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A Mulher que Voltou para Vencer

A Mulher que Voltou para Vencer

Autor:: Rock La porte
Gênero: Bilionários
Na cama fria do hospital, eu sentia a vida escorrer. Meu marido, João, não tinha olhos de luto, mas de impaciência, segurando os papéis do divórcio. "Luana, assine" , ele disse, a voz vazia. Olhei para Clara, sua 'irmã de consideração', a CEO de sucesso na porta, e para meu filho, Pedro, que declarou: "Mãe, você deveria se contentar em ser uma figura secundária. Apenas assine." Meu coração, já frágil, se despedaçou com a traição descarada. Com a última força, assinei, o choro me sufocando não pela vida que se ia, mas pelo amor jogado fora. A escuridão me engoliu, até que, de repente, abri os olhos novamente. Eu estava sentada no sofá da casa dos meus pais, jovem e saudável, enquanto João se ajoelhava com uma caixa de veludo, pronto para me pedir em casamento. Era o dia do pedido, mas a memória da traição, da dor, da morte, era vívida, real. Vi a mesma ambição em seus olhos, mas agora ele olhava para Clara, que sorria sutilmente à porta. Meu pai, o Sr. Silva, impôs uma condição: "Se você quer se casar com ela, prometa que nunca a deixará e nunca se envolverá com outra pessoa." Para meu horror, João se levantou abruptamente, ignorou meu pai e se ajoelhou diante de Clara. "Senhor Silva" , ele declarou, com uma convicção insana: "Eu quero me casar com Clara. Luana pode ser uma sócia minoritária." Percebi que não era a única a renascer; ele também, tentando "corrigir" o que via como um erro. A humilhação era insuportável. Mas a dor se misturava a uma terrível suspeita. Fui à casa de Clara, ouvi sua assistente elogiá-la por se "livrar da Luana e da mãe dela" . Então, Clara, com arrogância cruel, confessou: "Aquele velho e a filha dele são uns tolos. Assim como a mãe dela era. Um pequeno susto e o coração fraco dela não aguentou. Foi mais fácil do que eu pensava." Meu sangue gelou; a morte da minha mãe não foi ataque cardíaco. Foi Clara. A raiva me consumiu. Eu não seria a tola novamente. "Eu renasci, e desta vez, eu não seria a tola."

Introdução

Na cama fria do hospital, eu sentia a vida escorrer.

Meu marido, João, não tinha olhos de luto, mas de impaciência, segurando os papéis do divórcio.

"Luana, assine" , ele disse, a voz vazia.

Olhei para Clara, sua 'irmã de consideração', a CEO de sucesso na porta, e para meu filho, Pedro, que declarou: "Mãe, você deveria se contentar em ser uma figura secundária. Apenas assine."

Meu coração, já frágil, se despedaçou com a traição descarada.

Com a última força, assinei, o choro me sufocando não pela vida que se ia, mas pelo amor jogado fora.

A escuridão me engoliu, até que, de repente, abri os olhos novamente.

Eu estava sentada no sofá da casa dos meus pais, jovem e saudável, enquanto João se ajoelhava com uma caixa de veludo, pronto para me pedir em casamento.

Era o dia do pedido, mas a memória da traição, da dor, da morte, era vívida, real.

Vi a mesma ambição em seus olhos, mas agora ele olhava para Clara, que sorria sutilmente à porta.

Meu pai, o Sr. Silva, impôs uma condição: "Se você quer se casar com ela, prometa que nunca a deixará e nunca se envolverá com outra pessoa."

Para meu horror, João se levantou abruptamente, ignorou meu pai e se ajoelhou diante de Clara.

"Senhor Silva" , ele declarou, com uma convicção insana: "Eu quero me casar com Clara. Luana pode ser uma sócia minoritária."

Percebi que não era a única a renascer; ele também, tentando "corrigir" o que via como um erro.

A humilhação era insuportável.

Mas a dor se misturava a uma terrível suspeita.

Fui à casa de Clara, ouvi sua assistente elogiá-la por se "livrar da Luana e da mãe dela" .

