Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > A Escolha Que Mudou Minha Vida
A Escolha Que Mudou Minha Vida

A Escolha Que Mudou Minha Vida

Autor:: Ai Xiaomo
Gênero: Romance
A água gelada da piscina encheu meus pulmões, e a última coisa que vi foram os olhos frios de Pedro, o homem que amei por dez anos. Ele, que jogou papéis de divórcio em meu rosto, estava ao lado de seu filho, que me olhava com desprezo enquanto eu era afogada. "Se você não tivesse usado a autoridade do seu avô para me pressionar naquela época, como eu teria me casado com você?" A voz de Pedro era puro gelo, e suas palavras perfuravam como facas. Ele me disse que Ricardo "sempre foi seu verdadeiro amor" e, após um empurrão do filho dele, caí na piscina, indefesa, sentindo minha vida se esvair. Morri afogada em humilhação, longe de casa, traída por todos que confiei, sem entender por que aquele destino tão cruel havia me alcançado. Então, um sopro de ar me trouxe de volta. Abri os olhos, ofegante, no meu quarto na mansão do meu avô, que estava vivo e ao meu lado. Era o dia em que eu deveria escolher meu marido, e lá estavam os retratos, incluindo o de Pedro. Na vida passada, o escolhi por status e prestígio, um erro que me custou a vida. Desta vez, não. Eu não escolheria por rosto ou título, mas pelo destino. Lancei os nomes em uma caixa e, milagrosamente, o destino escolheu três vezes o mesmo homem: João, o engenheiro-chefe militar, herói de guerra, mas, segundo os rumores, "aleijado e amargurado" . Minha escolha chocou a todos, e Pedro, arrogante, surgiu para me confrontar. "Beatriz, querida, ouvi dizer que você está fazendo um pequeno drama. Pare com essa birra. Todos nós sabemos quem você vai escolher no final." Olhei para ele sem adoração, apenas um vazio gelado: "Vossa Alteza está enganado. Eu já fiz minha escolha. Meu noivo é o senhor João, o engenheiro-chefe." Este era apenas o começo da minha vingança.

Introdução

A água gelada da piscina encheu meus pulmões, e a última coisa que vi foram os olhos frios de Pedro, o homem que amei por dez anos.

Ele, que jogou papéis de divórcio em meu rosto, estava ao lado de seu filho, que me olhava com desprezo enquanto eu era afogada.

"Se você não tivesse usado a autoridade do seu avô para me pressionar naquela época, como eu teria me casado com você?" A voz de Pedro era puro gelo, e suas palavras perfuravam como facas.

Ele me disse que Ricardo "sempre foi seu verdadeiro amor" e, após um empurrão do filho dele, caí na piscina, indefesa, sentindo minha vida se esvair.

Morri afogada em humilhação, longe de casa, traída por todos que confiei, sem entender por que aquele destino tão cruel havia me alcançado.

Então, um sopro de ar me trouxe de volta.

Abri os olhos, ofegante, no meu quarto na mansão do meu avô, que estava vivo e ao meu lado.

Era o dia em que eu deveria escolher meu marido, e lá estavam os retratos, incluindo o de Pedro.

Na vida passada, o escolhi por status e prestígio, um erro que me custou a vida.

Desta vez, não. Eu não escolheria por rosto ou título, mas pelo destino.

Lancei os nomes em uma caixa e, milagrosamente, o destino escolheu três vezes o mesmo homem: João, o engenheiro-chefe militar, herói de guerra, mas, segundo os rumores, "aleijado e amargurado" .

Minha escolha chocou a todos, e Pedro, arrogante, surgiu para me confrontar.

"Beatriz, querida, ouvi dizer que você está fazendo um pequeno drama. Pare com essa birra. Todos nós sabemos quem você vai escolher no final."

Olhei para ele sem adoração, apenas um vazio gelado: "Vossa Alteza está enganado. Eu já fiz minha escolha. Meu noivo é o senhor João, o engenheiro-chefe." Este era apenas o começo da minha vingança.

Capítulo 1

A água gelada encheu meus pulmões, uma pressão esmagadora no meu peito. A última coisa que vi foram os olhos frios de Pedro, o homem que eu amei por dez anos. Ao lado dele, seu filho, fruto de seu casamento com outro, me olhava com um desprezo que imitava o do pai.

"Se você não tivesse usado a autoridade do seu avô para me pressionar naquela época, como eu teria me casado com você?" A voz de Pedro era como gelo, cada palavra uma facada. "No meu coração, Ricardo sempre foi meu verdadeiro amor."

Ele jogou os papéis do divórcio no meu rosto. As folhas de papel ficaram encharcadas na água da piscina, assim como minhas esperanças.

