Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > A TENTAÇÃO
A TENTAÇÃO

A TENTAÇÃO

Autor:: RENATA PANTOZO
Gênero: Romance
Matheus tinha certeza que havia encontrado a mulher da sua vida. Estava certo que diria sim e que viveriam felizes para sempre. O problema é a tentação... Quando ela chega, toda certeza vira dúvida. Tudo vira uma enorme incerteza.

Capítulo 1 PRÓLOGO

NARRAÇÃO MATHEUS

Preciso arranjar uma forma de reverter o caso da Sra. Lins. Ela não pode perder a casa dela assim. Ainda não acredito que a Prefeitura pretende tomar a casa de uma velhinha de quase 80 anos.

- Matheus... Matheus...

Viro minha cabeça e vejo Eliana.

- Oi!

- Que mundo você está? Estou te contando sobre as coisas que fiz hoje para o nosso casamento e não ouviu uma palavra se quer.

- Me desculpe! Estou com um caso difícil.

- Esse caso é mais importante que o nosso casamento?

Minha mente grita sim, mas creio que não seja essa a resposta que Eliana queira ouvir. Ela nunca entenderia as dores de outras pessoas. Nessa parte é um pouco egoísta, mas nada que me faça ama-la menos.

- Claro que não! Desculpa!

Imaginar a Sra. Lins na rua enquanto me caso em uma cerimônia luxuosa é desagradável para mim.

- Então...

Volta a falar e finjo que presto atenção. Volto meus pensamentos para o processo da velhinha fofa que faz o melhor bolo de fubá do mundo.

************

Chegamos em frente a casa da minha noiva. Sua mãe nos espera na porta.

- O que faz aqui fora, Mãe?

Eliana pergunta assim que saímos do carro. Shirley me olha e sorri.

- Boa noite, Matheus!

- Boa noite, Sra. Dias!

- Shirley! Afinal em poucos dias fará parte de nossa família.

Fala e olha para Eliana.

- Seu pai está preso no trabalho, pediu para buscarmos sua irmã.

Vejo minha noiva revirar os olhos.

- Meia irmã.

Ela não fala dessa meia irmã. Nunca ouvi algo além de chata e arrogante. Sei que mora em outro Estado e que Eliana a suporta por causa do pai.

- Se eu pudesse nem a convidaria para o casamento.

- Mataria seu pai do coração.

- Eu sei...

Eliana bufa.

- Por que ela vem tão cedo? Podia vir no dia do casamento e ir embora no mesmo dia.

- Seu pai quer passar um tempo com ela.

- Que tempo? Ele só trabalha. Vai acabar sobrando pra mim, ficar com aquela lá.

- De qualquer forma, pode buscar sua irmã no aeroporto?

- Posso! Matheus me leva.

Certo! Tenho mil coisas para fazer e quer que a leve no aeroporto? Me viro para dizer que não posso, mas Eliana já está com o olhar pidão que usa sempre, quando quer que eu faça algo pra ela. Reviro meus olhos e a vejo sorrir.

- Entra no carro.

****************

O caminho para o aeroporto seguiu a mesma coisa. Eliana falando do casamento e eu pensando na Sra. Lins. Paro o carro no estacionamento e seguimos para a ala do desembarque.

- Ela sai por aquele portão.

Aponta Eliana para o portão dois. Ficamos de mãos dadas esperando e algumas pessoas começam a sair. Caramba! Sinto minha boca se abrir ao ver uma linda mulher de vestido preto e sobretudo da mesma cor, andando para fora do portão. Nossa! Ela não anda, ela flutua... É sensual, linda, sexy, gostosa, e...

- Oi, Eliana!

Puta merda... É a irmã da minha noiva.

- Natália...

Eliana responde secamente. Então lindos olhos castanhos me encaram.

- Você deve ser o noivo.

Abro minha boca para responder, mas nada sai. Ainda estou em choque com essa linda mulher a minha frente. Abre um lindo sorriso que faz minha boca acompanha-lo. Espero não estar sorrindo feito um imbecil. Seria constrangedor.

- Matheus!

Digo meu nome e ela se aproxima. Vem para o meu rosto e o beija.

- Prazer... Matheus...

