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A Filha do Traidor

A Filha do Traidor

Autor:: Nadia.
Gênero: Romance
Olivia viveu uma vida perfeita até os 12 anos de idade. Sua vida foi repleta de felicidade e as pessoas que aumentaram ainda mais sua felicidade foram os filhos do Alfa, que eram trigêmeos não idênticos. Eles prometeram protegê-la e oraram à Deusa da Lua para torná-los seus companheiros. Tudo em sua vida parecia estar indo perfeitamente até que um dia seu pai, Oliver Wilson, foi falsamente acusado pela Gamma de matar a Luna e paralisar o Alfa. Desde então, sua vida tomou um rumo oposto, todos que a amavam antes, começaram a odiá-la. Os trigêmeos que prometeram protegê-la transformaram naqueles de quem ela devia ser protegida. Ela começou a enfrentar e sofrer milhares de torturas brutais e Gamma quem iniciou esses jogos sujos, tornou sua vida um inferno. Todas aquelas palavras dolorosas e torturas não puderam domesticá-la, ela estava determinada a provar a inocência de seu pai. Mas uma coisa a abalou completamente, que foi quando a oração feita em sua infância com os trigêmeos se transformou em seu pior pesadelo. Pior ainda, eles têm outros planos além de rejeitá-la. Junte-se à jornada de Olivia para ver como ela remove etiquetas e segue para onde seu destino a leva. Aviso: Esta história contém cenas adultas, cenas violentas que podem ser opressoras para alguns leitores. Leia por sua própria conta e risco.

Capítulo 1 Um

PONTO

DE VISTA DE OLIVIA:

Amanheci com os raios de sol refletindo sobre meus olhos. Dei uma olhada no relógio e vi que já tinha 5 minutos de atraso.

"Ai não." Me vesti rapidamente.

Penteei rápido o cabelo e fiz uma trança de qualquer jeito e escovei meus dentes.

Era arriscado demais optar pelo rabo de cavalo. Porque da última vez que o fizera, a puta da matilha que pensava que eu era a pessoa mais feia, ainda com inveja de mim, cortou alguns centímetros do meu cabelo.

Vesti uma camisa cinza, leggings pretas e apressei-me para chegar à cozinha, desci rapidamente as escadas rezando a todos os deuses na minha mente para me salvarem de enfrentar a ira de qualquer um.

Mas assim que cheguei à cozinha, os meus olhos encontraram-se com aqueles castanhos escuros. As minhas orações definitivamente não funcionaram.

Lá estava Lucas, o mais velho dos trigêmeos, com os punhos cerrados e a olhar para mim com um olhar de morte que imediatamente me fez arrepiar a espinha.

Eu percebi que em um piscar de olhos, eu enfrentaria muitos problemas e palavras desagradáveis.

Eu inalei profundamente e reuni toda a minha coragem mas, entretanto, prendi a respiração antes de me curvar na frente dele.

"Desculpe, Alfa, cheguei atrasada porque..." Ele não me deixou terminar.

"Porque você estava transando com um homem até tarde da noite, não é mesmo? Você é um pedaço de merda." Ele bateu com o punho no balcão fazendo-me vacilar. O som alto ecoou por toda a sala por um bom tempo.

Embora os trigêmeos sempre usassem palavras ofensivas comigo nos últimos dois anos, suas palavras haviam ultrapassado todos os limites do bom senso. Eles continuavam questionando meu caráter e lançando palavras insultuosas contra mim.

Eu não conseguia parar as lágrimas que ameaçavam cair dos meus olhos.

Lucas veio dando passos perigosos em minha direção e agarrou meu rosto nas mãos de forma grosseira.

"Eu não queria ver as suas lágrimas de crocodilo, Filha do Traidor. Só pare com estas lágrimas falsas e comece a trabalhar." Ele disse com repugnância em sua voz e me empurrou para o lado.

Lucas deixou a cozinha sem nem mesmo olhar na minha direção.

Pressionei minhas costas na parede e desabei no choro. Eu estava soluçando, mas tinha medo de fazê-lo mais alto, pois se algum membro mau da matilha perceber isto, certamente começarão a me insultar. Eu abracei fortemente meus joelhos mas não consegui parar meus soluços.

Por que minha vida precisava se tornar isto!? Por quê!?

Eu sabia bem que não era meu pai, o traidor. Meu pai amava sua matilha. Ele adorava o tio Brian (Alfa) e a tia Lucy (Luna).

O corpo machucado e sem vida da tia Lucy ainda me assombra durante a noite. A mulher que eu amava mais do que a minha própria mãe.

Logo após minha mãe morrer enquanto a salvava dos abrigos, ela começou a me tratar como sua própria filha. Eu a amei profundamente.

O tio de Brian também tinha todo meu amor. Não pude visitá-lo por conta dos trigêmeos. E se passaram seis anos, desde a última vez que o vi. Desde aquela macabra noite ele está paralisado.

