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A Redenção do Ogro

A Redenção do Ogro

Autor:: Felícia
Gênero: Romance
Camila, aprendeu desde cedo que quando amamos inocentemente, nos tornamos vulneráveis. Por isso ela não acredita no amor! Uma submissa masoquista que vive o momento de forma mais intensa que possa existir. Bernardo dedicou a sua vida para ser o orgulho de seus pais. Ele só queria provar para eles, que ele podia ser tão bom quanto seu irmão. Um dominador, sadomasoquista, torturador e calculista. Quando duas alma feridas se encontram, elas se reconhecem e se completam. Mais para se completarem de verdade... Elas precisam se readaptar! Será que Bernardo e Camila, estão prontos para isso? Será que eles conseguem passar por cima dos obstáculos e serem felizes? Só o tempo e a vida dirá... Uma história que fala sobre recomeços e mudanças!!! Cheia de altos e baixos, e emocionante O terceiro livro da série BDSM. *** Não é necessário ler os dois primeiros livros, mais para um bom entendimento, leia... *Esse livro contém gatilhos, cenas de sexo explícitas de bdsm. S e não gosta de livros assim, nem comece a ler.

Capítulo 1 PRÓLOGO - PRIMEIRA PARTE

PRIMEIRA PARTE

Madame Lavoisier

Batem na minha porta. Estou no meu escritório revisando alguns contratos. Quem pode ser?

Estou mergulhada em novos contratos de serviço. Pedi para não ser incomodada.

-Entre...

-Senhora me desculpe, mas Patrick está aí fora e precisa falar com a senhora?

-O meu chefe de segurança?

-Sim Senhora ...

-Essa hora da manhã? É urgente Márcia, porque eu preciso revisar esses contratos o mais rápido possível.

-Ele disse que sim...

Eu suspiro. Só falta uma das meninas terem fugido. Há tempos que isso não acontece...

-Pode deixar ele entrar...

Patrick é meu chefe de segurança há algum tempo já. Ele me acompanha sempre quando tenho que fazer uma visita a um abrigo ou orfanato.

-Madame...

-Oi Patrick, alguém fugiu?

-Não Senhora, aqui no internato está tudo sob controle... Só queria falar com a senhora sobre uma menina que encontrei ontem. Eu realmente estou preocupado...

Ele se senta na minha frente. Ele deve regular uns trinta anos, é bem moreno e o cabelo cortado em estilo militar.

Espero que ele continue.

-A encontrei na Avenida Paulista fazendo ponto, numa daquelas ruas...

-Uma prostituta? -levanto uma sobrancelha.

Dificilmente eu recruto meninas maiores de dezoito anos. Sempre a faixa etária fica entre 16 aos 19 anos... Não mais que isso. Se passar desta fase, elas geralmente já estão viciadas seja no estilo de vida que vivem, ou drogas e álcool. Por isso, prefiro recrutar meninas recém saídas de orfanatos e às vezes internatos. Acontece dos próprios pais pedirem uma vaga para as suas filhas, mas esses casos são raros. Mesmo a maioria tendo problemas psicológicos, conseguimos contornar todos eles.

Mas uma garota de programa? Nunca recrutei nenhuma, porque a maioria não aceitaria meus termos e já são viciadas, seja no dinheiro fácil, seja em sexo ou drogas.

-Ela não está na rua há muito tempo, segundo minhas primeiras investigações. Ela chegou a cinco meses. Divide um apartamento com mais cinco, numa favela famosa aqui no centro. E madame... Ela não tem nem dezoito anos...

-Menor?

- Sim... Pelo que pude apurar com as informações que ela me deu, ela fugiu de casa e foi morar nas ruas. Como tem que pagar aluguel e comer, começou a se prostituir.

Ele pega uma pasta e põe na minha mesa.

Eu abro e vejo uma cópia de RG. Camila Coelho, 16 anos, filha de Margarida Coelho. Sem pai conhecido. Nasceu em Santa Catarina.

A menina é linda, loira de cabelos lisos e olhos azuis... Uma boneca... Começo a compreender porque Patrick se interessou em ajudar esta menina.

-Essa investigação você fez por conta própria?

-Sim, eu precisava convencer a Senhora. Sei que ela não tem o perfil de suas meninas.

-Como a conheceu?

-Eu passava por lá e ela estava num dos pontos. Me ofereceu um programa.

-Quanto ela cobrou Patrick?

-Trinta reais por um boquete e 50,00 por penetração sem tocar nela. Ela não gosta de ser tocada.

Eu levanto uma sobrancelha pra ele. Como assim não gosta de ser tocada?

-Isso nem é o mais estranho...

Faço sinal com a mão para que ele continue.

-Ela tem marcas nas coxas senhora, como se prendesse correntes até se machucar...

Então a menina gosta de sentir dor? Ou é católica e gosta de se penitenciar pelos seus pecados?

-Ela só tem dezesseis anos. Você ficou com ela, Patrick?

-Não... Paguei para conversar com ela por uma hora. Dei o meu cartão a ela, caso ela aceitasse fazer uma entrevista com a senhora.

-Você ofereceu ajuda, sem me consultar antes?

-Senhora, me desculpe... Mas eu sabia que a senhora ia se interessar pelo caso.