Não, eu não posso ter uma ereção agora.

Capítulo 2 -1

Usando todo o meu autocontrole, consigo evitar uma ereção constrangedora e proibida.

- Como foi seu voo?

Eliana pergunta assim que a irmã se afasta de mim. Rapidamente minha noiva agarra meu braço e imagino que esteja mostrando que sou dela. Isso é estranho! Pra que fazer isso com a própria irmã?

- Bom!

Responde simplesmente, dando de ombros.

- Vamos logo pra casa.

Se vira me arrastando e olho para trás, vendo Natália nos acompanhando. Sorri para mim e balança a cabeça como se a cena fosse engraçada. Odeio quando Eliana me faz parecer um idiota.

**************

O caminho todo foi ouvindo minha noiva falando sem parar. O tempo todo olho pelo retrovisor para ver se a irmã dela está bem. Natália mantém seus olhos no celular e não me parece feliz. Solta o telefone no colo e suspirando, vira a cabeça para a janela. Alguma coisa a incomoda.

- Matheus!

O grito de Eliana me faz frear o carro bruscamente e escuto o som dos freios dos carros atrás de mim. Respiro aliviado quando ninguém bate em meu carro.

- O que houve, Eliana?

- Preciso passar no salão para deixar acertado o dia da noiva.

- Que merda!

Grito com ela, revoltado.

- Quase causa um acidente por causa de uma merda dessas?

- Merda?!?!? Se não passarmos lá agora, não terá uma noiva perfeita no nosso casamento.

- Você arranja outro lugar.

- Esse salão é o melhor de São Paulo. Não posso perder minha reserva.

Fecho meus olhos e respiro fundo para não surtar.

- Vamos passar, mas espero que não demore ou te deixarei no salão e vou para a minha casa.

- Ta... Ta... Ta...

Diz revirando os olhos, o que me irrita muito.

****************

Paro em frente ao salão.

- Não vai descer?

- Não...

Respondo sem olha-la.

- Natália, quer vir comigo?

- Não, obrigada!

Eliana abre a porta e sai do carro. Respiro fundo para aliviar a merda da raiva. Um silêncio perturbador surge. Olho pelo retrovisor e vejo olhos castanhos, virados para mim. Ficamos nos olhando sem dizer nada.

- Ainda dá tempo de desistir do casamento.

Ela diz sorrindo e me arrancando um sorriso.

- Sua irmã me mata se eu desistir agora.

- Você vai ser o tipo de marido mandado pela mulher. Sinto pena de você.

- Não é bem assim, apenas evito conflitos com Eliana.

- Evitar conflitos significa não dialogar?

- Quase isso.

Balança a cabeça com humor.

- Sinto te informar, mas seu casamento tende a falhar.

- É alguma especialista em casamento?

- Não...

Para de me olhar e vira para a janela.

- Como sabe que meu casamento tende a falhar?

Natália se mantém calada. Me assusto quando a porta do carro se abre bruscamente. Eliana entra irada e começa a falar sem parar. Não escuto merda nenhuma do que diz, meus pensamentos estão no que sua irmã disse. Ligo o carro e deixo minha noiva falando, enquanto sigo para a casa dela.

****************

Estaciono o carro em frente à casa e finalmente Eliana para de falar, saindo do carro.

- Você vai jantar com a gente hoje, preciso te mostrar algumas coisas.

Anda em direção a casa e escuto uma risada.

- Não vai responder "Sim, Senhora"?

Natália diz e abre a porta do carro.

- Ainda dá tempo de se livrar da escravidão da sinhazinha.

Tento não rir, mas não consigo. Entro na casa, logo atrás de Natália. Vejo Shirley se aproximar.

- Olá, Natália!

- Oi!

A forma ríspida com que ambas se cumprimentam me deixa confuso. Sei que Natália quase não é comentada na família e em dois anos com Eliana é a primeira vez que a vejo. Mas essa forma seca me mostra que tem algo nessa relação. O clima fica estranho e me sinto perdido.

- Eliana...

Chamo por socorro, para me tirar desse clima chato.

- Ela deve estar no quarto.

Shirley diz e me olha.

- Vou ver se o jantar está pronto.

- Vou me enfiar no quarto de hospedes.