Atordoada, senti um empurrão forte nas minhas costas. Foi o filho dele. Perdi o equilíbrio e caí na piscina. Lutei, tentei gritar, mas a água invadiu minha boca, silenciando meu desespero. Minha vida inteira passou diante dos meus olhos, uma sucessão de esperas inúteis e um amor não correspondido. Eu morri assim, afogada em humilhação e tristeza, longe da minha casa, traída por todos.

Uma lufada de ar.

Abri os olhos de repente, ofegante, o coração batendo descontroladamente.

Eu não estava na água. Estava no meu quarto, na mansão do meu avô. A luz do sol entrava pela janela, aquecendo meu rosto. O cheiro familiar de livros antigos e jasmim do jardim me envolveu.

Olhei para minhas mãos. Eram as mãos de uma jovem, sem as marcas do sofrimento.

Uma voz gentil e preocupada me chamou. "Beatriz, minha querida, você está bem? Você ficou pálida de repente."

Virei a cabeça. Meu avô estava sentado ao meu lado, seus olhos cheios de amor e preocupação. Ele estava vivo. Seu cabelo grisalho, as rugas de expressão em seu rosto, tudo era real.

Lágrimas brotaram dos meus olhos e eu o abracei com força, soluçando em seu ombro. "Vovô..."

Ele me afagou as costas, confuso, mas reconfortante. "Calma, calma, minha neta. O que aconteceu?"

Eu não podia explicar. Como eu poderia dizer que tinha vivido uma vida inteira de dor e retornado da morte?

Olhei ao redor da sala. Sobre a grande mesa de mogno, estavam dispostos vários retratos. Eram os retratos de todos os homens elegíveis da cidade. Reconheci o rosto de Pedro, o príncipe herdeiro, sorrindo com um charme falso que agora me causava náuseas.

Era hoje. O dia em que eu deveria escolher um marido.

Na minha vida passada, após a morte do meu avô, eu, sem hesitar, escolhi o retrato de Pedro. Achei que era a escolha mais lógica, a mais prestigiosa. Foi o maior erro da minha vida.

Desta vez, eu não cometeria o mesmo erro.

"Vovô," eu disse, minha voz ainda trêmula, mas firme. "Eu não quero escolher assim."

Meu avô me olhou, surpreso. "Como assim, Beatriz? É a tradição. Você precisa de um companheiro, alguém para cuidar de você."

Seu olhar era de pura preocupação. Ele só queria o meu bem, mesmo que suas ideias fossem antiquadas.

"Eu sei, vovô. Mas não quero escolher por rosto ou por título. Quero que o destino decida."

"Destino?", ele repetiu, a testa franzida.

"Sim. Vamos escrever o nome de todos eles em pedaços de papel e colocar em uma caixa. Eu vou tirar um, às cegas. Será o meu marido."

Os criados na sala engasgaram. Meu avô parecia chocado com a minha proposta. Era um método pouco ortodoxo, quase frívolo para uma decisão tão importante.

"Beatriz, isso é loucura. Sua vida inteira está em jogo", ele argumentou.

"É a minha vida, vovô. E é assim que eu quero decidir", insisti, olhando nos olhos dele. Ele viu uma determinação que nunca tinha visto em mim antes. Depois de um longo momento de silêncio, ele suspirou e cedeu.

"Faça como quiser, minha querida."

Um criado trouxe uma caixa de veludo e pequenos pedaços de pergaminho. Um por um, os nomes dos homens nos retratos foram escritos e dobrados. O nome de Pedro estava entre eles. Meu coração gelou por um instante, o medo de que o destino fosse cruel e o escolhesse novamente.

Respirei fundo e enfiei a mão na caixa. Meus dedos tocaram os papéis dobrados. Fechei os olhos e peguei um.

Entreguei ao meu avô. Ele o desdobrou lentamente. Seus olhos se arregalaram um pouco.

"Quem é, vovô?", perguntei.

Ele hesitou. "João. O engenheiro-chefe militar."

Um murmúrio percorreu a sala. João. Todos o conheciam, ou melhor, conheciam sua reputação. Um gênio da engenharia, mas um homem que ficou aleijado após um acidente em uma expedição militar. Diziam que ele era recluso, amargurado e vivia isolado. Um homem quebrado.

"Vovô, o destino escolheu", eu disse com calma.

"Beatriz", meu avô disse, sua voz tensa. "Isso é só uma brincadeira. Você não pode se casar com ele. Ele... ele não poderá te fazer feliz. Escolha de novo."

"O destino não é uma brincadeira", respondi. "Mas, se te deixa mais tranquilo, eu sortearei de novo. Se o nome for diferente, eu repenso. Se for o mesmo, é um sinal."