Perdi o meu pai. Eu perdi a tia Lucy. E perdi também os trigêmeos que costumavam me amar e tomar conta de mim. Aqueles olhos que costumavam ter amor e adoração por mim. Agora eu só podia ver o ódio ardente neles que quebra uma parte de mim todas as vezes.

Dói ver o ódio em seus olhos, a maneira como me observam me apavorava, como se eu fosse um monstro. Eu odiava amar tanto eles, mas eu sabia que sempre me desprezariam, eles me odiariam por algo que meu pai nunca fez.

Eu tinha visto meu pai queimar vivo na minha frente, vendo-o morrer diante dos meus olhos e se transformar em meras cinzas.

Eu pensei que eles iriam confiar em mim, mas não. Eles acreditavam no Gamma, assim como todo mundo.

Flashback:

Eu passei a noite inteira chorando enquanto segurava as cinzas do meu pai em minhas mãos.

Quando vi os trigêmeos chegando de sua viagem, corri em direção a eles com todas as forças que restavam dentro de mim. Eles sorriam.

Compreendi, pela felicidade que transparecia em seus rostos, que ninguém ainda lhes havia contado a notícia que abalaria suas entranhas.

Eu vi Alex (o trigêmeo do meio) no início e corri para ele sem pensar duas vezes, e o abracei com força.

Os soluços começaram a sair da minha boca com veemência.

"O que foi Olivia? Por que você está chorando?"

A voz preocupada de Alex alcançou minha audição rapidamente.

"Por que há tanto sangue em seu vestido e corpo!? Alguém te machucou?" Lucas perguntou consternado enquanto verificava se eu tinha algum ferimento ou não.

"Tia... O tio..." Eu chorei alto.

"O que aconteceu com a mamãe e o papai? Olivia?" Perguntou Benjamin (o mais jovem dos trigêmeos), sua voz escondia seu medo.

"Vamos procurar Oliver, pessoal." Lucas (o mais velho) sugeriu apressadamente.

"Pai..." Eu mostrei a eles as cinzas que tinham seus rastros na minha mão: vestígios do meu pai. Seus olhos se arregalaram de choque.

Meus soluços irromperam, lágrimas destruindo o que restava das forças dentro de mim, meu coração que parecia entorpecido, batia forte de angústia. Caí de joelhos. Os trigêmeos pareciam estar sem palavras e hesitando sobre o que dizer.

"Olivia, conte-nos o que aconteceu." Lucas pediu gentilmente. Suas mãos tremiam.

"Eu te conto tudo o que aconteceu." A voz mais maligna ressoou por trás.

Minha cabeça virou e vi aqueles olhos verdes malignos nojentos de Gamma.

Ele se aproximou de nós e vi lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Todo o seu ato falso parecia extremamente real, o suficiente para enganar qualquer um.

"O pai dela matou nossa Luna brutalmente." Ele gritou enquanto apontava para mim, me olhando com os olhos cheios de raiva.

Lucas, Benjamin e Alex pareciam brancos como papel ao ouvir as palavras que saíam da boca do Gamma.

"Oliver nunca poderia fazer isto." Benjamin balançou a cabeça enquanto negava em alta voz.

"Nós o encontramos com a mesma adaga com a qual a garganta de sua mãe foi cortada e o encontramos ao lado do cadáver dela. Você precisa de mais provas?" Gamma rosnou em fúria.

Alex perdeu o equilíbrio e apoiou-se no carro. Eu vi as lágrimas brotando nos olhos de todo os três.

"E, além disto, encontramos o mesmo veneno em seu bolso que foi injetado no corpo de seu pai. E agora ele está paralisado, nem mesmo pode voltar ao normal." O Gamma enfatizou bem a última palavra.

"Não! Isto tudo é uma armadilha. Acredite em mim, papai nunca poderia fazer isto. Todos vocês conhecem o papai muito bem." Eu gaguejei e me levantei. Meus joelhos fracos estavam prontos para desistir a qualquer segundo.

"Cale a boca, Filha do Traidor. Você ainda escolheu o lado dele. Não admira que você seja igual ao seu pai." Gamma cuspiu. A fúria em seus olhos era quase real.

"Não se atreva a dizer nada sobre meu pai. Ele nunca poderia fazer algo assim." Eu gritei de volta e de repente o puxão forte em meu cabelo me fez estremecer. Ele agarrou meu cabelo com força em sua mão. Eu gritei alto em dor.

"Agora você vai pagar pelos atos do seu pai, sua pirralha. Vou tornar sua vida terrível como o inferno." Ele riu macabramente, agarrando meu cabelo com mais força. Era como se minha cabeça estivesse sendo arrancada.

Gritei de dor e lutei para me controlar, mas o homem me dominou com muita facilidade.

"Lucas, você sabe que pai nunca poderia fazer algo assim, certo? Me ajude!" Eu olhei para Lucas, mas ele desviou o olhar.

Meu coração foi partido em vários pedaços quando a compreensão do que acabou de acontecer me atingiu.

Eles confiavam mais no Gamma, como todo mundo.

