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A Noiva Traída: Renascimento

A Noiva Traída: Renascimento

Autor:: Qing Shui Lian Jian
Gênero: Romance
O dia do meu casamento deveria ser o mais feliz da minha vida. Mas se tornou o palco da mais cruel traição: minha prima Rafaela, a quem eu confiei meu vestido de noiva, o vestiu, radiante, enquanto eu era reduzida a farrapos. Quando confrontei o homem que chamei de pai a vida toda, Sr. Carlos, ele me olhou com desprezo gelado, revelando que eu não era sua filha biológica e que seria deserdada após o casamento de Rafaela com meu noivo, Lucas. Fui trancada em meu quarto, ouvia a festa da minha desgraça lá fora e morri em desespero, um sussurro esquecido. Então, algo aconteceu. Abri os olhos. Voltei. Viva. No mesmo quarto, na véspera do meu casamento. "Rafaela, você está deslumbrante! Esse vestido parece que foi feito para você!" Ouvi a voz melosa da empregada. Minha raiva borbulhou. Desta vez, eu não seria a vítima. Eu não choraria. Fechei os punhos. Eles queriam roubar minha vida, minha dignidade. Eles iriam pagar. Cada um deles. A Tônia ingênua, de bom coração, estava morta. Em seu lugar, nascia alguém forjada pela traição e alimentada por um desejo avassalador de justiça. Eu preferia queimar com eles a viver de joelhos mais um dia.

Introdução

O dia do meu casamento deveria ser o mais feliz da minha vida.

Mas se tornou o palco da mais cruel traição: minha prima Rafaela, a quem eu confiei meu vestido de noiva, o vestiu, radiante, enquanto eu era reduzida a farrapos.

Quando confrontei o homem que chamei de pai a vida toda, Sr. Carlos, ele me olhou com desprezo gelado, revelando que eu não era sua filha biológica e que seria deserdada após o casamento de Rafaela com meu noivo, Lucas.

Fui trancada em meu quarto, ouvia a festa da minha desgraça lá fora e morri em desespero, um sussurro esquecido.

Então, algo aconteceu.

Abri os olhos.

Voltei. Viva. No mesmo quarto, na véspera do meu casamento.

"Rafaela, você está deslumbrante! Esse vestido parece que foi feito para você!"

Ouvi a voz melosa da empregada. Minha raiva borbulhou. Desta vez, eu não seria a vítima. Eu não choraria.

Fechei os punhos. Eles queriam roubar minha vida, minha dignidade.

Eles iriam pagar. Cada um deles.

A Tônia ingênua, de bom coração, estava morta. Em seu lugar, nascia alguém forjada pela traição e alimentada por um desejo avassalador de justiça.

Eu preferia queimar com eles a viver de joelhos mais um dia.

Capítulo 1

A memória da minha vida passada era um pesadelo que se repetia em minha mente, uma ferida que nunca cicatrizava. Lembro-me do dia do meu casamento, que deveria ser o mais feliz da minha vida, mas que se transformou no meu fim. Naquele dia, descobri a mais cruel das traições. Minha prima, Rafaela, a quem eu sempre considerei uma irmã, roubou tudo de mim. O vestido de noiva, que confiei a ela para fazer os últimos ajustes, foi alterado para servir perfeitamente em seu corpo. Ela o vestiu, radiante, enquanto eu era deixada de lado, em farrapos.

Quando confrontei o homem que chamei de pai por toda a vida, Sr. Carlos, ele me olhou com um desprezo gelado. Suas palavras foram como lâminas, cortando os últimos laços que nos uniam. Ele revelou que eu não era sua filha biológica, que eu era apenas uma peça em seu jogo de aparências. E que, após o casamento de Rafaela com o meu noivo, Lucas, eu seria deserdada, jogada fora como lixo.