Então, Clara, com arrogância cruel, confessou: "Aquele velho e a filha dele são uns tolos. Assim como a mãe dela era. Um pequeno susto e o coração fraco dela não aguentou. Foi mais fácil do que eu pensava."

Meu sangue gelou; a morte da minha mãe não foi ataque cardíaco.

Foi Clara.

A raiva me consumiu. Eu não seria a tola novamente.

"Eu renasci, e desta vez, eu não seria a tola."

Capítulo 1

Na cama fria do hospital, eu sentia a vida se esvaindo do meu corpo, cada respiração era um esforço doloroso, e o monitor cardíaco ao lado apitava um ritmo lento e fraco, um prenúncio do fim.

Meu marido, João, estava ao lado da cama, não com o olhar de um homem que perde sua esposa, mas com a impaciência de quem espera um documento ser assinado.

Ele segurava os papéis do divórcio.

"Luana, assine" , ele disse, a voz sem emoção, "Os médicos não podem fazer mais nada até você assinar. É o nosso destino."

Olhei para ele, o homem com quem dividi a vida, a quem dediquei cada gota do meu talento como engenheira de software, sacrificando minha carreira para que a dele decolasse. Nossos votos de casamento, de saúde e doença, ecoavam em minha mente como uma piada cruel.

"Destino?" , sussurrei, a voz rouca.

"Sim" , ele respondeu, e seu olhar se desviou para a mulher parada à porta, Clara, sua irmã de consideração, a CEO de sucesso que todos admiravam. "Em outra vida, você me prometeu que me ajudaria a realizar meu sonho, e Clara é a parceira que o destino escolheu para mim. Ela sempre esteve lá, me apoiando."

Meu coração, já fraco, se partiu em mil pedaços. A traição era tão descarada, tão fria.

Nosso filho, Pedro, recém-formado em TI, entrou no quarto, seu rosto jovem e impassível. Ele olhou para mim, sua mãe, e disse palavras que selaram minha morte.

"Mãe, o papai está certo. Clara é minha verdadeira mentora, ela me ensinou tudo. Você deveria se contentar em ser uma figura secundária em nossas vidas. Apenas assine e nos deixe seguir em frente."

Uma figura secundária. Após uma vida de dedicação, era isso que eu me tornara para eles. Um obstáculo.

Com a última força que me restava, peguei a caneta. O choro me sufocava. Eu não estava chorando pela minha vida que acabava, mas pelo amor que eu dei e que foi jogado fora como lixo. Senti-me traída, abandonada, meu mundo inteiro desmoronando no leito de morte.

Assinei.

O som do monitor cardíaco se tornou uma linha contínua e estridente. Meus olhos se fecharam, e a escuridão me engoliu.

Então, abri os olhos novamente.

A luz do sol da tarde entrava pela janela da sala de estar da casa dos meus pais. O cheiro de café fresco no ar. Eu estava sentada no sofá, vestindo um vestido leve de verão. Olhei para minhas mãos, jovens e saudáveis.

Na minha frente, João estava ajoelhado, segurando uma pequena caixa de veludo. Era o dia em que ele me pediu em casamento.

Meu coração gelou. A memória da traição, da dor, da morte, era tão vívida, tão real. Olhei para o rosto de João, o mesmo rosto que me olhou com frieza no hospital, e vi a mesma ambição em seus olhos. Mas desta vez, seu olhar não estava fixo em mim. Ele olhava por cima do meu ombro, para a porta.

Clara estava lá, com um sorriso sutil nos lábios.

Eu renasci. E desta vez, eu não seria a tola.

"Luana" , disse meu pai, o Sr. Silva, um homem imponente e de coração bom que construiu um império no setor de tecnologia. Ele se aproximou, colocando a mão no ombro de João. "João, Luana é minha joia. Se você quer se casar com ela, prometa que nunca a deixará e nunca se envolverá com outra pessoa."

Era a mesma cena, as mesmas palavras da minha vida passada. Naquela época, João prometeu tudo, com lágrimas nos olhos.

