Tudo o que ela queria naquele manhã era dormir, dormir e esquecer quem era e como vivia, ela estava tão exausta que precisou dar uma pausa de tudo, até de si mesma.
Lígia tinha prometido que iria aproveitar ao máximo aquela viagem, que iria sair e desfrutar ao máximo como não fazia a anos.
Na sua juventude Lígia vivia ao máximo, era dinâmica e muito ativa, mas ao passar do tempo e ao encarar novas responsabilidades foi obrigada a se ajustar e a se tornar na pessoa que mais odiava, uma mulher sem vida própria.
Aquela viagem era como uma brisa para reacender suas esperanças de se encontrar um pouco no meio de tantas mentiras e falsidades, mas depois de longas horas de voo.
A ultima coisa que ela pensou foi realmente em sair para se divertir, Lígia ainda estava deitada na cama e já passava do meio dia.
Ela só queria permanecer ali por toda a eternidade, deitada e dormindo profundamente em paz.
Uma paz que não durou muito tempo pois foi interrompida quando seu telefone começou a tocar.
Ela acordou levemente com o barulho que vinha da sala, abriu apenas um olho e espreitou levemente mas seu telefone não estava por perto, então preferiu ignorar.
Lígia não queria espantar seu sono com aquela chamada, um sono que estava bem gostoso naqueles lençóis macios do quarto de hotel.
Ela concluiu que a pessoa iria desistir, mas para o seu azar a pessoa insistiu varias vezes, até se tornar insuportável continuar a ouvir o som do telefone.
Lígia queria matar a pessoa do outro lado da linha, seu desejo era desligar o telefone jogando contra a parede.
Mas infelizmente o telefone estava muito longe dela e como a pessoa insistia muito, ela não teve outra solução a não ser se levantar.
Vestida ainda apenas de camisa de noite, ela começou a caminhar em direção a sala.
Ela estava com tanta raiva que caminhou como se fosse a uma guerra, mas quando chegou na sala o telefone simplesmente parou de tocar aumentando sua raiva.
- fala serio! – Lígia murmurou impaciente mas ao se virar para voltar para o quarto o telefone voltou a chamar.
Ela caminhou depressa para encontra-lo antes que enlouquecesse de raiva, mas suas coisas estavam jogadas por todo o quarto.
Ela não conseguia encontrar o telefone e também não tinha muita paciência para procurar, na sua tentativa falhada a chamada caiu.
- perfeito – Lígia sussurrou ainda mais irritada.
Ela estava cada vez mais impaciente jogando cada coisa que pegava pelos ares, irritada e então finalmente o encontrou para o seu alívio.
Por um momento teve vontade de quebra-lo na parede pelo trabalho que lhe deu de procurar.
Mas ao olhar para o visor e ver quem era a pessoa que estava a ligar para ela, sentiu um calafrio.
Vários pensamentos ruins lhe passaram pela cabeça, então rapidamente retomou a ligação, engolindo em seco seus temores.
- alô, Mary, o que aconteceu? – Lígia perguntou receosa com a resposta.
Mary era a babá mais antiga da sua filha, Ela começou a cuidar da Anih quando tinha apenas alguns meses de vida.
Lígia sabia que Mary não ligaria a menos que fosse realmente importante, principalmente porque já tinha lhe confidenciado que iria viajar e tentar descansar um pouco.
- está tudo bem senhora Lígia é só a Anih que não para de pedi para falar consigo – A babá da sua filha explicou um pouco sem jeito.
Ela não queria assustar a sua patroa com tantas ligações, mas a Anih era uma criança muito teimosa e as vezes impossível de contraria.
Lígia sentiu um alívio tão grande por não ser nada mais grave.
Ela tinha se dedicado nos últimos quatro anos exclusivamente a sua filha e imaginou que assim como ela sua bebê também estava morrendo de saudades, afinal era a primeira vez que ficavam longe uma da outra.
- é a mamãe? – uma voz tímida e de criança soou do outro lado da ligação fazendo o coração de Lígia derreter, pois sabia que era a sua adorada filha.
