Capítulo 1
A família Rodrigues é conhecida por ser bastante rica a gerações, o senhor Ricardo Rodrigues herdeiro da empresa de carro "Fort" uma das marcas mais famosas do país, e sua esposa Débora teve lindas filhas gêmeas.
Os bebês eram lindos dotados de uma beleza natural pela pele clara delicada, seus cabelos ruivos e seus olhos verdes feitos esmeraldas, mas com o egoísmo da Débora que não queria ter trabalho com duas crianças, resolveu criar só uma criança e a outra mandar para sua mãe que vivia em uma cidade pequena.
A Débora criou e mimou a Carol, ela cresceu e estudou em umas das melhores escolas e ser tornou influencer digital, conhecida no mundo por sua beleza e por ser bem popular com os garotos, também adorava bebidas, drogas e sexo, enquanto a Isabella, a sua outra filha, não teve esse privilégio de estudar em uma boa escola, mas que sempre foi esforçada e conseguiu terminar os estudos e entrar para faculdade de administração em uma faculdade federal em sua cidade.
Sua avó, Samantha, não era rica e nem tinha boas condições, mas fez de tudo para dar o máximo de conforto para sua netinha amada Isabella.
Oi! Sou Isabella Rodrigues, mas todos costumam me chamar de "Bella" moro com a minha avó Samantha, a quem amo muito, e a quem devo a minha vida, moramos em uma casa não muito chique, mas foi nela que cresci e vivenciei os melhores momentos da minha infância, e foi aqui que a minha mãe nasceu, se é que devo chamá-la assim.
Não lembro direito como são os meus pais, também não sinto falta, porque nunca conheci, mas sei que o meu pai é um homem bem rico e poderoso, ou era pelo que vejo nas redes sociais e nos noticiários, que o senhor Rodrigues herdeiro de uma e fortuna e pai de uma influencie, está com uma dívida enorme nos bancos e se não pagarem poderão perder todos os seus bens.
A minha mãe, que costumava mandar uma ajuda financeira para vovó, não estava mandando mais dinheiro para ajudar nas despesas da casa, ela começou alegar que o meu pai está ficando sem dinheiro e por isso não iria mandar mais e eu já tinha idade para trabalhar e se sustenta sozinha, para mim não está sendo nada fácil, tenho 20 anos e estou fazendo faculdade de ADM, mas não sei se vou conseguir terminar já que a vovó está doente, ela ultimamente se sente fraca e sem disposição para nada, tenho tanto medo de perdê-la e fica sozinha, ela é a única família que realmente se importa comigo.
Tem uma semana que estou faltando a faculdade para cuidar dela, também mandei mensagem para a senhora que deveria ser a minha mãe, contei da situação e da saúde da vovó, mas ela simplesmente mandou eu me virar que já era bem grandinha para isso, uma coisa sei enquanto ela e minha irmã estão gastando fortunas em shoppings, a vovó está precisando de tratamentos e remédios.
Devido às despesas, estou trabalhando de garçonete em uma vendinha aqui perto de casa, o senhor José é o dono, ele é bem simpático e paga direitinho o meu salário, bom não é muito, mas é o que está salvando a gente por enquanto, queria muito terminar a faculdade e consegui um bom emprego e poder dar para ela conforto que ela merece, mas terei que adiar um pouco esse sonho e cuida da saúde dela que agora para mim e o mais importante.
Saio do meu quarto com um vestidinho solto, meus cabelos em um rabo de cavalo por ser muito longo, encontro a minha avó sentada no sofá pálida e entro em desespero.
- Vovó! Vovó! Gritei desesperada.
Corri até ela e toquei o rosto gélido e pálido, seguro suas mãos e rezo para não ser nada grave, ela vive passando mal agora e ainda não sabemos o que ela tem, vou à cozinha pego um copo com água e algo salgado, já que a sua pressão cai direto, dou a água na boca dela, e ela logo vai me olhando abatida, com os seus "olhinhos" puxados de uma vida muito sofrida.
Ela me olha como que estivesse dizendo para não me preocupar com ela.