Naquela vida, eu chorei, implorei, lutei, mas fui silenciada. Fui trancada no meu quarto enquanto ouvia os sons da festa lá fora, a celebração da minha desgraça. O desespero me consumiu, e meu fim foi solitário e trágico, um sussurro esquecido na opulência daquela casa.

Mas então, algo aconteceu.

Abri os olhos.

A luz do sol da tarde entrava pela janela do meu quarto, o mesmo quarto onde minha vida passada terminou. Meu coração batia descontroladamente no peito, um tambor de guerra anunciando uma segunda chance. Eu estava viva. Eu tinha voltado.

O som de risadas e elogios veio do corredor. Uma voz familiar, melosa e falsa, cortou o ar.

"Rafaela, você está deslumbrante! Esse vestido parece que foi feito para você!"

Era a voz de uma das empregadas.

Meu corpo gelou. Eu sabia exatamente o que estava acontecendo. Era a véspera do meu casamento. O ponto de virada. O momento em que tudo desmoronou.

Levantei-me da cama, minhas pernas ainda trêmulas pela onda de memórias e pela adrenalina da ressurreição. Caminhei até a porta e a abri lentamente.

Lá estava ela. Rafaela. No meio do salão, vestindo o meu vestido de noiva. O tecido branco e delicado, que eu mesma desenhei, abraçava suas curvas como uma segunda pele. Seu cabelo estava preso em um penteado elegante, e um sorriso triunfante enfeitava seus lábios.

As empregadas a rodeavam como abelhas em volta de uma flor, zumbindo elogios vazios.

"Senhorita Rafaela, o Sr. Lucas vai ficar sem fôlego quando te ver!"

"Com certeza! Você é muito mais bonita que a Senhorita Tônia."

"O vestido ficou muito melhor em você."

Rafaela riu, um som que me causou náuseas. Ela girou lentamente, admirando seu reflexo no grande espelho da parede.

"Vocês acham mesmo?", ela perguntou, fingindo modéstia. "Eu estava com medo de não ficar bom. Tônia tem um gosto tão... simples."

A raiva borbulhou dentro de mim, quente e sufocante. Na minha vida passada, eu fiquei paralisada pela dor e pela incredulidade. Eu permiti que eles me destruíssem.

Mas não desta vez.

Desta vez, eu não seria a vítima. Eu não choraria. Eu não imploraria.

Fechei os punhos com força, as unhas cravando na palma das minhas mãos. O leve ardor me trouxe de volta à realidade, focando minha mente. Eles queriam roubar minha vida, meu futuro, minha dignidade. Eles me trataram como um nada.

Eles iriam pagar.

Cada um deles.

Um sorriso frio se formou em meus lábios. A Tônia ingênua e de bom coração estava morta. Em seu lugar, nasceu alguém forjada pela traição e alimentada por um desejo avassalador de justiça. Eu não iria apenas sobreviver. Eu iria lutar. E eu iria vencer.

Capítulo 2

Respirei fundo, endireitei as costas e saí do meu quarto. Cada passo que eu dava em direção ao salão era firme, deliberado. O som dos meus sapatos no chão de mármore fez com que as risadas cessassem. Todos os olhos se voltaram para mim.

Parei a poucos metros de Rafaela, meu olhar fixo nela, ignorando completamente as empregadas que agora me encaravam com uma mistura de surpresa e desdém.

"Tire esse vestido", eu disse. Minha voz saiu calma, mas carregada de uma autoridade que nem eu sabia que possuía. "Ele é meu."

O sorriso de Rafaela vacilou por um instante. Ela rapidamente recompôs sua máscara de inocência, seus olhos se enchendo de lágrimas falsas.

"Tônia, prima...", ela começou, a voz trêmula. "O que você está dizendo? Eu só estava... eu só queria ver como ficava. Para ter certeza de que estava perfeito para você amanhã."

Ela deu um passo em minha direção, como se fosse me abraçar.

