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A Noiva Inocente do CEO

A Noiva Inocente do CEO

Autor:: Ninha Cardoso
Gênero: Romance
Talvez fosse um castigo que o único homem que ela odiava, seria agora o seu marido. Nathaly se vê obrigada a casar com Kostas, mas é tudo um arranjo de negócios de suas famílias, tradicionais na Grécia. Após muitos anos de inimizade isso pode chegar ao fim agora com um grande acordo financeiro, apesar de todos os segredos que ela esconde. Sua vida não é um mar de rosas como pensa seu noivo e ela não pretendo cumprir esse acordo em que foi vendida a um homem soberbo e arrogante. Ela precisa saber jogar bem... E depois sumir.

Capítulo 1 Início do Capítulo Um

Parte 1...

Yago Demetriou era um total estranho na vida de Nathaly.

Ela nunca teve uma aproximação com o tio antes e agora não estava gostando nem um pouco. Só mesmo a necessidade e o desespero a faziam entrar em contato com ele e sem sua mãe saber.

O homem era rude até no modo de olhar pra ela, o que a deixava desconfortável, mas para quem já tinha passado por tantas coisas difíceis na vida, esta era apenas mais uma.

É claro que sabia que procurar pelo tio distante seria um desafio, mas não imaginou que fosse um tão grande.

- Está querendo que eu me case em troca de dinheiro?

Ela estava abismada com a proposta que acabara de ouvir vinda de Yago, como se isso fosse algo bem simples de se fazer.

- Isso mesmo - ele sorriu cinicamente.

- Mas... Mas com Kostas Megalo? Logo com ele? - franziu a testa, surpresa com a ideia.

- Exatamente - soprou a fumaça do cigarro.

Yago continuou com seu olhar calmo e frio. Apenas sorriu de lado enquanto a observava nervosa. E parecia se divertir com isso.

- Não pode falar sério. Essa gente é responsável pela morte de meu pai - disse com um bolo na garganta.

- Sei bem disso, garota tonta - suas narinas se inflaram e se inclinou para a frente - Por causa dessa família perdi meu único irmão e quero que paguem por isso. Demorou, mas finalmente a hora do troco chegou. Eu sabia que chegaria um dia.

Nathaly apertou as mãos segurando suas emoções. Sentia até seus braços tremerem de leve, de tão nervosa que estava. Criara uma expectativa nesse encontro que jamais imaginou que acabaria dessa forma. Esse homem só poderia ser louco.

Já tinha sido difícil vir até ele, como ela poderia pensar em se unir a essa gente?

Kostas Megalo era conhecido por muitas coisas, inclusive por seu gosto exagerado por dinheiro e mulheres bonitas. O nome dele rondava pela mídia há anos e os dois assuntos principais eram esses. Falavam sobre dinheiro ou sobre mulheres.

Era um solteirão convicto e não escondia que trabalhara bastante para transformar o pequeno negócio do pai em um império. Fazia o possível não importando o que fosse, para sempre subir cada dia mais nesse meio.

Também não escondia que tudo o que queria das mulheres era um corpo quente por um tempo determinado e não longo. Ela se sentia mal só de pensar em ficar no mesmo local que ele, o que dirá se casar. Era um total absurdo.

Começava agora a entender porque sua mãe a avisou várias vezes para ficar longe do tio e jamais procurá-lo. Ela sempre dizia que era um homem complexo e difícil de entender e que ela tinha medo dele.

Agora compreendia o que lhe dizia sobre ser um homem perverso e que só fazia o que era de seu interesse egoísta, sem se importar com os outros. Respirou fundo.

- Não posso fazer isso. Eu desprezo esse nome.

"Assim como desprezo você também."

Ele levantou e se aproximou dela com olhos de falcão.

- Se você se casar com Kostas, a família dele vai acabar como a minha - disse respirando fundo, fechando a cara.

- Como assim? - apertou os dedos no braço.

- Ele não vai ter um herdeiro - sorriu estranho - Quando meu irmão morreu nossa linhagem acabou de vez.

"Deus, ele parecia saber"...

