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A DOMADORA

A DOMADORA

Autor:: RENATA PANTOZO
Gênero: Romance
Um caipira que se apaixona perdidamente por uma moça da cidade, que decidiu morar no interior. Uma branquela que se apaixona por um cara do interior, que possui um lado safado e pegador, muito evidente. Aceitar esse desejo, essa paixão será algo bem difícil para esses dois.

Capítulo 1 - PRÓLOGO

NARRAÇÃO BETO

Termino de carregar os sacos com a colheita do dia na caminhonete da fazenda.

- Vai levar para a cidade ou eu levo?

Nunes meu braço direito na fazenda pergunta secando o suor de sua testa. Encaro o sol sobre a nossas cabeças e respiro fundo.

- Você leva, pode ser?

Ele sorri e confirma com a cabeça.

- Mas espere o sol acalmar, tá de queimar os miolos e se expor os sacos vai estragar tudo.

- Pode deixar! Vou colocar a caminhonete na parte coberta e assim que o sol diminuir rumo pra venda do Sr. Silva.

- Certo!

Respondo vendo um enorme caminhão passando e entrando na fazenda ao lado.

- Acho que vamos ter vizinhos novos.

Nunes diz sorrindo.

- Só espero não ser aquelas famílias ricas da cidade grande. Detesto essa gente que acha que fazenda é para lazer aos fins de semana.

Ele começa a rir e soca meu braço.

- Você hoje acordou mais cavalo do que nunca.

Pego a mangueira e a ligo, lavando meu rosto.

- Apenas dizendo a verdade. Esse povinho não sabe o trabalho que dá manter uma fazenda e compra uma de lazer.

- Mas são essas pessoas que contratam nossos amigos com dificuldade para cuidar da fazenda e com isso eles possuem emprego.

- É a única vantagem amigo. Ainda sim eles os tratam como coisas sujas. Acredita que um mauricinho esses dias me viu na venda e perguntou de que chiqueiro eu sai!!!!

Ele está gargalhando alto.

- Você foi assim como está agora? Camisa aberta e todo molhado?

Encaro meu peito exposto e minha camisa molhada.

- Estava sujo, mas não molhado.

- Então queria o que?

- Eu podia estar de lama ou até mesmo cheio de merda de cavalo na cara. isso não lhe dava o direito de falar aquilo.

- Eu sei, foi um babaca.

- Sim, foi!

- O que você fez em troca?

Me olha sabendo que fiz alguma coisa.

- Taquei merda do Diabo no carro dele.

- Você tacou a merda do seu cavalo no carro dele?

- Disse para ele que era para saber como era realmente viver em um chiqueiro.

- Você parece um cavalo indomável.

Me aproximo dele rindo.

- É o que as mulheres dizem.

- Viu a Brenda ontem?

Confirmo com um sorriso enorme.

- Vi e fiz muito mais.

- Qualquer dia o pai dela vai te pegar e isso vai dar merda.

Brenda é a filha única do Roger e da Amália Braga. Eles vieram da cidade grande em busca de paz.

Só que paz é a única coisa que não dei a pequena garota desde que chegou.

- Não tenho culpa se a filha dele abre a janela para mim.

Ele ri alto.

- Que mulher dessa pequena cidade não abre a janela para você, garanhão?

- Nenhuma.

- Espero que minha mulher esteja fora dessa.

Encaro ele sério.

- Janice é como uma mãe para mim, sabe disso.

- Sei!

- Vocês me criaram depois que meus pais morreram, nunca pensaria em fazer nada com ela e nunca faria isso com você. São a minha família!

Bagunça meu cabelo, como sempre fazia quando eu era pequeno.

- Tivemos sorte de cuidar de alguém tão incrível assim.

Abro um sorriso e sigo com ele para a casa grande almoçar. Janice sorri assim que entramos. Nunes beija sua cabeça e sorri de volta. É nítido o amor desses dois.

- O cheiro tá bom.

Ela sorri com o meu comentário.

- Vão se lavar que já vou servir.

Após lavarmos as mãos seguimos para a mesa e comemos em silêncio. Voltamos para fora de casa, estou com a cabeça cheia e preciso andar.