Eu olho para a foto do RG dela novamente.

Uma prostituta!

16 anos

E linda...

Eu não posso fingir que não estou vendo isso... Eu não posso simplesmente deixar essa menina na rua se prostituindo.

-Ela tem algum vício, Patrick?

-Pelo tempo que ela ficou comigo não demonstrou nenhum. E pela minha investigação, não fiquei sabendo de nada.

-Ela te ligou?

-Ainda não...

-Você vai me levar até ela hoje... Vamos ver o que ela tem a me dizer...

-Ela é arredia Senhora...

-Percebo, alguém com 16 anos que não gosta de ser tocada. Só pode ter algum trauma. Você sabe porque ela fugiu de casa?

-Ela saiu de Santa Catarina. Não deu tempo ainda de eu investigar sobre isso. Sei que fugiu porque uma das meninas que divide o apartamento com ela, disse. Mas não sabe o motivo.

-As outras meninas sabem que ela é menor?

-Não, elas acham que ela tem dezoito. O que a Senhora acha sobre as marcas na coxa?

-Existem pessoas que são viciadas em dor. Usam cilícios para sentir a dor o tempo todo ou se penitenciar. Já peguei alguns casos desses aqui... O bdsm costuma ajudar bastante essas meninas... Mas não sei se é esse o caso... Como são as marcas?

-De elos, como se fosse uma corrente... Roxas e profundas, quase ultrapassando a pele. Algumas mais antigas que outras.

Coitada dessa menina... Eu preciso conversar com ela.

-Continue investigando Patrick, e hoje a noite você vai me levar até a rua que a achou...

-Sim Senhora!

****************

-É aquela, Senhora...

Estamos na esquina com o carro parado do outro lado da rua.

Ela chega com um vestido vermelho colado no corpo e bem curto. Sandálias muito altas. Aquela cabeleira loira chamativa toda ondulada solta, batom vermelho que dá pra ver de longe, provavelmente está com uma maquiagem bem carregada para camuflar sua idade. Bem magrinha, talvez esteja abaixo do seu peso. Ela é realmente linda e chama bastante atenção de longe.

Eu a observo um pouco e vejo ela se escorar num poste, jogar o cabelo para o lado e olhar o celular.

-Cadê as marcas da coxa que disse, Patrick...

Com aquele vestido tinha que está aparecendo.

-Talvez ela tenha passado maquiagem ou está de meia. -Ele fala.

-Ligue o carro e vá até ela... Peça um programa novamente e depois dirija até aquele hotel da esquina... Acho um bom lugar para conversarmos.

-Sim Senhora!

Ele liga o carro e vai em direção a ela. Abaixa o vidro e ela logo olha para dentro.

-Quer companhia senhor?

Ela diz com uma voz de anjo?

Quando ela reconhece Patrick, ela fica sem graça...

-Ahhh é você?

-Sim Camila, quero mais uma hora de seu tempo.

Ela olha para um lado, olha para o outro. Passa a língua no dente.

Menina desconfiada.

Principalmente porque Patrick falou de mim para ela. Provavelmente ela deve está achando que eu sou um cafetão.

-Vai ser mais caro dessa vez... Porque eu não gosto muito de jogar conversa fora.

-Tudo bem... Entra...

-Não quer saber quanto?

-Não... Eu pago o valor que você disser...

O rosto dela se ilumina. Abre a porta e entra ao lado dele.

-Vamos conversar sobre o que dessa vez? A Economia do país? -Ela diz sarcástica...

-Quero te apresentar uma pessoa.

-Own gato! Eu não faço ménage...

Ele ri e diz:

-Lembra da proposta que te fiz ontem?

-Eu te disse que não estou interessado num novo cafetão.

-E eu te disse que não sou um cafetão.

-A bastante tempo que eu sei que ninguém faz nada pra ninguém, sem ganhar algo em troca.

-Mas eu vou ganhar algo em troca.

Falei pela primeira vez, denunciando minha presença no banco de trás. Ela dá um grito e diz:

-Porra... Inferno, que susto que tu me deu...

Patrick liga a luz do carro e ela me olha.

-Ela que é a cafetina?

-Camila, só escute o que ela tem a te dizer... Depois você tira suas próprias conclusões...

Ela bufa e não fala mais nada.

Ele nos leva para o Hotel que havia falado, e estaciona no estacionamento.

-Vocês não são assassinos não né?

-Não querida. Eu me chamo Madame Lavoisier, sou diretora de um internato de moças. Patrick é meu segurança. Enfim, você tem o perfil do meu internato e gostaria de te fazer uma proposta.

-Quer vender meu corpo para os magnatas bilionários? É a mesma coisa que prostituição.

-Você não é obrigada a nada lá. Se no final do curso não quiser se casar e nem se dedicar a alguém, você sempre tem a opção de virar uma governanta que fala duas línguas e que foi formada para cuidar de uma casa e organizar eventos como ninguém. Você explicou a ela Patrick?

-Sim senhora. Falei sobre o internato, falei como são as coisas lá...

-Mas eu não acreditei... Ninguém faz isso de graça...

-Não é de graça querida! Toda menina que preparo eu recebo uma boa grana para fazer isso. E se caso optar não ir por esse caminho, encare como uma bolsa de estudo, que pagará quando estiver trabalhando e ganhando o seu dinheiro.

