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 A Paixão Proibida do CEO

A Paixão Proibida do CEO

Autor:: Jessy Alencar
Gênero: Romance
Quando uma jovem do interior do Brasil ganha uma cobiçada bolsa de estudos em Artes na Coréia do Sul, ela se vê imersa em um mundo de contrastes e intrigas. Determinada a se manter no país estrangeiro, ela recorre à ajuda de sua tia, há anos servindo como governanta na influente família Park. Sob a tutela da tia, a jovem é introduzida ao mundo dos Park, onde segredos familiares e rivalidades se entrelaçam. Ao começar a trabalhar na casa do herdeiro mais velho dos Park, ela se vê envolvida em um jogo perigoso, onde a esposa do empresário, Jennie, arquiteta planos maquiavélicos para se livrar de um casamento arranjado. Porém, o destino reserva surpresas inesperadas quando o coração da jovem do interior se apaixona pelo empresário casado. Em meio a tradições milenares e emoções ardentes, ela terá que enfrentar o dilema entre seguir seus sentimentos ou os deveres impostos pela sociedade. Uma história envolvente que explora os limites do amor, da lealdade e dos desafios de se encontrar em terras desconhecidas

Capítulo 1 Comece a limpar!

Eu ainda estava eufórica apesar das trinta horas de viagem do Brasil até a Coréia tudo era novidade para mim e eu não tinha conseguido dormir por nem um minuto. Eu nunca tinha andado de avião e nem mesmo viajado para lugar algum e logo na primeira vez que o fiz foi em uma viagem longa que mudaria toda a minha vida. Eu olho mais uma vez meu caderno de desenhos admirando o portfólio que fez com que eu conseguisse uma bolsa de estudos em uma das faculdades mais renomadas da Coréia, ainda sem acreditar que eu realmente estava aqui. Eu cresci com a minha vó que havia falecido recentemente pois perdi meus pais quando era criança, ao perder minha avó eu fiquei totalmente sozinha no Brasil e não via sentido em permanecer lá, minha tia mora e trabalha na Coréia a mais de vinte anos e sempre quis que eu viesse para cá, mas seria muito difícil conseguir um visto de trabalho para alguém sem qualificação então quando vi a bolsa de estudos GKS eu vi ali uma chance de conseguir o Visto e poder estudar e trabalhar na Coréia.

Minha tia trabalhava para a família Park a quinze anos e agora trabalhava para o filho mais velho da família, então quando ela me recomendou para a esposa dele ela não hesitou em me contratar. Tudo estava perfeito, pois esse trabalho exigia que eu morasse lá e isso me garantiria que além do salário eu também teria casa e comida. A minha tia é muito discreta e não me falou muita coisa sobre o casal para o qual eu trabalharia, apenas fez com que eu prometesse que eu não iria me apaixonar pelo dono da casa pois segundo ela, ele era muito bonito, eu sempre fui muito integra e mesmo que ele fosse lindo, jamais me envolveria com um homem casado, então tenho certeza de que isso não será um problema.

Eu desço do avião e finalmente estava em solo coreano, estava empolgada para ver minha tia depois de todo esse tempo afinal ela agora era a única família que eu tinha. Pego minhas malas e após passar pela imigração sai pelo portão principal tentando encontrar a saída. Tudo era tão moderno e limpo que eu tive certeza que estava bem distante do Brasil. Eu estava estudando coreano a mais de um ano por conta própria e ainda tinha dificuldades em ler o Hangul, estava tentando me localizar até que ouvi uma voz que até então eu só tinha ouvido pelo telefone.

- Jane minha filha você está enorme! Tão linda! Vem cá!

Ela me abraçou calorosamente e eu não pude evitar chorar ao sentir que eu tinha uma família novamente.

- Tia Amélia! Eu achei que a Senhora não ia conseguir vir me buscar, a senhora disse que estaria ocupada...

- Eu também pensei que estaria, mas a senhora Park estava tão empolgada com a sua chegada que me deu o restante do dia de folga e mandou o motorista me trazer aqui para te buscar.

- Nossa que patroa maravilhosa! Nem conheço e já amo!

- É...

O sorriso dela pareceu se esvair um pouco e eu estranhei.

- Que foi tia? Ela não é maravilhosa?

- Não, não é isso... Eu não tenho nenhuma queixa dela, pelo contrário, ela é muito simpática com todos os funcionários, mas ela não é tão amável assim com o S.r. Park.

- Ué? O próprio marido? Por quê?

- Ela se casou obrigada pelos pais e nunca gostou do S.r. Park, ela é bem fria com ele apesar de ele ser todo bobo com ela.

- Bem, mas isso é entre eles né... Se ela é boa com os funcionários, isso é tudo que importa.

- Sim, que bom que você pensa assim. Só que eu estou um pouco preocupada com toda essa atenção que ela está te dando sabe. Ela fez umas perguntas estranhas.

- Que perguntas?

- Se você era bonita, se era solteira. Ela parecia interessada demais para o meu gosto.

- Ela pode ter perguntado isso por ciúmes do marido.

- Não sei...Como eu disse ela não gosta dele, enfim deve ser só coisa da minha cabeça.

- É, deixa isso pra lá! O importante agora é que eu vou estar perto da Senhora, vou estudar artes que é o que eu amo e logo, logo serei uma artista famosa!

- Vai sim minha filha! Nunca desista dos seus sonhos!

- Nunca tia!

- Agora vamos! Você deve estar cansada e com fome, eu preparei uma comida brasileira bem mineira que era receita da sua vó!

- Ai que delícia! É tudo que eu estou precisando!

Ela me ajuda com as malas e saímos dali em direção ao carro que nos levaria até a mansão Park.

- Jane esse é o JinWoo ele é o motorista da mansão e é o bebê da casa.

- Aigooo! Não fala assim que a moça vai pensar que eu sou mimado.

- E não é?

- Aish! É um prazer te conhecer Jane! Seja bem-vinda a Coréia! Pode me chamar de Jin!

- Obrigada Jin o prazer é todo meu!

Ele parecia ser muito simpático e eu percebi que a minha tia parecia gostar dele como um filho e gostei dele logo de cara. Eu olhava pela janela enquanto a bela paisagem de Seul tirava toda a minha atenção do que a minha tia estava falando. Eu mal acreditava que estava aqui depois de trabalhar tanto no Brasil para conseguir juntar o dinheiro da passagem. Eu sempre trabalhei em casa de família desde muito nova então não seria novidade para mim esse tipo de trabalho. Quando nos afastamos um pouco das áreas mais movimentadas passamos por um grande portão automático que logo se abriu assim que o Jin apertou um botão ainda dentro do carro. Quando adentramos a propriedade e eu pude ter o vislumbre da mansão eu quase cai para trás. O local era enorme e a paisagem era linda.

- Nossa! Que casa linda! Como pode ser tão grande?

- Você não viu nada, tem duas piscinas uma externa e uma interna que é aquecida, sauna, jacuzzi, seis quartos, área de festa, cinema e isso tudo sem contar os quartos dos empregados que ficam em uma área menos movimentada da casa.

- Meu Deus, como você consegue dar conta de tudo isso?

