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A Refém do Capo - Tudo por uma família "feliz"

A Refém do Capo - Tudo por uma família "feliz"

Autor:: Yana _ Shadow
Gênero: Bilionários
Ryan Gambino se tornou um capo frio, orgulhoso e implacável. Ele ama o filho, mas não perdoa Carina, a sua ex-mulher. Apesar de Ryan ser um pai presente, o filho dele tinha dificuldades de se adaptar à sua atual noiva. "Fique conosco por um mês", num tom gélido, Ryan propôs à ex-mulher com o intuito de manter o filho em sua nova casa em Castello di Brianza, na Lombardia. "Se Giulio não se adaptar, ele voltará com você para Florença", ele incutiu a promessa. Trinta dias depois, Carina descobriu que caiu em uma armadilha. Ela passou a ser a refém do capo que só queria manter a imagem de um homem que faz de tudo por uma família "feliz". Entre intrigas, ódio e poder, o fogo da paixão insiste em reacender. Será que Carina vai conseguir recuperar a guarda do filho e a sua liberdade?

Capítulo 1 Humilhação

O salão de jantar estava impecável naquela noite. A mesa longa, enfeitada com castiçais de prata e taças de cristal, refletia a luz amarelada dos lustres. Risos baixos e conversas em italiano ecoavam pelo ambiente, mas para Carina, cada som parecia mais distante que o outro.

Ela se manteve de pé, um pouco afastada, com Giulio no colo, como sempre fazia quando sabia que a noiva de Ryan estaria presente. O menino escondia o rosto no pescoço dela, incomodado com o burburinho, com o olhar de estranhos que o tratavam como um troféu de família. Ela o embalava, sussurrando baixinho ao ouvido dele, tentando passar uma calma que nem ela mesma sentia.

- É a prisioneira de sempre... - escutou uma voz feminina sussurrar em uma ponta da mesa.

Mesmo diante da humilhação, Carina fingiu que não ouviu. Era assim que ela fazia todos os dias para evitar o estresse.

Ao lado dela, a nova estrela da casa ocupava seu lugar com a pompa de quem já se considerava rainha. Aquela mulher, que um dia foi amante de Ryan Gambino, se tornou a noiva enquanto Carina estava em coma. Verônica Martini era alta, esguia, de cabelo loiro puxado para o dourado, com feições angulosas e frias. Filha de um dos aliados da família Gambino, vinda direto de Lombardia com a missão de selar a nova geração dos Gambino com um casamento de fachada e poder.

- Que horror! A ex dele ainda circula pela casa... - comentou Verônica, com a voz bem alta de propósito, fingindo rir com uma das primas. - Certas mulheres não têm vergonha nenhuma.

Diante do constrangimento, Carina foi com Giulio até a cozinha. Era o único lugar onde conseguia respirar. Ali, entre o cheiro de alho, azeite e massa fresca, encontrava um pouco de dignidade.

- Venha, querida... Senta ali - disse Carmela, a cozinheira.

Carmela era uma senhora baixinha, de olhos bondosos e mãos calejadas de tanto amassar pão e preparar molhos.

Giulio foi acomodado numa das cadeiras perto da bancada. Carmela logo trouxe um prato de macarrão com molho de tomate e uma fatia de pão rústico.

- Não se preocupe com eles... - sussurrou a cozinheira, ao servir um copo de água para Carina. - Deus vê tudo.

Ela sorriu de leve, com lágrimas ardendo nos olhos.

Naquela noite, o destino parecia disposto a lhe roubar até isso. Poucos minutos depois, a porta da cozinha se abriu com força. Verônica entrou, com o salto alto batendo no piso de mármore.

- Então, é aqui que você se esconde ao invés de ajudar servir a mesa? - A voz dela cortou o ambiente.

Os outros empregados pararam o que estavam fazendo, mas nenhum teve coragem de intervir.

Carina gelou, ficando de pé de forma automática.

- Eu só vim jantar com o meu filho... - ela murmurou.

- Seu filho? - Verônica riu, olhando para Giulio como se ele fosse um inseto. - O bastardo, você quis dizer.