- Bella, não se preocupe querida, estou melhor, vamos, você ainda precisa ir para o trabalho, não quero que se atrase por minha causa. Ela falou mentindo para Bella do seu estado.
- Não se preocupe vovô, não estou atrasada, então pare de ser teimosa, hoje vou pedir ao doutor que passe algum remédio para a senhora, essa queda de pressão não é normal. Falei pegando a bolsa e ajudando ela a se levantar.
Começamos a escuta a buzina do carro lá fora, eu ajudo a vovó a se levantar com cuidado apoiando-a no meu ombro e saindo, o Caio estava de frente a seu carro parado com as mãos no bolso esperando por nós, ele quando nos vê, corre para ajuda a leva a vovó para o carro, ele está sendo um ótimo amigo, estudamos juntos desde pequenos na mesma escola e agora estávamos frequentando a mesma faculdade.
Eu e ele nunca tivemos uma relação próxima, mas de um tempo para cá, ele estava se aproximando e puxando assunto na faculdade, e quando parei de ir ele veio até a minha casa saber por que não estava indo mais, expliquei a situação e falei sobre a vovó e foi aí que ele se ofereceu para ajudar, claro que recusei na hora, mas a vovó nada boba, já foi falando que poderia começar levando-a no médico. Ele adorou a ideia pelo jeito, já que chegou tão cedo.
- Bom dia! Bella, e como a senhora está? Vovó. O Caio falou carinhoso com a vovó.
- Oi! Caio, Obrigada por ajudar a gente? Falei tímida, nunca imaginei que alguém iria ajudar.
- Estou ótima filho. Falou a vovó para o Caio.
Entramos no carro que para essa cidadezinha o Citroen dele era um carro top, as meninas da faculdade se jogavam para ficar com ele, bom eu mesmo nunca vi ele saindo com ninguém, mas isso não é da minha conta.
Chegamos no médico que era um postinho pequeno e bem longe de onde moramos, o Caio ficou esperando a gente passar na consulta lá fora, eu e a vovó entramos e pegamos os exames que ela havia feito antes para mostrar hoje ao doutor, após fazer a ficha a gente entra no pequeno consultório e o doutor já estava nos esperando, ele olha para nós e solta um sorriso para mim, depois começa a examina a vovó e olha todos os exames, ele por um bom tempo não fala nada até me chama para conversar em particular.
- Então senhorita Bella, não tenho boas notícias, a sua avó está com câncer no estágio já bem avançado, precisamos começar com o tratamento o mais rápido possível, sei que a situação de vocês não é nada fácil, sabemos que o tratamento é muito caro, acho que vocês não vão ter condições de pagar, mas quem sabe eu possa ajudá-la, depende só de você. Ele falou com um sorrisinho olhando para ela.
Fico em choque em saber que ela está com uma doença terrível, parece que meu mundo desmoronou, as lagrimas se acumulavam nos meus olhos, o doutor se aproxima e segura me ombro, apertando e seu toque me deixa em alerta, o que ele quis dizer quando falou que poderia me ajudar, mas dependia de mim.
O Caio percebe a demora da Bella e resolveu entrar, quando ele está dentro do postinho, é informado que ela está no consultório ainda, então ele vai passando pelo corredor até observar ela de longe em um canto com um Senhor conversando, o que esse velho estava falando para ela, ele se aproxima deles e o doutor se afasta com o susto de ver alguém ali.
- Está acontecendo algo de grave com sua avó Bella? Perguntou o Caio preocupado olhando sério para o doutor.
- Não é nada, Caio, já estava indo, a vovó está lá na sala, falo tímida e envergonhada pela situação, ainda bem que ele não escutou a conversa.
- Então, senhorita Bella, traga ela depois para acompanhar o avanço da doença, também já passe na recepção que a Leila vai passar o orçamento do tratamento da sua avó, pense no que te falei.
O doutor sai me deixando completamente abalada e angustiada em como conta isso para a vovó, o Caio percebeu o meu estado e não perguntou nada respeitando o meu espaço, ele leva a gente para casa no caminho a vovó também não falou nada e até brincou como sempre fazia, só para desfaçar a sua preocupação, quando chegamos a casa ele me ajudou a levá-la e acomodá-la no sofá e depois falou que qualquer coisa, poderíamos chamá-lo e não importava o horário, ele iria vir correndo.