"Não chegue perto de mim", eu a cortei, fria como o gelo. "Eu disse para tirar o meu vestido. Agora."

O rosto de Rafaela se contorceu em uma expressão de mágoa.

"Prima, por que você está sendo tão cruel? Eu nunca faria nada para te magoar."

As empregadas começaram a cochichar entre si, lançando-me olhares de reprovação.

"A Senhorita Tônia está sendo tão ingrata."

"A Senhorita Rafaela só queria ajudar."

"Que escândalo na véspera do casamento."

"Silêncio!", a voz do meu pai de criação, Sr. Carlos, trovejou pelo salão. Ele descia as escadas, seu rosto uma máscara de fúria contida. Seus olhos passaram por mim como se eu fosse um inseto insignificante e pousaram em Rafaela com uma falsa preocupação.

"O que está acontecendo aqui? Rafaela, querida, por que está chorando?"

Rafaela correu para o lado dele, agarrando seu braço e soluçando.

"Tio... eu não sei. A Tônia está tão estranha. Ela me acusou... ela disse que eu quero roubar o vestido dela."

Sr. Carlos me fuzilou com o olhar.

"Maria Antônia! Que comportamento é esse? Peça desculpas à sua prima imediatamente! Você não vê que ela só estava tentando ajudar? Você deveria ser grata por ter uma prima tão dedicada."

Ouvir aquelas palavras dele, sabendo o que eu sabia, foi como ter a ferida da minha vida passada reaberta e salgada. Aquele homem, que deveria me proteger, estava me jogando aos lobos mais uma vez. A dependência que eu sentia por ele, a busca por sua aprovação, tudo isso se desfez em pó. Eu vi seu rosto não como o de um pai, mas como o de um carrasco.

"Eu não vou pedir desculpas por algo que é meu por direito", respondi, minha voz firme. "Esse vestido foi desenhado por mim, para o meu casamento. Ela não tem o direito de usá-lo."

"Insolente!", ele gritou. "Você está me envergonhando! Rafaela é sua família! Você deveria ser mais generosa! Depois de tudo que fiz por você, é assim que você me retribui? Com ingratidão e escândalos?"

A moralidade distorcida dele era sufocante. A generosidade que ele exigia de mim era, na verdade, uma ordem para que eu me submetesse e entregasse tudo o que era meu.

Eu ri, um som amargo que ecoou pelo salão silencioso.

"Generosidade? Ou você quer que eu entregue meu lugar para ela? É isso, não é?"

O rosto do Sr. Carlos ficou pálido. Ele não esperava essa confrontação direta.

Ele se recompôs rapidamente, sua expressão se tornando ainda mais dura.

"Chega de bobagens. Você está cansada e estressada com o casamento. Vá para o seu quarto e descanse. Rafaela, querida, não se preocupe com isso."

Ele se virou para as empregadas.

"Levem a Senhorita Rafaela para trocar de roupa. E certifiquem-se de que a Senhorita Tônia não cause mais problemas."

Ele me deu as costas, dispensando-me como se eu não fosse nada. Tentei exercer a pouca autoridade que me restava.

"Vocês!", eu disse para duas empregadas que passavam. "Ajudem-me a levar o vestido de volta para o meu quarto."

Elas se entreolharam e riram debochadamente.

"Desculpe, Senhorita Tônia", disse uma delas com um sorriso zombeteiro. "Mas recebemos ordens do Sr. Carlos. E ele é quem paga nossos salários."

A outra acrescentou: "A senhora não manda mais em nada por aqui."

Elas se viraram e seguiram Rafaela e meu pai, deixando-me sozinha no meio do salão. O peso da minha situação me atingiu em cheio. Eu não era apenas uma noiva traída. Eu era uma prisioneira em minha própria casa, despojada de poder, de voz e de dignidade. A zombaria delas confirmou o que eu já sabia: para todos naquela casa, eu já era uma exilada.

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