15 anos..
Tudo começou numa festa, aquelas festas que eu era obrigada a acompanha minha mãe e minha tia Aleda, junto com meu pai e meu tio Marino. E foi nessa festa que vi pela primeira vez Gavino Ferrari, um homem que diante tantos chamou minha atenção, homem porque pelo o que eu soube dele ele tinha acabado de completar seus 23 anos, oito anos mais velho do que eu. Gavino tinha mais ou menos um metro e noventa, alto para sua idade e bonito. Com seus cabelos preto brilhoso, barba por fazer, músculos, a roupa que usava parecia que tinha sido feito exatamente para ele. Perfeito! Dentro todos os garotos ali eu fui logo colocar meus olhos em um que tinha um fama bem peculiar.
Já tinha ouvido falar de Gavino Ferrari, filho de Tizziano Ferrari aliado e amigo do meu pai. Gavino era conhecido por suas saídas com mulheres aleatórias, cada vez que tinha uma notícia sua era com uma mulher diferente. Mas ver ele pessoalmente foi diferente, ele nunca tinha comparecido há nenhum evento da máfia e provavelmente se estava ali tinha sido obrigado assim como eu.
Como no nosso mundo nós mulheres não podia ficar próximo ao homens solteiros eu o observava de longe, ele não sorria muito, poucas palavras e sério. Ele mostrava ser frio e muito arrogante. Mas nada que tirasse a beleza dele.
Cazzo!
Meu pai nunca permitiria eu chegar perto de Gavino ainda mais com a fama que ele tinha e eu a menina dos seus olhos.
Massimo Greco depois que fui sequestrada aos cincos anos nunca mais me deixou desprotegida, sempre que eu precisava sair era dois carros com seguranças, fora Andrea o homem de confiança do meu pai que não saía da minha cola. Eu entendia a proteção do meu pai, nesse mundo onde vivemos é complicado, nunca sabíamos de onde poderia vim um ataque e depois que meu irmão Noah nasceu então tudo duplicou.
Mas eu tinha um trato com meu pai, que eu iria para a faculdade por tanto que eu aceitasse os seguranças disfarçados para a minha segurança e assim seria, porém ainda faltava três longos anos até lá.
Voltando ao Gavino, ele já estava sendo preparado há anos para se inserido na máfia e pela notícia com alguns anos ocuparia o lugar de seu pai com subchefe do meu pai e isso só significava uma única coisa. Eu veria ele sempre. Porque Tizziano sempre está enfiado na nossa casa e meu pai gostava dele.
Estava distraída olhando para Gavino quando uma das meninas se aproximou sem que eu notasse.
- O que está olhando Lupe? – vejo Tereza uma amiga que fiz fala comigo.
- Nada – minto – a festa está bonita, não é mesmo? – pergunto mudando de assunto.
- Não minta pra mim Guadalupe, eu sou sua melhor amiga e te conheço – ela diz colocando as mão na cintura.
- Ora Tessa – a chamo pelo apelido – quando foi que menti para você?
- Agora. E ainda continua mentindo – reviro meus olhos. Tereza me conhecia melhor que qualquer outra pessoa.
- Você é terrível Tessa, não dá para esconder nada de você – afirmo.
- Eu sou a sua amiga, te conheço muito bem.
Tereza Rossi, filha de Ricardo Rossi e Madalena Rossi. Mais um aliado do meu pai e ela mais vivia na minha casa do que na sua própria casa. Tereza era mais nova que eu um ano, linda com seus cabelos ruivos, franja e pequena sardas. Tereza é a melhor amiga que alguém poderia ter e eu tinha essa sorte.
- Ta bom Tessa, desculpa – falo e meus olhos vão para Gavino.
- Não me diga que está olhando para o Gavin? – ela pergunta.
- Gavin? – pergunto de onde será que minha amiga o conhecia.
- Sim. Gavino Ferrari, o filho de Tizziano - reviro os olhos.
- Eu sei de quem ele é filho Tereza – falo – só não sei de onde você conhece ele.
- Ora Lupe, todo mundo conhece Gavino – olha atenta – O filho mais cobiçado de Tizziano – continuo a olhar para minha amiga.
- Cobiçado é? – pergunto.
- Claro! Ele é lindo, não mais que o meu Felipo – ouço ela dizer.
Felipo Howard esse também não ficava para trás, bonito, bem sucedido como o pai e mais velho que a minha amiga. Felipo era filho de Dante e Fernanda Howard, ele era mais velho que Gavino dois anos, com seus 25 e minha amiga dizia ser apaixonada por ele porém Felipo já estava prometido para uma da meninas e se casaria em breve.
- Felipo só sabe da nossa existência por causa do pai que não sai da nossa casa – digo e ela revira os olhos – e comprometido e muito apaixonado pela noiva.
- Nossa Lupe, você não perder a oportunidade de me humilhar – dou risada.
- Só estou deixando claros os fatores – ele cruza os braços.
- Só para a sua informação, seu pai nunca que deixaria você chegar perto de Gavino – alfineta.
- E quem disse que eu quero? – pergunto.
- Você só se esqueceu que eu te conhece Guadalupe – ela completa.
- Está enganada, eu só nunca tinha visto ele em nenhum evento da Famiglia – falo e novamente olho para onde ele estar junto com alguns outros homens da sua idade e junto dele está Felipo.
- Acho bom, pois ele não é homem que se nega nada. E seu pai ficaria muito chateado de ter que matar o filho do subchefe dele – escuto e novamente reviro os olhos.
- Não é para tanto Tereza, eu não vou chegar perto dele – digo. Mas eu não sabia se isso realmente seria uma verdade.
- Filha – escuto minha mãe me chamar.
- Oi mãe – responde me virando para ela.
