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A Procura da Felicidade

A Procura da Felicidade

Autor:: Gil Silva
Gênero: Aventura
Michael, um renomado advogado que desistiu do amor quando sua primeira paixão Amy o traiu. Desde então ele vive uma vida de luxúria e depravação, cercado de mulheres, sempre em busca de sexo sem compromisso. Brianna, uma dedicada dona de casa, que vê sua vida desmoronar quando seu marido e filho morrem em um trágico acidente de carro, fazendo com que ela entre em uma tristeza sem fim. Lina, a menina inocente que desde cedo teve que aprender a se virar. Sem chances de estudo, abandonada pela mãe viciada , ela cai nas garras de um homem violento. Grávida, ela foge em busca de algo melhor. Rodrigo, um delegado que vive para cuida da irmã que está passando por um momento difícil. Abandonado pela noiva insensível que não compreende o quanto sua família é importante para ele. Quatro vidas... Mundos completamente diferente...Porém para o destino, nada disso importa...Entre as novas descobertas, paixões irão aflorar, provando que sim, os oposto se atraem.

Capítulo 1 Michael

ESSE LIVRO TEM MUITAS CENAS EXPLÍCITAS DE SEXOS, E FALA MUITO SOBRE SEXOS, QUEM NÃO GOSTA DESSE TIPO DE LIVRO ME DESCULPE.

******

Sou um homem muito bonito e chamo a atenção por onde passo, sou loiro, alto, musculoso, sou pegador, acredito que alguns já me conhecem...

Vou contar o que aconteceu comigo há oito anos atrás...

Eu era praticamente um adolescente e ainda namorava Amy, uma jovem linda, maravilhosa e muito gostosa!

Eu simplesmente amava aquela mulher...

Vou começar contando como conheci a primeira mulher que eu amei.

Devia ter uns dezesseis anos, estávamos no colégio Victor, Nathan e eu e como sempre o pegador Nathan não aguentava ver um rabo de saia que já queria entrar no meio das suas pernas.

Como as coisas mudam...

Voltando a minha amada, certo dia vejo a garota mais linda do mundo, ela tinha pernas grossas, bunda perfeita, seios do tamanho da minha mão, branquinha, cabelo e olhos negros...

O Branca de Neve gostosa!

- Seu príncipe está aqui princesa! - falei isso olhando para os meus amigos.

- Príncipe? Você? Sei não viu. Michael, você não aguenta ver uma buceta. - falou Nathan.

- Olha quem fala! Vai para lá Nathan! Quero só ver quando você se apaixonar!

- Cara, quando isso acontecer o mundo vai se acabar! Porque Nathan Keen não ama só fode e mais nada!

O sinal do colégio bateu e nos encaminhamos para a sala.

Quando entrei na sala quem está lá?

Minha Branca de Neve...

Que coisa mais linda!

Fui até onde ela estava, me sentei e falei:

- Olá! Seja bem-vinda! - ela me olhou com aqueles olhos lindos e seu sorriso quase me fez gozar. Ela me olhou e falou:

- Obrigada! Qual é o seu nome? -nos apresentamos e desde aquele dia passamos a andar sempre juntos.

Certo dia fomos ao cinema e quando as luzes se apagaram eu a beijei, foi o nosso primeiro beijo...

Estava louco para meter minha mão na sua buceta ali mesmo e ouvi-la gemer enquanto todos assistiam o filme. Ela estava usando vestido, o que facilitava e muito, fui dando beijos nela enquanto aproximava minha mão boba. Ela não me impediu, fui em frente e cheguei na sua deliciosa buceta que já estava molhada.

- Que delícia! - falei no seu ouvido.

Nem preciso dizer que meu pau já estava feito uma rocha dentro da bermuda...

