Depois de três anos no exterior, voltei para casa para surpreender meu marido secreto, o bilionário da tecnologia Guilherme Dantas. Ele finalmente havia se tornado o CEO do império de sua família, e eu acreditava que nossa vida juntos estava prestes a começar.
Mas a surpresa foi minha. A primeira coisa que descobri não veio dele, mas dos alertas de notícias de última hora: Guilherme estava noivo de uma influenciadora chamada Helena Torres, seu suposto amor perdido da adolescência.
Meu mundo desmoronou quando vi a foto dela. Ela tinha o meu rosto. Então a verdade começou a se revelar, cada pedaço mais horrível que o anterior. Helena era minha meia-irmã. Nosso casamento de três anos era um documento forjado, uma peça cruel que ele encenou porque eu era uma substituta conveniente para a mulher com quem ele esteve casado o tempo todo.
Ele não era apenas um mentiroso; era um monstro. Ele me atraiu para um hospital com o pretexto de cuidar de mim, apenas para revelar seu verdadeiro plano: me forçar a um transplante de tecido para salvar a vida de Helena.
Mas enquanto eu estava deitada naquela cama de hospital, uma prisioneira esperando para ser sacrificada, gravei uma conversa que transformou meu luto em fúria. Eles não tinham apenas roubado meu marido e meu futuro - eles assassinaram minha mãe.
Eles pensaram que eu era uma vítima que poderiam descartar. Estavam prestes a descobrir que eu era a arquiteta da ruína deles.
Capítulo 1
Alícia Sampaio desceu do avião, uma brisa fresca agitando seus cabelos.
Ela estava de volta.
Depois de três anos na Europa, onde ganhou uma prestigiada bolsa de estudos em arquitetura, ela havia retornado a São Paulo, a cidade onde sua vida estava prestes a começar.
Ela apertou a pequena caixa de veludo em seu bolso. Dentro, um anel feito sob medida, o par perfeito para a aliança simples em seu próprio dedo. Naquela noite, ela iria surpreender Guilherme.
Guilherme Dantas. O bilionário da tecnologia cujo nome estava na boca de todos. O homem que havia sido nomeado recentemente CEO do império tecnológico global de sua família, o Grupo Dantas.
Seu marido.
Um marido que ninguém sabia que ela tinha.
Por três anos, eles mantiveram seu casamento em Las Vegas em segredo. Foi um pedido dele. Ele disse que sua posição era instável, que um relacionamento público apenas atrairia o escrutínio indesejado de sua família impiedosa e da mídia.
Ela havia concordado. Ela o amava o suficiente para esperar nas sombras.
Ela sacrificou sua própria carreira promissora no Brasil, aceitando a bolsa na Europa para dar a ele o espaço de que precisava. Ela derramou todo o seu amor e apoio nele, acreditando que, assim que ele garantisse sua posição como CEO, ele finalmente a anunciaria para o mundo.
Esse dia havia chegado. Ele era o CEO. A espera tinha acabado.
Ela passou pelas portas do escritório de arquitetura onde acabara de começar seu novo emprego. Uma colega, Sara, correu até ela, o rosto corado de excitação.
- Alícia, você não vai acreditar na notícia! A maior fofoca do ano!
Alícia sorriu, sua mente ainda na surpresa que havia planejado para Guilherme.
- O que foi?
- É o Guilherme Dantas! O próprio Guilherme Dantas!
O coração de Alícia deu um salto. Por um segundo, ela pensou que o segredo deles havia sido descoberto.
- Ele está namorando! - Sara gritou. - Com uma influenciadora chamada Helena Torres! Ele está completamente apaixonado. Dizem que ela é seu amor perdido da adolescência, a garota que o salvou quando ele era criança.
O ar sumiu dos pulmões de Alícia.
O mundo ficou em silêncio.
Seu corpo congelou, um pavor gelado se espalhando de seu peito até a ponta dos dedos.
