Arianna Corsavelli ❤️🔥
Itália - Gênova 🇮🇹
Em frente ao espelho eu me olho admirando o quão linda e maravilhosa eu estou, literalmente uma princesa, quem dera eu tivesse nascido uma princesa realmente, não uma princesa da máfia mais perigosa da Itália, sendo da Disney eu já seria muito mais feliz, disso eu tenho certeza.
Apesar de nascer onde nasci, de ser uma das princesas da máfia Corsavelli e não ter direito algum de fala, ou de decisão própria, eu amava a minha família, amava a minha mãe, meus irmãos e meu pai, amava conviver e ter a presença deles nos meus dias, mas eu não amava o meu destino, não amava ter sido ensinada a ser submissa ao meu futuro marido, ao Pakhan todo poderoso da máfia Russa, Máfia Volkorya.
É tipo uma tradição sabe? De cinco em cinco anos nossas famílias se reúnem, para ser mais exata, eles fazem um baile, de cinco em cinco anos, a tradição é manter a parceria que existe entre as Máfias Volkorya e Corsavelli, parceria de anos, me arrisco a dizer décadas, fechada pelo bisavô do meu pai e o bisavô da minha mãe, e até hoje eles levam a sério esse ritual.
O primeiro casal a ser formado por esse contrato maluco foi meus pais, minha mãe, nasceu na Rússia e assim como eu, foi ensinada a ser submissa, a obedecer, a calar quando necessário, meu pai nasceu aqui na Itália, em Gênova mesmo, o primeiro de cinco irmãos, o poderoso Don da Corsavelli, assim como eu, minha mãe tinha sonhos, desejos para a própria vida, mas na vida que temos isso não é válido, o que vale é a palavra do homem, do mafioso.
O bisavô do meu pai e o da minha mãe firmaram esse pacto, mas na época não tinha pretendentes, meus pais ainda eram crianças, meus tios e tias também, então o pacto era: se unirem, crescer e lucrar com as Máfias, e os bisnetos deles estavam predestinados uns aos outros, e assim foi feito.
Quando minha mãe completou seus dezoito anos e meu pai seus vinte e dois, fizeram um baile, igual ao de hoje, mas o baile onde meu pai cortejou e conheceu minha mãe aconteceu lá na Rússia, geralmente variam de lugar, há cada ano, sendo um ano lá e após cinco anos aqui, hoje não foi diferente, o baile vai ser na mansão Corsavelli.
Alina: você está expledindamente linda, como uma princesa Arianna. - escuto a voz jovial da minha irmã mais nova, ela suspira como se aguardasse por seu momento, mas hoje o dia não era para ela, o dia seria meu e do meu irmão do meio.
O mais velho já havia se casado, cinco anos atrás, hoje seria minha vez e a do meu irmão do meio, cinco anos depois seria meu outro irmão e por fim ela, até vim a outra geração e mais outra geração, e mais outra, e assim adiante.
Solto um sorriso fraco na direção dela através do espelho e respiro fundo, o baile iria acontecer no salão de festa da nossa mansão, mas por ela ser muito nova, não irá participar, é um baile para flertes e cortejo, ela ainda não está na idade para essas coisas.
__ obrigada minha princesa. - digo para ela. - prometo que guardarei vários docinhos para você. - ela abre um sorriso imenso ao ouvir minha promessa e saí correndo quarto a fora.
Antonina: querida, não faça promessas que você não vai cumprir. - ouço a voz de mamãe, do outro lado do quarto, enquanto ler um livro, e nossa governanta ajeita os últimos detalhes do vestido lindo que desenha bem meu corpo. - você não terá tempo para separar doces para sua irmã, lembre-se que seu tempo será dedicado há danças e cortejos. - me repreendeu e eu faço uma mine careta sem ela ver.
Suspiro fundo sentindo meu peito apertar, queria tanto viver de outra forma, realizar meus sonhos, estudar, conhecer o mundo, mas nascer como mulher dentro da máfia é anular tudo isso por um casamento, por uma família, por herdeiros.
