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A Princesa da Máfia: Escapando da Mentira Mortal Dele

A Princesa da Máfia: Escapando da Mentira Mortal Dele

Autor:: H. Dally
Gênero: Moderno
Há três anos, uma doença rara no fígado vem me matando. Durante todo esse tempo, meu marido, Juliano, foi meu porto seguro. Nossa última esperança era um fígado do mercado negro, conseguido através de uma dívida de vida com minha família, a Máfia Volkova. Mas, da minha cama de hospital, eu o ouvi prometer esse mesmo fígado para outra mulher. Era para a mãe da amante dele. Logo descobri que ele tinha uma filha de quatro anos com ela. A família deles já estava formada; eu era apenas um tapa-buraco. Em uma câmera de segurança escondida, eu o observei na cobertura dos meus falecidos pais - um lugar sagrado que ele me proibiu de visitar - balançando a filha deles no joelho. Então, ele prendeu o colar de diamantes que havia comprado para o meu aniversário no pescoço da amante. O golpe final veio quando a ouvi sussurrar: "Só mais um pouco... a febre vai fazer o resto do trabalho." Ele não estava apenas me deixando. Ele estava ativamente tentando me matar. O amor que eu sentia por ele não apenas morreu; transformou-se em uma pedra fria e dura no meu peito. O homem cuja devoção eu nunca questionei agora me causava uma repulsa que arrepiava a pele. Na manhã seguinte, pedi alta do hospital contra a recomendação médica. Deixei minha aliança e os papéis do divórcio assinados na mesa de entrada, bloqueei o número dele e saí de nossa casa sem olhar para trás.

Capítulo 1

Há três anos, uma doença rara no fígado vem me matando. Durante todo esse tempo, meu marido, Juliano, foi meu porto seguro. Nossa última esperança era um fígado do mercado negro, conseguido através de uma dívida de vida com minha família, a Máfia Volkova.

Mas, da minha cama de hospital, eu o ouvi prometer esse mesmo fígado para outra mulher.

Era para a mãe da amante dele.

Logo descobri que ele tinha uma filha de quatro anos com ela. A família deles já estava formada; eu era apenas um tapa-buraco. Em uma câmera de segurança escondida, eu o observei na cobertura dos meus falecidos pais - um lugar sagrado que ele me proibiu de visitar - balançando a filha deles no joelho.

Então, ele prendeu o colar de diamantes que havia comprado para o meu aniversário no pescoço da amante.

O golpe final veio quando a ouvi sussurrar: "Só mais um pouco... a febre vai fazer o resto do trabalho."

Ele não estava apenas me deixando. Ele estava ativamente tentando me matar.

O amor que eu sentia por ele não apenas morreu; transformou-se em uma pedra fria e dura no meu peito. O homem cuja devoção eu nunca questionei agora me causava uma repulsa que arrepiava a pele.

Na manhã seguinte, pedi alta do hospital contra a recomendação médica. Deixei minha aliança e os papéis do divórcio assinados na mesa de entrada, bloqueei o número dele e saí de nossa casa sem olhar para trás.

Capítulo 1

Ponto de Vista: Catarina

O homem que jurou me amar na saúde e na doença acaba de prometer minha única chance de sobrevivência para outra mulher.

Eu estava deitada, imóvel, os lençóis engomados da cama do hospital eram uma barreira frágil contra um frio que não tinha nada a ver com a temperatura do quarto. Ele havia se instalado no fundo dos meus ossos. Não era mais a doença rara no fígado que estava me matando. Eram as palavras que vinham da porta entreaberta.

A voz de Juliano, a voz do meu marido, era um murmúrio baixo e urgente. "Ela pode esperar. Os médicos disseram que ela tem três meses, talvez mais. A mãe da Ava não tem todo esse tempo. Não posso ver a Ava perder a mãe."

Minha respiração ficou presa na garganta, um som seco e arrastado. O fígado do mercado negro - aquele conseguido através de uma dívida de vida com minha família, a Máfia Volkova - não era para mim.

Era para a mãe da amante dele.

Uma amante. A palavra soava estranha, absurda. Por três anos, enquanto meu corpo travava uma guerra contra si mesmo, Juliano tinha sido meu porto seguro. Ele segurou meu cabelo enquanto eu vomitava, me deu caldo na boca quando eu não conseguia segurar nada e sussurrou promessas do nosso futuro no meu ouvido enquanto eu adormecia. A devoção dele era a única coisa que eu nunca questionei.

"E a Sofia?", uma voz de mulher, suave e enjoativa. Ava. "Ela precisa da avó."

"Eu sei, querida", Juliano acalmou. "Estou resolvendo."

Sofia. Eles tinham uma filha. Uma filha de quatro anos. Os números se encaixaram com uma precisão doentia. Minha doença começou há três anos. O caso deles era mais antigo. A família deles já estava formada. Eu era o tapa-buraco.

Um momento depois, ouvi o som fraco e metálico da voz de uma criança pelo telefone. "Papai, quando você vem pra casa?"