- Ah! Não sou eu sozinha, tem o jardineiro, piscineiro, tem uma cozinheira e algumas empregadas que vem durante o dia e vão embora a noite.

- Então dos empregados só nós duas vamos morar na mansão?

- Sim! Antes era só eu, mas quando eu expliquei a situação para a senhora Park ela ficou mais do que feliz em receber você em casa.

- Ah que fofa!

- Fofa? A mulher é o demônio!

- Olha a boca menino!

- Desculpa dona Amélia, mas eu não consigo gostar dela por causa do que ela faz com o Senhor Park.

- Fica quieto menino que isso não é da sua conta!

- Mas todo mundo vê que...

- Você não viu nada! Primeira lição para trabalhar na casa dos outros. Jane você tem que fingir que não vê nada de errado que os seus chefes façam.

- Eu? Contanto que eles paguem o meu salário por mim ela pode fazer o que quiser com a vida dela.

- Isso mesmo minha filha! Vida de patrão a gente não se mete. Agora vamos entrar! Jin ajuda aqui com as malas.

Ele pega uma das minhas malas e eu pego a outra, logo adentramos a mansão pela porta dos fundos e eu já podia sentir o cheiro maravilhoso que vinha da cozinha.

- Meu Deus tia isso é cheiro de frango com quiabo?

- E podia ser outra coisa?

Minha boca encheu d'água ao lembrar da comida favorita da minha vó.

- Meu Deus já quero!

- Então sente para comer minha filha! Jin leva as malas dela para o quarto ao lado do meu e volte para comer um pouco também!

- Eba!

Ele sai dali quase correndo levando minhas malas consigo e eu me sento na mesa da cozinha enquanto minha tia enchia meu prato de comida que eu logo saboreei.

- Hummmmm igualzinha à que a vovó fazia!

- E você acha que eu aprendi com quem?

O Jin voltou e logo ela serviu um prato para ele também que estava muito animado.

- Você começa na faculdade amanhã mesmo?

- Sim! Amanhã é o meu primeiro dia na Faculdade de Artes da Coreia!

Eu digo animada e o Jin parece mais animado ainda.

- Não acredito! Meu irmão Eunji também estuda lá! Vou apresentar vocês amanhã e pedir para ele te ajudar lá, assim você não vai se sentir mais tão perdida por lá!

- Jura? Aí se não for muito incômodo eu vou adorar pois já estava me imaginando toda perdida e sozinha lá amanhã!

- Que isso, não é incômodo nenhum! Tenho certeza de que meu irmão vai adorar conhecer uma moça tão bonita assim.

- Olha que se a sua noiva ouvir você falar assim ela te bate.

- Mas eu disse com todo respeito do mundo, eu sou noivo, mas o meu irmão é solteiro, não foi nada demais!

- Meu Deus a menina mal chegou e você já quer arranjar namorado para ela! Ela está nova demais para isso, só tem vinte anos e tem que pensar em estudo não em namoro.

- Aish dona Amélia eu só falei com a melhor das intenções.

- É tia, pode ficar tranquila que a última coisa que se passa na minha cabeça é namoro, quero focar nos meus estudos, mas eu aceito sim conhecer o seu irmão pois vai ser ótimo ter algum conhecido na faculdade.

- Tudo bem então, amanhã antes da aula eu peço para ele passar aqui para te buscar!

- Muito obrigada!

Continuamos comendo e rindo até que uma mulher linda que parecia ter saído da capa de alguma revista entra na cozinha e todos ficam de pé ao vê-la chegar, então eu apenas os imito ficando de pé também. O conjunto de saia e blazer quadriculado em tons de rosa pastel pareciam gritar seu preço exorbitante. As joias delicadas que adornavam seus punhos e pescoço finos devem valer mais dinheiro do que já vi durante toda a minha vida e seus cabelos castanhos em um tom achocolatado caiam pelas suas costas. Ela era extremamente elegante e magra de uma forma geneticamente impossível para mim que nasci com os quadris largos e coxas grossas.

- Boa noite Senhora Park!

Eles falam em uníssono, como um coral bem ensaiado.

- Muito boa noite!

Ela para seu olhar em mim e dá um sorriso cheio de malícia enquanto me olhava de cima embaixo.

- Sra. Park essa é a minha sobrinha Jane.

- Nossa que menina linda! Você foi modesta quando falou sobre a beleza dela para mim! Seja bem-vinda Jane! Espero que você seja muito feliz nessa casa!

- Muito Obrigada Sra. Park!

- Que isso, assim você vai fazer com que eu me sinta velha, temos quase a mesma idade...Me chama de Jinhe!

- Não Sra. Park, esse tratamento é fundamental em respeito aos nossos patrões. A Senhora é nossa patroa e independentemente da idade deve ser tratada com respeito!

- Eu agradeço e sei que vocês são todos respeitosos, mas além de chefe de vocês também quero a Jane me veja como uma amiga! Jane fique à vontade para usar a casa como se fosse sua! Pode usar as piscinas, a sauna, o cinema! Pode ficar à vontade para fazer o que quiser.

Eu mal podia acreditar no quanto ela estava sendo boa para mim e não pude evitar em sorrir.

- Nossa quanta generosidade Senhora Park! Muito obrigada por essa oportunidade! Eu prometo trabalhar bastante para retribuir sua generosidade!

- Ah eu tenho certeza que sim! Eu deixei o uniforme separado para você em cima da sua cama, ele deve ficar um pouco justo em você por você ser um pouco mais... Voluptuosa do que eu imaginava pelas fotos suas que vi.

Ela pôs ênfase em voluptuosa enquanto sorria para mim me deixando tímida, diferente das coreanas que tinham poucas curvas eu tinha um quadril largo, bumbum grande, coxas grossas e a cintura fina, então imagino que a roupa que ela separou para mim deva ficar apertada se ela tiver se baseado nos padrões coreanos.

- Tudo bem se ficar pequeno ela pode usar um dos meus...

- NÃO!

Ela fala alto e todos nos assustamos, quando ela percebe que gritou ela sorri disfarçando.

- Quer dizer, não eu não quero que ela use um uniforme velho, eu mandei fazer um uniforme lindo especialmente para ela e quero que ela o use amanhã!

- Claro Sra. Park, como a Sra. desejar.

- Ah Dona Amélia eu quase esqueci, eu fiz uma lista de coisas que queria que você comprasse amanhã de manhã para mim então logo no primeiro horário quero que você vá até o mercado, o Jinwoo pode ir com a Sra. para te ajudar.

- Mas se eu e o Jinwoo sairmos quem vai orientar a Jane no primeiro dia de trabalho dela?

- Não se preocupe Dona Amélia, eu mesma vou orientar ela, tem algumas coisas no meu quarto que eu quero que ela arrume e creio que ela levará a manhã inteira realizando as tarefas que eu vou dar a ela.

- Tudo bem Sra. Park!

- Bem então isso é tudo! Tenham um boa noite de sono!

- Boa Noite Sra. Park.

Ela sai da cozinha e eu solto o ar que eu não percebi que estava segurando enquanto a minha tia e o Jin trocavam olhares de preocupação.

- Essa cobra tá armando alguma coisa, viu o jeito que ela olhou para a Jane? Eu quase pude ver o veneno escorrendo.