- Eu não tive filhos e provavelmente nunca os terei - bateu na mesa, fazendo com que ela recuasse - Você não serve para continuar o nome de nossa família.

"Ele sabia. Mas como?"

- E por que não teve filhos? - perguntou receosa.

- Isso não é de sua conta, garota idiota.

Não iria revelar que ele tivera câncer quando muito jovem e o tratamento o havia deixado estéril. Esse segredo morreria junto com ele. Ninguém sabia disso a não ser os médicos que o trataram na época.

Seria ruim para os negócios. Investidores sabem que um império pode ruir a qualquer momento, basta não haver um herdeiro para levar adiante os negócios. Se alguém tivesse descoberto isso, ele não chegaria onde chegou.

Muitos negócios são feitos com base em sua hereditariedade, que vai seguindo pela família. Se não existe ninguém para dar continuidade, é muito difícil que queiram investir.

- Agora que você veio parar onde quero, tenho a chance de estragar a vida dos Megalo como fizeram com a minha - disse raivoso.

Yago pegou uma pasta de dentro de uma gaveta na mesa e jogou no colo dela de modo rude.

Nathaly pegou as páginas que escorregaram no chão e começou a ler, mas logo entendeu do que se tratava. O tio mandara investigar sua vida. E não foi coisa recente, ele tinha muitas informações. Ela gelou e ficou chocada com a quantidade de páginas. Era muita coisa.

- O que... O que é isso tudo?

Ele deu risada.

- Sabe de minha condição? - perguntou sem olhar para ele.

- É claro que sei. Tenho que estar informado sobre o que me interessa - riu friamente - Não que você seja interessante para mim, mas é bom estar por dentro das coisas caso necessite.

Ele a encarava de um jeito que fazia seu coração disparar de medo. Puxou uma tragada forte do cigarro enquanto a encarava.

Ela se encheu de confiança e esperança quando pisou na entrada da mansão, mas agora isso não estava adiantando. Estava temerosa do que esse homem poderia querer. Já não estava segura de ter feito bem em ir até ali.

Jamais imaginou que ele teria uma pasta cheia de informações pessoais e ainda mais sobre sua sina de nunca poder ser mãe. Esse triste segredo era só dela e não o dividia com ninguém. Não queria ser alvo de pena das pessoas e nem ficar contando sua triste história para curiosos.

O que havia lhe acontecido era só seu, de nada adiantava ficar repetindo isso, não precisava ser lembrada.

É como sua madrinha de consideração lhe dizia. Cada um sabe a cruz que carrega e como isso pesa.

Esse homem que era seu tio nunca tinha dado uma única palavra de afeição ou preocupação com ela. Nem mesmo a procurara antes. Na verdade era um estranho que tinha uma ligação pelo nome, só isso. Não havia ligação familiar ou emocional.

E a cara dele de satisfação a fazia se sentir mal. Parecia estar gostando mesmo de saber de seu infortúnio.

- Esperei muito, mas agora tenho certeza de sucesso.

A voz forte e fria, o olhar penetrante como se quisesse atingir sua alma, fez Nathaly ter um leve arrepio.

Capítulo 2 Continua Capítulo Um

Parte 2...

- Então, se está informado sobre tudo, sabe bem o que eu quero - seguiu adiante com um nó na garganta - Minha mãe precisa muito de um tratamento e cada dia que passa o tempo fica mais curto para ela.

Ele deu um sorriso nojento que a deixou em alerta, soprando aquele cigarro horroroso que a sufocava.

Nem mesmo as belezas de Athenas a acalmaram quando pisou em solo grego no aeroporto. A capital de um país tão maravilhoso, cheio de história e cultura seria o destino perfeito para férias, mas ela não estava ali para isso.

A herança da era clássica era evidente em muitos pontos da cidade, com monumentos e obras de arte que contavam a gloriosa história do império grego.

Se estivesse ali a passeio poderia percorrer suas ruas e visitar seus museus, o Paternon e a Acrópole tão famosos em todo o mundo. Athenas foi uma das principais cidade-estado na Grécia antiga e qualquer estudante de artes ou história adoraria ficar ali um longo tempo. A cidade tinha um grande apelo emocional.

