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A Garota Invisível e o Milionário

A Garota Invisível e o Milionário

Autor:: sofabarrios17
Gênero: Bilionários
Uma história de segredos, paixões proibidas e uma luta pelo que mais importa. Beatriz Sosa viveu a vida inteira nas sombras, lutando para manter seu irmão doente seguro e garantir a sobrevivência de sua mãe. Ele trabalha incansavelmente no mundo subterrâneo da elite de Villa Esperanza, onde os ricos sentem que são donos de tudo, até mesmo das almas de outras pessoas. No entanto, quando sua vida chega ao fundo do poço, uma oferta tentadora chega de Eduardo Moura, o arrogante herdeiro da poderosa família Moura. Ele não a vê como uma serva, mas como uma ferramenta. Uma peça-chave em seu intrincado jogo de poder e traição. Eduardo, dono de um império familiar e de um futuro marcado pela riqueza, oferece a ela uma oportunidade única: ser seus olhos e ouvidos na mansão, tornar-se sua confidente secreta em troca do que Beatriz mais precisa: dinheiro, remédios e proteção para o irmão. Um preço alto, sem dúvida. Mas o que ele não sabe é que essa oferta pode destruir o que resta de sua dignidade. Entre corredores luxuosos, segredos obscuros e um amor que desafia todas as regras, Beatriz deve decidir até onde está disposta a ir. Até que ponto você pode arriscar seu coração e alma por um futuro melhor? Em uma história de classe, ambição e uma paixão sem limites, Beatriz e Eduardo se verão presos em um turbilhão de emoções, decisões impossíveis e uma atração que pode mudar tudo. A Garota Invisível e o Milionário é um romance que desafia os limites do amor e da traição, onde cada passo pode ser o último, e o preço do amor é mais alto do que qualquer um deles jamais imaginou.

Capítulo 1 Sob a chuva de Lisboa

A noite caiu pesadamente sobre Lisboa, envolvendo as ruas estreitas num manto de humidade e escuridão. Os paralelepípedos escorregavam sob os pés descalços de Beatriz Silva enquanto ela corria, desviando das sombras, agarrada ao pequeno lenço que o irmão mais novo deixara encharcado de suor.

A tosse do menino ainda ecoava em seus ouvidos, áspera, entrecortada, como um aviso desesperado. Não havia tempo a perder. Eu mal podia esperar pela manhã, não quando Tomas estava se revirando na cama, queimando de febre.

A única esperança era sua mãe. E sua mãe trabalhava naquela noite na grande mansão Moura, do outro lado do bairro alto, onde as lanternas pareciam mais preocupadas em iluminar as paredes douradas dos ricos do que os passos urgentes dos pobres.

Beatriz sabia que não deveria se aproximar. "Nunca passe pelos portões sozinha", sua mãe a alertava repetidamente. Os Mouras não toleravam interrupções, muito menos visitantes indesejados vindos dos becos.

Mas o medo por seu irmão era mais forte que qualquer regra.

Quando ele chegou em frente aos altos portões de ferro forjado, seu coração batia como um tambor no peito. Não consegui entrar pela entrada principal. A luz das lâmpadas, os murmúrios elegantes que flutuavam de dentro, tudo era um lembrete de que ela não pertencia àquele mundo.

Ele procurou a pequena passagem por onde os criados às vezes saíam para fumar. Um canto esquecido em um antigo muro de pedra. Ela subiu o melhor que pôde, rasgando sua saia surrada, e caiu do outro lado, em um jardim silencioso, perfumado de jasmim.

Ela avançou agachada, com o coração na garganta, seguindo pelos corredores laterais até chegar à porta dos fundos dos aposentos dos criados. Não deve demorar muito. Ela simplesmente encontraria sua mãe e imploraria para que ela voltasse para ela.

Isso é tudo. Invisível.

Mas o destino tinha outros planos naquela noite.

Ao entrar em um corredor escuro, ele esbarrou em alguém.

-Que diabos...?! - rosnou uma voz masculina, antes de agarrá-la pelos braços.

Beatriz olhou para cima, ofegante. Diante dela, iluminado apenas pela luz de um abajur, estava um jovem de cabelos escuros e desgrenhados, olhos intensos, paletó desabotoado e um sorriso torto que não prometia nada de bom.

Era Eduardo Moura.