A ofensa fez seu sangue ferver. Carina sentiu o corpo inteiro estremecer, mas antes que pudesse reagir, Verônica caminhou até a bancada, pegou o copo de vidro da mão dela com desprezo e, com um movimento rápido, o deixou cair ao chão.

O estilhaço foi imediato. O som do vidro quebrado pareceu ecoar por todos os cantos da cozinha.

- Limpe isso. - A voz de esganiçada de Verônica mandou. - Agora.

Carina permaneceu estagnada. Sentiu todos os olhos voltados para ela. Os cozinheiros, os ajudantes, até mesmo Carmela... Ninguém ousou mexer um músculo.

Com o coração aos pulos, ela se agachou, começando a juntar os cacos. As pontas afiadas cortaram a pele de sua palma, e o sangue logo escorreu por entre os dedos.

Do alto da cadeira, o pequeno Giulio começou a chorar.

- Mamãe, não!

Mas ela engoliu a vergonha, o orgulho, a raiva e continuou limpando.

Quando terminou, levantou-se com as mãos sujas de sangue e lágrimas nos olhos. Carmela se aproximou para lhe oferecer um pano limpo, mas antes que pudesse aceitá-lo, Verônica já tinha saído, com o salto ecoando pelo corredor.

- Use isso para estancar o sangue, - A cozinheira insistiu ao tentar lhe dar o pano.

Carina respirou fundo, envolveu o tecido na mão e abraçou Giulio com força.

- Um dia, isso vai acabar! - Com a voz embargada, a mãe sussurrou contra os cabelos do filho. - Eu te prometo, meu amorzinho.

Inesperadamente, um homem parou na porta.

- Deseja algo, senhor? - A cozinheira perguntou com intenção de distraí-lo, mas foi em vão.

Ryan Gambino entrou com o mesmo ar despretensioso. Usava terno italiano perfeitamente alinhado ao corpo, gravata estreita, a barba bem feita, deixando apenas um sombreado que reforçava o queixo firme. A cada passo, a presença de Ryan parecia preencher o ambiente. Os olhos dele focaram direto no pano sujo de sangue envolto na mão de sua ex-mulher, que tentava acalmar o filho.

- O que aconteceu aqui? - Ryan inquiriu, olhando de Carina para os funcionários.

Capítulo 2 Desastrada

- Eu derrubei sem querer. - Carina acrescentou de imediato, tentando evitar mais conflitos.

Ryan estendeu os braços e retirou Giulio da cadeira, entregando-o à cozinheira. Depois, agarrou o punho de Carina com firmeza e a levou até a pia.

- Ryan, não... - ela tentou protestar, mas a mão dele era implacável.

Ele abriu a torneira, enfiou a mão dela sob a água corrente. A pressão aumentou o ardor, arrancando-lhe um gemido baixo.

- Sempre tão desastrada - resmungou, segurando-lhe o punho com força.

A água escorria, levando consigo o sangue e pequenos estilhaços de vidro. O sabão caiu sobre o ferimento, provocando uma ardência mais intensa. Ela cerrou os olhos, suportando a dor em silêncio.

A mente evocou a lembrança de como Giovanna Harrison sofreu naquela casa. Recentemente, soube que Giovanna estava grávida novamente, vivendo uma vida que ela jamais teria. O pensamento a feriu mais do que o corte.

- Vai passar. - A voz dele a puxou de volta.

Carina abriu os olhos e por um instante, e então, ela se perguntou se ainda existia um resquício de empatia em Ryan?

Mas o momento passou rápido. Ele fechou a torneira, pegou um pano limpo da bancada e envolveu a sua mão.

- Vá para o seu quarto e cuide disso. - O comando soou frio, definitivo. - Coloque um curativo e fique por lá.

Giulio se soltou dos braços de Carmela e correu até Carina.

- Eu quero ficar com a mamãe.

Ryan o fitou, hesitou por um breve momento. Então, assentiu com um aceno curto.

- Levem comida para eles no quarto. - Desta vez, dirigiu-se aos empregados.

Carina apertou o filho contra o corpo, tentando esconder a dor na mão latejante.

