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A Maldição do Diamante

A Maldição do Diamante

Autor:: Jin Yi Ye Xin
Gênero: Romance
A noite de lançamento da minha coleção de joias, "Renascimento", deveria ser o auge de tudo: a salvação da joalheria da minha família e a celebração do meu casamento surpresa com Pedro. Mas ele não estava em lugar nenhum, e o telão gigante, que devia exibir minhas criações, se acendeu revelando a câmera de segurança da entrada. Lá estava Pedro, meu noivo, beijando Sofia, minha meia-irmã, em um carro de luxo, enquanto ela exibia descaradamente o colar, a peça central da minha coleção, que eu mesma havia criado. A humilhação, a traição do homem que amava e da minha própria irmã, me congelou sob os holofotes, transformando a noite da minha vida em um palco de escárnio. Perguntei-me como eles puderam fazer isso, como o amor e a família puderam se tornar uma farsa tão cruel. Mas a dor logo cedeu lugar a um ódio puro e gelado, uma promessa silenciosa de que aquilo não ficaria impune.

Introdução

A noite de lançamento da minha coleção de joias, "Renascimento", deveria ser o auge de tudo: a salvação da joalheria da minha família e a celebração do meu casamento surpresa com Pedro.

Mas ele não estava em lugar nenhum, e o telão gigante, que devia exibir minhas criações, se acendeu revelando a câmera de segurança da entrada.

Lá estava Pedro, meu noivo, beijando Sofia, minha meia-irmã, em um carro de luxo, enquanto ela exibia descaradamente o colar, a peça central da minha coleção, que eu mesma havia criado.

A humilhação, a traição do homem que amava e da minha própria irmã, me congelou sob os holofotes, transformando a noite da minha vida em um palco de escárnio.

Perguntei-me como eles puderam fazer isso, como o amor e a família puderam se tornar uma farsa tão cruel.

Mas a dor logo cedeu lugar a um ódio puro e gelado, uma promessa silenciosa de que aquilo não ficaria impune.

Capítulo 1

A noite do lançamento era para ser a mais importante da minha vida.

O salão do hotel mais luxuoso da cidade estava lotado, com luzes brilhando sobre as minhas criações, joias que carregavam não apenas pedras preciosas, mas a alma da joalheria da minha família.

Essa coleção, "Renascimento", era a nossa única esperança para evitar a falência. E também era a noite do meu casamento.

Eu estava em um pedestal no centro do salão, vestida de noiva, ao lado das vitrines que exibiam meu trabalho. O plano era que Pedro, meu noivo e o principal investidor do evento, subisse ao palco, anunciasse nosso casamento surpresa e o futuro glorioso da nossa parceria, tanto no amor quanto nos negócios.

Mas Pedro não estava em lugar nenhum.

Os minutos se arrastavam, e os sussurros começaram a se espalhar pela multidão como um veneno lento. Vi os rostos dos críticos de moda, antes sorridentes, agora se contorcendo em desprezo. Os investidores que Pedro prometeu trazer olhavam para mim com pena e impaciência.

Meu coração batia descontroladamente. Peguei meu celular e liguei para ele. Caixa postal. De novo.

"Onde ele está?", minha mãe sussurrou ao meu lado, o rosto pálido de preocupação.

Eu não sabia o que responder. A humilhação era uma onda fria que subia pelos meus pés, paralisando meu corpo. Eu estava sozinha, exposta sob os holofotes, uma noiva abandonada em seu próprio altar improvisado.

Foi então que o telão gigante atrás de mim, que deveria exibir closes das minhas joias, se acendeu. Mas não era a minha coleção que apareceu.

Era uma transmissão ao vivo da câmera de segurança da entrada do hotel.

A imagem mostrava Pedro, meu Pedro, com seu terno impecável. Ele não estava correndo para o salão para me salvar. Ele estava abrindo a porta de um carro de luxo.

E para quem ele abria a porta?

Sofia. Minha meia-irmã.

Ela usava um vestido vermelho-sangue, justo, que se destacava na noite. Ela se virou para a câmera, como se soubesse que eu estava assistindo.

Seu sorriso era a coisa mais cruel que eu já tinha visto.

Pedro se inclinou e a beijou. Um beijo longo, apaixonado, que não deixava dúvidas. Em seguida, ele tirou do bolso uma caixinha de veludo. Dentro, brilhava um colar.

Eu congelei. O ar sumiu dos meus pulmões.

Aquele colar... era o meu design. A peça principal da minha coleção. A joia que eu mesma criei, que simbolizava a minha alma.

Sofia pegou o colar, colocou-o em seu pescoço e riu, um som que ecoou no salão silencioso através dos alto-falantes. Eles entraram no carro e partiram, desaparecendo na noite, deixando para trás apenas a imagem da minha destruição.

O salão explodiu em murmúrios chocados. As câmeras dos celulares se viraram para mim, flashes cegando meus olhos cheios de lágrimas. O som das risadas de escárnio me atingiu como pedras. Minha coleção, minha arte, minha salvação... tudo se tornou uma piada.