Mas desta vez, algo mudou.

João se levantou abruptamente, interrompendo meu pai. Ele se virou, ignorando a mim e a meu pai chocado, e caminhou em direção a Clara.

Ele se ajoelhou novamente, desta vez na frente dela.

"Senhor Silva" , disse João, com a voz firme e cheia de uma convicção insana, "Eu quero me casar com Clara. Quero construir um império digital com ela."

O queixo do meu pai caiu. Ele olhou de João para Clara, e depois para mim, a confusão estampada em seu rosto. "João, do que você está falando? Você e Luana..."

"Isso foi um erro do passado" , disse João, seu olhar fixo em Clara, como se ela fosse o centro do universo. "Clara é a minha musa, a minha parceira de destino. Luana pode ser uma sócia minoritária em nossos projetos, se quiser. Uma posição de honra."

Um sócia minoritária. A mesma oferta humilhante. Percebi naquele instante que não era a única que havia retornado. João também renasceu, e em sua mente distorcida, ele estava "corrigindo" o que considerava um erro do passado.

Meu pai, sem saber o que dizer, gaguejou: "Eu... eu preciso de um tempo para pensar."

João e Clara saíram logo depois, deixando um silêncio pesado na sala. Meu pai se virou para mim, seu rosto envelhecendo anos em segundos.

"Luana, me desculpe. Por um momento, eu pensei em aceitar, só para não te magoar. Eu sei o quanto você sempre amou o João."

Abracei meu pai com força. "Pai, não se preocupe. Eu não vou me casar com um homem que me vê como uma sócia secundária. Nunca."

Eu o tranquilizei, mas por dentro, uma fúria gelada começava a tomar conta de mim. A dor da traição ainda estava fresca, mas agora se misturava com uma nova e terrível suspeita.

"Eu preciso falar com eles" , eu disse, minha voz firme.

Eu não ia me casar com João. Eu ia descobrir a verdade.

Dirigi até a casa de Clara. O carro de João não estava mais lá. Estacionei na rua e me aproximei a pé, em silêncio. A janela da sala estava entreaberta, e vozes flutuavam para fora.

Era a assistente de Clara, elogiando-a.

"Senhorita Clara, você é genial! Conseguiu se livrar da Luana e ainda fazer o pai dela pensar. Logo, todo o império Silva será seu e do senhor João."

A voz de Clara soou, presunçosa e cruel. "Aquele velho e a filha dele são uns tolos. Assim como a mãe dela era. Um pequeno susto e o coração fraco dela não aguentou. Foi mais fácil do que eu pensava."

Meu sangue congelou nas veias. A morte da minha mãe. Não foi um ataque cardíaco natural. Foi ela. Clara.

A raiva me consumiu, uma onda quente e violenta. Minhas mãos tremiam. Eu queria entrar lá e arrancar a verdade dela, mas me contive. A vingança não seria um ato de paixão, seria um plano executado com a frieza de um algoritmo.

Recuei para as sombras, o coração batendo forte contra as costelas. No momento em que me virei para sair, dei de cara com João. Ele estava parado ali, me olhando com desaprovação.

"O que você está fazendo aqui, Luana? Espionando?" , ele acusou.

"Eu vim ter uma conversa" , respondi, a voz controlada.

"Você quer machucar a Clara, não é? Não consigo acreditar." Ele balançou a cabeça, como se eu fosse a vilã. "Clara é pura e genial. Ela será a próxima grande CEO de tecnologia deste país. Você deveria ter a decência de aceitar sua posição como sócia minoritária e sair do caminho dela."

Ele me deu as costas e foi embora, me deixando ali, parada na escuridão, com a verdade queimando dentro de mim.

Eles não iriam me prejudicar novamente. Não nesta vida.

Peguei meu celular e liguei para minha assistente, Sofia.

