai, mais rápido! Mais forte!"

Naquele momento, eu abri a porta ligeiramente. Ao que uma cena nojenta preencheu a minha visão. Era o Brandon. Ele estava transando com outra loba em uma espreguiçadeira. Brandon, que estava nu, pressionava o corpo contra a loba e enfiava o pau dentro e tirava para fora da bunda dela, como se a estivesse perfurando com uma broca. A loba gritava de prazer enquanto mantinha a bunda levantada para cima. Todo o sangue do meu corpo instantaneamente subiu para a minha cabeça, deixando meu cérebro paralisado. O mundo inteiro começou a girar diante de mim e imediatamente comecei a me sentir completamente tonta.

Há apenas dois dias atrás, Brandon e eu estávamos tendo intimidades, ao que ele me segurava pela cintura.

Flashback:

"Amor, deixa, vai..." A voz suave e sexy de Brandon soava em meus ouvidos, me causando arrepios na espinha. Ele estava imensamente excitado.

"Desculpe-me, Brandon. Mas você poderia talvez esperar um pouco mais, só até eu completar dezoito anos?" Depois de dizer isso, virei de lado, tentando mascarar minha inquietação.

Então ele enterrou o rosto no meu pescoço. Enquanto eu ansiosamente esperava pela resposta dele. Depois de um tempo, ele sorriu para mim e me confortou, mudando de posição e dizendo: "Tudo bem amor, me desculpe. É que eu te amo tanto que quase não consegui me controlar agora."

Meus olhos brilharam quando olhei para ele depois de ouvir isso. E naquele momento, pensei que finalmente havia encontrado meu companheiro. Porque o Brandon me amava, ele estava disposto a esperar por mim, e preferia suportar essa espera torturante do que me forçar a fazer algo para o qual eu não estava pronta.

Fim do flashback.

Agora, encarar a realidade que estava diante dos meus olhos me envergonhava. Eu tinha sido enganada.

E ele estava tendo um caso. Brandon estava transando com outra loba, quebrando a promessa que tinha feito para mim. E eu sabia que aquela mulher seria sua futura Luna também, o que piorava tudo, pois eu nem tinha o direito de questioná-lo sobre o que estava acontecendo.

Até pareceria que eu era a outra mulher no relacionamento deles! Eu não podia mais ficar naquele lugar. Não havia necessidade nenhuma de ficar ali.

Bang!

Tentando me afastar apressadamente, eu acidentalmente esbarrei na lata de lixo e a derrubei no chão.

"Ei! Quem está aí?" Brandon, ouvindo o barulho, imediatamente ergueu a cabeça. O descontentamento na voz dele era evidente.

"Serena...?" Brandon finalmente me viu e logo se levantou, assutado. "Por quê...? Como...?"

Uma mistura de choque, culpa e raiva cruzou o olhar dele. O rosto dele mudou rapidamente de um vermelho agitado para um tom branco pálido. Se aquilo fosse uma cena de filme, ele poderia muito bem ter ganhado um Oscar por todas as emoções que acabara de demonstrar em tão pouco tempo.

E eu acabei vendo o pênis duro de Brandon ficar flácido como uma corda molhada. Meu sangue agora tinha congelado. Aos meus olhos, Brandon agora parecia tão nojento quanto o pênis flácido dele, se não mais.

Que tolice minha pensar que Brandon tinha odiado esse noivado arranjado! Eu acreditei que ele seria leal a mim. Mas, aparentemente, tudo não passava de uma invenção da minha cabeça, e ele tinha acabado de me trair. Eu o peguei no flagra.

PONTO DE VISTA DO BRANDON:

A primeira vez que eu vi a Shirley foi há alguns meses, mas já sabia naquele momento que ela seria a minha companheira. E quando mencionei isso, nossas famílias imediatamente concordaram e deram suas bênçãos ao nosso relacionamento. Porém, eu ainda não tinha conseguido encontrar a melhor maneira para contar à Serena sobre essa decisão. E por isso continuei protelando esse assunto até hoje.

Mas jamais esperava que Serena me encontrasse aqui, nesta situação. Ao que esta provavelmente foi a pior maneira dela descobrir.

