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A Submissa do Sheik

A Submissa do Sheik

Autor:: Carla Cadete
Gênero: Romance
Morgana Aguiar é um colírio para os olhos de todos os homens. Filha de um importantíssimo empresário, é sequestrada enquanto desfilava nas passarelas como modelo. Zayn Al-Abadi, um Sheik milionário e muito temido, fica indignado como ser humano ao descobrir que uma "suposta" adolescente foi sequestrada e estava sendo vendida. Temeroso pela vida da jovem, aceita ela como pagamento da dívida de um traficante de pessoas. Ao ver a "suposta" jovem, constatou que ela era uma mulher feita e belíssima, uma mulher que abalou sua estrutura. Agora precisa descobrir o porque foi sequestrada e ainda a querem lhe fazer mal.

Capítulo 1 Prólogo

A submissa do Sheik

Prólogo

São Paulo, Brasil.

Uma semana antes...

Morgana desfila pela passarela, seu corpo esguio ondula suavemente com o gingado do quadril.

Usa um vestido longo, no tecido lurex e com detalhes em paetê. A fenda nas pernas expõe as longas coxas torneadas. A peça justa marca a cintura delgada e delineia perfeitamente o traseiro da modelo. Na parte da frente, um decote profundo mostra o vale dos seios.

A modelo tem um olhar penetrante, e os cabelos encaracolados fazem parte de seu figurino. Seus seios pequenos e firmes balançam suavemente conforme ela anda. Sente os bicos roçarem no tecido, dando uma leve sensação prazerosa.

- Divina! Ela é simplesmente divina! - Régis, o estilista mundialmente renomado, fala, batendo palmas para si próprio e para a beldade que desfila com o seu mais recente trabalho.

Os homens, até mesmo os acompanhados, não conseguem ficar indiferentes à beleza da ruiva estonteante.

Morgana sorri, sabe o efeito que causa na maioria deles. Acostumada a ser sedutora, libera olhares sensuais aos que mais lhe agradam. E hoje, pelo visto, escolherá a dedo o homem que levará para a cama. Esse pensamento satisfaz sua libido desde já.

***

Alexandre Aguiar é um empresário muito conhecido no Brasil e no mundo. Pai de Morgana, um homem de família. E todos sabem que quem magoar sua filha, no mínimo terá de o encarar nos tribunais. Alexandre é capaz de revirar o inferno pela princesinha de seus olhos.

Morgana tem uma aparência delicada. Sempre teve tudo o que o dinheiro pode comprar. Seu pai a mimou durante seus 25 anos, e é mais do que presente em sua vida.

Alexandre age dessa maneira porque sua esposa, o amor de sua vida, faleceu há alguns anos, deixando-o com Morgana ainda pequena.

Na imensa mansão, vive apenas pai e filha. Alexandre não quis se casar novamente. Ele sai com outras mulheres apenas para aplacar o desejo de seu corpo.

Alexandre sorri assistindo à sua princesinha desfilar. Dentre todas as outras modelos, sua filha é a mais qualificada e a mais bela.

Seguranças estão espalhados pelo local. Uns, perto de Alexandre; outros, pelo palco e disfarçados na multidão.

A segurança é reforçada. Em 30 anos trabalhando na bolsa de valores e com moda, acabou fazendo alguns inimigos poderosos.

Morgana deixa o palco para mais uma troca de roupa do estilista.

Outras modelos realizam uma apresentação tão instigante que até Alexandre acaba prestando atenção, com muito interesse.

Morgana anda às pressas até o camarim para se trocar. Ao entrar, toma um susto imenso. Toda a equipe foi rendida. Encontram-se todos amordaçados e amarrados com cordas, deitados no chão. O pânico é evidente em suas faces.

Antes que ela tente fugir, um homem a segura. Morgana se debate com todas as suas forças. Ele a agarra pela cintura. Ela joga a cabeça para trás, quebrando o nariz dele, que a solta. Morgana tenta fugir, mas outro a agarra.

- Não! Me larga!

O homem coloca a mão na boca de Morgana, para que ela não grite. Ela morde a mão de seu agressor, arrancando-lhe sangue. Ele dá um grito de dor e, nervoso, acerta um tapa nela, fazendo-a cair.

O homem a segura e a levanta pelos cabelos. Morgana grita com a dor e o acerta no pé com o salto agulha do sapato.

- Ah, vadia! - diz ele, com um sotaque arrastado, armando-se para dar um soco no belo rosto.