"Jogue-a na masmorra." O Gamma me jogou na frente dos guardas e meus joelhos ficaram machucados por causa do chão áspero, o sangue saiu do ferimento sem esforço.

Chorei de dor e olhei para os trigêmeos com os olhos marejados. Nenhum deles se preocupou em me ajudar, deixando-me sozinha.

O guarda me arrastou e me jogou nas masmorras perigosas e escuras, onde apenas os criminosos letais eram mantidos.

Eu nem tive permissão para ir ao funeral da Luna. Não tive a chance de vê-la pela última vez.

E no dia seguinte, Gamma me arrastou e me obrigou a fazer todos os trabalhos dos empregados, mas isto foi apenas o começo desta minha vida miserável.

Fim do flashback.

Desde aquele dia, minha vida virou um inferno. Eu fiz a maior parte do trabalho dos empregados, servi as namoradas dos trigêmeos, recebi vários tapas e chutes do Gamma, e assim por diante.

Eu não conseguia parar de chorar, pois a realidade estava me batendo forte a cada respiração, eu cobri minha boca para que ninguém pudesse me ouvir. Eu era patética. A situação me deixou patética.

Então eu ouvi vários passos, rapidamente enxuguei minhas lágrimas e me levantei fortalecendo minha postura.

Não perdi tempo e comecei a trabalhar. Eu preparei o café da manhã para todos o mais rápido possível.

Eu vi que os membros da matillha começaram a chegar. Alguns sorriram para mim e outros me olharam com nojo, mas alguns não mostraram nenhuma expressão. Era uma experiência normal.

Então eu os vi chegando: os trigêmeos. Os três estavam com as namoradas coladas em seus braços.

Benjamin olhou para mim e eu desviei o olhar instantaneamente.

Honestamente, doeu quando os vi com outras garotas. Mas eu nunca tinha deixado meus sentimentos crescerem mais por eles, pois um dia eu encontraria meu companheiro e ele me salvaria de toda esta bagunça. Eu acreditava que ele me ajudaria a revelar o verdadeiro culpado. Além disso, os trigêmeos também encontrariam suas companheiras, e não era sábio para mim deixar meus sentimentos crescerem por estas pessoas que não estão destinadas a ficar comigo.

Preparei o café da manhã e comecei a servir a todos presentes. Alguns membros da matilha me agradeceram com sorrisos calorosos e alguns me ignoraram como sempre.

"Dê-me um sanduíche, lixo." A voz de Benjamin chegou aos meus ouvidos junto com a risada de sua namorada.

Era apenas o começo e eu sabia disto. Sem dizer nada, eu dei a ele um sanduíche e me mudei para outros membros.

"Onde está meu suco de laranja?" A namorada de Lucas perguntou.

"Desculpe, senhorita. Eu não sabia que você precisaria de suco. Por favor, me diga e eu farei isto para você bem rápido." Falei educadamente tentando manter minha voz baixa e não ser mais insultada.

"Como você ousa!?" Ela bateu com o punho na mesa e levantou-se da cadeira.

Eu olhei para a garota perplexa. Eu não disse nada ofensivo assim.

Ela caminhou em minha direção, seus saltos estalaram todo o caminho, e então a garota agarrou meu rosto duramente cravando as unhas em minhas bochechas.

Se eu quisesse, poderia jogá-la do lado de fora da janela sem usar toda a minha força, mas não queria carregar as correntes de novo. Porque da última vez, quando fiz isto com a namorada de Alex, tive que ficar sem comida por dois dias e eles me amarraram com correntes de prata.

Eu vi que alguns dos membros da matilha estavam olhando para mim com pena.

"Sua vadia ridícula. Você nem consegue trabalhar direito e agora está dizendo que não sabia o que eu queria." Ela cravou mais suas unhas afiadas e estava ficando muito dolorido, não que eu não tivesse tolerância, mas suas unhas estavam doloridas demais para aguentar.

"Essa aí precisa aprender uma lição, Alice." A namorada de Alex riu com um brilho maligno fluindo profundamente em seus olhos.

"Você tem razão." A namorada de Lucas sorriu e pegou uma xícara de café quente, em seguida, jogou em mim sem qualquer aviso.

Cobri meu rosto por instinto, mas ainda assim, atingiu meu queixo, pescoço e alguma parte do meu rosto.

Eu ouvi suspiros ecoarem pela sala.

Assim que o café atingiu meu rosto, minha pele começou a queimar.

Eu gritei ao sentir a queimação insuportável se espalhando por toda parte.

Não aguentei a dor, então tentei correr para a cozinha para espirrar um pouco de água fria no rosto e encontrar algum vestígio de alívio, mas ela agarrou meu pulso.

"Você tem que suportar a dor, sua puta." Ela cuspiu e este foi o ato final.

Eu tirei a mão dela numa torção rápida, fazendo-a tropeçar.

A garota definitivamente não poderia lutar com minha força.

Sem lhe dar mais um olhar, corri diretamente para a cozinha. Eu rapidamente abri a torneira e joguei água fria no meu rosto.