- Eu estava só esperando o momento certo, sabia que você um dia iria bater em minha porta.

Ficou com raiva. O homem era um descarado. Não escondia que tinha prazer em fazer com que ela se rebaixasse. Que nojo sentia dele agora.

Sua cabeça começou a latejar para aumentar ainda mais seu desconforto desde que iniciou aquela viagem a Athenas.

Se não fosse extremamente importante, jamais teria pisado ali e menos ainda pediria ajuda ao tio. Mas tinha muita coisa em jogo e não podia mais adiar.

Olhou em volta o escritório luxuoso e grande, assim como toda a casa. Mansão era a palavra correta. Ele vivia no luxo desde que nascera e gostava de ostentar isso na cara de todos. Era um homem arrogante. Fazia o que queria e se divertia em diminuir as pessoas.

Apertou os dedos das mãos que os nós dos dedos ficaram vermelhos. Ela precisava muito entrar em um acordo com ele para ajudar sua mãe. Era a última coisa que podia fazer.

O sorriso descarado lhe causava repulsa. Enquanto ela tinha três empregos para se sustentar e manter sua mãe, ele vivia sozinho naquela propriedade enorme gastando sem parar. Não tinha vergonha nenhuma de seu estilo de vida exagerado.

Começava a sentir ódio do tio, algo que não era comum em sua vida. Não perdia tempo tendo sentimentos ruins sobre os outros porque não podia. Realmente não tinha tempo para isso.

Sua vida era cheia desde pequena. Preferia se afastar ou seguir por outro caminho. Sabia que ele era um homem ruim pelo que sua mãe lhe contara, ainda que ela não falasse muito sobre a família de seu pai, mas nas poucas vezes em que falava, lhe dizia para não se aproximar de Yago Demetriou.

Precisava ser hábil para lidar com o tio ou de nada adiantaria ter se endividado para ir até Athenas. Não tinha condições de perder esta chance. Sua boca estava seca, mas precisava continuar seu plano.

Não poderia somente virar as costas e sair dali deixando o tio para trás, apesar de ser o que mais queria agora. Respirou devagar uma, duas vezes, buscando acalmar o tremor em seu corpo.

Não podia perder o foco do que viera fazer ali. Ele era um homem nojento, egoísta e mesquinho, mas era sua única saída. E infelizmente nesse caso, o fim justifica o meio.

Se ela tinha que suportar ser humilhada por esse homem para ter o que precisava para sua mãe, valeria a pena.

Yago era o único parente que lhe restava e infelizmente seu último recurso para não parar o tratamento da mãe tão enferma. Há longos anos ele não as procurava, nem mesmo por um simples telefonema.

Para ele, era como se elas tivessem morrido também naquele dia horrível dezesseis anos atrás.

Se Yago as tivesse ajudado naquela época, talvez tudo fosse diferente hoje e ela não estaria ali se humilhando e nem sua mãe morrendo aos poucos. Sentiu uma dor no coração.

Sua mãe era a pessoa mais importante em sua vida e tudo o que ela tinha. Qualquer sacrifício seria pouco para ajudá-la.

- Não fique com essa cara de imbecil, garota, foi você quem me procurou - riu de modo cínico.

- Só por grande necessidade - enrijeceu - Minha mãe precisa muito do dinheiro.

- Ela deveria ter vindo então - foi irônico.

- Se sabe de tudo, sabe que ela não teria como fazer isso - respondeu magoada por sua frieza.

Ele resmungou algo que ela não captou e apagou o resto do cigarro em um cinzeiro de porcelana.

- Ela teve muito tempo para me procurar.

- Se não o fez é por ter seus motivos.

Nathaly viu a mudança no rosto dele. Para pior.

- Claro, ela me odeia e a fez me odiar também, não foi? - apertou a boca - E está aí toda quietinha, porque sabe que sou sua única chance - riu de modo maléfico - Se eu não a ajudar vocês já eram. Ou melhor, ela já era - gesticulou - Você ainda pode se virar, é muito jovem e pode fazer outras coisas.

Estava explícito o prazer que ele sentia. Não recordava de ter conhecido outra pessoa assim em sua vida. E ainda por cima era seu único tio.