Agradeci por ele ter me ajudado com a vovó, ele me entregou o seu número falando que qualquer coisa eu poderia ligar para ele, eu aceitei e guardei logo depois que ele foi embora, então ajudei a avó a se acomodar no quarto e tomarei o meu banho para ir ao trabalho.
Téo Fidélis:
Oi, sou o herdeiro de toda fortuna Fidélis, tenho 30 anos, pele bronzeada e olhos escuros que dão até medo a quem ousar entrar no meu caminho, hoje foi o pior dia da minha vida, o dia do testamento do meu pai, que me obriga a me casar o mais rápido possível para ter direito sobre a herança, se não o meu meio-irmão quem irá assumir os bens e as empresas.
Meu querido pai antes de morrer achou um jeito para realizar os seus desejos diabólicos, me ver casado, agora me vejo aqui na empresa com ódio de todos e principalmente dele que está enterrado e mesmo assim conseguiu me irritar com esse testamento doido, ele sempre soube que nunca quis casar e não será agora que mudarei de ideia, estou aqui com o Rodolfo meu amigo e braço direito na empresa, estamos tentando burlar uma solução, não estou disposto a casar com nenhuma mulher que acha que pode mandar em mim, e achar que terá algum direito sobre a minha fortuna, isso nunca.
- Calma, Téo, vamos arrumar alguém que não prejudique a sua vida, uma mulher que goste de dinheiro e aceite assinar um contrato, que tal? O Rodolfo tentou acalmá-lo.
- Que ódio do meu velho! Falou bravo socando a mesa.
- Você precisa se casar Téo, isso é fato.
- Não sei o que fazer Rodolfo, se o Artur acha que vai ficar com o que é meu por direito ele está muito enganado! Gritou - Tudo aqui foi construído com o suor do meu avô, pai da minha mãe, não vou deixar que eles assumam o que é meu por direito, falou jogando os objetos da mesa no chão e quebrando-os.
- Porra! Téo, para!! proponho sairmos e beber para você se acalmar, tenho certeza de que arrumaremos um jeito. O Rodolfo falou pegando as coisas que ele jogou no chão.
Então eles saem da empresa e vão para suas casas se arrumar, o Téo morava em um apartamento e a casa dos seus pais ainda estava no processo de transição para o nome dele, foi dividido as propriedades e ele ficou com a maioria por pertencer a sua mãe biológica.
Sua mãe havia falecido logo após ele nascer e seu pai casou bem depois tendo o seu irmão Arthur com a sua madrasta Carla, ela teve muita sorte de não está no jatinho quando caiu com o pai dele em uma ida aos Estados Unidos.
Seu pai queria muito fazer o seu casamento, já que vivia desfrutando do que tinha de melhor a sua liberdade, ele tinha qualquer mulher que quisesse, e teve um relacionamento quando era mais novo e depois que foi traído, ele nunca mais confiou em alguém, elas para ele eram traíras e gostam de dinheiro e isso ele tinha de sobra.
Téo:
Cheguei na minha cobertura e vou direto tomar um banho e relaxar, hoje sairei para tentar esquecer esse grande obstáculo que meu pai colocou para mim.
Me arrumo com uma camiseta preta, coloco uma jaqueta e por final uma calça bem descolada, penteio o cabelo e por final uso uns de meus perfumes caros, olho o horário e vejo que o Rodolfo já deve estar me esperando na boate.
A Carol combinou com suas amigas para encontrar na boate Arpoador, umas das melhores aqui da capital, ela queria beber e usar algumas coisinhas para relaxar, seus pais estavam enchendo o saco com essa de economizar, ela que sempre viveu rodeada de luxos, agora precisava encontrar alguém rico para manter os seus caprichos.
- Carol, aqui, falou a sua amiga Fernanda.
Ela vai até elas com o seu minivestido vermelho, deixando os homens ali da boate bobos por sua beleza.
- Hoje você veio para matar em Carol? Falou a Camila olhando o quanto ela chamava atenção.