Ele esfriou um pouco, mas ainda assim, estava doendo como o inferno.

Eu não pude suportar a queimação e as lágrimas começaram a fluir incontrolavelmente.

Mas então eu senti uma dor aguda em meus pés do nada.

Eu olhei na minha frente apenas para encontrar a namorada de Lucas com um sorriso malicioso. Seu salto agulha cravou em meus pés e havia sangue escorrendo do ferimento.

Isto foi o suficiente para mim. Eu já estava com dor e agora seu ato havia ultrapassado todos os limites. A raiva percorreu meu corpo.

Eu não consegui controlar meu ódio e dei um tapa forte, a garota caiu no chão com um baque.

Capítulo 2 Dois

PONTO DE VISTA DE OLIVIA:

A namorada de Lucas me encarava com os lábios ensanguentados.

"Não se aproxime! Fique longe de mim." Eu gritei ao me abaixar para fazer pressão no meu pé machucado, em uma tentativa de estancar o sangue.

Pensei que ela estava indo embora quando a vi se levantar.

Mas estava errada.

"Olhe para mim, sua vadia." Ela rosnou para mim, eu olhei para cima para ver o que ela estava planejando.

E para meu horror, ela estava segurando uma grande chaleira com água fervente.

Eu vi os trigêmeos correndo em nossa direção.

Eles já estavam próximos da porta.

Até que ela finalmente abriu a chaleira e jogou a água fervente em mim.

"Alice, o que... Não...!", gritou Lucas com os olhos arregalados de choque.

Eu usei as minhas mãos para tentar me proteger. Ao invés de atingir meu rosto, minhas mãos serviram de escudo e foram queimadas.

Eu gritei em pânico. Sentia que meu corpo inteiro estava queimando. Eu caí no chão, gritando de dor e tive uma visão daquela vadia sorrindo satisfeita.

Foi difícil manter os olhos abertos. Comecei a me sentir fraca e tonta. De alguma forma, consegui abrir meus olhos e vi a expressão horrorizada no rosto dos trigêmeos. Eles pareciam estar preocupados.

"Como você ousa fazer isso?" Surgiu uma voz familiar.

Olhei para a porta e ali estava Erik.

Meu único amigo em toda essa matilha. O herdeiro do Gamma e atual beta.

Erik nunca tinha sido cruel comigo. Mesmo após ser xingado e maltratado por seu pai, ele ainda dava um jeito de fugir e secretamente me oferecia um pouco de comida.

Ele é como um irmão. Ele até já comprou roupas para mim sem ninguém saber. Eu o amo.

Ele correu em minha direção mas hesitou em me abraçar pois todo o meu corpo estava vermelho e queimado.

"Olivia...", disse Erik à beira das lágrimas. De alguma forma ele conseguiu me levantar e me ajudou a sentar, aos prantos eu o abracei.

Minhas mãos queimadas doíam enquanto o agarrava, mas me sentia segura. Eu gritava enquanto o abraçava e escondia o meu rosto em seu peito.

"Shhh, acalme-se. Vai ficar tudo bem, Olivia. Vou te levar ao médico agora." Erik me consolava esfregando as minhas costas, um dos poucos lugares do meu corpo que não tinha sido queimado e não doía.

"A dor é insuportável, Erik. Por favor, apenas me mate. Eu não aguento mais, acabe com meu sofrimento. Por favor, por favor, por favor..." Aos prantos, eu implorei.

Erik permaneceu em silêncio, então eu implorei novamente.

"Erik, por favor. Eu quero ficar junto do meu pai. Ele nunca vai me machucar. Erick, por favor... Estou te implorando." Eu supliquei desesperada.

"Mas é claro que você quer estar com o Traidor, vocês são iguais. Sua vaca desprezível. Você merece apodrecer no inferno", disse a namorada de Lucas, com a voz anasalada.

"Alice, cala a boca!", gritou Lucas.

"Meu amor, você...", Alice respondeu sem acreditar.

"Já chega!" Erik gritou.

"Guardas!" Erik convocou os guardas.

"Escolte-a para as masmorras." Ele ordenou aos guardas enquanto me acolhia em seus braços.

Eu ainda chorava alto, sentindo muita dor.

"Ela? Mas...", um dos guardas hesitou, mas Erik o interrompeu.

"Eu, o beta da Matilha da Lua Cheia, ordeno que você escolte-a para as masmorras." Erik repetiu em seu tom beta e sem mais delongas, o guarda começou a arrastá-la.

"Mas... Como você ousa? Lucas fale alguma coisa! Ele não pode fazer isso comigo!", ela gritou ao ser arrastada pelo guarda.

"Se Alfa disser algo sobre este assunto, ele não pode questionar, seria um insulto à sua posição." Erik disse enquanto observava Lucas.

Surpreendentemente, Lucas permaneceu em silêncio, apenas acenou levemente com a cabeça para o guarda.

E assim, o guarda a arrastou para fora da sala. Ela continuou gritando, mas Lucas não se atreveu a olhar para ela.