- Ela é sua cunhada e...

- Cale-se! - bateu na mesa com força - Nunca gostei de sua mãe. Ela foi a culpada principal por tudo o que aconteceu. Se não fosse por suas ideias idiotas meu irmão não teria morrido. Ele caiu em uma armadilha e ela teve culpa.

Nathaly prendeu a respiração chocada com a grosseria.

- Até em você ela errou. Deveria ter sido um menino - olhou-a com desprezo - De que me serve uma sobrinha imbecil? Você nem tem a aparência de meu irmão. Se não fosse seus olhos azuis e o nariz fino poderia ter sido de outro. Não lembra em nada meu querido irmão Yanno - fez uma cara desaprovadora - Esse cabelo horroroso parece que é palha queimada - começou a apontar seus defeitos - Não tem altura de um Demetriou e é magra como um esqueleto. Você é feia. Esse cabelo é ridículo - gesticulou apontando - Se não fosse por aquela mulher você estaria aqui comigo todo esse tempo e herdaria tudo. Seria criada de acordo, não em um país de gente maluca.

Ela sentiu um arrepio ruim percorrer sua espinha. A crueldade com que ele falava era horrível aos seus ouvidos.

Ela sabia que nunca tinha sido uma grande beleza, mas não era feia como lhe cuspiu. Também tinha sua estima própria. Sabia que não tinha o corpo bonito de suas amigas e nem o charme de muitas garotas de sua idade, mas não era preciso lhe dizer isso de modo tão frio.

Era muito magra sim, mas por necessidade. Respirou fundo. E não tinha dinheiro para se arrumar ou para gastar com coisas normais de uma mulher. Só fazia o que podia. O mais importante vinha antes de coisas fúteis.

É de impressionar a crueldade de certas pessoas, que não imaginam o quanto é difícil para alguém sem recursos, fazer algo, até mesmo cortar um cabelo.

Capítulo 3 Continua Capítulo Um

Parte 3...

Segurando a vontade de chorar ela pensou na diferença entre eles. O tio tinha tanta riqueza e ela era relegada a viver em grande dificuldade junto com a mãe e tudo isso poderia ser diferente se ele tivesse pelo menos um pouco de compaixão.

Desde a entrada suntuosa com um enorme portão de ferro trabalhado até ali, a propriedade era cheia de coisas caras que mostravam riqueza.

Enquanto isso ela morava com a mãe em um local minúsculo em uma área péssima da cidade, porque não tinham condições de se mudar para outro lugar. Por vezes sonhou em sair de lá, mas não tinha condições financeiras para tanto.

Nunca havia saído de Vale Real, o que dirá fazer uma viagem internacional. Esta tinha sido a primeira vez que entrara em um avião.

- Estou bem sendo uma garota e não quero rios de dinheiro, quero apenas o suficiente para ajudar minha mãe - disse com coragem.

- Cale-se! - gritou - Não seja petulante menina, você precisa de mim. Aquela imbecil da sua mãe não a criou da forma certa. Você tem sangue grego e deveria ter sido criada com a nossa cultura - esbravejou e pegou outro cigarro - Tem que ser meiga e obediente, fazer o que seu marido lhe manda. Se for respondona ele não vai gostar de você. Kostas é exigente com suas mulheres e ele só gosta de mulheres obedientes.

"Era só o que faltava, mais um grego nojento."

- Não pode estar falando sério. Se os odeia tanto, como pode esperar que eu me case com Kostas Megalo?

- Não espero, você irá - apontou - Realmente vingança é um prato que se come frio. Esperei demais, mas graças aos Deuses ainda terei o prazer de ver aquela família acabar como a minha, sem herdeiros para continuar seu império - sorriu com escárnio.

- Não posso fazer isso - insistiu.

- Pode e vai - deu uma risadinha sinistra - Se fizer tudo direito ele nunca irá descobrir que você é podre e seca. Já tenho ideias de como vou fazer um acordo com ele que o fará cair como pato - deu risada, olhando para o teto - Ele não poderá se separar de você enquanto não houver um herdeiro para as duas famílias e como você é seca por dentro isso nunca acontecerá. Será a perfeita vingança. Kostas está passando da idade de ser pai e precisa muito ter um filho para continuar seu trabalho. Ele também é cobrado por isso.

