Depois de sete anos de devoção, eu finalmente engravidei de gêmeos do meu noivo, Caio. Mas ele interrompeu a gravidez em segredo, alegando que era para o meu bem.
A verdadeira razão? Sua ex-namorada, Anitta, sugeriu.
Ele chegou tarde ao hospital, com um chupão fresco no pescoço, e em vez de me consolar, me forçou a postar um pedido de desculpas público para Anitta por causar "drama" a ela. Ele até usou meu celular para flertar com ela, planejando o jantar deles bem na minha frente, enquanto eu ainda sangrava do procedimento que ele ordenou.
Quando me recusei a cooperar, ele me abandonou na saída do hospital, me fazendo cair e ter uma concussão. Mais tarde, eu os encontrei em nossa cama, e ele teve a audácia de me convidar para o jantar de "comemoração" deles.
"Você está fazendo isso por mim, certo?", ele perguntou, com um sorriso esperançoso no rosto. "Para que eu possa finalmente ser feliz com a Anitta?"
Olhei para o homem a quem dediquei minha vida, o homem que acabara de roubar nossos filhos de mim, e vi um estranho. Desta vez, não haveria lágrimas, nem segundas chances. Peguei o acordo pré-nupcial que ele assinou anos atrás - aquele que me dava uma fatia enorme de sua empresa se ele me traísse - e fui embora para sempre.
Capítulo 1
Meu noivo, Caio Stephenson, estava atrasado. De novo. O zumbido suave da sala de espera contrastava com a batida frenética do meu coração. Cada tique-taque do relógio parecia um golpe de martelo contra minhas costelas. Ele havia prometido que estaria aqui, logo após a reunião do conselho. Era sempre uma reunião.
A porta pesada rangeu ao se abrir, e Caio finalmente entrou. Ele se movia com aquele passo fácil e confiante que sempre virava cabeças. Seus olhos, geralmente afiados e focados, estavam brilhantes demais. Um sorriso, largo demais, se estendia por seu rosto.
Ele me viu, sua expressão se suavizando para o que ele achava que era tranquilizador. Ele se aproximou, o braço já se estendendo para me puxar para perto.
"Amor, me desculpe pelo atraso", disse ele, sua voz um ronronar baixo. "O trânsito na Faria Lima estava um inferno."
Eu enrijeci antes mesmo que sua mão pudesse tocar minha pele. Uma onda fria me percorreu. Eu me afastei, quase imperceptivelmente, apenas o suficiente para evitar o contato.
Ele congelou, a mão pairando no ar. Seu sorriso vacilou.
"Está tudo bem, Clarissa?", ele perguntou. A preocupação em seu tom parecia fabricada, uma atuação.
Mantive meu olhar firme, sem encontrar seus olhos diretamente. Meus olhos se fixaram na marca avermelhada e fraca logo abaixo de sua mandíbula. Era pequena, quase escondida por seu colarinho perfeitamente alinhado, mas estava lá. Uma mancha fresca e reveladora.
Um chupão.
Meu estômago se contraiu. Eu não disse nada. Meu silêncio pairava pesado no ar entre nós, um cobertor sufocante.
Ele pigarreou, baixando a mão. "Olha, sobre o que aconteceu...", ele começou, a voz casual demais. "O médico disse que foi para o seu próprio bem. Um procedimento necessário."
Ele estava falando da curetagem. O procedimento que havia encerrado minha gravidez, nossa gravidez, apenas dois dias atrás. A gravidez de risco. A gravidez de gêmeos de risco, mas viável.
"Para o meu próprio bem?", eu finalmente falei, as palavras soando estranhas e ásperas na minha garganta. Minha voz era quase um sussurro.
Ele assentiu, aproximando-se novamente, sua mão alcançando meu braço desta vez. "Sim, Clarissa. O Dr. Evans explicou os riscos. Dada a sua condição, era a opção mais segura. Não queremos que você fique gravemente doente, queremos?"