A porta rangeu novamente. Verônica apareceu, sorridente, com o vestido vermelho oscilando em seu corpo esguio.

- O seu pai exige sua presença para tratar de um assunto importante, amore mio. - Sua voz era melíflua, mas o olhar que lançou a Carina estava repleto de desprezo.

Ela ofereceu o braço ao noivo. Ryan aceitou, erguendo-se ao lado dela. Antes de sair, voltou os olhos para Carina e Giulio.

Então se virou e partiu com Verônica, deixando a ex-esposa e o filho para trás.

- Devia ter contado ao patrão! - Carmela cochichou.

- Não adianta. - Após falar, Carina ajeitou o filho no colo e suspirou.

Era inútil falar alguma coisa, pois já sabia como aquela mulher manipulava o seu ex-marido.

Desde que acordou do coma, Carina sabia que o pai de seu filho estava noivo de outra mulher. Tinha voltado para a villa dos Gambino só para ver o filho e acabou ficando, já que Ryan se recusava a deixar a ex levar o garoto.

Não houve um só dia em que o ex-marido não reclamasse do fato dela ter ido embora sem falar que estava grávida. Se não fosse por Eros Velentzas, nunca saberia onde a ex estava e muito menos que tinha um filho.

- Vá cuidar disso, querida... já levo a refeição de vocês... - com doçura, Carmela falou.

- Grazie! - Depois que agradeceu, a jovem mãe rumou para a saída.

A caminho do quarto, Carina abraçava o menino.

- Está doendo, mamãe?

- Não! - Mentiu.

- Odeio aquela bruxa. - Giulio falou.

- Shiu! - Ao fazer um muxoxo, Carina olhou para os lados, temendo que algum funcionário tivesse ouvido. - Vamos conversar quando chegar no quarto.

Mãe e filho chegaram ao segundo piso. Ao cruzar a porta, Carina se trancou lá dentro. Ela o segurava nos braços com cuidado, sentindo o pequeno corpo tremer levemente.

Ligando a televisão, deixou que o filho se distraísse com o desenho dos jovens Titãs e então, foi ao banheiro pegar a caixa com antissépticos e curativos.

O corte ainda sangrava, e ela limpava a ferida com movimentos meticulosos. Cada toque da gaze no ferimento parecia arrancar dela um fragmento de força, mas ela se mantinha firme; era o mínimo que podia fazer pelo filho.

Seus pensamentos corriam em círculos, cada vez mais acelerados. Como sair dali sem provocar a ira de Ryan? Como proteger Giulio sem se expor? Cada plano que surgia em sua mente parecia ser imediatamente destruído pela realidade à sua volta. As paredes do quarto davam-lhe apenas a ilusão de segurança. Ela respirou fundo e olhou para o pequeno, observando os fios finos de cabelo que caiam sobre a testa, o rosto ainda tão infantil, mas já marcado pela tensão de uma casa que jamais deveria ser seu lar.

Ela posicionou cuidadosamente o curativo sobre o corte, verificando se não havia nenhum pedacinho de vidro, e então embalou o filho nos braços, permitindo-se por um instante a sensação mínima de normalidade, apenas o calor do corpo pequeno contra o seu enquanto assistia o desenho.

Quase meia hora depois, as batidas na porta a deixaram em alerta. Carina não tinha certeza se era algum funcionário trazendo o jantar ou a megera da Verônica. "Talvez seja o Ryan", cogitou em seus pensamentos

- Tem alguém batendo na porta, mamãe.

- Fique aqui, - deixou o filho sobre a cama. - Deve ser a nossa comida... - sorriu para não preocupar o filho.

Capítulo 3 Colégio interno

Enquanto isso, na sala de jantar, o contraste era gritante. Ryan estava de pé, ao lado de Don Lorenzo e Verônica, seu olhar firme e calculista varrendo o espaço. A conversa girava em torno da necessidade de manter a imagem de família feliz, da aparência que precisavam sustentar diante da sociedade e dos negócios da família.

Don Gambino falava com orgulho do filho que em breve partiria para cuidar dos negócios na fazenda em Castello di Brianza, na Lombardia.