E ela o interrompeu no pior momento possível.

Atrás dele, uma jovem criada estava tremendo, com os olhos arregalados e assustados. A cena era clara como o dia: Beatriz havia explodido em algo que ela não deveria ver.

-Quem é você? "Eduardo exigiu, cravando os dedos nos braços dela. Seus olhos a percorreram de cima a baixo, demorando-se em suas roupas gastas, suas mãos sujas, sua respiração trêmula.

Beatriz queria falar, mas as palavras ficaram presas na garganta. Ela lutou, aterrorizada, ciente de que uma única acusação poderia condenar não apenas ela, mas também sua mãe.

"Me solte", ele finalmente conseguiu dizer, com uma voz que não parecia a sua.

Por um momento, algo brilhou nos olhos de Eduardo. Algo entre curiosidade e desafio.

Ele a soltou abruptamente, como se sua pobreza fosse contagiosa, mas não deu um único passo para trás.

-O que você está fazendo aqui? - ele perguntou, sua voz agora mais baixa, mais perigosa.

Beatriz engoliu em seco. Eu não podia trair a empregada. Ele não podia admitir que havia invadido a propriedade.

Então ele mentiu.

-Estou procurando... minha mãe. -Sua voz tremeu. E ele acrescentou, implorando com os olhos: Por favor.

Eduardo inclinou a cabeça, avaliando-a, como um gato brincando com um rato.

Naquele momento, uma voz feminina, elegante e seca, foi ouvida do fundo do corredor.

-Eduardo? O que está acontecendo aqui?

Beatriz sentiu um arrepio de ameaça real percorrer sua espinha.

Sra. Moura.

Se ela fosse descoberta, ela não seria simplesmente demitida. Eles poderiam acusá-la de roubo. Ou pior.

Eduardo olhou para ela uma última vez, seus olhos brilhando de diversão... e algo mais, algo que ele mesmo parecia não entender.

Então, com um gesto rápido, ele a puxou em direção a uma porta lateral e a empurrou para um quarto escuro, fechando-o atrás dela pouco antes de a Sra. Moura dobrar a esquina.

Beatriz, presa na escuridão, encostou a testa na porta, tremendo, enquanto ouvia o murmúrio distante de vozes e passos.

Eu cruzei uma linha invisível naquela noite.

E algo lhe dizia que não haveria mais volta.

Capítulo 2 A oferta perigosa

O silêncio na pequena sala era absoluto.

Beatriz mal ousava respirar. A escuridão a envolveu, junto com o cheiro de madeira velha e cera de vela. Lá fora, os passos da Sra. Moura desapareceram lentamente no corredor, seguidos por uma calma tensa.

O coração de Beatriz batia forte no peito.

Ele se perguntou o que fazer. Espere? Acabar? Encontrar a mãe dela sem ser pego novamente?

Antes que eu pudesse decidir, a porta rangeu ao abrir. A luz fraca do corredor delineava a silhueta de Eduardo Moura, recortada como um fantasma contra a noite.

"Saia", ele ordenou em voz baixa.

Beatriz deu um passo para trás, desconfiada.

"Não vou desistir de você", ele acrescentou, como se estivesse lendo seus pensamentos. Ainda.

A maneira como ele pronunciou a última palavra fez Beatriz sentir arrepios.

Ele saiu cautelosamente. Eu estava a poucos centímetros dele. Eduardo era mais alto, suas roupas impecáveis ​​contrastavam brutalmente com seus trapos. Ele tinha uma aura perigosa, quase insolente, como alguém que sempre conseguiu tudo o que queria... e estava decidindo se ela seria sua próxima diversão.

-Qual o seu nome? -perguntado.

Ela hesitou.

"Beatriz", ele sussurrou.

Um meio sorriso curvou os lábios de Eduardo.

"Beatriz", repetiu ele, como se estivesse testando o som em sua boca. A filha da costureira?

Ela assentiu silenciosamente. Ele sabia que sua mãe, embora invisível aos mestres, era conhecida. Sua mãe consertava os vestidos das damas da casa, costurando segredos e humilhações entre cada ponto.

Eduardo olhou-a de cima a baixo, como se estivesse avaliando um objeto de curiosidade.

-Por que arriscar tanto para vir aqui? - ele perguntou, inclinando a cabeça.

