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A Patricinha e o Barman

A Patricinha e o Barman

Autor:: AnnaFernandes06
Gênero: Romance
Sophia foi criada no conforto da sua mansão, porém sempre teve que seguir as regras do seu pai. Após a morte do seu avô ela se rebelou e começou a seguir as suas proprias vontades. Alex teve um vida sofrida e teve que lutar muito para ter o que tem hoje, mas a sua vida vira de cabeça para baixo quando ele conhece a doce Sophia. Para ficarem juntos vão ter que passar por muitas coisas, inclusive a furia do pai de Sophia.

Capítulo 1 Epilogo - A infância de Alex

Alex

Estava me arrumando, mamãe disse que ia para uma festa no campo na casa do amigo do papai, eu não queria ir, mas mamãe disse que vai ter pula-pula.

Seguro a mão da mamãe forte, não sei por que mais eu estou com medo, mamãe me dá um beijo na cabeça, ela quase não consegue abaixar por causa da minha irmãzinha que está na sua barriga, estou feliz eu vou ser o seu irmão mais velho, papai disse que eu e ele vamos cuidar dela, e não vamos deixar ninguém machucar ela e a mamãe, porque elas são as mulheres de nossas vidas.

- Mamãe pode ir no pula –pula. – Assim que chegamos na festa.

- Claro meu querido, mamãe vai sentar-se aqui. – Apontou para um banco próximo, o papai tinha ficado numa sala conversando com os seus amigos.

Estava me divertindo, quando uma mulher de cabelos pretos, me chama e diz que minha mãe mandou ela ir me buscar, e me levar para o hospital, porque minha irmãzinha ia nascer, ela calça os meus sapatos e me leva para o carro. Mas ela não me leva para o hospital, ela me leva para uma casa pequena.

- Agora escuta o que eu vou te falar. – Ela falou segurando o meu braço. – Daqui a pouco o Roberto vai chegar, e você vai abraçá-lo e vai fingir que ele e o seu pai.

- Eu quero a mamãe. – Falei chorando.

- Se você estragar, isso chorando e dizendo que quer a sua mãe, eu nunca mais deixo você ver a sua mãe, entendeu. – Ela apertou mais o meu braço. – E para você ficar calado, e abraçar ele. – Apenas balancei a minha cabeça, chorando.

Não demorou muito para o homem de terno chegar em casa.

- Eu quero ver ele, Sandra. – Escutei o homem gritar.

- Você vai ver, e vai se arrepender de não ter vindo antes, ele e a sua cara.

Ele entrou na sala onde eu estava sentado assistindo televisão.

- Filho. – O Homem tinha o cabelo igual ao meu, cortado em cogumelo, mas ele era loiro, a cor dele parecia com a minha, e ele tinha os olhos igual ao meu, mas ele não era o meu pai. Ele abriu os braços, e vi a mulher ao lado, ela colocou um dedo na boca para eu fazer silêncio. Ele veio até mim e me abraçou. – Você é lindo, o papai não vai te abandonar, eu prometo.

- Eu quero a mamãe. – Ele me olhou com lágrimas nos olhos, a mulher me pegou no colo. Me deu um beijo.

- Continua assistindo a mamãe vai conversar com o papai. – E me colocou no chão, antes ela apertou o meu braço mais uma vez.

Os dois foram para a cozinha e começaram a gritar, e comecei a chorar, eu só queria a minha mamãe. Depois que o homem sai ela se senta ao meu lado.

- Quantos anos você tem?

- 4, você me leva para a mamãe agora.

- Não, a sua mãe agora sou eu.

Comecei a espernear e a gritar, chamando pela minha mamãe, e ela me bate no rosto.

- Cala a boca. Vamos, vou te levar para um lugar.

Ela me levou para uma casa, com uma senhora que fumava, onde havia várias crianças, a senhora Lurdes como ela se chamava, queria que ficássemos na frente dos carros vendendo doces, ou pedindo dinheiro, quando não conseguimos muito ela nos batia, e apagava o cigarro, nos nossos braços e pernas.

Era bom os dias que aquele homem vinha me buscar, ele me levava para tomar sorvete e passear de carro, mais um dia, ele brigou com a tal da Sandra, e ele nunca mais voltou, fui para um orfanato.

As pessoas do orfanato, também nos batia e nos deixava de castigo, e eles diziam que ninguém queria me adotar por eu ser feio e malcriado, e eles me falaram que os meus pais tinham me abandonado por esses motivos, então se eles não me queriam, eu também não os queria.

