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A Esposa Substituta do CEO - Série CEOS Poderosos I Livro 1

A Esposa Substituta do CEO - Série CEOS Poderosos I Livro 1

Autor:: K. G. Souza 01
Gênero: Romance
Alicia Jenkins é uma jovem de vinte e três anos, ela cresceu em uma casa simples na cidade de Houston, Texas/Estados Unidos. Uma jovem cheia de sonhos, com amigos leais e um pai amoroso, apesar das dificuldades que enfrenta no dia a dia, ela gosta da sua vida, é muito feliz. Mas tudo vira de cabeça para baixo quando é obrigada a se casar com um CEO bilionário no lugar da irmã gêmea. Sua vida tranquila e pacata se transforma em uma grande confusão, agora ela é obrigada a conviver e dividir a cama com um homem poderoso que ela nunca viu. Oliver Johnson é o herdeiro do império Johnson, uma das empresas mais poderosas do mundo. Um homem inteligente, bem preparado para assumir o poder. No auge dos seus vinte e sete anos, tem absolutamente tudo que quer, acostumado a estar sempre no poder, ele nunca foi desafiado. Mas como para tudo tem uma primeira vez, ele é enganado e se casa com a irmã gêmea da sua noiva. Agora tudo que ele quer é se vingar daquela que o fez de idiota. •Ele é frio; •Ela é doce; •Ele gosta de dominar; •Ela é espirito livre; Será que o coração é capaz de perdoar uma traição? Oliver acredita que não existe o perdão para traidores, mas quando o desejo fala mais alto que a razão, tudo pode acontecer, até mesmo um amor impossível.

Capítulo 1 O início

OLIVER JOHNSON

-Ai! -Esbarro em uma mulher quando estou indo em direção ao meu quarto. Ela grita depois de derrubar a bebida que estava levando.

-Você não olha para onde anda não! -Digo cheio de raiva, pois a bebida da mulher molhou minha camisa.

-Eu não olho? E você, você também bateu em mim, então somos dois cegos, não só eu! -Ela responde com a voz firme enquanto se abaixa para juntar os cacos de vidro do chão. -Ai que merda! Hoje definitivamente não é meu dia de sorte. -Ela mais uma vez reclama, só que agora por ter cortado a mão.

-Você além de cega é descuidada, deixe isso aí vou pedir pra alguém vir limpar. E quanto ao seu machucado, vamos, eu vou te levar na enfermaria. -Digo estendendo a mão para ela, que só agora se deu conta de em quem esbarrou.

-Muito obrigada! À propósito meu nome é Alina, você é o chefe, certo? - Diz enquanto sorri sem graça.

-Você me conhece? -Pergunto com um sorriso sarcástico. Claro que conhece, deve ser mais uma caçadora de fortuna tentando se aproximar do chefe.

-Claro! Quem não conhece sua cara, que está estampada nas revistas mensais da empresa, além é claro de está também nas notícias dos jornais e revistas de negócios. Mas não se preocupe, eu não sou uma ataca chefe, pode deixar que eu vou na enfermaria sozinha. -Diz e vai andando sem esperar a minha resposta. Olho a mulher saindo e tenho que admitir que esse jeito dela despertou meu interesse. Nós estamos em alto mar, no Monte Park, um famoso navio cruzeiro, eu estou comemorando meu aniversário, um verdadeiro evento, evento esse que foi organizado pela minha avó, contra minha vontade, é claro! Já que eu odeio essas reuniões desnecessárias. Eu sou o Oliver Johnson, tenho vinte e seis anos, sou o herdeiro do Grupo Johnson SA, um império de indústrias, fábrica automobilística e construtoras, temos negócios espalhados em todo o país. Meu escritório fica em Nova Iorque. Sou um homem forte, por causa dos longos anos lutando MMA por esporte, depois também servi o exército para adquirir experiência. Com um metro e noventa e cinco de altura, um rosto bonito, cabelos pretos caindo nos olhos e um sorriso que chama ainda mais a atenção, sou o solteiro mais cobiçado do momento segundo as notícias das revistas. Eu acho isso muito engraçado. Cresci em um lar onde tudo é eu que escolho, todas as minhas vontades são atendidas, isso me tornou um homem dominante e que não aceita ser contrariado. Hoje como o sucessor de meu pai nos negócios da família, eu tenho o pulso firme na hora de tomar decisões e tenho que agir de maneira direta e forte com todos. Sou temido por todos a minha volta, excluindo apenas a minha avó, Sarah, à quem eu amo e respeito. Sendo sempre muito cobiçado, eu escolho sempre as mulheres mais fáceis de descartar, pois não quero me apegar no momento.