Fui masturbando aquele clitóris delicioso, depois enfiei meus dedos dentro da sua entrada molhada e melada e meti como se fosse meu pau. Meti umas três vezes e minha Branca de neve gozou gloriosamente linda. Ruborizada e envergonhada ela falou:

- Eu nunca fiz isso! Você me deixa louca Michael! Sou virgem e você me comeu com seus dedos dentro do cinema... Delícia! - olhei para ela surpreso e falei:

- Você é virgem ainda? Sério? Quero te foder aqui. Agora vamos para minha casa antes que rasgue essa boceta virgem com meu pau aqui mesmo!

Fomos para casa dos meus pais e graças a Deus eles não estavam em casa, a levei para meu quarto e não queria nem saber, fui beijando sua boca com fome, tirei sua roupa e a deixei nua :

- Você é perfeita, linda! - beijei todo seu corpo até chegar na sua bocetinha branquinha. Chupei aquele grelo até ela não aguentar mais e gozar.

- Você já chupou um pau? - ela balançou a cabeça em negativa. - Então chupa meu pau agora!

- Mas eu não sei como fazer isso!

- Você aprende, é só colocar essa boca deliciosa no meu pau.

Ela não se fez de rogada e fez exatamente como pedi, chupou meu pau com vontade e eu gemia de olhos fechados. Sua boca me chupava com maestria, não segurei e acabei gozando na sua boca.

Delícia!

Deitei-a na cama e como estava duro ainda coloquei a camisinha e arremeti meu pau dentro dela com calma e carinho, bem gostoso, para o meu amor sentir prazer...

*****

Ela rebolava e gemia com meu pau dentro dela, ela apertava seus seios e colocava seus dedos acariciando seu clitóris.

Cena linda de se ver!

Meu pau dentro da sua intimidade branquinha entrando e saindo enquanto ela estava se tocando, depois tirei sua mão do clitóris e comecei a fazer o que ela estava fazendo, dei mais uma metida e gozamos juntos.

- Você é uma delícia, Amy! - ficamos abraçados por um tempo nos acariciando.

Já estava anoitecendo quando ela foi embora, eu fiquei com um sorriso bobo no rosto e assim se seguiu pelos anos seguintes...

Eu sosseguei, Amy tornou-se a razão do meu sorriso ao acordar e ao dormir, os caras me zoavam e eu não ligava...

Minha vida não poderia estar melhor, estava vivendo os melhores dias da minha vida ao lado da minha Branca de Neve...

Terminamos o colégio e começamos a faculdade, estudávamos na mesma faculdade, mas em salas diferentes. Podemos dizer que eu tinha tudo até o dia em que Amy me fez perder o chão...

Ela veio até mim como todo dia fazia, mas havia algo diferente nela e eu não sabia explicar o que era. Ela se aproximou e quando fui beijá-la, ela simplesmente desviou o rosto e beijei sua bochecha, ela me deu um sorriso amarelo e falou a frase que mudou tudo...

- Estou apaixonada por outro!

Fiquei irado!

Olhei em seus olhos, cheguei a socar a mesa tamanha era minha fúria e perguntei nervoso:

- Quem é o filho da puta, Amy?

Cretina!

Depois de anos de cumplicidade e amor, ela vem e me fala que está apaixonado por outro?

- Não é outro, é outra.

- Você só pode estar de brincadeira com minha cara! Você está apaixonada por uma mulher?

- Desculpe Michael, eu te amo também, mais de outro jeito. Eu amo essa minha amiga da faculdade. Não tenho culpa! Aconteceu! Eu quero que continuemos sendo amigos, isso é claro se você ainda quiser, pois éramos ótimos amigos antes de tudo.

- Eu não quero sua amizade, Amy! Eu te amo! Como você quer que eu seja seu amigo enquanto você ama outra pessoa? Porra! Você trocou meu pau por uma buceta? Se você não gostava de pau porque ficou comigo? - gritei com raiva. - Suma da minha vida agora! Não quero nunca mais olhar para você! Porra! - ela saiu correndo chorando.

Fiquei possuído de raiva e fui contar para os idiotas dos meus amigos.

- Eita cara, seu pau não está satisfazendo mais as mulheres? Como pode uma mulher te trocar por uma vagina. - os dois riam de se acabar.