Suas palavras eram uma mentira cuidadosamente construída. Eu sabia a verdade. Eu tinha visto o laudo. Os embriões eram saudáveis. Eles eram saudáveis. Ele não tinha feito isso pela minha saúde. Ele tinha feito pela dele. Ou melhor, pela dela.
Seu toque queimou minha pele. Não me acalmou. Fez-me querer recuar, gritar. Mas eu apenas fiquei ali, deixando seus dedos se cravarem em meu braço. Eu o encarei, minha visão embaçando ligeiramente.
"Você realmente acha que fez isso pela minha saúde?" Minha voz era neutra, desprovida de emoção.
Sua testa se franziu. "Claro que sim. Por quem mais eu faria isso? Você é minha noiva." Ele fez uma pausa, depois baixou a voz. "E olha, eu sei que você está chateada. A Anitta me procurou. Ela viu aquelas fofocas circulando online. Ela está muito angustiada com todo esse drama. Está afetando ela, Clarissa. O divórcio dela acabou de sair, e ela não precisa desse tipo de negatividade agora."
Anitta. Sempre Anitta.
"Drama?", repeti, a palavra com gosto de cinzas na minha boca.
Ele pegou o celular, já rolando a tela. "Sim, drama. Sabe, aqueles posts antigos. Eu mandei tirar do ar, mas algumas pessoas ainda estão falando. É muito injusto com a Anitta. Ela já passou por muita coisa." Ele ergueu os olhos, seus movimentos rápidos e praticados. "Precisamos consertar isso. Por ela. Por nós."
Ele navegou até um aplicativo de rede social. "Aqui, vamos tirar uma foto. Uma bem bonita. Você pode postar um pedido de desculpas, limpar a barra. Dizer às pessoas que não há ressentimento entre você e a Anitta."
Ele ergueu o celular, inclinando-o para captar a luz. Seu rosto já estava composto em uma expressão simpática e cuidadosa. Um CEO, sempre ciente de sua imagem.
Eu instintivamente me inclinei para longe, meu corpo se recusando a cooperar. Minha cabeça parecia leve, tonta.
Ele suspirou, sua paciência visivelmente se esgotando. "Clarissa, vamos lá. Só uma rapidinha. Vamos mostrar a todos que estamos unidos." Ele ajustou o ângulo novamente, tentando me enquadrar completamente. "Vai pegar bem. Para todo mundo."
Ele apertou o botão do obturador. O flash me cegou momentaneamente. Quando minha visão clareou, vi a prévia. Ele estava sorrindo largamente, mas meu rosto estava meio escondido, uma presença borrada, quase fantasmagórica, na borda da foto. Meus olhos estavam vazios, sem vida.
Ele olhou para a imagem, depois de volta para mim. "Perfeito!", declarou ele, um brilho triunfante nos olhos. "Exatamente o que precisávamos. Poste isso com uma legenda. Algo caloroso, se desculpando. Diga que você se arrepende de ter causado qualquer angústia à Anitta."
Minha respiração falhou. "Não", eu disse, a palavra uma barra de aço na minha espinha.
Ele piscou. "Não? Como assim, não?"
"Eu disse 'não'", repeti, mais alto desta vez. Um lampejo de algo, talvez raiva, talvez perplexidade, cruzou seu rosto. "Você não pode ter tudo, Caio."
O velho ditado soou amargo na minha língua. Ele costumava odiar demonstrações públicas de afeto, especialmente se me envolvessem. "Não é profissional, Clarissa", ele sempre dizia. "Mantenha nosso relacionamento privado." Agora, com Anitta, de repente era vital que eu me desculpasse publicamente.
Nunca foi sobre mim. Nunca foi sobre nós. Sempre foi sobre Anitta. Meu coração se torceu, um nó frio e duro. Eu finalmente entendi.
No segundo em que recusei, uma calma estranha tomou conta de Caio. Seus ombros relaxaram visivelmente, como se um grande fardo tivesse sido tirado. A performance havia acabado. Seu sorriso forçado desapareceu, substituído por uma carranca de lábios apertados.
