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A Noiva Comprada do Ceo

A Noiva Comprada do Ceo

Autor:: Melissa Mel
Gênero: Romance
Ela entrou na vida dele como parte de um contrato. Saiu como dona do coração dele. Isadora era um plano. Dario era uma fortaleza. Mas quando o amor bateu sem pedir licença, eles descobriram que o verdadeiro compromisso não se assina - se vive.

Capítulo 1 Lua de Mel ou Inferno

A NOIVA COMPRADA

PRÓLOGO

Dizem que toda mulher sonha com um casamento.

Com o vestido branco, com o "sim" no altar.

Com o amor.

Eu não.

Meu "sim" foi comprado.

O vestido era alugado.

E o altar... bem, era uma sala de reuniões com uma cláusula silenciosa e um homem impossível de ignorar.

Dario Ferraz.

O CEO mais cobiçado do país.

O irmão mais arrogante de uma dinastia feita de cifrões, escândalos e contratos com letras miúdas.

Ele não me amava e eu... eu precisava fugir.

Fugir do passado, das dívidas, de um ex covarde, de mim mesma.

Então aceitei, assinei, me vendi.

Em troca, ganhei uma aliança de platina, um sobrenome pesado e um mundo que parecia feito de mármore e mentiras.

Mas o que ninguém contou é que amar também é uma escolha.

E que às vezes... o amor mais verdadeiro nasce do erro mais planejado.

Dario me comprou e foi a melhor coisa que ele já fez.

Porque dentro de cada foda bruta, tinha uma confissão muda.

Em cada discussão, uma súplica por perdão.

E no meio do caos... nasceu Lorenzo.

Nosso pequeno furacão.

Agora, quando olho para ele, para nós, para a filha que dorme no peito do homem que jurei odiar...

Eu entendo.

Não fui comprada, eu fui resgatada.

E essa história?

Ela não começa com flores.

Começa com fogo.

Mas termina com raízes.

Raízes que finquei com os joelhos ralados, o orgulho ferido e o coração exposto.

Eu sou Isadora Vilela Ferraz.

A noiva que foi comprada...

E acabou comprando o próprio destino.

Capítulo 1 – "Lua de Mel ou Inferno?"

Narrado por Isadora Vilela

RESORT DE LUXO EM CANCÚN

O espelho do banheiro embaçado refletia minha pele levemente bronzeada, o cabelo ainda úmido preso num coque bagunçado e o sorriso idiota de uma mulher que acreditava estar vivendo o seu final feliz. Vesti a lingerie branca de renda que havia comprado especialmente para aquela noite, com as alças finas que deslizavam pelos ombros e a transparência que deixava pouco para a imaginação.

Meu corpo ainda sentia o peso da nossa noite de núpcias. Henrique tinha sido intenso, faminto, apaixonado. Fizemos amor como se o mundo estivesse prestes a acabar - e eu juro que não exagerei nas taças de champanhe.

Coloquei o robe de seda branco por cima, umedeci os lábios com brilho e peguei uma taça de vinho. O plano era simples, surpreendê-lo no bar da piscina, onde ele disse que estaria, e depois arrastá-lo de volta para o nosso quarto para uma segunda rodada. Talvez uma terceira. Eu estava casada, era o meu marido e eu estava completamente, estupidamente apaixonada.

Desci pelo corredor de mármore, o som distante da água das cascatas e da música lounge do bar me embalando. O resort era um verdadeiro paraíso, Cancún ao pôr do sol, mar turquesa, palmeiras, tudo como nos filmes.

Então, eu o vi.

Henrique estava recostado no balcão, rindo. Aquela risada... eu conhecia bem. Era a mesma que ele usava quando queria conquistar alguém. Mas não era pra mim.

A mulher com quem ele conversava era uma loira esguia, pernas longas, vestido colado e decotado. Ela tocava o braço dele. Ele não afastava. Pelo contrário, sorria, encantador como sempre.

Sacudi a cabeça. Você está viajando, Isadora. Ele é simpático, é só uma conversa.