Outro homem o segura pelo braço. Parece brigar com ele, pelo tom de voz. Conversam em árabe. Infelizmente, Morgana não entende quase nada. Com os poucos árabes com quem conversou em sua vida, foi em inglês.

O homem que evitou que ela fosse agredida segura seu queixo e passa o dedo suavemente no canto dos lábios, limpando o sangue escorrido, onde se formou um hematoma arroxeado.

Morgana olha em seus olhos.

Ele está analisando seu rosto com muito interesse, então volta a reclamar com o homem que a agrediu.

- Vamos sair daqui - fala em português, quase sem sotaque.

Ele amarra as mãos de Morgana e a amordaça, colocando um saco de tecido em sua cabeça.

O desespero toma conta de Morgana, que tenta a todo custo se soltar. O homem a joga no ombro e a segura com muita força. Cansada de lutar, ela apenas escuta o que acontece ao seu redor enquanto o homem caminha.

Pelo som do eco causado pelos sapatos, estão na garagem. De repente, gritos e disparos se escutam. Colocam Morgana em um veículo e saem cantando pneu.

- Vai, vai! - grita um sequestrador, atirando no adversário pela janela do carro.

O motorista é habilidoso, praticamente voa na pista. Alguns veículos que passam por eles perdem o controle, causando vários acidentes e interditando as vias.

***

Os carros que os seguiam são obrigados a parar. Carlos, o segurança chefe de Alexandre, sai do carro, solicitando um helicóptero, avisando por onde foram e dando a placa do veículo.

- Merda! Mil vezes merda! O patrão vai nos matar! - diz, irado, atirando o celular no chão, que se espatifa em vários pedaços.

***

No evento, Alexandre anda de um lado para o outro. Depois da notícia que recebeu, seus olhos brilham de ódio e dor.

- Eu quero a minha filha! Tragam a minha princesinha, ou eu acabo com todos vocês! - grita com os seguranças enquanto andam até o estacionamento.

O helicóptero sobrevoa o local indicado. Encontra o carro e o persegue. Mas, infelizmente, para os despistar, entram no metrô, descendo as escadarias com o veículo.

***

Tudo segue como o planejado. O condutor foi rendido com uma arma apontada para a sua cabeça e aguarda a chegada dos outros. Os tripulantes foram forçados a sair e estão sentados de cabeça baixa e com as mãos para cima.

Os sequestradores saem do carro. O que agrediu Morgana, puxa-a para fora, fazendo com que ela tropeçasse. O outro esbraveja, jogando-a no ombro novamente.

Algumas pessoas são mais corajosas e olham para a cena impressionante.

Morgana volta a se mexer, tentando se livrar das garras que a seguram esmurrando as costas do sequestrador. Eles entram no vagão. O condutor é obrigado a fechar as portas e seguir em frente.

***

O helicóptero fica sobrevoando o local, aguardando a chegada dos seguranças de moto e da polícia.

Os sequestradores descem na estação de um shopping e trocam de carro, saindo tranquilamente do estacionamento.

A polícia entra na estação, encontrando o condutor amarrado no chão do vagão.

- Merda! Nós os perdemos! - diz o segurança chefe para os demais.

***

Não muito longe dali, em outro estacionamento, entregam Morgana a um homem, como se ela fosse uma mercadoria.

- Aqui está! Cadê o dinheiro? - pergunta o sequestrador, em inglês.

- Tocaram nela?

- Não, senhor. Está intacta. Queremos apenas o dinheiro, não somos estupradores.

O homem entrega duas maletas cheias de dinheiro para o sequestrador, coloca Morgana em seu carro e segue para uma viagem longa.

***

Alexandre sai do carro, enfurecido. Adentra sua empresa e não vê ninguém à sua frente. Segue até o escritório, trancando-se com a equipe de segurança para a análise das câmeras do evento.

Passam horas no processo. E nada. Ele se serve de uma dose de uísque. Chega a entornar mais alguns copos, mas nada o acalma. Inconformado, atira o último na janela, estilhaçando o vidro.

- Eu vou te encontrar, filhinha, nem que seja a última coisa que eu faça na minha vida!

Capítulo 2 O temido Sheik

Capítulo 1

O temido Sheik

Arábia Saudita.

Zayn Al-Abadi é dono de inúmeros resorts e ilhas. Homem poderoso, mas foi traído pela única mulher que amou e de quem foi noivo por três anos.

Mesmo essa história ficando no passado, ele ainda sente a dor da traição. Desde então, apenas se diverte. Para ele, quanto mais mulheres, melhor. Dar e receber prazer, nada mais.

