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A Rainha Rejeitada do Rei Licantropo

A Rainha Rejeitada do Rei Licantropo

Autor:: AlisTae
Gênero: Lobisomem
"Por favor, confie em mim, eu não fiz nada." "Não acredito em você. Eu te rejeito como minha Rainha e te condeno à morte." Alina estava vivendo fora de sua matilha há cinco anos. Seus pais nunca tentaram entrar em contato com ela, sempre a ignorando. Sua melhor amiga a convenceu a voltar para a matilha e ela concordou. Porém, ela nunca imaginou o que estava esperando por ela lá e nunca pensou que encontraria seu companheiro. Além de precisar enfrentar traições de todos os lados, ela ainda tinha que pagar por um crime que nunca cometeu. Aaron Robertson era o rei dos licantropos, um rei muito dominante e poderoso que não apenas governava os licantropos, mas também outras hierarquias de lobisomens. Todos tinham medo dos licantropos, e ele era o rei deles. Mas quem poderia imaginar que a companheira dele era apenas uma simples Ômega, sem habilidades especiais nem força? Ele a chamava de fraca o tempo todo, mas mal sabia que sua fraca Ômega lhe daria a maior traição de sua vida, pela qual ele teria que dar a ela a sentença de morte.

Capítulo 1 Pesadelo

Ponto de Vista de Alina

Para salvar minha vida, corri pela floresta sombria.

Ao longe, pude ver outro território e, na tentativa de chegar lá, acelerei o passo. Porém, antes que eu pudesse chegar até lá, alguns lobos me barraram.

Quando senti o cheiro deles, logo soube que eram renegados.

"Por que todos os perigos estão surgindo para mim? Não há ninguém para me salvar agora, e não há como eu salvar minha vida."

Fiquei apavorada quando os lobos renegados começaram a rosnar para mim. Quem me salvaria?

Não havia ninguém no mundo que eu pudesse chamar de meu.

Os renegados podiam sentir meu cheiro, e foi por isso que vieram atrás de mim, sabendo que eu era uma ômega sem companheiro. Qualquer lobo macho poderia se sentir atraído por ômegas ou querer tê-las para si.

Pensando nisso, comecei a tremer de medo.

De repente, os renegados pararam de rosnar e deram um passo para trás, olhando para o que estava atrás de mim, e foi então que tive um pressentimento de que havia alguém ali.

Logo depois, senti o cheiro da pessoa de quem eu estava fugindo.

De repente, o homem acançou por trás de mim e foi até os renegados. Como ele estava de costas para mim, não pude ver seu rosto, mas mesmo o observando assim, qualquer um poderia perceber que ele tinha uma aura obscura.

Ele virou a cabeça lentamente para o lado e disse com sua voz profunda:

"Você se esforçou tanto para fugir, não foi? Mas sabe muito bem que não pode escapar de mim. Ninguém poderá te salvar da morte. Você tem que morrer. Quero ver você morrer brutalmente."

Minhas mãos começaram a tremer, minhas pernas a cambalear e minha respiração a ficar ofegante, e tudo o que eu conseguia sentir era medo.

Assim que ouviram essas palavras, os renegados começaram a rosnar para mim. Sabendo quem estava diante deles e que não conseguiriam escapar, eles não tentaram fugir, mas sim me atacar na esperança de que o homem se solidarizasse com eles, os perdoasse e os deixasse ir.

Ao ver o que eles estavam tentando fazer, o homem estreitou os olhos para os renegados.

"Não tenho tempo para brincar com vocês", ele disse com raiva para os renegados antes de se transformar imediatamente.

Quando o vi se transformar, fiquei com medo. Seu lobo era enorme, com um pelo cinza-escuro que não parecia sujo, mas sim puro.

Diante dele, os renegados pareciam tão pequenos...

Num piscar de olhos, ele matou todos os eles, mordendo seus pescoços e os dilacerando.

Quando o lobo se virou e me olhou com seus olhos vermelhos, caí no chão de medo.

