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A Segunda Chance de Sofia

A Segunda Chance de Sofia

Autor:: Madison
Gênero: Romance
Sofia abriu os olhos, seu quarto de solteira exatamente como ela o deixara. Mas a cabeça dela doía com memórias de uma vida que ainda não havia vivido – um casamento sem amor, a traição de Lucas e a dor de morrer sozinha no hospital. Ela podia sentir o cheiro das gardênias do jardim, mas o perfume estava misturado com o amargor de anos de negligência e humilhação. Este era o dia do seu noivado com Lucas o famoso arquiteto, o homem que ela amou cegamente e que a enganaria com sua paixão de infância, Mariana. Como ela pôde ser tão cega? Como pôde ter permitido que ele a usasse e a descartasse como um objeto? Mas agora, ela estava de volta. Deus, ou o destino, havia lhe dado uma segunda chance, e ela não a desperdiçaria novamente. Desta vez, Lucas não a transformaria em uma mártir do amor. Ela não permitira que ele tomasse tudo dela. Ela não seria mais a noiva ignorada, a esposa traída ou a mãe solitária. Ela se levantaria das cinzas de seu passado e reescreveria seu próprio destino, começando agora.

Introdução

Sofia abriu os olhos, seu quarto de solteira exatamente como ela o deixara.

Mas a cabeça dela doía com memórias de uma vida que ainda não havia vivido – um casamento sem amor, a traição de Lucas e a dor de morrer sozinha no hospital.

Ela podia sentir o cheiro das gardênias do jardim, mas o perfume estava misturado com o amargor de anos de negligência e humilhação.

Este era o dia do seu noivado com Lucas o famoso arquiteto, o homem que ela amou cegamente e que a enganaria com sua paixão de infância, Mariana.

Como ela pôde ser tão cega? Como pôde ter permitido que ele a usasse e a descartasse como um objeto?

Mas agora, ela estava de volta. Deus, ou o destino, havia lhe dado uma segunda chance, e ela não a desperdiçaria novamente.

Desta vez, Lucas não a transformaria em uma mártir do amor. Ela não permitira que ele tomasse tudo dela. Ela não seria mais a noiva ignorada, a esposa traída ou a mãe solitária.

Ela se levantaria das cinzas de seu passado e reescreveria seu próprio destino, começando agora.

Capítulo 1

Sofia abriu os olhos lentamente, a luz do sol da tarde entrava pela fresta da cortina e aquecia seu rosto. A cabeça dela doía um pouco, uma sensação de ressaca misturada com um sonho muito longo e pesado. Ela se sentou na cama, o lençol de seda escorregou pelos seus ombros. Olhou ao redor do quarto. Era o seu quarto de solteira, na casa do seu pai. O mesmo papel de parede floral que ela escolheu quando era adolescente, a mesma penteadeira de madeira branca, o mesmo cheiro de gardênias que vinha do jardim.

Tudo estava exatamente como antes. Antes de tudo.

Ela olhou para as próprias mãos, jovens, sem as marcas do tempo e do sofrimento. Levantou-se e caminhou até o espelho. A mulher que a encarava era ela mesma, mas com vinte e poucos anos, com um brilho nos olhos que ela não via há muito tempo, uma pele lisa e sem as linhas de preocupação que a morte lhe trouxera.

Não era um sonho. Ela tinha voltado. Tinha voltado para o dia do seu noivado com Lucas.

Na sua vida passada, hoje seria o dia em que ela, cega de amor, aceitaria o pedido de casamento do famoso arquiteto Lucas, o homem por quem ela se apaixonou perdidamente e por quem sofreu até o último suspiro. Ela se lembrava de tudo, da festa suntuosa, dos sorrisos falsos, e da dor que se seguiu. A dor de um casamento sem amor, a dor de descobrir que ele nunca a amou, que o coração dele sempre pertenceu a outra, sua paixão de infância, Mariana.

Ela se lembrava do dia em que morreu, sozinha no hospital, depois de complicações no parto do filho deles, um filho que Lucas mal olhou. Ele estava ocupado demais consolando Mariana, que tinha sofrido um "susto" qualquer.

Uma lágrima fria escorreu pelo rosto de Sofia, mas ela a enxugou rapidamente. Não havia mais tempo para lágrimas. Deus, ou o destino, tinha lhe dado uma segunda chance. E ela não ia desperdiçá-la.

Desta vez, não haveria casamento. Não haveria Lucas. Não haveria sofrimento.

Ela se vestiu com calma, escolhendo um vestido simples, muito diferente do traje de gala que usou na vida passada. Desceu as escadas, e o som de vozes animadas na sala de estar a atingiu. A festa de noivado já estava sendo preparada. Seu coração se apertou, mas não de amor, e sim de uma determinação fria.

