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A Reviravolta do Destino

A Reviravolta do Destino

Autor:: Xin Miao Miao
Gênero: Moderno
No luxuoso apartamento de Sofia Almeida no Rio de Janeiro, o brilho do telemóvel feria-lhe os olhos na penumbra. Mensagens explícitas e fotos íntimas... Ricardo com Isabella. O seu noivo, o seu futuro marido. A traição era crua, inegável. Fui abandonada e humilhada em público. Acusada de agredir a sua amante, que alegava uma falsa gravidez. Pior, o anel de noivado da minha avó, uma joia de família inestimável, apareceu no dedo dela. A dor era esmagadora, as promessas de amor eterno, as juras feitas aos pés do Cristo Redentor... tudo mentira. Eu era a palhaça do circo deles, enganada, descartada como lixo. Mas esta Sofia Almeida não seria a vítima. Peguei no telefone. Não para confrontá-lo, mas para ligar para um número que guardei para uma emergência impensável. "Agência de Soluções Criativas," atendeu uma voz calma e profissional. "Quero forjar a minha morte," disse, a voz firme.

Introdução

No luxuoso apartamento de Sofia Almeida no Rio de Janeiro, o brilho do telemóvel feria-lhe os olhos na penumbra.

Mensagens explícitas e fotos íntimas... Ricardo com Isabella.

O seu noivo, o seu futuro marido.

A traição era crua, inegável.

Fui abandonada e humilhada em público.

Acusada de agredir a sua amante, que alegava uma falsa gravidez.

Pior, o anel de noivado da minha avó, uma joia de família inestimável, apareceu no dedo dela.

A dor era esmagadora, as promessas de amor eterno, as juras feitas aos pés do Cristo Redentor... tudo mentira.

Eu era a palhaça do circo deles, enganada, descartada como lixo.

Mas esta Sofia Almeida não seria a vítima.

Peguei no telefone.

Não para confrontá-lo, mas para ligar para um número que guardei para uma emergência impensável.

"Agência de Soluções Criativas," atendeu uma voz calma e profissional.

"Quero forjar a minha morte," disse, a voz firme.

Capítulo 1

Sofia Almeida olhava para o ecrã do telemóvel, o brilho a ferir-lhe os olhos na penumbra do seu luxuoso apartamento no Rio de Janeiro.

As mensagens explícitas e as fotos íntimas de Ricardo com Isabella no WhatsApp eram como facas a rasgar-lhe o peito.

A sua noiva, o seu futuro marido.

A traição era crua, inegável.

A dor transformou-se rapidamente numa fria determinação.

Ela não ia ser a vítima.

Pegou no telefone, não para confrontar Ricardo, mas para ligar a um número que guardara para uma emergência impensável.

"Agência de Soluções Criativas," atendeu uma voz calma e profissional do outro lado.

"Preciso dos vossos serviços," disse Sofia, a voz firme, sem qualquer tremor. "Quero forjar a minha morte."

O plano seria executado durante a festa pré-casamento em Angra dos Reis. Um acidente de barco trágico. Perfeito para a cobertura mediática.

A funcionária da agência foi clara.

"Senhora Almeida, compreende que esta decisão é irreversível para a sua identidade atual?"

"Compreendo perfeitamente," respondeu Sofia. "É exatamente isso que eu quero."

Desligou.

A televisão estava ligada num canal de celebridades. Ricardo dava uma entrevista, os olhos a brilhar de emoção fingida.

Falava do casamento, do seu "imenso amor" por ela.

Os comentários online rolavam no ecrã: "Casal perfeito!", "Que sorte a da Sofia!".

Sofia sentiu apenas desprezo.

Aquele homem era um monstro.

Ela lembrava-se das juras de amor eterno aos pés do Cristo Redentor, os presentes caros que ele lhe dava, as senhas de banco que ele insistira em partilhar, como prova de "confiança total".

Tudo uma farsa.

O telemóvel vibrou novamente. Outra mensagem de Isabella.

Uma foto. Ricardo a dormir ao lado dela, sereno.

A legenda: "A noite foi longa e maravilhosa. Ele disse que nunca se sentiu assim."

A mesma noite em que Ricardo lhe jurara amor eterno antes de sair para um "jantar de negócios urgente".