Lentamente, o lobo se aproximou de mim, o sangue escorrendo de seus dentes.

Assustada, pressionei as palmas das mãos contra o rosto e fechei os olhos com toda a força.

De repente, o lobo cerrou os dentes e pulou em cima de mim.

"AAAA!!!!"

Gritei com todas as minhas forças.

"Alina, o que aconteceu com você?"

Quando uma voz me chamou e deu um tapinha no meu ombro, franzi a testa.

Ao abrir os olhos, olhei ao meu redor.

Eu estava no meu quarto!

Eu não estava na floresta?

Me sentei, dei um tapinha nas minhas bochechas e depois suspirei. Meu coração estava acelerado e meu corpo inteiro suava.

Nas últimas semanas, eu vinha tendo o mesmo sonho todos os dias. Era um pesadelo, mas que parecia muito real para mim.

"Alina? De novo o mesmo sonho?"

Quando olhei para o lado, vi Crystal, minha melhor amiga, sentada na beirada da cama.

Em resposta, acenei com a cabeça.

"Não se preocupe. É só um pesadelo", disse Crystal, dando um tapinha nas minhas costas. "Quer beber um pouco de água?"

"Hum."

Então, Crystal serviu e me entregou um copo de água.

Bebi o copo inteiro de uma só vez. Mesmo assim, ainda estava inquieta.

Olhando para minha melhor amiga, perguntei: "Quando você chegou aqui?"

"Enquanto você estava tendo pesadelos."

Suas palavras me fizeram rir.

Eu morava no dormitório, minha melhor amiga tinha um quarto bem em frente ao meu, e tínhamos as chaves dos quartos uma da outra.

Crystal e eu éramos amigas há dez anos, desde que nos conhecemos na escola primária, quando tínhamos dez anos. Depois, nós duas nos mudamos para o exterior para fazer o ensino superior.

"Alina, você não vai à casa da matilha há cinco anos. Mas me prometeu na semana passada que iria comigo amanhã na nossa matilha. Se esqueceu disso?", perguntou Crystal.

"Por que eu iria querer voltar para a matilha? Meus pais não me amam. Nos últimos cinco anos, eles nunca tentaram entrar em contato comigo. Aposto que eles não ficarão felizes se eu for lá", respondi com um tom chateado.

"Mas você me prometeu na semana passada. E você é uma mulher de palavra, não é?", disse Crystal, tentando me convencer.

"Está bem, eu vou. Mas só por você, porque não quebro promessas."

"Essa é minha garota. Venha aqui, me deixe te abraçar."

"Não. Não me abrace. Estou toda suada", eu disse, saindo da cama.

"Sempre penso nos seus sonhos, Alina. O homem não vem sempre para te salvar nos seus sonhos?"

Pegando minhas roupas no armário, balancei a cabeça e respondi: "Não, ele sempre vem para me salvar, mas diz que é ele quem quer me matar. Ele afirma que tem o direito de me matar."

"Que estranho! Achei que ele fosse seu cavaleiro de armadura brilhante."

"Nunca me senti segura nos meus sonhos quando ele vinha me salvar. Era como se eu já soubesse que ele iria me matar. Na verdade, eu estava fugindo dele", expliquei o sonho para Crystal.

"Não se preocupe. Talvez você esteja muito estressada, e é por isso que fica sonhando com isso. O homem é só coisa da sua imaginação. Por que alguém tentaria te matar?", disse Crystal, e eu acenei com a cabeça.

Quando eu estava prestes a ir ao banheiro tomar banho, ela perguntou com entusiasmo:

"Mas como é o homem dos seus sonhos?"

Parando na porta, respondi:

"Ele irradiava uma aura sombria. E eu sempre via seu rosto de perfil. Ele era um homem muito bonito."

"Está falando de um inimigo imaginário bonito que quer te matar todas as noites no seu pesadelo?"

Em resposta, dei uma risadinha. "Sim."