- Passe para ela – Lígia pediu amorosamente imaginando o rostinho vermelho expectante da sua filha ao receber o telefone.
A babá obedeceu rapidamente e passou o telefone para Anih que com suas mãos pequena mal conseguia pegar o telefone.
- Mamãe? – Anih perguntou querendo confirmar a voz da sua mãe.
- oi meu amor, como você está? – Lígia perguntou sorridente mas com o coração apertado.
- com saudades... quando você vai volta – Anih falou sem rodeios mostrando sua aflição e ansiedade para ter sua mãe junto dela.
Lígia não conseguiu evitar o sorriso fraco por ver mais uma vez como sua filha era impaciente e muito directa, mas por outro lado se sentia culpada por causar tristeza na sua filha.
Era a primeira vez que ficava longe da sua filha e não era exatamente por uma razão que ela considerasse muito válida
Pior ela tinha vergonha das razões que lhe levaram a fazer aquela viagem.
Porque ela era infeliz, mesmo tendo a melhor filha do mundo e todo o dinheiro que se pode desejar, ela era extremamente infeliz e estava a fugi.
No seu desespero, achou que se afastar de tudo poderia lhe devolver a sensibilidade de se estar viva, mas parecia que não.
Lígia não se sentia nenhum pouco melhor pelo contrário se sentia pior, ela se sentia a pior pessoa e mãe do mundo, por abandonar a sua filha, Se fosse por algumas horas apenas.
- eu sei meu amor, mas a mamãe já vai volta, só mais um dia e já estarei com você eu prometo – Lígia prometeu confiante que iria cumprir sua promessa diferente do seu marido, que nunca cumpria uma se quer.
Lembrando do seu marido Lígia se sentiu ainda mais triste, Sebastian era um excelente homem de negócios, focado, engenhoso e muito determinado, mas também era o pior marido e pai do mundo na visão da sua esposa.
Ele nunca estava em casa e quando estava nunca estava com elas e isso deixava Lígia com os cabelos em pé, mas não por ela, mas sim por sua pequena filha que ficava sempre perguntando pelo pai.
- esta bem – sua filha concordou com a voz fina e triste partindo o coração da sua mãe em mil pedaços.
- se eu fosse você não ficava triste, comprei um presente ultra e mega especial aqui em Nassau – Lígia falou em suspense para reanimar sua filha.
- conta mamãe, o que você comprou? – Anih perguntou empolgada fazendo muito barulho.
Anih era igual a todas as crianças, adorava ser paparicada e receber presentes.
Lígia não conseguiu evitar o riso ao ouvir sua filha insistindo para saber o que era.
- eu não vou contar, vai estragar a surpresa, agora seja uma boa menina que assim que eu chegar amanhã vou entregar para você – Lígia falou ainda mais empolgada assim como sua filha.
- oba, mamãe quando você chegar vais me dar o meu presente? – Anih voltou a perguntar para confirmar.
- claro que sim meu amor – Lígia confirmou para a alegria da sua filha.
-princesa, agora a mamãe precisa desligar, esta bem? – Lígia se despediu da sua filha com o coração apertado por ter que por fim na ligação.
Ela não tinha comprado nada e precisava resolver aquilo antes que se fizesse tarde.
- está bem mamãe – sua filha concordou com tristeza que cortou o coração da sua mãe.
- te amo meu amor, beijos – Lígia falou com muito carinho dando vários beijos no telefone.
Assim que a chamada foi desligada, Lígia caiu de trás no sofá exausta, ela não tinha vontade alguma de sair, mas precisava, pela sua filha ela iria até ao fim do mundo e muito mais.
Lígia se arrumou de modo casual, algo que não era comum, pois passava a maior parte do tempo de saltos altos e roupas da alta costura, agora usava uns simples chinelos, shorts jeans e uma t-shirt.
Lígia ao caminhar pela calçada das ruas, entrando em todas as lojas de criança procurando algo especial para oferecer a sua filha, ficava cada vez mais exausta e impaciente.
