Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > A Escolha Certa com o CEO Errado
A Escolha Certa com o CEO Errado

A Escolha Certa com o CEO Errado

Autor:: Tamires Coelho.
Gênero: Romance
Vivienne Bettendorf mantém um romance secreto com seu chefe, até que, após uma noite intensa de paixão, seu mundo desmorona ao descobrir que ele está noivo. Decidida a abandonar o passado, ela pede demissão e começa sua carreira em uma nova empresa, em busca de um recomeço. Contudo, as consequências daquela noite inesquecível logo vêm à tona, ameaçando sua recém-conquistada estabilidade. Agora, Vivienne terá que enfrentar desafios inesperados, que podem não apenas transformar sua vida profissional, mas também mudar sua vida para sempre.

Capítulo 1 Um serviço contratado

Vivienne Bettendorf desliza a mão pelo espelho embaçado da suíte do hotel Sofitel Le Grand Ducal, em Luxemburgo. Com os lábios entreabertos, ela observa seu acompanhante através do reflexo. Ele está no box, os movimentos lentos e provocantes enquanto seca os cabelos molhados. Cada gesto é um convite silencioso, cheio de intenções. Os músculos dele se destacam sob a pele úmida, e ela sente um arrepio percorrer sua espinha ao se lembrar de cada toque e suspiro que dividiram há pouco.

O vapor do banho ainda envolve o ambiente, mas não o suficiente para ocultar o corpo dele, que brilha sob a luz suave do banheiro. Vivienne morde o lábio, incapaz de desviar o olhar, enquanto as lembranças do prazer recente inundam sua mente. Seu coração acelera, e ela ainda consegue sentir as mãos dele explorando sua pele, os gemidos abafados que escaparam de seus lábios.

Ele percebe o olhar dela e, com um sorriso malicioso, ergue o rosto, os olhos cravados nela, carregados de luxúria. Sem pressa, ele se aproxima, cada passo deixando claro que a apreciação é mútua. Os olhos de Noah percorrem lentamente cada curva do corpo de Vivienne, um brilho de satisfação evidente em seu olhar.

- Você é insaciável. - Ele sussurra no ouvido dela, deslizando o nariz pelo pescoço exposto, arrancando um gemido suave dos lábios de Vivienne, que se contorce em resposta ao toque dele.

Com um movimento decidido, Noah vira-a para si e a ergue com facilidade, colocando-a sentada na bancada de mármore. Ele se posiciona entre as pernas dela, segurando-a firme pela cintura enquanto a envolve em um beijo intenso, os lábios se movendo com uma urgência contida, como se quisesse gravar aquele momento na pele dela.

Quando ele se afasta, a respiração dele está pesada, mas o olhar ainda traz a sombra de um sorriso satisfeito.

- Mas nosso tempo acabou, tenho compromissos para cumprir. - Noah murmura, a voz grave e sensual contra a pele de Vivienne, que, sem pensar, envolve os braços em volta do pescoço dele, tentando mantê-lo perto.

- Por favor, fique mais um pouco. - Vivienne pede, fazendo um biquinho adorável com os lábios rosados e levemente inchados pelas intensas trocas de beijos. Ela o observa com um olhar suplicante, os olhos brilhando em uma mistura de desejo e um toque de vulnerabilidade que parece afetá-lo profundamente.

Noah hesita por um segundo, as mãos firmes ainda segurando a cintura dela, como se estivesse considerando ceder ao pedido. Ele passa o polegar pelo lábio inferior dela, sentindo a suavidade e a doçura do gesto, os olhos fixos nos dela.

- Vivi, você me deixa louco. - Ele confessa, a voz mais rouca, lutando contra o próprio desejo, enquanto se inclina para um beijo, curto, mas cheio de promessas não ditas. - Eu adoraria ficar, mas se eu não sair agora, perderei compromissos importantes. - Finaliza, beijando-a novamente, desta vez com intensidade, até a deixar sem fôlego. Com um último beijo, ele se afasta, saindo do banheiro e deixando no ar a eletricidade daquele momento.

Vivienne suspira, ainda sentindo o corpo quente e o desejo que ele sempre deixa para trás. Morde os lábios, tentando lidar com a confusão de sentimentos que Noah desperta nela. Ela sabe que o que sente por ele vai muito além do físico. Está completamente apaixonada. Mas, ao sair do quarto, sente o vazio a envolver, e o silêncio pesa.