Então, fui tomar banho.

Depois de tomar banho e vestir roupas confortáveis, saí do banheiro e, ao olhar em volta, percebi que Crystal não estava mais no meu quarto.

Após secar meu cabelo, o prendi num rabo de cavalo alto e me olhei no espelho. Embora eu tivesse vinte anos, todos que me viam achavam que eu era uma garota de dezesseis ou dezoito, dizendo que eu parecia muito jovem para minha idade.

Saindo do meu quarto, bati na porta de Crystal, que rapidamente a abriu e olhou para mim, dizendo: "Vamos."

Acenando com a cabeça, eu disse: "Vamos, estamos atrasadas por causa do meu pesadelo irritante."

"Não, não é assim. Não se preocupe. Se corrermos, podemos chegar à aula rapidinho. Embora eu não seja uma lobisomem como você e não possa me comparar à sua força, posso tentar", disse Crystal.

Olhando nos olhos verdes de Crystal, pensei em como ela não era uma lobisomem como eu, mas sim uma bruxa, filha de uma bruxa muito poderosa. Sua mãe foi a bruxa real da nossa matilha, então em breve, Crystal também seria, assim como sua mãe.

Cinco anos atrás, Crystal perdeu a mãe, que a amava muito mas faleceu cedo demais, sem que ela nem pudesse se despedir.

"E daí se você não é uma lobisomem?", eu disse. "Nós lobisomens temos força física, enquanto as bruxas têm a coisa mais poderosa, que é seu poder mental. Você pode fazer qualquer coisa com suas habilidades."

Enquanto conversávamos e caminhávamos pelo corredor, vimos de repente algumas garotas se aglomerando em volta de alguém.

"Esse homem está chamando a atenção todos os dias", disse Crystal, com o olhar atraído pela multidão.

"Sim, ele é o crush nacional daqui", respondi com uma risada.

"Alina, ouvi dizer que ele é um Alfa de sangue puro. Você também é uma lobisomem. Quer que eu apresente vocês dois?", perguntou Crystal, balançando as sobrancelhas.

"Ah, por favor, não, obrigada", respondi, olhando para a multidão. Foi então que vi o homem que minha melhor amiga acabara de descrever como um Alfa de sangue puro.

Ele não era outro senão Rick Miller, uma figura popular na universidade. As pessoas diziam que ele não queria ser o Alfa líder da sua matilha, então veio para cá e começou a estudar com outras criaturas. Aqui, todos eram livres para namorar quem quisessem, sem limites ou regras de ter o mesmo nível ou status.

Dando um tapinha no meu ombro, Crystal perguntou: "O que houve? Se apaixonou à primeira vista?"

Em resposta à sua pergunta, dei uma risada. "Não, não sou como você. Você é quem se apaixona à primeira vista. Mas você nunca me disse quem ele é. Você até vai à casa da matilha a cada três meses para ver seu príncipe encantado, não é?"

Lembrei-me do dia, quatro anos atrás, em que Crystal voltou das férias e me contou sobre o homem por quem se apaixonou. Naquela época, eu não acreditei nela, mas ela continuou indo à casa da matilha a cada três meses para vê-lo, como se estivesse obcecada por ele.

"Shhh. Não fale sobre ele aqui. E ele não é nenhum príncipe encantado", sussurrou Crystal para mim.

"Sério? Então quem ele é?", perguntei brincando. Achei que Crystal ignoraria minha pergunta novamente, mas desta vez, ela me respondeu num tom mais baixo, embora eu a ouvisse claramente.

"Ele é o Rei Licantropo."

Capítulo 2 De volta à nossa matilha

Ao ouvi-la, fiz uma careta de desgosto. "Do que está falando? Você se apaixonou por aquele velho arrogante?"

Crystal colocou a mão no rosto. "Não, me apaixonei pelo único filho dele."

Franzindo a testa, perguntei: "Ele tem um filho? Espere um pouco! Quando ele entregou seu reino ao filho?"