- Seu pai quer lhe apresentar para umas pessoas – ela diz e meu olhar vai para onde meu pai está.
E lá estava ele, na roda de pessoas onde eu não queria chegar.
- Tudo bem mamma – falo e Tereza me olha – volto logo Tessa – digo.
Caminho ao lado da minha mãe passo a passo, naquela noite eu usava um vestido azul e meus cabelos pretos escuro solto. Meu pai não me deixava ainda usava as roupas que eu gostava, mas pelo menos não era nada tão freira.
- Amor – ouço minha mãe tocar no braço do meu pai e ele se virar para nós.
- Gente para quem não conhece essa é a minha filha mais velha, Guadalupe Greco – meu pai diz me puxando para perto dele. Dou um sorriso fraco e nesse em instante vejo ele se aproximar.
- Gavino meu filho – ouço Tizziano dizer – quero que conheça essa bela jovem – continua e abaixo a vista sem conseguir olhar em seus olhos – Guadalupe a filha de Massimo – ergo a visto e Gavino mal se deu o trabalho de me olhar direito.
- Estou indo embora – ouço ele dizer.
- Não seja mal educado menino e cumprimenta a moça – Tizziano diz.
- Não é preciso Tizzi – digo o chamando pelo apelido que o chamava desde pequena.
Olho para os dois e nesse instante o olhar de Gavino se cruzou com o meu por um breve momento.
- Ah menina como você é doce – desvio o olhar para Tizziano – Gavino podia ser pelo menos um pouco igual a você.
- Minha filha é única Tizziano, ninguém será igual a ela – ouço meu pai dizer e novamente meu olhar se cruza com de Gavino.
- Já posso ir agora? – Gavino pergunta ao pai mas sem tirar os olhos de mim
- Vá menino – Tizziano.
Então ele se afasta do grupo e vejo meu pai resmungar.
- Esse garoto ainda vai ter dar muita dor de cabeça.
- Já estou tomando as devida providências – Tizziano diz.
- Já posso voltar a ficar com Tereza? – pergunto olhando para meu pai e minha mãe.
- Vá minha filha – sorrio para os dois e me afasto.
Claro que uma pivetinha como eu não chamaria atenção de Gavino Ferrari, mas que nossa breve trocada de olhares mexeu com algo dentro de mim.
26 anos...
Meu pai já estava me treinando há alguns anos para quando chegar o devido momento de ocupar seu lugar como subchefe de Massimo Greco eu estivesse a altura. E devido há isso eu acompanhava ele sempre na casa dos Greco, mas nunca tinha reparada na filha deles, até um dia que a garota subiu da academia que tinha na casa, toda suada, com roupas coladas marcando suas curvas. A menina se tornou um mulher linda, não podia negar. Guadalupe Greco era a protegida do seu pai, a menina dos olhos dele.
Eu já tinha avisto em algum evento antes quando meu pai exigia minha presença e ela sempre andava com a menina de cabelo de fogo dos Rossi. Mas uma coisa eu sabia que nunca se mexia com nenhuma das meninas da Famiglia, podíamos fazer o que quiséssemos fora, nas boates, mas com elas não.
Sou um homem preste a completa 26 anos e já comi mais mulher que meu pai se duvidar, mas jamais mexeria com uma da Famiglia.
- Gavino? – ouço meu pai me tirar de transe – Está viajando menino?
- Desculpa – peço.
- Olha você tire seus olhos da menina do Greco, ele te mataria se você chegasse perto dela – reviro os olhos.
- Eu lá tenho cara de babá pai? – pergunto – Eu gosto de mulheres e quentes – finalizo. Não que Guadalupe não fosse atraente, mas era da Famiglia.
- Eu acho bom viu menino – termina e prossegue o caminho até o escritório de Massimo.
Eu ficava ali mais observando mesmo e de vez em quando Massimo procurava minha opinião como se quisesse me incentivar a segui aquele passo e eu gostava dele, apesar de ser tão protetor. Seu filho do médio Noah já estava sendo inserido na máfia e o menino era esperto e com certeza seria conhecido igual o pai.
Ouvimos uma batida na porta o que fez todos ficarem atentos.
- Entre! – ouço Massimo falar.
- Com licença pai – ouvimos a voz da filha dele e aos poucos adentrar a sala.
Nossos olhares se encontram e percebo quando ela fica vermelha e desvia os olhos, ela morde a parte inferior dos lábios, tímida e linda.
- Diga minha raridade – Massimo diz.
- É.. – ela gagueja – É.. – ela engole em seco – Eu queria a sua permissão para ir ao shopping com Tessa – por fim diz.
- Vá com cuidado e não der perdidos nos seguranças de novo – ele diz e vejo ela ficar mais vermelha.
- Você sabe que não precisa falar essas coisas – ela diz e nossos olhos se encontram fazendo a bela desviar rapidamente.
Saber que eu podia ser o motivo daquela sua timidez me fez sorrir de lado.
- Só não fazer mais – ele brinca com ela – pode ir e chame a Tereza para vim jantar conosco.
- Ta, tá, pai – ela diz e começa a caminhar até a porta.
- Esses jovens de hoje em dia – Massimo diz.
- Sua filha é uma doçura – ouço meu pai dizer.
- Só de imaginar que de agora em diante eu terei que escolher seu marido ou surgir com o assunto para que lá escolha já fico nervoso – escuto atento.
- Ainda bem que você sempre deixou claro sobre a sua filha e que ela não seria uma moeda de troca – meu pai complementa.
- Não, Guadalupe vai ter o poder de escolha e ela escolheu estudar por enquanto.
- Gavino estudou muito também, mas hoje só me dá dor de cabeça – os dois me olham.
- Eu estou aqui – ele me rir.
E assim seguiu nosso dia na casa sem eu ver mais a preciosidade do Greco.