Respirei fundo, mantive a pose, fui até eles com um sorriso forçado.

- Amor, vim te buscar - disse, pousando a mão possessivamente em sua cintura.

Henrique se virou com um susto disfarçado.

- Isa! Estava aqui tomando um drink. Essa é a... Camila. Está hospedada no quarto ao lado.

Camila. Camila tinha o sorriso de quem sabe exatamente o que está fazendo. Me lançou um olhar breve, avaliador, e deu um gole no seu drink cor-de-rosa.

- Prazer, Isadora - forcei, oferecendo a mão.

- O prazer é meu. Seu marido é um charme.

Senti meu estômago virar, mas engoli seco.

Henrique, como sempre, fingia que nada estava fora do normal.

- Quer um drink, amor?

- Não. Quero você. Vamos?

Ele hesitou um segundo, mas assentiu.

No quarto, a tensão era palpável. Ele se jogou na cama como se nada tivesse acontecido. Comecei a falar, mas ele me calou com um beijo e mãos já impacientes puxando meu robe. Como sempre fazia, abafando minhas emoções com sexo.

E eu deixei, porque ainda era cega.

FLASHBACK – A NOITE DE NÚPCIAS

A suíte presidencial em Tulum era pura perfeição. Velas aromáticas, lençóis egípcios, pétalas sobre a cama. Henrique tinha planejado tudo. Ele tirou o meu vestido devagar, os olhos devorando cada centímetro meu como se nunca tivesse me visto nua.

- Você é minha, Isa. Minha mulher. Minha esposa.

Sua voz rouca fez meus mamilos enrijecerem. Ele se ajoelhou, puxando minha calcinha com os dentes. Beijou cada parte da minha pele como se quisesse memorizar tudo. Suas mãos sabiam exatamente onde tocar.

Me deitou sobre a cama e me penetrou devagar, profundo, os olhos presos nos meus. Me fez gozar com os dedos enquanto ainda estava dentro de mim. Gemi o nome dele como uma prece.

- Eu te amo, Henrique...

- Eu também. Pra sempre.

Ah, como eu fui burra.

VOLTA AO PRESENTE

Horas depois, não conseguia dormir. Henrique dissera que ia dar uma volta, fumar um charuto com os homens que conheceu na área vip. Tentei não ser neurótica. Peguei o roupão de novo e fui atrás dele.

E foi quando ouvi os gemidos.

Vinha da sauna, no final do corredor do spa. Gemidos abafados, respiração pesada, murmúrios indecentes. Meu corpo congelou, mas meus pés se moveram.

Empurrei a porta.

Vapor. Calor. E ali, diante dos meus olhos, estava ele. Meu marido, Henrique, com aquela vadia da Camila.

Ela estava sentada nele, cavalgando com força, os seios balançando, os gemidos dela enchendo o ambiente. Ele tinha as mãos cravadas na bunda dela, os olhos fechados.

Foi como se o mundo desabasse.

- SEU FILHO DA PUTA!!!

Eles se assustaram. Camila gritou, tentou cobrir os seios. Henrique empurrou ela, tentando levantar.

- Isa! Não é o que você pensa!

- Ah, não? Então me explica! Você tá treinando exercícios pélvicos com ela, por acaso?!

Minhas mãos tremiam, meu corpo tremia, eu me sentia suja. Me sentia muito ridícula.

- NÓS NOS CASAMOS ONTEM, SEU DESGRAÇADO!

Joguei a taça de vinho que ainda estava comigo na parede. Peguei o robe e saí correndo. Tranquei a porta do quarto, joguei tudo dentro da mala, vestidos, biquínis, lágrimas, frustração. Liguei para a recepção, pedi o primeiro voo de volta.

Henrique bateu na porta. Gritava meu nome, chorava.

- Abre, por favor! Eu te amo! Foi um erro! Porra, Isadora!

Mas eu já tinha morrido por dentro.

Na recepção, assinei o check-out sem olhar para trás. O concierge perguntou se eu precisava de ajuda com as malas. Eu sorri, um sorriso triste, vazio, mas firme.