- Vou levar as coisas pro centro, quer alguma coisa?

- Não! Vou aproveitar o tempo bom e andar um pouco com o diabo, ele anda meio arisco.

- Parece o dono.

Reviro os olhos após seu comentário e sigo para a baia dos cavalos. Assim que entro, posso o ouvir bufando.

- Vamos andar seu rabugento.

Começa a trotar desesperado para sair. Coloco a sela nele e prendo firme. Puxo-o para fora e sigo para uma parte aberta. Subo nele que começa a rodar irritado.

- Calma, garoto!

Aliso sua crina e ele vai se acalmando. Quando sinto segurança, sigo com ele em pequenos galopes. Saio da fazenda seguindo para a estrada, sinto-o agitado e então ele dispara.

- Calma, diabo!

Tento acalmá-lo, mas o infeliz acelera ainda mais. Vejo uma caminhonete vindo e ele dispara para a frente do carro.

- NÃO!!!!!!

Grito puxando as rédeas e ele ergue as patas dianteiras. Sinto meu corpo ser lançado para trás e em segundos bato no chão duro, sentindo a dor. Um barulho de freada surge e tudo começa a ficar borrado. Pisco várias vezes para tentar voltar ao normal.

- Você está bem?

Uma voz calma ecoa em meus ouvidos.

- Olha pra mim.

Sinto mãos delicadas em meu rosto. Assim que consigo focar meus olhos, tenho uma bela visão. Uma linda mulher de olhos negros me encara.

- Sim!

Respondo tentando sentar, sentindo dor.

- Eu te ajudo.

Fala me abraçando e posso sentir seu cheiro delicioso. Seus braços rodam em minha cintura e seu toque queima meu corpo. Me puxa do chão e assim que fico de pé, cola o corpo no meu.

- Você ainda está sem forças.

Seu corpo está tão colado ao meu, que posso sentir seus seios e isso me deixa excitado.

- Estou bem!

Digo me afastando antes que ela me sinta duro. Olha em volta e assim que vê meu cavalo, segue até ele de forma calma.

- Não o toque, ele não gosta.

Me ignora e segue o encarando. Apenas ergue a mão e o filho da mãe baixa o focinho se aproximando dela. Não bufa ou bate as patas no chão como costuma fazer.

- Filho da mãe!

Resmungo baixinho. Coça seu focinho e segue para seu pescoço.

- Ele apenas não gosta da sela.

Diz observando as amarras.

- Como sabe?

- Ele não me deixa tocar essa parte.

Segue com a mão para a sela e ele foge.

- Calma, garoto!

Desamarra a sela e quando retira ele bufa feliz.

- Evite selas pesadas, tenta usar aquelas mais macias com manta.

Observo-a toda, sua roupa de garota mimada e seu carro de riquinha já me diz que é da cidade grande.

- Não acho que uma patricinha como você, saiba alguma coisa sobre cavalos.

Não me olha e mantém o foco no meu cavalo.

- Acho que seu dono usa selas apertadas no meio das pernas também.

Sussurra o suficiente para que eu escute e tento evitar um sorriso.

- Apenas conheço gente como você e sei que nada disso faz parte de sua vida.

Se vira e seu olhar é intenso. Anda com calma até onde estou.

- Defina gente como eu.

- Aposto que seu pai é rico e comprou uma fazenda para a família passar os fins de semana, esbanjando dinheiro.

Abre um enorme sorriso.

- Você é o típico cara da roça que acha que uma mulher deve queimar a barriga no fogão e parir 20 filhos homens para você, né?

Seu corpo está novamente colado ao meu.

- Você nem deve saber onde fica um fogão.

- Você deveria saber mais sobre cavalo sendo de uma fazenda. No mínimo saber sobre o seu.

- Riquinha mimada.

- Caipira machista.

- Desaforada.

- Arrogante.

Seu rosto está próximo ao meu e sinto minha respiração falhar. Escuto uma música estranha e ela se afasta de mim. Retira o celular do bolso e observa.

- Adoraria ficar aqui trocando ofensas maravilhosas.

Seu sorriso é ainda mais lindo.