- Para com isso menino, já pensou se o S.r. Park escuta você falando desse jeito da mulher dele?

- Ah aquele ali é cego e surdo por essa cobra.

- Uma coisa você tem razão, ela está armando alguma coisa, eu só não sei o quê. Jane toma cuidado pois cobra mata abraçando.

- Você falou igualzinho a vovó agora.

- É, e a mamãe nunca errou quando falou isso.

Terminamos de jantar e depois eu pude tomar um banho longo no banheiro que ficava de frente para os nossos quartos, quando terminei o banho mal podia esperar para dormir, eu estava acordada a muitas horas e a viagem tinha sido muito cansativa, apesar de não ser muito grande meu quarto era confortável com uma cama de solteiro bem grande, guarda-roupas e uma televisão na parede, além de uma pequena mesa de estudo onde eu sabia que passaria muitas das minhas horas livres desenhando. Eu peguei o uniforme que estava sobre a cama ainda dentro de uma sacola plástica e estava cansada demais para olhar, então apenas o coloquei sobre a mesa e me deitei na cama pegando no sono quase que imediatamente.

Meu celular despertou no dia seguinte as sete e meia da manhã e eu tinha trinta minutos para me arrumar para o trabalho. Entrei no banheiro levando comigo o uniforme e quando terminei minhas higienes prendi o cabelo em um coque e vestindo a roupa que a Sra. Park havia deixado sobre a minha cama, quando me olhei no espelho quase não pude acreditar. O vestido preto com alguns detalhes em branco era tão justo, curto e decotado que se eu me abaixasse quem tivesse atrás de mim poderia ver toda a minha bunda e quem estivesse na frente poderia ter uma bela visão dos meus seios, além disso os sapatos que estavam junto com o uniforme eram altos e finos, quem limpa a casa usando roupas como aquelas? Eu parecia mais uma stripper do que uma empregada. Quando estava faltando cinco minutos para o horário que eu deveria começar a trabalhar ouço a voz da Sra. Park me chamando no corredor.

- Jane? Querida? Você já está pronta?

Eu coloco somente meu rosto para fora da porta respondendo a mesma.

- Sra. Park que bom que a Sra. apareceu o uniforme ficou curto demais, além de ser muito decotado.

- Ah que isso Jane, você deve estar exagerando, não deve ter ficado tão mal assim. Deixa eu ver.

Eu saio do banheiro ainda envergonhada e ela se surpreende.

- Uau! Menina que corpão! Os homens devem ficar loucos com você!

Ela parecia estar muito feliz com o resultado enquanto eu puxava o vestido um pouco para baixo tentando sem sucesso cobrir melhor a minha bunda.

- Viu? Não dá para eu trabalhar assim.

- Por que não? Eu pensei que as brasileiras eram mais liberais com as roupas, você não usa biquíni?

- Uso, mas,

- Então assunto encerrado, amanhã eu vejo uma roupa mais comprida para você, mas hoje você usa essa, ou vai usar isso como desculpa para fugir do seu primeiro dia de trabalho?

- Não, claro que não Sra. Park!

- Que bom Jane! Assim que eu gosto! Agora vamos que eu preciso que você passe o aspirador embaixo da minha cama pois está imundo, também quero que você passe o espanador nos móveis do quarto. Eu quero que você cuide especialmente das áreas que o meu marido mais usa como o nosso quarto, o escritório dele e a biblioteca. A partir de hoje você vai ser a única que vai cuidar da alimentação e de todas as necessidades do meu marido, quando ele estiver em casa quero que você seja a sombra dele, sempre que ele precisar de alguma coisa, quero que você esteja lá está bom?

- Sim Sra. Park!

- Bem agora vamos! Pega o aspirador de pó, uma vassoura e o espanador que ficam nesse armário aqui.

Ela aponta para uma porta pequena e quando eu abro vejo todos os produtos e acessórios que eu precisava para limpeza. Eu pego os mesmos e a sigo, ela para em frente a um quarto com duas portas grandes de madeira e quando ela abre me impressiono com o tamanho do quarto que além de enorme era lindo e muito bem decorado.

- Gostou?

- Sim! Seu quarto é muito bonito Sra. Park.

- É sim! Mas ele não será meu por muito tempo...

- Como?

- Nada! Vamos começar, quero que você use o espanador para tirar o pó dos móveis e depois quero que você limpe embaixo da minha cama.

- Sim Sra. Park!

Eu começo a fazer o quê ela pediu enquanto ela observava tudo que eu fazia com um sorriso no rosto. Ela checava as horas a todo o momento e quando deu um determinado horário ela disse.

- Deixa o espanador para depois, agora eu preciso que você limpe embaixo da minha cama, bem eu vou ter que te deixar sozinha agora pois tenho um lugar para ir, mas não se preocupe que você está indo bem. Limpa bem debaixo da minha cama hein?

Ela sai do quarto parecendo eufórica e eu já estava com a impressão de que ela era louca, mas decido não contrariar, assim que ela sai aproveito que estou sozinha em casa e me abaixo ficando de quatro enquanto abaixava o meu tronco o máximo que podia para que o aspirador fosse o mais longe possível deixando assim o chão embaixo da cama bem limpo. Ainda bem que eu estava sozinha pois eu estava com a bunda totalmente empinada e quem entrasse ali agora poderia ver toda a minha bunda pois a calcinha que eu estava usando era bem pequena e não cobria muita coisa. Eu me concentro na minha tarefa enfiando a cabeça embaixo da cama para conferir o trabalho que o aspirador estava fazendo quando alguém tosse atrás de mim para me chamar a atenção fazendo eu me assustar e bater a cabeça na cama.

- Ai! Merda!

Eu saí o mais rápido que pude daquela posição ficando de joelhos e virando meu corpo para olhar a pessoa que estava em pé me encarando e antes que eu pudesse pensar ou dizer alguma coisa fiquei totalmente hipnotizada com a visão que tive, um homem com um corpo escultural com diversas tatuagens me encarava com um sorriso safado no rosto que faria a mais santa das mulheres ter pensamentos pecaminosos, ele estava sem camisa e seu corpo estava coberto de suor, ele usava uma calça de moletom preta que deixava a barra da sua cueca a mostra e um tênis de corrida, imagino que ele tenha vindo direto da academia. Começo a sentir um calor entre as minhas pernas conforme observava cada detalhe daquele monumento de homem que estava na minha frente, o suor que escorria por seu rosto só o deixava ainda mais atraente e deixava a minha boca seca enquanto outra parte do meu corpo parecia estar totalmente encharcada.

- Oi. Eu não conheço você!

Eu tento formar alguma frase, mas eu estava com medo de abrir a boca e acabar deixando escapar o quanto eu o achava maravilhoso. Ele se aproxima um pouco mais e posso sentir o cheiro do seu perfume misturado ao seu suor e eu já estava em um nível surreal de excitação, pois além de gostoso o homem ainda era cheiroso.

- Que foi menina? O gato comeu sua língua?

Ele deu um sorriso de tirar o fôlego e eu estava feliz por estar ajoelhada pois as minhas pernas estavam bambas só de olhar para ele, ele sabia o poder que tinha e sorriu ao perceber que eu estava totalmente hipnotizada por ele.