Helena Torres. Ela conhecia aquele nome. Uma influenciadora em ascensão. Mas... amor perdido?
Apenas três dias atrás, Guilherme havia ligado para ela. Sua voz era quente, cheia de um amor que ela nunca duvidou.
- Sinto sua falta, Alícia. Vou te trazer para casa em breve. Só estou esperando mais um pouco.
Ele havia prometido.
Ele havia prometido a ela um futuro. Uma vida pública. Uma família.
Por três anos, ela foi sua esposa fantasma, sua maior apoiadora. Ela pensava que sabia tudo sobre ele, suas comidas favoritas, suas alergias, o jeito que ele gostava do café. Ela conhecia os pesadelos que o acordavam no meio da noite e as histórias de infância que ele nunca havia contado a ninguém.
E ela havia desistido de tudo por ele.
Mas agora, ele estava com outra pessoa.
- Vamos, o editor-chefe está convocando uma reunião. Temos que conseguir o furo sobre isso. Vai ser a manchete do século! - Sara a puxou em direção à sala de conferências.
Alícia tropeçou atrás dela, sua mente um borrão caótico.
A grande tela na frente da sala se acendeu. Uma foto de Guilherme Dantas preencheu o espaço. Seu rosto bonito, aquele que ela havia beijado de despedida três anos atrás, agora estava estampado para seus colegas dissecarem.
- Guilherme Dantas, 30 anos, novo CEO do Grupo Dantas... - seu editor, Sr. Matos, começou.
Então, a foto mudou. Era Guilherme, abraçando outra mulher. Ele olhava para ela com uma expressão de pura adoração, um olhar que Alícia só tinha visto em seus sonhos.
A mulher, Helena Torres, sorria, o rosto aninhado contra o peito dele.
- Ele mudou completamente por ela - continuou o Sr. Matos, sua voz ecoando na sala silenciosa. - Ele costumava ser tão frio e distante. Agora ele é outra pessoa. Uma fonte me disse que ele ficou louco de ciúmes três anos atrás, quando Helena foi vista com outro homem. Ele ficou bêbado e desapareceu por uma noite.
Três anos atrás.
A noite em que ele apareceu no apartamento dela, encharcado de chuva, cheirando a álcool.
A noite em que ele a beijou pela primeira vez.
A noite em que a vida deles supostamente havia começado.
Uma onda de náusea atingiu Alícia com tanta força que ela teve que se agarrar à beirada da mesa para não cair.
Não era sobre ela. Nunca foi sobre ela.
Ele não tinha ido até ela naquela noite por um súbito impulso de amor. Ele tinha ido até ela porque estava sofrendo por outra mulher.
Uma mulher que se parecia chocantemente com ela.
- Alícia? Você está bem? Você parece pálida - Sara sussurrou.
Alícia balançou a cabeça, forçando as palavras a saírem.
- Não... estou bem. Eu só... não o conheço.
Uma risada amarga ameaçou escapar de sua garganta.
Não o conheço?
Ela o conhecia melhor do que ninguém. Ela era sua esposa.
- Bem, você está prestes a conhecer - disse o Sr. Matos, apontando para ela. - Sampaio, você fica com essa. Quero um perfil completo da história de amor deles. Cave tudo.
A tarefa era uma piada cruel.
De repente, outro colega ofegou.
- Espere, coloque uma foto mais nítida de Helena Torres.
A tela mudou para uma foto de alta resolução de Helena.
- Espera aí! - alguém murmurou. - Ela não se parece muito com a Alícia?
Todos os olhos na sala se voltaram para ela.
O olhar de Alícia estava fixo na tela, na mulher que tinha seus olhos, seu sorriso, seu rosto.
Sua mente voltou para aquela noite chuvosa de três anos atrás.
Guilherme apareceu em sua porta, bêbado e de coração partido. Ele a encarou, os olhos desfocados, e a puxou para um abraço esmagador.
- Não me deixe - ele sussurrou, a voz desesperada.