"Logo, princesa. O papai tem um assunto urgente."

A porta se abriu. Juliano entrou, seu rosto uma máscara perfeita de preocupação. Ele era o retrato de um Capo em ascensão na Máfia - poderoso, bonito e totalmente devotado - para todos os outros.

Ele atravessou o quarto e se inclinou para beijar minha testa. "Como você está se sentindo?"

O toque dele, que antes parecia um lar, agora parecia uma marca de ferro quente. Forcei um sorriso fraco. "Cansada."

"Preciso sair um pouco", disse ele, acariciando meu cabelo. "Assunto urgente."

Ele deixou o celular na mesa de cabeceira. Um descuido. Um erro fatal.

No momento em que a porta se fechou, eu o peguei. A senha era o meu aniversário. Uma piada cruel e sentimental. Ignorei as mensagens e fui direto para o registro de chamadas. Um contato codificado, "Sr. Silva", era sua ligação mais recente.

Meus dedos tremiam enquanto eu abria o GPS do celular. O carro dele não estava no escritório nem em nenhum dos nossos lugares de costume.

Estava estacionado na cobertura dos meus pais.

O coração do império Volkova. O solo sagrado onde meu pai, o antigo Chefão, reinou. Um lugar que Juliano me proibiu de visitar desde a morte deles, alegando que as memórias eram dolorosas demais para o meu estado frágil.

Mas a paranoia do meu pai tinha sido um presente. O aplicativo de segurança dele, aquele que ele instalou no meu celular anos atrás, ainda estava ativo. Toquei no ícone da câmera da cobertura.

A tela piscou e, com ela, meu mundo se estilhaçou.

Lá estava Juliano, no meio da sala de estar dos meus pais, balançando uma garotinha com seus cabelos escuros no joelho. Lá estava Ava, entregando-lhe uma tigela de sopa. Uma cena doméstica doentiamente perfeita se desenrolava no altar da memória da minha família.

Então, eu vi. Ele enfiou a mão no bolso e tirou uma pequena caixa. Dela, ele tirou o delicado colar de diamantes, uma peça de edição limitada que eu sabia que ele havia comprado para o meu aniversário que se aproximava.

Ele o prendeu no pescoço de Ava.

Um som escapou da minha garganta, uma coisa crua e quebrada. Qualquer amor que me restava por ele não apenas murchou e morreu. Ele se calcificou, transformando-se em uma pedra fria e dura no meu peito.

Meus dedos encontraram meu próprio celular. Disquei o único número que importava.

Minha tia Isabela atendeu no primeiro toque.

"Cat? O que aconteceu?"

Minha voz era um fantasma de si mesma, mas as palavras eram de aço puro. "Estou indo para Campos do Jordão. A cirurgia vai acontecer lá. Juliano não deve se envolver." Fiz uma pausa, meus olhos fixos na tela, observando-o beijar a mulher que usava meu colar. "Mande seus homens me buscarem. Agora."

Capítulo 2

Ponto de Vista: Catarina

Juliano voltou tarde, o cheiro do ar frio da noite agarrado ao seu casaco caro. Ele trazia um pote de comida para viagem, um sorriso no rosto que deveria parecer gentil, arrependido.

"Eu trouxe algo para você", disse ele, com a voz suave. "Sopa de frutos do mar. A sua favorita."

Meu estômago se revirou. Na câmera de segurança, eu tinha visto a filha dele, Sofia, dar uma colherada daquela mesma sopa e cuspir, reclamando que estava "ruim". Eu tinha ouvido Juliano rir e dizer: "Não se preocupe, princesa. Vamos levar para o cachorro."

Eu era o cachorro.

A repulsa, quente e violenta, me invadiu, tão poderosa que pareceu um golpe físico. Saí da cama às pressas, meus pés descalços batendo no linóleo frio, e mal consegui chegar ao banheiro antes de cair de joelhos, vomitando até não restar nada além de soluços secos e convulsivos.

Caí contra o azulejo frio, meu corpo tremendo.

"Cat?", a voz de Juliano veio do outro lado da porta, tingida com uma ansiedade bem ensaiada. "Você está bem? O que aconteceu?"

A preocupação dele era uma performance, e eu era a plateia relutante.

O choque - a dor no coração, o peso esmagador da traição dele - fez meu sistema entrar em colapso. Uma febre começou, quente e rápida. Em uma hora, o mundo era um borrão de luzes estéreis e movimento frenético enquanto eu era levada de volta ao hospital, com Juliano ao meu lado, desempenhando o papel do marido desesperado e devotado.

Eu entrava e saía de um sono febril. No meio da noite, acordei com o som de vozes sussurradas. Juliano e seu primo, o Dr. Breno Pontes, estavam na luz fraca do corredor. Mantive meus olhos fechados, minha respiração regular, e escutei.

"Ela está em estado crítico", disse Breno, com a voz tensa. "Essa febre... ela pode não durar um mês, Juliano. Precisamos prosseguir com o transplante."