- Bem já que você não fala eu vou falar. Prazer o meu nome é Jason Park e acho que o seu é Jane não é isso?

Eu concordo com a cabeça e estava sem fôlego enquanto seus olhos iam do meu rosto até o meu decote. Eu sinto muito tia, mas se esse é o S.r. Park eu não sei se consigo manter a minha promessa...

Capítulo 2 Tentação

Noite anterior, Jason Park

Chego em casa e como sempre a Jinhee ainda não tinha chegado, eu realmente não entendo até onde ela fica até tão tarde, mais uma vez eu janto sozinho pois se eu for esperar pela Jinhee chegar eu simplesmente não janto.

- O Sr. quer mais vinho Sr. Park?

- Não, melhor eu não beber muito pois quero ver que horas minha esposa vai chegar.

- Sim Sr. Park!

- Que horas ela saiu?

A mais velha baixou o olhar e eu sabia que ela assim como todos nessa casa tinham medo de responder minhas perguntas e acabar me magoando. Eu sabia que meu casamento era um casamento arranjado, mas eu sempre tentei fazer dar certo e desde a primeira vez que vi a Ji, eu me apaixonei. Eu tento ser um bom marido, mas acho que ela não percebe o quanto eu tento.

- Foi pouco depois do almoço Sr. Park.

- Cada dia ela sai mais cedo e volta mais tarde.

Eu podia ver a pena no olhar da mais velha e me sentia patético por não confrontar a minha mulher, a verdade é que eu acho que tinha medo de saber se ela me enganava.

- Desculpa Sr. Park, o senhor pretende jantar em casa amanhã?

- Não, por quê?

- Minha sobrinha chegou hoje do Brasil e a Sra. Park disse que eu poderia usar a hora do jantar para buscar ela na faculdade já que ela não sabe andar por aqui ainda.

- Sem problemas. Ela fez uma boa viagem?

Eu digo tentando puxar assunto, na verdade eu só não queria ficar sozinho e havia chegado ao ponto de puxar assuntos aleatórios para manter a Dona Amélia na sala de jantar.

- Fez sim, mas ela está muito cansada, ela chegou, comeu e foi direto para a cama, amanhã mesmo ela começa a trabalhar e estudar então ela precisava desse descanso.

- Verdade. Ela vai estudar o quê mesmo?

- Artes, ela ganhou uma bolsa de estudos em uma das melhores universidades da Coréia só com os desenhos dela.

Que bom... Qual o nome dela mesmo?

- Jane. Ela é uma menina muito esforçada e como ela ficou sozinha no Brasil depois que a minha mãe morreu eu fiquei muito feliz de ela ter conseguido vir para cá.

- Quantos anos ela tem?

- Ela tem vinte, mas vai fazer vinte e um logo.

- Tão novinha.

Me peguei pensando em quando eu tinha essa idade e pensava que tudo era fácil. Agora com trinta e quatro anos tudo era diferente e eu havia chegado a um ponto em que nada mais parecia ter graça.

- Sim!

Ouvi um barulho de salto batendo contra o piso e sabia que era a Jinhee. Ela passou direto pelo corredor sem nem olhar para a sala de jantar.

- Ji!

Ela respirou fundo, parou e voltou botando a cara na porta da sala de jantar.

- Que foi Jason?

- Não vai jantar?

Estou sem fome!

Ela diz e sai.

- Ji?

Ela volta contrariada.

- Que é?

- Onde você estava?

- Com as meninas, fomos fazer compras.

- E o que você comprou?

Eu olho para as mãos vazias dela e ela dá de ombros.

- Só fui para acompanhar mesmo.

Eu abaixo a cabeça sabendo que ela estava mentindo.

- Até essa hora?

- O que é Jason? Agora vai controlar meus horários também? Não posso mais nem sair com as minhas amigas?

- Claro que pode, você sabe que eu não te proíbo de nada. É só que-

- Só que o quê?

- Só que seria bom ter a sua companhia de vez em quando...Eu estou cansado de jantar sozinho.

- Você não está sozinho, a Dona Amélia está bem aí.

Eu fico olhando para a mulher com quem eu havia me casado sem acreditar no quanto ela parecia me desprezar sem que ao menos eu saiba o porquê.

- Dona Amélia...Pode se retirar por favor?

A mais velha saiu imediatamente enquanto a Jinhee me olhava parecendo irritada.

- Ji será que nós podemos ser um casal normal pelo menos por uma noite?

- O que você quer de mim Jason?

- Quero você!

Eu digo indo até ela e ela dá de ombros.

- Você me tem.

- Só no papel.

- O que foi? É por causa de sexo? Nós transamos semana passada.

- Ji, não é só por sexo, eu quero a sua companhia, quero jantar com você, quero saber como foi o seu dia. Poxa tem tanta coisa que nós podíamos fazer juntos, eu juro que eu tento entender você, mas eu não consigo.

Ela dá de ombros e olha para todos os cantos da sala menos para mim.

- Jason no trato que nossos pais fizeram nós prometemos ficar casados pelo bem das empresas, mas em nenhum momento nós prometemos nos amar.

- Mas nós prometemos isso na igreja, diante de Deus...E eu tenho cumprido Ji...Deus sabe que eu tenho cumprido. A dois anos eu tento te conquistar e tenho feito de tudo para isso, mas você não parece querer dar uma chance para nós dois.

- Que inferno! Sempre essas malditas cobranças, sempre discussões.

- Ji eu não estou discutindo. Eu só quero saber o que mais eu posso fazer para te fazer feliz?

- Eu não sei! Que tal você me deixar em paz? Seria um bom começo!

Ela sai pisando firme e eu só fiquei ali parado enquanto via ela se afastar de mim como ela sempre fazia. A essa altura eu perdi o apetite e fui até o meu escritório me servindo de uma dose de Whisky e observando a casa enorme que nós tínhamos que era tão cheia de móveis e tão vazia de amor. Até quando eu iria aturar essa situação? Até quando eu conseguiria continuar me sentindo sozinho e ignorando isso para continuar ao lado da mulher que eu amo?

Após beber umas três doses de Whisky decido ir para o quarto e quando entro vejo que a Jinhee já estava deitada provavelmente fingindo dormir. Eu me deito ao seu lado puxando seu corpo para o meu e beijando suas costas, eu afasto o cabelo dela deixando beijos pelo seu pescoço enquanto a abraçava apertado e sinto o corpo dela se enrijecer. Ela se mexe um pouco e respira fundo.

- Eu tô com dor de cabeça Jason.

Eu já estava acostumado a ouvir essa frase toda vez que tentava tocá-la. Me afasto dela me jogando na cama e respirando fundo.

- Sempre né Ji. Talvez eu devesse levar você em um médico.

Ela fica calada e algum tempo depois ela diz.

- Olha, amanhã quando você chegar da academia antes de ir para o trabalho eu prometo que vamos namorar um pouco tá bom?

- Mesmo?

- Mesmo. Agora vamos dormir.

Ela se vira se deitando sobre o meu peito e por mais patético que isso soe só esse simples contato já me deixava feliz. Eu levo minha mão suavemente ao queixo dela puxando seus lábios para os meus deixando um selar no mesmo e só de olhar nos olhos dela eu me derretia.