-Mesmo assim eu não estou interessada.

Ela tenta abrir a porta e o Patrick não deixa travando todas elas.

-Me deixa ir embora, Patrick...

-Ouça o que ela tem para te dizer...

-Não...

-Você tem apenas 16 anos. Filha de Margarida Coelho. Saiu de Santa Catarina fugida... Esqueci de algum detalhe?

Falo para ela calmamente.

Ela fica branca e começa a surtar e bater no braço do Patrick.

-Você me investigou seu merdinha! Eu tinha que saber que era muito estranho, um homem como você, de roupa cara pegar uma prostituta na paulista. Seu desgraçado!

-Se acalme! -falo com o meu tom de dominante e na mesma hora ela para e me olha.-Você está segura! Eu não sei o que fizeram com você da onde veio! Mas eu não sou igual a essas pessoas. Eu quero te ajudar. Eu posso conseguir com que fique conosco até seus dezoito anos. Você não vai precisar se prostituir e nem voltar para a sua antiga casa. Depois que passar esse tempo, se quiser ir embora pode ir.Eu não vou te deixar nas ruas de São Paulo correndo risco de vida Camila.

-O que vai ganhar com isso?

-Consciência tranquila? Por a cabeça no travesseiro e saber que eu fiz de tudo para ajudar uma menina. Eu sei que sofreu algo grave para sair fugida de seu estado. Eu não sei o que é, mas estou disposta a te ajudar.

Ela dá um suspiro de frustração, se rendendo a tudo que disse.

-Você me dá a sua palavra, que não serei obrigada a ficar depois que eu atingir a maioridade?

-Dou... Como também te prometo não contar a sua família, que você está comigo.

-E se eu não aceitar?

-Eu vou ser obrigada a te denunciar ao conselho tutelar. Não posso deixar uma menina de 16 anos se prostituir nas ruas de São Paulo. Sinto muito!

Ela respira fundo, olha com ódio para mim e depois para o Patrick

-Você está me chantageando para ir com você. Tirando meu direito de ir e vir.

-Meninas de dezesseis anos não têm direito de ir e vir. Provavelmente você não foi emancipada, ou estou errada?

Ela começa a respirar com dificuldade.

-Patrick, vamos para o Internato.

-Não... E minhas coisas? Tenho coisas que preciso pegar.

-Patrick quando nos deixar lá ele vai buscar suas coisas. Camila , confie em mim, você está segura. Ninguém vai te obrigar a nada. Eu prometo...

-Eu só acredito, vendo!

Ela cruza os braços e não fala mais nada.

Prevejo problemas, grandes problemas...

Capítulo 2 O Começo I

Bernardo Thomson

Tomo mais um gole de whisky e olho para a menina com o meu pau na sua boca. Boca daquelas com lábios grossos e vermelhos.

Uma das bocas mais gostosas que meu pau já visitou neste clube. O clube "Fantasie", mais conhecido como clube da Margô.

Joaquina é linda. Uma negra de 1.78, corpo escultural, hoje ela está com cabelos cheios de cachinhos, tem olhos puxados para a côr mel e uma boca extraordinária.Sempre que eu venho aqui sozinho, e ela está disponível me lambuzo nessa boca.

Eu amo um boquete bem feito, mas tem que ser bem feito! Não essa meia boca que vejo por aí...

Tomo mais um gole do meu whisky e sorrio para ela, quando ela segura o meu pau e bate em sua cara...

-Está gostoso sua putinha?

-Sempre é mestre. Seu pau é um parque de diversão.

Seguro seu cabelo na nuca e bato em sua bochecha.

-Ainda não vi essa maquiagem borrada... Então quero ver ele na goela Joaquina. Todinho...

-Sim mestre!

Eu a solto e ela começa a fazer o vai vem com a boca no meu pau. Eu me encosto na poltrona novamente e olho à minha volta.

O clube está cheio hoje, não podia ser diferente! É um final de semana, dia de ir à caça... E aqui é um ótimo lugar para isso...

Margô possui uma grande variedade de submissos solteiros em seu cash. E sempre tem alguém em busca de uma aventura por uma noite. E se você der sorte, até consegue algo mais sério.

Pra mim não serve... Difícil encontrar submissos que aceitem contratos de 24/7 numa balada... Esses geralmente eu vou encontrar no internato da madame.

Então eu venho aqui apenas para relaxar quando estou sem uma submissa fixa.

Eu sou um workaholic... Então sempre dou preferência para contrato em que tenha uma menina à minha disposição. Às vezes, é chato ficar vindo na boate e caçar. Gosto das coisas mais cômodas.

Joaquina continua se dedicando à sua chupada. Coitada! Vai ficar com maxilar doendo... Mas não é isso que elas gostam?

Eu sorrio com meus pensamentos.

Olho para a pista de dança e vejo algo que me chama atenção...É um cabelo loiro vivo, que se sobressai na luz negra e nos piscas das incandescentes. Eu olho mais uma vez e vejo a dona dele.

Uma pequena mulher... Deve ter quanto de altura? 1.60? Provavelmente.