Houve uma pausa. Então a voz de Juliano, fria e resoluta. "Dê o fígado para a mãe da Ava. Diremos à Cat que a família doadora desistiu no último minuto. Que houve uma complicação."

Ele ia me deixar morrer.

Breno parecia incrédulo. "Você está louco? Essa é Catarina Volkova. Você deve sua vida inteira à família dela. Isso não é apenas desleal, é suicida. A Máfia vai te enterrar por isso."

"Eu já fiz o suficiente", Juliano retrucou, sua voz carregada de uma amargura que eu nunca tinha ouvido antes. "Passei três anos ao lado dela. Três anos da minha vida esperando que ela melhorasse, ou morresse. Ela nem conseguiu me dar um herdeiro."

As palavras não foram um soco no estômago. Elas arrancaram de mim a vergonha e a dor silenciosa que eu carregava pelas falhas do meu próprio corpo. Minha incapacidade de ter um filho era apenas mais uma marca contra mim no livro de contas dele.

Ele voltou para o quarto alguns momentos depois, uma sombra no escuro. Ele pensou que eu estava dormindo. Ele estendeu a mão e acariciou suavemente minha bochecha, seu polegar traçando a linha da minha mandíbula.

O toque dele parecia uma marca de ferro quente, gravando a traição dele na minha pele.

Capítulo 3

Ponto de Vista: Catarina

No momento em que ouvi o sussurro da amante dele - "Só mais um pouco... a febre vai fazer o resto do trabalho" - meus olhos se abriram de repente. A febre ainda ardia, mas minha mente era um caco de clareza gelada. Ele não estava apenas me traindo. Ele não estava apenas me deixando.

Ele estava ativamente tentando me matar.

Meus dedos, desajeitados e fracos, procuraram meu celular. Enviei uma única e urgente mensagem para minha tia, meu polegar tremendo tanto que mal consegui apertar "enviar".

Garanta o órgão. Juliano vai tentar interferir. Não confie em ninguém.

Quando Juliano voltou, o sol estava apenas começando a riscar o céu. Ele tinha uma xícara de café fresco na mão e um olhar bem ensaiado de preocupação cansada no rosto. Ele se sentou ao lado da minha cama, pegou minha mão na sua e apertou.

"Você me assustou ontem à noite, Cat."

Uma jovem enfermeira entrou apressada para verificar meus sinais vitais. Ela sorriu abertamente para Juliano. "Vocês dois são a meta de casal, sério", ela disse, entusiasmada. "Isso dá esperança para o resto de nós."

Senti uma risada amarga e oca presa na garganta. Olhei para além dela, para a paciente no quarto do outro lado do corredor. Uma senhora idosa sem família, sem visitas. Eu a invejei. Pelo menos a solidão dela era honesta. Ela não estava se engasgando com uma dieta de esperanças despedaçadas e mentiras habilmente elaboradas.

Virei a cabeça no travesseiro para olhar para Juliano. "Eu quero ir para a cobertura", eu disse, minha voz um sussurro seco. "Quero ver as coisas dos meus pais."

Por uma fração de segundo, sua máscara escorregou. Um lampejo de pânico cruzou seu rosto antes de desaparecer, substituído por aquela preocupação ensaiada. "Claro, meu bem. Assim que você estiver mais forte. Eu... eu vou mandar limpar tudo para você primeiro. Garantir que esteja perfeito."

Ele queria dizer que mandaria tirar o cheiro de outra mulher dos nossos lençóis. Ele queria dizer que apagaria cada último vestígio dela.

As horas se arrastaram em uma névoa febril. Em algum momento daquela tarde, uma nova paciente foi admitida no quarto ao lado. A mãe de Ava.

E então, a própria Ava apareceu na minha porta.

Ela era bonita, de uma forma afiada e faminta. Ela se encostou no batente da porta, um sorriso presunçoso brincando em seus lábios enquanto seus olhos percorriam minha forma frágil na cama do hospital.

"Você deve ser a Catarina", disse ela, sua voz pingando falsa simpatia. "Juliano me falou tanto sobre você."

Antes que eu pudesse responder, houve um estrondo. Juliano, que estava me servindo um copo de água, o deixou cair. O copo se estilhaçou no chão.

"Ava", ele sibilou, sua voz perigosamente baixa. "Saia. Agora." Ele agarrou o braço dela, seu aperto firme. "Cale a boca, ou eu mesmo mando te expulsar deste hospital."

Uma performance magnífica. O marido protetor defendendo sua esposa frágil de uma intrusa. Ele desempenhou o papel com perfeição.

Fechei os olhos, fingindo uma onda repentina de exaustão. Eu não precisava ver. Eu podia sentir o calor da mentira dele, uma radiação tóxica.

Meu coração não estava mais se partindo. Estava se calcificando.

Viva, uma voz dentro de mim ordenou, fria e clara como uma aurora de inverno. Viva e faça eles pagarem por cada mentira.

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