Ela nota um envelope na cama. Com o coração pesado, ela se aproxima e, ao abrir, encontra um cheque de cem mil dólares e um bilhete curto.

"Serviço prestado conforme esperado. Você nunca me decepciona."

Vivienne sente o peito se apertar. Amassa o cheque com raiva, a frustração e a dor tomando conta. Ele sempre faz isso, deixa dinheiro e palavras frias, tratando-a como se fosse apenas um serviço contratado. Ele diz que significam mais, mas esse bilhete só reforça o oposto, fazendo-a se sentir descartável.

Ela joga o cheque amassado na mesa de cabeceira e encara o quarto vazio, a solidão se fortalecendo. Ela está apaixonada, mas se pergunta se ele algum dia enxergará isso. Se ele conseguirá tratá-la como alguém que importa de verdade.

Vivienne se senta na cama, as lágrimas descendo silenciosamente. Quer mais do que esses encontros escondidos. Quer ser mais do que um segredo bem guardado. Quer ser importante para ele, ser vista. E, enquanto se deita na cama, encarando o teto, se pergunta se algum dia terá coragem de exigir o que realmente merece.

Na manhã seguinte, Vivienne acorda sobressaltada ao som insistente do celular tocando. Olha para o relógio e sente um frio na espinha ao perceber que está atrasada para o trabalho. Trabalha como assistente do CEO da principal empresa financeira da cidade, a holding Muller Capital Partners, e não pode se dar ao luxo de atrasos.

- Estou com sérios problemas. - Murmura, soltando uma risada nervosa enquanto esfrega o rosto. - Esquece isso, Vivienne. - Sussurra para si mesma, tentando afastar as dúvidas que a atormentam. Sabe o quanto a relação com Noah é complicada.

Balança a cabeça, decidida a focar no trabalho e deixar os dilemas pessoais de lado, pelo menos por enquanto. Com o cabelo arrumado e o blazer ajustado, pega a bolsa e sai às pressas, preparada para enfrentar mais um dia na Muller Capital Partners, tentando ignorar a voz interior que insiste em lembrar a noite passada e o bilhete que a fez questionar até onde conseguirá suportar essa situação.

- Senhorita Bettendorf, você está atrasada. - A secretária do andar chama a atenção de Vivienne assim que ela sai do elevador privativo, que apenas os funcionários daquele andar têm permissão de usar.

- Eu sei. - Vivienne responde, caminhando rapidamente para sua mesa, localizada próxima à sala do CEO.

- Senhorita Bettendorf? - A secretária chama, mas Vivienne ignora, atravessando a recepção com passos decididos e adentrando a sala de seu chefe, apenas para encontrar o ambiente vazio.

- Onde está o senhor Muller? - Vivienne questiona, voltando-se para a secretária com uma expressão confusa e levemente irritada. Ela conhece a agenda dele e sabe não haver compromissos marcados para aquele horário.

- O senhor Muller está em uma viagem de negócios. - A secretária responde, com um sorriso profissional e levemente provocativo, claramente descontente por ser ignorada. - Ele volta em duas semanas. Você saberia disso se tivesse verificado seus e-mails. - Completa, com um tom sarcástico que faz Vivienne arquear as sobrancelhas.

- Noah viajou? - Vivienne murmura para si mesma, surpresa, esquecendo-se completamente de manter o tom profissional. - Quero dizer, o senhor Muller. - Corrige-se rapidamente, sentindo o constrangimento tingir suas bochechas. Mesmo que estejam envolvidos, na empresa ele é apenas o seu chefe. Ela precisa se lembrar disso.

Capítulo 2 Uma parte da rotina

A viagem inesperada de Noah deixou Vivienne com um gosto amargo de frustração e decepção. Ele esteve com ela na noite passada, e nem se deu ao trabalho de avisar que partiria. A realidade de ser apenas mais uma mulher disponível para ele começou a corroê-la por dentro. E, enquanto as horas passavam, Vivienne se viu refletindo sobre tudo o que abriu mão. Ela se formou em finanças com louvor, aos vinte e quatro anos, sonhando em construir uma carreira sólida e promissora.

Mas, em vez disso, se vê aprisionada ao papel de assistente do CEO da maior empresa de finanças do país, lidando com tarefas que não fazem jus à sua capacidade.

- Onde estou errando? - Vivienne murmura, sentindo o incômodo crescer.

Ela sabe que aceitou ser tratada dessa forma. Permitindo, ao longo do tempo, que ele invadisse sua vida e se apoderasse de seus sentimentos.

