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A Noiva Mimada do Rei Licano

A Noiva Mimada do Rei Licano

Autor: You Ran Qian Wu
Gênero: Lobisomem
Fui noiva de Jared Snyder, o futuro Alfa, por seis longos anos. Nosso noivado era um contrato comercial para proteger as terras da minha falecida mãe, e eu sempre fiz o papel da ômega perfeita e submissa. Mas às duas da manhã, minha meia-irmã Karri me enviou uma foto. Nela, ela posava nua nos braços de Jared, sentada no sofá da minha futura casa e usando o colar que ele havia me dado. Ela ainda enviou uma mensagem fingindo ter sido um acidente. "Ops, pessoa errada, irmãzinha. Não me leve a mal." Quando a traição veio à tona, Jared não demonstrou nenhum remorso, apenas me humilhou na frente de todos. "Seu pai te vendeu para mim. Sem mim, você não é nada. Nenhuma matilha vai querer uma ômega desonrada!" Até a mãe dele, a Luna, exigiu que eu aceitasse a traição calada e conhecesse o meu lugar. Passei seis anos reprimindo minha loba e engolindo meu orgulho, apenas para ser tratada como lixo e ter minha herança roubada. Por que eu deveria continuar presa nessa gaiola de hipocrisia construída por eles? Eu não derramei uma única lágrima e não implorei por amor. Em vez disso, invadi o sistema do maior leilão de caridade da matilha e transmiti o vídeo explícito dos dois no telão principal. Diante de toda a elite, anulei nosso noivado publicamente. Quando Jared tentou me atacar em fúria, o Alfa mais perigoso e misterioso do salão se colocou na minha frente. "Ela está sob minha proteção. Toque nela, e sua matilha desaparecerá do mapa."
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Capítulo 1

Ponto de vista de Celina:

O toque do meu celular soou no silêncio do meu apartamento às duas da manhã.

O nome da minha meia-irmã, Karri, apareceu na tela, e um nó de irritação se formou no meu estômago.

Era tarde da noite quando Karri me ligou. Nada de bom nunca vinha dessa combinação.

Deslizei o dedo pela tela bloqueada, vendo que não era uma mensagem de texto, mas sim uma foto.

Nela, meu noivo Jared posava sem camisa, com Karri aninhada nos seus braços.

O cenário era inconfundível. Era o sofá de couro italiano caro da sua sala privada, a mesma que eu o ajudara a mobiliar na primavera passada.

O colar de pedra da lua que ele me dera no meu aniversário estava no pescoço de Karri, o mesmo que ele tinha chamado de "símbolo do nosso futuro."

Ela enviou a foto às duas da manhã, esperando até o último segundo do prazo de cancelamento para me deixar vê-la. Depois, fingiu que foi um acidente.

"Ops, pessoa errada, irmãzinha. Não me leve a mal", disse ela, com um emoji de língua para fora.

Uma onda de náusea me invadiu, mas meus dedos permaneceram firmes enquanto eu tirava uma captura de tela de tudo - da foto, das mensagens e dos horários - e salvava numa pasta criptografada.

Sem responder ou bloqueá-la, apenas silenciei meu celular, o colocando sobre a mesa.

Fui até a janela e olhei para as luzes brilhantes da Cidade de Blackwood.

Nenhuma lágrima caiu, apenas um vazio frio e profundo se abriu no meu peito, se alastrando a cada respiração.

Esse noivado todo não tinha nada a ver com amor. Era um contrato assinado antes mesmo de eu saber ler.

"Pelo futuro da Matilha Garner", ele disse: "Meu pai, Delbert Garner, insistiu nisso desde o início."

Segurança. Poder. Uma aliança com os Snyders.

Eu nunca amei Jared, mas por seis anos tentei me conformar com a prisão que eles construíram para mim.

Seis anos desde que minha mãe morreu. Seis anos que deixei o território da Matilha Garner e nunca mais olhei para trás.