- Só preciso de uma coisa, distância.

No avião, olhei pela janela enquanto o paraíso se tornava apenas nuvens. O anel de noivado ainda estava no meu dedo. Tirei e deixei cair no fundo da bolsa.

Não chorei, nem um pouco.

Eu não enterrei o amor, mas enterrei sim, a mulher burra que eu fui.

Capítulo 2 Humilhado no Altar

Capítulo 2 – "Humilhado no Altar"

Narrado por Dario Ferraz

IGREJA DE SÃO CONRADO, RIO DE JANEIRO

O altar estava sufocante.

Não pelo calor da manhã abafada no Rio, nem pelas centenas de olhos grudados em mim. Era por dentro. Um aperto no peito que eu não sabia explicar.

Melissa estava atrasada.

Não era novidade. Melissa sempre foi o tipo de mulher que gostava de entrar depois da música acabar, de todos se virarem, de fazer drama, mas quinze minutos? Isso já era escárnio. Começavam os murmúrios, os olhares trocados. As damas de honra se entreolhavam, tentando sorrir. Meus padrinhos já estavam com o celular na mão, como se pudessem resolver alguma coisa.

- Calma, cara - murmurou Felipe, meu melhor amigo e sócio. - Deve ser só o cabelo. Você conhece a Mel...

Conheço, sim. Conheço cada cena ensaiada, cada suspiro falso, cada pose. Eu sabia que Melissa não me amava, e, para ser bem honesto, eu também não a amava. Mas a gente funcionava bem no Instagram, nos jantares de negócios, nas manchetes sociais.

Era uma farsa que vendia e eu estava pronto para assinar esse contrato.

Só que então...

O som de notificação encheu a igreja. Depois outro e outro.

Como uma corrente elétrica invisível, os celulares começaram a vibrar. Um dos padrinhos arregalou os olhos e virou a tela pra mim.

O vídeo começou sem som, mas não precisava.

Melissa estava nua, de quatro, gemendo e quem a enfiava com vontade era Felipe.

Meu sócio, meu melhor amigo.

A igreja explodiu em sussurros. A mãe dela desmaiou, um dos fotógrafos largou a câmera.

E eu?

Eu sorri.

Não um sorriso feliz, mas um daqueles sorrisos secos, frios, de quem acaba de ter a alma arrancada e ainda agradece por ter acontecido em público. Melhor ali, diante de duzentas testemunhas, do que anos mais tarde com um filho no berço e um coração ainda mais destruído.

Fechei os olhos por dois segundos.

Quando abri, tudo estava claro.

Melissa não viria e se viesse, sairia dali com sangue nos joelhos e vergonha nos olhos.

- Apaga tudo - murmurei.

- O quê? - Felipe tentou fingir surpresa. - Dario, eu posso explicar...

- Apaga tudo - repeti, encarando-o com tanto ódio que ele recuou.

Peguei o microfone do padre.

- A festa foi cancelada, mas fiquem à vontade para comer e beber. Afinal, o amor pode ter morrido, mas o buffet é por minha conta.

Joguei o microfone no chão. Peguei o convite de casamento do altar, rasguei em dois, e saí da igreja com passos firmes. Cada clique de câmera era um prego na tampa do caixão da minha paciência.

Na porta da igreja, o motorista da limousine me esperava. Abri a porta, entrei e pedi:

- Mansão. Agora.

🔥🔥

A propriedade em São Conrado parecia vazia, embora estivesse cheia de funcionários. A mansão branca, cercada de vidros e palmeiras, refletia exatamente o que eu sentia, frio, exibição, e nenhum pingo de verdade.

Entrei no quarto principal. O terno voou para o chão, os sapatos seguiram o mesmo caminho. No closet, joguei o vestido de noiva de Melissa no chão, tirei o cinto e bati nele até se transformar em trapos de seda.

No banheiro, olhei meu reflexo.

Cabelo impecável, mandíbula tensa, olhos mortos.