Eu só consigo ver porque está na beirada da pista e de saltos altíssimos. Seu corpo se mexe conforme a música . Apesar de ser magra, ela tem os quadris arredondados e uma bunda espetacular, redondinha, cada banda deve ser do tamanho da minha mão. Imagino logo minha mão tatuada nelas e meu pau na mesma hora fica mais duro do que já está.

Lembro da menina me chupando... Olho para ela e de repente, sua chupada ficou sem graça para mim...

Olho novamente para a pista, ela está com um vestido cheio de brilhos que vai até abaixo do joelho. Saltos altíssimos. E os cabelos soltos ao natural em suas costas. São loiros e no momento estão ondulados, provavelmente são lisos. Quando ela se vira eu me aprumo na cadeira e olho mais uma vez.

Parece uma ninfa, daquelas de fábulas contadas na terra de meu pai. Daquelas que encantaram os viajantes no meio da estrada. Seu vestido tem duas fendas na frente que vão até a altura da virilha,deixando expostas pernas torneadas e magníficas. Pernas de dançarina. Engulo seco. Quem é essa menina? Eu nunca a vi por aqui...

É tão pequena! Dá vontade de por ela na minha gaiola e deixar ali para que eu admire o dia todo.

Escuto alguém coçando a garganta e olho para o lado. Vejo Margô sentada numa poltrona ao lado da minha.

-Parece que Joaquina não está prendendo sua atenção.

Me lembro da mulher espetacular entre as minhas pernas.

Realmente, o boquete deixou de fazer sentido, a partir do momento que enxerguei aquela menina. Não que eu não esteja duro... estou... Só perdi a vontade de ter a boca de Joaquina ali...

Me encosto na cadeira, olho para Joaquina e a dispenso.

-Fiz algo de errado mestre?!?

-Não querida! Só não estou no clima. Você vai ser bem recompensada!

-Sim mestre!

Ela se levanta e eu guardo meu pau na calça novamente.

-O que você tanto olha, que perdeu o interesse na Joaquina?

Tomo um gole do whisky e digo:

-Aquela menina que está na pista.

Ela olha na direção em que apontei e sorri.

Margô já é uma mulher bem madura, mas continua linda como sempre foi. Acho que ela deve ser um pouco mais velha que eu, cabelos Chanel castanho, corpo curvilíneo, olhos expressivos. Uma boa amiga, que encontrei neste mundo do bdsm. Seu clube é o único que frequento, pois eu e meus irmãos, não somos muito adeptos a este tipo de diversão.

Mas gosto de vir ao seu clube, porque aqui eu sou muito bem tratado e tudo é muito discreto, igual as nossas festas.

Ela olha para mim e diz:

-Camila... Agora compreendo a fascinação. Até eu queria ela, se fosse BI... -ela suspira como se tivesse lamentando. -mas infelizmente não é.

-Ela é nova aqui?

-Não... Ela só está solteira a pouco tempo. Saiu de um relacionamento longo com um dominador.

-Que dominador?

-Dominique Trevisan

Faço uma careta... Um playboy que acha que entende de dominação, mas não entende nada. Já ouvi boatos de abusos praticados por ele com outras submissas. Ele é sádico como eu. Como essa coisinha linda foi parar em suas mãos?

-Eu nunca vi essa menina por aqui. Quanto longo era esse relacionamento?

-Dois anos. Dominique não é muito de tirar suas meninas de casa.

-Meninas?

-Ele tem um harém meu amigo, precisa sair mais para saber das fofocas! Ela era do internato da Madame.

Levanto uma sobrancelha e olho para ela.

-Madame nunca me mostrou uma foto dela.

-Saiu de lá cedo. Parece que com dezenove anos. Não quis manter-se com ela.

-Quantos anos ela tem?

-23. Ela não tem vínculos com ninguém... Prefere ter a sua vida. Mas gosta de relações duradouras... Não é de ficar pulando de galho em galho.

-O relacionamento acabou por qual motivo, você sabe?

- Não... Ela não falou... Mas ouvi boatos de que Dominique não queria terminar, ela que quis.

-Ela é linda!

-Porque não sai com ela? Quem sabe vocês não se dão bem?

-Ela é muito pequena Margô, eu não gosto de mulheres frágeis...

-Não é um contrato... É apenas uma ficada. Ela é masoquista no seu grau e além do mais... -ela se levanta e fala no meu ouvido.- é nos pequenos frascos que estão os melhores perfumes.

Sai da minha frente e eu continuo observando aquela ninfa requebrar os quadris na minha frente.

Porque não?

Eu sempre gostei de um passarinho?

Faço sinal para o garçom e digo:

-Sabe os gostos daquela menina?

-Sim mestre, ela sempre bebe martini quando vem.

-Leve uma dose para ela, e diga que foi eu que ofereci.

-Sim mestre!

Vamos a caça Bernardo!!!

**************

Camila Coelho

Recebo a bebida do garçom e olho para o sofá em que um gigante está sentado.

Ele me olha e faz uma saudação com a bebida. É um convite explícito para que eu me aproxime.

Porque não? O cara é um Deus grego!

E se eu vim aqui hoje em busca de companhia, é uma ótima opção.

De longe ele parece ser ruivo, alto e musculoso. Bem o meu tipo. Não gosto de homens pequenos, nunca gostei... Me lembram o meu passado, e eu não quero me lembrar do passado.