Jared Snyder. Futuro Alfa. Bonito. Poderoso. Um homem que nunca me perguntou o que eu queria.

Se tratava de um contrato, um acordo comercial. Mas até os acordos tinham regras.

Jared não só quebrou o contrato, como o fez com a pessoa que eu mais desprezava, da forma mais humilhante possível.

Meu colar. Meu sofá. Minha futura casa.

No fundo da minha mente, um rosnado baixo e gutural foi solto pela minha loba: a fera branca que eu mantinha acorrentada no fundo de mim, a que eu fora ensinada a reprimir, esconder e ter vergonha.

Não era mágoa, mas a violação do território, o desafio à honra. Algo antigo despertando de um sono profundo.

Peguei meu celular novamente e cancelei meu voo de volta para o território da Matilha Garner. Depois, reservei o voo mais próximo para a Cidade de Blackwood, mas não para a casa do meu pai, e sim para o aeroporto do outro lado da cidade, onde ninguém esperaria por mim.

Então, comecei a pensar em onde eles foram transar. Porque aquela foto não era apenas uma prova de traição, mas também indicava um local.

Eu conhecia Jared bem o suficiente para saber seus hábitos. Ele ainda estava sob o domínio do pai, que não havia renunciado totalmente ao poder.

Jared tinha dinheiro e gastava muito com ostentação, carros e presentes para Karri. Mas uma propriedade privada? Um ninho de amor secreto?

Os anciãos notariam esse tipo de compra, o que geraria muitas perguntas e atrairia muitos olhares.

Um hotel seria descuidado, pois haveria muito movimento de pessoas, muita burocracia e muito risco de ser visto.

Isso deixava apenas um lugar onde ele poderia levá-la sem levantar suspeitas: a Casa Pierce, a residência privada que a Matilha Snyder reservara para Jared e sua futura companheira. Eu havia recebido a chave dessa casa há três anos, quando todos ainda fingiam que esse casamento era real.

Foi um gesto de "boa fé", um símbolo do futuro que eles haviam traçado para mim.

Eu ainda tinha aquela chave.

Fui até a mala e tirei o disco rígido que havia preparado meses atrás, com projetos arquitetônicos, cronogramas de segurança e todos os pontos de entrada que eu havia mapeado.

Embora eu estivesse coletando informações para um dia que não tinha certeza se chegaria, e dissesse a mim mesma que era só uma forma de me preparar, em algum lugar, por trás da negação, eu já sabia.

Abri os esquemas.

A segurança da Casa Pierce era fraca, já que Jared era arrogante a ponto de acreditar que ninguém ousaria invadir. E por que alguém faria isso? Invadir a residência do futuro Alfa?

Eu já tinha a chave, as ferramentas, e três dias até o leilão de caridade anual da Matilha Snyder, o evento mais público da agenda deles.

Todas as principais matilhas da região estariam lá.

Alfas, anciãos, lunas, imprensa...

Essa era a plataforma perfeita para expor publicamente os podres desses dois.

Mas, primeiro, eu precisava das provas. Provas concretas, não apenas uma foto que eles poderiam alegar ser falsa, nem o "ops" arrogante de Karri.

Para pegá-los em flagrante, eu precisava colocar câmeras na Casa Pierce.

No quarto dele, no escritório, e na sala - bem ali, naquele sofá, onde ela havia se acomodado como se já fosse a dona.

E eu precisava fazer tudo isso antes do leilão.

Ao pensar nisso, meu pulso se acelerou. Não era medo, mas algo diferente. Algo que parecia perigosamente com excitação.

Passei seis anos agindo passivamente, esperando que alguém me salvasse, dizendo a mim mesma que, se eu fosse boa, quieta e paciente o suficiente, tudo daria certo.

Mas isso não aconteceria mais.

Após digitar um número de memória, eu disse: "Ferne, voltei. Preciso da sua ajuda."

Após um momento de pausa, sua voz surgiu do outro lado da linha, já em alerta: "Celina. Quanto tempo."

Ferne era a única amiga que fiz nesses seis anos que realmente se importava comigo.