- Quem olha, nem imagina o quanto Ryan me deu trabalho. - Lorenzo Gambino falou olhando para o filho.

- Não é pra tanto, pai... - Ryan divergiu,

Ao lado do pai, Verônica sorria. A aliança entre as famílias mafiosas se mantinha. A jovem graduada em relações públicas já estava ansiosa para assumir o papel de esposa de Ryan Gambino.

- E quanto ao meu neto? - Marie perguntou.

- Vou levar meu filho comigo. - Ryan respondeu a mãe e em seguida, levou a taça de bourbon aos lábios carnudos.

- É o mínimo que um pai deve fazer... - Bella se meteu na conversa ao se aproximar. - E quanto a Carina? - A irmã mais velha de Ryan não perdeu a oportunidade de alfinetar.

- Ah, não, isso já é demais... a sua ex-mulher não vai. - Indignada, Verônica disparou.

- Acalme-se. Depois que casarmos, você é quem vai me ajudar a cuidar do meu filho... - Ryan mencionou.

- Podia deixar o garoto com a mãe. - Tocando o braço do noivo, Verônica sugeriu.

Instintivamente, Ryan se afastou. O rompimento do noivado ameaçava um tratado de poder. Don Gambino queria manter a aliança com um dos chefões da Ndrangheta, mas para isso, tinha que ter certeza de que Ryan não quebraria o acordo.

- A sua ex mima muito o seu filho! - Sempre incisiva, Verônica acrescentava comentários sobre como Carina representava uma uma ameaça sutil à ordem que eles tentavam manter.

Ryan escutava, mas seu pensamento estava em outro lugar. Ele mediu cada palavra, cada gesto, consciente de que suas decisões não eram apenas sobre controle, mas sobre preservar um império de aparências.

O seu rosto, aparentemente impassível, escondia uma tensão. Era o dominador silencioso, o manipulador que conhecia o peso das palavras e da intimidação. E Carina, naquele momento, era uma peça frágil, vulnerável, mas que representava uma inquietação perigosa para ele.

- Seria bom se colocassem o seu filho num colégio interno, - disse Rocco Martini, pai de Verônica.

- Como pôde sugerir isso para o meu irmão? - Bella se intrometeu. - Um filho deve crescer junto aos pais.

- Mantenha a postura, Bella! - Engrossando a voz, Lorenzo chamou a atenção da filha.

- Isso é tão patético... - Irritada, Bella saiu dali.

Por mais que gostasse de ver o irmão mais maduro, Bella se recusava acreditar que Ryan estava seguindo os mesmos passos do pai.

Aos vinte e sete anos, Ryan decidiu administrar uma das fazendas onde tinha uma imensa vinícola. Desde que se interessou pelos negócios da família, ele tomou conhecimento de que Lorenzo Gambino utilizava diversas empresas e negócios legais para lavar dinheiro proveniente de atividades criminosas, incluindo imóveis, vinícolas, hotéis, cassinos.

___________________

- Carina, sou eu...

- É a tia Bella, mamãe. - A voz infantil disse.

Animado, Giulio começou a pular na cama.

- Trouxe sua refeição. - Bella falou do outro lado da porta.

- Dio mio! - Meio sem graça, Carina exclamou.

Era a primeira vez que a ex-cunhada lhe servia comida no quarto. Fazia tempo que não via a Bella e até estranhou aquela visita inesperada.

Carina abriu a porta e esboçou um sorriso contido.

- Estava indo pegar algumas coisas no meu antigo quarto e encontrei a Carmela no caminho. Peguei a bandeja pra trazer pra você. Espero que não se importe... - Bella falou sem dar pausas.

- Grazie! - Ainda constrangida, Carina agradeceu e pegou a bandeja.

- Tia Bella! - A criança surgiu e pulou no colo da mulher parada no corredor.

- Oi, docinho, senti tantas saudades... - Bella pegou Giulio no colo e abraçou o sobrinho.

De súbito, recordou do plano que Verônica tinha de mandar o pequeno Giulio para um colégio interno.

- Podemos conversar? - Olhando para ex-cunhada, Bella perguntou.