Os dias passaram, e Vivienne manteve a rotina, esperando um contato de Noah que nunca chegava. Um mês depois, ela sentia-se à beira de um colapso, presa em um ciclo de expectativas frustradas, percebendo o quanto Noah dominava seus pensamentos e emoções.

Ao final de mais um dia exaustivo de trabalho, prestes a sair, o celular vibra sobre a mesa. Vivienne pega o aparelho, e seu coração dispara ao abrir a mensagem.

"Te espero na nossa suíte do hotel."

Aquelas palavras a desarmam completamente. Saudade, raiva, desejo e frustração se entrelaçam, deixando-a sem fôlego. Vivienne joga o celular na bolsa com um movimento brusco, tentando apagar a ansiedade que sente ao pensar em vê-lo novamente. Ela caminha em direção ao elevador privativo, cada passo pesado, como se carregasse um peso invisível.

- Dessa vez, não. - Vivienne resmunga para si mesma, mas o tom de dúvida em sua própria voz a assusta.

Ao chegar em seu apartamento, Vivienne sente o peso da indecisão a consumindo. Ela abre uma garrafa de vinho barato e começa a beber, tentando acalmar a tempestade em sua mente. Parte dela quer ficar, mas outra parte a empurra para ele.

Na metade da segunda garrafa, ela se rende. Com o coração acelerado e a mente embriagada, veste uma lingerie provocante e cobre o corpo com um sobretudo. Determinada, sai em direção ao hotel.

Ao entrar na suíte privada, a luz suave da lua e o abajur ao lado da cama criam um clima íntimo. Vivienne observa as garrafas de uísque vazias no chão e seus olhos encontram Noah, deitado na cama, usando apenas uma cueca box branca. O corpo dela responde de imediato, o calor subindo por sua pele. Com um movimento deliberado, solta o cinto do sobretudo, deixando-o cair, revelando a lingerie ousada que escolheu para ele.

Ela caminha até a cama, desliga o abajur, deixando a escuridão envolver o ambiente. Sobe sobre ele, sentindo o calor do corpo dele sob suas pernas. Lentamente, se inclina e, com um desejo contido, toma seus lábios em um beijo intenso e profundo, despertando-o com o toque firme de suas mãos que deslizam pela pele dele, marcando-o, como se aquele momento fosse apenas deles.

- Você consegue cuidar de mim? - Vivienne sussurra, com uma voz manhosa, e, sem esperar por resposta, puxa Noah para outro beijo intenso.

- Pensei que tivesse desistido. Mudou de ideia? - Ele sussurra, enquanto vira-a na cama com um movimento ágil, dominando-a entre seus braços. - Aliás, por que desligou a luz? Prefiro observar você. - Pergunta com a voz rouca, mas a única resposta que recebe é o toque dos braços dela envolvendo seu pescoço, trazendo-o para mais perto. Em um movimento intenso e cheio de desejo, Vivienne toma seus lábios em um beijo urgente e sedento, calando qualquer dúvida que ele pudesse ter.

A temperatura no quarto sobe, e a embriaguez dos dois parece não importar. Beijos e carícias são trocados com uma intensidade que preenche o ambiente, e não demora para os gemidos de prazer ecoarem pela suíte.

Na manhã seguinte, Vivienne acorda exausta, mas satisfeita. Um sorriso discreto surge em seu rosto enquanto observa Noah adormecido ao seu lado. Ela aproveita o momento para admirar os traços dele, gravando aquela imagem em sua mente. Em silêncio, levanta-se, veste-se e decide sair antes que ele acorde. Vivienne não quer encarar aquela conversa logo agora, não depois de uma noite intensa como aquela. Ela precisa de tempo para organizar os próprios sentimentos antes de qualquer confronto.

Ao chegar em seu apartamento, Vivienne se joga no sofá e desliza a mão pelos lábios, como se ainda pudesse sentir o gosto dos beijos dele. O cansaço da noite passada finalmente a alcança, e, antes que perceba, adormece ali mesmo, ainda envolvida nas lembranças confusas e intensas de tudo o que aconteceu.

Ela acorda com o toque insistente do celular vibrando ao seu lado. Piscando na tela, o nome de Noah a faz suspirar.

- Droga! - Resmunga, frustrada, enquanto observa o número dele piscando incessantemente. Ela decide ignorar a ligação, já antecipando a provável reclamação dele pelo atraso.