Sinto Ektarina alisar meu cabelo enquanto faz um penteado e levanto o olhar para ela, que rir fraco, solto um riso fraco também, mas me sinto acolhida, sempre foi ela quem me acolheu, me ouviu e me entendeu.
Eu amo a minha mãe, mas ela não me entende, deveria entender, mas não faz, ela mas do que ninguém deveria me entender, assim como eu, foi forçada a casar cedo e anular toda sua vida por um casamento com o don da máfia, mas é cega por essa tradição.
Ektarina: a menina está pronta dona Antonina. - quebra o silêncio e minha mãe finalmente solta o livro levantando o rosto na nossa direção.
Um suspiro de satisfação sai da boca da mesma.
Antonina: por Deus, você está linda minha filha. - fala emocionada e eu suspiro, sentindo pela primeira vez no dia, um pouquinho de paz no coração. - vai ser a princesa mais linda do baile, não tenho dúvidas. - falou exagerada como sempre e eu solto um riso.
Ela fecha o livro dela, retirando o óculos do rosto e levanta vindo na minha direção, Ektarina se afasta indo organizar as coisas, nos deixando a sós.
Antonina: eu sei que casa-se tá longe de ser seu objetivo, mas infelizmente é a nossa realidade minha filha. - fala já próxima de mim, colocando o livro em cima da minha prateleira de maquiagem. - eu sonhei com você vestida para seu primeiro baile minha vida inteira, assim como foi comigo, eu espero que seja com você, que os deuses mande uma pessoa com caráter bom, uma pessoa que cuide, zele e ame seu jeitinho de ser, que seus filhos tenham saúde e encham sua casa de alegria, assim como você e seus irmãos fazem aqui. - fala e eu não consigo conter as lágrimas, minha mãe nunca foi de falar, eu sei que ela me ama, mas eu sabia por conta das atitudes e dos carinhos, mas nunca tive uma conversa dessa forma com ela, fiquei até sem palavras.
__ obrigada mamãe, realmente, casar nunca foi uma meta de vida para mim, mas eu entendo a nossa tradição e vou cumpri-lá como sempre cumprir todas as regras e normas da nossa família, eu só não queria ter que ficar longe de vocês, sair da minha cidade que tanto amo, coisas novas me assustam. - admiti e ela riu fraco, enxugando minhas lágrimas.
Antonina: ainda temos tempo querida, hoje é apenas um baile de conhecimento, por isso estou dizendo a você, aproveite, conheça, se permita e o resto lidamos depois, pode ser? - segurou meu rosto com as duas mãos e eu me dei por vencida, apenas concordando com a cabeça, ela riu e me deu um beijo na testa, me abraçando logo em seguida.
Suspirei fundo, querendo morar dentro daquele abraço para sempre.
Itália - Gênova 🇮🇹
Após a conversa com mamãe, ela foi para seus aposentos se preparar para o baile, eu já estava pronta, digo, pronta fisicamente, mas externo tava tudo uma bagunça, eu sei que hoje seria só o baile de conhecimento, mas querendo ou não, era um passo enorme para se dar, segundo meu pai, tem alguns pretendentes de olho em mim, e eu sei que de hoje não passa, eu sei que assim que o baile terminar, meu casamento estará marcado, e isso me dói profundamente.
Não é que eu não sonhe em casar, ter filhos e uma família para amar, eu só acho que está cedo demais para isso, mas como eu não tenho direito de escolha, apenas coloco um sorriso no rosto e saio caminhando lentamente do meu quarto, dando de cara com meu irmão Andrei.
Andrei: uma bela princesa. - elogia e eu dou um sorriso fraco. - todos os mafiosos ficaram caídos aos seus pés minha princesa. - fala se aproximando de mim, esticando o braço para que eu entrelace com o meu, e assim eu faço. - ao chegar no salão, você precisará mudar a fisionomia certo? Entendo que casa-se não é o seu desejo, nem o meu, mas faz parte da nossa vida. - fala e eu suspiro cansada de ouvir isso, mas não rebato.