- Nem fala meninas, hoje preciso pegar alguém, ela falou sorrindo
- Vamos, ver se hoje tem algum gato, amiga, falou a Fernanda.
Elas andam pela boate com suas bebidas e a Carol já estava doidona com as coisas que ela usava, uma de suas amigas olham para dois homens lindos no balcão e chama as meninas.
- Meninas, quem será aqueles homens? Falou a Camila.
- Uau... soltou um gritinho de animação a Carol, - quero aquele de preto, falou apontando para o mais bonito e as meninas olham para ela chateadas, ela sempre pega os mais gatos por ser mais bonita e popular.
O Téo está bebendo com o Rodolfo e falando de negócios quando uma ruiva chegou o agarrando e ele não entendeu, mas também não afastou ela.
- Oi! Gato! Estou vendo você sozinho aqui sem a companhia de uma mulher, falou a Carol tocando no seu abdome e ele sorrir com audácia para ela.
As meninas na hora reconheceram o senhor Téo uns dos homens mais ricos do país, ele é conhecido pelo seu temperamento cruel e intimidador, mesmo sendo tão lindo ninguém iria ter coragem de agarrá-lo.
O Rodolfo ficou com medo do seu amigo empurrar a mulher e processá-la por isso, mas ele acabou aceitando as provocações dessa ruiva que por-sinal era muito bonita.
- O que você quer fazer senhorita? Ele falou em um tom provocador.
- Transar com você, é claro! Ela falou puxando-o para beijá-lo.
As meninas ficam com inveja vendo a Carol beijar o Téo e sem acreditar que ela conseguiu fazer isso.
Téo:
Olho para ela sem entender, que mulher direta, então sorrio, ela me puxa para um beijo e aceito na hora, percebi também que ela está um pouco bêbada, mas isso não mudou nada, levo ela pela multidão saindo da boate até o meu carro e vamos direto para um dos apartamentos que possuo aqui perto, entro com ela e ela fica olhando tudo.
- Não viemos aqui para você olhar as minhas propriedades! Falo em seu ouvido a puxando para minha suíte.
- Não mesmo, ela falou tirando seu vestido e mostrando seu corpo perfeito.
- Você é muito rápida, falo puxando para meu corpo e beijando com urgência, não podia perder tempo de poder aproveitar essa linda mulher na minha cama.
Téo:
Acordo cedo e olho para ruiva que está do meu lado e lembro da noite de ontem e como viemos para no meu apartamento, me levanto com cuidado para não a acordar, visto minhas roupas que estava jogada pelo chão e vou para a cozinha, faço alguma coisa para comer, quando me sento para tomar o café, vejo ela descendo com uma de minhas camisetas brancas sociais, ela desce bem elegante como já fosse dona da casa.
- Bom dia! Gato! Ela falou indo até ele com o seu sorriso.
- Bom dia! Já mandei lavar suas roupas, daqui a pouco elas devem entregar e a senhorita poderá ir embora. Ele falou frio, por mais bonita que ela seja, ela só serve para uma noite, mulher Fácil, ele pensa.
Ela olhou para ele brava por ele está sendo tão frio e cafajeste, mesmo assim ela não se importava com o que ele pensava, ela só queria dinheiro, então ela pegou o relógio dele que deveria valer uma fortuna que ele havia deixado na cabeceira da cama.
- Tudo bem, agora vou aproveitar desse café maravilhoso.
- Espero que goste, ele saiu e deixou ela lá já que não gostava de comer com as mulheres que costumava sair.
Ela não ligou, tomou o café e logo suas roupas chegaram, ela se vestiu e foi até ele.
- Não vai falar mais nada, o seu nome ou perguntar o meu?
Ele olha para ela irritado já.
- Qual é o seu nome? Ele perguntou.
- haha, tem certeza que não sabe, falou chegando perto dele e passando a mão em seu peitoral.
Ele tira a mão dela e se afasta.
- Não! Ele falou frio.
- Carol Rodrigues.
Ele lembrou do sobrenome Rodrigues e pensou será o mesmo que a família está a falência, depois balançou a cabeça, não interessava quem era ela, ele só queria transar e nada mais.