- Olha aqui, nunca mais quero ouvir falar sobre isso! Se vocês tocarem nesse assunto não seremos mais amigos! Os dois podem esquecer que eu existo!

Ali o assunto morreu e não se tocou mais no nome de Amy.

Ela foi meu primeiro e último amor.

Depois disso não amei mais ninguém...

Não porque não queria, até tentei, mas não achava nenhuma mulher que me conquistasse.

Com isso desisti e passei a pegar todas e não me apegar, fechei meu coração e joguei a chave fora...

Amy ficou no passado...

Quer dizer quem é Amy?

Nunca ouvi falar e nem quero.

Hoje sou um advogado renomado, um piranho como meus amigos falam e o que mais quero além de uma buceta para foder gostoso é uma assistente jurídica, já que a minha me abandonou porque queria se dedicar a sua família.

Eu estou perdido sem uma assistente jurídica e espero encontrar uma em breve...

Capítulo 2 Brianna

Me lembro como se fosse hoje o dia em que ainda era feliz e me sentia viva...

Estava em casa com meu marido e filho curtindo o fim de semana, estávamos felizes e meus homens estavam fazendo planos para assistir à partida de futebol no domingo à tarde, segundo meu pequeno príncipe Richard iriam fazer um programa de meninos, mesmo vendo a felicidade do meu menino, eu não sei porque me sentia angustiada...

Acredito que é porque meu príncipe vai passar um dia longe de mim...

Eu sei que meu querido marido falou que eu tenho que parar de protegê-lo tanto e deixá-lo se divertir, ainda mais que ele não estará sozinho e sim acompanhado do meu marido.

- Amor você tem que parar com isso e deixar nosso filho fazer as coisas sozinho.

- Amor eu sei... Ele é meu bebê, só tem nove anos e eu sou uma mãe coruja, o que você quer que eu faça? - ele não me deixou falar mais nada.

- Venha aqui, eu estou doido para que você pare de falar, de arrumar essas coisas e vir para a cama. Quero namorar um pouco a minha mulher, pois você sabe que eu tenho uma viagem de negócios em breve e ficaremos longe, né minha vida?

- Você só viaja na segunda-feira. Tenho que arrumar as coisas de Richard e ainda estou fazendo a sua mala, coisa que era para você estar fazendo, seu folgado! - dei risada e ele me jogou na cama.

- Chega! Preciso da minha bela mulher... Agora!

Naquela noite fizemos amor a noite toda...

Como eu amo meu marido, o amo tanto que fico até sem ar...

Ele e meu Richard são tudo para mim!

Não conseguiria viver sem meus dois amores, a minha razão de viver!

No dia seguinte meus meninos sairiam cedo me deixando sozinha, meu irmão iria vir em casa mais tarde, ele é delegado e quase não nos vemos, mas ele conseguiu uma folga e viria ficar um pouco comigo, o que adorei porque ele sabe que odeio ficar sozinha.

Somos somente ele e eu contra o mundo e o amo demais...

Nossos pais morreram quando éramos crianças em uma explosão, foi triste demais e ficamos aos cuidados da nossa tia Jane que era um amor.

Nossa vida financeira também sempre foi boa, meus pais tinham muito dinheiro e haviam deixando tudo para nós dois, minha tia como tutora poderia ter usado para gastar com as nossas necessidades, mas ela nunca mexeu em um centavo sequer do nosso dinheiro, dizendo que era para o nosso futuro.

Ela era dona de uma fábrica de chocolate e por isso também tinha muito dinheiro e como ela não teve filhos era para nós termos assumido o controle da fábrica, mas não era o que nós queríamos, meu sonho era ser advogada e lutar pela justiça e meu irmão sempre sonhou em ser delegado.

No fim ela aceitou e entrei na faculdade de advocacia, porém não consegui terminar por ter engravidado. Escolhi cuidar do meu tesouro e do meu marido, deixando para o futuro o sonho de me formar e me tornar uma grande advogada.