Contei a ela sobre Jared Snyder e minha meia-irmã. "Jared e Karri... preciso de mais provas e de uma forma de entrar na Casa Pierce amanhã à noite."

Outra pausa, antes de a voz de Ferne baixar, sombria e letal: "Me diga que você tem um plano."

"Tenho sim", respondi, abrindo a data do leilão na minha agenda. "Três dias. Depois, o leilão de caridade da Matilha Snyder. Quando ele terminar, Jared Snyder vai desejar nunca ter ouvido meu nome."

Olhei para o meu reflexo na janela escura e vi meus olhos azuis, geralmente calmos, agora com um brilho frio e afiado, revelando algo que estava enterrado há muito tempo.

Capítulo 2

Ponto de vista de Celina:

Me sentei num canto tranquilo da pequena cafeteria, e abaixei meu boné para não ser reconhecida.

O cheiro de café e doces não aliviou em nada o nó gélido no meu estômago.

Alguns minutos depois, um turbilhão de cachos castanhos avermelhados e energia frenética surgiu na minha frente.

Ferne Collins, minha melhor amiga e repórter do Blackwood Chronicle, estava lá.

"Meu Deus, você está horrível", ela sussurrou num tom conspiratório, empurrando uma xícara de café quente para mim. "Mas seus olhos estão incríveis... Parece que você está prestes a cometer um assassinato."

O cansaço devia estar estampado no meu rosto, mas meus olhos brilhavam com determinação.

Deslizei meu celular pela mesa e Ferne olhou para a tela, fazendo com que sua respiração ficasse presa na garganta.

No instante seguinte, ela bateu a mão na mesa com força, fazendo com que a xícara de café se balançasse no pires.

"Aquele desgraçado! E aquela vadia da Karri! Eu... juro por Deus que vou entrar naquela casa e..."

Quando ela se levantou, segurei seu pulso e a puxei de volta. "Sente aí."

Com o peito arfando, ela se sentou novamente, seus dedos batucando a mesa num ritmo violento. Alguns clientes olharam na nossa direção, o que me fez abaixar meu boné e esperar até que a respiração de Ferne se normalizasse.

Ela murmurou, com a voz mais baixa, mas ainda fervilhando de raiva: "Sempre soube que ela era uma cobra, mas isso? Com seu colar? No seu sofá? Quero..."

"Ferne."

"...colocar fogo no guarda-roupa dele."

"Ferne."

Insisti mais uma vez, e ela parou, me olhando com o maxilar cerrado e os olhos cheios de uma fúria justa que só uma melhor amiga poderia sentir.

"Concentre-se. Preciso entrar na Casa Pierce sem que ninguém saiba."

Nesse momento, a raiva dela se transformou, não desapareceu, mas se transformou em uma concentração profissional, fazendo seus olhos se iluminarem.

"Moleza. Eles estão preparando a festa no jardim para o leilão de amanhã. A empresa responsável pela iluminação externa pertence a um dos meus informantes. Posso te colocar lá como estagiária."

Assenti.

"Preciso colocar isso no quarto, no escritório e na sala de estar dele", disse, abrindo minha bolsa e deslizando uma pequena caixa discreta pela mesa.

Quando Ferne a abriu, se deparou com vários dispositivos menores que um botão.

"Uau, essas são as novas câmeras 'Olho de Libélula'? Onde arrumou essa tecnologia?"

Ignorando sua pergunta, apenas disse: "O sinal é enviado diretamente para o meu terminal."

Ferne esfregou as mãos enquanto um sorriso se espalhava pelo seu rosto.

"Minha alma de jornalista investigativa está em êxtase agora. Deixe comigo, rainha."

Depois, ela me levou da cafeteria para um apartamento seguro que mantinha no centro da cidade, um lugar que usava como esconderijo para casos delicados.

"Você ficará aqui nos próximos dias. Ele está totalmente por fora. Sua madrasta e seu pai não vão te encontrar", disse ela, destrancando a porta de um quarto cheio de monitores e equipamentos de comunicação.