- Eu te amo! - afirmo com toda certeza em meu coração e a ouço suspirar.

- Eu sei!

Ela se aconchegou em mim e eu fiquei fazendo carinho no cabelo dela até ela adormecer. Ela nunca tinha dito que me amava e eu sabia a razão disso, mas nunca perdi a esperança de um dia ouvir aquelas palavras da boca dela. Após algum tempo acabo adormecendo e quando acordo corro para a academia, estava animado para voltar logo e poder ter a mulher que amo em meus braços. Quando voltei para casa e entrei no meu quarto quase não acreditei no que vi, uma mulher que eu sabia que não era a Lisa estava limpando embaixo da cama do meu quarto com um uniforme extremamente curto que deixava toda sua bunda a mostra, sua calcinha fio dental não escondia muita coisa e eu sinto culpa em dizer que fiquei alguns minutos observando aquela mulher ali daquela forma antes de tossir para chamar sua atenção.

Eu não podia negar que ela tinha uma bunda grande e suculenta do jeito que eu gostava, só pelo tamanho da bunda eu já sabia que não era a Ji, pois ela era bem magrinha. Quando chamei sua atenção ela se assustou e bateu a cabeça na cama enquanto xingava. Eu não pude evitar e comecei a rir da reação dela. Quando pude ver o seu rosto percebi o quanto ela era jovem e bonita, quando ela passeou com seu olhar sobre o meu corpo pude perceber que ela corou e não consegui evitar ao sorrir pelo fato dela ser tão transparente.

- Oi! Eu não conheço você.

Afirmo e ela abre a boca, mas não sai nenhum som. Eu me aproximo e percebo que ela estava totalmente vidrada no meu corpo, a muito tempo uma mulher não me olhava assim e acabo me sentindo culpado por estar me divertindo com isso.

- Que foi menina? O gato comeu sua língua?

Eu sorri ao perceber que ela estava totalmente hipnotizada por mim. A muito tempo minha autoestima não ficava tão alta, ela estava ajoelhada na minha frente em uma posição totalmente submissa e eu não pude evitar em pensar besteira por alguns instantes.

- Bem já que você não fala eu vou falar. Prazer o meu nome é Jason Park e acho que o seu é Jane, não é isso?

Ela fica algum tempo me analisando até que engole em seco e responde sem tirar o olhar do meu.

- Si-sim Sr. Park meu nome é Jane.

- Ah você fala, já estava pensando que você era muda.

Brinco e ela coloca uma mecha de seus lindos cabelos negros atrás de sua orelha.

- Desculpa é que eu me assustei.

- Tudo bem! Cadê a Sra. Park?

- Ela saiu, disse que tinha um lugar para ir.

Meu sorriso se desfez e eu fiquei extremamente irritado, é claro que ela tinha saído. Ela saiu para não ter que cumprir a promessa que me fez ontem. Eu me sinto tão mal por pensar nisso que sinto minhas pernas bambearem então me sento na cama. Logo vejo a Jane se levantar parecendo preocupada.

- Sr. Park o Sr. está bem? O Sr. ficou pálido de repente.

Meus olhos começam a arder e eu não podia acreditar que isso tinha me afetado tanto, a última coisa que eu queria era plateia para o que eu estava sentindo então engoli em seco tentando desfazer o nó na minha garganta e quando finalmente consegui falar minha voz saiu baixa.

- Sai daqui por favor.

- Han?

A jovem me olhou confusa e para não chorar na sua frente eu apenas explodi.

- EU FALEI PARA VOCÊ SAIR DAQUI!

Ela se assustou pegou o aspirador de pó e saiu dali o mais rápido que pode, eu peguei meu celular e tentei ligar para a Jinhee, mas estava fora de área ou desligado então eu joguei o celular na parede. Logo em seguida eu ouvi um barulho no corredor de alguém caindo e ouvi a voz da Jane ao longe.

- Merda por que eu tenho que ser tão desastrada?

Eu saí no corredor vendo-a se levantando e ao olhar para o seu joelho vi que estava um pouco ensanguentado, então fui até ela ajudando a mesma a se levantar.

- O que houve?

- Desculpa Sr. Park é que eu não estou acostumada a trabalhar usando saltos tão altos.

- E por que está usando então?

- Sua esposa disse que esse era o uniforme que ela queria que eu usasse.

- Claro que disse...

Eu respiro fundo tentando não criar nenhuma teoria na minha cabeça.

- Vem!

Eu pego a mão da menina levando-a até o meu escritório, eu a sento em uma cadeira e pego o Kit de primeiros socorros, pego algodão e álcool para limpar a ferida me ajoelhando na frente da poltrona onde ela estava sentada.

- Não precisa, está tudo bem!

- Ei! Se acalma, eu só vou limpar a ferida.

Eu molho o algodão com o álcool e quando eu encosto o mesmo na ferida ela deixa escapar um gemido de dor.

- Shhhh, calma! Já vai passar.

Continuo passando o algodão em seu joelho e não podia evitar olhar o quanto suas pernas eram grossas e torneadas, eu fiquei alguns segundos perdido naquele pensamento até que ela me tirou do meu transe.

- Ahhhh tá ardendo.

Seu gemido de dor era muito excitante e eu estava me sentindo um canalha por ter esse tipo de pensamento sendo que eu era um homem casado. Eu me aproximei de seu joelho assoprando levemente e pude perceber que ela se arrepiou toda, porra que mulher sensível. Quando nossos olhos se encontraram pude perceber que seu olhar era de puro desejo. Ela mordia seus lábios carnudos e aquilo me deixou louco. Eu peguei um curativo e coloquei sobre o machucado, quando percebi eu estava deslizando minha mão de seu joelho até sua panturrilha sentindo a maciez da pele dela e ela arfou com meu toque ficando ofegante o que deixou seu decote avantajado ainda mais atrativo. Eu estava totalmente em transe quando escutei a voz da Dona Amélia.

- Sr. Park? Meu Deus Jane, o que houve?

Ela não desviou o olhar do meu para responder a mais velha e percebi o quanto ela estava perdida em seus próprios desejos.

- Eu caí...

- Meu Deus que roupa é essa? Que sapato é esse?

- É o uniforme que a Sra. Park me deu!

- Meu Deus isso não é roupa para uma menina como você trabalhar. Ela viu como ficou?

- Viu e insistiu dizendo que essa era a roupa que ela queria que eu usasse.

- Vem! Vamos para a cozinha!

Eu me levantei pegando na mão dela e a ajudei a se levantar, quando ela ficou de pé acho que sentiu dor pois quase caiu novamente, então eu a segurei pela cintura para que ela não caísse, quando percebi nossos corpos estavam colados, ela apoiou suas mãos em meu peitoral e corou de uma forma tão intensa que qualquer um perceberia. Parecia que não tinha mais ninguém ali e ter seus lábios avermelhados tão próximos dos meus me fizeram ter pensamentos que eu não deveria ter.

- Vem Jane!