Eu me aproximo dele e ele faz sinal para que eu sente ao seu lado.

-Prazer Camila, meu nome é Bernardo Thomson.

Eu quase me engasgo com a bebida.

Ele me estende a mão, e me olha com aqueles olhos azuis que parecem muito claros, mesmo no ambiente escuro em que estamos.

Então esse é um dos médicos CEOS que as meninas da Margô suspiram toda vez, que tocam no assunto?

-Não sabia que o mestre frequentava esses lugares. -falo para que ele saiba que eu o conheço.

Ele sorri e diz:

-Então me conhece?

-De nome sim, nossa comunidade é minúscula.

-Pois é... -Ele se encosta na poltrona e diz olhando para a pista de dança. -E é por isso que desde que te vi eu estou me perguntando, como nunca tinha te visto por aqui?

-E como sabe meu nome?

-Margô...

Eu confirmo com a cabeça. Se falou com Margô, ele já deve saber que tinha um dono, mas falo assim mesmo.

-Eu tinha um dono... Talvez seja por isso...

-É... Talvez... Eu estou querendo uma companhia para a noite Camila. Você aceita?

Curto e grosso, gosto de pessoas assim. Apesar de estarmos num clube de bdsm, tem alguns Dominadores que ficam num lenga lenga, antes de nos abordar. Principalmente eu, que não sou uma das meninas da Margô. Eu até entendo, aqui se respeita muito a hierarquia e a vontade do outro.

Como vim para cá hoje em busca de diversão e o cara é um gato, não me faço de rogada.

-Sim mestre.

Ele sorri e me olha.

-Algo que preciso saber?

-Não gosto de escuro e sou masoquista. Hoje eu vim em busca de dor.

Ele ri...

E simplesmente é o sorriso mais lindo que já vi em toda minha vida! Mas continua não me encarando.

-Eu posso lidar com isso!

Ele se levanta e estica a mão para mim. Eu pego em sua mão e ele começa a me guiar para o corredor onde fica as masmorras.

Finalmente vou ter minha cota de dor esta noite. Não vou precisar me virar desta vez.

Eu sou viciada em dor, não me olhem como se eu fosse uma aberração. A terapia me ajudou muito, mas não fez milagres!

Eu preciso da dor para me sentir bem.

E depois dos últimos acontecimentos, Bernardo vai ser o primeiro dominador que eu vou sair depois de Dominique.

Também preciso saber se Dominique não me estragou novamente para o mundo! Aquele bastardo conseguiu derrubar muros, que eu havia erguido a bastante tempo. Balanço a cabeça para dispersar meus pensamentos. Não é hora pra isso.

"Você precisa reencontrar o equilíbrio novamente para ir em frente. Porque você precisa se sentir viva! E com segurança, é só assim que consegue." -Repito o mantra de sempre.

É uma ótima forma de recomeçar! Ser comidinha para esse homem...

Não tem como não ficar animada!

Chegamos num dos quartos exclusivos. Claro que ele teria um, um dominador desta estirpe não é pego desprevenido.

Eu entro e ele entra logo em seguida, fechando a porta.

-Usaremos as palavras de praxe e se caso você não gostar de algo, não exite me dizer.

-Sim mestre!

Ele deixa o quarto com uma iluminação forte e vai para uma mala que está em cima da cama fechada e pega algumas coisas dentro dela.

-Tire o vestido e a lingerie, Camila.

Seu tom de voz muda, e eu já me sinto uma cadela, prontinha para ele.

Faço o que ele diz, me pondo em pé no meio do quarto.

Ele volta e me rodeia, olhando para todo meu corpo.

Para atrás de mim e segura minha duas mãos para trás colocando algemas em meus pulsos. Daquelas que beliscam...

Sinto sua respiração no alto da minha cabeça e seu cheiro.

Ele cheira a sândalo e algo refrescante que eu não consigo identificar o que seja. É um cheiro muito bom!

Ele dança com os dedos em meus braços e eu sinto um arrepio bom na espinha.

-Vire-se...

Ele diz, e na mesma hora faço o que ele pede, não me afastando de seus braços. Minha cabeça bate na altura de seu peito, isso porque estou de saltos altíssimos, imagine se estivesse sem eles.

Ele segura em meu queixo levanta para cima e me olha com aqueles olhos azuis límpidos. Eles são muito diferentes. As pupilas são escuras no contorno e transparentes no centro. E seu cabelo é um amarelo escuro, quase laranja. Sua barba tem fios ruivos. Parece que vejo a perfeição em minha frente.

Ele lambe meus lábios e me beija. Abrindo minha boca com a sua, explorando e empurrando sua língua para dentro dela. Como se quisesse me tirar tudo, com um simples beijo. Eu suspiro em seus lábios ao mesmo tempo que ele me agarra pela cintura e me suspende em seu colo. Indo comigo para um sofá e se sentando comigo em seu colo encaixada.

Ele explorava minha boca com maestria. Tem um gosto de whisky e charuto bem suave. É muito bom! O beijo, a pegada, seu gosto.

Ele larga a minha boca, mas não a minha nuca. Explora meu pescoço com ânsia como se quisesse me devorar, vai descendo os seus beijos intercalado com mordidas e lambidas até meu seios.