"Tudo bem", ele murmurou, a voz afiada. "Se você não vai fazer, eu faço."
Ele bufou, digitando furiosamente em seu celular. Ele postou algo, depois virou a tela ligeiramente em minha direção. Era a foto que ele acabara de tirar, mas meu rosto agora era um borrão deliberado, uma mancha irreconhecível ao lado de seu perfil perfeitamente composto. A legenda dizia: "Às vezes, lealdade significa estar ao lado de quem realmente está com você. Pensando em você, Anitta D."
Uma risada sem humor escapou dos meus lábios. Ele era tão transparente, tão totalmente previsível.
Antes que eu pudesse processar, ele arrancou meu celular da mesa de cabeceira. Seus dedos voaram pela tela, abrindo meu aplicativo de mensagens.
"O que você está fazendo?", perguntei, minha voz mal um coaxar, mas ele me ignorou.
Ele encontrou o contato de Anitta. Meu sangue gelou, mas eu estava fraca demais, atordoada demais para me mover. Ele digitou rapidamente e apertou enviar.
"Pronto", disse ele, devolvendo-me o celular com uma expressão presunçosa. "Eu pedi desculpas por você. E disse a ela que faria sua massa favorita para o jantar hoje à noite. Ela teve um dia difícil."
Meus olhos percorreram a mensagem que ele enviou de mim para Anitta. 'Me desculpe pelo mal-entendido, Anitta. Espero que esteja se sentindo melhor. O Caio vai fazer seu prato favorito hoje à noite, você deveria vir!'
Uma notificação apareceu imediatamente. A resposta de Anitta: 'Ah, Clarissa! Você é um doce. E Caio, você é o melhor! Mal posso esperar! Beijos'
Caio sorriu, claramente satisfeito consigo mesmo. Ele e Anitta trocaram uma enxurrada de mensagens, brincadeiras espirituosas e piadas internas, tudo através do meu celular. Eu os observei, dois estranhos conversando, como se eu nem estivesse no quarto, como se meu celular não fosse uma parte do meu corpo. Isso destacou o quão totalmente insignificante eu havia me tornado em minha própria vida.
Ninguém considerou meus sentimentos. Ninguém perguntou se eu queria me desculpar. Ninguém se importou que eu ainda estava fraca, ainda sangrando, ainda me recuperando da curetagem. Meu corpo doía, uma pontada surda e constante no meu abdômen. Era um lembrete físico do que ele havia roubado de mim, de nós.
Uma enfermeira entrou no quarto, sua expressão séria. "Sr. Stephenson, os papéis da alta estão prontos. Mas a Sra. Joyce ainda está bastante debilitada. Recomendamos mais uma noite de observação."
Caio a dispensou com um aceno. "Besteira. Ela está bem. Só precisa descansar em casa." Ele foi até o balcão, já assinando os papéis. "Honestamente, o custo desta estadia é astronômico. Pelo que exatamente vocês estão cobrando?"
Ele zombou, folheando a conta. "Isso é ridículo. A Anitta fez um pequeno procedimento ambulatorial no mês passado, e foi uma fração disso." Ele balançou a cabeça, resmungando baixinho. "Tudo isso por uma simples curetagem."
As palavras me atingiram como um golpe físico. Uma simples curetagem. Minha respiração ficou presa na garganta. Eu o encarei, meu coração batendo com uma mistura de choque e incredulidade total.
Peguei minha bolsa, minha mão tremendo levemente. Tirei meu cartão de crédito. "Eu pago", eu disse, minha voz rouca.
A enfermeira, uma mulher gentil de olhos suaves, olhou para mim com simpatia. Ela então se virou para Caio, sua voz tingida de raiva mal disfarçada. "Sr. Stephenson, sua noiva acabou de passar por um procedimento médico significativo. Ela precisa de cuidado, não de julgamento."