Ela pega e vai embora, ele faz algumas ligação e marca de almoçar com o Rodolfo e saber qual era a proposta que ele tinha para salvar dessa enrascada que seu pai tinha o deixado.
Téo:
A Carol foi embora, resolvi tomar um banho para encontrar o Rodolfo, me arrumo e percebo que meu relógio não está mais onde havia deixado, a raiva sobe e vem uma pessoa em minha mente a "ruiva", que desgraçada ela me roubou, o erro dela foi falar seu nome e sobrenome, vou pegar o meu relógio de volta nem que seja preciso matá-la, ela não sabe com quem mexeu.
Cheguei ao restaurante e já vejo o Rodolfo e vou até ele.
- Então, como foi a noite com a ruiva? O Rodolfo falou debochado.
- Nem fala, aquela vigarista, acredita que ela roubou o meu relógio? Falei bravo me sentando.
- Seu relógio de herança do seu avô, ele falou preocupado.
- Esse mesmo, mas pode deixar que vou pegar de volta.
- Então..., o Rodolfo faz uma cara de preocupado.
- Fala logo? Fico impaciente, quando ele faz essa cara.
- Eu ia falar dela mesmo, ela é a mulher perfeita para você se casar, ele não aguenta com a cara do Téo e sorri.
- Você só pode estar doido Rodolfo! Falou bravo.
Ele deveria estar brincando comigo, já que ficou surpreso em ver eu saindo com uma mulher assim.
- Não estou, ela é perfeita, pesquisei sobre ela, a sua família está a falência e precisam com urgência de dinheiro, ela e mimada e adora se divertir igual a você, puxei o histórico dela e ela nunca teve um relacionamento sério.
- E! o que tem a ver com ser perfeita, ela é uma puta!
- Cara! Ela e perfeita, ela não quer nada sério com você, não ficará no seu pé, é gostosa para caralho e precisa de dinheiro rápido.
- Tá! Suponhamos que eu aceite, não quero ser um chifrudo.
- Téo é só por pouco tempo, fiz um contrato, ele entregou e o Téo lê, - você só tem um mês para se casar, eu posso entrar em contato com ela e com os seus pais e oferecer uma proposta justa que tenho certeza de que eles vão aceitar, também pegarei o seu relógio de volta, que tal?
Olho o contrato e vejo coisa que me agrada, ela terá que me respeitar, e não pode cobrar nada durante um ano e depois vamos nos divorciar e eu pagarei uma pequena fortuna, bom melhor perder um pouco do dinheiro do que tudo, penso, fora que essa fortuna, eu em um ano consigo recuperar de volta.
- Sabe o que penso dela, né! Mas se você acha que é a nossa salvação, então deixarei tudo com você Rodolfo, mas quero o meu relógio hoje mesmo, entre em contato com essa ladra e deixe bem claro que nas minhas coisas eu não admito que mexam!
- Ok! Téo, pode deixar que hoje mesmo pego de volta.
Eles terminam de almoçar e o Téo foi para o trabalho.
Bella:
Minha avó tem piorado e o médico ligou falando que ela precisa começar com urgência o tratamento, estou sem saída e até aceitei sair para conversar com o doutor, não sei o que ele quer comigo, mas se isso for ajudar a vovó a se recuperar eu consigo aceitar tudo.
Estou servindo os clientes e vejo uma mulher muito chique se aproximando, ela tem pinta de rica e me lembra alguém, ela se aproxima me olhando de baixo para cima, surpresa e fala.
- Olá! Filha.
O quê! Ela é a minha mãe, o que ela está fazendo aqui, penso, mesmo vendo elas nas fotos pessoalmente ela era bem mais bonita e intimidadora.
- A minha mãe é a senhora Samantha, então o que a senhora quer comigo?
Falo e ela me olha sem nenhum afeto ou carinho de mãe, é como alguém desconhecida.
- Então não precisa mais de mim, para pagar o tratamento da sua querida avó? Falou sorrindo e indo em bora.
Meu coração acelerou, ela veio até aqui para ajudar a gente, não pode ser, corri desesperada até ela.
- Senhora, eu peço desculpas pela minha ignorância, termino de falar e ela sorri.