Ele morde o biquinho e me olha... Depois chupa com força e eu arfo em seu colo.

No mesmo instante sinto minha boceta se alagar. Merda, esse homem sabe o que está fazendo.

Ele de novo brinca com a língua no meu bico e sem que eu espere, morde novamente com força e depois chupa, e eu gemo mais uma vez... Sentindo meu ventre se comprimindo com a sensação que causa lá embaixo...

-Sensível passarinho... Gosto disso!!!

Ele dá um tapa no bico do meu seio e eu gemo.

Se levanta comigo no colo e me põe no chão de frente para um cavalete.

-Vamos jogar passarinho, deita de bruços...

Esse tom de voz me faz desmanchar... E ele consegue tudo que quer...

Continua...

Capítulo 3 O Começo II

Capítulo 2 - O Começo II

Camila Coelho

- Vamos começar o jogo passarinho, deita de bruços.

Faço o que ele diz... Ele se abaixou ao meu lado...

-Gosto dos meus bichinhos adestrados, hoje você é um deles... Então vamos para a primeira lição... -ele começa a prender minhas pernas no cavalete.-Quais são as palavras de segurança?

-Vermelho e amarelo.

-Deseja continuar ou quer parar?

-Quero continuar...

Ele sorri.

-Então a primeira lição... Só termina quando eu estiver satisfeito.

-Sim mestre!

-Eu vou te dar o que você precisa, mas exijo receber o que eu quero. Então tenha isso em mente.

-Sim mestre!

Ele termina de prender minhas pernas no cavalete e se levanta se dirigindo para uma mala, que tem perto da cama.

Retira de lá um chicote longo de montaria.

Vai começar a festa. E eu já começo a sentir a euforia das chicotadas na minha bunda, sem nem ao menos ele me tocar.

Foi pra isso que eu vim hoje ao clube! Não foi pela transa ou pelo prazer do sexo, foi pelo prazer da dor. E estou a poucos segundos de conseguir o que tanto quero.

Suspiro de contentamento.

Ele chega atrás de mim e assim eu recebo a primeira chicotada. Não tão forte quanto eu gostaria, mas é o nosso primeiro contato, ele está testando para saber até onde pode ir.

Vem outra na mesma intensidade na outra banda da bunda e eu não dou um pio. Ainda não é do jeito que eu gostaria.

Aos poucos ele vai aumentando a intensidade, até que ele consegue arrancar um gemido de mim. Ele me toma o gemido, e diz:

-Então quer dizer que esse passarinho é resistente à dor?

-Sim mestre! Preciso de mais...

Ele fica em silêncio, me rodeia e se abaixa me olhando nos olhos.

-Tem certeza?

-Sim mestre, preciso de mais.

Eu estou com as emoções já afloradas, mas não o bastante para que sinta aquele bem estar que sempre sinto, quando termina a punição.

Ele se levanta e vai para trás de mim novamente. E de repente sinto o que eu tanto queria. Ela vem com força precisa. E eu gemo sentindo todo meu corpo tremer e aquela sensação se prolongar. Ele enfia dois dedos dentro da minha boceta e eu suspiro.

-Essa putinha gosta mesmo de dor...

E vem outra, que faz com que eu gema mais alto...

E outra, e outra, e outra...

De repente sinto o orgasmo tomar conta de mim e meu corpo todo tremer ...

Merda eu gozei... Eu precisava disso!

E ele nem tocou em mim direito.

Ele para de me bater e me penetra sem avisar... Eu não vi o tamanho de seu pau ainda, mas pelo jeito é enorme, porque eu sinto como se ele estivesse me rasgando...

-Ahhhhhhhh Mestre...

-Que boceta gostosa Camila... Como se sente sendo arrombada por mim?

Eu gemo mais uma vez. Ele não está brincando quando diz que eu fui arrombada. E que horas ele pôs a camisinha que eu nem vi... Olho de lado para ele e ele está com uma sobrancelha levantada me olhando, talvez esperando minha resposta... Talvez não...Sinto uma chicotada na bunda e ele diz...

-Me responde Camila...

-Me sinto bem mestre... Muito bem... Me fode!

Grito quando ele entra mais um pouco...

Merda esse homem e um cavalo.

-Você quer que eu te foda Camila?

-Sim mestre!

Ele entra mais um pouco e eu grito.

Sinto a quentura que seu corpo emana, quase encostado em mim. Sinto ele recuando e a pressão na boceta diminuindo, para logo depois gritar novamente quando ele entra de uma vez batendo com sua pélvis na minha bunda.

Ele segura minhas duas mãos algemadas e as usa como apoio para ir fundo e recuar... A cada segundo que passa a ardência vai diminuindo e vai sendo substituída por prazer...

Eu me sinto toda preenchida, conforme ele entra e sai ele toca no meu ponto g, e as coisas vão ficando gostosas a cada segundo que ele passa dentro de mim.

Ele intercala as entradas e saídas com chicotadas em minha bunda.

E meu corpo mais uma vez vai entrando num frenesi próximo para receber mais uma descarga de prazer e não demora muito para isso acontecer.