-Nossa, como você demorou, Oliver! Achei que não viria mais -Minha avó, a matriarca da família, diz assim que me vê.

-Não reclama, vovó, ou eu vou voltar para o quarto outra vez. Você sabe que eu não gosto disso -Digo no seu ouvido, ela esboça um sorriso debochado.

-Eu não me importo com o que você gosta, só sei que vou comemorar o aniversário do meu neto e ele vai ficar com um lindo sorriso durante a festa -Ela responde e belisca minha bochecha. Sem alternativa eu sai rindo para cumprimentar os convidados. A festa está bem animada, todos os meus amigos íntimos vieram e eu estou me divertindo bastante. Estou conversando em uma roda com meus amigos de infância quando o Victor resolveu me provocar.

-Oliver, você não acha que está na hora de arrumar uma namorada? Afinal, vinte e seis anos é uma idade boa para começar a aumentar a família. -Ele diz com aquele sorriso debochado. Victor é o meu melhor amigo e também é o chefe do escritório de advocacia da minha empresa.

-Por que você não arruma uma pra você ao invés de ficar se incomodando com a minha vida? -Respondi também com uma cara de deboche.

-Tia Sarah, não é verdade que o Oliver deveria começar a pensar em romance? Se não a senhora nem poderá vê seus bisnetos nessa vida -Victor continua provocando.

-Eu já falei isso pra ele, mas é difícil mexer com esse poço de água gelada. Ele não liga para os sentimentos dessa velha que só quer um pouco de felicidade e alegria por perto. - Minha avó, como sempre, entra na brincadeira. Na verdade, ela realmente gostaria que eu encontrasse alguém, mas eu só trabalha o tempo todo.

-Fala sério dona Sarah Johnson, até você vai me incomodar com esse assunto? Para o governo de vocês eu estou muito bem assim, solteiro e feliz -Respondi saindo do salão de recepção. Eu até posso encontrar alguém mas fora daquele meio de mulheres fúteis, que só querem viagens e festas.

ALINA THOMPSON

Quando finalmente cheguei à enfermaria, abri um um largo sorriso. Isso foi uma excelente oportunidade. -Alina, minha querida, parece que sua sorte começou a mudar. Quem diria que você ia esbarrar logo com o cara dos seus sonhos, e por um grande acaso, se fosse planejado não daria tão certo. -Digo para mim mesma com muita alegria. Depois de dar os pontos e enfaixar a mão volto para o meu quarto esbanjando felicidade, nem a dor está me incomodando, afinal algo bom pode nascer desse episódio. Meu nome é Alina Thompson, sou uma jovem de vinte e três anos, que tem como maior objetivo conquistar o coração do chefe do meu pai. Eu conheci Oliver Johnson em um coquetel em homenagem ao pai dele, isso foi há um ano atrás. Eu e a minha mãe Maryeva fomos acompanhar o meu pai, Jason, o gerente geral das Construtoras do Grupo Johnson. Meu pai quer ser o braço direito do Oliver nos negócios e está quase chegando lá. Eu fiquei encantada com a beleza do Oliver naquele dia, mas como não consegui sua atenção, então naquele momento eu acabei desistindo. Eu sou advogada, uma excelente advogada na verdade, me formei na faculdade de Harvard com honras, eu me destaco desde de cedo nas competições didáticas da escola e quando fui para a faculdade não foi diferente. Como a aluna destaque, não foi difícil conseguir um emprego em um alto cargo nas indústrias Johnson. Cresci aqui mesmo em Nova Iorque, viajei quase o mundo todo com meus pais, sempre tive uma uma vida de luxo, nunca precisei me preocupar com responsabilidades e problemas. Mas como nada é perfeito, apesar de ser boa aluna e tirar boas notas, eu também me meti em muitos problemas com namorados e disputa de corridas de rua. Eu tive e tenho uma vida livre e cheia de aventuras. À noite estão todos reunidos na área externa do Cruzeiro, muitas risadas e assuntos diversos, falam sobre trabalho, moda, fofocas... tudo que é normal para um grupo de jovens milionários. Eu percebo que o Oliver me olha às vezes, tudo bem que isso não é muita coisa, mas pelo menos não é nada. Eu fingi não notá-lo, pela minha vasta experiência com homens ricos, quanto mais atenção a gente demonstra, mais esnobes eles são, mas quando não são notados eles se apresentam e vêm atrás. Eu sai de fininho do meio das minhas amigas e vou para outra área na parte superior, eu fica olhando as ondas enquanto bebo minha taça de vinho.

