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A Sobrevivente do Plano Cruel

A Sobrevivente do Plano Cruel

Autor:: Ai Huo Nv Rong
Gênero: Moderno
Quando acordei no hospital, a primeira coisa que vi foi o rosto do meu marido, Léo. Ele estava preocupado, mas os seus olhos não estavam em mim, e sim no meu braço, ombro, perna, procurando marcas. O cheiro a desinfetante era forte, e a minha cabeça doía do acidente de carro. Mas foi um simples anel de pedra da lua na mão da minha irmã, Ana, que me fez perceber que a tragédia era um plano cruel. Eu e a Ana estávamos no carro quando um veículo passou o sinal vermelho. Pensei que tinha sido apenas um acidente, resultado de um mundo caótico. Mas depois, uma mensagem anónima no meu telemóvel gelou o meu sangue: "Não foi um acidente. Verifica os travões do teu carro. E a apólice de seguro de vida que o teu marido fez para ti." Foi um golpe duplo: a traição do homem que amava e da minha irmã, que chorava ao meu lado. Os meus próprios pais chegaram ao hospital e, ao invés de me apoiarem, a minha mãe defendeu a imagem do casal perfeito, enquanto o meu pai, ao descobrir o anel na mão da Ana, desabou em silêncio. Eu estava presa na cama, com o corpo dorido, enquanto todos à minha volta pareciam parte de uma conspiração para me silenciar, ou para me culpar pela "verdade" que apenas eu via. A revolta cresceu em mim, e a pergunta ecoava: Como é que os meus próprios entes queridos puderam tentar matar-me? Não era apenas um caso de infidelidade, era uma tentativa de homicídio. A minha vida não valia nada para eles, apenas a minha morte. Mas eu não ia ser uma vítima. Ainda que sozinha, decidida a descobrir a verdade e a fazê-los pagar, comecei silenciosamente a minha própria investigação, e descobri uma arma secreta que mudaria tudo.

Introdução

Quando acordei no hospital, a primeira coisa que vi foi o rosto do meu marido, Léo.

Ele estava preocupado, mas os seus olhos não estavam em mim, e sim no meu braço, ombro, perna, procurando marcas.

O cheiro a desinfetante era forte, e a minha cabeça doía do acidente de carro.

Mas foi um simples anel de pedra da lua na mão da minha irmã, Ana, que me fez perceber que a tragédia era um plano cruel.

Eu e a Ana estávamos no carro quando um veículo passou o sinal vermelho.

Pensei que tinha sido apenas um acidente, resultado de um mundo caótico.

Mas depois, uma mensagem anónima no meu telemóvel gelou o meu sangue: "Não foi um acidente. Verifica os travões do teu carro. E a apólice de seguro de vida que o teu marido fez para ti."

Foi um golpe duplo: a traição do homem que amava e da minha irmã, que chorava ao meu lado.

Os meus próprios pais chegaram ao hospital e, ao invés de me apoiarem, a minha mãe defendeu a imagem do casal perfeito, enquanto o meu pai, ao descobrir o anel na mão da Ana, desabou em silêncio.

Eu estava presa na cama, com o corpo dorido, enquanto todos à minha volta pareciam parte de uma conspiração para me silenciar, ou para me culpar pela "verdade" que apenas eu via.

A revolta cresceu em mim, e a pergunta ecoava: Como é que os meus próprios entes queridos puderam tentar matar-me?

Não era apenas um caso de infidelidade, era uma tentativa de homicídio.

A minha vida não valia nada para eles, apenas a minha morte.

Mas eu não ia ser uma vítima.

Ainda que sozinha, decidida a descobrir a verdade e a fazê-los pagar, comecei silenciosamente a minha própria investigação, e descobri uma arma secreta que mudaria tudo.

Capítulo 1

Quando acordei, a primeira coisa que vi foi o rosto do meu marido, Léo.

Ele parecia preocupado, mas os seus olhos não estavam em mim.

Estavam fixos no meu braço, no meu ombro, na minha perna.

Ele verificava cada centímetro, procurando por hematomas, por qualquer marca.

"Graças a Deus, estás bem," ele suspirou, mas o seu alívio parecia estranho.

"A Ana está bem?" perguntei, a minha voz rouca.

Ele hesitou, apenas por um segundo.

"Ela está bem. Um pouco assustada, mas segura."

Eu estava no hospital. O cheiro de desinfetante era forte. A minha cabeça doía por causa do acidente de carro.

Lembrei-me do som do metal a rasgar, do vidro a estilhaçar-se.

Eu estava a conduzir, a minha irmã mais nova, Ana, estava ao meu lado. Um carro atravessou o sinal vermelho.

"Eu preciso de ver a Ana," eu disse, tentando sentar-me.

Uma dor aguda atravessou as minhas costelas e eu gemi.

Léo empurrou-me gentilmente de volta para a almofada. "Não te mexas. Os médicos disseram que precisas de descansar. Eu vou buscá-la."

Ele saiu do quarto.

Eu confiava no meu marido. Léo sempre foi o homem perfeito.

Até que, há um mês, descobri os seus segredos.