As duas somem, ando em direção a sala e me sento. O tempo não passa e para mim, parece uma eternidade. Começo a ficar incomodado no sofá. Quero ir embora e cuidar dos meus processos, mas se for sem falar com Eliana, ela vai surtar. Levanto-me do sofá e decido ir falar com ela em seu quarto. Subo a escada e meu celular toca com uma mensagem. Tiro do bolso o celular, quando chego ao topo da escada. Encaro a mensagem de Elias, enquanto ando em direção ao quarto.

- Matheus!

Algo bate contra mim e meu celular cai no chão, sendo coberto em seguida por uma toalha. Meus olhos vão subindo por pernas longas, passando por coxas bem perfeitas. Mãos encobrem uma região que meus olhos desejavam muito ver. Vejo uma barriga com pequenas pintas. Uma cintura extremamente fina e paro em seios perfeitos. Uau! Perfeitos demais. Agora você sobe o olhar e descobre que é o corpo da sua cunhada que está te causando uma ereção. Cacete!!!! Ao invés de olhar para o rosto de Natália, meus olhos descem para a minha ereção constrangedora. Cara! Você só me ferra assim! Fecho um olho e subo a cabeça, olhando-a sem graça.

- Desculpa!

Não parece envergonhada por estar nua na minha frente.

- Desculpa por me ver nua ou por ter uma ereção?

- As duas coisas?

Digo sorrindo.

- Mãe, você viu a minha calça branca?

Eliana grita e escuto a porta de seu quarto se abrindo.

- Isso vai dar merda!

Sussurro e Natália se vira para ver a irmã saindo. Abraço-a por trás e a puxo para dentro do banheiro de novo. Empurro a porta com o pé, que bate com tudo.

- Mãe...

Eliana grita e acho que já deve estar no corredor. Agarrado a Natália, encosto minhas costas na porta a travando, caso tente entrar. Minha cunhada tem o cabelo em um coque, deixando seu pescoço exposto perto do meu nariz. Seu cheiro é doce e delicioso. Controlo o desejo de percorrer meu nariz pelo seu longo pescoço, mas não controlo o pulsar do meu membro em sua bunda.

- Seu pau está tremendo assustado com a situação?

Mordo meu lábio para não rir.

- Sim...

- Até seu pau vive na escravidão da sinhazinha.

- Só quero evitar problema para nós dois.

- Pode deixar, não quero que ela nos puna com uma chibata.

O trinco da porta gira com força, ela é empurrada com violência.

- Natália, já está tempo demais nesse banheiro. Sai dai agora!

Natália se vira em meus braços, colando seus seios nus em meu corpo.

- O que eu digo a sinhazinha?

Sussurra perto da minha boca e encaro seus lábios carnudos.

- Seu pau está tremendo de medo de novo.

Inferno de ereção pulsante.

Capítulo 3 -2

NARRAÇÃO MATHEUS

Tento pensar em alguma coisa.

- Diz que já vai sair.

- Já vou sair, Eliana.

Grita e sorri para mim.

- Ela não vai sair dessa porta, vai ficar para me irritar.

- Vou ficar plantada aqui até você sair, anda logo.

Natália revira os olhos como Eliana sempre faz, mas de uma forma diferente que não me irrita.

- Te disse.

Afasta o corpo do meu e rapidamente meus olhos vão para o seu sexo. Única parte que ainda não tinha visto.

- Escravo da sinhazinha tá olhando para a joia proibida. Pode parar de cobiçar o que não pode ter.

Desvio meus olhos, um pouco sem graça. Seu sexo é completamente depilado e deliciosamente atraente.

- Como vamos sair?

- Não faço ideia.

Passo a mão em meu rosto e a porta novamente é empurrada.

- Natália, sai logo desse banheiro. Preciso terminar de me arrumar, o Matheus daqui a pouco desiste de me esperar.

- Tenho certeza que dessa casa ele não vai sair. Pode ficar despreocupada.

Deus! Ela é terrível.

- Essa toalha no chão é sua? Se for eu não vou pegar, vai sair desse banheiro pelada.

Oh merda! A toalha está sobre o celular. Se Eliana pegar a toalha, vai ver meu telefone e vai saber que estou aqui em cima.

