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A Noite de Núpcias Amarga

A Noite de Núpcias Amarga

Autor:: Fu Mo Bao Bao
Gênero: Romance
Casei-me com o Diogo, o homem que amei por uma década. A noite de núpcias, que deveria ser o início do nosso "para sempre", transformou-se num pesadelo. Ele desapareceu, só para reaparecer de madrugada, cambaleante e com cheiro a perfume barato. A desculpa? A ex-namorada, Beatriz, tinha tentado suicidar-se. Ele a consolava no hospital, enquanto eu estava sozinha na nossa nova casa, vestida de noiva. Diogo, cegado pela culpa e por uma promessa antiga, trouxe-a para morar connosco, dizendo que ela "precisava dele". Minha casa, nosso quarto, foram invadidos por aquela mulher que ele jurava não significar nada. Eu tentei ser compreensiva, por Deus, mas a cada dia eu afundava mais na dor e na humilhação. Como podia ele não ver? Como podia ser tão cego à manipulação enquanto o nosso casamento desmoronava? A raiva gelada substituiu a tristeza quando descobri a verdade: a "tentativa" de suicídio era uma farsa, e o pai "morto" da Beatriz estava bem vivo. Chega de paciência. Chega de compreensão. Agora, eu sou a advogada, e ele vai ter que escolher: eu ou ela. Esta guerra, eu vou ganhá-la.

Introdução

Casei-me com o Diogo, o homem que amei por uma década.

A noite de núpcias, que deveria ser o início do nosso "para sempre", transformou-se num pesadelo.

Ele desapareceu, só para reaparecer de madrugada, cambaleante e com cheiro a perfume barato.

A desculpa? A ex-namorada, Beatriz, tinha tentado suicidar-se.

Ele a consolava no hospital, enquanto eu estava sozinha na nossa nova casa, vestida de noiva.

Diogo, cegado pela culpa e por uma promessa antiga, trouxe-a para morar connosco, dizendo que ela "precisava dele".

Minha casa, nosso quarto, foram invadidos por aquela mulher que ele jurava não significar nada.

Eu tentei ser compreensiva, por Deus, mas a cada dia eu afundava mais na dor e na humilhação.

Como podia ele não ver? Como podia ser tão cego à manipulação enquanto o nosso casamento desmoronava?

A raiva gelada substituiu a tristeza quando descobri a verdade: a "tentativa" de suicídio era uma farsa, e o pai "morto" da Beatriz estava bem vivo.

Chega de paciência. Chega de compreensão.

Agora, eu sou a advogada, e ele vai ter que escolher: eu ou ela.

Esta guerra, eu vou ganhá-la.

Capítulo 1

O meu nome é Sofia.

Hoje, casei-me com o Diogo, o homem que amei durante dez anos.

A cerimónia foi grandiosa, com todos os nossos amigos e familiares presentes.

O Diogo estava incrivelmente bonito no seu fato. Ele segurou a minha mão, os seus olhos cheios de um carinho que eu conhecia tão bem.

"Sofia, serás a minha mulher para sempre."

Eu sorri, acreditando em cada palavra.

Mas quando a noite caiu e os convidados foram embora, ele desapareceu.

Liguei-lhe. Sem resposta.

Mandei mensagens. Nenhuma foi lida.

Fiquei sentada sozinha na nossa nova casa, o meu vestido de noiva branco a parecer uma piada cruel no silêncio.

Às duas da manhã, a porta abriu-se.

O Diogo entrou, cambaleando ligeiramente. O cheiro de álcool e de um perfume feminino barato encheu o ar.

"Onde estiveste?", perguntei, a minha voz a tremer.

Ele olhou para mim, os seus olhos frios.

"A Beatriz tentou suicidar-se. Tive de ir para o hospital."

Beatriz. A sua ex-namorada. A mulher que ele me disse que já não significava nada.

"Ela está bem?", consegui perguntar.

"Ela cortou os pulsos. Está estável agora, mas está muito fraca. Precisa de mim."

O meu coração afundou-se. Na nossa noite de núpcias, ele estava com outra mulher.

"E eu?", a minha voz era um sussurro. "Eu não preciso de ti?"

O Diogo franziu o sobrolho, a sua paciência a esgotar-se.

"Sofia, não sejas egoísta. A vida da Beatriz estava em perigo. O que querias que eu fizesse? Deixá-la morrer?"