"Obrigado, Alfa, por honrar os seus deveres de Alfa." Disse Erik e saiu correndo com sua supervelocidade comigo no colo, em direção ao médico.

"Pai, me espere... Estou indo." Foi tudo que consegui dizer ao cair na escuridão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

A escuridão tomava conta de tudo ao meu redor, mas de repente, em um canto mal iluminado, vi meu antigo quarto. A porta do quarto se abriu me fazendo estremecer.

Foi então que vi, eu, em forma de quando era criança, brincando com meu pai.

Ele estava vestido com uma fantasia de tigre, correndo atrás de mim enquanto eu ria despreocupadamente.

Vi a tia Lucy e me escondi atrás dela.

"Nem mesmo a tia Lucy vai te salvar hoje, Olivia." Papai disse imitando a voz de um vilão, me fazendo rir ainda mais.

A tia Lucy ria e se divertia com a nossa brincadeira.

"Mas eu posso te salvar!" O tio Brian apareceu e eu corri para os braços dele antes que meu pai pudesse me alcançar. O tio me pegou no colo e beijou minha bochecha.

"Seu herói chegou, Olivia", disse o tio Brian e eu o abracei, rindo ainda mais alto.

"E eu, não ganho um abraço também?", perguntou a tia Lucy se aproximando de mim e eu pulei em seus braços. Ela deu um beijo em minha testa.

Eu apenas sorria enquanto observava as minhas memórias de infância. Meus olhos se encheram de lágrimas.

Tudo era tão perfeito.

"Poxa, ninguém me ama." Meu pai fingiu estar triste, tia Lucy fez sinal para mim ir dar um beijo nele.

Fiquei na ponta dos pés e dei um beijo na bochecha do papai.

De repente, a porta se fechou com violência. E tudo ficou escuro novamente.

"Não, eles ainda estão no quarto." Eu corri desesperada em direção à porta.

Tentei abri-la, mas estava trancada.

Comecei a bater com força na porta.

Eles estão lá dentro, preciso encontrá-los.

Eu comecei a gritar.

Gritei sem parar, mas não ajudou em nada.

"Preciso abrir a porta...", gritei enquanto abria os olhos.

Eu estava no hospital da matilha. Sentia alguém me abraçar.

"Você está bem, Olivia?" Olhei e vi que era Erik que me abraçava.

"Pai... tia... tio...", me soltei de seu abraço e comecei a procurar por todos os lados.

"Olivia, acalme-se." Pediu Erik.

"Eu acabei de vê-los no meu antigo quarto. Eles ainda devem estar lá!" Tentei sair da cama, mas Erik me segurou.

"O que houve com você? São eles! Estão no meu quarto!" Eu gritei e o empurrei para longe.

"Olivia, acalme-se. Foi apenas um sonho." Erik disse, me deixando com raiva.

"Não é um sonho! Eu acabei de vê-los. Eu estava abraçando a tia Lucy. Foi real, não é um sonho. Eu preciso abrir a porta daquele quarto. Eles estão me esperando lá dentro. Preciso encontrá-los." Eu supliquei.

"Olivia..." Erik apenas olhou para mim com pena e me abraçou.

"Me largue!" Eu me soltei de seus braços.

"Olivia!" Erik gritou me fazendo recuar.

"Olivia, eles estão mortos. Isso aconteceu há mais de seis anos. Seu pai, a tia Lucy... estão mortos. O seu tio Brian está paralisado. Você está me entendendo?" Ele gritou enquanto segurava meu rosto.

Foi então que me dei conta. Erik está certo. Eles já estão mortos. Eu tinha apenas sonhado com algumas memórias da minha infância.

As lágrimas começaram a se formar em meus olhos. Eu comecei a chorar. A expressão no rosto de Erik se suavizou.

Ele me abraçou com força enquanto eu chorava em seus braços.

"Sinto muito a falta deles, Erik. Eu os amo. Se ainda estivessem aqui, não deixariam ninguém me machucar. Lucas, Alex e Benjamin, eles não me odiariam. Sinto falta dos trigêmeos, de como eles eram..." Eu soluçava.

Eu os amava tanto e me odiava por ainda amá-los.

Mesmo depois de tudo que eles me fizeram, eu ainda os amava. Eu os amava desde criança e continuo a amá-los.

É dolorido quando a pessoa que você tanto ama só te retribui com ódio.

"Vai ficar tudo bem, Olivia." Erik esfregou meu cabelo, fazendo um carinho em minha cabeça.

"Ai!" Senti uma pontada de dor no pescoço.

"O que houve?" Erik perguntou com preocupação no olhar.

"Dói... Está ardendo", respondi com lágrimas nos olhos. Eu me sentia péssima. Mas o que doía mais era que os trigêmeos não me protegiam.

"Tudo isso vai passar." Erik acariciou minha bochecha, me consolando como um irmão.

"Erik, eles prometeram me proteger." Chorei ao ver os curativos em minhas mãos.

"Eles disseram que nunca deixariam ninguém encostar em mim." Chorei mais forte.