A voz da mais velha soava irritada e só ao perceber isso pareci voltar a mim soltando a cintura da mais nova que ainda me olhava com o rosto corado. Elas saíram dali fechando a porta da biblioteca e eu me joguei na poltrona respirando fundo e percebendo que todo o meu corpo estava quente. Tenho que tomar cuidado com essa menina pois ela poderia ser um problema para mim. Quando finalmente consegui me recuperar fui até o banheiro onde tomei um banho frio enquanto tentava não pensar na tentação que agora estaria todos os dias limpando a casa com aquele uniforme que me fazia ter pensamentos impuros. Quando sai do banho só de toalha vi que a Jinhee tinha voltado da rua e me animei.

- Oi amor, onde você foi?

Ela estava sentada na cama e fui até ela deixando um beijo em seus lábios e depois descendo meus beijos pelo seu pescoço.

- Fui só no Starbucks, me deu uma vontade irresistível de tomar um Pumpkin Latte.

- É minha gostosa?

Eu continuava descendo meus beijos pelo seu corpo e ela tirou a blusa deixando seu sutiã a mostra, eu desci meus beijos pela barriga dela enquanto levava minha mão até o fecho da sua saia.

- Uhum. Já conheceu a Jane?

O tom de voz dela era animado e eu preferia pensar que era porque estávamos prestes a transar do que pela menina em questão.

- Uhum.

Eu respondi enquanto tirava a saia dela deixando-a só de calcinha e sutiã, tirei seu salto alto e beijei os pés dela, eu não me cansava de admirar a sua beleza e já estava louco de desejo.

- Ela é bonita né?

- Não mais que você!

Eu me deitei sobre o corpo dela a beijando intensamente provando seu gosto doce que me enlouquecia enquanto tirava o sutiã dela, assim que o tirei cai de boca em seus seios que eram pequenos, mas que eu adorava enquanto enfiava minha mão dentro da calcinha dela massageando seu clitóris, eu tirei a calcinha dela e abri suas pernas a chupando com vontade, ela se contorcia, mas seus lábios não deixaram escapar nenhum som. Ela me afastou como sempre fazia quando eu começava a chupar ela, ela dizia que não gostava e eu nunca entendia se eu que não estava fazendo do jeito que ela gostava ou se ela só não gostava de ser chupada. Ela me deitou na cama tirando a minha toalha e usou sua mão para me masturbar. Eu olhava em seus olhos e podia perceber que ela estava distante.

- Me chupa amor.

Eu peguei seus cabelos em minhas mãos e ela continuou me masturbando.

- Só uma chupadinha amor.

Era ridículo eu ficar implorando para receber um boquete da minha esposa, mas essa era a situação em que eu me encontrava. Ela passou a língua pela minha glande eu gemi ao sentir o mínimo contato de sua boca com o meu pau.

- Porra que delícia!

Ela começou a engolir o meu pau, mas ela não conseguia ir nem até a metade e isso eu não posso reclamar pois ela dizia que era muito grande. Após me chupar por menos de um minuto ela subiu em mim posicionando meu membro em sua entrada e eu já estava na expectativa, ela passou os dedos na língua e depois passou na intimidade dela umedecendo o local e mesmo assim quando ela sentou no meu pau pude sentir que ela estava seca. Ela foi sentando devagarinho até eu estar totalmente dentro dela, ela começou a se movimentar devagarinho e subia e descia em meu pau enquanto mantinha os olhos fechados, eu comecei a ir de encontro ao corpo dela e passei minhas mãos pela sua bunda indo cada vez mais fundo em sua intimidade fazendo ela se contorcer.

- Ai Jason!

- Geme para mim amor!

Ela atendeu o meu pedido, mas qualquer um que ouvisse perceberia que seus gemidos eram falsos. Eu fiquei por cima indo cada vez mais fundo em sua intimidade, eu alternava as velocidades ora indo mais rápido, ora entrando lentamente nela, mas por mais que eu fizesse de tudo, ela nunca gozava. Nós já estávamos transando a mais de trinta minutos quando ela perguntou.

- Você tá quase?

Eu perdi totalmente a vontade e sai de dentro dela, me deitando ao seu lado.

- Que foi? Não quer gozar?

- Você não tá afim como sempre.

Ela subiu em mim encaixando novamente meu pau em sua intimidade e disse com a voz fraca.

- Tô sim. É que eu quero te fazer gozar.

Eu sabia que ela estava mentindo, mas quando ela começa a rebolar no meu pau eu não resisto e começo a ir de encontro ao corpo dela enquanto beijava seus lábios e logo estava me derramando dentro dela. Eu a beijei intensamente e saí de dentro dela me deitando ao seu lado e puxando a mesma para o meu peito.

- Ji?

- Hum?

Eu busco palavras e logo começo.

- Você gosta do sexo mais devagar ou mais lento? Eu te chupo muito forte por isso que você não gosta?

- Não, eu só não gosto de ser chupada mesmo e quanto a velocidade do jeito que você faz está bom.

- Tem alguma posição que você prefira ou alguma coisa que eu possa fazer diferente que te dê mais prazer?

- Não. Você é ótimo!

- Então por que você não goza?

- Eu gozo sim.

- Ji, eu sei muito bem diferenciar um orgasmo real e um falso.

- Ah pronto, agora quer saber mais dos meus orgasmos do que eu. Se eu estou te dizendo que gozei é porque gozei! Podemos mudar de assunto?

- Tá... Ji, o que você acha de irmos no médico essa semana?

- Pra quê?

- Já tem mais de um ano que estamos tentando engravidar e não conseguimos, talvez seja hora de ir ao médico ver se tem algo errado.

- De novo essa conversa? Vamos ter filhos quando Deus achar que é a hora certa, não tô a fim de ir em médico nenhum!

Sinto que ela se irrita toda vez que tocamos nesse assunto e eu apenas fico calado enquanto acariciava seus cabelos.

- Mas e então o que achou da Jane?

- Ué, achei ela normal, o que mais tinha para achar.

- Não achou ela bonita?

- Tá com ciúmes é?

Ela deu uma risada e eu acabei sorrindo.

- Ciúmes? Hahaha claro...

- Pois não precisa, você sabe que eu só tenho olhos para você.

- É, eu sei...

Ela pareceu irritada e logo em seguida saiu da cama se cobrindo com a minha toalha e indo até o banheiro, ouço o barulho do chuveiro e a sigo entrando embaixo do mesmo junto com ela e logo estávamos transando de novo, quando acabamos fomos para a sala de jantar onde o café da manhã estava sendo servido pela Jane, ao invés da Dona Amélia, ela parecia não tirar os olhos de mim e a Jinhee puxava assunto com ela toda hora.

- E aí? Tá gostando do seu primeiro dia?

- Estou sim!

- E que horas você vai para a faculdade?

- Daqui a pouco pois tenho que ir um turno antes da minha aula para entregar alguns documentos que ficaram faltando.

- E como pretende chegar lá?

- Acho que vou pegar o metrô, o irmão do Jin ficou de me buscar, mas aconteceu um imprevisto no trabalho dele e ele não vai poder vir.

- Ah! Mas como você vai andar por Seul sozinha sem conhecer nada? Não, eu não posso permitir isso. O Jason te leva né amor?

Eu me assusto com o que ela fala e a menina ficou sem palavras assim como eu. A Jinhee não tinha o costume de me chamar de amor e sempre que ela me chamava assim era porque queria alguma coisa.

- Não, quê isso! Eu não quero incomodar.