Mensagens. Fotografias. Encontros.

Não comigo. Com a minha irmã, Ana.

Confrontei-a. Ela chorou, disse que foi um erro, que o amava, que ele era a sua alma gémea.

Ela implorou-me para não contar aos nossos pais. O nosso pai tem um problema de coração. A notícia podia matá-lo.

Então, eu calei-me. Planeei o divórcio em silêncio, juntei provas.

Hoje, eu ia contar-lhe. Depois de deixar a Ana na universidade.

Mas o acidente aconteceu.

O meu telemóvel estava na mesa de cabeceira. Peguei nele.

Havia uma mensagem de um número desconhecido.

"Não foi um acidente. Verifica os travões do teu carro. E a apólice de seguro de vida que o teu marido fez para ti."

O meu coração parou.

Léo voltou a entrar no quarto, com a Ana a segui-lo.

Ela não tinha um único arranhão. Perfeita.

Ela correu para o meu lado, os seus olhos cheios de lágrimas. "Sofia! Fiquei tão preocupada! Pensei que te ia perder!"

Ela abraçou-me. Senti o seu corpo tremer.

Mas eu só conseguia pensar na mensagem.

"Léo," a minha voz saiu fria, "podes ir buscar-me um copo de água?"

"Claro, meu amor."

Assim que ele saiu, olhei para a Ana.

"O que aconteceu exatamente, Ana?"

"Foi tudo tão rápido," ela soluçou. "Um carro veio do nada. Tu viraste o volante com força... salvaste a minha vida."

A sua gratidão parecia tão real.

Mas a sua mão, que segurava a minha, estava a usar um anel.

Um anel de prata com uma pequena pedra da lua.

O mesmo anel que eu vi numa caixa de joias na mala do ginásio do Léo na semana passada.

Ele disse que era um presente para a sua mãe.

O meu sangue gelou.

Capítulo 2

"Esse anel é bonito," eu disse, a minha voz sem emoção.

A Ana retirou a mão rapidamente, escondendo-a atrás das costas.

"Oh, isto? Comprei-o numa feira. Gostas?"

O seu rosto ficou pálido.

Mentirosa.

Léo voltou com a água. Ele sorria, o marido atencioso.

"Aqui estás, Sofia. Bebe devagar."

Ele ajudou-me a sentar e a beber. O seu toque fez a minha pele arrepiar-se.

Eu olhava para ele e via um estranho.

"Léo, ligaste aos meus pais?" perguntei.

"Ainda não," ele disse. "Não queria preocupá-los. Pensei em esperar até teres alta."

"Não," eu disse firmemente. "Liga-lhes agora. Quero que eles venham."

Léo e Ana trocaram um olhar rápido. Um olhar que eu nunca tinha notado antes.

"Claro," disse Léo, pegando no seu telemóvel. "Vou ligar ao teu pai."

Ele saiu para o corredor para fazer a chamada.

Fiquei sozinha com a Ana.

O silêncio era pesado.

"Sofia, eu sinto muito," ela sussurrou. "Por tudo."

"Pelo quê, exatamente?" perguntei, olhando diretamente para os seus olhos.

Ela desviou o olhar. "Pelo Léo. Eu sei que te magoei. Mas eu amo-o. E ele ama-me a mim."

A confissão saiu, simples e cruel.

"E o acidente?" perguntei. "Também faz parte do vosso amor?"

O rosto da Ana perdeu toda a cor. "O quê? Não! Como podes pensar isso? Foi um acidente horrível!"

"Foi?"

A minha calma parecia perturbá-la mais do que qualquer grito.

Léo voltou a entrar. "Falei com o teu pai. Eles estão a caminho. Estão muito preocupados."

Ele olhou da Ana para mim, sentindo a tensão no ar.

"Está tudo bem aqui?"

"Está tudo ótimo," eu disse com um sorriso frio. "A Ana estava apenas a dizer-me o quanto te ama."

O rosto de Léo endureceu. "Sofia, não é altura para isto."

"Não? E quando é a altura certa, Léo? Depois do meu funeral?"

O choque no seu rosto foi quase cómico.

"Do que estás a falar?"

"Eu sei dos travões, Léo."

O silêncio que se seguiu foi absoluto. Ana engasgou-se. Léo ficou imóvel, como uma estátua.

A porta do quarto abriu-se.

Eram os meus pais. A minha mãe correu para mim, a chorar. O meu pai seguia-a, o seu rosto uma máscara de preocupação.

"Minha filha! O que aconteceu?"

Antes que eu pudesse responder, a Ana atirou-se para os braços do meu pai.

"Pai! Foi horrível! A Sofia salvou-me! Ela é uma heroína!"

Ela chorava histericamente.

O meu pai, que sempre a protegeu, abraçou-a com força.

"Calma, minha querida. O importante é que estão as duas seguras."

Ele olhou para o Léo. "Léo, obrigado por cuidares delas."

Léo forçou um aceno de cabeça, ainda pálido.

A minha mãe segurava a minha mão, alheia a tudo.

"Precisamos de agradecer a Deus. Podia ter sido muito pior."

Oh, mãe. Não fazes ideia.

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