"É assim que as pessoas cumprem suas promessas?" Eu disse, mostrando a ele os meus braços enfaixados.

Eu vi lágrimas surgirem nos olhos dele.

"Erik... Eu não aguento mais. Não sei o quanto mais eu posso suportar. Eles me prometeram..." Comecei a sentir tonturas e tudo ao meu redor caiu em escuridão novamente.

Capítulo 3 Três

PONTO DE VISTA DA TERCEIRA PESSOA:

Os trigêmeos estavam do lado de fora do quarto, pois não queriam que Olivia surtasse logo depois de acordar.

Quando Erik correu para o hospital com Olivia nos braços, os trigêmeos não perderam tempo para segui-lo.

Eles realmente eram culpados, mesmo não achando que Alice faria algo do tipo.

Quando Alice jogou café quente no rosto de Olivia, o ímpeto de Lucas foi de querer ajudá-la, mas então se lembrou do que Gamma disse.

Flashback:

"Lembrem-se que tudo o que estamos fazendo com ela é porque ela merece", Gamma disse após o funeral da Luna.

"Tal pai, tal filha. Lembrem-se de que uma maçã não cai muito longe da macieira. Assim como seu pai, ela também é dissimulada e perspicaz. Nada mais do que uma máscara para esconder as suas verdadeiras intenções. A coisa mais importante que vocês precisam ter em mente é a vingança. Ela precisa pagar pela traição do seu pai", Gamma disse com determinação.

Os trigêmeos acenaram com a cabeça para o seu tio (Gamma).

Fim do flashback.

Lucas se controlou para não ajudar Olivia.

Alex estava prestes a se levantar, mas Lucas o deteve.

Os gritos de Olivia estavam fazendo os seus lobos uivarem de tristeza. Eles desviaram o olhar da cena.

Eles tinham consciência de que Olivia era forte o suficiente para suportar tudo aquilo, mas eles pensaram: 'estamos agindo bem em não ajudá-la? Ela merecia este tratamento?

Não, com certeza.' Seus lobos estavam gritando com eles, mas os trigêmeos os ignoraram.

Quando Alice ficou espreitando atrás de Olivia, eles sabiam que algo muito grave aconteceria hoje.

Todavia, eles estavam hesitando em ir.

Alex foi o primeiro a se levantar.

"Onde você está indo, querido?", a voz fanhosa da Mia, namorada do Alex, deixou ele e o seu lobo com muita raiva. Seu lobo reagiu.

"Cale a porcaria da sua boca. Só fale quando for necessário, você entendeu?" Alex bateu com o punho na mesa fazendo-a estremecer com um barulho estrondoso.

Alguns membros da matilha focaram seus olhares para eles e alguns pareciam assustados quando viram toda aquela raiva de Alex. Seu lobo era perigoso.

Ele era o mais impiedoso entre os três.

Mia começou a tremer de medo.

"Acalme-se", Lucas disse a Alex através da ligação mental.

Como Lucas era o mais velho entre eles, Alex o escutou. Portanto, ele controlou-se.

Então, de repente, eles ouviram um som estranho.

Anna (uma das anciãs mais velhas da matilha) disse: "Tenho certeza, Alfa, Alice vai ser espancada hoje, como todos sabemos, nenhuma loba na matilha pode derrotar Olivia."

Alguns dos membros da matilha que estavam do lado da Olivia riram e outros estavam tentando conter a risada.

"Silêncio", Lucas ordenou e todos ficaram quietos imediatamente.

"Acho que devemos ir para lá imediatamente", eles começaram a correr para a cozinha, depois do comentário de Benjamin.

Benjamin percebeu que os pés de Olivia estavam sangrando, quando já estavam quase na cozinha.

"Seus pés estão machucados", Benjamin disse a ela, preocupado, enquanto eles corriam para o local.

Mas antes que os outros pudessem alcançá-los, eles notaram Alice segurando uma grande chaleira com água fervente, com vapor saindo da sua extremidade.

"Tome isto, sua traidora." Eles ouviram de longe por causa das suas super audições.

Eles chegaram no local rapidamente com sua supervelocidade, mas Alice foi mais rápida em jogar água em Olivia.

"Alice não...", Lucas gritou, surpreso com o que estava acontecendo naquele exato momento.

A água encharcou a bela pele cor de mel de Olivia e ela ficou vermelha instantaneamente, assim que entrou em contato com a água fervente..

Os trigêmeos ficaram estarrecidos. Eles não conseguiram impedir aquele ato macabro de Alice. Eles chegaram tarde demais.

Os gritos de Olivia impregnavam os seus ouvidos, partindo os seus corações. Eles sentiram uma dor excruciante dentro deles.

Benjamin queria decepar a cabeça da Alice do seu corpo, porém, o cadáver da sua mãe veio em sua memória para assombrá-lo.

Alex queria abraçar Olivia para consolá-la, entretanto, se lembrou da paralisia do seu pai.

Lucas queria ajudá-la, mas se conteve, a partir do momento que se lembrou das palavras de Gamma.