Levantando-se, vai direto para o banheiro. Após um banho rápido, veste a roupa social de sempre e prende o cabelo em um coque firme, tentando transmitir a seriedade que precisa para enfrentar o dia. Ao finalizar o visual, ela sai apressada em direção à empresa, determinada a focar no trabalho e deixar os sentimentos confusos de lado.

Assim que chega à empresa, Vivienne ignora os olhares julgadores da secretária e segue diretamente para sua mesa, sem hesitar. Organiza os relatórios e a agenda do dia com a precisão que ele sempre espera. Ao terminar, endireita a postura, respira fundo e entra na sala de Noah com as pastas em mãos, como faz todas as manhãs. Noah está sentado, concentrado no notebook, sem sequer levantar os olhos para notar sua presença, tratando sua entrada como parte da rotina habitual.

Vivienne coloca as pastas à sua frente, bem-organizadas, mas ainda assim não recebe nenhum sinal de atenção. Algo dentro dela, no entanto, se acende. Sem pensar duas vezes, ela contorna a mesa, determinada, puxa a cadeira e, com confiança, senta-se no colo dele. Ele, surpreso, não tem tempo de reagir antes que ela envolva seu pescoço com os braços e o beije intensamente. Sua respiração acelerada e o coração batendo descompassado, Vivienne se entrega ao momento, transformando o ambiente formal em algo cheio de desejo.

- Quero muito mais do que temos, senhor Muller. - Vivienne sussurra, ofegante, agarrada ao pescoço dele e beijando-o novamente.

Ele interrompe o beijo, o rosto impassível, e se levanta abruptamente, fazendo-a cair no chão. O choque está estampado no rosto dela.

- O que pensa que está fazendo? - Ele questiona, a voz firme, o olhar frio. A surpresa de Vivienne se transforma em dor ao encarar o homem à sua frente, que a observa de cima, como se ela fosse uma desconhecida.

Capítulo 3 Perfeitos em cada detalhe

Vivienne desliza a mão pela curva das costas, próxima à base da coluna, sentindo a dor intensa onde o impacto a atingiu. O homem que ela acreditava ter algum espaço em seu coração, a observa de cima, o olhar frio e calculista, como se ela fosse um incômodo temporário, algo a ser descartado.

- Por que está agindo assim, Noah? - Vivienne pergunta, a voz carregada de uma mistura de frustração e vulnerabilidade, cortando o silêncio sufocante que paira entre eles.

Ele não responde de imediato. Uma risada curta, cheia de sarcasmo, escapa de seus lábios. Ele se inclina levemente sobre a mesa, mantendo os olhos fixos nela, o olhar pesado com um desprezo que ela nunca havia visto antes. Com um gesto desdenhoso, ele pressiona o botão do telefone e leva o aparelho à orelha sem desviar o olhar, sua presença imponente dominando o ambiente.

- Na minha sala, agora! - Ele ordena com uma voz fria, autoritária, encerrando a chamada antes que qualquer resposta pudesse ser ouvida. Era como se qualquer reação fosse irrelevante para ele. - Levante-se. - Exige, as palavras saindo afiadas. Suas mãos deslizam pelos bolsos da calça do terno, e a postura reta e controlada transborda autoridade. O sorriso enigmático que se desenha em seus lábios não é amigável, é cruel, carregado de um prazer quase sádico, como se ele estivesse saboreando o controle absoluto que exerce sobre ela naquele momento.

Vivienne sente o peito apertar, cada segundo que permanece ali no chão é um golpe na sua dignidade. Ela se levanta lentamente, o corpo tenso, e cada movimento dela é observado de perto pelos olhos atentos dele, como se estivesse avaliando cada reação. O silêncio se torna pesado, quase insuportável, enquanto ele a observa com uma calma perturbadora, como se estivesse à espera de algo, como um predador aguardando o próximo movimento da presa.

- Noah, você quer me ex... - Vivienne começa a falar, mas interrompe a própria frase quando a porta se abre de repente. A surpresa toma conta de seu rosto, e antes que consiga dizer qualquer outra palavra, sua visão começa a ficar turva. A sala parece girar ao seu redor, até que a escuridão a envolve completamente, e ela sente o impacto de seu corpo no chão.