__ vou sentir sua falta. - falo de uma vez e ele estala a língua no céu da boca.
A tradição é rígida e tem que ser seguida a risca.
As moças quando se casam tem que seguir o caminho do esposo, ou seja, eu teria que ir morar na Rússia com meu futuro esposo e a futura esposa dele iria vim para a Itália.
Andrei: você não vai ter nem tempo para isso Ari, toda comemoração, baile, ou o que seja, vamos nos ver, vou sempre estar por perto, tanto fisicamente, como nos pensamentos, emanando energias positivas e ao seu lado, em todos os momentos. - meus olhos querem transbordar de lágrimas, mas eu não permito, apenas dou um sorriso para ele e finalmente chegamos no topo da escada que lavava ao salão de festa.
Que por sua vez, estava cheio, a família Corsavelli e Volkorya são enormes, ainda mais com a mistura e casamentos feitos de cinco em cinco anos, e olhe que nem estão todos aqui, só os que vão ser cortejados e alguns mafiosos, responsável por tal papel dentro da máfia.
__ está tão cheio. - comento baixinho com meu irmão enquanto descemos as escadas atraindo alguns olhares. - não me solte, por favor. - peço quase implorando para ele não me soltar quando finalmente pisamos no chão do salão.
Andrei: não vou. - garante, mas em questão de segundos, meu tio Romam aparece juntamente com a minha tia Beatricce. - boa noite. - deseja para ambos, soltando meu braço esticando a mão para apertar as mãos do meu tio.
Romam: boa noite meu filho, Nikolai e Emma já estão por ai, esperando para o cortejo com ambos. - vejo o sorriso do Andrei se alargar só por ouvir o nome da nossa prima que ele tanto sonhou com ela, a vida inteira, mas eu não fico feliz, até gosto dos meus primos, mas definitivamente, prefiro qualquer outra pessoa, do que me envolver mais ainda com a família do meu tio Romam. - boa noite princesinha do tio! - fala finalmente comigo e eu forço o sorriso, tentando não ser antipática.
__ boa noite tio, boa noite tia! - me forço a falar e minha tia sorrir pra mim, encurtando o pouco espaço que havia entre nós, me envolvendo em um abraço caloroso.
Beatricce: oh minha princesinha, como você está linda, a tia esperou tanto por esse momento, não vejo a hora de marcar o casamento de vocês quatro, vai ser minha maior alegria! - falou me abraçando e eu engulo em seco, só de imaginar, que os deuses me salvem dessa.
Eu amo a minha tia, ela é irmã do meu pai e casou com o irmão da minha mãe, mas as vezes ela passa do limite, sei que ela me ama e ama meus irmãos, mas é cega igual mamãe em relação ao abuso que é obrigar os primos casar-se com os primos, eu não quero e espero que os deuses me mande alguma outra pessoa.
Não tenho tempo de responder, meu pai se aproxima com dois homens, até então desconhecido por mim, e um deles me fita de uma forma que faz meu corpo todo arrepiar, nem eu estava entendendo aquilo, sem conseguir desviar o olhar deles, eu vejo pela visão periférica meu tio e minha tia ficando ao meu lado e ao do meu irmão.
Dimtri: minha princesa, como você está linda. - fala assim que se aproxima e eu forço um sorriso no rosto. - vem aqui. - estica a mão para que eu pegue e me aproxime dele e dos homens, sinto meu corpo formigar e queimar ao mesmo tempo, a vontade maluca de gritar e sair correndo, mas eu não faço, apenas estico a mão e deixo ele me guiar. - esse aqui é meu tio, por sua vez, seu tio também, Vincenzo, e esse é o seu filho, nosso primo e seu futuro esposo Valentin. - fala nos apresentando e meu rosto por si só perde a cor, minha boca secou, e minhas pernas fraquejaram, tenho certeza que se ele não estivesse segurando minhas mãos, eu teria caído ali.
Sinto as mãos do meu irmão nas minhas costas me dando um leve apoio e eu não consigo formular palavra alguma, há não ser um sorriso forçado, as lágrimas queriam brotar nos meus olhos, mas eu fiz um esforço para segura-las.