Eles ficaram atônicos, sem encontrar palavras, o que dizer, o que fazer. Eles ficaram completamente paralisados.

Foi então que Erik chegou no local da tragédia.

Erik acordou atrasado naquele dia e ele nunca esperava ver Olivia neste estado deplorável.

Erik lançou um olhar enojado aos trigêmeos, quando Olivia implorou para que matassem-na porque ela não conseguia mais suportar aquela dor.

Os trigêmeos estavam com os olhos marejados de lágrimas. Mas Lucas parecia pior do que os seus irmãos. Porque ele era o cara que tinha o comportamento mais violento com Olivia.

Depois de escorraçar a Alice para as masmorras, Erik não poupou energia para insultar Lucas.

Quando eles começaram a seguir Erik, os gêmeos ouviram Olivia dizendo:

"Logo nos encontraremos pai..." Estas palavras fizeram os seus corações afundarem de medo.

A culpa os estava consumindo.

E se algo mais sério acontecesse com Olivia? Eles nunca conseguiriam se perdoar e nem poderiam esquecer o que fizeram se alguma fatalidade irreversível acontecesse com Olivia por causa deles.

Eles estavam do lado de fora da sala ouvindo Olivia gritar.

Lucas prontificou-se a entrar, mas Alex segurou seu pulso.

"Não faça isso. Erik irá cuidar muito bem dela", Alex disse.

Eles conseguiam ouvir tudo o que Olivia estava dizendo.

As lágrimas começaram a escorrer pelo rosto de Alex quando ele ouviu o que Olivia dizia.

Lucas controlava suas lágrimas e Benjamin parecia que estava prestes a chorar.

Quando eles ouviram Erik gritar com Olivia, todos ficaram furiosos.

Mas quem eles pensam que são? Eles têm tratado Olivia pior do que lixo.

"Eu sinto falta deles, Erik. Eu adoro aqueles três. Se eles estivessem comigo, nunca teriam deixado ninguém me machucar. Lucas, Alex, Benjamin, eles não me odiariam. Eu sinto falta deles ao meu lado." Logo após Olivia terminar a sua frase, todos os três não conseguiram conter as suas lágrimas.

Na realidade o pai deles os teria odiado por tratar Olivia desta forma. Mas o pai dela era a razão dos seus sofrimentos.

Ela agora está pagando pelos atos do seu pai.

"Controlem-se rapazes. Principalmente agora, não podemos ser fracos", Lucas disse enxugando as lágrimas do seu rosto.

"Ela não merece estar passando por isto", Alex disse, enquanto olhava para o chão.

"Claro que ela merece isto. Não se esqueçam de tudo que o pai dela fez", Benjamin disse, mudando sua expressão imediatamente e tornando-se frio e indiferente com a situação.

Alex estava prestes a dizer algo, quando ouviram a voz de Olivia novamente.

"Eles prometeram que iriam me proteger, Erik."

A expressão de indiferença de Benjamin sumiu imediatamente ao se lembrar da promessa que eles fizeram para Olivia.

"Eles prometeram que nunca deixariam ninguém me machucar."

Lucas suspirou ao ouvi-la.

"Olhe para mim agora! É desta forma que eles cumprem suas promessas?"

Alex estava sentindo raiva de si mesmo por quebrar a promessa que fizera, e se martirizou por todas as vezes em que ignorou as torturas que Olivia estava suportando.

"Eu não aguento mais, Erik. Eu simplesmente não aguento. Eles me prometeram..." Subitamente, Olivia suspirou profundamente, seguido de um silêncio agoniante.

Os trigêmeos entraram em choque com o silêncio repentino.

"Olivia, acorde. Olivia." Eles ouviram a voz de pânico do Erik dentro da sala..

Por puro impulso, Alex abriu a porta. E correu para dentro. Lucas e Benjamin o seguiram.

Eles viram o corpo inconsciente de Olivia nos braços de Erik.

"Ela está respirando? Veja se ela está com pulsação", Benjamin disse em pânico.

"É melhor ela não...", Erik balbuciou.

"Como você pode dizer aquilo?", Lucas gritou para Erik.

"É melhor morrer do que ter que suportar todas essas torturas", Erik retrucou.

Os trigêmeos ficaram sem palavras com o comentário de Erik.

Erik era o melhor amigo deles e, ele sempre tentou impedi-los de maltratarem Olivia. Mas Erik nunca tinha dito algo tão duro para eles e o desgosto em seus olhos pelos trigêmeos era nítido, sendo algo, nunca visto por eles anteriormente.

"Erik... você não entende", Lucas tentou falar, mas Erik o interrompeu.

"O que mais eu posso querer entender! Eu nunca disse nada a vocês, porque é meu dever obedecer à decisão do Alfa. Mas o que vocês fizeram é um ato de extrema crueldade", Erik disse, apontando para os ferimentos de Olivia.

"O pai dela era um traidor", Benjamin disse.

"Eu sei disto. Mas ela não é", Erik retrucou.

"Não tem como você ter certeza disto", Benjamin disse.