-Então você gosta de ficar sozinha? -Ouço sua voz atrás de mim. Ele se aproxima perguntando em meu ouvido. Que voz forte e rouca.

-Ah! que susto você me deu, cara -Reclamo. Eu me esforço para parecer que estou indignada -Você sempre aborda as mulheres assim?

-Não! Só as que me interessam. -Respondeu com um sorriso travesso.

-Você está dizendo que eu lhe interesso, é? -Pergunto ficando de frente pra ele.

Capítulo 2 Uma noite incrível

-Depende. Eu estou procurando uma mulher legal, bonita, com idéias interessantes e também decidida, você é? -Pergunta colocando os braços em volta do meu corpo, me prendendo na grade proteção.

-Depende. Se quem está perguntando é um cara legal, com um papo interessante e cheio de atitude, talvez, eu disse talvez, eu seja. -Respondi rindo. Eu acho que estou sonhando, isso é bom demais para ser verdade, ele realmente está aqui? O Oliver Johnson está aqui comigo, isso é demais!

-Legal eu sou, papo interessante eu tenho com certeza, agora atitude, bom melhor eu mostrar. -Finalizando a frase, ele segurou na minha nuca com uma das mãos e me beijou. Ele está me beijando e que beijo gostoso ele tem. É um beijo forte e intenso, enquanto me pressiona com seu corpo, ele move sua mão livre por todas as minhas curvas. Eu permiti cada carícia dele, óbvio, estou sonhando com isso há muito tempo. Como eu desejo está nos braços desse homem e eu tinha razão ao achar que ele é incrível no sexo, porque só pelas preliminares ele já está me deixando louca. Que homem gostoso. Quando o Oliver enfiou a mão entre as minhas pernas, eu dei um passo atrás.

-Você está louco? Nós vamos ser pegos no flagra aqui e se isso acontecer, eu nunca mais volto no meu trabalho. -Digo recuperando o fôlego.

-Então vamos para um lugar mais apropriado -Ele segura firme a minha mão e sai puxando. Nós damos a volta por fora até chegar no quarto dele. Assim que fechou a porta, Oliver me prendeu contra a parede e beijou com vontade, ele me puxou pela cintura ficando entre minhas pernas e aprofundou o beijo inserindo a língua na minha boca. Solto um leve gemido com essa ação, cada parte que ele toca é uma sensação nova pra mim. Eu não sou virgem, mas os outros caras com quem eu fiquei não tinham toda essa experiência e virilidade. Oliver sabe cada lugar sensível do meu corpo, ele sabe onde e como tocar para levar uma mulher à loucura em poucos minutos. Já sem as peças de roupas nós finalmente colamos nossos corpos um no outro e como já era de se esperar, Oliver é magnífico, grande e viril em todos os lugares, eu tive um orgasmo já nas primeiras investidas dele...

-Que bela fada você tem no pescoço -O Oliver diz assim quebra os olhos, ele estava avaliando o meu corpo enquanto eu dormia.

-É uma besteira de adolescente -Respondi rindo.

-Então você era uma adolescente rebelde? Que interessante. -Ele acaricia o desenho com a língua, me fazendo arrepiar.