Ele despiu o casaco e atirou-o para uma cadeira. Havia uma mancha de batom vermelho no colarinho da sua camisa.

Não era a cor que eu estava a usar.

"A Beatriz não tem mais ninguém", continuou ele, sem me olhar. "Os pais dela não querem saber. Eu sou tudo o que ela tem."

Senti um nó na garganta.

"E o que sou eu para ti, Diogo?"

Ele finalmente olhou para mim, a sua expressão dura.

"Tu és a minha mulher. Age como tal. Sê compreensiva."

Depois, virou-se e foi para o quarto de hóspedes, fechando a porta atrás de si.

Fiquei ali, no meio da sala de estar, o frio a instalar-se nos meus ossos.

O casamento que eu sonhei durante uma década tinha-se transformado num pesadelo em apenas algumas horas.

Capítulo 2

Na manhã seguinte, acordei no sofá. O meu corpo doía.

O Diogo já tinha saído. Havia uma nota na mesa da cozinha.

"Fui ver a Beatriz. Não me esperes para o almoço."

Nenhuma palavra de desculpa. Nenhuma palavra de carinho.

Eu era a sua esposa, mas sentia-me como uma estranha na minha própria casa.

Peguei no meu telemóvel. Havia notificações das redes sociais. Amigos a publicarem fotos do nosso casamento.

"Que casal lindo! Felicidades!"

"O amor verdadeiro existe! Tão feliz por vocês!"

Ri amargamente. Se eles soubessem.

Liguei à minha melhor amiga, a Lara. Contei-lhe tudo.

"O quê?!", ela gritou ao telefone. "Na vossa noite de núpcias? Sofia, tens de te impor!"

"O que posso fazer?", perguntei, sentindo-me impotente. "Ele diz que ela precisa dele."

"E tu não? Acabaram de casar! Isso é inaceitável. A Beatriz está a manipulá-lo, e ele está a deixar."

Eu sabia que a Lara tinha razão.

Durante anos, a Beatriz tinha sido uma sombra na nossa relação. Sempre que dávamos um passo em frente, ela aparecia com uma crise.

Uma doença súbita. Uma emergência financeira. Uma crise emocional.

E o Diogo corria sempre para a salvar.

"Ela é frágil, Sofia", dizia ele. "Eu prometi ao pai dela antes de ele morrer que cuidaria dela."

Eu tentei ser compreensiva. Tentei acreditar nele.

Mas agora, casados, a situação era diferente. Eu era a sua mulher. A sua prioridade.

Ou pelo menos, devia ser.

Decidi ir ao hospital. Precisava de ver com os meus próprios olhos.

Quando cheguei, encontrei o quarto dela facilmente. A porta estava entreaberta.

Espreitei.

A Beatriz estava deitada na cama, o pulso enfaixado. O Diogo estava sentado ao lado dela, a descascar-lhe uma maçã.

Ele estava a sorrir para ela, um sorriso terno que eu não via há muito tempo.

"Diogo, és tão bom para mim", disse a Beatriz, a sua voz fraca e melosa. "Não sei o que faria sem ti."

"Não te preocupes. Eu estarei sempre aqui para ti", respondeu ele suavemente.

O meu estômago revirou-se.

Era uma cena íntima, quase doméstica. Eu não pertencia ali.

Recuei silenciosamente, o meu coração a bater descontroladamente.

Quando me virei, esbarrei em alguém.

Era a mãe do Diogo, a Sra. Helena. Ela olhou para mim, depois para a porta do quarto, e suspirou.

"Sofia, minha querida."

Os seus olhos estavam cheios de pena.

"Ele ama-te", disse ela em voz baixa. "Mas ele sente-se culpado pela Beatriz. É uma obrigação que ele não consegue largar."

"Uma obrigação?", repeti, a minha voz a falhar. "Ele abandonou-me na nossa noite de núpcias por causa de uma obrigação."

A Sra. Helena pegou na minha mão. A sua estava fria.

"Eu sei que não é justo. Falei com ele vezes sem conta. Mas ele é teimoso. Ele acha que lhe deve isso."

Ela olhou-me nos olhos.

"Por favor, sê paciente com ele. Ele vai perceber. Ele só precisa de tempo."

Tempo? Quanto mais tempo eu teria de esperar?

Dez anos não foram suficientes?

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