Beatriz engoliu em seco.

Eu não queria contar a ele sobre Tomas. Ela não queria que aquele jovem arrogante soubesse o quão desesperada ela estava.

-Preciso da minha mãe. Meu irmão... está doente, ele murmurou finalmente, olhando para baixo.

Pela primeira vez, um toque de seriedade cruzou o rosto de Eduardo. Ela franziu os lábios, como se aquela palavra - doença - fosse uma falha inesperada em sua noite de jogos.

"Eu poderia chamar os guardas", ele disse, cruzando os braços. Eu poderia acusá-lo de tentativa de roubo.

Beatriz sentiu as pernas tremerem. Ela deu um passo para trás, pronta para correr.

Mas Edward levantou a mão, impedindo-a.

"Não vou", ele acrescentou, suavizando um pouco o tom de voz. Com uma condição.

Ela levantou a cabeça, desconfiada.

-Qual condição? -perguntado.

Eduardo sorriu, aquele sorriso lento e perigoso que deve ter partido mais de um coração.

-Ele trabalha para mim.

-Que...? - ela piscou, confusa.

-Preciso de alguém que não seja oficialmente um membro da equipe. Alguém discreto. -Seus olhos brilharam-. Eu pago você. Melhor do que o que você ganha remendando trapos. Melhor do que qualquer sofrimento que você já conheceu.

Beatriz abriu a boca, mas não encontrou palavras.

Eu sabia que não era uma oferta qualquer. Era uma armadilha disfarçada de oportunidade. E, no entanto, o rosto febril de Thomas apareceu diante de seus olhos. O dinheiro. Medicamento. A possibilidade de tirá-lo daquele inferno.

Eduardo deu um passo à frente.

-Pense rápido, Beatriz. As oportunidades aqui não duram muito.

E naquele momento, Beatriz entendeu duas coisas:

Primeiro, que sua vida estava prestes a mudar para sempre.

E segundo, que Eduardo Moura era perigoso de uma forma que ela ainda não conseguia entender... mas que ela já estava começando a sentir queimando sob a pele.

Capítulo 3 Uma oferta que você não pode recusar

Beatriz não dormiu a noite toda.

O som do vento batendo nas janelas do modesto apartamento de sua mãe parecia quase um murmúrio distante, incapaz de abafar a tempestade que rugia lá dentro. Seus pensamentos giravam em torno da proposta de Eduardo Moura. Uma oferta que a prendeu como uma rede, uma proposta tentadora demais para ignorar, mas que ao mesmo tempo a sufocou com a mesma força com que a mantinha cativa.

"Eu trabalho para mim mesmo. Em troca, você terá tudo o que seu irmão precisa."

A promessa de dinheiro, de remédios para Tomás, de uma vida menos marcada pela miséria, a torturava. A que preço? Que tipo de jogo ele estava disposto a jogar? E como ela iria sair dessa teia de mentiras e poder?

Ao longe, em sua cama, Tomás suspirou. A febre não havia diminuído e a situação havia se tornado insuportável. O desespero começava a invadi-la, ela não podia esperar mais. Seu irmão precisava dela, e sua mãe, exausta pelas noites sem dormir, estava à beira do desespero. A escolha era clara, mesmo que seu coração se contorcesse enquanto a fazia.

Ao amanhecer, Beatriz tomou a decisão.

Ele rapidamente se vestiu com a primeira coisa que encontrou, uma camisa desbotada e calças gastas, confortáveis ​​o suficiente para enfrentar o que estava por vir. Ao sair, o ar fresco da manhã pareceu lhe dar um último suspiro de calma antes do que estava por vir. O caminho até a mansão Moura era longo, mas ela o percorreu com determinação, como quem caminha em direção ao seu destino, sem possibilidade de fuga.

O portão de ferro da mansão, que sempre pareceu imponente à distância, agora parecia ainda mais formidável à sua frente. A casa estava silenciosa, como se a espera por sua presença a tivesse parado a tempo. Os jardins bem cuidados, as árvores enormes que adornavam a propriedade, tudo parecia uma imagem tirada de um sonho de riqueza, muito distante do mundo que ela conhecia.