O rosto de Serena empalideceu e seus lábios tremiam. "Brandon... Você realmente vai preferir ficar com a companheira que foi arranjada para você?"

Serena perguntou. Eu abri a boca para falar, mas nenhuma resposta veio à mente naquele momento.

E fiquei genuinamente triste ao confirmar que sim, Shirley era a companheira que eu tinha escolhido. Serena conquistou um lugar especial no meu coração logo no primeiro dia em que meu pai a acolheu. Eu tinha apenas 15 anos na época, mas ela já tinha roubado meu coração. Foi a resistência, perseverança e cuidado dela que despertaram em mim o desejo de protegê-la com minha vida. E quando ela cresceu e se tornou uma mulher, fiquei ainda mais apaixonado pela beleza estonteante dela. Mas o status humilde de Serena tornava nosso relacionamento complicado. Mesmo se a Deusa da Lua providenciasse para que nos tornássemos companheiros, ainda assim, teríamos decepcionado muitas pessoas. Uma vez que era praticamente impossível Serena ser aceita como a Luna da matilha. E muitas vezes eu me cansava só de pensar em nosso futuro juntos. Mas a Shirley, por outro lado, era filha de um Alfa. A união que nosso casamento traria entre nossos grupos seria benéfica para ambos os lados. Além disso, para eu assumir futuramente como Alfa, não seria difícil tendo ela como minha Luna.

Obviamente, eu ainda amava Serena. Shirley podia ser minha companheira, mas meu coração pertencia à Serena. Infelizmente, o destino era conhecido por pregar peças cruéis aos amantes. A casais como nós, não teríamos escolha a não ser desistir do amor por causa das circunstâncias que nos acompanham desde o nascimento.

"Serena, me perdoe... Eu sinto muito, de verdade... Eu não..." Acabei tropeçando em minhas próprias palavras, mas procurei fazer o meu melhor para me desculpar repetidamente.

Serena estava com um aspecto frio. Os olhos dela estavam sem vida. "Entendo."

Sem dizer qualquer outra palavra, ela se virou para sair. Porém, subitamente, Shirley falou.

"Parada aí. Quem te deu permissão para sair?"

O corpo de Shirley agora já estava coberto pelas roupas. Então ela caminhou até Serena e a encarou, como se fosse julgá-la ali mesmo.

"Quem é você? E como ousa fazer uma pergunta dessas ao Brandon?"

"Pode perguntar isso a ele." Neste instante Serena apontou diretamente para mim.

O que diabos eu deveria dizer? Eu hesitei o máximo que pude, fiquei quebrando a cabeça para encontrar uma resposta que não ofendesse nenhuma das duas.

"Hã, Shirley, Serena e eu... Bem... Nós tínhamos um relacionamento. Embora nunca tenhamos dormido juntos..."

Mas antes que eu pudesse terminar de falar, Shirley avançou e deu um tapa no rosto de Serena.

"Sua puta! Então foi você quem seduziu meu companheiro! Quem diabos você pensa que é?! Você realmente acha que o Brandon precisa da sua permissão para me escolher como companheira dele? Se olhe bem no espelho, pobre garota. Mesmo que você se oferecesse para limpar meus sapatos, eu teria nojo das suas mãos imundas! Você jamais poderia se comparar a mim!"

Serena ficou com o rosto de lado depois de levar o tapa de Shirley. Ao que, imediatamente, uma marca vermelha agora estampava o rosto dela. Mas Serena tinha decidido não aceitar aquele insulto. E com isso ela levantou a mão, e já estava prestes a dar um tapa em Shirley, mas eu a agarrei pelo pulso bem a tempo.

"Serena, não faça isso!"

Shirley era filha de um Alfa. E como foi criada para conseguir tudo o que queria, era de se esperar que fosse arrogante e mal-humorada. Ela tinha um grupo inteiro só para servi-la. E isso significava que Serena sempre estaria em desvantagem. Afinal, ela era órfã. E se Serena batesse em Shirley agora, ela faria um grande alvoroço e certamente colocaria Serena em apuros. Tanto que nem mesmo eu poderia protegê-la.

E aproveitando que eu tinha impedido à Serena, Shirley não desperdiçou a oportunidade para dar outro tapa nela.