Capítulo 2 O acidente

Sophia

Ontem fiquei até tarde conversando com a Carol, e hoje acordo atrasada para a faculdade, me levanto rapidamente, e vou para o banheiro fazer a minha higiene matinal, coloco uma roupa me olho no espelho, Tenho os cabelos pretos compridos na altura da cintura, no ato de rebeldia pintei as pontas do meu cabelo de rosa, e sempre fazia uns cachos nas pontas por que o meu cabelo era muito liso, meus olhos verdes me fazia me sentir bonita, meu nariz era pequeno e arrebitado que me dava um ar de arrogância que eu detestava, tinha uma pele tão branca que parecia até que eu tinha morrido, meu corpo vamos dizer que eu era do tipo pera, nada de peito e passei 10 vezes na fila da bunda. Passo na cozinha, pego uma maçã e vou para o meu carro.

Estava na estrada, quando o sol me cega me abaixei para pegar os meus óculos de sol no porta-luvas quando eu escuto o barulho.

- Ai meu Deus, eu atropelei alguém.

Olho para o para – brisa e tem uma pessoa no meu capô, entro em pânico, pego o meu celular e ligo para o Leo.

- Oi, euatropeleialguém – Falo tudo de uma vez.

- O que? Desculpa não posso te ajudar agora, estou no meio de uma reunião, eu não posso parar tudo, toda vez que você se mete em uma encrenca.

Desligo o telefone na cara dele, porque eu nunca me meti numa encrenca até agora, e quando eu mais precisava dele ele fala isso.

Desço do carro me tremendo toda, não sei se porque é bem cedo mais a rua estar deserta, me aproximo do homem que está no meu carro, e vejo seu peito subindo e descendo a moto está no chão, fazendo uns barulhos, e imediatamente a desligo, vou para perto da sua cabeça, e ele está inconsciente. Pego o meu celular novamente.

- Oi Clara, preciso de uma ambulância para a rua vinhedo, o mais rápido possível.

- Já estou mandando.

Desligo e ligo para o guincho. Se passou uns 10 minutos e chega à ambulância, nisso as pessoas começaram a vir para perto do carro, a polícia chega e começa a me fazer perguntas, e levam ele para o hospital e fico para esperar o guincho.

Assim que consigo me livrar deles, vou direto para o hospital.

- Oi Clara, para onde levaram ele? – Falo com a recepcionista.

- Ele foi para a emergência, Doutor Cezar está com ele.

Fui direto para a área da emergência, e encontro minha mãe no corredor.

- Filha, o que você está fazendo aqui, aconteceu alguma coisa?

- E eu atropelei um homem. – Falo chorando.

- Calma, minha filha, você o mandou para cá?

- Sim, a Clara disse que o Doutor Cezar estava com ele.

- Então vamos lá ver como ele está? – E me guiou abraçada.

Essa era a vantagem de ser donos do hospital, nunca precisava ficar esperando por informações.

Esperei do lado de fora, porque não estava com roupas adequadas para entrar, minha mãe entrou, e com pouco tempo depois ela saiu.

- E então mãe?

- Ele está fora de perigo, o Doutor Cezar vai pedir uns exames só para se certificar, mas ele está fora de perigo.

Fiquei mais aliviada, e continuei esperando do lado de fora, já haviam se passado 40 minutos, desci até o café do hospital e tomei um café gelado, e voltei para a porta do quarto, Doutor Cezar sair e vem falar comigo.

- Ele está bem, ainda está dormindo, você o conhece?

- Não.

- Vamos esperar ele acordar para ver como ele vai ficar, se quiser pode entrar. – E saiu.

Hesitei um pouco, mas enfim entrei, quando chego perto da cama, ele se vira para mim, como os olhos abertos. Me encantei com seu rosto, tinha uns olhos azuis da cor do mar, uma barba no rosto muito bem aparada, os cabelos castanhos escuros curto, estava todo bagunçado. Estava com tipoia no braço, e o outro estava coberto.

- Onde eu estou? – Pergunta franzindo a testa.

- No hospital.

- O que? – Ele fecha os olhos por um momento, quando ele abre. – Droga, vou matar aquele filho da puta. Me jogou para fora da pista.

- Desculpa.

- Você me trouxe para cá? – Ele olha em volta e antes de eu responder. – Mais que merda, isso é um hospital particular?

- Sim. Mas não precisa se preocupar.

- Quanto tempo eu estou aqui?

- Algumas horas.

Capítulo 3 Nós conhecendo

Sophia

Eu aperto o botão do quarto e logo uma enfermeira foi até o quarto pediu para ele ficar quieto e falou que iria chamar o Doutor, mas antes que ela pudesse sair eu falei que eu mesma o chamaria e sair correndo do quarto.

- Doutor Cezar ele acordou. – Falei ofegante.

- Calma, minha menina, porque não nos interfonou.

- Preferir eu mesma vir.

- Tudo bem, então vamos.

Quando chegamos ao quarto, ele estava bravo.

- Cadê as minhas roupas?