- Você é muito bundão.

Natália diz se aproximando.

- Seu pau até encolheu e imagino que seja de medo dela achar seu celular na minha toalha.

- Meu pau não encolheu de medo. Ele só deixou de ficar...

Paro de falar, pois não quero confessar uma ereção por ela.

- Sai da minha frente.

Me empurra para o lado.

- Seja rápido quando sair do banheiro.

- O que vai fazer?

Pega um creme na pia.

- Vou causar uma guerra com a minha irmã. Ela vai sair correndo atrás de mim e você sai do banheiro, pega o celular e desce.

- Ela vai correr atrás de você por causa de um creme? Gosta tanto assim dele?

- Não... Mas ela me odeia e o simples fato de usar algo dela, a transformará no satanás cuspidor de fogo.

Tento não rir, mas é impossível.

- Tem alguém ai com você?

Eliana diz batendo na porta.

- Não, estou falando com um amigo pelo viva voz.

O rosto de Natália se aproxima muito do meu.

- Escravo está pronto pra correr?

- Não me chame de escravo.

- Quer algo mais fofo?

Estreito meus olhos pra ela.

- Você fica fofo bravo.

- Vai logo irritar o satanás cuspidor de fogo.

- Gostou do apelido, né? Pode usar com ela na hora do sexo.

Começa a rir e segura a maçaneta.

- Aposto que vai amar.

Gira a maçaneta e abre a porta, me fazendo recuar atrás dela.

- Pronto, já estou saindo.

- Credo, garota! Não tem educação? Sabia que meu noivo está aqui e seria uma falta de respeito com ele aparecer assim?

- Aposto que odiaria me ver assim, afinal tem esse seu belo corpo. Pra que ver um magro como o meu que nem causa ereção.

Ela está debochada demais. Confesso que gosto disso nela.

- O que é isso na sua mão?

- O seu creme.

- Você usou meu creme?

- Vou usar.

- Não vai não, me devolve ele.

- Não...

- Natália, me dá ele.

- Vem pegar.

Posso ouvir a correria delas no corredor e um bater de porta. Saio de trás da porta do banheiro e olho o corredor. Não tem ninguém. Saio rapidamente e vou para a toalha no chão. Puxo-a e pego meu celular. Deixo a toalha no lugar e me ergo para ir embora.

- Matheus...

Oh caralho! Viro-me e vejo Shirley.

- O que faz aqui em cima?

Escuto a gritaria vindo do quarto.

- Ouvi gritos e vim ver o que era.

Ela respira fundo.

- É melhor descer e me deixar resolver isso.

Passa por mim e para o meu alivio não desconfia de nada. Antes que mais alguma merda aconteça, desço para a sala. Quase meia hora depois, Eliana desce parecendo mesmo o Satanás. Tento parecer sério e me controlo muito para não rir.

- Tudo bem?

- Agora sim...

Senta do meu lado e bufa.

- Odeio essa garota. Precisa ir embora logo.

- Ela é sua irmã, Eliana.

- Meia irmã, graças a Deus, não temos nada em comum. Ela é como a mãe idiota dela.

A porta da sala se abre e vejo o Sr. Dias entrar. Me levanto do sofá.

- Sr. Dias!

O cumprimento e ele sorri.

- Já disse que pode me chamar de Mauricio. Em breve será parte da família.

- Papai!

Eliana vai até o pai e o beija no rosto.

- Tudo certo com os preparativos?

- Sim...

Minha noiva responde animada e já começa a falar sem fim. Quero ir embora, não aguento mais a ouvi-la sobre o que escolheu. Minha atenção some dos dois e está em uma mulher maravilhosa que desce a escada. Natália está com um vestido verde na altura das coxas. Ele tem um pequeno decote e sei que não usa sutiã, pelos seus bicos duros empurrando o tecido do vestido. Não, garotão! Nem pensar em ficar duro de novo. Fecho meus olhos e respiro fundo.

- Natália, querida!

Abro meus olhos e vejo Mauricio abraçar a filha.

- Oi, Pai!

Ela não parece animada em vê-lo.

