- Você só pode estar louca Lívia, desde que seu pai morreu você não ouve mais ninguém. - A minha mãe Cláudia grita enquanto eu estou no banheiro do meu quarto me arrumando para o meu emprego novo, aliás no meu primeiro emprego na minha área que é a pedagogia.
- Mãe a senhora precisa relaxar, eles são só pessoas como nós - Confessei pegando a mochila em cima da cama vendo a mesma me olhar.
- Claro! São pessoas, não desmereci ninguém, mas são pessoas que moram numa favela, cheio de bandidos armados, prostitutas, tiroteio - Ela dizia sem parar.
- Mãe, entendo a sua preocupação mas devia diminuir o uso da televisão aqui em casa.
- Vai me dizer que não existe nada disso lá? - Ela me fita de cima a baixo.
- Todo tipo de mal existe não é? Mas onde eu vou não, é só uma escola cheio de pequeninos que precisam de educação - Ela finalmente olha-me como se confiasse em mim.
- Você não está pensando de ir com aquela moto não é? - Perguntou arqueando uma de suas sobrancelhas.
- Acha que a Amanda vai liberar o carro pra mim? - Eu ri com escárnio - Eu também não ligo muito pra isso, até gosto mais da moto.
- Ela não tem que liberar nada, o pai de vocês deixou aquele carro para as duas - Afirmou.
- Diga isso a sua filha, a Amanda nunca gostou da moto do papai.
- Amanda sempre foi dengosa, nunca gostou de correr esse medo, talvez por isso ela tenha se tornado enfermeira.
- Que corajosa hein mãe. - Ela deu um sorriso rápido - Não é pra julgar sua irmã Lívia, nada vai me fazer esquecer que você resolveu dar aula numa favela, aí meu deus eu não vou sair de perto desse celular - Me aproximo dela e dou um beijo na testa
- Amo você tá bom? Faz um jantar bem caprichado hoje pra gente comemorar.
- Que Deus te proteja minha filha - Ela diz enquanto pego o capacete e abro o portão da garagem.
Bom como já perceberam agora a pouco meu nome é Lívia, Lívia Azevedo para os mais distantes, e sim, sou uma professora recém formada que a poucos dias recebeu uma proposta de dar aula no morro da Rocinha, e como eu nunca fugi de nada nessa vida não era agora que isso iria acontecer.
A bendita moto que a minha mãe mencionou é uma Honda twists 160 preta nada luxuoso como podem ver, o meu pai amava andar nela, e eu também, foi ele que me ensinou a pilotar com apenas doze anos. O meu pai se chamava Fernando e ele infelizmente nos deixou ano passado por conta de um infarto, a morte dele foi um tremendo choque pra todas nós, mesmo não sendo o meu pai de sangue eu o amava incondicionalmente. Meu pai nunca foi um cara rico, quando minha mãe se casou, ele só tinha uma bicicleta, aos poucos foram conseguido se erguer e juntos abriram uma empresa de granitos e móveis planejados. Com o tempo as coisas foram melhorando e hoje moramos numa casa boa aqui no bairro São Conrado zona sul do Rio de Janeiro. Vivemos os melhores dias da nossa vida ao lado dele, um homem íntegro e humilde que me ensinou que nenhum ser humano é distinguido por rótulos e classe social. Meu pai é minha mãe tiveram uma única filha biológica, a Amanda, dois anos mais nova que eu apenas. Nós não somos melhores amigas mas nunca fomos inimigas também, depois que nosso pai morreu ela simplesmente não me olha como antes, já ouvir conversas dela com minha mãe dizendo que eu não tinha direito a nada do nosso pai, que ele apenas tinha tido pena e me criado por caridade, aquilo me doeo muito. Eu tinha apenas dois meses quando minha mãe se envolveu com o Fernando, e foi ele que quis me registrar e me assumir como sua filha de sangue. E apesar de não fazer questão de herança nenhuma minha mãe sempre afirmou que nada que o meu pai tinha era dele sozinho, ela ajudou, lutou com ele dia e noite e eu também era filha dela, do sangue dela, e da barriga dela.