Ela, cega por uma paixão antiga, o deixou entrar.
Seus lábios encontraram os dela na escuridão de seu apartamento. Foi seu primeiro beijo, e foi confuso, desesperado e com gosto de uísque e chuva.
Ele se afastou, um sorriso de lado no rosto.
- Primeira vez?
Ela o empurrou, o rosto queimando.
- Sr. Dantas, você está bêbado. Você deveria ir.
Ele a ignorou, puxando-a de volta e beijando-a novamente, mais profundamente desta vez. Ela se derreteu. O homem frio e intocável que ela admirava de longe estava ali, em seus braços.
Naquela noite, eles se tornaram um. Ela pensou que era o começo de um conto de fadas.
Na névoa da paixão, ele acendeu a luminária de cabeceira, seu olhar traçando os contornos do rosto dela.
Ele sussurrou um nome, a voz embargada de emoção.
- Helena.
Na época, ela pensou ter ouvido errado. Ou que ele estava apenas resmungando em seu estado de embriaguez.
Agora, a verdade desabou sobre ela com a força de um tsunami.
Ele não estava olhando para ela. Ele estava olhando para uma substituta. Uma dublê.
A vida que ela construiu, o amor que ela nutriu, todo o casamento de três anos - tudo era uma mentira.
Ela era apenas uma substituta para Helena Torres.
O vômito subiu por sua garganta. Ela tapou a boca com a mão e correu da sala de conferências, direto para o banheiro.
Ela vomitou no vaso sanitário, seu corpo convulsionando com a doença violenta da traição.
Seu celular vibrou no bolso. Uma mensagem de Guilherme.
*Feliz aniversário, meu amor. Tenho uma surpresa para você.*
Seus olhos caíram sobre o artigo que sua colega havia aberto no celular antes de ela correr. Era um perfil de Helena Torres.
*"A amada filha do estimado político Horácio Torres..."*
Horácio Torres.
Seu pai biológico.
O homem que abandonou ela e sua mãe por causa da amante.
O homem cuja outra filha se chamava Helena.
Helena Torres era sua meia-irmã.
O mundo girou, e Alícia desabou no chão frio de azulejos, a escuridão finalmente a levando.
A noite passou em um borrão de agonia sem sono.
Alícia ficou deitada na cama, olhando para o teto, a imagem de Guilherme e Helena gravada em sua mente.
Na manhã seguinte, no escritório, Sara a cutucou de brincadeira.
- Não dormiu bem? Muito animada com a grande matéria?
Alícia forçou um sorriso fraco.
- Algo assim.
Ela seguiu seus colegas até uma praça no centro da cidade. Seus pés pareciam de chumbo.
Guilherme havia organizado um pedido de casamento público. Um grande espetáculo para toda a cidade testemunhar.
Ela o viu ali, no centro de um coração feito de rosas. Ele estava de joelhos, segurando um buquê de rosas vermelhas e um anel de diamante cintilante.
Helena Torres estava diante dele, com lágrimas de alegria no rosto.
- Helena - a voz de Guilherme, amplificada por alto-falantes, ecoou pela praça. - Você é o único amor da minha vida. E eu estive te procurando por todos esses anos. Então, quer casar comigo?
Helena soluçou e assentiu, jogando-se em seus braços.
A multidão explodiu em aplausos. As câmeras dispararam, capturando o momento perfeito.
Alícia se virou e foi embora, o som dos aplausos desaparecendo atrás dela.
Seu celular vibrou. Era uma mensagem de Guilherme.
*Surgiu algo importante no trabalho. Vou chegar tarde hoje à noite. Não me espere acordada.*
Algo importante.
Ela olhou para trás, para a praça, para o homem que ela chamava de marido beijando sua noiva para as câmeras.
A mentira era tão descarada, tão cruel, que era quase risível.
Ela seguiu a imprensa até a festa de noivado. Era no O Serafino, o hotel mais luxuoso da cidade.