- Mas diferente do que imagina, eu trabalho.

Me deixa sozinho e entra no carro.

- Tchau, caipira!

- Tchau, riquinha!

Capítulo 2 -1

NARRAÇÃO LÍVIA

Observo a paisagem em volta e cada vez fico mais apaixonada por essa pequena cidade. Será o local ideal para cuidar dos meus cavalos. Vejo em minha frente um cavalo trotando torto e o homem em cima dele tentando controlá-lo. Então o cavalo dispara e o pior acontece. O homem é jogado no chão com violência e paro o carro antes de acertá-los. Saio do carro correndo e sigo até o homem no chão.

- Você está bem?

Pergunto me aproximando e vejo que está um pouco tonto.

- Olha pra mim.

Seguro seu rosto analisando se teve algum ferimento.

- Sim.

Responde tentando se sentar, mas posso ver pela sua cara que está com dor.

- Eu te ajudo.

Tento envolver meus braços em seu corpo e com dificuldade o ajudo a se erguer. Seguro sua cintura o mantendo firme ao meu lado, vacila e então colo meu corpo ao seu.

- Você ainda está sem forças.

Sinto algo crescer em minha barriga e me seguro para não rir. De fato esses homens do interior são mais... assanhados.

- Estou bem!

Se afasta de mim de forma grosseira e isso me irrita. Acho melhor cuidar do cavalo do que do dono. Olho em volta e vejo o coitado incomodado. Ando com cuidado até ele para não o assustar.

- Não toque, ele não gosta.

Reviro os olhos e ignoro o grosseiro excitado atrás de mim. Ergo minha mão e vejo o belo cavalo negro se acalmar e buscar o meu toque como um pedido de ajuda.

- Vem aqui, coisa linda!

Sussurro e vejo bufar contente com o meu toque. Começo a acariciar seu focinho observando seu corpo, ele é bem cuidado. Então o que pode estar perturbando essa coisa linda? Vou seguindo com a mão pelo seu pescoço e ele recua.

- Ele apenas não gosta da sela.

Digo sentindo o peso dela e vendo que está muito apertado nas amarras.

- Como sabe?

- Ele não me deixa tocar essa parte.

Toco a região próxima a barriga e ele bate a pata com dor.

- Calma, garoto!

Digo desamarrando a sela e quando termino, bufa feliz.

- Evite selas pesadas, tenta usar aquelas mais macias com manta.

- Não acho que uma patricinha como você saiba alguma coisa sobre cavalos.

Fecho meus olhos ignorando o comentário idiota do caipira. Ele é um homem gostoso, tem cabelos cor de ouro, olhos verdes como uma esmeralda. Corpo escultural, mas pelo jeito é um idiota, apenas uma casca gostosa sem conteúdo.

- Acho que seu dono usa selas apertadas no meio das pernas também.

Sussurro o suficiente para que ele escute.

- Apenas conheço gente como você e sei que nada disso faz parte de sua vida.

Agora ele foi um babaca dos grandes.

- Defina gente como eu!

- Aposto que seu pai é rico e comprou uma fazenda para a família passar os fins de semana, esbanjando dinheiro.

- Você é o típico cara da roça que acha que uma mulher deve queimar a barriga no fogão e parir 20 filhos homens para você, né?

Digo rindo me aproximando dele.

- Você nem deve saber onde fica um fogão.

- Você deveria saber mais sobre cavalo sendo de uma fazenda, no mínimo saber sobre o seu.

- Riquinha mimada.

- Caipira machista.

- Desaforada.

- Arrogante.

Posso sentir o peito dele subir e descer de raiva. Meu celular começa a tocar e pela música é mensagem da Sabrina. Pego o celular do bolso me afastando e vejo a mensagem.

De: Sabrina

Para: Lívia

Muita bosta de cavalo. Socorroooooo!!!!!

Deve estar pirando com a chegada dos cavalos que comprei.

- Adoraria ficar aqui trocando ofensas maravilhosas, mas diferente do que imagina eu trabalho.

Digo já entrando no carro.

- Tchau, caipira!

- Tchau, riquinha!