Os dois começam a falar da viagem e Eliana não gosta muito de ser interrompida de sua falação. Shirley surge na sala e avisa que o jantar está servido. Sou agarrado pelo braço e puxado para a sala de jantar pela minha noiva. Todos se sentam e para o meu desespero, estou de frente para os bicos duros, que parecem apontar para mim de forma provocante.

- O que temos para o jantar, mamãe?

- Maminha assada.

Quero rir com a ironia.

- Sabe que não como carne vermelha.

- Fiz um peito desfiado pra você, Eliana.

Maminha... Peito... estou ferrado. É muita teta sendo esfregada na minha cara hoje. Sirvo-me e começo a cortar a carne, evitando olhar para bicos provocadores. O assunto novamente na mesa é o casamento e Eliana começa a falar sem parar. A atenção dela esta nos pais, que escutam atentos. Olho para frente e vejo Natália me encarar. Ela tem um sorriso no rosto que me preocupa. Lambe os lábios e morde o inferior. Sem tirar os olhos dos meus, corta a carne e leva a boca. Seus lábios envolvem o garfo e a forma como puxa é extremamente sexy. Tento parar de olha-la e pego o copo com suco a minha frente. Levo a minha boca e bebo todo o liquido de uma vez. A mão de Eliana vem para a minha perna e ela desliza até meu membro o achando duro. Para de falar e se vira pra mim. Mantenho meus olhos no prato.

- O que foi Eliana?

Escuto sua mãe perguntar, já que parou de falar do nada.

- Está tudo bem, Matheus?

Sei que pergunta por causa da ereção. Não costumo andar de pau duro assim. Maldita cunhada gostosa.

- Está!

Respondo e volto a comer. Eliana continua me olhando por segundos e volta a olhar os pais e falar sem parar. Ergo meus olhos e vejo Natália limpar a boca com o guardanapo.

- Se me dão licença!

Diz se levantando da cadeira.

- Estou muito cansada e vou me deitar.

- Boa noite, filha!

- Boa noite!

Vira-se e sai da sala de jantar, me fazendo respirar aliviado e a ereção diminuir.

*************

Terminamos de jantar e seguimos para a sala.

- Acho que vou embora.

- Ainda tenho que te mostrar algumas coisas.

- Eliana, tenho certeza que pode escolher sem mim. Confio no seu bom gosto. Tudo ficará perfeito.

Ela me abraça forte.

- Te amo!

- Também te amo.

Despeço-me de seus pais e ela me leva até a porta.

- Nos vemos amanhã na prova do bolo.

- Te pego aqui?

- Sim...

Me puxa pela camisa e me beija. Estranhamente seu beijo não mexe comigo. Mesmo ela me devorando, não consigo devolver o mesmo desejo. Seus lábios soltam os meus.

- Você está estranho. Teve uma ereção do nada e achei que me beijaria com tesão. Acabou de me dar um beijo frio.

- Meu corpo hoje está estranho, estou cansado.

- Tudo bem!

Sela seus lábios nos meus.

- Te amo!

Sussurra e me observa ir para o carro. Entro e buzino pra ela, antes de partir. Nem bem entro na esquina da casa dela, vejo um vestido em um corpo muito familiar. Diminuo a velocidade do carro e abaixo o vidro do lado do passageiro.

- Achei que fosse descansar da viagem.

Natália para de andar e me olha. Paro o carro e ela vem até a janela. Se curva e quase posso ver seus seios, seus bicos duros.

- Era só pra fugir da falação da sinhazinha satanás.

Nós dois estamos rindo.

- Agora eles devem achar que estou dormindo e posso curtir a noite.

- Pra onde vai?

- Não sei! Não conheço muito a cidade.

- O que pretende fazer?

- Beber até esquecer que estou nesta merda de cidade.

- Entra, vou te levar em um bar de um amigo.

- Não precisa! Vou andando e vejo o que acho.

- Entra logo, também preciso beber.

- Também quer esquecer a sinhazinha satanás?

- Não posso esquecê-la, será minha futura esposa.

- Ainda dá tempo de desistir.

- Entra logo!

Abre a porta do carro e entra.

- Não diga a sua irmã sobre esse bar.

- Pode deixar! Será um segredo da senzala. A pretinha aqui não contará nada sobre a vida noturna do pretinho.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022