"Sofia, preciso de um favor. Reúna todas as evidências que puder sobre os projetos que desenvolvi nos últimos cinco anos. Códigos-fonte, e-mails, rascunhos. E prepare-se. O grande evento de tecnologia é em duas semanas. Nós vamos fazer uma apresentação."

Desta vez, o palco seria meu. E a verdade seria minha arma.

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Capítulo 2

O evento anual de tecnologia era o epicentro do nosso mundo, um palco onde fortunas eram feitas e reputações, destruídas. As maiores inovações do ano eram apresentadas, e novos talentos, descobertos pelos investidores mais poderosos do país.

Na minha vida passada, foi nesse mesmo evento que Clara brilhou. Ela apresentou um projeto revolucionário, um algoritmo de IA preditiva, e foi aclamada como um gênio.

Aquele projeto era meu. Eu o desenvolvi nas madrugadas, entre cuidar do nosso filho e gerenciar a casa, enquanto João sonhava com sua startup. Entreguei a ele o código-fonte completo, acreditando que estava ajudando o homem que amava. Ele o entregou a Clara.

Desta vez, as coisas seriam diferentes.

Entrei no salão de convenções lotado, e imediatamente senti os olhares e ouvi os cochichos. A notícia sobre a proposta de casamento de João para Clara, e a oferta humilhante para mim, já havia se espalhado como um incêndio.

"É ela, a Luana Silva."

"Coitada, ouvi dizer que ela aceitou ser sócia minoritária só para não perder tudo."

"Clara é a verdadeira visionária. João fez a escolha certa."

Ignorei os comentários, mantendo a cabeça erguida. Sofia estava ao meu lado, nervosa.

"Senhorita Luana, tem certeza disso?" , ela sussurrou.

"Absoluta" , respondi, com uma calma que eu não sentia por dentro.

Então, eles chegaram. João e Clara, de braços dados, caminhando como se fossem a realeza da tecnologia. As câmeras se viraram para eles. Eles eram o casal do momento.

João me viu e se aproximou, um sorriso de escárnio nos lábios.

"Luana, que surpresa te ver aqui" , ele disse, em voz alta o suficiente para que todos ao redor ouvissem. "Acho que seu lugar é mais para o fundo. Sente-se em um lugar discreto e aproveite o sucesso da Clara. Afinal, você terá uma pequena parte dele."

A humilhação era pública, calculada. Na minha vida passada, eu teria fugido, chorando.

Desta vez, eu sorri.

"João, você sabe o que dizem sobre a verdade?" , perguntei, minha voz clara e firme. "A verdade é como um vírus. Uma vez que se espalha, é muito difícil de conter."

Ele riu, uma risada arrogante. "Do que você está falando? A única verdade aqui é o talento inegável da Clara. Ela vai vencer hoje, como sempre."

Ele então estendeu um documento para mim. Um contrato. O mesmo contrato de sociedade minoritária que ele havia mencionado.

"Antes que a apresentação comece, acho que você deveria fazer a coisa certa" , ele disse, sua voz se tornando dura. "Peça desculpas à Clara por sua atitude e assine isso. Aceite ser a sócia submissa que você deveria ser."

Todos os olhos estavam em nós. A pressão era imensa. O silêncio no salão era total.

Peguei o contrato. Olhei para ele, depois para João, e para Clara, que assistia a tudo com um ar de triunfo.

Então, com um movimento lento e deliberado, rasguei o contrato ao meio. E depois em quatro pedaços. E os deixei cair no chão.

"Eu não sou sócia submissa de ninguém" , eu disse. O choque no rosto de João foi impagável.

Clara deu um passo à frente, sua expressão de vítima perfeitamente ensaiada. "Luana, por que você está fazendo isso? Eu só quero o melhor para todos nós."

"Eu também, Clara" , respondi, olhando-a nos olhos. "E é por isso que estou aqui. Para garantir que o crédito seja dado a quem realmente o merece."

Virei as costas para eles e caminhei em direção ao meu assento na primeira fila, deixando-os para trás, no meio dos papéis rasgados e dos olhares chocados da plateia.

O show estava prestes a começar. E eu era a atração principal.

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