"Como você ousa revidar, sua puta? Vamos lá! Me bata se tiver coragem! Não pense que eu não posso quebrar seu rosto miserável em pedaços!"

Agora, ambos os lados do rosto de Serena estavam inchados. E tive que segurar a mão de Shirley para impedi-la de bater ainda mais em Serena.

"Já chega!" Eu repreendi a Shirley.

Ao que naquele momento os olhos daquela mulher tigre pareciam ensandecidos. Por que a Deusa da Lua escolheria uma loba dessas como minha companheira? Se não fosse pelo status nobre de Shirley como filha de um Alfa, eu tenho certeza que nenhum lobisomem jamais pensaria em tomá-la como companheira. Até porque, em termos de caráter e beleza, ela não chegava aos pés de Serena. Todavia, infelizmente, o legado familiar tinha um papel de destaque na cultura dos lobisomens.

E ao separar as duas mulheres, subitamente senti a energia de Shirley focando em mim. Shirley agora estava furiosa e gritava histericamente a plenos pulmões: "Você realmente a está protegendo? Brandon, por que diabos você está fazendo isso? Eu sou a sua companheira. Você deveria ficar do meu lado! Não pode fazer isso comigo, você vai ver o que vai te acontecer!"

Shirley então soltou a minha mão e saiu do telhado com passadas firmes e pesadas, parecendo uma criança mimada.

Serena ficou me encarando, mas não dizia nada. Os olhos dela estavam avermelhados e cheios de lágrimas, mas ela não se atrevia a deixar cair uma lágrima sequer.

"Serena, eu sinto muito, de verdade. Eu não esperava que ela fosse te dar um tapa daquele jeito..." Baixei a cabeça, me sentindo culpado, ao que também não tinha mais coragem de olhar para Serena. Provavelmente ela me odiava agora.

Porém, Serena continuou sem dizer uma palavra. Ao invés disso, ela tirou a mão da minha e saiu sem sequer olhar para mim.

E agora minha cabeça parecia que ia explodir de tanta dor. Fiquei um tempo andando de um lado para o outro, pensando no que fazer a seguir, antes de decidir ir atrás de Shirley primeiro. Aquela sim era uma loba má. E, sinceramente, eu não queria descobrir o que ela seria capaz de fazer agora.

Capítulo 3 Solução

PONTO DE VISTA DA SERENA:

Saí da mansão dos Gomes sem olhar para trás e fui direto para o meu galpão.

Deixar a Matilha da Lua Negra era a minha única escolha. Eu simplesmente não conseguia mais viver aqui. Embora deixar a matilha agora, ainda sendo menor de idade, seja muito perigoso, imagino que as minhas chances de uma vida melhor seriam maiores se eu fugisse do que permanecendo aqui. Viver na rua pode ser mais seguro para mim do que viver neste lugar miserável.

Quando cheguei, o Alfa Tyler disse que tinha que ter certeza de que eu não era uma aproveitadora. Em todos esses anos, pude comparar a minha carga de trabalho com as de outras empregadas. Creio que foi o suficiente para retribuir a gentileza deles por ter me dado um teto.

Suspirei. Como fui idiota. Como fui ingênua. Por muitos anos, engoli os insultos e todo o tipo de humilhação, tudo porque acreditava na promessa que Bruno tinha feito para mim. Pensando nisso agora, ele nunca realmente fez nada para que o nosso relacionamento funcionasse. E pelo visto, ele não pensaria duas vezes em me deixar por uma escolha melhor. Enquanto aquela vadia me batia, ele simplesmente olhava. Ele chegou ao ponto de segurar a minha mão para impedir que eu desse um tapa nela, mas quando ela me bateu pela segunda vez, ele deixou.

Honestamente, deveria ter imaginado que isso aconteceria. Brandon não era simplesmente um lobo comum. Ele era um futuro Alfa. Se todo esse tempo, ele realmente quisesse me proteger, ele não teria me deixado ficar em uma posição tão inferior na Matilha da Lua Negra, durante tantos anos. Todos os nossos encontros eram sempre em segredo, ele tinha medo de ser descoberto. Quando alguns lobos me intimidavam, ele quase nunca estava lá para me ajudar. Nas poucas vezes que esteve, tudo o que fez foi falar, meio que sem graça, que eles me deveriam ir embora.