Abri o cofre. Peguei a garrafa de uísque mais cara. Dei um gole, outro e outro.

Liguei o som no talo. Metal pesado, volume alto o suficiente para calar os demônios, mas não adiantou.

Meu celular vibrava sem parar, Melissa, Felipe, minha mãe, a imprensa.

Bloqueei todos, até a mim mesmo, se fosse possível.

Abri a varanda, respirei fundo. Lá embaixo, os fotógrafos estavam plantados nos portões.

- Querem um escândalo? - murmurei. - Então vamos dar show.

Liguei para meu assessor de imprensa.

- Prepare uma nota. Diga que o casamento foi cancelado por questões de caráter, sem nomes, mas com ênfase na traição.

- Mas, senhor Dario...

- Sem "mas", e prepare também o encerramento da sociedade com o senhor Felipe. Imediatamente.

Desliguei.

Meu coração ainda batia, minha mente ainda planejava, mas algo dentro de mim... morreu naquele altar.

Amar? Nunca mais.

Acreditar? Só no contrato.

Sentir? Apenas o suficiente pra gozar. E só. Ponto final.

🔥🔥

Mais tarde, deitado na cama vazia da suíte que era para ser nossa noite de núpcias, ouvi passos no corredor. Era a minha fiel Governanta-chefe, Clarisse

Trouxe os jornais.

Na capa:

"Herdeiro dos Vasconcellos é traído no altar com o sócio. Vídeo vaza na cerimônia."

"Escândalo milionário: casamento vira pornô público."

Fechei o jornal. Peguei uma caneta e assinei o encerramento da sociedade.

Depois escrevi uma frase no espelho com batom vermelho que peguei na necessaire de Melissa:

"Se é para encenar, que seja com alguém que saiba mentir tão bem quanto eu."

E sorri, um sorriso novo.

Cheio de dor, desejo de vingança e promessas perigosas.

Eu não era mais o noivo abandonado.

Eu era o homem que não acreditava mais em nada.

E isso me tornava absolutamente... livre.

Capítulo 3 Contrato em Carne Viva

Capítulo 3 – "Contrato em Carne Viva"

Narrado por Isadora Vilela

GALERIA DE ARTE ABANDONADA – RIO DE JANEIRO

A madeira do chão rangia sob meus saltos. Cada passo era um estalo melancólico que ecoava pelo espaço vazio e empoeirado da galeria. Eu a conhecia de cor. Cada parede nua, cada mancha de tinta esquecida, cada rachadura no teto que já abrigou exposições aclamadas. Minhas exposições.

Agora, tudo ali cheirava a mofo, a fracasso, a fim.

Olhei ao redor. O vitral central ainda deixava a luz da tarde pintar o chão em cores suaves. Era quase poético, se não fosse trágico. Um símbolo da artista que eu fui antes de virar uma estatística, a mulher traída, humilhada e falida.

A rescisão do casamento saiu em tempo recorde. Talvez porque Henrique quisesse se livrar de mim com a mesma pressa que tirou a Camila da calcinha naquela sauna maldita. Vendi tudo, quadros, móveis, joias, a galeria. Até o carro foi embora ontem, rebocado como se levasse meus últimos resquícios de dignidade.

Tudo para pagar as dívidas que Henrique deixou em meu nome. O apartamento que morávamos estava no nome dele, claro. A casa de praia também. E a empresa de eventos que abrimos juntos? Descobri tarde demais que era só fachada para lavagem de dinheiro dos sócios dele.

Meu advogado sugeriu ir atrás de compensações. Eu preferi ir atrás de silêncio.

Estava cansada de escândalo e exausta de amar errado.

Agora, eu era só uma mulher com malas no porta-malas de um táxi alugado e o orgulho esmigalhado entre os dentes.

Saí da galeria pela última vez sem olhar para trás.

MANSÃO FERRAZ – ALTO LEBLON

O endereço era exclusivo. Um dos poucos lugares do Rio onde a vista do mar não precisava dividir espaço com prédios feios ou buzinas infernais.