Agora um pouco mais sobre mim, tenho vinte e dois anos, cabelo castanho liso de um tamanho médio, 1,69 de altura de olhos castanhos e pele branca. E bom, talvez agora surgiria a dúvida, porque ser professora? Não sei responder, meu pai queria que eu fosse uma médica, até me matriculou em uma faculdade mas eu sentia que eu não seria feliz fazendo aquilo, e foi então que lhe disse o meu verdadeiro sonho. Meu pai é claro entendeu, me apoiou e hoje já estou formada. A escola onde eu fiz todo o meu estágio me informou que uma favela próxima estava precisando muito de professores, e me ofereceu uma vaga lá que além do mais, paga muito bem. Perguntei a eles o porque daquele valor ser mais alto e eles me responderam que o chefe de lá preza por uma boa educação das crianças. E além do salário da prefeitura ele também participa. Mas confesso que não estou indo pelo dinheiro, se crianças estão precisando de mim é claro que não irei de virar as costas para elas.
Terminei de me despedir da dona Cláudia minha mãe e sai de casa rumo ao Complexo da rocinha às seis e meia da manhã.
Assim que avisto a entrada do morro me direciono até ela, de longe já notei a quantidade de homens armados fazendo como se fosse uma barreira na entrada. Talvez a minha roupa preta, capacete preto tenha chamado a atenção deles também.
- Côe a tua mermão - Um deles diz assim que eu paro no meio. Retiro o capacete da cabeça para melhor contato.
- Aih, qual foi dessas patricinhas emocionadas - O outro grita.
- Bom dia, meu nome é Lívia e sou a nova professora da escola Maria de Lourdes - Explico séria e um deles me encara, ele era diferente dos outros, parecia ser o mandante, moreno, cabelo na régua e o corpo cheio de tatuagens, no jornais não diz que ele são tão gatos assim, vou avisar dona Cláudia.
- Meu turno quase acabando mina, e tu chega só pra dar trabalho, vou confirmar com Rd, dá um tempo aí - Ele diz e pega um radinho na cintura. Sinto os olhares de todos aqueles homens me queimando.
Não dava pra ouvir o que ele dizia no rádio, ou talvez eu não quis entender.
- Tu tá vindo de onde mina?
- São Conrado - Eles riem.
- Patricinha da zona sul vai dar aula na favela? - Debocha sem mostrar os dentes.
- Todos tem direito a uma educação de qualidade - Respondi seca.
- Meu nome é JP mina, sub dono dessa quebrada aqui, tu vai me ver muito por aí então é melhor andar na linha.
- Não se preocupe JP - Respondi e logo em seguida liguei a moto.
- Mei quilo vai te acompanhar até a escola, não se preocupe com a nave, já vou passar visão que se alguém encostar vai conhecer o capeta rapidinho. - Ele avisou como se fosse a coisa mais normal do mundo, e eu agradeci mesmo sentindo que nem vento passava ali.
Um vapor me guiou até a escola que ficava na metade do morro, uma única rua subia até o topo, o resto era cheio de corredores minimamente apertados.
- Tem um ponto de moto táxi ali mina, pode deixar tua moto lá enquanto fica com as cria - Ele avisou e eu estacionei lá mesmo.
Com o dedo ele indicou onde era a escola e eu fui até lá.
Lívia Narrando
Bom, é claro que na TV mostra como são as casas aqui, mas eu não imaginava que algumas eram literalmente em cima de pedras, alguns becos são minúsculos mas por sorte a escola ficava numa rua razoavelmente grande, onde o portão da Escola se encontrava ao centro, as paredes dos muros eram pixadas com um grande desenho de gramas e crianças brincando, e talvez a parte mais linda desse morro seja esse mundo imaginário.
E como ainda estava cedo, os alunos não haviam chegado. Mas aproveitei para ir conhecendo o lugar. Quando pisei o pé dentro daquele ambiente fiquei muito encantada com todo aquele capricho, não estava diferente de uma escola num bairro bom do RJ, o dono daqui deve realmente amar educação.