O Serafino. Ele uma vez lhe disse que o nomeou em sua homenagem, que "Sampaio" era um nome comum demais para algo tão bonito. Outra mentira. Provavelmente foi nomeado em homenagem a Helena.
Ela colocou uma máscara e se misturou à multidão de repórteres.
Guilherme e Helena entraram, de mãos dadas, banhando-se na adoração da multidão.
Os olhos de Alícia foram atraídos para o pescoço de Helena. Ela usava um colar de contas de madeira, um japamala. Parecia familiar, mas ela não conseguia se lembrar de onde.
Os dedos de Alícia tremeram enquanto ela digitava uma mensagem para Guilherme.
*Não estou me sentindo bem. Minha cabeça dói.*
Ela encarou a tela, uma esperança desesperada e patética tremeluzindo em seu peito. Talvez ele mostrasse um pingo de preocupação. Talvez ele se lembrasse dela.
A mensagem permaneceu sem ser lida.
O ar no salão de festas parecia denso, sufocante. Ela precisava sair.
Enquanto escapava para o corredor, ouviu vozes vindas de uma sala privada. A voz de Guilherme.
- Ela é só uma substituta. Uma dublê até a Helena voltar para mim.
Seu tom era frio, desdenhoso.
- Ela é conveniente. Parece com a Helena e está perdidamente apaixonada por mim. Isso tornou a espera suportável.
A voz de outro homem, bajuladora.
- Então, o casamento de três anos foi uma farsa completa?
- Claro - Guilherme zombou. - Você acha que eu me casaria a sério com uma arquiteta qualquer? Helena é o meu futuro. Não posso deixar que ela saiba sobre a Alícia. Isso partiria o coração dela.
Seu celular vibrou. Uma resposta de Guilherme.
*Tome um remédio e descanse. Não seja difícil.*
As palavras foram um tapa na cara. Frias. Impacientes. Irritadas.
Nesse momento, Sara agarrou seu braço.
- Aí está você! Eles estão prestes a cortar o bolo!
Ela foi arrastada de volta para o salão, uma marionete em um fio.
Guilherme e Helena estavam no palco, um bolo magnífico diante deles.
Ele pegou a mão dela, o anel de diamante brilhando sob as luzes.
- Ao meu único e verdadeiro amor - disse ele, os olhos fixos em Helena.
Helena se inclinou e o beijou, um beijo possessivo e triunfante.
A multidão aplaudiu.
Um repórter gritou uma pergunta.
- Sr. Dantas, há rumores de que o senhor esteve envolvido com outra pessoa nos últimos três anos. Há alguma verdade nisso?
Guilherme sorriu, um sorriso charmoso e desdenhoso.
- Houve pessoas no meu passado, mas nenhuma delas jamais importou. Meu coração sempre pertenceu à Helena.
A aliança no dedo de Alícia de repente pareceu incrivelmente apertada, uma faixa fria de metal cravando em sua pele.
Ele acabara de negar publicamente toda a sua existência.
Naquela noite, ela sentou-se no escuro, lágrimas escorrendo pelo rosto. Ela chorou até sua garganta ficar em carne viva e seus olhos inchados.
Então, ela pegou o celular e discou um número que não ligava há anos.
Uma voz rouca atendeu no primeiro toque.
- Cássio.
- Sou eu - Alícia sussurrou, a voz rouca. - Alícia Sampaio.
Uma pausa.
- Eu estava esperando sua ligação.
- Preciso de um favor - disse ela, a voz ganhando força. - Quero que você me apague. Cada vestígio de Alícia Sampaio. Minha identidade, meus registros, tudo.
- Considere feito - Cássio respondeu. - Mas há outra coisa que você precisa saber. Algo sobre sua mãe.
- O que tem a minha mãe? - Alícia perguntou, o coração batendo forte.
Mas Cássio já havia desligado.
Uma dor aguda atravessou sua têmpora.