Doutor Cezar riu. – Calma, tivemos que tirar, para fazer alguns exames. – Ele se mexeu e fez uma careta. – Você quebrou duas costelas e torceu o punho com a queda, teve alguns arranhões, mas nada grave, vou te deixar de observação até amanhã.

- Não, eu não posso ficar aqui.

- Desculpa, mas eu não vou te liberar. Precisa de mais alguma coisa?

- Não. – Ele falou com raiva, e o Doutor Cezar saiu.

Fiquei olhando para ele sem saber o que fazer ou que dizer.

- Você sabe onde colocaram o meu celular?

- Acho que sim, vou procurar para você, mas se quiser pode usar o meu por enquanto. – E lhe entrego o meu Iphone de última geração, ele faz uma cara de nojo quando pega, porque a capa do meu celular é toda lilás e cheio de brilho.

- Isso não vai sair na minha mão, vai?

- Não. – Falo sorrindo. – Vou atrás das suas coisas. - E antes de eu sair ele fala.

- E a minha moto?

- Eu mandei guinchar. – E sair antes dele falar mais alguma coisa.

Vou na sala da minha mãe, e para a minha sorte ela não está atendendo ninguém.

- Mãe, ele acordou e está bem.

- Que bom, filha. O seu pai quer te ver na sala dele. – Faço uma careta.

Vou atrás da Heloísa, a recepcionista daquele setor, para pegar os pertences dele. Pego o seu celular e a carteira.

- Cadê as suas roupas?

- Tiveram que cortar, para fazer os exames, como ele estava desacordado.

Se ele estava com raiva antes, vai ficar pior agora. Bato na porta e entro.

- Conseguiu avisar alguém? – Ele balança a cabeça e em um sim. – E eu entrego as suas coisas.

- Cadê as minhas roupas? – Franzo os meus lábios e ele levanta uma sobrancelha.

- Tiveram que rasgar, para fazer os exames.

E antes de ele me responder escutamos uma batida na porta, e vejo o meu pai com dois policiais, abaixo a minha cabeça.

- Sophia, esses policiais precisam falar com esse rapaz.

- Sim, papai. – Quando eu estava saindo, um dos policiais me chama de volta.

- E então rapaz, como é o seu nome mesmo?

- Me chamo Alex.

- E então Alex o que aconteceu? – O Policial, grande e forte perguntou olhando para mim.

Meu pai colocou o braço no meu ombro, me tranquilizando.

- Bom estava passando pela avenida vinhedo, quando um imbecil me fechou, foi atrás dele e comecei a discutir com ele, foi então que ele me jogou para cima da mureta de proteção e acelerou, para não me ferrar joguei a moto para o outro lado e vi um carro preto vindo, e depois não me lembro de mais nada.

- Não foi a senhorita Sophia que te atropelou?

- Não, não foi, e mais fácil eu ter atropelado ela.

Os policiais agradeceram e saíram. Meu pai falou com eles lá foram e então entrou um cara, moreno com olhos preto, de barba, forte tatuado com cabelos lisos até os ombros, bem bonito, com o capacete na mão.

- O que foi que aconteceu contigo veado. – Ele foi de encontro com o Alex, eles fizeram um movimento diferente, de bater as mãos abertas de costas duas vezes e depois puxar movendo os dedos.

- Um filho da puta me jogou para fora da pista, e eu tive que jogar a moto em cima do carro dela. – E apontou para mim. – Para não bater na mureta de proteção.

- E então como você está?

- Estou bem, com um pouco de dor, e vou ter que ficar aqui, até amanhã.

- E que hospital é esse? Desde quando tu tens dinheiro para bancar isso?

- Foi a gostosinha aí que me trouxe para cá. – Ele apontou para mim de novo.

- Há, desculpa, meu nome é Guilherme. – E me estendeu a mão.

- O meu é Sophia. – Apertei a sua mão. - E não precisa se preocupar, ele não vai pagar nada nesse hospital.

- E quem você pensa que é a dona do hospital por acaso? – O Alex falou debochado.

- Na verdade ela é filha do dono. – Meu pai falou entrando.

Os dois levantaram a sobrancelha.

- Muito prazer o meu nome é Dr. Henrique. – E estendeu a mão para os dois. - Quero agradecer por você ter protegido a minha filha para os policiais.

- Não, precisa agradecer, eu só contei a verdade.

-Tudo bem, como ela disse, não precisa se preocupar com nada. – E começou a sair do quarto.

- Acho que já está na hora de você ir para casa, Sophia – Meu pai fala em tom de aviso. E sai do quarto.

Eles voltam a conversar – Cara o caubói vai te matar. – E antes que ele respondesse eu falo.

- Eu já estou indo, qualquer coisa que precisar pode me ligar. – E coloquei o cartão com o meu número na mesinha, e saí.

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