Eu fiquei ali, paralisada, o buquê de flores brancas tremendo na minha mão. A noiva abandonada. A designer roubada. A mulher traída pelo noivo e pela própria irmã.

Naquele momento, eu não senti apenas a dor da traição. Eu senti o gosto amargo do ódio.

Capítulo 2

O caos do salão se tornou um zumbido distante. Seguranças me escoltaram para uma sala privada nos fundos, longe dos flashes e dos sussurros. Minha mãe tentava me consolar, mas suas palavras não me alcançavam. Eu estava presa em um vácuo de choque e fúria.

A porta se abriu de repente.

Era Sofia. Sozinha.

Ela entrou na sala com a arrogância de uma rainha, o colar roubado brilhando em seu pescoço.

"Que noite, não é, irmãzinha?", ela disse, com um sorriso venenoso. "Um pouco dramática demais para o meu gosto, mas imagino que você sempre gostou de ser o centro das atenções."

Eu me levantei, o corpo tremendo.

"O que você fez?", minha voz saiu rouca.

"Eu? Eu só aceitei o amor de um homem que finalmente percebeu que estava com a mulher errada", ela respondeu, passando os dedos pelo colar. "E que belo presente de noivado, não acha? Pedro tem um gosto excelente. Ou devo dizer, você tem."

A provocação era clara, afiada.

"Ele me amava", eu disse, me agarrando a uma memória que agora parecia uma mentira. "Ele me prometeu o mundo. Ele disse que eu era a única."

Sofia soltou uma gargalhada.

"Ah, Maria Antônia, tão ingênua. Pedro te deu migalhas, e você achou que era um banquete. Ele precisava de você, da sua carinha de boa moça, do seu 'talento' para reerguer a joalheria da nossa família. Era tudo um negócio. Mas o coração dele... o coração dele sempre foi meu."

Cada palavra era um golpe.

"Você é uma ladra. Esse colar é meu. Esses designs são meus", eu gritei, a raiva finalmente explodindo.

"Eles eram seus", ela corrigiu, se aproximando. "Agora eles fazem parte da nova linha de joias que Pedro e eu vamos lançar. Uma marca muito mais moderna, mais ousada. Com uma influenciadora de verdade como rosto, não uma designerzinha de fundo de quintal."

Eu não aguentei. Avancei na direção dela, com a intenção de arrancar o colar do seu pescoço.

Sofia foi mais rápida. Ela me empurrou com força. Eu perdi o equilíbrio e caí para trás, batendo a cabeça na quina de uma mesa de vidro. Uma dor aguda explodiu na minha nuca, e o mundo girou.

Nesse exato momento, a porta se abriu novamente.

Pedro entrou.

Ele viu a cena: eu no chão, com a mão na cabeça, e Sofia de pé, com uma expressão assustada e falsa.

"O que aconteceu?", ele perguntou, a voz gélida.

"Ela me atacou!", Sofia choramingou, correndo para os braços dele. "Eu só vim tentar conversar, e ela ficou louca! Me acusou de roubar, tentou me agredir!"

Pedro olhou para mim, caído no chão. Não havia um pingo de preocupação em seus olhos. Apenas desprezo.

"Você não se cansa de fazer escândalo, Maria Antônia?", ele disse, com uma frieza que cortava.

Meu mentor, o Sr. Alberto, um joalheiro idoso que trabalhava com minha família há décadas e que me ensinou tudo o que eu sei, entrou correndo na sala.

"Maria! Você está bem?", ele se ajoelhou ao meu lado. "Senhor Pedro, o que está acontecendo aqui? Ela está ferida!"

Pedro nem olhou para ele.

"Alberto", ele disse, a voz baixa e ameaçadora. "Você está demitido. Pegue suas coisas e suma da minha vista. Não quero mais ver seu rosto em nenhuma propriedade minha ou da família Antônia."

"Mas... eu trabalho para a família dela!", Alberto protestou, chocado.

"A família agora sou eu", Pedro declarou. "E eu não tolero funcionários que tomam o lado errado."

Alberto me olhou, os olhos cheios de desespero e lealdade. Ele tentou dizer algo mais, mas os seguranças de Pedro o agarraram pelos braços e o arrastaram para fora da sala.

"Não! Deixem ele em paz!", eu gritei, tentando me levantar, mas a tontura era forte demais.

Pedro se agachou na minha frente, o rosto a centímetros do meu.

"Isso é para você aprender, Maria Antônia", ele sussurrou. "Toda ação tem uma consequência. Fique no seu lugar, e talvez eu te deixe em paz. Tente lutar, e eu vou tirar tudo de você. Uma pessoa de cada vez."

Ele se levantou, ajeitou o paletó e saiu da sala com Sofia em seus braços, deixando-me ali, no chão frio, com a dor na cabeça e um buraco ainda maior no peito.

Na manhã seguinte, recebi uma ligação.

A polícia.

Houve um acidente de carro durante a madrugada. Um motorista bêbado, disseram. O carro pegou fogo.

A vítima era o Sr. Alberto.

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