O rosto de Caio se contorceu em uma máscara de fúria. "E quem é você para me dizer sobre os cuidados da minha noiva? Fique fora dos nossos assuntos!", ele retrucou.
"Me desculpe, senhora", eu disse à enfermeira, forçando um sorriso fraco. "Ele só está estressado."
Caio agarrou meu braço, seu aperto forte e doloroso. "Vamos", ele rosnou, praticamente me arrastando para fora do quarto.
"Sra. Joyce, por favor, tenha cuidado!", a enfermeira gritou atrás de mim, sua voz cheia de preocupação genuína.
Enquanto caminhávamos pelo corredor estéril, o aperto de Caio nunca afrouxou. "O que foi aquilo?", ele sibilou, me puxando para um canto isolado perto dos elevadores. "Reclamando para estranhos agora? Me envergonhando na frente da equipe?"
Eu olhei para ele, meus olhos arregalados. "Eu não estava reclamando. Ela só estava preocupada."
Seu aperto se intensificou. "Preocupada? Ou você contou a ela alguma história triste sobre como eu 'forcei' você a fazer isso?" Seus olhos se estreitaram, a suspeita nublando suas profundezas.
"Eu não disse nada a ela, Caio. Não é assim."
"Então como é, Clarissa? Você está com raiva de mim?" Sua voz estava carregada de uma calma perturbadora, um aviso. "Porque sou eu quem tem cuidado de tudo. Sou eu quem está sob toda a pressão."
Eu suspirei, meu corpo pesado de exaustão. "Não, Caio. Não estou com raiva." A mentira tinha gosto de bile.
Seu rosto permaneceu sombrio, insatisfeito. "Tudo bem." Ele virou nos calcanhares e se afastou.
Tentei acompanhá-lo, mas minhas pernas pareciam gelatina. Meu abdômen latejava a cada passo. Caio não olhou para trás. Ele apenas continuou andando, me deixando para trás.
Ele chegou à saída do hospital, seu carro parado na calçada. Ele entrou, o motor roncando. Eu estava quase lá, tropeçando, alcançando a maçaneta da porta do passageiro.
Então, sem aviso, o carro deu um solavanco para frente. Minha mão escorregou. Perdi o equilíbrio, meus pés se enrolando debaixo de mim.
Eu caí. Com força. Minha cabeça bateu no asfalto. Uma dor lancinante explodiu atrás dos meus olhos, e tudo ficou preto.
Através do zumbido em meus ouvidos, ouvi sua voz, distante e abafada. "Clarissa? Ah, pelo amor de Deus. Você vai ser sempre tão desastrada?"
A próxima coisa que soube foi que eu estava de volta ao abraço estéril e branco do hospital. A mesma enfermeira gentil de antes estava ao meu lado, seu rosto marcado pela preocupação. Eu tinha uma dor latejante na cabeça e uma bandagem em volta dela. Concussão, ela explicou suavemente.
"Sinto muito", murmurei, minha voz rouca. "Sobre antes. Sobre o Caio."
Ela deu um tapinha na minha mão. "Não se desculpe por ele, querida. Descanse agora. Nós cuidaremos bem de você." Seu calor era um contraste gritante com a frieza indiferente que eu acabara de experimentar.
Meu celular vibrou na mesa de cabeceira. Eu o peguei, meus dedos desajeitados. Anitta Duncan. O nome dela brilhou na tela. Outro post em rede social. Meu estômago revirou.
Era uma galeria de fotos. Anitta, debruçada sobre Caio, rindo, a cabeça apoiada no ombro dele. O braço dele estava em volta da cintura dela, puxando-a para perto. Eles estavam em um restaurante chique, velas piscando, taças de champanhe tilintando. Em uma foto, ele estava dando a ela uma garfada de macarrão. O macarrão favorito dela.
A legenda dizia: "Tão feliz por ter minha rocha de volta. Algumas pessoas só sabem causar problemas, mas as conexões verdadeiras sempre vencem. Obrigada por uma noite perfeita, meu amor @CaioS."