A mansão era branca, geométrica, cercada por colunas de vidro e silêncio. O tipo de lugar que sussurrava poder com elegância, e não precisava gritar para impor respeito.

A corretora me esperava na entrada. Sorriu com nervosismo.

- O comprador quer conversar pessoalmente antes da assinatura. Disse que faz parte do... pacote.

- Pacote? - franzi o cenho. - Isso é uma mansão ou um casamento arranjado?

Ela engoliu seco.

- Talvez seja... as duas coisas.

Entrei. A sala era impecável. Sofás em tons neutros, quadros contemporâneos, aroma discreto de madeira e canela.

E ali, no centro, como se fosse o dono do mundo e talvez fosse mesmo, estava ele, Dario Ferraz.

De perto, era ainda mais perigoso. Terno preto sob medida, barba por fazer, olhar de quem já viu o inferno e decidiu dominá-lo. Não sorria, não tentava parecer gentil. Só me analisava, como se me desmontasse peça por peça com os olhos.

- Isadora Vilela - disse, com voz grave e firme. - Finalmente nos conhecemos.

- Você é o comprador?

Ele assentiu.

- E você é a mulher mais comentada do país desde que jogou uma taça de vinho no mármore de Cancún. Parabéns. Sua humilhação viralizou.

Cruzei os braços.

- Está tentando me ofender ou impressionar?

- Nem um, nem outro. Estou tentando fazer negócios.

Ele apontou para a poltrona em frente. Sentei com a espinha ereta.

- Negócios? Eu vim assinar a venda da casa.

- Você veio conhecer uma proposta melhor.

Pisquei, confusa. Ele abriu uma pasta de couro e colocou o contrato sobre a mesa de centro. Era grosso, impresso em papel timbrado. Tão formal quanto um pacto com o diabo.

- Quero que seja minha esposa. Por um ano.

Ri alto. Depois parei, porque ele não estava brincando.

- Isso é uma piada?

- Um contrato. Um milhão na sua conta no ato da assinatura, mais bônus por aparições públicas, entrevistas, ensaios fotográficos. Uma aliança de ouro branco, cobertura em Paris, viagens internacionais e, claro... - seus olhos desceram lentamente pelo meu corpo - ... noites de prazer.

Levantei da poltrona.

- Isso é prostituição.

- Não - ele respondeu, sem perder o tom calmo. - Isso é sobrevivência. Com orgasmos incluídos.

Me aproximei dele com raiva.

- Por que eu?

- Porque você é linda, destruída e precisa tanto quanto eu.

- Você quer vingança, é isso? Quer aparecer com uma mulher fodida só pra esfregar na cara da sua ex?

Ele deu de ombros.

- Eu quero encenar um casamento perfeito. Mostrar ao mundo que venci. Que amo, que sou estável. Preciso disso por... questões de imagem. Mas não tenho tempo para mentiras românticas. Você sabe fingir, eu também.

- E por que eu fingiria por você?

Ele se aproximou. A energia mudou, o ar ficou denso, elétrico.

- Porque você não tem onde cair morta. Porque, no fundo, sabe que essa proposta é a melhor coisa que já te aconteceu desde que disse "sim" pro homem errado.

Fechei os olhos por um instante. Minha mente gritava "não", mas meu corpo... meu corpo gritava outro nome.

Ele, Dario Ferraz.

O homem que me olhava como se soubesse exatamente como me fazer gemer.

- O que acontece se eu topar? - sussurrei.

- Você muda pra cá amanhã. Começa a aprender a ser minha esposa de fachada. Sorrir para as câmeras, parecer apaixonada. E à noite... - ele se aproximou, colando a boca no meu ouvido - ...a gente aprende o resto no escuro.

Eu deveria ter recusado. Deveria ter cuspido na cara dele, gritado que meu corpo não estava à venda.

Mas eu estava cansada de ser pobre e orgulhosa.

Peguei a caneta, olhei nos olhos dele e assinei.

Assinei e vendi a alma com prazer.

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