- Claro... - Carina entrou no quarto, equilibrando dois pratos de sopa de minestrone e dois copos de suco.

Em silêncio, Carina ajeitou tudo sobre a escrivaninha e sorriu para o filho que ainda estava no colo de Bella.

- Você tem que comer... - Olhando para o filho, Carina mencionou.

- Tô com fome, tia.

- Então, vai lá. - Bella pôs o sobrinho no chão. - Coma tudo pra ficar fortão... - Num tom descontraído, falou com o menino, que sorriu.

- O que houve com a sua mão? - Ao reparar, Bella indagou.

- Eu me cortei sem querer, sou tão desestrada.

A irmã de Ryan era a única alma verdadeiramente gentil dentro daquela mansão. Bella Gambino era uma distração em meio àquela atmosfera sufocante.

- Você tem que se alimentar, Carina - dizia Bella quase ao olhar para bandejas com frutas, pães frescos e o prato de sopa. - Está ficando pálida outra vez.

- Não é comida, Bella... - Carina sussurrava, sentando na beirada da cama e apertando os lençóis. - É esse lugar.

- Eu sei. - Bella sempre falava a mesma coisa. - Foi por isso que casei e dei um fora daqui. - Tentou ser engraçada, mas não surtiu efeito esperado.

Antes que Carina inventasse alguma desculpa para terminar a conversa, Bella olhou para as cortinas de voil branca que sacudiram a favor da brisa fresca de verão.

- Carina, quer ir até a varanda comigo?

Ela apenas assentiu e então seguiu a ex-cunhada. Ao chegar no apoio da balaustrada, Carina se inclinou e apoiou. A vista o enorme jardim e lua refletida na água da fonte parecia uma pintura. Bella parou ao lado dela e perguntou:

- Você ainda ama o meu irmão?

Carina baixou o olhar, sem conseguir responder de imediato. As lembranças vieram como uma avalanche... o início confuso, a paixão que queimava feito incêndio descontrolado sempre que seus corpos se enroscavam na doce agonia do prazer, as promessas vazias, a rejeição, a solidão...

- Não sei... - ela respondeu por fim. - Talvez amar não seja a palavra certa, mas odeio o que ele fez comigo. E, mesmo assim, quando olho para o Giulio é impossível não lembrar dele.

Bella suspirou, passando a mão pelos próprios cabelos.

- Ryan não é um homem fácil. Nunca foi. Mas, Carina... às vezes, acho que ele também não está bem com tudo isso.

- Não está? O seu irmão está noivo, Bella. Está construindo a vida que sempre quis... E eu só estou aqui porque sua família é poderosa e fez de tudo para tirar a guarda do meu filho enquanto eu estava em coma.

Bella não insistiu. Apenas pousou a mão sobre a dela com carinho, mas ela recolheu ao sentir a dor na mão ferida.

- O que houve com sua mão? - Curiosa, Bella olhou para Carina. - Por favor, diga que não foi meu irmão.

- Não! - Carina negou rapidamente. - Eu me feri enquanto recolhia os cacos de vidro na cozinha. - falou, mas deixou de mencionar quem quebrou o copo.

O vento morno soprou outra vez, e por um instante, Carina fechou os olhos, sentindo o ar acarinhando a pele de seu rosto.

- Carina, por favor, não deixe Giulio sozinho.

- Não pretendo... só estou aqui pelo meu filho.

- É que meu irmão vai morar em Lombardia e vai levar o Giulio.

A realidade logo a puxou de volta, fazendo-a abrir os olhos. Carina sentiu como se o sangue fugisse de seu rosto. Ryan não tinha contado nada pra ela. As palavras pareciam lhe faltar naquele instante tão tenso.

- A Verônica está querendo colocar o Giulinho no colégio interno.

- Não - nervosamente, Carina começou a negar com a cabeça. - Ela não vai! - distanciando-se, voltou ao quarto.

Arrependida de ter contado, Bella foi atrás da ex-cunhada que já abria a porta.

- Carina, não faça besteiras.

Rumando pelo corredor, a mãe desesperada rumava pelo imenso tapete cor de carmim.

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