- Você deve ser a professora nova não é? - Uma mulher de aparentemente cinquenta anos disse com um sorriso sincero.
- Bom dia, tudo bem? Sou! Meu nome é Lívia Azevedo - Estendo minha mão satisfeita.
- Seja bem vinda Lívia, espero que sua passagem aqui seja duradoura, meu nome é Ana e sou a diretora desse colégio a quase trinta anos. - ela confessa.
- Obrigada, será um prazer! Mas porque Maria de Lourdes? - Pergunto curiosa.
- Maria de Lourdes foi a primeira professora do morro, graças a ela alguns moradores aqui conseguiram se alfabetizar - Explicou. - Bom Lívia, não sei se te informaram mas você vai ficar com os pequenos de quatro a cinco anos, eles estão sem ninguém.
- Informaram sim, agradeço imensamente a sua confiança em mim.
- Vou mostrar sua sala, daqui a pouco todos chegam tudo bem? - Assinto e ela me acompanha até a sala, também já aproveitou e mostrou todos os cômodos da escola, apesar de ser linda não é tão grande como imaginei, a Ana me explicou que esse é um colégio do ensino fundamental um e que as séries próximas são feitos em outra escola fora do morro.
Quando ela apresentou a minha sala de aula fiquei abismada quando notei que a antiga professora não colava nada nas paredes pra melhor entendimento dos pequenos.
- Você pode se acomodar aqui Lívia, mas tarde volto com as crianças – Ela afirmou simpática mas logo saiu.
Eu tinha uma mesa grande, um quadro e vinte alunos e muita fé para dar o meu melhor. Fiquei muito ansiosa não vou negar, e quando ouvi que eles estavam vindo fiquei de pé e esperei que eles entrassem todos em fileiras.
Eram realmente crianças pequenas, a maioria eram meninas pra ser mais exata, mais só quando eles sentaram perceberam a minha presença ali.
- Crianças, essa é a tia Lívia, é ela que vai ficar com vocês apartir de hoje.
- Obrigada por tudo Ana - Agradeci e ela saiu da sala.
Quando fechei a porta senti aqueles olhinhos pequenos em cima de mim.
- Meu nome é Lívia mas podem me chamar de tia Liv tudo bem? eu estava muito ansiosa para conhecer vocês - Disse com uma voz calma.
Fiz algumas brincadeiras logo após para conhecer melhor cada um. E uma menininha de cabelos dourados cacheados me chamou bastante atenção, ela parecia não gostar muito de brincar.
- Raissa? Tudo bem com você tia? - Perguntei carinhosa mas ela ficou em silêncio.
- Você está dodoi? - Perguntei esperançosa.
- Me dexla in paz tia - Ela disse séria mas mesmo assim não consegui segurar o riso.
- Tudo bem princesa, estarei aqui se precisar.
E assim os dias foram passando, confesso que no começo não foi fácil, todos do morro pareciam me olhar estranho. Mas eu não dava importância pra isso.
Até que chegou o dia do meu primeiro "acidente" com os alunos, numa brincadeira durante o recreio dois pequenos acabaram se esbarrando sem querer e os dois cairam de joelhos ralados, conversei com a mãe do Pedro e expliquei o que aconteceu, ela entendeu e foi super gentil comigo, e agora estou aqui na sala esperando o tio da Raissa para falar com ele, a Ana me disse que ela perdeu a mãe a dois anos num acidente de carro, e que nunca soubemos quem era o pai da menina.
- Tia, tá dodói - Ela me chamou com os olhinhos cheio de lágrimas.
- Agente já limpou tudo meu amor, vai ficar bom logo logo - Expliquei pra ela que entendeu.
Tomei um susto quando a porta foi aberta com muita força, claramente era o tio da Raissa e como podemos ver ele não tem um pingo de educação, mas era extremamente gato, aí meu Deus Lívia, quando foi que tu virou uma Cláudia da vida.
- O que aconteceu tio, quem fez isso com você Raissa? O tio não vai deixar isso passar em branco princesa - Ele repetia e eu não me contive.