Meu avô concordou, parecendo aliviado. Ele acreditava que as chances de tirar o mesmo nome duas vezes eram mínimas.

Coloquei o papel de volta e misturei os outros. Enfiei a mão na caixa novamente, o coração na boca. Peguei outro papel.

Desdobrei-o eu mesma desta vez.

João.

O silêncio na sala era pesado. Meu avô me olhava, incrédulo.

"Só mais uma vez", eu disse, minha voz um sussurro. "A terceira vez confirma."

Pela terceira vez, mergulhei a mão na caixa e tirei um papel. Minhas mãos tremiam enquanto eu o abria.

Na caligrafia elegante do mordomo, estava escrito um único nome: João.

Três vezes. O destino não estava sussurrando, estava gritando.

"Está decidido", falei, com uma finalidade que surpreendeu a todos, inclusive a mim mesma. "Eu me casarei com João, o engenheiro-chefe militar."

Justo nesse momento, a porta do salão se abriu com um estrondo. Era Pedro. Ele entrou, arrogante como sempre, com um sorriso presunçoso no rosto. Ele não tinha sido convidado, mas agia como se fosse o dono do lugar.

"Beatriz, querida, ouvi dizer que você está fazendo um pequeno drama. Pare com essa birra. Todos nós sabemos quem você vai escolher no final."

Ele caminhou em minha direção, esperando que eu corresse para seus braços, como a tola que eu era na vida passada.

Levantei o queixo e o encarei com olhos que não continham mais nenhuma adoração, apenas um vazio gelado.

"Vossa Alteza está enganado", anunciei para toda a sala. "Eu já fiz minha escolha. Meu noivo é o senhor João, o engenheiro-chefe."

O sorriso de Pedro congelou. Seu rosto passou da presunção à incredulidade e, finalmente, a uma fúria mal disfarçada.

"Você o quê?", ele sibilou.

Eu não respondi. Apenas me virei para o meu avô. "Vovô, por favor, prepare o anúncio do noivado."

Naquele momento, eu não estava apenas escolhendo um marido. Estava rejeitando ativamente o meu passado doloroso. Estava tomando as rédeas da minha vida. Eu não sabia o que o futuro com João me reservava, mas sabia de uma coisa: seria diferente. Tinha que ser.

Pela primeira vez desde que reabri os olhos neste mundo, senti uma pontada de esperança. Eu tinha mudado meu destino. Olhando para o rosto furioso de Pedro, senti uma satisfação sombria. Este era apenas o começo. O começo da minha vingança e da minha nova vida.

Lembrei-me dos meus sentimentos na vida passada. Eu o escolhi porque ele era o príncipe herdeiro, o homem mais cobiçado do reino. Eu achava que o status dele me traria segurança e felicidade. Que tola eu fui. Busquei validação externa, ignorei minha intuição e paguei com a minha vida.

Agora, eu entendia. O que eu realmente precisava não era de um príncipe, mas de um parceiro. Alguém leal. Alguém que ficasse. O sorteio, por mais aleatório que parecesse, me deu João. Um homem que, por sua condição, provavelmente entendia o que era ser julgado e marginalizado. Talvez, apenas talvez, pudéssemos encontrar um terreno comum.

Eu não o amava. Eu nem o conhecia. Mas eu o escolhi. E desta vez, eu faria a minha escolha valer a pena.

Capítulo 2

A notícia do meu noivado com o engenheiro-chefe João se espalhou pela cidade como fogo em palha seca. Foi o escândalo da temporada. Beatriz, a neta do Duque, a joia da sociedade, noiva de um aleijado recluso.

As pessoas não conseguiam entender. Nos cafés, nos salões de baile, nas reuniões sociais, meu nome estava em todas as bocas.

"Coitada da Beatriz, o luto pela morte do avô deve tê-la enlouquecido."

"Dizem que ela fez um sorteio! Que infantilidade! Aposto que é só uma manobra para chamar a atenção do príncipe Pedro."

"Um aleijado amargurado. Que tipo de vida ela terá? Vai passar os dias cuidando de um inválido."

A pena e o escárnio me seguiam por toda parte. Eles achavam que eu tinha jogado minha vida fora por um capricho, uma rebeldia momentânea. Mal sabiam eles que eu estava, na verdade, salvando a minha vida.

Eu ignorei os sussurros. Passei meus dias organizando os preparativos para o casamento e administrando a herança do meu avô. Eu tinha um propósito, uma clareza que nunca tive antes.

Mas Pedro não estava disposto a me deixar em paz.