Anih era uma criança que tinha tudo e isso tornava muito difícil para sua mãe encontrar alguma coisa que sua filha não tivesse ou que realmente estivesse a precisar.
Sua busca foi direcionada para a tenda de um senhor que fazia peças artesanais.
Lígia foi para lá descrente de encontrar realmente algo que lhe surpreendesse.
Quando Lígia chegou na tenda ficou maravilhada com as coisas expostas na montra.
Não se comparavam as vitrines das melhores joalharias do seu país, mas também não se podia negar que eram bijuterias muito bonitas.
Ela escolheu duais pulseiras artesanais, gravou o nome delas e apesar de não ser exatamente o que imaginava, esta confiante de que iria alegrar o coração da sua filha.
Porque as pulseiras eram muito diferentes de tudo o que a Anih tinha
Eram bem coloridas e cheias de bolinhas e outras pecinhas em formatos diferentes como estrelas e luas.
Lígia aproveitou também para ver algumas coisas para ofereceu os seus funcionários, uma espécie de lembranças.
Nada muito caro nem muito chique, mas que lhe desse prazer de oferecer.
Lígia estava cada vez mais cansada quando finalmente chegou na sua suite presidencial.
Ela correu para um banho, apesar de estar muito cansada, ela não queria perder a sua ultima noite.
Era a sua ultima noite em Bahamas e queria se mimar ao máximo no pouco tempo que lhe restava, então se animou um pouco e caprichou.
Se arrumou cuidadosamente, colocou seu vestido fino que lhe ajustada toda a silhueta rosa, colocou maquilhagem, prendeu o cabelo.
Lígia olhou para o seu reflexo no espelho e se orgulhou do seu trabalho, ela se sentia mais bonita, mas ao pegar sua pequena carteira de mão viu a sua aliança e isso lhe lembrou de tudo o que era.
Ela desprezou profundamente o que aquela aliança representava, então tirou com repulsa, naquela noite ela não queria ser a esposa de Sebastian.
Ela queria ser apenas Lígia, uma mulher livre e independente, então ainda mais confiante, ela saiu da sua suite.
A princípio tinha muitas ideias mas ao passo que o elevador descia mais sentia vontade de voltar para o quarto.
Então decidiu que invés de ir para um restaurante fora, iria jantar no restaurante do hotel, para não acabar cedendo a vontade de comer no quarto.
Que entrou no restaurante do hotel e ficou impressionada era muito bonito e sofisticado cheio de luzes.
era sem dúvida digno de um restaurante 5 estrelas como indicava a porta.
Lígia foi acomodada numa das mesas com 2 lugares e gentilmente o garçom passou a servi-la o jantar.
Ela fez os seus pedidos e guardou, até que o garçom serviu a entrada e depois o prato principal.
Eram os pratos de referência, sugestão do chef e realmente eram impressionantes pela sua complexidade de sabor e modo exótico de ser apresentado.
Lígia estava desfrutando do seu prato principal no salão principal do Hotel de cinco estrelas, mas algo não estava certo no seu íntimo.
A comida estava perfeita e o vinho também, a música do fundo era o seu estilo, mas ainda assim, ela não estava nem um pouco feliz.
Ela não se sentia melhor, ela não se sentia nem um pouco melhor desfrutando da privacidade de alguns minutos sozinha, longe de toda a sua vida medíocre, pelo contrário, parecia tudo igual ou até mesmo pior.
Ela estava sozinha, jantando num dos restaurantes mais caros do mundo, e isso não lhe preenchia, não, pelo contrário lhe deixava deprimida.
Me sentia tão sozinha, naquele momento só conseguia perceber que não tinha nada e nem ninguém que realmente se importasse com ela a não ser a sua filha.
A tristeza tomou conta do seu coração e a comida na sua mesa perdeu o sabor, e simplesmente o objetivo pelo qual fez aquela viagem também perdeu o seu valor.
Enquanto Lígia se afundava em seus arrependimentos, começou a sentir como se estivesse a ver observada e ao levantar o olhar viu um homem sentado na mesa a sua frente olhando fixamente para ela.