Valentin: é uma honra, finalmente conhecer minha noiva. - quebra o silêncio falando com os olhos grudados aos meus, estica as mãos para me cumprimentar e meu pai entrega a minha mão, fazendo assim ele levar ela até a sua boca depositando um beijo simples e leve ali. - você é mais linda do que eu imaginei Arianna. - falou todo encantador, eu apenas sorrio, não tinha o que falar.
Meu pai já havia decidido por mim, o meu futuro já estava sendo preparado por minhas costas.
O Valentin pelo que vejo não me parece ser uma pessoa ruim, mas eu não o conheço, nunca nem tinha se quer escutado falar dele, e isso me assusta, porque casar cedo já é assustador, casar sem amar também, mas casar com uma pessoa que ao menos conheço e cortejei é extremamente assustador.
Eu sei que o baile que meu papá preparou é exatamente para isso, mas ainda sim, é pouco, eu só queria poder escolher, quando e com quem casar, que os deuses me perdoe, mas queria não ter nascido no meio de uma máfia, no meio de uma família de homens que acham que podem decretar o que suas filhas e mulheres fazem e vão fazer.
Itália - Gênova 🇮🇹
Estar na Itália era um dos meus últimos desejos, mas eu preciso honrar com as responsabilidades da máfia, e uma delas é meu casamento.
Foram meses imaginando como ela seria, meu primo falou comigo e com meu pai, há cinco meses atrás, antes eu nem imaginava que esse ano seria incluído no baile de conhecimento, achava que o meu casamento ficaria para os próximos anos, mas meu pai tem pressa, sou o filho mais velho e preciso assumir meu lugar de Pakhan, meu pai quer viver o resto da sua vida em paz com a minha mãe.
E não tiro a razão dele, o que ele tinha de fazer pela máfia, já fez, agora seria meu momento, minha responsabilidade.
Não vou mentir, casar era um dos meus últimos planos para a vida, queria de verdade crescer na máfia, ser um bom Pakhan para minha cidade e para a máfia, mas só posso assumir o meu posto quando finalmente me casar, então eu posso fazer o sacrifício.
Mas para falar a verdade, para mim, não vai ser sacrifício algum, minha noiva é a mais linda de todo esse baile, imaginei ela de várias formas, mas ver com meus próprios olhos é melhor ainda.
Sinto ela retirar a mão da minha com uma certa delicadeza e manter o sorriso no rosto, forçado.
Arianna: obrigada, é um prazer lhe conhecer também. - falou baixinho e eu solto um riso fraco.
__ pode me mostrar o salão? - peço, pois queria ficar a sós com ela, se ela vai ser mesmo minha esposa, preciso conhecer-la, nem que seja o mínimo.
Ela olha para o pai dela, depois para o meu e por último para o irmão, acho que em busca de intervenção, mas não iria ter, nosso casamento já estava marcado para o próximo mês, ela será minha, e ninguém poderá intervir nessa decisão.
Arianna: si..sim, claro. - vi que estava nervosa, estendi a mão e ela demorou uns dois segundos, mas pegou e saímos andando pelo salão, deixando as pessoas que estavam próximos a nós para trás. - o que deseja conhecer Valentin? - pergunta quebrando o silêncio que durou alguns segundos.
Passo meu olhar pelo local grande, o salão aqui não era só para o baile, tinha salas secretas, como jogatinas, sala de obras de artes, não cheguei a conhecer, mas meu pai me deu algumas dicas, para que eu conseguisse me enturmar.
__ qual sua sala preferida? - pergunto.
Ela me olha tímida, mas solta um riso fraco.
Arianna: essa é a minha preferida. - fala depois de um tempo, quando já estamos em frente de uma porta de madeira, com uma placa escrito Sala musical.
Ela empurra a porta e estava vazia, sem ninguém.
Deixo ela entrar primeiro e em seguida eu entro, escorando a porta.