Ela encontrou seu pai no escritório, revisando alguns papéis. Ele era um homem de negócios, mas sempre foi um pai amoroso e protetor.

"Pai", ela chamou suavemente.

Ele levantou a cabeça e sorriu ao vê-la. "Sofia, minha querida! Você está linda. Pronta para a grande noite?"

Sofia se aproximou e sentou-se na cadeira à frente dele. Ela respirou fundo. "Pai, eu preciso cancelar a festa de noivado. Eu não vou me casar com o Lucas."

A surpresa no rosto do seu pai foi evidente. O sorriso dele desapareceu. "O quê? O que aconteceu? Vocês brigaram? Lucas te fez alguma coisa?"

"Não, pai. Nada aconteceu. Eu apenas percebi... que não o amo. E não posso me casar com um homem que eu não amo. Seria um erro para nós dois." Ela falou com uma calma que surpreendeu até a si mesma. Era a calma de quem já tinha vivido o pior e sabia exatamente o que não queria mais.

Seu pai a observou por um longo momento, procurando por qualquer sinal de hesitação ou dúvida. Mas ele só viu a firmeza nos olhos da filha. Ele sempre soube que Lucas talvez não fosse o homem certo para ela, sempre sentiu uma certa frieza nele, mas nunca se opôs porque Sofia parecia feliz.

"Você tem certeza, minha filha?", ele perguntou, sua voz cheia de preocupação.

"Absoluta", Sofia respondeu. "E tem mais uma coisa, pai. Eu quero ir para a Europa. Quero estudar moda em Paris, como sempre sonhei. Quero focar na minha carreira."

O pai de Sofia suspirou, mas um leve alívio tomou conta de sua expressão. Ele preferia ver a filha seguindo seus sonhos a vê-la presa em um casamento infeliz. "Se é isso que você quer, eu te apoiarei. Sempre. Vou pedir para cancelarem tudo." Ele se levantou e a abraçou. "Sua felicidade é a única coisa que importa para mim."

Sofia sentiu um calor que não sentia há anos. O abraço de seu pai era seu porto seguro. "Obrigada, pai."

Uma hora depois, a casa estava em silêncio. Os organizadores da festa foram dispensados, os convites cancelados. Sofia estava em seu quarto, olhando pela janela. Ela sabia que Lucas ainda não sabia de nada. Na sua vida passada, ele só chegou horas depois, atrasado, com uma desculpa qualquer nos lábios.

Mas ela não se importava. Ela sentia um alívio imenso, como se um peso tivesse sido tirado de suas costas. Ela pegou as chaves do carro. Precisava ver com os próprios olhos, confirmar a lembrança que a assombrou por tanto tempo.

Ela dirigiu até um pequeno café no centro da cidade, um lugar que Lucas nunca frequentava com ela. Ela estacionou do outro lado da rua e esperou. Não demorou muito.

Lá estavam eles, sentados em uma mesa perto da janela. Lucas e Mariana. Ele sorria para ela daquele jeito charmoso e manipulador que Sofia conhecia tão bem. Ele segurava a mão dela sobre a mesa. Mariana, com sua aparência frágil e delicada, olhava para ele com adoração, mas Sofia, agora, conseguia ver a ambição por trás daqueles olhos inocentes.

Mariana vinha de uma família que havia perdido sua fortuna. Ela havia tentado se casar com um homem rico no ano anterior, mas o noivado foi desfeito quando a família dele descobriu as dívidas da família dela. Agora, ela estava de volta, e Lucas, o arquiteto de sucesso, era o alvo perfeito.

Ver os dois juntos não causou dor em Sofia. Apenas uma fria confirmação. Tudo era real. A traição, as mentiras. Ele nunca a amou. Era tudo uma ilusão.

Sofia ligou o carro e se afastou, deixando a cena para trás. Ela não precisava de mais provas. Sua decisão estava tomada. Ela iria focar em sua carreira, viajar pelo mundo, e construir sua própria felicidade, longe de Lucas e de suas mentiras. O futuro, pela primeira vez em muito tempo, parecia brilhante e cheio de possibilidades.

Capítulo 2

Na sua vida passada, a suspeita de Sofia sobre Lucas e Mariana a consumiu por anos. Ela não era mais a jovem ingênua que acreditava em contos de fadas. A frieza de Lucas depois do casamento a forçou a amadurecer. Ela contratou um detetive particular, uma decisão que a envergonhava, mas que era necessária. As fotos e os relatórios confirmaram tudo. Encontros secretos em hotéis, viagens que ele dizia serem de negócios, presentes caros para Mariana. A prova mais dolorosa foi uma gravação.