- Ele pode se casar com outra qualquer - se mexeu desconfortável.

- Não fará isso - mexeu a cadeira de um lado para outro sorrindo - Ele antes de tudo é um homem de negócios e sabe que essa briga entre nossas famílias já dura tempo demais. Um acordo financeiro é o melhor para ambos.

Nathaly lembrou que a mãe sempre dizia que o tio não era uma pessoa de confiança e o plano diabólico dele mostrava isso.

- Você é meu instrumento da vingança final.

- Não posso me casar com ele - repetiu prendendo a respiração - Peça-me outra coisa, qualquer coisa...

- Não - se inclinou para a frente - Se quiser meu dinheiro será do meu jeito ou pode ir embora já e não volte nunca mais.

A cabeça dela estava cheia de pensamentos conflitantes. Estava presa entre a cruz e a espada e não conseguia raciocinar para encontrar uma forma de fazer o tio mudar de ideia e ajudá-la sem precisar se casar.

Respirava fundo, tentando manter a calma e o pensamento lógico, sem se levar apenas pela emoção. Nunca esteve em uma situação como essa e não tinha ninguém para lhe dar um conselho.

Já havia pedido, até implorado desde o instante em que sentou frente à ele, mas o homem não mudava de ideia. Não queria se envolver nessa briga antiga das famílias e de modo algum queria se casar com um homem que tinha todo o perfil de ser tão ruim quanto seu tio.

- Por favor, o senhor é meu tio, isso não é certo...

- Não me importo se é certo ou não - disse ríspido - É o que eu quero e se você quer minha ajuda vai ser assim - se recostou de volta - Mesmo sendo só metade grega você deveria saber um pouco mais sobre sua herança genética. Um grego jamais deixa passar o momento da vingança. Eu vou vingar meu irmão e você vai fazer isso pra mim.

Ela ficou calada apesar de querer contestar e dizer em sua cara o quanto detestava seu lado grego. Ela tinha nascido ali, mas apenas isso. Se sentia uma brasileira, assim como sua mãe.

Não teve muito tempo de aprender sobre sua cultura grega com seu pai porque o perdeu ainda muito nova.

- Não disse que faria qualquer coisa? - ele ergueu uma sobrancelha.

Qualquer coisa que não fosse se casar com um completo estranho do qual pouco sabia, além de raras vezes em que lia fofocas sobre celebridades, porque era assim que era conhecido Kostas Megalo.

O bilionário que pulava de uma festa para outra acompanhado de belas mulheres gastando o dinheiro de suas indústrias.

Havia subestimado a capacidade de fazer maldades de seu tio e de usar seu desespero em benefício próprio. Tinha caído em uma cilada por vontade própria também.

- Ele nunca vai querer se casar comigo - argumentou - Não faço seu tipo.

Deu graças a Deus mentalmente por isso. Kostas era visto com vários tipos de mulheres, mas com certeza ela estaria fora de seu campo de visão. Todas as que apareciam nas fotos com ele, eram sempre lindas de corpo e rosto, muitas modelos e outras de seu círculo social.

Ele descartava as mulheres quando se cansava delas, típico de um machista egocêntrico. Em matérias que havia lido dizia que o máximo de tempo que ficava com uma mulher eram três meses.

- Não tem que se preocupar com isso - riu de um modo estranho - Kostas terá muitas vantagens em se casar com minha sobrinha. Já falei com ele rapidamente. E o pai dele vai pensar como eu.

- Como falou se eu ainda não o tinha procurado? E que vantagens são essas?

- Não sou um tonto garota, venho acompanhando vocês de longe e já esperava que uma hora ou outra você fosse bater aqui. Quando me ligou eu dei início ao meu plano e só esperei - a olhou por inteiro de modo crítico - Você é feia, mas pode se arrumar e chamar a atenção dele. Kostas prefere as loiras, por isso pinte o cabelo e compre algo insinuante. Esses jeans desbotados e essa camiseta são horríveis, coisa de pobre sem classe.

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