"Alina, você sempre me disse para não falar sobre assuntos da nossa matilha, por isso não te contei sobre a coroação do novo Rei Licantropo, que aconteceu há quatro anos quando o antigo rei entregou sua coroa ao filho."

"Então quer dizer que quando voltou para nossa matilha há quatro anos, se apaixonou pelo rei???", perguntei com os olhos arregalados.

"Sim, querida. Fui conhecer o pai dele. Você sabe o quanto o antigo rei me adora."

Assenti. "Sim, eu sei. Depois que sua mãe morreu, ele praticamente se tornou seu pai. Como ele era um amigo próximo dela, acabou assumindo todas as suas responsabilidades."

"Só espero que ele aceite nosso relacionamento."

"Seu relacionamento com o novo rei Licantropo? Ele também te ama?", perguntei com curiosidade.

"Não, ainda não contei a ele, mas acredito que ele também goste de mim, já que não conversa com nenhuma outra garota além de mim", disse Crystal, corando.

"Não se preocupe, Crystal. Se ele não aceitar, é só usar seus feitiços para transformá-lo num coelhinho", disse eu entre risadas.

Balançando a cabeça, Crystal respondeu: "Não posso. Ele é o rei Licantropo. Dizem que ele é mais poderoso que o pai. Meus feitiços não funcionarão nele."

"Por que está tão séria? Só estava brincando com você", eu disse.

Então, fomos para nossas aulas.

Depois das aulas, fomos às compras. Compramos muitos vestidos porque nossas férias começariam no dia seguinte.

"Estou muito animada para amanhã. Iremos para a casa da matilha", disse Crystal.

"O que há de tão bom na casa da matilha?", perguntei.

"Nossa matilha se desenvolveu muito. Se você for lá, nem vai reconhecê-la. Até as áreas da nossa vila progrediram. Agora há muitas escolas e locais de trabalho. As pessoas estão trabalhando e vivendo por conta própria."

"Que bom. Espero que nossa viagem corra bem."

Nessa noite, dormi tranquilamente e não tive pesadelos. Quando acordei na manhã seguinte, fiquei surpresa por ter dormido bem e acordado sem gritar.

Após tomar um banho, me arrumei.

Usei um vestido simples amarelo-limão na altura do joelho. Como eu já havia arrumado minha mala no dia anterior, não havia mais nada que eu precisasse fazer.

Saí do meu quarto e bati na porta de Crystal, que a abriu, também pronta. Então, ela pegou sua mala e saiu do quarto.

Como seriam férias de um mês, trazíamos muitas roupas.

Chegamos ao aeroporto e esperamos pelo nosso voo. Como estávamos vivendo entre os humanos e ninguém sabia nossas verdadeiras identidades, nos comportávamos como pessoas normais por lá. No entanto, outras criaturas sabiam sobre nós e conseguiam identificar quem era quem.

Me levantei e fui pegar algumas bebidas. Fiz o pedido e recebi dois milkshakes de morango.

Quando nosso voo foi anunciado, voltei apressadamente para Crystal, mas, inesperadamente, acabei esbarrando num homem, fazendo com que o milkshake se derramasse na camisa dele.

Quando olhei para cima, vi Rick Miller.

"Está falando sério? O que você acabou de fazer? Derrubou sua bebida em mim?!", ele disse com raiva.

"Olha, me desculpe, estou com pressa", eu disse e tentei passar por ele.

No entanto, ele ficou na minha frente. "Acha que um simples 'desculpe' será suficiente?"

Fiquei irritada com sua atitude e perguntei: "E agora? Quer que eu limpe sua camisa com meu lenço ou com um guardanapo? Por acaso você assiste a muitos filmes e séries? Isso é a vida real, não uma fantasia. Então, por favor, me dê licença."

Euquanto eu corria até Crystal, deixando Rick perplexo com o que eu havia acabado de dizer, um homem se aproximou dele e o ouvi dizer: "Vamos, Rick. Caso contrário, perderemos nosso voo."