Agora pensando, que rídiculas as desculpas que usei para defendê-lo. Costumava dizer para mim mesma que, por ser o futuro Alfa, ele tinha muito o que fazer e precisava ter cuidado com a maneira como era visto pelos outros. Ele não podia ser duro com os valentões que me incomodavam, porque eles suspeitariam o fato de ele estar defendendo uma escrava.

Bem, pelo menos, agora conheço a verdade. Brandon não é nada além de um covarde de merda.

Enquanto estava colocando os meus pertences em uma bolsa, de repente, dois lobos se aproximaram do meu galpão.

"Serena, o Alfa quer falar com você agora", um deles disse. Era uma ordem, não era um convite. Franzindo a testa, os segui, sem pronunciar uma única só palavra.

Eles me conduziram até um corredor menor. Assim que passei pela porta, o meu rosto foi recebido com outro tapa.

Ainda podia escutar o zumbido nos meus ouvidos, quando abri os olhos e vi que foi Luna Zoe quem tinha me batido. O tapa dela foi muito mais forte do que o da Shirley. Fiquei tonta e senti um pouco de gosto de sangue na boca. Fiquei imóvel, incapaz de escutar por alguns minutos.

"Sua vadia! Como você ousa seduzir o Brandon? O que você pensa que está fazendo? Recebemos você na nossa casa, demos roupas e comida. E é assim que você nos retribui? Sua canalha ingrata! Sua vadia! Vagabunda!" Zoe batia os pés e praguejava exasperada.

Tyler estava sentado do outro lado da sala. Pelo seu semblante, dava para perceber que ele também estava furioso. De todos esses anos que vivemos sob o mesmo teto, quer dizer, mais ou menos, mas estava sempre pela casa limpando, esta foi provavelmente, a primeira vez que ele olhou para mim. Reparei que Shirley estava parada do lado dele com um sorriso diabólico no rosto.

Aquela vadia. Provavelmente, tinha sido ela quem tinha reclamado com Tyler e Zoe e contou o que aconteceu.

Brandon também estava na sala, estava parado no canto do corredor. Parecia que o covarde tinha acabado de aprender uma lição dos seus pais. Estava de cabeça baixa no canto, não ousou olhar para mim nem por um segundo. Quando o vi, lembrei da sua covardia, e foi o suficiente para sentir ódio e nojo dele. Não podia acreditar que tinha me apaixonado por um idiota! Estava louca, talvez?

"Serena, parece que precisamos lembrá-la quem você é. Uma garota como você, nem de longe merece alguém como Brandon. Você simplesmente não pode ficar com ele. A Deusa da Lua já nomeou Shirley como a companheira de Brandon. E faz sentido, porque o casamento deles é benéfico para ambas as matilhas. Por isso escute com atenção o meu aviso, nunca tente interferir no relacionamento deles. Caso contrário, não teremos outra escolha, a não ser expulsá-la da Matilha da Lua Negra."

Tyler estava me ameaçando, mas não pude evitar, deixei uma risada escapar dos meus lábios.

"Se essa é a sua preocupação, então garanto que você não precisa falar duas vezes. Depois do que aconteceu hoje, posso garantir para todos vocês que não tenho nenhum sentimento por Brandon. Jamais irei abordar Brandon, nem tentarei destruir o seu relacionamento com Shirley. Honestamente, desejo felicidades para os dois. Pelo visto, parece que eles se merecem."

Um covarde e uma irritante senhora dragão. Eles teriam uma vida caótica pela frente.

Tyler e Zoe olharam para mim desconfiados. Provavelmente, estavam duvidando da sinceridade das minhas palavras. Creio que eles pensaram que fazer uma garota como eu ficar longe do seu filho encantador seria uma tarefa muito difícil. Talvez eles estivessem esperando resistência da minha parte ou que eu estivesse implorando por causa do meu coração partido com a notícia da nova companheira do filho deles. No entanto, aqui estava, calma e indiferente em relação ao filho deles.