O olhar nego e sem emoção do homem lhe desconcentrou, lhe deixou intrigada e ao mesmo tempo assustada.
Lígia desviou o seu olhar para o seu prato tentando não se deixar afetar, mas a cessação de estar a se observada permaneceu, então ela voltou a olhar para ele confusa.
Ela olhou para o homem, de aparentemente 30 e alguns anos, cabelo preto, vestido de terno preto que pelo tecido e tipo de costura dava para perceber que era requintado.
Lígia também viu o relógio no pulso dele e ao reconhece-lo era um Patek Philippe, um dos 10 relógios mais caros do mundo avaliado em mais de 5,7 milhões de dólares.
Lúcia bebeu o seu vinho completamente confusa, ela se perguntava quem era aquele homem?
E principalmente porque não parava de olhar para ela?
Isso lhe deixava com o coração em saltos.
Ela já nem se lembrava mais da sensação de ter seu coração batendo tão forte e nem de ter as mãos suadas ao ponto de ter que largar os talheres, para limpar elegantemente no guardanapo pousado no seu Colo.
Lígia encara o homem ainda mais intrigada, se perguntando como deveria proceder nesse momento?
Fazia tanto tempo que um homem não olhava assim para ela, e é tudo o que ela conseguia pensar e que tinha que manter a calma, e continuar a desfrutar do seu jantar.
Naquele momento um garçom se aproximou dela com uma garrafa de vinho na frente dela.
Lígia olhou para o garçom ainda mais perdida, ela não tinha solicitado sua presença.
O garçom estava a sua frente com uma garrafa que Lígia ao reconhecer ficou ainda mais chocada.
Era uma garrafa de vinho tinto Domaine de la Romanée-Conti, considerado um dos mais caros.
- o cavalheiro da mesa da frente, convida a senhora para se juntar a ele – o garçom falou seriamente.
Lígia ao ouvir isso voltou a olhar para o homem da mesa que ainda olhava para ela fixamente sem pestanejar.
Lígia sentiu um calafrio por todo o seu corpo, ela bebeu todo o vinho da sua taça anestesiada com toda aquela situação.
- Obrigada, mas diga ao cavalheiro que agradeço ao convite, mas tenho que recusar – Lígia falou seriamente olhando para o homem da mesa a sua frente confusa com sua ousadia.
Antes mesmo que o garçom pudesse se retirar para levar a resposta.
Lígia viu o homem se levantar da sua mesa graciosamente e começar a caminhar em sua direção, ela fixou ainda mais o olhar sem poder soltar o ar dos pulmões.
- boa noite – o homem cumprimentou-a ignorando sua oposição com os olhos, sua voz era forte como sua postura
Lígia não conseguia explicar, poderia ser um pressentimento ou até sexto sentido, mas algo naquele homem lhe incomodava.
Lhe dizia que era perigoso e que devia afastá-lo, essa cessação lhe deixava perturbada.
Lígia não queria que aquele homem continuasse a lhe intimidar, então olhou fixamente para ele com indignação.
O garçom ao ver o clima pesado pousou a garrafa e se retirou apressadamente como se fugisse de uma catástrofe.
- posso me sentar? – o homem perguntou ainda mais calmo e confiante para o aumento da indignação da Lígia que olhou para ele ainda mais confusa.
- desculpe! Eu não convidei o senhor até onde me lembro – Lígia respondeu friamente.
Ela não era uma pessoa mal educada, mas não suportava a ousadia daquele homem e muito menos o que lhe fazia sentir com apenas seu olhar.
- é uma mulher de sorte, senhora? – o homem de preto perguntou calmamente.
- por que lhe interessa? – Lígia perguntou com um olhar desafiante.
Lígia apesar de estar em chamas seu orgulho feminino não lhe permitia mostrar.
- gostaria de lhe propor um desafio – o homem de terno preto falou antes de tirar tirou uma moeda dourada do bolso confiante.
Lígia olhou ainda mais atenta para ele, ela não conseguia entender o que ele queria dizer com aquelas palavras e muito menos o que tinha haver com a moeda.
