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A Traição Dele, A Vingança Bilionária Dela

A Traição Dele, A Vingança Bilionária Dela

Autor:: Bu Chuan Hua Ku Cha
Gênero: Moderno
Por três anos, eu interpretei o papel de uma dona de casa simples para o meu marido, Caio. Eu enterrei meu verdadeiro eu - Helena Castilho, herdeira de uma gigantesca empresa de segurança - para ser a esposa tranquila que ele dizia amar. Então, uma usina química explodiu. No meio do caos, Caio protegeu sua colega de equipe, Camila, e me deixou para trás em um prédio que desabava. "Esqueçam ela", eu o ouvi dizer aos seus homens. "Ela é inútil. Um peso morto." Eu sobrevivi, apenas para ele me forçar, enquanto eu estava ferida e com febre, a doar sangue para Camila por causa dos ferimentos "graves" dela. Mas então eu os ouvi rindo no quarto ao lado. Os ferimentos dela eram uma mentira. Era tudo uma "pequena lição", ele disse, para me ensinar o meu lugar. Enquanto meu próprio ferimento se abria e o sangue manchava meu pijama, peguei o dispositivo escondido na minha bolsa. "Falcão se apresentando." Uma voz grave respondeu instantaneamente. "Bem-vinda de volta, passarinho. Estávamos esperando."

Capítulo 1

Por três anos, eu interpretei o papel de uma dona de casa simples para o meu marido, Caio. Eu enterrei meu verdadeiro eu - Helena Castilho, herdeira de uma gigantesca empresa de segurança - para ser a esposa tranquila que ele dizia amar.

Então, uma usina química explodiu. No meio do caos, Caio protegeu sua colega de equipe, Camila, e me deixou para trás em um prédio que desabava.

"Esqueçam ela", eu o ouvi dizer aos seus homens. "Ela é inútil. Um peso morto."

Eu sobrevivi, apenas para ele me forçar, enquanto eu estava ferida e com febre, a doar sangue para Camila por causa dos ferimentos "graves" dela.

Mas então eu os ouvi rindo no quarto ao lado. Os ferimentos dela eram uma mentira. Era tudo uma "pequena lição", ele disse, para me ensinar o meu lugar.

Enquanto meu próprio ferimento se abria e o sangue manchava meu pijama, peguei o dispositivo escondido na minha bolsa. "Falcão se apresentando."

Uma voz grave respondeu instantaneamente. "Bem-vinda de volta, passarinho. Estávamos esperando."

Capítulo 1

Eu interpretei o papel por três anos. Três longos anos fingindo ser alguém que eu não era, tudo por um homem que não merecia um pingo da minha verdade.

Helena Castilho, a estrategista formada na FGV, a única herdeira de uma colossal empresa de segurança privada, tornou-se Helena Bastos. A esposa tranquila que adorava cozinhar. Aquela que sempre tinha uma refeição quente pronta.

Caio, meu marido, uma vez disse que amava minha "simplicidade". Ele a chamava de sua fuga do mundo de alto risco em que vivia. Agora, essa simplicidade era um fardo. Uma fraqueza que ele desprezava abertamente.

Seus olhos, antes cheios de um calor protetor por mim, agora seguiam Camila Prado pela sala. A independência dela, seu espírito feroz - eram essas as coisas que ele elogiava. Eram essas as coisas que ele agora exigia de mim, as qualidades que eu havia enterrado por ele.

Eu os vi. Enquadrados na porta do nosso escritório. A mão dele repousava no braço dela, uma risada escapando dos lábios dela. Era íntimo demais para colegas de equipe.

"Camaradagem profissional", ele chamou mais tarde naquela noite. Sua voz era fria. Meu coração sentiu o mesmo.

Aconteceu de novo. E de novo. Cada vez, uma nova rachadura na fundação que eu construí sobre mentiras.

O aniversário da morte dos meus pais amanheceu cinzento e pesado. Um dia que me quebrava de novo a cada ano.

Passei a manhã no túmulo deles, sozinha. O mármore frio refletia minha solidão.

Mais tarde, o Grupo Castilho os homenageou em uma cerimônia privada. Gael, o braço direito mais confiável do meu pai, ficou ao meu lado. A lealdade dos meus "Tios" era um contraste gritante com o vazio da minha própria casa.