O sexo com quem não se ama é diferente para Zayn. Sua ex-noiva o deixava louco na cama, nenhuma outra conseguiu esse feito, e ele acredita que nunca mais sentirá tanto prazer com uma mulher.

Zayn suspira, triste, e continua andando, até entrar em um de seus prédios.

Um funcionário escorrega bem na sua frente, lançando para o alto a bandeja que carregava. Uma tigela de sopa cai sobre a camisa branca do Sheik, que o olha com raiva. Além de estar sentindo uma leve ardência na barriga.

- Senhor, perdoe-me! O piso está molhado e eu escorreguei - o funcionário fala ao tentar se levantar, mas volta a cair, batendo a cabeça. - Ai!

Zayn olha para o chão e vê uma poça de água que se formou com o gotejamento do ar condicionado ao seu lado. Se o rapaz não tivesse caído antes, ele mesmo teria.

- Por favor, senhor, não me mande embora. Eu tenho filhos, preciso do emprego - o funcionário pede ao se levantar, pegando um guardanapo de tecido.

- Dê-me isso! - Zayn pega o pedaço de tecido, limpando-se rapidamente. - Eu não vou demiti-lo, foi um acidente - fala em um tom levemente ríspido, pois precisará se trocar logo, tem uma reunião antes do almoço.

- Obrigado, senhor! - o garçom atrapalhado agradece, pegando as coisas do chão sem parar de escorregar.

Zayn franze o cenho diante da cena.

- Chame alguém para limpar essa bagunça - ordena, seguindo para o seu escritório.

Minutos depois, tira a camisa suja e veste uma limpa que pediu em uma das lojas de seu resort em caráter de urgência. Enquanto se troca, escuta atentamente um de seus seguranças.

- Senhor, temos um devedor que nunca o paga nas datas estipuladas. Ele tem três empréstimos vencidos há meses. Para o azar dele, eu o encontrei na estrada e o trouxe para conversar com o senhor.

Zayn pondera enquanto abotoa a camisa de um tom azul-claro, olhando-se em um espelho que faz parte da decoração do escritório.

- Traga-o aqui - ordena, sem nenhuma emoção aparente.

Então, senta-se, aguardando a entrada de seu devedor. Ele já tem ideia de quem seja, só não sabe por que ainda não o matou. Esse ser não faria falta a ninguém no mundo...

- Aqui está, senhor - fala o segurança, cortando seus pensamentos e empurrando o homem, que cambaleia com facilidade, por estar um pouco embriagado.

- Deixe-o e saia - diz Zayn, sem deixar de olhar para o único traficante de pessoas que conhece "ainda vivo".

O homem à sua frente está sujo da poeira do deserto, e o cheiro horrível que emana de seu corpo é falta de um bom banho.

- Eu quero o meu pagamento e o quero hoje! Tem de ser hoje, antes da meia-noite, ou eu vou te caçar! Serei o seu pior pesadelo... - sentencia Zayn, com um olhar sério.

O traficante treme os lábios ao tentar falar, logo seu corpo todo fica trêmulo. A sensação que o toma, além do medo, é a de desmaio.

- Sheik, eu não tenho dinheiro. Estou tentando vender uma mulher sequestrada há alguns dias, mas não sei por que ninguém a quer.

- Não me importa como você vai conseguir todo o dinheiro, se vira!

Então, o traficante tem uma ideia. Ele sorri, mostrando seus dentes de amálgama.

- Eu posso trazer a jovem brasileira para o senhor como pagamento, ela pode ser uma de suas odaliscas. Tem um corpo lindo e cabelos da cor do fogo.

Curioso, Zayn franze a testa. Olha para o homem à sua frente e indaga:

- Como sequestrou uma brasileira?

- Foi uma encomenda, senhor, mas o pagante me enganou. Então, eu fiquei com a jovem. É só dar um banho nela, pois está há dias comigo. E também está um pouco debilitada, porque não se alimenta.

- Eu imagino o tipo de alimento que você dá a ela. Deve ser completamente intragável - fala Zayn, tenso.

- Não é bem assim, senhor. Eu cuidei bem dela durante todos esses dias.

- Cuidou tão bem que ela não toma banho há dias e não come. Espero que ela não esteja morrendo, seu verme do deserto!

Zayn balança a cabeça em negativa.

- Você sabe que eu sou contra tráfico humano - fala, pegando sua espada na parede, então desfere um golpe tão rápido que nem o traficante percebe. Um fio de sangue desce pelo rosto do asqueroso.

- Por favor, senhor, não me mate! - implora.