- Não é incômodo nenhum. Esta decidido! O Jason te leva! É no caminho para o trabalho dele mesmo.

- Não é não!

- Ah, você faz um pequeno desvio!

Ela sorri e eu sabia que não conseguiria escapar dessa.

- Mas...

- Mas, nada Jane! Hoje o Jason vai te levar para a faculdade e já está decido né amor?

Eu não tinha como dizer não para ela então apenas dei de ombros e disse.

- Claro!

O brilho no olhar com que a mais nova me agradeceu me deixou encantado.

- Muito obrigada Sr. Park o Sr. é muito gentil!

- Ah ele é maravilhoso, você ainda não viu nada!

Capítulo 3 Realismo

Eu já havia servido o café da manhã e estava me arrumando pois graças a Sra. Park que parece querer fazer de tudo para se livrar do marido, ele iria me levar até a faculdade. Coloquei uma calça jeans bem colada no meu corpo, uma blusa azul Royal com manga curta e um decote tentador, calcei um tênis branco pois afinal de contas eu estava indo para a faculdade e não para uma boate, passei um perfume e já estava pronta para ir. Ele havia pedido que eu o esperasse na entrada principal da casa e assim o fiz, meu coração batia tão rápido que tive medo de que todos em Seul ouvissem. Estava nervosa por entrar em um carro com ele e mais nervosa ainda por não querer que minha tia saiba. Recebo uma mensagem de texto e vejo que é do irmão do Jin. Como o Jin havia pedido que o irmão me ajudasse e o mesmo logo se prontificou a me ajudar o Jin me deu o contato do irmão dele e ficamos trocando mensagens desde ontem. Eu estava bem animada para conhecê-lo e por coincidência ou destino, nós éramos da mesma sala.

- Desculpa não poder ir te buscar, a máquina de café quebrou e eu tive que esperar o técnico, para recompensar eu te compro um café mais tarde e te levo em casa. Vou te esperar no portão da faculdade!

Sorri ao ler a mensagem e fiquei feliz ao pensar que não ficaria tão perdida assim. Logo meus pensamentos são interrompidos quando vejo o Sr. Park sair pela entrada principal da casa vestindo um terno preto que o deixava ainda mais atraente e exalando um perfume amadeirado que me deixou louca.

- Vamos?

- Sim!

Ele saiu andando e eu o segui até a garagem, ele destravou as portas do belo carro esportivo que era lindo, porém eu não entendia de carros o suficiente para saber qual era. Ele entrou no carro e depois de alguns segundos ele baixou o vidro me perguntando.

- Não vai entrar?

- Ah desculpa! Com licença.

Eu disse entrando no carro e corando de vergonha, eu sabia que ele não queria me levar e só estava fazendo isso pois a esposa praticamente o obrigou então eu estava me sentindo um pouco mal. O carro tinha o cheiro do perfume dele e isso me embriaga por alguns instantes. Lembro de mais cedo quando ele me segurou para que eu não caísse e colou seu corpo suado no meu, minha vontade foi lamber cada gota de suor do seu corpo, minha intimidade se contrai só de lembrar desse homem sem camisa e pressiono minhas coxas buscando algum alívio. Ele dá partida com o carro e ele usava somente uma mão para dirigir enquanto a outra repousava em sua coxa, eu não sei por que, mas ver aquele homem fazendo curvas com apenas uma mão no volante era extremamente sexy para mim. Fico observando suas mãos, cada tatuagem, cada linha, começo a imaginar aquelas mãos passeando pelo meu corpo e desvio o olhar tentando manter o controle. Calma Jane pelo amor de Deus, ele é seu chefe, é casado e por último, mas não menos importante nunca prestaria atenção em uma menina como você!

- Tá animada?

Sou tirada de meus devaneios e seu tom era casual, ele não tirava os olhos da estrada e eu podia sentir que ele estava puxando assunto somente por educação.

- Muito! Eu tenho sonhado com isso por muito tempo!

- Imagino. Você desenha? Faz esculturas? Qual tipo de arte você pratica?

- Eu desenho!

- E é boa nisso?

- Eu não sei dizer, eu não desenho buscando uma estética visual, eu desenho mais para expressar o que sinto do que para expor na verdade.

Ele desvia o olhar da estrada por alguns instantes olhando nos meus olhos e dá um pequeno sorriso que foi o suficiente para que eu me derretesse.

- Isso é algo admirável! A maioria das pessoas quer se expor mais do que se expressar.

- O Sr. gosta de arte?

Ele faz uma careta e eu dou risada.

- Pelo visto não.

- Não! Não é isso, é que dói os meus ouvidos ouvir você me chamando de Senhor, me chama de Jason.

- Não! Se minha tia escuta ela me mata, além disso acho que a sua esposa também não iria gostar.

Ele ri soprado e joga a cabeça para trás.

- Minha esposa não está nem aí para como me chamam, sem contar que eu não estou vendo nenhuma das duas aqui.

Ele olha ao redor fingindo estar procurando por elas e eu dou risada.

- Faz o seguinte, quando estivermos a sós você pode me chamar de Jason, quando tiverem outras pessoas você me chama de Sr. Park ok?

- Eu gosto de Sr. Park... Sr. Park...

Eu repito em um tom sensual e quando eu me dei conta do que tinha feito ele já estava me olhando com um sorriso ladino enquanto mordia seus lábios rosados, eu escondi meu rosto com as mãos e estava morrendo de vergonha.

- Meu Deus! Me desculpa eu acho que eu pensei alto.

Ele começou a rir e eu só queria que um buraco no chão se abrisse para eu sumir daqui.

- Você está toda vermelha!

Ele comentou achando graça e eu só queria sair logo desse carro.

- Ei, tá tudo bem! Gosto de pessoas autênticas que dizem o que pensam. Eu pareço estar sempre lutando para descobrir se as pessoas estão me falando a verdade ou blefando, então quando vejo uma pessoa como você que não calcula cada palavra dita é meio que - Ele respira fundo antes de dizer.

- Um alívio!

Eu ainda estava morrendo de vergonha, mas pude perceber que ele estava sendo sincero.

- Mesmo assim me desculpa, isso foi totalmente inapropriado.

- Bem, a primeira vez que eu te vi foi menos apropriado ainda...

Ele disse mordendo os lábios e eu coro ao me lembrar que na primeira vez que ele me viu eu estava de quatro com metade da minha bunda de fora.

- Meu Deus! Por favor podemos esquecer isso?

- E você acha que é fácil Jane?

Ele respira fundo como se estivesse tentando conter seus pensamentos assim como eu também estava tentando, mas cada vez ficava mais difícil.

- Desculpa!

- Por quê?

- Por ter feito o Sr, - Ele me olha sério como se me repreendesse e eu sorri.

- Você, ter tido o trabalho de me trazer hoje.

- Tudo bem, eu não consigo negar nada para a Ji.

- Você deve amar muito ela.

- Sim, amo!

Como um tapa de realidade na minha cara aquelas palavras me trouxeram de volta da nuvem cor de rosa em que eu havia subido desde que entrei nesse carro.

- Vocês formam um casal lindo!

Eu estava sendo sincera, realmente eles pareciam um casal de capa de revista, eles pareciam perfeitos um para o outro à primeira vista. Ele ri e balança a cabeça em sinal de negativa como se não acreditasse mais nisso.