Ele sai de dentro de mim quando o osgasma toma conta de tudo, tira a camisinha e vem até a minha cabeça.

-Chupa passarinho.

Aí eu vejo o tamanho do pau. Por isso que eu estava me sentindo toda preenchida. É enorme e grosso, rosinha cheio de veias enormes...

Senhor, que pau lindo!!!

Não bastava ele ser um Deus grego, tinha que ser perfeito ali também. Esse homem tinha algum defeito?

Não me faço de rogada o abocanho da forma que eu posso e começo a chupar...

Ele tira o pau da minha boca e enfia os dedos até a minha goela.

-Você consegue fazer melhor que isso Camila... Se esforce...

Ele enfia de novo o pau na minha boca e eu me esforço de verdade. Ele segura na minha nuca e começa a fazer um vai e vem sinistro. Sinto minha goela sendo cutucada. Meus olhos começam a lacrimejar e eu começo a perder o ar... Quando ele tira tudo de minha boca urrando...

-Que boca gostosa Camila...

Ele se abaixa e me beija, se levantando em seguida e enfiando aquela tora novamente dentro da minha boca.

Que homem gostoso!

Quando ele faz o vai e vem, meus dentes esbarram em seu pau e ele rosna toda vez que isso acontece.

Não tem como não esbarrar... Minha boca é pequena para que isso não aconteça. Mas ele parece gostar! Ele parece amar!

E depois de um tempo, ele esporra dentro da minha boca num urro animalesco. Parece um leão rugindo.

Ele segura a minha cabeça e não solta um minuto sequer.

-Quero que beba tudo putinha... Tudo!!!

E eu como uma boa submissa obedeço.

Ele abaixa na minha frente, me dá um tapa na bochecha e sorri.

-Foi uma grata surpresa Camila!

Ele beija minha boca. Bom, parece que eu agradei...

Quando ele se levanta seu pau esbarra nas minhas bochechas... Mas ele não acabou de gozar, como está ainda duro desse jeito?

Ele não tirou uma peça de roupa. Continua com a calça jeans e o pullover preto.

Ele começa a tirar o pullover e vejo aquele peitoral magnífico na minha frente.

Ele realmente é um Deus grego, sem nenhuma grama de gordura pra contar história de uma obesidade que talvez tivesse na adolescência. O homem é perfeito!

Ele começa a encaixar outra camisinha em si, e vai para atrás de mim, me penetrando mais uma vez sem nenhuma cerimônia... Ele enfia tudo e eu grito novamente...

Camila, se você veio em busca de dor hoje está de parabéns!!!

Vai voltar pra casa encharcada de endorfina, com certeza.

Ele começa a se mexer atrás de mim aumentando a velocidade aos poucos e eu só sinto. Fecho meus olhos e deixo as sensações tomarem conta de mim.

Ele agora entra e sai rápido batendo na minha bunda toda vez que enfia tudo... Retira e alisa minha boceta.

-Que coisa linda Camila, essa buceta delicada toda arrombada por mim...

Ele entra novamente em mim com vontade eu gemo deixando meu corpo ter um outro orgasmo. Adoro homens tagarelas na hora do sexo... Isso mexe com os meus sentidos.

Ele começa num ritmo lento para eu me recuperar do orgasmo e depois aumenta a velocidade de novo, se derramando na camisinha com o mesmo urro de antes.

Ele se retira de dentro de mim, vai até o banheiro e volta, me soltando do cavalete, me ajuda a levantar e retira as algemas.

Arruma meu cabelo no lugar e me olha, com aqueles olhos que parecem que vão tirar de dentro de mim toda e qualquer merda que eu tenha cravada na alma.

Eu estou relaxada!

Enfim me sinto bem, após um mês sem ter o que procurava...

-Tudo bem?

-Sim mestre...

Falo não reconhecendo minha voz grave e rouca...

-Venha vou te ajudar no banho...

Aí a ficha cai... Eu não preciso disso...

-Não precisa, mestre eu posso andar e me virar sozinha...

Ele enruga a testa e diz:

-Por que?

-Não sou adepta do aftercare. Prefiro me recompor sozinha.

Falo abaixando a cabeça e indo em direção ao banheiro, recolhendo minha roupa no meio do caminho. Me sinto cansada e com minha pele ardendo. Mas nunca me senti tão leve e bem como me sinto ...

Que poder tem esse homem?

De todas as sessões que tive nunca o prazer do final foi tão grande como foi dessa vez...

Faço um coque no cabelo, e entro no chuveiro, começando a me lavar. Quando chegar em casa eu cuido da minha bunda entrando na banheira... Aqui só vou tirar o grosso.

Não preciso de cuidados falsos... Há muito tempo eu sei que o ser humano não é capaz de amar, afinal a minha mãe me ensinou muito bem. E eu não me esqueço disso nunca.

*************

Bernardo Thomson

Ela entrou no banheiro carregando a sua roupa, parecendo mais fria do que um cubo de gelo.

Como se a sessão que tivemos a alguns minutos atrás, não tivesse acontecido.

Será que ela não gostou?

Será que eu fui bruto demais?

Mas ela parecia ter gostado muito...

Confesso que eu não sou muito fã de carinho... Eu não sou um cara carinhoso ... nem com palavras e nem com gestos. Aprendi desde cedo que a minha masculinidade teria que ser estimulada, para conseguir o respeito das pessoas à volta.

