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A Luta da Mãe Abandonada

A Luta da Mãe Abandonada

Autor:: Meng Meng Da Xiao Xue Qiu
Gênero: Moderno
Na noite em que fui dispensada do hospital, com o meu recém-nascido nos braços, a chuva caía incessantemente, como se o céu chorasse comigo. Meu filho, Tiago, acabava de nascer. Mas eu tinha enfrentado o trabalho de parto, as decisões cruéis e a cesariana de emergência, completamente sozinha. O meu marido, Diogo, não estava lá. Ele tinha escolhido ir socorrer a ex-namorada, Sofia, que estava com uma "febre". Quando ele finalmente chegou, horas depois, o cheiro do perfume dela ainda pairava sobre ele, sufocando-me mais do que a dor física. Decidi que era o fim. Mas ao invés de aceitar a minha decisão, ele e a sua família, os Patterson, declararam guerra. A minha sogra, Teresa, ligou, furiosa, chamando-me de "egoísta" e "infantil" por não aceitar a traição do filho. Eles queriam a custódia do meu filho. E eles têm dinheiro e poder para lutar. Como é que se pode abandonar a própria esposa no momento mais vulnerável, para ir ter com uma ex-namorada? E como é que a família dele ousa dizer que eu sou a errada nesta história? Que tipo de pessoa faria de tudo para me virar contra o meu próprio filho? Eu não ia permitir. Não por mim, mas pelo Tiago. Eu ia provar quem eles realmente eram e lutar por cada pedacinho da minha dignidade. A guerra pela custódia estava apenas a começar.

Introdução

Na noite em que fui dispensada do hospital, com o meu recém-nascido nos braços, a chuva caía incessantemente, como se o céu chorasse comigo.

Meu filho, Tiago, acabava de nascer.

Mas eu tinha enfrentado o trabalho de parto, as decisões cruéis e a cesariana de emergência, completamente sozinha.

O meu marido, Diogo, não estava lá.

Ele tinha escolhido ir socorrer a ex-namorada, Sofia, que estava com uma "febre".

Quando ele finalmente chegou, horas depois, o cheiro do perfume dela ainda pairava sobre ele, sufocando-me mais do que a dor física.

Decidi que era o fim.

Mas ao invés de aceitar a minha decisão, ele e a sua família, os Patterson, declararam guerra.

A minha sogra, Teresa, ligou, furiosa, chamando-me de "egoísta" e "infantil" por não aceitar a traição do filho.

Eles queriam a custódia do meu filho.

E eles têm dinheiro e poder para lutar.

Como é que se pode abandonar a própria esposa no momento mais vulnerável, para ir ter com uma ex-namorada?

E como é que a família dele ousa dizer que eu sou a errada nesta história?

Que tipo de pessoa faria de tudo para me virar contra o meu próprio filho?

Eu não ia permitir.

Não por mim, mas pelo Tiago.

Eu ia provar quem eles realmente eram e lutar por cada pedacinho da minha dignidade.

A guerra pela custódia estava apenas a começar.

Capítulo 1

Na noite em que fui dispensada do hospital, a chuva caía incessantemente, martelando contra o vidro do carro.

Meu marido, Diogo, segurava o volante com força.

"Eu já te disse, a culpa não foi minha, Inês. A Sofia estava doente, eu tinha que a levar ao hospital."

A Sofia. Sua ex-namorada.

A mulher por quem ele me abandonou no meio do trabalho de parto.

"Ela só tinha uma febre, Diogo."

Minha voz saiu mais fraca do que eu pretendia.

"E eu estava a ter o nosso filho."

Ele bateu no volante, o som ecoando no espaço apertado do carro.

"Não dramatizes! Eu cheguei lá, não cheguei? O Tiago nasceu saudável. Qual é o problema?"

O problema era que o médico teve que tomar uma decisão sem ele. O problema era que eu assinei os papéis da cesariana de emergência sozinha, tremendo de dor e medo.

O problema era que, quando ele finalmente apareceu, horas depois, cheirava ao perfume dela.

"Vamos para casa da minha mãe", eu disse, olhando para a escuridão lá fora.

"O quê? Porquê? O quarto do bebé está pronto em nossa casa."

"Eu não quero ir para nossa casa. Leva-me para casa da minha mãe."

Ele suspirou, um som longo e irritado.

"Está bem, Inês. Como queiras. Sempre a fazer birra."

Ele não entendeu. Não era uma birra.

Era o fim.

Quando chegámos, a minha mãe, a Clara, já nos esperava à porta, com uma expressão preocupada. Ela pegou no porta-bebés com o Tiago a dormir e ignorou completamente o Diogo.

"Entra, filha. Estás pálida."

Diogo ficou parado na calçada, sem jeito.

"Bem, eu... vou buscar as coisas ao carro."

"Não precisas", eu disse, sem me virar. "Podes ir."

Ele ficou em silêncio por um momento. Eu podia senti-lo a olhar para as minhas costas.

"Inês, não sejas assim. Falamos amanhã."

Ele entrou no carro e foi-se embora. Não olhou para trás.

Eu não chorei. Senti apenas um vazio frio a espalhar-se pelo meu peito.

A cola que nos unia tinha-se partido. E eu não tinha forças para a tentar colar de novo.

Capítulo 2

No dia seguinte, o meu telemóvel não parava de vibrar.

Eram mensagens do Diogo.

"Inês, podemos falar? Isto é ridículo."

"Estou preocupado contigo e com o Tiago."

"A Sofia não significa nada para mim, tu sabes disso."

Ignorei todas.

A minha mãe entrou no quarto com uma chávena de chá quente.

"A tua sogra ligou", disse ela, com a voz neutra. "A Teresa."

Eu encolhi os ombros.

"Ela está furiosa. Diz que estás a ser infantil e a desrespeitar o filho dela."

"Ele desrespeitou-me a mim e ao filho dele primeiro."

A minha mãe sentou-se na beira da cama. O seu olhar era suave.

"O que vais fazer, filha?"

"Vou pedir o divórcio."

As palavras saíram com uma certeza que me surpreendeu.

Ela não pareceu chocada. Apenas acenou com a cabeça, como se já esperasse.

"Tens a certeza? Por causa do Tiago..."

"É por causa do Tiago que eu tenho de fazer isto, mãe. Ele não merece um pai que põe outra mulher em primeiro lugar."

Naquele momento, o meu telemóvel tocou. Era a Teresa.

Respirei fundo e atendi, colocando em alta-voz.

"Inês! O que é que se passa na tua cabeça? Como te atreves a sair de casa com o meu neto?"

A sua voz era estridente, cheia de raiva.

"O Diogo está um farrapo por tua causa! Ele cometeu um erro, está bem? Ele estava a ajudar uma amiga doente! Onde está a tua compaixão?"

Compaixão.

Era a mesma palavra que o Diogo tinha usado.

"Teresa, com todo o respeito, o seu filho deixou-me sozinha durante o parto para cuidar da ex-namorada dele. Não há compaixão que justifique isso."

"Ex-namorada? A Sofia é como uma filha para mim! Ela não tem ninguém! Tu tens a tua mãe, tens tudo! És uma egoísta, é o que és!"

Senti uma raiva fria subir pela minha garganta.

"Uma filha? Então vá ser avó dos filhos dela. Desliguei."

Bloqueei o número dela também.

Senti-me exausta, mas também estranhamente leve.

Cada chamada, cada mensagem, apenas confirmava que eu estava a tomar a decisão certa.

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