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A Farsa Desmascarada Do Noivo

A Farsa Desmascarada Do Noivo

Autor:: Colby Hvatum
Gênero: Romance
As malas estavam prontas para a viagem dos sonhos ao lado de Pedro, meu noivo. O sol da manhã até tentava iluminar, mas a alegria já tinha sumido. Um telefonema acabou com tudo: "Amor, não vai dar pra gente ir." A mãe dele estava "doente de novo", era a desculpa de sempre. Eu, como a boba apaixonada que era, tentei ser compreensiva, ofereci ajuda. Mas algo não soava certo. Pela terceira vez, uma "crise de saúde" da sogra coincidia com um compromisso importante nosso. A desconfiança me corroía, mas tentei ignorar, pensando que era paranoia. Até que, no feed de notícias, uma foto de Clara, filha da minha empregada, comemorando seu aniversário, mudou tudo. No centro da foto, abraçado a ela, sorrindo como nunca sorria para mim, estava Pedro. Meu sangue gelou. A festa, com balões e bolo, não era em qualquer lugar. Era na minha casa. A mentira sobre a mãe doente era só a ponta do iceberg. Ele havia me traído, usando a memória da própria mãe falecida há meses como escudo para os encontros secretos. A dor era dilacerante, mas a raiva, fria e determinada, me levantou do chão. Eu não iria chorar. Peguei as chaves, minha bolsa e saí. Não para o aeroporto, mas para a minha casa, para acabar com a festa dele. Eles não sabiam com quem estavam se metendo.

Introdução

As malas estavam prontas para a viagem dos sonhos ao lado de Pedro, meu noivo.

O sol da manhã até tentava iluminar, mas a alegria já tinha sumido.

Um telefonema acabou com tudo: "Amor, não vai dar pra gente ir."

A mãe dele estava "doente de novo", era a desculpa de sempre.

Eu, como a boba apaixonada que era, tentei ser compreensiva, ofereci ajuda.

Mas algo não soava certo.

Pela terceira vez, uma "crise de saúde" da sogra coincidia com um compromisso importante nosso.

A desconfiança me corroía, mas tentei ignorar, pensando que era paranoia.

Até que, no feed de notícias, uma foto de Clara, filha da minha empregada, comemorando seu aniversário, mudou tudo.

No centro da foto, abraçado a ela, sorrindo como nunca sorria para mim, estava Pedro.

Meu sangue gelou.

A festa, com balões e bolo, não era em qualquer lugar.

Era na minha casa.

A mentira sobre a mãe doente era só a ponta do iceberg.

Ele havia me traído, usando a memória da própria mãe falecida há meses como escudo para os encontros secretos.

A dor era dilacerante, mas a raiva, fria e determinada, me levantou do chão.

Eu não iria chorar.

Peguei as chaves, minha bolsa e saí.

Não para o aeroporto, mas para a minha casa, para acabar com a festa dele.

Eles não sabiam com quem estavam se metendo.

Capítulo 1

As malas de Sofia estavam prontas, encostadas na porta do quarto, um par de testemunhas silenciosas da viagem que não aconteceria. O sol da manhã entrava pela janela, iluminando a poeira que dançava no ar, mas a alegria que ela sentia há poucas horas tinha se desfeito, substituída por uma quietude pesada. As férias tropicais, o mar azul, as promessas de descanso ao lado de seu noivo, Pedro, tudo isso evaporou com um único telefonema.

"Amor, não vai dar pra gente ir."

A voz dele no telefone era um amálgama de pressa e um pesar que soava ensaiado.

"Aconteceu de novo. Minha mãe não está bem, a saúde dela piorou de repente."

Sofia sentiu uma pontada de decepção, mas a preocupação logo tomou conta.

"O que ela tem? É grave? Eu posso ir aí com você, a gente adia a viagem."

Do outro lado da linha, um silêncio breve.

"Não precisa, meu bem. É só... você sabe como ela é. Fica nervosa, a pressão sobe. Eu vou passar o dia com ela, garantir que ela tome os remédios. Não quero estragar suas férias por causa disso. Fica em casa, descansa. Eu te mantenho informada."

Ele desligou antes que ela pudesse insistir. Sofia ficou parada no meio da sala, o telefone ainda na mão. No início, a compaixão por Pedro e a preocupação com a sogra eram genuínas. Ela conhecia a história: uma mãe com saúde frágil, que exigia cuidados constantes. Pedro sempre usava isso para justificar ausências, para explicar mudanças de plano. E Sofia, por amor, sempre compreendeu.

Mas algo, desta vez, soou diferente. Uma nota falsa na melodia da desculpa de sempre. Era a terceira vez no último semestre que a "crise de saúde" da mãe dele coincidia perfeitamente com um compromisso importante dos dois. O aniversário dela, um jantar com os pais dela, e agora, as férias que planejavam há meses.

Uma desconfiança fria começou a se instalar em seu peito. Era um sentimento incômodo, que ela tentou afastar. Era Pedro, o homem com quem ia se casar. Ela não podia duvidar dele assim. Tentando se convencer de que estava sendo paranoica, Sofia decidiu fazer algo para se distrair. Ligou o notebook, pensando em pesquisar um filme ou talvez pedir comida.

O feed de notícias de uma rede social estava aberto. E foi então que a suspeita se transformou em uma certeza gelada.

Uma foto, postada há menos de quinze minutos. Era o perfil de Clara, a filha da empregada de sua casa, Dona Alice. A imagem mostrava uma festa animada, com balões e um bolo decorado. No centro da foto, Clara sorria, radiante, com os braços em volta do pescoço de um homem.