"Obrigada, Ferne", agradeci, olhando em volta para o caos meticuloso do seu espaço de trabalho.

Era o lugar mais seguro que eu havia me sentido nos últimos dias.

"Não precisa agradecer. Só me prometa que vai fazer eles se arrependerem de ter nascido", disse ela, me puxando para um abraço apertado.

No dia seguinte, de acordo com o combinado com Ferne, eu estava usando um uniforme de trabalho simples e um boné abaixado sobre os olhos.

Eu era uma estagiária de uma empresa de iluminação, apenas mais um rosto na multidão de trabalhadores que circulavam pela Casa Pierce.

Eu havia borrifado em mim um spray de ervas especial que Ferne havia conseguido, que mascarava meu cheiro de ômega e me fazia parecer uma humana comum, sendo essa minha chave para me mover despercebida entre os lobisomens que protegiam a propriedade.

Com minha memória das plantas da casa em mente, me movi com determinação, fingindo verificar a fiação e as luminárias enquanto seguia em direção à ala particular de Jared.

Meu coração batia forte contra as costelas, não de medo, mas de algo mais intenso.

Era o risco.

Passei seis anos cautelosa, sendo a ômega boazinha, a noiva tranquila, a que nunca causava problemas. E agora eu estava entrando na casa dele com uma bolsa cheia de câmeras, usando um uniforme que não me pertencia, desafiando o universo a me pegar em flagrante.

Do nada, uma risada - pequena, ofegante e quase involuntária - escapou dos meus lábios. Ao perceber que estava sorrindo, me contive e levei a mão à boca.

Não era um sorriso frio, mas algo mais selvagem e descontrolado.

Finalmente, eu estava no controle da situação.

Primeiro, entrei no escritório dele, onde uma pequena estátua ornamentada em uma estante era o esconderijo perfeito, então coloquei uma microcâmera em um dos seus olhos vazados.

Em seguida, fui para o quarto, onde instalei um novo observador silencioso no detector de fumaça no teto, bem acima da cama.

Por fim, fui para a sala de estar e colei um pequeno dispositivo de áudio na parte inferior do sofá da foto de Karri.

Quando estava prestes a sair, ouvi passos e vozes no corredor, reconhecendo a de Jared.

Com isso, meu coração foi parar na garganta.

Rapidamente, me agachei em um pequeno armário de limpeza, fechando a porta enquanto prendia a respiração.

Jared passou com um dos anciãos da sua matilha, discutindo os preparativos de segurança para o leilão, e ele estava tão perto que eu podia sentir seu cheiro familiar e enjoativo.

Ele não tinha ideia de que eu estava a poucos metros de distância.

Pela fresta da porta, pude ver o sorriso arrogante no seu rosto, me fazendo sentir um nó no estômago novamente.

Quando eles foram embora, saí de lá, me misturei aos outros trabalhadores e saí da Casa Pierce sem levantar qualquer suspeita.

De volta ao esconderijo de Ferne, abri meu notebook e três imagens nítidas e estáveis apareceram na tela: o escritório de Jared, seu quarto e sua sala de estar. Tudo estava no lugar, como deveria estar.

Vendo as imagens, Ferne soltou um assobio.

"Impecável. Agora é só esperar que os ratos caiam na armadilha."

Olhei para as telas com meus olhos frios, sabendo que não demoraria muito para que Jared e Karri me dessem a prova final que eu precisava.

Capítulo 3

Ponto de vista de Celina:

Por quase um dia, Ferne e eu ficamos sentadas em frente ao notebook, observando.

Enquanto isso, Jared passou a maior parte do tempo no seu escritório, cuidando dos assuntos da Matilha.

No entanto, nada aconteceu.

Vendo Ferne inquieta, murmurei: "Paciência. A raposa sempre mostrará suas garras."

Mastigando uma fatia de pizza, Ferne resmungou: "Só quero ver a cara de nojo deles quando forem pegos."