- Qual é a sua intenção com a garota? - Zayn pergunta, sem paciência, encostando a ponta da espada em seu pescoço e o perfurando levemente até uma gota de sangue escorrer.

- Eu ia a entregar para o mandante em troca do dinheiro. Mas oferecerei a jovem para uma tribo no deserto, se o senhor não a quiser como pagamento.

Zayn sabe que a moça não será bem tratada nas tribos. Será torturada, estuprada e feita de escrava até a matarem.

Com o coração amolecido, pois pensa se tratar de uma adolescente com medo e assustada, Zayn faz algo inesperado até para ele mesmo.

- Traga a garota antes da meia-noite. E espero que não a tenha tocado. Perderá a mão se o fez!

- Por Alá! Juro que não a toquei! Eu disse ao senhor que está intacta, poderá comprovar.

- Está bem. Não me faça perder mais tempo com você. Se eu souber que continua traficando pessoas, eu o matarei, sem dó nem piedade.

- Não farei mais, senhor. Eu juro! - diz o traficante, com olhos arregalados e mãos elevadas.

Zayn guarda a espada na bainha e a pendura na parede. Em seguida, chama o segurança, que leva o traficante para longe de suas vistas.

Zayn fica pensando na jovem, em seus cabelos da cor do fogo... Já viu algumas mulheres ruivas, mas nunca teve o prazer de se deitar com uma.

Volta a se sentar e a se concentrar em seu trabalho. Quase não tem o que fazer, pois está com tudo em dia. Mas suas assinaturas são muito importantes, com reuniões igualmente importantes durante o dia.

Seu expediente é extenso. Mal termina seu trabalho no prédio do centro da cidade, dirige-se para a praia, a fim de visitar o resort que está sendo inaugurado em uma de suas ilhas.

De turbante e roupa social, segue até onde estão todos. Ao passar por algumas pessoas, sente os olhares femininos queimando suas costas, tamanha intensidade.

Zayn sabe o efeito que causa nas mulheres, é o árabe mais bonito de seu país.

Capítulo 3 Um sentimento diferente.

Capítulo 2

Um sentimento diferente.

Zayn toma um banho morno. A água tira a espuma do corpo bronzeado pelo sol do Oriente. O Sheik tem um físico de arrancar suspiros das mulheres, e seu membro é bem avantajado, algo de que pode se gabar, do jeito que as gulosas gostam.

Se não estivesse esperando aquele ser imprestável trazer a jovem ruiva, estaria no clube se enterrando no meio das pernas de uma bela dama. Ou de várias.

Mas a vontade de proteger a mocinha fala mais alto. Poderia, sim, ter deixado seu segurança os aguardando e ir se satisfazer, porém, algo dentro de seu ser lhe diz que deve esperar.

Termina o banho, coloca um roupão, segue para o quarto, veste uma roupa bem fresca e anda descalço pelo apartamento até a cozinha, onde toma um copo de chá gelado. Zayn até ponderou tomar um café bem quente, mas precisa esfriar seu corpo, pois não quer que a jovem se assuste com a raiva fervente que está do maldito traficante.

Na sala, aguarda olhando pela janela. Em poucos dias, irá se mudar para o resort. Lá é muito mais agradável, tanto a casa quanto o clima, pois Zayn não gosta muito de morar em apartamento.

Olha para o relógio na parede, está começando a ficar impaciente. São quase onze da noite e nada daquele ser aparecer. Se der meia-noite e a jovem não estiver em seu apartamento, Zayn o caçará, e não sobrará nada de seu corpo fedorento.

Passado algum tempo, olha novamente para o relógio na parede. Faltam dez minutos para começar a caça.

Segundos após seus pensamentos, escuta vozes no corredor. Um de seus seguranças entra no apartamento empurrando o traficante, enquanto outro carrega o corpo desmaiado da jovem, que está toda suja.

Desesperado e cheio de receio por talvez ter passado da meia-noite, o traficante começa a tagarelar:

- Senhor, não me mate... Por favor... - Ajoelhando à sua frente enquanto implora.

Mas Zayn nem ao menos o escuta. Fica parado, petrificado, no mesmo lugar. Observa o corpo da jovem, algo se acende em seu interior.

Apesar de estar encapuzada, cheia de fuligem e sujeira, a beleza do contorno de seu corpo atiça uma labareda há muito tempo adormecida. Sem entender o porquê está se comportando desse jeito, aproxima-se da jovem.

Percorre o olhar sem nenhuma pressa por seus lindos pés e tornozelos. O vestido que a moça usa é bem escandaloso, mostra as panturrilhas torneadas e as coxas roliças e firmes.