O estômago de Sofia revirou.

Ela não ia chorar. Ia agir.

A sua "morte" seria a sua vingança e a sua libertação.

Ela apagaria todos os vestígios de Sofia Almeida e renasceria.

A porta do quarto abriu-se e Ricardo entrou, um sorriso charmoso no rosto.

"Meu amor, estava a pensar em ti."

Ele aproximou-se para a beijar, mas Sofia recuou instintivamente.

O cheiro do perfume dele invadiu-lhe as narinas. O mesmo perfume caro e importado que Isabella usava e exibia nas suas redes sociais.

"O que foi, querida? Estás pálida," perguntou ele, a preocupação a soar tão falsa quanto as suas promessas.

Sofia forçou um sorriso.

"Acho que é só uma enxaqueca, Ricardo. Nada demais."

Ela observou-o. Ele não percebeu nada. Ou não quis perceber.

Capítulo 2

Ricardo pareceu momentaneamente preocupado com a "enxaqueca" dela.

"Queres que chame um médico? Posso cancelar os meus compromissos."

Antigamente, ele teria largado tudo. Agora, era apenas uma oferta superficial.

"Não precisa, querido. Um analgésico resolve. Vai tratar dos teus assuntos."

Ele beijou-lhe a testa rapidamente.

"Se precisares de alguma coisa, liga."

Saiu, deixando para trás o rasto daquele perfume insuportável.

Sofia fechou os olhos. A imagem de Ricardo a dormir ao lado de Isabella voltou-lhe à mente.

A traição era uma presença constante, um fantasma a assombrá-la.

Mais tarde, Ricardo ligou.

"Amor, estou a caminho da joalharia na Garcia D'Ávila para vermos as alianças. Encontro-te lá?"

Sofia concordou, a voz neutra.

No carro, a caminho da joalheria, o telemóvel de Ricardo não parava de vibrar.

Ela viu de relance o nome do contacto: "Diabinha 🔥". Isabella.

Ele disfarçou, guardando o telemóvel rapidamente.

"Problemas na empresa, meu bem. Coisa urgente. Vou ter de resolver isto primeiro."

Parou o carro em frente à joalharia.

"Escolhe o que gostares mais. Tenho aqui o cartão, sem limite."

Entregou-lhe um cartão de crédito preto, como se isso compensasse a sua ausência e a sua traição.

Sofia entrou na loja. O luxo e o brilho das joias pareciam zombar dela.

"A senhora procura algo especial?" perguntou uma vendedora atenciosa.

"Alianças," respondeu Sofia, apática.

Apontou para o primeiro par que viu. Eram bonitas, certamente caras. Não importava. Ela nunca as usaria.

"São perfeitas," mentiu.

Voltou para casa sozinha. O apartamento parecia frio e vazio, apesar de todo o luxo.

Não conseguia dormir. Não conseguia comer. Apenas bebia café forte, revisando os detalhes do plano com a agência.

A sua nova identidade: Clara. Uma vida simples numa pacata vila de pescadores no litoral da Bahia. Longe de tudo e de todos.

O telemóvel vibrou. Outra mensagem de Isabella.

Desta vez, um vídeo. Curto, abafado. Gemidos. A voz de Ricardo, ofegante.

"És muito mais quente que ela, meu amor... muito mais..."

A mão de Ricardo no vídeo. A usar a pulseira de couro que Sofia lhe dera no aniversário de namoro.

Sofia sentiu o sangue ferver. A calma aparente deu lugar a uma onda de raiva fria.

Respirou fundo. Manteve a compostura.

A noite arrastou-se, longa e dolorosa. Ela suportou, agarrando-se ao seu plano.

De manhã, Ricardo regressou. A aparência desgrenhada, olheiras profundas.

Provavelmente passara a noite com Isabella.

"Meu amor, desculpa a demora. Aqueles problemas na empresa... não acabavam mais."

Ele aproximou-se, tentando abraçá-la.

"Estás bem? Pareces cansada."

A hipocrisia dele era sufocante.

"Estou bem, Ricardo. Só não dormi muito bem."

Uma desculpa vaga. Ele não insistiu. Provavelmente aliviado por não ter de dar mais explicações.

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