Quando a noite caiu, os convidados da propriedade foram embora.

Por fim, Jared terminou seu trabalho e foi para sua ala privativa, se jogando no sofá da sala de estar. A câmera capturou o cansaço e a irritação no seu rosto.

Poucos minutos depois, a porta se abriu com um rangido e uma figura entrou.

Era Karri. Imediatamente, ela se sentou no colo de Jared e passou os braços em volta do pescoço dele.

"Jared, você me ignorou o dia todo", ela disse num tom manhoso.

Ao ouvir isso, Ferne fez uma cara de nojo, enquanto eu calmamente apertava o botão de gravação.

"Estou ocupado com coisas importantes. O leilão é amanhã. Celina deve voltar em breve, então precisamos ter mais cuidado", disse Jared num tom impaciente, mas passou os braços em volta da cintura dela.

Ao ouvir meu nome, senti um arrepio.

Karri zombou: "Cuidado com o quê? Com aquela Omega fraca? O que ela vai fazer se descobrir? Ela terá que se casar com você de qualquer forma, implorando por um abrigo na Matilha Snyder."

Diante dessas palavras, cerrei os dentes.

"O pai dela, Delbert, já a vendeu para sua família como se fosse um objeto. Ela não tem poder para reagir", continuou Karri, seus dedos traçando padrões no peito de Jared.

"Aquela vadia!", gritou Ferne, quase jogando a caixa de pizza pela sala. "Como ela ousa falar de você assim?!"

Apesar do meu rosto permanecer calmo, meus olhos estavam sombrios, como um lago congelado à meia-noite.

Jared riu, satisfeito com as palavras de Karri. "Você tem razão. Ela é uma Omega chata e mestiça. Não tem nada de especial além do rosto. Se não fosse para consolidar os territórios deixados pela Matilha Beaumont, eu nunca teria aceitado isso."

Matilha Beaumont... era a Matilha da minha mãe.

Pensando nisso, meu coração se apertou dolorosamente. Então era isso... tudo se tratava das terras da minha mãe.

Jared e Karri começaram a se beijar, seus sussurros e gemidos obscenos invadindo a sala, transmitidos claramente pelo dispositivo de áudio.

Em seguida, eles saíram do sofá da sala de estar e foram para a cama grande do quarto, sua cena repugnante sendo capturada em alta definição.

Ferne cobriu os olhos, sem conseguir assistir, enquanto murmurava uma série de xingamentos.

Já eu, permaneci assistindo, gravando cada detalhe e palavra na minha memória, pois essa não era a minha dor, mas o crime deles.

Eu precisava dessa raiva, desse desgosto, pois isso me daria forças para o que eu tinha que fazer amanhã.

Uma hora depois, tudo acabou. Karri saiu com um sorriso de satisfação no rosto. Quando Jared adormeceu, parei a gravação.

Após salvar o vídeo de uma hora, com áudio e imagens nítidas, fiz upload de uma cópia criptografada para um servidor de nuvem seguro.

Por fim, fechei o notebook.

O silêncio repentino na sala era ensurdecedor.

"Celina, você está bem?", perguntou Ferne suavemente, preocupada.

Me levantei, fui até ela e a abracei. "Estou bem, Ferne. Melhor do que nunca", respondi com uma voz baixa, mas cheia de uma força inabalável. "Agora, tudo está pronto."

Após dizer isso, fui até minha mala e peguei um vestido azul-gelo.

Ele seria minha armadura para a batalha que se aproximava.

Ferne me observava com uma expressão de admiração e preocupação.

Ela sabia que, no dia seguinte, uma tempestade como nenhuma outra atingiria a Cidade de Blackwood.

Eu não dormi, apenas me sentei perto da janela, observando o céu começar a clarear enquanto ensaiava meu plano na minha mente.

No dia seguinte, sob os olhares atentos de todas as Matilhas importantes, eu arrancaria a máscara hipócrita de Jared Snyder e desmascararia essa farsa de noivado.

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