Zayn continua sua inspeção, sem conseguir deixar de demonstrar seu crescente interesse. O traficante gosta de ver o poderoso Sheik vidrado pela jovem mulher.

Os seios estão à mostra, o tecido do vestido cobre apenas os bicos, e ele se pega imaginando de que cor seriam. Engole em seco, passando a mão pelo rosto.

Suspira, tentando conter uma ereção. Sem sucesso, o que o faz se xingar mentalmente, pois está obcecado por uma moça de quem não viu nem o rosto.

Para não cometer uma loucura, precisará se livrar dela o mais rápido possível.

Curioso para ver o rosto da jovem, Zayn tira o tecido de sua cabeça. Ao vê-la, seus olhos brilham. Sente todo o seu corpo se arrepiar diante de tal beleza.

- Ela é tão... - começa a falar, hipnotizado.

Sorrindo com seus dentes de amálgama, o traficante fica satisfeito. Talvez o interesse do Sheik pela mulher o tire de seu caminho para continuar com o que faz de melhor na vida: traficar pessoas.

- Linda! Ela é linda demais! Eu tive problemas com os meus homens para não violarem a mercadoria.

A palavra "mercadoria" tira o Sheik de seus pensamentos mais impuros.

Com ódio do homem, pega a arma de seu segurança, no coldre das costas, e atira na janela, estilhaçando o vidro, e depois encosta o cano quente na bochecha do traficante, empurrando-o, até ficar preso contra a parede.

- Ahhh!

- Está avisado: se continuar com isso que chama de trabalho, eu vou atrás de você!

- Eu vou parar... - promete o traficante. O Sheik engatilha a arma. - Eu já parei! Eu já parei! - grita, desesperado, e urina nas calças.

- Saia daqui! Eu não quero mais ver a sua cara!

O homem sai correndo do apartamento. Zayn coloca a arma sobre a mesinha ao lado do sofá.

- Me dê a mulher - pede.

O segurança a entrega para o Sheik. Com a linda jovem nos braços, sente o peso de seu corpo e o calor que emana dele.

Por Alá! Estou perdido!, pensa, observando o rosto da mulher.

Segue até o quarto e deposita o corpo delicado sobre a cama imensa. Então, volta para a sala, onde os seguranças ainda aguardam suas ordens.

- Você, traga um médico. - Aponta para um deles. - E você, passe no resort e traga a minha querida nana - ordena ao outro.

- Sim, Sheik - diz um deles, dando um passo para trás e saindo imediatamente, acompanhado pelo outro, que acena com a cabeça antes de sair.

Zayn anda até o seu quarto, agora pode olhar para a mulher de cabelos de fogo detalhadamente.

O corpo da moça está coberto de sujeira, e ela tem olheiras fundas.

- O que fizeram com você? - pergunta, perturbado por vê-la tão maltratada.

Volta para a sala e faz uma ligação para um funcionário do resort que trabalha no período noturno.

- Naim, estou com um problema - revela para seu funcionário, amigo e confidente.

- O que houve, Zayn? Sua voz parece tensa. Conte-me o que aconteceu.

- Nem eu mesmo acredito no que está acontecendo. Sabe o traficante que se esconde no deserto?

- Sim, sei. Ainda está vivo, aquele maldito?

- Infelizmente sim. Ele me trouxe uma mulher que foi sequestrada, ela está desmaiada em meu quarto - fala e suspira.

- Sabe ao menos quem é ela? - Naim pergunta, muito curioso.

- Não, o idiota não me disse. E quando eu a vi, meu coração se apertou. Ela está muito debilitada. - Zayn omite a parte em que olhou para ela cheio de interesse.

- Deveria tê-lo matado. Mas não se preocupe, farei isso para o senhor.

- Não, deixe-o. Eu vou usá-lo para chegar ao sequestrador principal.

Um silêncio se instala, Zayn chega a pensar que a ligação foi interrompida.

- Naim? - chama.

- Mil perdões, Sheik. Fiquei imaginando como faria isso e acabei devaneando.

- Tudo no tempo certo, Naim. Estou aguardando o médico. Amanhã conversamos melhor.

- É claro, meu amigo. Boa noite.

Zayn desliga o celular, volta para o quarto, senta-se em uma poltrona na parte mais escura do cômodo, cruza os braços e fica observando a mulher.

O corpo inerte é iluminado pela claridade da imensa janela.

Aquele traficante de merda vai me levar até o mandante, nem que eu tenha que o torturar, pensa, nervoso.

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