Uma tarde, enquanto eu estava no escritório do meu avô revisando alguns documentos, o mordomo anunciou sua chegada. Ele não esperou ser convidado e entrou na sala.

"Beatriz! Que palhaçada é essa?", ele disse, a voz carregada de raiva.

Eu nem levantei os olhos dos papéis. "Vossa Alteza, a que devo a honra? Se veio discutir assuntos de Estado, temo que esteja no lugar errado."

Ele bateu com a mão na minha mesa, espalhando os documentos. "Pare de fingir! Se casar com aquele aleijado? Tudo isso é para me atingir, não é? Porque anunciei meu amor por Ricardo?"

Finalmente, levantei o olhar e o encarei. O homem por quem eu chorei por uma década agora parecia patético. Sua arrogância, sua presunção, tudo me causava repulsa.

"Minhas decisões não têm nada a ver com você, Pedro. Eu escolhi meu noivo. O assunto está encerrado."

"Encerrado?", ele riu, um som desagradável. "Nós tivemos uma história, Beatriz. Você me amava. Não pode ter esquecido tudo da noite para o dia."

"O que eu sentia por você morreu. Foi enterrado junto com a minha ingenuidade", respondi friamente. Na minha mente, completei a frase: foi afogado junto comigo naquela piscina.

Ele não acreditou em uma palavra. Seus olhos se estreitaram. "Você está mentindo. Você está apenas magoada. Mas essa sua birra já foi longe demais. Cancele esse noivado ridículo. Não vou permitir que você se humilhe dessa maneira."

"Você não permite?", ergui uma sobrancelha. "Você não tem autoridade sobre mim. Agora, se me dá licença, estou ocupada."

Voltei a juntar meus papéis, um gesto claro de dispensa.

A fúria em seu rosto era visível. Ele respirou fundo, tentando uma tática diferente. A manipulação.

"Beatriz, pense bem. Uma vida com ele? Um homem que mal pode andar? Eu posso te oferecer muito mais. Ricardo entende... podemos chegar a um acordo. Você sempre terá um lugar especial para mim."

O lugar especial que ele me ofereceu na vida passada foi uma certidão de divórcio e uma morte fria. A bile subiu à minha garganta.

"Saia da minha casa, Pedro."

Minha voz era baixa, mas carregada de uma autoridade que o fez recuar um passo. Ele me olhou, chocado pela minha firmeza. Ele não estava acostumado a ser rejeitado, especialmente por mim.

Ele saiu batendo a porta. Eu sabia que aquilo não seria o fim.

No dia seguinte, um enorme buquê de rosas vermelhas, minhas flores favoritas na vida passada, foi entregue na minha porta. Havia um cartão, escrito em uma caligrafia extravagante para que todos os criados pudessem ler.

"Para minha eterna Beatriz. Nenhum erro pode apagar o que sentimos. Com amor, Pedro."

Era uma provocação pública. Um ato para me marcar como sua, para minar meu noivado com João e me transformar em uma mulher leviana aos olhos da sociedade.

Peguei o buquê e o cartão. Caminhei até a cozinha, onde a lareira estava acesa para cozinhar.

Sem uma palavra, joguei as flores e o cartão no fogo.

Os criados olharam, boquiabertos, enquanto as chamas consumiam as rosas e a declaração de amor falso de Pedro. O cheiro de flores queimadas encheu o ar. Era o cheiro da minha liberdade.

Eu não disse nada. Apenas voltei para o meu escritório. Minhas ações falavam mais alto que qualquer palavra.

A resposta de Pedro não demorou. Ele sabia que eu não cederia à sua pressão privada ou a seus gestos românticos falsos. Então, ele decidiu me encurralar publicamente.

Dois dias depois, recebi um convite. Não era um convite qualquer. Era um convite com o selo real para um baile no palácio, em homenagem a um dignitário estrangeiro. Recusar seria um insulto à família real.

Eu sabia exatamente o que era aquilo. Uma armadilha. Pedro queria me forçar a um confronto em seu território, cercada por seus aliados, onde eu seria mais vulnerável.

Segurei o convite na mão. O papel grosso parecia pesado com a malícia dele.

Na minha vida passada, eu teria ficador apavorada. Teria procurado uma maneira de evitar, de me esconder.

Mas esta não era minha vida passada.

"Mordomo", chamei. "Por favor, envie minha confirmação de presença ao palácio."

Peguei uma pena e escrevi minha resposta. Eu iria ao baile. Mas não iria como uma vítima. Iria como a noiva de João, o engenheiro-chefe. E enfrentaria Pedro, Ricardo e toda a sociedade de cabeça erguida.

Eles queriam um espetáculo? Eu lhes daria um.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022