Não vi necessidade de explicar mais nada, então, como uma demonstração final de desinteresse, decidi ir embora. Talvez, dessa forma, Tyler e Zoe finalmente acreditassem em mim.

Vi Brandon levantar a cabeça quando escutou o que tinha falado para os seus pais. Neste momento, ele me olhou fixamente. A expressão arrogante do rosto de Shirley desapareceu. Agora ela também olhava para mim. Mas, ignorei todos eles. Antes que Tyler e Zoe pudessem dificultar as coisas para mim, dei as costas para eles e saí.

PONTO DE VISTA DA SHIRLEY:

A maneira mais rápida de punir Serena, era contando o que aconteceu para o Alfa e para Luna. Depois de ser repreendido pelos pais, Brandon não se atreveu a dizer uma palavra e até pediu desculpas, parecendo sincero.

Porém, simplesmente não conseguia esquecer como aquela vadia da Serena teve o atrevimento de tentar lutar contra mim. Ainda bem que Brandon agiu e a colocou no seu lugar, a impedindo de me bater.

Mesmo assim, não fiquei satisfeita com o desfecho da história. Tyler e Zoe poderiam pensar que o problema deles estaria resolvido com Serena indo embora. Mas não estava de acordo, para mim não era a melhor ideia. Esperava que Serena lutasse por Brandon, e essa demonstração de desrespeito da parte dela, deixaria Tyler e Zoe sem escolha, eles teriam que puni-la severamente. Mas, por algum motivo, Serena concordou em deixar Brandon em paz, logo assim que entrou na sala. Não tínhamos mais razão para puni-la.

E a ofensa que ela me causou? Mesmo que eles nunca tenham dormido juntos, não muda o fato de que Serena tinha seduzido Brandon. Ela tinha que ser punida por isso, ou então, não conseguiria satisfazer a minha raiva.

A julgar pela maneira como Brandon olhou para Serena agora há pouco, poderia dizer que ele ainda sente algo por ela. O que para mim é totalmente inaceitável e desrespeitoso. A saída de Serena definitivamente não foi o suficiente. E se um dia, ela resolvesse aparecer na frente de Brandon e o convencesse de ter um caso com ela? Não, ela precisava desaparecer do mundo para sempre. Tê-la viva, não importa onde, ainda representaria um perigo para mim. Simplesmente não conseguiria suportar ter que dormir com um olho aberto a vida inteira.

"Alfa Tyler, Luna Zoe, se vocês me permitirem dar uma sugestão, não acho que devemos deixar Serena escapar assim tão facilmente. Embora ela tenha dito que nunca mais vai se aproximar de Brandon, quem garante que ela manterá a palavra? Ela pode ser uma órfã que você acolheu do nada, mas veja do que ela é capaz. Ela conseguiu seduzir o futuro Alfa da matilha. Pelo que sabemos, ela poderia ser uma loba manipuladora. E se ela continuar seduzindo Brandon sem o nosso conhecimento? E se ela espalhar boatos lá fora e prejudicar a nossa reputação para sempre?"

Tyler franziu a testa quando escutou as minhas hipóteses sobre o comportamento de Serena.

"Papai, mamãe. Eu conheço a Serena. Ela não é o tipo de garota que iria..." Brandon finalmente abriu a boca.

"Cale a boca, Brandon! Você é o futuro Alfa, mas teve um caso com uma pobre escrava. Você cometeu um grande erro e magoou a sua companheira. Como você ousa ainda tentar defender aquela vadia?" Zoe gritou com o filho.

"Você tem razão, Shirley. Se a deixarmos ir agora assim, sem mais nada, ela pode causar mais problemas no futuro." Tyler refletiu sobre o que eu tinha falado.

"Tenho um plano para resolver este nosso problema, Alfa Tyler." Tive uma ideia brilhante.

"Oh, sério? Bem, e qual é a sua ideia?"

Sussurrei algumas palavras no ouvido de Tyler e em seguida, ele deu um passo para trás e acenou com a cabeça em aprovação.

"Uau, seu plano é ótimo, Shirley! Parece que você tem tudo o que precisa para ser a nossa futura Luna. Vamos seguir a sua sugestão!"

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