Ele percebeu o olhar intrigado dela.
- vamos tirar a sorte, se eu colocar essa moeda dentro da garrafa de vinho sem abrir ela antes, me sentarei na sua mesa – O homem explicou calmamente.
Lígia olhou ainda mais confusa para ele, isso era impossível, pensou ela.
Ele tinha um brilho no olhar que lhe que arrepiava toda, ela não conseguia evitar era como colocar o dedo no fogo, tentador mais extremamente perigoso.
Ela queria expulsa-lo da sua frente, mas estava presa e muito interessada para saber as reais intenções dele embora no fundo já desconfiasse.
- a sério – Lígia falou com descrença olhando novamente para a garrafa sobre a mesa.
- permita-me – o homem voltou a falar confiante.
O brilho de desafio no olhar dele fez Lígia sorrir confiante concordando com o acordo.
O homem de terno preto poisou delicadamente a pequena moeda sobre a garrafa ainda fechada.
Lígia com um olhar atento fixou na moeda, ela ficou cada vez mais intrigada ao passo que ele delicadamente batia sobre a mesa levemente.
Aos poucos Lígia viu algo inacreditável, a moeda derreter o vedante de silicone.
- não acredito – Lígia sussurrou em choque e ao ver a rosto confiante do homem.
Lígia desatou em risos de amargura, ela nunca achou que fosse realmente possível uma coisa dessas, até ouvir o som abafado da moeda sobre o vinho.
- você é magico? – Lígia perguntou assustada ao ver a moeda dentro da garrafa.
- não, isso não é magia... é física – o homem explicou ainda mais serio.
Lígia olhou para ele ainda mais intrigada, ela não conseguia para de se perguntar quem era aquele homem na sua frente e principalmente como fez isso.
- foi um prazer – o homem de preto falou suavemente antes de dar meia volta para se retirar.
- espera – Lígia lhe chamou confusa.
Ele estava a ir embora depois de conseguir prender a atenção dela.
- aonde você vai? – Lígia perguntou confusa.
- senhorita , eu nunca a forçaria a nada – o homem de preto voltou a vira-se para ela de frente para falar com ela.
Lígia engoliu em seco, agora ela queria ter a presença dele e não sabia como mantê-lo ao seu lado.
Ela queria a presença dele por estar carente, carente por afeto e interesse do sexo oposto.
Ela estava casada mais fazia muito tempo que não era elogiada e muito menos desejada.
Era errado sentir uma atração desse tipo por outra pessoa que não fosse o seu marido mas ela sentia uma necessidade tão grande como nunca antes.
- você ganhou o desafio e é justo cumprir com o acordo – Lígia se justificou indicando a cadeira a sua frente.
- é isso o que deseja? – o homem perguntou surpreso.
- por favor – Lígia indicou novamente a cadeira para o homem fugindo da pergunta dele.
Ela não queria admitir que queria ter a companhia dele, que precisava desesperadamente conversar com alguém e ser comida com olhos como aquele homem estava a fazer naquele momento.
- obrigado – o homem se sentou elegantemente na cadeira a frente dela e pela primeira vez sorriu, levemente mais sorriu.
- como você fez isso? – Lígia perguntou curiosa olhando brevemente para a garrafa observando a moeda dentro dela.
- eu já disse física, quando um metal esta na temperatura certa e entra em contactos com outras partículas tornasse possível fazer muita coisas surpreendentes – ele explicou calmamente acionando o garçom, que rapidamente colocou uma outra garrafa na mesa da mesma marca.
- por favor – ele orientou e o garçom serviu a taça da Lígia.
Assim que o garçom terminou de servir, ele se retirou deixando as duas garrafas sobre a mesa.
Lígia olhou para as garrafas que custavam mais de 3 milhões de dólares cada e ela não podia acreditar que ele gastou todo esse dinheiro só para ter a sua atenção.
- interessante – Lígia murmurou pensativa.
Era visível que aquele homem era inteligente e olhando bem melhor de perto terrivelmente bonito para a sua maldição.