Passo o olhar pelo local, admirando vários instrumentos musicais, tem de tudo, violão, piano, teclado, harpa, eu particularmente não gosto de tocar, nem muito de música clássica, mas ao ver os olhos dela brilhando ao entrar aqui, até que fiquei interessado.
Ela caminha lentamente até um espaço onde tem um violão e um banco branco, e eu sigo ela em silêncio, sem saber o que falar.
Vejo ela sentar no banco e pegar o violão.
__ você sabe tocar? - pergunto, tentando puxar um assunto.
Arianna: sim, fiz aula minha vida inteira, em geral mesmo, mas me identifico mais com o violão, e você, sabe tocar algum instrumento musical? - perguntou, começando a tocar o violão aos poucos, acabo rindo fraco.
Não é como se eu tivesse tempo ou escolha para isso, sou o mais velho de quatro irmãos e uma irmã, o responsável por eles, e no futuro por uma máfia, então nunca tive escolha de aprender sobre nada além da máfia.
__ não querida, você deve saber como funciona para os herdeiros homens. - me limito a falar e ela concorda com a cabeça fraquinho, ainda tocando o violão. - você tocando para mim todos os dias já vai bastar. - falo e vejo ela corar, o rosto angelical branco ficou da cor de uma maçã.
Arianna: eu vou poder tocar meus instrumentos musicais? - perguntou, parando de tocar e me olhando, finalmente.
Desde que entramos na sala, ela mal me olhou.
Franzi a testa sem entender, o motivo dela não poder tocar os instrumentos que gosta.
Arianna: assim como eu sei como funciona a vida dos herdeiros, você deve saber como funciona a vida de uma esposa de Pakhan. - falou voltando a tocar o violão, ela parecia não querer o mesmo que eu, e o mesmo que os nossos pais.
Era foda, porque qualquer garota daria tudo para casar comigo e ser a primeira dama da Rússia, mas eu não queria qualquer uma, na verdade até queria, antes de colocar os olhos nela e ver o quão linda e atraente ela é.
__ você vai poder tocar seus instrumentos, vai ser minha esposa, vai me dar os filhos mais lindos que alguém poderia ter, vai cuidar da nossa casa, você vai continuar sendo você Arianna, só com umas responsabilidades há mais. - falei, ela continuava tocando o violão, agora uma melodia triste, ela estava triste. - você não quer? - indaguei e ela me olhou no mesmo instante. - não quer se casar comigo? - perguntei de vez.
Arianna: eu nem conheço você. - foi direta. - me desculpe, mas o problema não é você, é o casamento, nunca foi meu sonho, mas isso não se discute não é mesmo? Vocês homens estão acostumados a mandar, a planejar, a sonhar, e nos mulheres e princesas da máfia servimos apenas para obedecer, realizar e apenas isso. - falou amargurada, e por um momento me fez parar para pensar, eu queria ela, gostei da sinceridade, do jeito de ser, mas eu não queria um casamento infeliz, uma família de faz de conta.
Apesar de ter casado obrigada, minha mãe ama o meu pai, assim como ele a ama, construíram uma família linda, a base de muito amor e confiança, e era isso que eu queria para mim, não estou contando com o amor, mas pelo menos o carinho, a cumplicidade, e em Arianna eu não vou achar isso, nosso casamento seria a base de lutas e batalhas, e isso eu encontro fora de casa, no dia a dia da máfia.
Então frustrado e magoado, dou as costas, prestes a sair daquele lugar e desconsiderar tudo que o pai dela e o meu planejaram, mas ela resolveu voltar atrás da palavra dela.
Arianna: não vá. - pede quando eu começo a andar. - me desculpe, estou nervosa, falando coisas que não devia, por favor. - pede e eu paro de andar, ainda de costas pra ela. - venha aqui, vamos continuar nossa conversa, por favor Valentin. - pede e eu como um bom otário volto atrás, respirando fundo me viro novamente para ela, de braços cruzados, olhando ela me olhar tensa, em pé. - venha. - estica a mão pedindo, olho para os olhos dela e em seguida para as mãos, me dando por vencido caminhando até ela novamente.