-Eu não era uma adolescente rebelde, eu só fiz isso em um momento de bebedeira. E você, o que você fez na sua adolescência, Oliver Johnson? Claro, quero saber o que você fez fora da mídia. -Perguntei com voz provocante.

-Eu sou um cara simples, não tenho nada escondido. A maior parte do tempo passei me preparando para assumir os negócios da família, fora isso morei fora do país um tempo e também servi o exército. Não tem muita coisa -Ele acaricia meus cabelos enquanto fala. Ele me olha de uma jeito... não consigo decifrar o que ele está pensando, não sei o que está sentindo, mas pelo menos, parece que ele tem vontade de continuar aqui abraçado comigo.

-Oliver, você está aí? -Uma mulher grita depois de bater na porta.

-Estou sim, vovó, o que foi? -Ele responde, me olhando com um sorriso divertido. Eu me assustei ao ouvir a voz da mulher e piorou depois de saber que essa é sua avó.

-Você está com problemas? Porque ainda não se levantou? Já passa das onze. -A mulher continua falando. Parece preocupada.

-Eu estou sim, um problema moreno de um metro e setenta, vovó. E não estou muito afim de largar ele agora -Diz calmamente e eu lhe dou um tapa.

-Você tá maluco? O que sua avó vai pensar de mim? -Digo forçando uma expressão constrangida.

-Tudo bem. Pode continuar, depois quero conhecer seu problema. -A mulher fala e pelo tom da sua voz, ela parece estar rindo. Isso está saindo melhor do que eu imaginava.

-Você não deveria ter feito isso. Eu não quero problemas, ainda mais com sua avó -Digo sinceramente. Eu realmente estou um pouco preocupada pois sempre ouvi dizer que a Sarah Johnson é uma mulher conservadora. Eu preciso tomar cuidado com minhas atitudes.

-Por que você está preocupada com a opinião da minha avó? -Ele abraça a minha cintura e beija seu pescoço -Então me fala, você está com medo de que nossa noite suje sua reputação? -Ele coloca seu corpo sobre o meu e afasta minhas pernas...

-Vovó, essa é a Alina -Oliver diz assim que nos aproximamos da mulher. Ele está com os braços em volta do meu pescoço, o que chama a atenção de todos na sala.

-Ah, sim, o seu problema -Diz com um leve sorriso -Muito prazer, Alina, eu sou Sarah, a avó desse rapaz -Ela me avalia discretamente.

-Muito prazer, senhora -Respondi um pouco receosa. Eu não posso cometer nenhum vacilo perto dela. A mulher felizmente não é nada do que falam, ao contrário, ela é uma pessoa muito legal e divertida e eu como a garota sociável e falante que sou, em poucos minutos já estou conversando animadamente com todos, principalmente com a avó do homem com quem quero ficar pra sempre. O Oliver olha na minha direção o tempo todo e parece gostar de me ver conversando e rindo com todos, ele sorri quando nossos olhares se encontram. Depois de um tempo, ele e o Victor se afastam e eu disfarçadamente ouço uma parte da conversa deles, sim isso é errado, mas eu sou curiosa:

-O que eu estou vendo? Não, espera você está com cara de bobo. Não acredito que finalmente uma mulher capturou seu coração -O Victor chega batendo nas costas dele. Eu gosto de ouvir suas palavras. Se até o melhor amigo dele está dizendo, isso significa que estou no caminho certo.

-O que você está falando, idiota, quem está apaixonado aqui, vá se ferrar! -Sinto como se um balde de água fria fosse despejado na minha cabeça quando ele responde. Ele também revida o tapa repreendendo o amigo, mas continua rindo. Talvez eu ainda possa sonhar. E isso se confirma nas próximas palavras do Victor.

-Não adianta negar, Oliver, aquela morena mexeu com você, aposto que você agora finalmente vai ancorar seu navio nesse porto e eu vou perder meu amigo das farras. - Ele diz com certeza reacendendo as minhas esperanças. O Victor conhece muito bem o amigo e viu que dessa vez não será só mais uma aventura. Assim eu espero, as minhas expectativas estão bastante altas, dessa vez eu consegui me aproximar e até parar na cama dele.