- Vivi! - Noah grita, assustado, enquanto corre até ela. Num movimento rápido, ele a pega nos braços, seu olhar de pânico contrastando com a frieza de minutos antes. Com cuidado, ele a deita no elegante e confortável sofá da sala, sua respiração acelerada enquanto tenta avaliar o que está acontecendo. - O que você fez com ela? - Pergunta, virando-se abruptamente para o homem, a voz carregada de tensão. Mas ele continua parado, com uma expressão impassível, as mãos nos bolsos, diante da mesa. - Te fiz uma pergunta, Dominic! - Insiste, mas a urgência no olhar o faz voltar rapidamente a atenção para Vivienne, que murmura algo baixo. - Meu amor, você está bem? - Pergunta, segurando delicadamente o rosto dela, enquanto seus olhos se abrem devagar.

- Noah. - Vivienne sussurra, vendo o sorriso preocupado dele. - Acho que tive um pesadelo. - Ela passa a mão pela testa, confusa. - Pensei ter visto dois de você. - Comenta, ainda tentando entender o que aconteceu. Mas antes que qualquer alívio pudesse surgir, uma risada baixa e sarcástica corta o silêncio, ecoando pela sala. O som faz o coração de Vivienne disparar, e ela se senta bruscamente, os olhos arregalados.

Ao erguer a cabeça, vê o homem que agora se encosta casualmente na mesa, um sorriso frio nos lábios. Ele é idêntico ao Noah que está ao lado dela, a mesma postura, os mesmos traços, perfeitos em cada detalhe. O choque que atravessa Vivienne é avassalador, deixando-a sem palavras enquanto tenta processar o que está vendo.

- Francamente, Noah, você não faz nada certo. - Dominic repreende, finalmente se movendo. Ele caminha lentamente até eles, a postura tranquila, mas carregada de desprezo. - Uma funcionária, sério? Não é à toa que tive que voltar para resolver a tua bagunça. - Provoca, o olhar desdenhoso percorrendo Vivienne e o irmão, como se ambos fossem uma piada.

- Gêmeos? - Vivienne murmura, mais para si mesma do que para eles. A perplexidade em seu rosto é evidente. Um constrangimento a invade ao se dar conta do erro que cometeu, o sangue subindo ao rosto ao perceber que havia beijado o homem errado. - Senhor, me desculpe. - Balbucia, levantando-se rapidamente, tentando recuperar a postura formal, mesmo que sua mente ainda estivesse um caos.

- Noah, você sabe o que tem que fazer. - Dominic declara friamente, já dando as costas para os dois e caminhando de volta para sua mesa. - Agora saiam da minha sala. Não tenho tempo a perder com idiotices. - Conclui, o tom finalizador como uma ordem, virando-se para a porta aberta, pois o som de batidas leves nela interrompe o momento, chamando a atenção dos três. - Isso acabou de ficar interessante. - Afirma, um brilho predatório nos olhos enquanto fixa o olhar em Noah, que rapidamente endireita sua postura, visivelmente desconcertado.

- Essa visão é uma das minhas favoritas. - A mulher comenta com um sorriso afiado, caminhando pela sala com uma elegância que não passa despercebida por Vivienne. Cada movimento dela exala confiança e poder. - Os gêmeos Muller reunidos. - Acrescenta, parando diretamente em frente a Noah. Sem hesitar, ela envolve os braços ao redor do pescoço dele e toma seus lábios em um beijo intenso e envolvente, como se aquilo fosse o mais natural do mundo.

Vivienne, que até então tentava manter a compostura, sente o coração acelerar e o sangue ferver. A cena à sua frente é como um tapa no rosto, mas ela respira fundo, lutando contra o impulso de arrancar aquela mulher dos braços dele.

- Senhorita, desculpe interromper. - Vivienne dispara, a voz firme, mas contendo a irritação enquanto bate levemente a ponta do dedo no ombro da mulher. - Mas acho que você está beijando o gêmeo errado. - Acrescenta, a calma forçada disfarçando a tempestade que se agita por dentro.

A mulher para o beijo, virando-se lentamente com um olhar de surpresa que logo se transforma em desdém. Ela analisa Vivienne de cima a baixo, seus olhos cintilando com desprezo enquanto esboça um sorriso irônico.

- Noah, quem é essa? - A mulher pergunta, a voz gotejando sarcasmo e desinteresse, como se Vivienne fosse um detalhe irrelevante.

- Então, Noah, quem é ela? - Dominic insiste, a diversão clara em sua voz. Ele se apoia casualmente na mesa, os olhos brilhando com malícia. - Conte para sua adorável noiva quem é essa mulher. - Instrui com um sorriso torto, observando atentamente a expressão surpresa que rapidamente toma conta do rosto de Vivienne.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022