Claro que depois que virei homem, descobri que as coisas não são bem assim. Mas aí o estrago já tinha sido feito... Não tem como mudar hábitos que nossos pais nos ensinaram quando éramos crianças. Não foi diferente comigo.

Então, mesmo não sendo carinhoso... Sei que o aftercare é importante. Tio Armando sempre repetia isso.

"Você pediu a servidão dela? Deve retribuir a altura... Uma submissa precisa sentir que é importante para o dominador. E o aftercare é imprescindível para isso. Combina com a natureza submissa e é tudo que ela precisa."

Então porque Camila não deixou eu cuidar dela?

Saio dos meus pensamentos quando vejo ela retornar já devidamente vestida e com o cabelo preso num coque.

-O mestre viu onde eu pus minha bolsa?

-Está ali no aparador...

Ela vai até lá e pega o celular na mão.

-O que está fazendo?

- Pedindo um Uber, eu não vim de carro...

-Eu vou te levar Camila...

-Não precisa, mestre...

-Você não deixou eu cumprir com minha obrigação depois da sessão, te levar é o mínimo que eu vou fazer. E é uma ordem. Lembra o que eu disse? Só acaba quando eu quiser que acabe.

Ela suspira e concorda. Ponho meu suéter e guardo os apetrechos que usei dentro da mala. Fecho tudo me encaminhando para a porta. Ela vem logo atrás de mim.

Passo pela parte de trás do clube, pois não quero pegar o salão novamente, chegando ao estacionamento rapidamente.

Abro a porta malas da minha lamborghini urus azul royal e ponho a mala lá.

Ela diz:

-Bonito carro!

-É minha menina... -ela sorri.

Abro a porta para ela, e ela entra meio sem graça.

Eu vou para a porta do motorista, entrando e mandando uma mensagem para meus seguranças que ficaram na porta da frente do clube, dizendo que estou saindo.

Logo recebo a confirmação do meu chefe de segurança, Daniel.

Seguranças são necessários, mas quando venho ao clube, ou estou em um relacionamento,não gosto de ter eles em meu encalço. É meio brochante! Fora que eu sou fã de aventuras ao ar livre, então não caberia bem, ter brutamontes muito perto de mim... Fora essas ocasiões, eles ficam colados 24 h. Meu pai e minha mãe exigem... Então quem sou eu para contrariar?

-Aonde você mora?

-Vila Mariana.

-Ponha o endereço no GPS, por favor...

Digo a ela e ela na mesma hora preenche.

Saio da garagem e vejo logo a Pajero dos seguranças me seguindo.

Ela mora a vinte minutos daqui, então eu vou aproveitar para entrar no assunto que não paro de pensar, desde que saímos do quarto.

-Camila seu último relacionamento terminou a quanto tempo?

- Um mês, mestre!

-Posso perguntar porque não deu certo?

-Incompatibilidade...

Eu concordo com a cabeça. Bichinha arisca essa... Provavelmente eu vou ter que suar para conseguir alguma resposta menos neutra.

-E como era seu contrato?

-24/7...

-Você se interessa por esse tipo de contrato?

-Sim, me dá uma estabilidade boa... Não gosto de variar... E eu preciso estar sempre em contratos porque tenho algumas necessidades.

Claro... Sua obsessão pela dor... Pela sessão deu para eu perceber isso... Ela entra em êxtase com a dor. E isso é perigoso para uma submissa sozinha! Elas podem meter os pés pelas mãos. Por isso que gosta de contratos.

Essa menina me intriga, e antes de fazer qualquer proposta eu preciso descobrir mais sobre ela.

-Eu também me interesso por esse tipo de contrato, Camila... Gostei de nossa sessão hoje... Se tiver interessada podemos negociar...

-No momento não mestre... Eu preciso de um tempo... Não é saudável emendar um contrato no outro... Mas eu gostaria de dizer que também gostei muito da nossa sessão. E se o Senhor quiser jogar outra vez sem compromisso, estarei disponível.

-Claro... Posso me contentar com isso por enquanto... -Falo sem olhar para ela , concentrado na estrada.

Meu lado possessivo grita: Assim não vai rolar!

O GPS me leva para um sobrado antigo, típico das construções da vila Mariana.

Em cima provavelmente é um apartamento e embaixo uma loja. Muito bem conservado. Parece uma casa de boneca. Ele também é bem localizado, fica numa rua comercial.

-É aqui?

-Sim, obrigada pela carona mestre.

Pego meu cartão no porta luvas e dou a ela.

-Me mande uma mensagem para que eu salve seu número. Foi um prazer jogar com você Camila.

-Eu penso o mesmo Senhor. Tchau!

Era para eu ficar na minha, mas não consigo, seguro sua mão e trago ela pra mim segurando sua nuca, e dando um beijo que me faz ficar aceso novamente.

A largo e digo:

-Boa noite!

-Boa noite!

Ela sorri e sai do carro, seguindo para uma escada na lateral.

E eu fico parado ali, até as luzes de cima se acenderem.

Que graça de menina! Quero ela na minha cama todos os dias...

E não vou poupar esforços para conseguir isso.

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