Capítulo 3 O Festival Anual ( Parte 1)

ALICIA JENKINS

-Minha filha, você não precisa ficar aqui com esse velho, pode ir se divertir com seus amigos. -Meu pai diz. Eu já estou toda arrumada para sair, mas desisti depois de ver meu pai ficar tonto e quase cair da cadeira.

-Pai, nem pensar que eu vou deixar o senhor aqui nesse estado. Quantas vezes o senhor deixou de sair pra cuidar de mim, em? -Digo mostrando meu melhor sorriso. Eu sou a Alicia Jenkins, tenho vinte e três anos, cresci em uma casa simples, em um bairro de Houston, no Texas, Estados Unidos. Minha mãe fugiu com o gerente de uma grande indústria quando eu era apenas um bebê, tinha um ano. Fiquei com o meu pai, enquanto minha mãe levou a minha irmã gêmea, Alina, com ela. Eu nasci com uma anomalia genética que deixa a os olhos com cores incríveis, mas a visão é prejudica no processo, tenho olhos azuis, são muito elogiados, mas meu pai teve que gastar tudo que construiu ao longo dos anos para pagar o meu tratamento, eu nasci cega, como o um por cento de pessoas que reagem bem à cirurgia, eu recuperei cinquenta por cento da visão de um olho e quarenta por cento do outro, vivendo assim uma vida normal. Com quinze anos, eu tive que começar a trabalhar, meu pai descobriu um câncer e pelo tratamento ele teve que parar com o trabalho de marceneiro. Uma vida de dificuldades, foi o que tive, mas apesar de tudo, eu sou feliz. Aos vinte e três anos, hoje para ser mais específica, eu finalmente estou realizando o sonho de me formar no ensino médio. Eu tive que parar por alguns anos para cuidar do meu pai e isso atrasou um pouco meus planos para o futuro.

-Alô! -Atendi depois de correr até o sofá onde estava minha bolsa. Meu telefone está chamando e com certeza são a Jenna e o Luigi.

-Cadê você, Ali, estamos te esperando há meia hora! -Jenna é minha melhor amiga, ela quase grita ao telefone.

-Eu não posso sair agora, Jenna, me desculpe, mas meu pai passou mal. Diz para o pessoal se divertir muito por mim

-Leva ele para minha casa, você sabe que a mamãe cuida dele pra você -Jenna tenta me convencer.

- Eu sei disso, Jenna, a tia é um anjo. Eu não posso fazer isso, não hoje, você sabe que está chegando a data que aquela mulher foi embora e o papai fica muito mal com isso.

-Tudo bem. Sinto muito, amiga, de verdade. Dá um beijo no tio por mim. -Encerra a ligação. Depois de desligar o telefone, vou até o quarto pra me trocar. Tiro as roupas e novamente me sinto angustiada e triste. A verdade é que eu nunca superei o abandono daquela mulher, já passei por muitos problemas na vida e em um deles, já até atentei contra a minha vida. Quando meu pai adoeceu eu tive que dar banho, comida e até trocar as fraldas dele, não era pesado porque eu o amo, foi mais por medo de perdê-lo. Eu me olho no espelho e mal consigo enxergar meus traços no quarto escuro, a iluminação da casa não é boa e com a visão diminuída é mais difícil ainda. Eu tenho um metro e setenta e cinco, sou magra, meus cabelos pretos na altura da bunda, olhos azuis, um rosto que todos consideram perfeito, minha vida deveria ser fácil, mas não é. A verdade é que tudo é muito difícil, fui abandonada pela minha mãe, não tenho dinheiro para nada, mal dá pra comida e os remédios do pai, é difícil sorrir às vezes. Eu sempre me pego pensando: como vive a minha irmã? Qual será a vida dela? Meu pai não gosta de falar nesse assunto, é difícil para ele também, então nós nunca falamos delas, mas eu sempre soube que ela foi embora e que eu tenho uma irmã gêmea, meu pai sempre foi honesto comigo. Estou tentando contornar o trabalho com o curso para prestar o vestibular e vou ser sincera, não está sendo nada fácil.