Na manhã seguinte, a notícia do noivado de Guilherme e Helena estava em toda parte. Seus rostos sorridentes zombavam dela em todas as telas.
Ela entrou no escritório do Sr. Matos, o rosto uma máscara de pedra, e entregou-lhe sua carta de demissão.
- O que é isso? - ele perguntou, perplexo. - Você acabou de começar. Você tem a maior matéria da sua carreira!
- Estou saindo do país - disse Alícia, a voz sem emoção.
Seus colegas se aglomeraram, tentando fazê-la mudar de ideia, mas sua decisão estava tomada.
Ela não veria nenhum deles novamente.
Ela reservou um voo para Las Vegas.
A cidade das emoções baratas e dos erros rápidos. A cidade onde Guilherme havia lhe comprado um sonho falso.
Ela foi direto ao cartório de registro civil de Clark County.
A funcionária olhou para a certidão de casamento que ela apresentou, depois digitou seu nome no sistema.
- Sinto muito, senhora - disse a funcionária, olhando para ela com pena. - Esta certidão é uma falsificação. Não está em nosso sistema.
Alícia arrancou o papel de volta, as mãos tremendo.
- Isso é impossível. Nós assinamos aqui mesmo.
- O número da certidão é falso - disse a funcionária gentilmente. - De acordo com nossos registros, nesta data, três anos atrás, Guilherme Dantas se casou com uma mulher chamada Helena Torres.
O chão pareceu sumir debaixo dela.
Suas pernas cederam, e ela teria desabado se não tivesse se agarrado ao balcão para se apoiar.
Era tudo mentira. Desde o início.
Ele não tinha apenas encontrado uma substituta; ele havia orquestrado um casamento completamente falso, uma peça de teatro cruel com ela como a protagonista desavisada. Enquanto ela ingenuamente desempenhava o papel de sua esposa, ele estava legalmente ligado à mulher que ela estava personificando.
A certidão falsa escorregou de seus dedos, flutuando até o chão.
Ela se lembrou dele lhe dando um acordo de divórcio pré-assinado um ano após o "casamento" deles. Ele havia chamado isso de precaução, uma forma de protegê-la se a família dele descobrisse.
Ela ficou comovida com sua previdência, seu suposto cuidado com ela.
Agora ela via o que era: outra camada de seu engano doentio. Ele sabia que o casamento era falso. Ele sabia que ela nunca assinaria porque o amava demais. Era uma ferramenta para mantê-la dócil, para garantir que ela nunca questionasse seu papel.
Ela caiu no chão, juntando os papéis sem valor, e soluçou. Chorou pela tola que havia sido, pelos três anos que havia desperdiçado, pelo amor que havia dado a um monstro.
Quando finalmente voltou cambaleando para o apartamento que eles compartilhavam, aquele que ele chamava de lar, encontrou-o sentado na sala de estar.
A mesa estava posta com seus pratos favoritos.
- Alícia - disse ele, levantando-se, o rosto um retrato perfeito de preocupação. - Eu estava tão preocupado. Você não atendia minhas ligações.
Ele se moveu para abraçá-la, mas ela se encolheu.
- Eu... eu só estava cansada - ela murmurou, evitando seus olhos. Ela não podia deixá-lo ver a verdade neles. Ainda não.
Ele tentou tocar sua testa.
- Você está quente. Está doente?
Novamente, ela se esquivou de sua mão.
- Eu só preciso descansar.
- Tudo bem - disse ele, a voz tingida daquela ternura falsa que ela agora desprezava. - Vou manter o jantar aquecido para você.
Ela se trancou no quarto, o corpo tremendo.
Como ele podia ser tão bom nisso? O ato de marido amoroso. Algo daquilo tinha sido real? Ele alguma vez, por um único momento, sentiu algo por ela?
Ou foi tudo apenas uma performance?
Ela deitou na cama, a mente um turbilhão de dor e confusão. Ela precisava de respostas. Precisava entender a profundidade de sua traição.