Ele sorri e sigo para a fazenda, vendo pelo retrovisor o caipira tirando a sela do cavalo. Bom garoto!

*****************

Assim que entro na fazenda, uma Sabrina sorridente surge.

- Ainda bem que apareceu, não aguento mais sentir esse cheiro.

Abraço-a forte e beijo sua bochecha.

- Vai ter que se acostumar com isso, se quiser trabalhar aqui.

- Não vou mexer com os cavalos, vou apenas administrar seu centro de equitação.

- Ainda não sei se farei isso.

- O que pretende fazer com tantos cavalos?

Pergunta cruzando os braços.

- Quero cuidar deles.

- Só cuidar não da dinheiro.

- Posso cuidar, deixa-los calmos, dóceis, para vender e serem amados por outros.

- Vamos fazer os dois! Faz a parte de criação de cavalos e mostramos como são bons no centro de equitação.

- Pode ser!

Andamos até o pasto onde estão os cavalos.

- Já divulgou que vamos precisar de empregados?

- Sim.

Tem dois te esperando para entrevista.

- Certo!

Sigo para dentro do pasto e vejo dois homens próximos as baias.

- Boa tarde!

Falo me aproximando e eles sorriem.

- Sou Lívia, dona da fazenda!

O loiro simpático sorri e o outro senhor de idade me olha estranho.

- Você é a dona?

- Sim!

Ele bufa irritado.

- E desde quando mulher entende dessas coisas?

Respiro fundo e encaro o homem.

- Não acho que um homem tão antiquado como o senhor se encaixe no perfil da minha fazenda, está dispensado.

Me olha com raiva e sai chutando a grama resmungando.

- Perdoe o Sr. Góes, é um velho a moda antiga.

O simpático loiro diz e confirmo a teoria de que tem homem gostoso pra caramba no interior. Duas delícias no mesmo dia, mas esse pelo menos me pareceu mais amável. Seus olhos são cor de mel e seu sorriso é encantador. Esse é fofo!

- Seu nome?

- Inácio.

- Vamos andar um pouco?

- Sim.

- Não te incomoda o fato de sua chefe ser uma mulher?

Me olha pelo canto dos olhos, enquanto andamos.

- Posso ser sincero?

- Pode.

- Eu achei isso sexy, com todo o respeito!

Começo a rir da cara dele.

- Vamos esquecer essa parte.

Escuto um pouco mais sobre a história dele e explico minhas ideias.

- Apaixonada por cavalos, então!?

- Sim.

- É bom quando se trabalha com algo que ama, deixei de fazer uma faculdade para lidar com os bichos, essas mãos aqui foram feitas para lidar com eles.

Observo sua mão grande e calejada do trabalho braçal.

- Em que quer trabalhar aqui?

Inácio sorri e percebo que faz isso constantemente.

- Em qualquer coisa, onde me colocar farei o meu melhor.

Seguro sua mão firme.

- Você será meu braço direito então, quero que me ajude a realizar esse sonho.

Seus olhos brilham.

- Eu não sei se sou capaz disso.

- Eu sei que é, seu amor pelos bichos é o mais importante.

Me assusto quando me puxa para um abraço.

- Obrigado!

Sussurra em meu ouvido me arrepiando. Será que todos esses homens daqui possuem esse cheiro de macho... e de... sexo? Fecho meus olhos afastando esses pensamentos. Assim que os abro novamente, vejo-o me encarando com o rosto muito próximo. Sua boca se aproxima e deixa um beijo no canto da minha boca. Encaro seus olhos e vejo um sorriso safado surgir no canto.

- Amanhã.

Digo me recompondo.

- Preciso que me ajude a contratar mais pessoas.

- Pode deixar, vou mandar avisar o povo da região sobre as vagas.

- Obrigada!

- A senhora quer mais alguma coisa de mim hoje?

- Sim.

Ele me encara.

- Quero que não me chame de senhora, me chame de Lívia.

- Sim sen... Lívia...

Sussurra meu nome e sai me deixando no meio do pasto rindo.