-Você tem certeza que vai dar conta, Ali, olha pra você, está só o bagaço -Jenna diz enquanto pega no meu cabelo bagunçado.

-Eu tenho , claro que tenho! Eu preciso dar conta de tudo, Jenna, não posso perder o emprego e preciso passar na prova ou meus planos para entrar na faculdade no próximo semestre vai pro ralo. -Digo abaixando a cabeça e segurando o queixo com as duas mãos.

-Sabe do que você precisa, Ali, você precisa de diversão, essa rotina de casa, trabalho e estudo está acabando com você. O tio Anthony concorda comigo. Olha, hoje nós vamos sair um pouco, vamos em uma festa que a Construtora Johnson vai dar para comemorar o aniversário dela, vai ter muitos gatinhos lá. -Jenna diz animada.

-Eu não quero, você sabe que não gosto dessas coisas e também não estou procurando nenhum gato -Recuso o convite, ou pelo menos tento, já que a Jenna não aceita o não como resposta. O dia passou voando e eu tive que saí do trabalho correndo ou não dará tempo de me arrumar. -Eu não acredito que a Jenna está me fazendo ir nessa festa, eu não gosto desses lugares -Resmungo no quarto enquanto termino de me arrumar. Meu que passava pela porta ouve.

-Minha filha, você precisa se divertir, a Jenna só está querendo animar você -Meu pai diz tentando mudar meu humor.

-Papai, eu realmente não sei porque vocês acham que ter uma vida sossegada, dentro de casa é ruim. Eu gosto da minha paz, isso não é ruim, pelo contrário é ótimo. -Digo, eu continuo com seu posicionamento fazendo o meu pai ri do outro lado da porta. Coloco uma calça jeans, uma camiseta branca, meus cabelos deixo soltos, uma maquiagem leve e um colar simples no pescoço, um tênis all star preto, e, também o inseparável óculos de grau.

-Uau! Que filha gata eu tenho. Você como sempre está linda minha princesa -Meu pai me diz orgulhoso. Ele age assim todas as vezes que me olha, sempre tentando me animar.

-Alicia, está pronta? -Jenna grita da porta.

-Já estou sim, vamos logo antes que eu desista -Digo pegando minha bolsa e o telefone.

-Nossa, que gata, olhos azuis, hoje você vai arrumar um boy -Jenna me abraça rindo. Ela está com um vestido vermelho curto e salto alto, maquiagem bem feita e os cabelos loiros presos de lado. Ela é linda e sua simpatia e sorriso solto só a deixam mais linda ainda.

-Que isso, hein, com duas gatas assim eu vou arrasar na festa -O Luigi diz todo animado. O Luigi é meu amigo desde sempre, nossos pais são amigos, então nós crescemos juntos e na quinta série, a Jenna entrou na nossa turma, hoje somos inseparáveis. Nós seguimos para a área da festa, estamos animados ouvindo música alta no carro bem equipado do Luigi. Depois de vinte minutos passamos pelos portões do clube da Construtora. O estacionamento está lotado e o lugar está cheio de pessoas bem vestidas e alguns com carros importados, o que deixa o Luigi doidinho.

-Olha isso! Caramba! Isso aqui está lindo, olha só o nipe dos carros, só carrão. -Luigi diz olhando os carros, seus olhos até brilham. Ele tem uma oficina muito top aqui em Houston, ele é apaixonado por automobilismo.

-Luigi, já pensou você com um camaro ou um audi desse, ia chover mulher pra você -Jenna diz zuando-o.

-Eu não preciso disso pra chover mulher pra mim, Jenna, eu sou gato e gostoso -Respondeu passando a mão no rosto. Luigi é moreno com descendência italiana, alto, muito alto para falar a verdade, ele tem dois metros e três de altura, ombros largos e fortes, corpo cheio de músculos, cabelos pretos lisos e com um belo sorriso, ele é realmente muito bonito. Ganhou por cinco anos seguidos o concurso de mister da cidade e só não competiu o estadual porque não quis.

-Vocês dois parecem duas crianças, vamos logo -Digo puxando os dois, um em cada braço.

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