- Foi só um acidente, a outra criança não teve culpa - Falei séria, e só aí ele percebeu a minha presença ali.
- Tu é professora dela? onde tu tava que deixou minha sobrinha se machucar assim?
- Foi um acidente no recreio, todos os alunos passam por isso um dia - Tento explicar mas os olhos dele eram de fúria pra mim.
- Todos e o caralho mina, te pago bem pra porra e tu deixa isso acontecer com a minha sobrinha, sabe com quem tá falando?
- Com essa arrogância, já imagino quem seja - Retruco séria
- Devia abaixar tua bola patricinha, me disseram que ia mandar uma professora boa pra cá, e não uma boca aberta que não consegue cuidar de dez crianças - Eu ri.
- Senhor, acho melhor você falar com a senhora Ana, você não entenderia minha língua não é mesmo? - Debochei, se tem uma coisa que eu não sou é puxa saco.
- Quem vai falar com ela sou eu sacô, não te quero mais na porra do meu morro - Ele diz sério e eu apenas ouço.
- Tio, eu goto da tia Liv, não foi cupla dela,eu e pedo tava correndo rapidlo - Raissa diz segurando na mão dele, e foi como se toda aquela raiva sumisse do nada.
- Caramba Raissa, o tio já falou que não é pra correr pow - Ele a repreendeu, e me olhou em seguida.
- É melhor não deixar isso acontecer de novo tá ligada - ele disse, mas não me contive e acabei revirando os olhos pra ele.
- Tu não te medo de morrer mesmo não né mina? qual foi? tu já viu alguém revirar os olhos pro chefe - disse travando o maxilar.
- Na minha sala de aula, quem manda sou eu - Falei com um sorriso no rosto.
- Nossa conversa ainda não acabou beleza? Preciso levar a cria pra casa - Ele disse saindo dali com a Raissa, mas apesar de ser um ogro arrogante ele era muito mais gato que o tal de JP do outro dia.
Lívia Narrando
O dia hoje demorou muito pra terminar, a diretora veio falar comigo sobre o episódio de mais cedo, ela explicou que o tio da Raissa tinha um temperamento difícil mas que ele era uma boa pessoa, ele é conhecido como Rd, e olha que legal, também é o dono do morro e o pior bandido de todos, bom não foi assim que ela disse mas foi assim que eu entendi.
Assim que cheguei no ponto do táxi um dos homens estava sentado bem próximo.
- Ai mina, tua moto acabou furando, só tô avisando pra tu não achar que foi algum de nós aqui - Ele explicou com certa sinceridade na voz.
- Tudo bem, imprevistos acontecem. Afirmei - Sabe onde eu consigo uma oficina?
- Só subir mais duas quadras, tem um borracheiro lá - Ele explicou, então quando tentei subir ele falou - Vai andar na moto furada maluca? tá querendo dormir no morro mesmo?
- O que eu posso fazer? - Disse confusa
- Eu levo pra tu, tu pode subir com o Biel - Ele disse olhando pra um rapaz loiro, de olhos azuis e bom, parece que tatuagem é a farda deles, mas uma coisa que não entendo é porque tem tanto homem bonito aqui.
- Obrigada - Disse sem graça.
O rapaz gentil levou a minha moto empurrando até a borracharia, enquanto o loiro fez sinal que eu subisse na moto dele.
- Não precisa de capacete?
- Precisa aprender muito de favela mina, mas é aí tá gostando daqui? - O loiro perguntou.
- Dos alunos sim - Olhei em volta - Mas não posso reclamar, minha mãe tinha me avisado. - Ele sorriu.
- Se for esperta, vai se dar bem! Aliás meu nome é Gabriel - Ele avisou ligando a moto, ele tinha uma bela Xr 300 preta e parecia ter mais ou menos a minha idade.
Ele me levou até a borracharia como prometeu, e lá senti mais olhares sobre mim do que no ponto de moto táxi. O loiro desçeu junto comigo.
- Consegue fazer a força junin? - O loiro perguntou
- De boa, preciso de uns quarenta minutos - acabei ficando bem perto do Biel, quando notei que Rd estava no meio daqueles homens me olhando de canto de olho.