Meu sangue gelou. Minha cabeça latejava, não apenas pela concussão, mas por uma nova onda de traição. Ele estava ostentando o relacionamento deles, menos de 24 horas depois de interromper secretamente nossa gravidez.
Outra notificação. Uma mensagem direta de Anitta. "Clarissa, querida, soube do seu tombinho. Sinto muito! O Caio me disse que você foi só um pouco desastrada. Ele está realmente preocupado com você, sabia? Mas você realmente deveria ter postado aquele pedido de desculpas como ele pediu. Teria evitado muitos problemas. Enfim, espero que você melhore logo! Beijos"
Não era um pedido de desculpas. Era uma ameaça velada, uma provocação distorcida. Ela estava usando o nome de Caio, a preocupação dele, para torcer a faca.
Eu me lembrava de Anitta de anos atrás. Ela e Caio namoraram no colégio. Mesmo naquela época, ela tinha um jeito de me minar sutilmente, sempre se posicionando como a vítima inocente. Eu sempre descartei isso como ciúme mesquinho. Agora, eu via o que realmente era - uma manipulação calculada. Minha raiva era um fogo frio e silencioso. Eu não a dignificaria com uma resposta.
Em vez disso, abri um aplicativo diferente. O contato da minha advogada. Beatriz Chase. Minha prima feroz e direta. Eu a fiz redigir um acordo pré-nupcial anos atrás, por insistência de Caio. Tinha uma cláusula para rescisão antecipada do noivado, em qualquer circunstância, garantindo-me uma participação significativa nas ações de sua empresa. Eu sempre pensei que era uma formalidade, um pedaço de papel bobo. Agora, era minha tábua de salvação.
Anexei os documentos legais e apertei enviar. Era isso. O fim de uma ilusão de sete anos.
Minha mente vagou de volta, para o começo. Para Caio.
Conheci Caio em um baile de caridade, um turbilhão de brilho e glamour. Ele era o garoto de ouro, o prodígio da tecnologia, encantando a todos na sala. Eu era apenas uma designer gráfica, apaixonada pelo meu trabalho, mas uma flor de parede em comparação. Quando nossos olhos se encontraram do outro lado da sala lotada, foi como um raio. Ele tinha aquele sorriso cativante, aqueles olhos intensos. Fiquei instantaneamente, irremediavelmente apaixonada.
Mas ele estava com alguém, Anitta Duncan. Sua namorada do colégio. Eles eram o casal 'do momento', destinados à grandeza, ou assim todos diziam. Eu observei de longe, meu coração doendo. Eu o persegui por meses, uma admiradora silenciosa e desesperada. Ele era educado, até amigável, mas sempre distante. Sempre mencionando Anitta.
Finalmente decidi desistir. Minha dignidade não aguentava mais. Comprei uma passagem de avião, planejando me mudar para o outro lado do país, para começar de novo, longe da dor do amor não correspondido.
Então, quando eu estava prestes a sair, ele ligou. Uma ligação em pânico, ofegante. Anitta o havia deixado. Ela encontrou outra pessoa, alguém mais rico, mais estabelecido. Ele estava de coração partido, devastado. Ele me implorou para ficar. Ele me disse que tinha sido tolo, que tinha sido cego. Que eu era a pessoa certa.
Parecia um sonho. Inacreditável. Ele dirigiu até o aeroporto, me encontrou no portão de embarque, lágrimas escorrendo pelo rosto, implorando para que eu lhe desse uma chance. Ele disse que me amava, que me amava de verdade. Meu coração, tão facilmente influenciado, derreteu. Cancelei meu voo. Abandonei meus planos, meu novo começo. Eu acreditei nele.
Pensei que meu amor, minha paciência, minha devoção inabalável, finalmente haviam valido a pena. Pensei que tinha encontrado meu felizes para sempre. Pensei que o tinha. Todo ele.