Minha tia colocou tudo no meu nome e no de Rodrigo mesmo não sendo a nossa área e sabedora disso ela colocou uma pessoa qualificada e de confiança para tomar conta de tudo, a pessoa escolhida era um grande amigo de Rodrigo a quem confiava a sua vida e que foi o braço direito da minha tia.

*****

Amanheceu o dia e estava tudo pronto para os meus dois amores partirem, ainda bem que a minha querida Claire, minha secretária que me ajuda aqui em casa, passaria o dia comigo.

O café da manhã já estava na mesa, Richard desce do quarto muito animado mesmo com o tempo de chuva que se formava lá fora, por mim eles não iriam mais até porque eu não gosto que meu marido dirija com chuva. Com o pretexto de ter um dia de pai e filho, ele havia dispensado o motorista no dia anterior.

- Bom dia, mamãe! Hoje estou muito feliz, vou ao campo assistir um jogo ao vivo com o papai pela primeira vez, nem acredito que você até que enfim me deixou ir.

- Muito engraçado esse meu filho! Eu não deixava você ir porque você era muito pequeno!

- Mamãe você não me deixava ir porque não queria ficar sem seu filho por perto, eu sei muito bem disso.

- Esse meu filho é muito esperto viu.

- Esperto eu sempre fui! Não é papai!?

- Esse meu garotão já está se tornando um homem e a mãe ainda o chama de bebê! -- os dois estavam zoando da minha cara.

- Vocês dois querem parar de me zoar e tomar logo esse café!

Tomamos nosso café da manhã todos rindo e conversando como sempre fazíamos, parecíamos até aquela família de comercial de margarina...

Amo demais minha família!

Terminamos o café da manhã e eles já estavam se preparando para sair quando de repente senti uma angústia horrível dentro do meu peito...

Na hora pensei que não fosse nada demais, só neuras da minha cabeça....

Só que eu devia ter escutado meu sexto sentido, eu deveria tê-los impedido de sair....

Ah se eu soubesse o que aconteceria a seguir...

Meu amor desceu com as mochilas e meu pequeno raio de Sol não parava de pular.

- Mamãe estou pronto para ir, você bem que poderia ir junto com a gente, iria ser muito divertindo nós três juntos na torcida.

- Você quer mesmo que eu vá junto com os seus amigos e fique te chamando de bebê? E outra não é um passeio de meninos? - falei dando risada, ele detestava quando eu o chamava de bebê.

- Mamãe eu não sou bebê, vou fazer dez anos já, não sei por que você faz isso, acho que é para me matar de vergonha. Papai, sabia que meus amigos acham a mamãe gostosa? Eles vivem falando isso e eu brigo com eles para que respeitem a mamãe, mas eles dizem que eu tenho muita sorte por ter a mãe mais bonita do mundo! - dei risada da cara do meu filho.

- Ah meu querido não se preocupe com o que esses garotos falam de mim.

- Eu não ligo não mamãe, agora vamos logo papai antes que a gente perca o jogo.

- Antes de sair me dê aqui um super abraço! Abracei meu lindo e ele correu para o carro.

- Daqui a pouco estaremos de volta meu amor, te amo!

- Também te amo!

Eles partiram e foi a última vez que os vi...

Juro que se soubesse o que iria acontecer eu os teria abraçado mais, beijado mais ou até mesmo ido com eles...

Ah se arrependimento matasse...

A partir do momento que eles saíram me lembro de tudo em câmera lenta, Claire estava tirando a mesa e fui ajudá-la, mesmo ela reclamando e afirmando que isso era seu trabalho, mas fazer o que eu gosto de ajudar nas coisas de casa, desde que larguei a faculdade para me casar e cuidar do meu príncipe que estava para nascer não faço outra coisa a não ser ficar em casa.

*****

Depois de tentar ajudar Claire vou para o meu quarto ler e esperar pelo meu irmão, estava distraída lendo e tentando ignorar o aperto no coração que aumentava.