- Qual foi diabo loiro? tu é neguin virou mordomo da prof paty agora? - O tal Rd disse com uma voz grossa.
- A mina precisava Rd, conhece nada na favela. - Eles deram de ombros, como se não tivessem nem aí.
- Quer dar uma volta pelo morro? ou prefere ficar aqui com eles? - O loiro perguntou direto e eu não esperei mais nada pra subir na moto de novo.
Rd Narrando
Rd agora tá no papo! Cresci no complexo da rocinha, e o comando passou do meu pai pra mim a quase dez anos, o coroa morreu logo depois de passar a coroa dele, confesso que no começo foi difícil mas como tudo na vida passa acabei me acostumando. A única coisa que não me acostumo e com a falta da minha irmã Raiane. Nós dois éramos gêmeos e perder ela foi como se eu perdesse parte do coração que eu achei que nem existia mais tá ligado. A minha coroa Lúcia sempre tá pelos cantos chorando, a nossa única alegria lá em casa é a Raissa, foi a coisa mais linda que Raiane fez na vida dela, Raissa e nossa felicidade, e eu jurei protegê-la com meu sangue se for preciso.
Rd vem de Randle, Randle Maicon Reis ou como é conhecido pelos cu azul, procurado da polícia por criar o nosso mundo, aqui não tem governo, e o que eu puder fazer pelo povo do morro farei, não roubo pobre, se roubei alguma vez na vida foi de quem tinha pra mofar e não me arrependo por isso.
Não sou casado e nunca vou ser, aliança me dá alergia, então assim vou seguindo a vida, comendo quem eu quero a hora que eu quero, apesar de ter algumas emocionada no morro que acha que tem alguma coisa séria comigo só porque eu já repeti a foda algumas vezes, tipo a Vitória, a mina é linda mas gosta de foder o meu juízo, odeio melação mas elas não entende não pow, quer ficar colada e isso me estressa.
Eu tava de boa na boca essa semana quando Jp me chamou no rádio avisando da entrada da professora da dona Ana, já mandei ele se virar com isso porque eu tava ocupado demais. JP e eu crescemos juntos aqui no morro, e ele é como se fosse um irmão pra mim, não é nenhuma novidade já que coloquei ele do meu lado aqui no comando. Jp é filho de dona Suzane, irmão mais velho de Gabriela e Gabriel que também trabalha pra mim como gerente de algumas vielas do morro.
Quando dona Ana ligou eu tava fumando um beck pra descontrair, mas quando ela falou no nome da Raissa meu sangue subiu em questão de segundos, praticamente voei pra aquela escola, e não vou negar que fiquei putasso com aquela professorinha, quase levei ela pras ideias por me descontrariar, mas depois de ouvir a voz doce da Raissa, a única coisa que me acalma nos últimos dois anos me fez perceber que ela era uma gostosa! pqp que mulher linda, mas o que tinha de linda tinha de marrenta. " Aqui na minha sala quem manda sou eu" foi o que ela disse, que audácia pow. Já chamou a atenção do pai.
- Fala pro teu irmão sair de cima Jp - Falei enquanto tomava uma cerveja na oficina do Junin e via o diabo loiro subindo com a morena.
- Qual foi? tá falando da prof paty?
- Tu viu outra aqui Zé mané
- Ficou de mal humor rápido hein - Debochou - Qual foi? todo mundo sabe que tu odeia patricinha.
- Já me viu recusar buceta onde fdp? Só avisa o teu irmão, não quero ele perto da mina nova.
- Fica de boa, claro que o chefe que vai experimentar primeiro e o Biel só tá levando a mina pra passear enquanto junin trabalha.
- Não importa, melhor avisar agora do que depois tá ligado.
- A tua preferida já tá ali te procurando - Ele disse e eu olhei vendo a Vitória subindo o morro com um micro vestido que caberia na minha mão.
- Sai de mim chulé.
Antes que ela pudesse se aproximar mais subo na moto e vou direto pra casa.