Com o coração batendo forte no peito, Beatriz tocou a aldrava dourada da porta da frente. Sua mão tremia um pouco, mas ele reuniu coragem. Um mordomo alto e de rosto severo apareceu atrás da porta. Seus olhos, como dois poços escuros, a estudavam de cima a baixo.

-O que você quer? - perguntou ele sem dar tempo para Beatriz dizer uma palavra.

-Sou Beatriz Sosa. "Vim ver o Sr. Eduardo Moura", ela respondeu, tentando manter a calma, embora a tensão em sua voz não pudesse deixar de traí-la.

O mordomo olhou para ela por alguns segundos, como se a avaliasse, e finalmente, com um gesto de desaprovação, abriu a porta.

-Me siga.

Beatriz não teve outra escolha senão fazê-lo. Enquanto caminhava pelos corredores da mansão, o luxo a sufocava. Tudo ao seu redor brilhava com opulência, dos lustres de cristal aos tapetes de seda. Cada passo que ele dava no chão de mármore era como um chute em seu bom senso, lembrando-o constantemente de quão distante ele estava deste mundo.

Finalmente, eles chegaram a uma grande sala com grandes janelas com vista para os jardins da propriedade. A luz do sol entrava, parecendo iluminar o rosto de Eduardo Moura enquanto ele estava em pé diante de uma mesa, olhando fixamente para alguns papéis.

Quando olhou para cima e a viu, Beatriz sentiu o ar ficar mais denso. O olhar dele era tão frio, tão calculista, que fez os nervos dela saltarem. Ele deixou os papéis na mesa e caminhou em direção a ela com uma arrogância que quase a fez estremecer.

"Então você chegou", ele disse com uma voz profunda, sem demonstrar nenhum sinal de gentileza. Você tem ideia do que significa estar aqui, Beatriz?

Beatriz não sabia o que responder. Não foi apenas uma reunião simples. Não foi apenas uma proposta. Era uma oferta que ele sabia, no fundo, que não podia recusar. Havia algo na postura de Eduardo, algo em sua presença, que a fazia sentir que estava prestes a jogar um jogo muito maior do que ela conseguia compreender.

Eduardo deu um passo em direção a ela, aproximando seu rosto do de Beatriz, mas sem tocá-la. Seus olhos, cinzentos e frios, a estudam como se ela fosse uma peça em seu tabuleiro.

-Eu te proponho o seguinte, Beatriz: trabalhe para mim.

Ele parou por um momento, observando-a processar suas palavras. Não como um servo. Não quero que você seja apenas mais um para limpar meus sapatos. Quero que vocês sejam meus olhos e ouvidos aqui, nesta casa. Este lugar está cheio de segredos que pessoas da minha espécie preferem manter escondidos. Mas você... você consegue ver coisas que eu não consigo ver. Você pode ouvir o que ninguém mais ouve.

O mundo parou por um momento. Beatriz não sabia se estava ouvindo corretamente ou se sua mente a estava traindo. Espião? Ser seus olhos em um lugar onde todos mentiam e manipulavam à vontade? A que preço?

-E o que eu ganho com isso? "Beatriz perguntou, com a voz mais firme do que sentia por dentro.

Eduardo sorriu. Não um sorriso educado, mas um sorriso que congelou o ar na sala.

"O que você quiser", ele disse com total confiança. Dinheiro, remédios para seu irmão, segurança para sua mãe. E, se você jogar bem suas cartas, talvez algo mais.

Beatriz fechou os olhos por um momento, lutando contra o conflito que fervia em seu peito. Eu poderia confiar nele? Não. Ninguém poderia confiar em alguém como ele. Mas seu irmão... a vida que ele sonhou para sua mãe... esse era o preço que ele tinha que pagar. O preço a pagar para sair do buraco em que estava.

"Eu aceito", disse ele, com um suspiro que parecia vir de sua alma. Não foi uma vitória, nem uma decisão fácil. Era uma condenação disfarçada de oportunidade.

Eduardo estendeu a mão e Beatriz, embora hesitasse por um segundo, apertou-a firmemente. O acordo foi fechado.

-Bom, Beatriz. Agora você faz parte do meu mundo. Não se esqueça que aqui quem faz as regras sou eu. E você... será o último a quebrá-los.

Beatriz não disse nada. Ele simplesmente se virou e saiu da sala, ciente de que o preço pela liberdade dele e de sua família já havia sido definido. Não há como voltar atrás.

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