Foi então que meu mundo caiu quando me irmão entrou no meu quarto com uma cara horrível e olhos vermelhos e me deu a pior notícia que uma mãe e esposa poderia receber...

Meu filho e marido morreram em um trágico acidente de carro...

Ali eu perdi meu chão e o ar que respiro, naquele momento tudo escureceu e acabei desmaiando.

Os momentos que seguiram eu apenas senti dor e um enorme vazio, minha vida acabou no instante que meus tesouros morreram, eu me enterrei junto com eles e nunca mais fui a mesma, passei a ser vazia e entrei em uma depressão profunda, inclusive tentei me matar algumas vezes....

Mas como morrer se já estava morta por dentro?

Me entreguei as bebidas, virei alcoólatra e aí foi um passo para descobrir as drogas, vivia na escuridão, apreciando o vazio e pedindo que a morte me levasse para junto dos meus amores.

Se eu não saia de casa, como a droga vinha até mim?

Acredito que essa é a pergunta que se fazem.

E meus amigos a resposta é simples...

A droga vinha até mim, eu nem precisava sair de casa para comprar, era só ligar para uma mulher que fornecia a droga e ela trazia até mim...

A minha tristeza nunca terá fim e eu não consigo morrer!

Só pode ser uma praga, ou sou tão ruim que nem a morte me quer.

Não quero mais essa vida e olha que já facilitei e muito a minha partida, já tive overdose de remédios e drogas, sofri acidente de carro, entre outras coisas e mesmo assim eu ainda continuo neste mundo sem meus amores.

Numa dessas tentativas mal sucedidas fui socorrida, antes de ter alta meu irmão me internou em um centro de reabilitação e não adiantou nada, porque assim que eu saí a primeira coisa que fiz foi ligar para a minha fornecedora, mas para minha surpresa na hora de pagar...

Cadê meu dinheiro?

Meu irmão confiscou tudo e agora preciso pedir para ele o que preciso, mas eu garanto isso não vai me impedir de tentar ir ao encontro dos meus amores, porque somente quando estiver com eles voltarei a ser feliz.

Capítulo 3 Lina

Me lembro da minha vida como se fosse um filme e repasso na minha mente tudo o que aconteceu até esse momento...

Cheguei em casa depois de mais um dia de faxina que dona Lourdes arrumou para mim, eu precisava comprar comida ou morreria de fome, pois minha mãe, aquela que deveria cuidar de mim, só sabia se drogar. Tinha apenas quatorze anos e enquanto todos estavam estudando eu estava trabalhando para obter o meu sustento.

Eu até estudei um pouco, mas não cheguei nem terminar o ensino fundamental por ter que ser a adulta da casa, eu me tornei a mãe da minha mãe, até porque ela não conseguia sequer cuidar de si mesma.

Minha mãe já saiu de muitos trabalhos por causa do vício e agora tem tempo que não trabalha e não sei como mesmo assim ela consegue drogas, só pode ser transando com os homens que encontro aqui em casa quando chego do dia de faxina. Deve ser o monte de bandido que usa o seu corpo em troca de alimentar o seu vício.

Não aguento mais isso...

Eu queria que minha mãe fosse uma mulher forte e não ser essa mulher fraca que quando melhora fala que vai mudar, só que nunca muda...

Estava chegando em casa uma certa tarde e quando eu coloquei o pé dentro de casa tinha um homem em pé e minha mãe estava caída no chão, corri até ela para ver se estava viva e ela estava desmaiada e sem roupa, ela tinha usado tanta droga que simplesmente apagou. O homem começou a me olhar e andou até mim, senti um frio na espinha de medo e fiquei parada, sem conseguir reagir. Ele era todo tatuado e tinha cara de mal, sem esperar ele me pegou e falou:

- Coisa linda! Comi a mãe agora vou comer a filha! Já faz tempo que estou de olho em você preta gostosa!

Eu queria muito correr e gritar, mas ele era muito forte e aquela foi a pior noite da minha vida...