"Se ela realmente fosse uma traidora, vocês já estariam mortos, haja visto que, ela poderia ter matado todos vocês adicionando veneno na comida, já que, é ela quem prepara todas as refeições", Erik acrescentou.

"Da mesma forma que o pai dela envenenou o meu pai", Benjamin riu amargamente.

"Se todos vocês têm tantos problemas assim com ela, então a matem de uma vez, mas façam isto agora", Erik disse, chocando-os.

"Se vocês não fizerem, faço eu. Porque eu não suporto mais vê-la sofrendo assim, com tanta dor", Erik disse, enquanto colocava Olivia na cama e se levantava.

"Você, não se atreva", Lucas disse em um tom perigoso.

"Por quê, Alfa? Oh... agora eu entendi, você quer matá-la com suas próprias mãos, certo? Fique à vontade, então", Erik disse em tom sarcástico.

"Erik!", Lucas gritou com sua voz de Alfa.

Erik estava prestes a retrucar algo com Lucas, quando ouviram uma voz suave.

"Alex", disse Olivia, com uma voz quase inaudível, mesmo para uma superaudição. Seus olhos estavam fechados.

Ela estava tendo algum tipo de lembrança.

Alex, que estava em silêncio olhando para Olivia durante toda a conversa, correu para perto dela, quando ouviu o seu nome.

"Olivia." Alex rapidamente a puxou para seus braços.

Seu corpo parecia tão vulnerável e frágil.

Esta foi a primeira vez que Alex segurou Olivia desde aquele dia.

"Alex...", Olivia disse novamente, enquanto algumas lágrimas escorriam pelo seu rosto.

"Olivia, estou aqui. Por favor, olhe para mim." Alex deu levemente um tapinha em seu rosto.

Mas ela não respondeu, de fato Olivia começou a ofegar de forma estranha, enquanto estava inconsciente.

"Chame o médico", Benjamin gritou.

"Você disse que me protegeria, entretanto, por que você não a impediu?", Olivia disse soluçando.

A culpa que já estava devorando Alex, agora começou a dilacerar o seu coração ao extremo.

As mãos de Alex começaram a tremer.

"O... olivia." Alex tentou enxugar as lágrimas que escorriam no rosto de Olivia, mas ela começou a gritar.

"Ai... está doendo muito."

Olivia segurou a mão de Alex, enquanto gritava.

"Alex, por favor, faça parar", Olivia gritou.

"Lucas, você me prometeu que sempre cuidaria de mim."

Olivia arqueou as costas como se estivesse sendo apunhalada por trás.

Lucas olhou para Olivia com lágrimas nos olhos.

"Benjamin, você me disse que ninguém nunca faria mal algum para mim, enquanto você estivesse respirando."

Benjamin abriu a boca para dizer algo, mas não conseguiu encontrar palavras.

"Ahhh", Olivia gritou, com sua voz embriagada de dor.

"Todos vocês disseram que me amavam", Olivia disse chorando e terminando com um grito.

Erik olhou perplexo para o que estava acontecendo. Ele estava atônico, hesitando sobre o que deveria fazer.

Foi então, que o médico abriu a porta e entrou na sala.

"Rápido, por favor, examine-a", Erik disse em pânico.

"Alfa, você precisa me dar espaço para examiná-la", o médico disse e Alex rosnou.

"Alex, dê licença. Deixe o doutor trabalhar. Ele precisa examiná-la", Benjamin disse.

Alex cuidadosamente deitou Olivia, que ainda estava ofegante e gritando.

"Parece que ela está tendo lembranças ou...", antes que o médico pudesse completar, Benjamin disse:

"Sim, são lembranças."

Alex e Lucas se lembraram do dia em que o Gamma atingiu Olivia com seu cinto.

O médico deu a Olivia uma injeção e depois de alguns minutos, Olivia se acalmou, parando de gritar.

"Eu dei a ela um sedativo, ela vai ficar bem e pode ficar consciente em algumas horas, caso contrário, amanhã ela deve despertar, no estado dela é imprevisível saber ao certo", o médico disse.

"Ela vai ter esse problema de novo?", Erik perguntou.

"Não tem como eu afirmar nada. Como eu disse anteriormente, no estado dela é imprevisível saber ao certo. Ela parecia muito assustada e ficava tocando seu corpo inteiro como se estivesse com dor. Talvez os eventos que ela tenha enfrentado foram muito brutais para que seu corpo suportasse", disse o médico, despedindo-se antes de sair da sala.

Os trigêmeos olhavam para o corpo inconsciente de Olivia, quando de repente Benjamin e Lucas decidiram sair da sala.

"Venha, Alex", Lucas disse.

"Não, eu vou ficar com ela", Alex afirmou.

Benjamin começou a falar telepaticamente com Alex: "Não podemos ser fracos agora, Alex. Você sabe disso."

"Eu não me importo", Alex disse, desviando o olhar dos seus irmãos.

Benjamin e Lucas olharam para Alex incrédulos e saíram da sala.

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