Rick assentiu e olhou para mim pela última vez, depois foi embora.

Enquanto isso, eu estava aflita. "Relaxe, Alina. Temos tempo. Não é nosso voo que está embarcando", disse Crystal.

Soltei um suspiro. "Achei que iríamos perder o voo."

Mais tarde, embarcamos no nosso voo e fomos para a cidade onde o rei Licantropo reinava.

-

Crystal e eu chegamos à nossa matilha à tarde.

Quando vi a beleza da matilha, fiquei impressionada. Crystal estava certa. Nossa matilha estava muito diferente agora.

Estávamos no carro, apreciando a paisagem, quando eu disse: "Crystal."

"Hum?" Crystal, que estava sentada ao meu lado, se virou para me olhar.

"Me deixe na minha casa", eu disse.

Crystal assentiu e informou ao motorista o endereço da minha casa.

Quando chegamos, saí do carro e olhei para a porta da minha casa, que estava trancada.

Fiquei confusa.

Crystal percebeu minha expressão confusa e olhou para onde eu estava olhando, notando que minha casa estava trancada por fora. Imediatamente, ela saiu do carro e se aproximou.

"Onde eles estão?", ela perguntou.

"Como vou saber?", respondi tristemente. Eu não havia contado aos meus pais que estava voltando para a matilha, pois sabia que se eu lhes contasse sobre minha vinda, eles não ficariam felizes.

Mas onde eles estavam? Para onde eles poderiam ter ido?

"Então vamos para a casa da matilha comigo", Crystal me ofereceu.

"Eles têm uma boa relação com você, não comigo."

"Isso não importa. Essa é a nossa casa da matilha, e se algum membro precisar de ajuda, eles ajudarão sem qualquer objeção."

Assenti e voltei para o carro.

Em seguida, fomos para a Mansão Licantropo. As pessoas a chamavam de casa da matilha porque Licantropo, Alfa, Theta, Beta, Delta, Gamma, Ômega e as bruxas viviam nela e resolviam todos os seus problemas lá.

O rei não só governava o reino dos lobisomens, mas também controlava todas as criaturas do seu reino.

Quando chegamos, fui até o portão principal e olhei para toda a mansão do lado de fora.

Era noite, então tudo estava escuro, mas a mansão parecia um palácio antigo construído há séculos.

Fazia dez anos que eu não vinha aqui. Quando eu tinha dez anos, vim com meu pai. Eu não me lembrava do motivo, mas me lembrava de ter conhecido o arrogante rei Licantropo. Ele não parecia bem da última vez que o vi. Então, eu só esperava que tudo ficasse bem comigo agora.

"Vamos, Alina", disse Crystal.

Assenti com a cabeça.

Notei alguns homens guardando a mansão, parados ali como se fossem manequins. Quando entramos, olhei em volta e vi que a mansão continuava a mesma, decorada no estilo de um palácio real.

Ao nos ver entrar, uma empregada se aproximou imediatamente e olhou para Crystal. "Bem-vinda de volta, senhorita Graham. Por favor, sente-se, vou chamar todos."

Crystal acenou com a cebeça e fez um gesto para que eu me sentasse no sofá.

Então, nos sentamos e esperamos por todos.

Depois de alguns minutos, um casal de meia-idade desceu as escadas.

Crystal se levantou do sofá, se aproximou deles e abraçou o homem. "Tio Atlas."

Era o antigo rei, Atlas Robertson, o amigo mais próximo da mãe de Crystal. Quando a mãe de Crystal, Chole Graham, morreu, Atlas disse a todos que cuidaria dela como se fosse sua própria filha.

"Quando você chegou, minha garota?", perguntou Atlas.

"Agora mesmo, tio", disse Crystal, se afastando. Então, ela perguntou: "Como você está, tio? Sua saúde está bem?"

"Estou bem, querida", respondeu Atlas, dando um tapinha na cabeça dela.