Capítulo 3 -2

NARRAÇÃO BETO

Volto com Diabo para casa e aquela patricinha dos infernos não sai da minha cabeça. Ela era irritante, debochada e... deliciosamente gostosa. Balanço a cabeça para tirar esses últimos pensamentos da minha mente. Mulher desse tipo é melhor nem chegar perto, no máximo provar uma vez para nunca mais. Levo o cavalo até sua baia e verifico a sela.

- Não é tão pesada assim.

Digo para o cavalo e ele bufa.

- Você esta de coisa com aquela branquela gostosa.

Ele começa a trotar parado no lugar.

- Só por causa disso vai ficar ai sozinho.

Saio da baia e sigo para casa. Assim que entro, Janice vem correndo em minha direção.

- O que aconteceu?

Passa a mão em meu rosto e olha minha camisa suja.

- Diabo se assustou e me derrubou.

- Esse cavalo é muito violento, não deveria monta-lo.

- Ele é meu preferido, sabe disso! Gosto desse jeito selvagem dele.

Sorri e balança a cabeça.

- Qualquer dia uma mulher selvagem também vai roubar seu coração.

A imagem da patricinha invocada me vem a mente e meu corpo arrepia.

- Tá pra nascer mulher que vai me laçar, Janice.

Sigo para o meu quarto tomar um banho.

****************

Entro no chuveiro e fecho meus olhos, sentindo a água quente bater em meu corpo. Olhos negros dominam a minha mente. Meu corpo lembra da sensação do corpo dela colado ao meu e sinto ele endurecer. Não! Me nego a ficar duro por aquela mulher. Respiro fundo e tento pensar em outras coisas. Essa noite o prefeito fará uma festa para receber a primavera e talvez eu tenha sorte com alguma mulher. Termino de me lavar e sigo para o armário. Coloco meu jeans claro e minha camisa branca. Separo minhas botas e meu chapéu. Antes de ir, preciso comer alguma coisa.

******************

Me sento a mesa e Janice surge com um lanche de carne assada.

- Vai na festa?

- Sim.

Digo mordendo meu lanche.

- Vai dormir em casa?

Começo a rir.

- Se tiver sorte não.

Ela quem ri agora e continua limpando a pia.

- Cheguei!

Nunes grita e entra na cozinha.

- Como foi a entrega?

- Normal.

Responde e beija a mulher dele.

- Fiquei mais tempo ouvindo sobre a nova vizinha do que descarregando os sacos.

- É vizinha?

- Sim, o povo do centro está empolgado com a moça.

Encaro ele sem entender nada.

- É bonita, olhos negros e dizem que é muito simpática.

Começo a rir, não é possível que aquela branquela é minha nova vizinha.

- O que foi?

Nunes me olha sem entender nada.

- Já conheci a patricinha branquela hoje.

- E como foi para você?

- Ela é folgada e metida, se acha superior e acha que entende de cavalos.

- Deve entender, parece que vai abrir um centro de equitação e que vai cuidar só de cavalos.

- Vamos ver quanto tempo isso vai durar, vai cansar do trabalho rapidinho.

- Inácio foi tentar uma vaga de emprego com ela.

Solto meu lanche no prato e não gosto nem um pouco disso. Respiro fundo, tentando manter a calma.

- Como ele pode fazer isso?

- Beto, vocês brigaram!

Seguro a mesa firme, Inácio é meu melhor amigo. Sempre trabalhamos juntos aqui na fazenda e ele sempre questionou as minhas ordens. Semana passada discutimos feio e ele pediu as contas aqui da fazenda.

- Brigamos como sempre e no final estamos sempre juntos aqui.

- Talvez ele queira algo novo.

- Não acredito que vai me trocar por aquela...

Fecho meus olhos e respiro fundo mais uma vez.

- Vou conversar com ele hoje na festa, uma conversa de homens.

- Tenta não ser grosso, ele é seu amigo.

Reviro os olhos e mordo meu lanche com raiva.

**************

Chego à cidade e observo a felicidade geral. Nós gostamos de uma boa música, comida e bebida. Salto do cavalo e o amarro em uma arvore ao lado da pracinha. Vejo as crianças correndo e a tenda ao fundo com a festa já agitada. Sinto um toque em meu braço.