- Todo mundo diz isso, mas nem tudo que parece é!

- Como assim?

- Nada, deixa para lá, com o tempo você vai ver e além do mais já estamos chegando.

Vejo de longe o campus da faculdade e fiquei impressionada em como o local era grande e parecia organizado.

- Olha, o Eunji já está te esperando!

Eu olhei para a porta da faculdade onde ele disse que estaria me esperando e vejo um homem lindo, alto, com a pele bem carinha e os lábios rosados mexendo no celular. Eu não esperava que ele fosse tão bonito. O Jason para o carro e antes de sair do mesmo eu olho em seus olhos que estavam vidrados no meu decote.

- Muito obrigada!

- Disponha!

Eu saí do carro e acenei para o menino que logo veio até mim com um sorriso lindo, seus olhos ficavam tão fofinhos quando ele sorria que parecia que eles sorriam também e isso me encantou logo de cara. Eu fui até ele dando dois beijos em sua bochecha e o carro do Jason ficou algum tempo parado, eu não entendi por que ele ainda não tinha saído até que ele abaixou o vidro do mesmo e chamou a atenção do mais novo.

- Eunji?

- Sr. Park?

- Cuida bem dessa mocinha hein?

- Pode deixar!

- Ah! E se comportem viu?

- Claro!

Suas bochechas ganharam um tom rosado e pude perceber que ele tinha ficado envergonhado. Logo o Jason sai com o carro e ele me encara curioso como se tentasse entender por que eu estava no carro do meu chefe.

- Então, seja bem-vinda! O Jin me falou muito sobre você e devo dizer que ele não mentiu quando disse que você era linda!

- Obrigada! Você é muito gentil!

- Então, você disse que tinha que ir à secretária primeiro né?

- Sim!

- Então vamos!

Andamos pela faculdade e percebi que havia poucos alunos estrangeiros, para onde eu olhava só via olhinhos amendoados, e isso estava começando a me incomodar.

- Que foi?

- Nada, só é tudo muito diferente!

- Com o tempo você se acostuma.

- Espero que sim!

- Pelo menos você não está sozinha, no meu primeiro dia aqui eu não conhecia ninguém e fiquei totalmente perdido!

- Imagino!

- Eu sou muito tímido, então até hoje eu quase não conheço ninguém, mas pelo menos os professores e as senhoras da cantina eu conheço bem.

Ele era muito fofo e conversar com ele era muito fácil, fomos até a secretária e rapidamente entreguei os documentos que faltavam e pudemos ir para a nossa primeira aula que era de realismo. Para testar nossas habilidades o professor pediu logo de cara para pintarmos a primeira coisa que viesse a nossa cabeça. O Eunji estava sentado ao meu lado e eu não queria que ele visse o que eu estava desenhando então apoiei um cotovelo sobre a mesa e joguei meu cabelo para o lado escondendo o meu desenho. Por mais que eu pensasse eu só conseguia pensar nos olhos do Jason, naquele corpo perfeito que me hipnotizou, mas nada disso estava tão fixo na minha mente quanto as mãos dele naquele volante do carro então decidi que esse seria o meu desenho, me concentrei o máximo que pude dando tudo de mim naquele desenho, retrato cada detalhe de suas tatuagens, cada linha em seus dedos e quando finalmente estava satisfeita com o resultado finalizei o desenho com a minha assinatura. Eu olhei para o lado e vi que o Eunji estava me olhando fixamente e quando ele percebeu que eu estava o olhando ele disfarçou. O professor passou de mesa em mesa fazendo comentários sobre cada desenho e quando ele olhou o meu ele pensou alguns minutos antes de comentar.

- Eu vejo muita paixão nesse desenho, são as mãos do seu namorado?

- Não!

- Bom de qualquer forma parabéns você conseguiu retratar com muita paixão o realismo nesse desenho!

Eu fiquei feliz com o elogio e quando o professor olhou o desenho do Eunji sorriu para mim.

- Ficou lindo, mas apesar de você ter feito um retrato, a ilustração atrás quebrou a proposta do realismo, se fosse somente o retrato teria ficado perfeito!

Ele olhou mais uma vez para mim e depois olhou para o Eunji.

- É assim que você a vê?

O professor sorriu para o mais novo e depois olhou para mim, o Eunji abaixou a cabeça sorrindo tímido e eu já estava curiosa para ver o desenho. A aula acabou e eu me aproximei dele sorrindo e ainda curiosa para saber do que se tratava o desenho dele. Fomos até a cafeteria e ao invés de café acabamos pedindo dois Milk-shakes, andamos até o ponto de ônibus e eu estava feliz por ele me levar até em casa pois já era bem tarde e eu me perderia facilmente se estivesse sozinha. O ônibus chega e quando entramos nos sentamos lado a lado, dividimos um fone de ouvido e fomos o caminho inteiro ouvindo música e falando sobre a aula. Descemos do ônibus e o ponto era um pouco distante de casa então fomos andando sem pressa enquanto observávamos a noite estrelada que estava tão bela. Eu olhei para ele sorrindo e o sorriso que ele me retribuiu foi de tirar o fôlego.

- Que foi?

- Estou curiosa!

- Sobre o que?

- Sobre o seu desenho.

Ele corou na hora e desviou o olhar do meu.

- Que foi? Não vai me mostrar?

- Quem sabe um dia?

- Não faz isso que eu sou curiosa!

Ele sorriu mais ainda e eu estava completamente derretida com a forma que seus olhos sorriam para mim.

- Tudo bem, eu mostro o meu desenho se você me mostrar o seu!

Ele diz e eu desvio o olhar, eu não podia mostrar para ele pois ele conhecia o Jason e podia perceber que aquelas mãos eram dele.

- Quem sabe um dia!

Ele sorriu e continuamos andando pela rua escura até que vimos um carro daqueles que parecem ser bem caros estacionado se movendo de uma forma bem peculiar. Meu olhar e o do Eunji se cruzaram e nós ficamos vermelhos e começamos a rir ao perceber que tinha alguém transando ali dentro, mas como isso não era da nossa conta seguimos o nosso caminho normalmente nos aproximando cada vez mais do carro. Até que o casal saiu de dentro do mesmo e mesmo no escuro vi eles se despedindo com um beijo para lá de quente enquanto o homem apertava a bunda da mulher e ela dava uns risinhos quase histéricos.

- Amor eu tenho que ir agora!

- Ah, gostosa só mais um beijinho!

- Você disse isso a vinte minutos atrás!

- É que eu sempre quero mais dessa boquinha! Você sabe que eu te amo!

- Eu também te amo, mas tenho que ir!

Ela respondeu manhosa e voltou a beijá-lo. Quando ela se soltou dele e ele entrou no carro saindo dali um outro carro passou com o farol aceso iluminando a rua e eu finalmente pude ver quem era a mulher que havia saído do carro, quando ela me viu seu olhar de felicidade se desfez e ela correu até mim com um olhar de desespero em seu rosto.

- Jane?

Eu tentei fingir que não tinha visto ela e continuar andando, mas já era tarde demais.

- Jane por favor eu te imploro não conta nada disso para o Jason! Eu posso explicar!

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