- Não tem problemas, querida, tenho uma proposta para fazer para você, acho melhor saímos para conversar em particular.
Que proposta ela tem para mim, penso, bom, ela ajudando a minha avó, eu posso fazer o que ela quiser, falei com o senhor José, e expliquei que tinha um assunto urgente para tratar e que precisava sair cedo, ele como sempre me liberou, saio e olho um carro chique que estava nos esperando, fiquei até sem graça de entra nesse carrão.
- Entre logo Isabella, a Débora, falou dando uma ordem.
Entrei no carro e ele vai para um apartamento na cidade, provavelmente ela está hospedada nesse lugar chique, porque ela não foi ver a vovó, penso, chateada, descemos e entramos no hotel, eu sempre indo atrás dela com vergonha já que todos ali não paravam de me olhar, eu sei que não estou com roupas chiques, e eles devem imaginar que sou uma empregada e não filha dela.
Entro no elevador e ela mal me olha, acho que devo se alguém que ela não gosta mesmo, ela entrou no seu apartamento e mandou eu entrar também, olho a minha volta e vejo como é chique aqui dentro, então alguém saiu do banheiro enrolada na toalha.
- Graças a Deus! mãe que você chegou, que demora!! falou a Carol olhando para a criatura em sua frente, ela era seu clone, igualzinha só que com roupas cafonas e maltratada, - então, essa é a minha irmã gêmea, ela se aproxima dela e começa a tocar nos seus cabelos e sorri satisfeita.
Bella:
Olho para ela e fico olhando sua pele, seus cabelos molhados e unhas feitas, ela era igualzinha a mim, só que a diferença de estilo de vida era completamente diferente.
- Senhora, preciso saber por que me trouxe aqui, e se vai ajudar a vovó? Falo com raiva de ver a minha irmã me examinando como fosse me vender.
- Calma, depende de você querida, se aceitar ela vai começar amanhã o tratamento.
Meus olhos brilham quando ela falou que a vovó poderá começar o tratamento amanhã, isso parecia mentira.
- Sente-se Isabella, falou a Débora.
Me sento no enorme sofá e a Carol se senta do outro lado e fica me regulando, o que será que ela quer comigo.
- Então, Isabella, a única coisa que queremos de você e que se passe pela minha filha, ela tem que se casar na semana que vem com o senhor Téo Fidélis, acho que você já deve ter ouvido falar dele, fizemos um acordo com ele e isso vai salvar a nossa família, claro que você só será a substituta dela, o senhor deixou bem claro que não pretende se envolver emocionalmente, mas a minha querida filha quando voltar poderá conquistá-lo, não é Carol?
- Isso mesmo, mamãe, ele é perfeito para mim, ela falou animada, - a noite que passei com ele foi maravilhosa. A Carol falou.
- Como assim? Fico sem entender, elas são doidas, me fazer passar por ela, mas com esse homem que todos falam ser cruel com todos e seus funcionários, claro que sabia quem era ele, ultimamente nos jornais só falava da morte do pai dele, e ele apreciando as mulheres e indo para as baladas.
- Você é burra? Você vai se casar com ele no meu lugar, ficará se passando por mim, até eu voltar, a Carol falou brava já com a Isabella.
- Por que você não casa com ele? Pergunto sem entender o motivo.
- Você acha que se não pudesse eu iria mandar você, é óbvio que não posso, estou grávida dessa criaturinha, a Carol falou mostrando a sua barriguinha que ainda não dava para saber que ela estava grávida.
Bella:
Como ela pode falar assim do seu próprio filho, e de quem será essa criança, penso.
- Você vai fazer isso ou não? Perguntou a Débora brava já por tantas perguntas.
- Tenho outra opção? Falei triste, como vou me casar com alguém que mal conheço, fora que vou me casar com um monstro, e se ele descobrir que sou uma substituta, não quero nem pensar, uma coisa sei, preciso aprender tudo sobre a minha irmã e fazer ele acreditar que sou ela.
- Boa garota, amanhã sua avó vai se internada e você vai conosco para capital, só temos uma semana para você ficar igualzinha à sua irmã, falou a Débora.