- Oi!

Me viro e vejo Brenda com uma minúscula saia e uma blusinha decotada. Isso vai facilitar muito minha noite.

- Oi!

Ela sorri e se afasta para evitar comentários.

- Vai me visitar hoje?

- Acho que podemos fazer algo por aqui primeiro.

Morde o lábio toda safadinha.

- Gosto de quando é selvagem.

- Então espera que eu te procuro.

Se afasta e segue para a tenda. Vejo alguns conhecidos na entrada e cumprimento. Entro e vejo Inácio conversando com uma bela morena. Observo o corpo dela em um belo vestido de flores até o joelho. Está de costas e não acho que já a tenha visto por aqui. Então ela se vira e merda, é a patricinha branquela. Desvio o olhar e tento ignorar os dois no canto conversando. Inferno, só uma olhada. Viro a cabeça e vejo ele sorrir para ela, tocando seu rosto e vejo que ficou vermelha. Bicha safada!!!! Morde o lábio e sinto meu membro pulsar. Desvio o olhar novamente e respiro fundo. Isso deve ser coisa da novidade, é carne nova e meu corpo já quer provar. Ando pela festa olhando algumas vezes para os dois.

- Beto!

O Sr. Silva surge a minha frente. Merda, não quero ficar de costas para ela. Ando disfarçadamente em torno do Sr. Silva até ficar de frente para o casal.

- Como vai, Sr. Silva?

- Bem! Eu queria dizer...

Ignoro o que fala quando vejo Inácio se aproximar do ouvido da patricinha branquela. Ele sussurra alguma coisa e ela sorri tímida. Sinto meu sangue ferver, não acredito que já vai abrir as pernas para ele. Deve ser igualzinha a Brenda, fácil de comer

- Entendeu?

O Sr. Silva pergunta me encarando, não ouvi merda nenhuma.

- Podemos falar sobre isso amanhã? Eu queria aproveitar a festa.

- Claro!

Vejo a patricinha indicar que vai ao banheiro.

- Preciso ir ali um minuto.

Digo já me afastando do Sr. Silva seguindo-a até o banheiro. Ela entra e espero um pouco. Uma mulher sai e aproveito e entro. Fecho a porta por dentro e assim que me viro a vejo inclinada lavando o rosto na pia. Me aproximo dela com calma e quando se levanta e me olha pelo espelho, se assusta.

- Só pode ser perseguição.

Fala com seus olhos negros irritados, me lembra uma égua brava que eu tinha.

- Veio acalmar o fogo, patricinha?

- Primeiro, meu nome é Lívia.

Diz se aproximando.

- Segundo o que eu estava fazendo não é da sua conta.

Tenta passar por mim, mas coloco meu corpo na frente. Meu nariz esta em seu cabelo e seu cheiro me deixa louco.

- Saia da minha frente, caipira.

Não consigo esconder o sorriso ao sentir sua respiração acelerada.

- Primeiro, meu nome é Beto.

Morde a boca para não rir.

- Segundo...

Puxo ela para a minha frente e enfio minha mão em seu cabelo, segurando firme.

- Só saio daqui depois que eu te provar.

Empurro com a outra mão sua cintura até encostar seu corpo na pia. Seus olhos encaram minha boca.

- Me solta!

Pede ofegante e acho que com tesão.

- Não!

Falo empurrando meu corpo no dela, minha ereção esta em seu ventre.

- Me solta, seu caipira.

- Não, até eu saber que gosto tem, branquela.

Minha boca avança na dela, seus lábios no começo se mantêm unidos, mas assim que puxo seu cabelo ela geme me dando acesso a sua boca. Minha língua sente seu sabor e devo dizer que ela é deliciosa. Leva as mãos a minha camisa, me segurando firme. Boa garota!!! Então ela morde meu lábio inferior e sinto me puxar dando uma joelhada bem na minha ereção.

- Porra!!!

Grito, caindo de joelhos.

- Nunca mais toque em mim sem a minha permissão.

Se curva e me olha.

- Não sou como essas vacas que costuma comer por aqui.

Seguro meu membro que dói pra caralho e ela sai me deixando aqui com dor.

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