Eu tinha quatorze anos, fui abusada e deixada ali toda sagrando, ele me bateu e fez horrores comigo. Eu tive que me levantar toda dolorida, tomei banho chorando muito e com uma dor insuportável dentro do meu coração, quando terminei, me sequei, coloquei uma roupa e fui ajudar a minha mãe que acordou vomitando.

*****

Como ela não se lembrava de nada, no outro dia ela viu meus hematomas e me perguntou o que tinha acontecido, eu estava com tanta raiva que saí correndo e a deixei sozinha. Acredito que ela já sabia o que tinha acontecido e nada o que ela fizesse mudaria o que tinha acontecido.

Quando voltei para casa horas mais tarde tinha uma carta e minha mãe havia sumido, ela simplesmente foi embora e não sei para onde ela foi. Fiquei muito preocupada com ela, mesmo não merecendo.

Tenho ciência de que ela nunca foi uma boa mãe, mas é a minha mãe. Eu a amo, mesmo ela sendo do jeito que é e me deixando trabalhar e ser abusada por um desconhecido que ela colocou dentro de casa.

Para onde será que ela foi?

Eu preciso sair dessa casa urgente, vai que aparece outro louco querendo abusar de mim, me sinto tão suja por causa do que aquele homem me fez, um verdadeiro lixo.

Imagens vem a minha mente, meu pânico vem com tudo e é algo que não quero nunca sentir...

Eu não quero ser violentada nunca mais!

Só preciso ser forte e continuar com a minha vida, não posso mais mudar o que me aconteceu, eu sou apenas uma criança e posso superar essa dor que me rasga por dentro...

Vou seguir em frente ou eu vou acabar morrendo de tristeza!

Conversei com uma senhora que conheço desde que nasci, ela tem um filho que não mora com ela e por isso acabou me deixando ficar com ela, mas foi a pior decisão porque no fim eu fui explorada por ela. Ela deixou todos os cuidados da casa na minha mão, ela não fazia nada e só me mandava fazer tudo.

Um certo dia o filho dela, Diego um negro muito bonito apareceu. Eu já tinha dezesseis anos, me encantei por ele e logo começamos a nos relacionar, com o tempo descobri que ele era louco e ciumento demais.

Se eu chegasse um pouco tarde ele já imaginava na sua cabeça doente que eu estava com outro e foi assim que comecei a sofrer violência doméstica. Ele me espancava, até eu ficar mole e no outro dia não aguentava nem andar. Quando as coisas assentavam e ele raciocinava, pedia desculpas, prometia que nunca mais iria fazer isso novamente e eu desculpava.

O pior que isso se repetia dia após dia...

Esse era Diego, um homem lindo e apaixonante, mas me batia sempre que fazia algo que na cabeça dele não era o certo, descobri esse lado nada bonito justamente quando descobri que estava grávida.

Quando eu estava com cinco meses, ele chegou um dia bêbado e drogado e me espancou até quase perder meu bebê. Por milagre meu bebê não sofreu nada enquanto eu quase morri, dei entrada no hospital quase morta e fiquei um tempo internada, quando estava bem, aproveitei uma oportunidade e fugi para Califórnia.

Eu estava a pelo menos seis hora de viagem do lugar que morava e eu queria ir para mais longe possível de Diego, mas não tinha dinheiro suficiente para isso. O dinheiro que consegui para fugir, foi pedindo no hospital e mesmo ainda tendo dezessete iria conseguir viajar sozinha.

Estando grávida eu não podia ficar com aquele homem, eu não perdi meu bebê por pouco e eu não queria perder meu filho de jeito nenhum. Deus me deu ele para que eu pudesse ter alguém na minha vida, já que sou sozinha no mundo, quer dizer não sou mais, pois agora tenho meu filho que sempre vai estar comigo...

Só preciso ficar sempre bem longe do louco do Diego.

Espero que ele nunca mais me encontre, pois tenho muito medo do que ele será capaz de fazer comigo e com meu filho.

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