E esse homem era Pedro.

Ele a abraçava pela cintura, o rosto dele próximo ao dela, um sorriso satisfeito estampado nos lábios. Não era o sorriso de um homem preocupado com a mãe doente. Era o sorriso de alguém que estava exatamente onde queria estar. A legenda da foto era curta e devastadora: "Melhor aniversário surpresa de todos! Obrigada, meu amor ❤️" .

O ar pareceu ser sugado dos pulmões de Sofia. Ela aproximou a imagem, o cursor do mouse tremendo sob seus dedos. As roupas, o rosto, o relógio no pulso dele. Não havia dúvida. Era Pedro. E a festa não era em um lugar qualquer. Pela parede de tijolos aparentes e pelo quadro que ela mesma escolhera, Sofia reconheceu o cenário.

A festa estava acontecendo na casa dela. Na casa que ela tinha comprado e onde eles viviam juntos.

A mentira sobre a mãe doente era apenas a ponta de um iceberg de traição. A náusea subiu pela sua garganta. Mas a humilhação foi rapidamente sobrepujada por uma onda de fúria. A passividade deu lugar a uma determinação gélida.

Ela precisava de uma confirmação final, uma prova irrefutável para calar a pequena voz em sua cabeça que ainda sussurrava que poderia haver um mal-entendido. Com os dedos rígidos, ela abriu uma nova aba no navegador e digitou o nome completo da mãe de Pedro no buscador, junto com a palavra "obituário" .

O resultado apareceu instantaneamente. Uma nota de falecimento de um jornal local, datada de três meses atrás. A foto de uma senhora sorridente, a mesma que Pedro mantinha na estante da sala, olhava para ela da tela. A causa da morte: complicações de uma doença crônica.

Ele não estava cuidando da mãe doente. Ele estava mentindo sobre a morte dela. Usando a memória da própria mãe como um escudo para seus encontros secretos.

A dor da traição era aguda, mas a clareza que veio com ela era afiada como uma lâmina. Sofia não era uma vítima passiva. Ela não iria chorar em um canto escuro. Ela se levantou, a decisão tomada. Pegou a chave do carro, a bolsa e saiu do apartamento que dividia com ele, deixando as malas prontas para trás. Ela não iria para o aeroporto.

Ela iria para casa. Para a casa dela. E iria acabar com aquela festa.

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Capítulo 2

O caminho até a casa foi um borrão de ruas e semáforos. Sofia dirigia com uma calma assustadora, as mãos firmes no volante. A raiva que sentia não era quente e explosiva, mas fria e concentrada. Cada quilômetro percorrido solidificava sua resolução. Ela não planejou o que diria ou faria. Sabia apenas que precisava ver com os próprios olhos.

Estacionou o carro a uma quadra de distância, para não alertar ninguém com o som do motor. Caminhou pela calçada arborizada, o som de música e risadas ficando mais alto a cada passo. Era a sua casa, mas parecia um território estranho, profanado.

A porta da frente estava entreaberta. Sofia empurrou-a lentamente, sem fazer barulho, e entrou. A cena na sala de estar a atingiu como um soco no estômago.

A sala estava cheia de jovens, amigos de Clara, todos bebendo e dançando. Balões com a idade de Clara flutuavam perto do teto. E ali, no centro de tudo, em seu sofá, estava Pedro com Clara no colo. Ele sussurrava algo no ouvido dela, e ela ria, jogando a cabeça para trás. A intimidade entre eles era palpável, descarada.

Um dos amigos de Clara ergueu um copo.

"Um brinde ao casal do ano! Pedro e Clara!"

Gritos de aprovação ecoaram pela sala. Pedro, então, se inclinou e beijou Clara. Não foi um beijo rápido ou discreto. Foi um beijo longo, profundo, cheio de uma paixão que ele não demonstrava por Sofia há muito tempo. A sala inteira aplaudiu.

Naquele momento, algo dentro de Sofia se partiu. A dor, a humilhação, a fúria, tudo convergiu em um único ponto. Ela caminhou para frente, seus passos firmes no chão de madeira. Ninguém a notou no início, todos estavam focados no casal.

Foi Pedro quem a viu primeiro. Seus olhos se arregalaram, a cor sumindo de seu rosto. O sorriso congelou em seus lábios. Ele tentou afastar Clara sutilmente, mas era tarde demais. O olhar dele encontrou o de Sofia, e no rosto dela, ele não viu lágrimas ou desespero. Viu apenas um desprezo gélido.

Sofia não disse uma palavra. Continuou andando até parar bem na frente do sofá. Os convidados começaram a perceber sua presença, a música parecia diminuir de volume, as conversas morreram. O silêncio se espalhou pela sala como uma onda.

Ela levantou a mão direita.

O movimento foi rápido, preciso.

PLOC!

O som do tapa estalou no silêncio pesado, ecoando pela sala. A cabeça de Pedro virou com a força do impacto. Uma marca vermelha começou a se formar em sua bochecha.

O choque foi total. Todos os olhares estavam fixos nela. Clara, que até então estava aninhada confortavelmente, olhava para Sofia com uma mistura de surpresa e raiva. A festa havia acabado.

A atmosfera, antes festiva, agora estava carregada de uma tensão insuportável. Ninguém se movia. Ninguém falava. Todos os olhos estavam pregados em Sofia, a mulher desconhecida que ousara interromper a celebração com um ato de violência tão direto e chocante. A única coisa que se ouvia era a respiração pesada de Pedro, que ainda tinha a mão no rosto, o choque estampado em seus olhos.

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