Depois, Crystal olhou para o lado dele. "Como você está, tia Daisy?"

Daisy assentiu com a cabeça para ela. "Estou bem."

Daisy Robertson era a antiga rainha desse reino.

Tive a impressão de que ela não gostava muito de Crystal. Talvez fosse porque Daisy e a mãe de Crystal não se davam bem.

Daisy olhou para trás de Crystal e seu olhar recaiu sobre mim. "Quem é ela?"

Crystal se virou para me olhar e respondeu a Daisy: "Ela é minha melhor amiga, Alina Brown."

Ao ouvir o sobrenome, Atlas franziu a testa. "Brown? Qual é o nome do pai dela?"

"Hayden Brown", respondi.

Eu havia ficado quieta o tempo todo, mas quando o antigo rei fez uma pergunta sobre mim, não pude deixar de responder.

"Entendi", murmurou Daisy quando ouviu o nome do meu pai.

Atlas não pareceu satisfeito com a resposta, Por outro lado, Daisy se aproximou de mim e me observou atentamente.

"Você é linda", ela disse.

Meus olhos se arregalaram, já que eu não esperava um elogio tão repentino da antiga rainha.

"Obrigada, Rainh..."

"Daisy. Pode me chamar de tia Daisy. Não sou mais a rainha."

Assenti com um sorriso. "Obrigada, tia Daisy."

Nesse momento, o Theta da matilha, Cooper, entrou na mansão.

"Onde está seu rei?", perguntou Atlas. Ele não voltou há cinco dias. Ele está bem? E a guerra? Ele matou todos e venceu a guerra?"

Olhei para Atlas, que falava como se fosse algo simples. Pensei nele e me lembrei de que esse homem era arrogante desde o início.

Olhando para Atlas, Theta Cooper respondeu:

"O rei chegará por volta da meia-noite. Ele está a caminho."

Capítulo 3 QUEM É VOCÊ

Quando ouvi falar do rei, senti algo estranho dentro de mim, e achei que era medo.

Atlas se manteve calmo ao saber que seu filho estava a caminho após ter vencido mais uma guerra. Embora nunca expressasse suas preocupações aos outros, ele se importava com o filho, que era extremamente poderoso. Isso era o que ele mais valorizava, mesmo que os inimigos invisíveis do filho estivessem por toda parte.

"Crystal, vá para o seu quarto se arrumar. Depois venha jantar", ordenou Atlas antes de sair da sala de estar.

Fiquei olhando para o espaço vazio onde Atlas havia estado há alguns minutos, sem fazer ideia do porquê de esse homem não gostar de mim. Quando vim aqui com meu pai há dez anos, ele se comportou exatamente da mesma forma, me ignorando como se eu não fosse digna de uma conversa.

Daisy me lançou um sorriso. "Ele não está acostumado com pessoas novas. Você está aqui por causa dos seus pais, né?"

Assenti. "Sim, você sabe onde eles estão?"

"Eles foram para outra matilha."

Fiquei chocada. "Mas por quê?"

Meus pais haviam deixado nossa matilha sem me dizer nada...

"Bom, talvez eles tenham algum trabalho importante. Não sei se você vai conseguir encontrá-los antes de sair, mas pode ligar para eles e pedir para voltarem."

Fiquei confusa. Por que meus pais iriam para outra matilha? Eu não queria ligar para eles, e se eles brigassem comigo por ter vindo aqui sem avisá-los?

Daisy chamou uma empregada e lhe disse: "Leve ela para um quarto de hóspedes. Ela é nossa convidada."

A empregada assentiu e se curvou para Daisy, em seguida, fez um gesto para que eu a seguisse.

Olhei para Crystal, que assentiu com a cabeça e disse: "Vamos.

"Fui para um dos quartos de hóspedes, que era muito maior do que o meu no dormitório, Olhando em volta, vi uma janela e me aproximei. De lá, pude ver a floresta.