Sofia se lembrava de ouvir aquela fita, sentada no chão do seu closet, tremendo. A voz de Mariana, manhosa e chorosa. "Lucas, e a Sofia? Eu não quero ser a outra para sempre."

E a voz de Lucas, suave e tranquilizadora, uma suavidade que ele nunca usou com ela. "Meu amor, tenha paciência. Sofia é útil por enquanto. A família dela tem os contatos que eu preciso para o meu novo projeto. Assim que eu conseguir o que quero, encontrarei uma maneira de me livrar dela. Você é a única que eu amo, sempre foi."

Aquela lembrança era como um veneno em suas veias. Agora, sentada na segurança de sua casa, ela respirou fundo, expelindo o último resquício daquela dor antiga. A raiva tinha dado lugar a uma calma gelada.

O telefone da casa tocou, quebrando o silêncio. A empregada atendeu e veio até ela. "Senhorita Sofia, é o senhor Lucas."

"Diga que eu não estou", ela disse, sem hesitar.

Ela subiu para o seu quarto e começou a arrumar suas malas. Um mês. Em um mês, ela estaria em um avião para Paris. Seu pai já estava cuidando de tudo, da matrícula na escola de moda, do apartamento.

Mais tarde, seu pai bateu na porta. "Sofia, o Lucas está aqui. Ele parece... confuso."

"Eu vou falar com ele", ela disse. Ela desceu as escadas e o encontrou na sala de estar. Ele parecia exatamente como ela se lembrava, charmoso em seu terno caro, mas com uma expressão de impaciência no rosto. Ele estava claramente atrasado, como sempre.

"Sofia, o que significa isso? Sua empregada disse que você não estava, seu pai cancelou nossa festa de noivado. O que está acontecendo?", ele perguntou, o tom beirando a acusação.

"Eu cancelei, Lucas. Nós não vamos mais nos casar", ela disse, sua voz firme.

Ele a olhou, incrédulo. "O quê? Por quê? É por eu ter me atrasado? Eu tive uma emergência, Mariana não estava se sentindo bem, eu tive que levá-la para casa." Ele usou a mesma desculpa esfarrapada da vida passada.

"Não é por causa do seu atraso, Lucas. É porque eu não te amo. E eu não quero mais me casar", ela repetiu, olhando diretamente em seus olhos.

Ele pareceu genuinamente chocado, como se a possibilidade de ela não o amar fosse algo inconcebível. "Você não me ama? Sofia, nós estamos juntos há dois anos. Você sempre disse que me amava."

"As pessoas mudam de ideia", ela disse, dando de ombros.

Ele se aproximou, tentando usar seu charme. "Querida, não seja boba. Estamos ambos um pouco nervosos com o casamento, é normal. Não tome uma decisão precipitada." Ele tirou uma pequena caixa de veludo do bolso. "Eu até trouxe um presente para você."

Ele abriu a caixa. Dentro, um relógio delicado, cravejado de pequenos diamantes. Na vida passada, ela chorou de alegria ao receber aquele relógio. Agora, ela olhava para ele com indiferença.

"É lindo, Lucas. Mas não posso aceitar." Ela pegou a caixa e a entregou para a empregada que passava por ali. "Ana, por favor, leve este presente para a Mariana. Diga a ela que é um presente de desculpas meu, por qualquer inconveniente que eu tenha causado."

O rosto de Lucas ficou páliceo. A menção de Mariana e o gesto de Sofia o desarmaram completamente.

"O que Mariana tem a ver com isso?", ele gaguejou.

"Tudo, Lucas. Agora, se me der licença, tenho muitas coisas para fazer." Ela se virou e começou a subir as escadas.

"Sofia!", ele chamou, sua voz misturada com raiva e confusão.

Ela não olhou para trás. Ao chegar ao topo da escada, sua fiel dama de companhia, Clara, a esperava com os olhos cheios de preocupação. Clara era mais uma amiga do que uma empregada.

"Senhorita, você está bem?", Clara perguntou.

"Estou ótima, Clara. Melhor do que nunca." Sofia sorriu. "Você gostaria de ir para Paris comigo?"

Os olhos de Clara se iluminaram. "Eu iria para o fim do mundo com a senhorita!"

De repente, um barulho veio de fora da casa. Gritos e um som de comoção. Uma das empregadas correu escada acima, com o rosto assustado.

"Senhorita Sofia, é a senhorita Mariana! Ela está lá fora, gritando seu nome, dizendo que a senhorita roubou o noivo dela!"

Sofia suspirou. A peça de teatro de Mariana estava prestes a começar, exatamente como ela esperava.

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