Embora satisfeita com meu novo quarto, eu estava chateada com meus pais. Eles nunca me ligaram uma vez sequer nesses cinco anos. Nunca lhes pedi dinheiro, e trabalhei em restaurantes de dia e de noite para pagar minha faculdade. Mesmo assim, eles nunca tentaram entrar em contato comigo.

Após tomar um banho, vesti um simples vestido branco de manga comprida até os joelhos e penteei meu cabelo, em seguida, tirei todas as minhas roupas da mala e as coloquei no grande armário do quarto.

"Uau, o armário é enorme. Eu mesma posso até caber aqui", disse para mim mesma, rindo.

De repente, ouvi uma batida na porta.

"Entre."

Uma empregada entrou e disse: "Por favor, desça para jantar. Todos estão esperando por você."

Assenti e saí imediatamente do meu quarto.

Quando entrei na sala de jantar, vi todos comendo.

"Alina, venha se sentar", Crystal exclamou alegremente.

Fui me sentar ao lado dela.

Havia tantos pratos diferentes na mesa que fiquei impressionada.

Quando comecei a comer, Atlas olhou para mim e perguntou: "Você ligou para seus pais?"

Olhando para ele, respondi: "Não, não liguei, mas ligarei em breve. Quando eles voltarem, sairei da casa da matilha."

Daisy balançou a cabeça. "Não, está tudo bem. Você pode ficar aqui o tempo que quiser. Você é nossa convidada, então não precisa se preocupar."

"Obrigada, tia Daisy", eu disse, sorrindo para ela.

"Alina, coma, sua comida está esfriando", disse Crystal, e não pude continuar a conversa.

Depois do jantar, todos voltaram para seus quartos.

Eu estava sentada na cama, jogando no meu celular. Fiquei surpresa ao descobrir que nossa matilha agora tinha sinal e que não era como se fosse uma cidade antiga ou algo do tipo. Antes, eu só achei que não havia sinal aqui porque toda vez que Crystal vinha, nunca me ligava. Quando eu perguntava a ela, ela sempre dizia que não conseguia me ligar porque a casa da matilha não tinha sinal.

"Você mentiu para mim, Crystal? Mas por que faria isso? Não, talvez o sinal tenha chegado recentemente. Talvez por isso mamãe e papai não puderam me ligar", pensei comigo.

Quando pensei nos meus pais, senti uma fagulha de esperança.

Eles nunca me deram atenção quando eu morava com eles, e até me mandaram para fora da matilha sem meu consentimento. Naquela época, chorei muito, pois não queria ir para lugar nenhum e só queria ficar com meus pais. Porém, eles brigaram comigo, dizendo que eu não era mais uma criança e precisava sair e que isso era obrigatório. Então, acabei concordando e saí da matilha para estudar.

Fiquei com sede e procurei por água, mas não encontrei. Então, abri a porta lentamente e saí do meu quarto.

O corredor estava completamente escuro, e percebi que todos estavam dormindo.

Saí lentamente do meu quarto, mas como não havia nenhuma empregada por lá, eu não sabia onde ficava a cozinha nessa mansão que parecia um palácio.

Quando cheguei na sala de estar, a luz da lua caiu sobre mim, brilhando através das persianas da janela.

Não sei como, mas consegui chegar ao outro lado da mansão. Olhei em volta e notei a luz da lua no chão vindo da janela.

Nessa noite, a lua estava brilhando intensamente.

De repente, senti um cheiro estranho.

Parei por um momento e senti o cheiro vindo rapidamente em minha direção. Franzi a testa, confusa.

Por que eu parei?

Cheirei o aroma no ar, que era tão sedutor que quase perdi a cabeça, e fechei os olhos.

Antes que eu pudesse abrir os olhos, senti o cheiro vindo de trás de mim.

Então, ouvi a voz mais profunda que já ouvira, que fez minhas pernas tremerem e arrepios percorrerem meu corpo.

"QUEM É VOCÊ?"

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