Um arquivo pesado e timbrado foi colocado em minhas mãos. O futuro do grupo, meu direito de nascença, exposto. Era a hora.

Caio não estava lá. Ele estava cuidando do "ferimento leve" de Camila - um joelho ralado, eu ouvi. Minha dor parecia trivial perto das necessidades dela.

Quando ele finalmente chegou em casa, horas depois, eu o encontrei na porta. "Onde você estava?" Minha voz era um fio. Frágil.

Ele suspirou, um som pesado e impaciente. "Helena, você não consegue entender? Este é o meu trabalho. Você está sendo irracional."

Irracional? Meus pais se foram. Ele se foi. E eu, a "esposa dócil", era irracional. A palavra tinha gosto de cinzas.

"Não está acontecendo nada", ele rosnou. "Você é apenas insegura. É sempre sobre você, não é?"

"Você fica em casa o dia todo. O que você sequer faz?" Suas palavras eram veneno. Cada uma, um novo corte.

Eu ouvi mais tarde. Da cozinha, onde eu preparava o jantar que ele não comeria. Caio e seus camaradas. "Esposa-troféu inútil", um deles riu. Caio não o corrigiu. Ele apenas gargalhou.

As palavras "esposa-troféu inútil" pairavam no ar. Um título que ele mesmo havia me dado. E depois desprezado.

A Helena dócil e submissa estava morta. Sua morte não foi súbita. Foi uma sufocação lenta e agonizante, alimentada pelo desprezo dele.

Lembrei-me da FGV. A melhor da minha turma. O rigoroso treinamento de combate que completei antes mesmo de poder beber legalmente.

Eu havia desistido da minha dignidade, da minha identidade. Por um amor que me mastigou e me cuspiu fora.

Chega. Helena Castilho estava voltando. E ela estava trazendo o Falcão com ela.

Meu comunicador seguro, escondido no fundo de um pote de biscoitos, ganhou vida. "Falcão se apresentando."

A voz de Gael era grave. Estava tingida de alívio. "Bem-vinda de volta, passarinho. Estávamos esperando."

"Diga aos Tios que estarei de volta ao meu lugar de direito na lua nova." Minha voz, antes tão suave, parecia feita de aço.

Os suéteres macios de caxemira foram substituídos por terninhos de corte afiado. Meu cabelo, antes solto, foi puxado para trás. Revelava as linhas determinadas da minha mandíbula.

Minha nova equipe, toda escolhida a dedo, saudou com firmeza. "Comandante." O título parecia uma segunda pele.

Meu celular vibrou. Caio. "Helena, o jantar não está pronto. E a Camila precisa que você pegue os resultados do exame de sangue dela." Ele ainda achava que era meu dono.

Esta noite, a esposa dócil morreria. Para sempre.

Entrei na minha casa. A casa dele. Nossa casa. Camila saiu do meu quarto, apertando o cinto do meu robe de seda em volta da cintura.

Capítulo 2

Camila apertou o cinto do meu robe de seda, a seda grudando em suas curvas desconhecidas. Meu robe.

Ela olhou para cima. Seus olhos se arregalaram, um lampejo de surpresa, depois algo mais frio. "Helena? O que você está fazendo aqui?"

Sua voz estava carregada de uma doçura artificial. Arranhava meus ouvidos.

"Você parece... diferente", disse ela, seu olhar percorrendo meu terninho. "Tentando me copiar agora?"

Eu não respondi. Apenas passei por ela. Cada passo era deliberado. Caminhei em direção a Caio.

Ele estava sentado na ilha da cozinha, rolando o feed do celular. Ele ergueu os olhos, seu olhar encontrando o meu. Seu queixo caiu.

"Helena?" Ele olhou para mim, depois para Camila. Sua confusão era quase cômica.

Então seu rosto endureceu. "O que é isso, uma fantasia? Tentando fazer uma piada?" Seu tom era desdenhoso.

"Não é piada, Caio." Minha voz estava firme. "Esta sou eu."

Virei-me para Camila. "Por que você está no meu robe? Na minha casa? No meu quarto?"

Caio bateu o celular na bancada. "Helena, não seja dramática. Ela dormiu aqui. Estávamos trabalhando até tarde."

Ele olhou para Camila com um sorriso suave. "Camila, você está pronta para suas férias em Fernando de Noronha no próximo mês? Aquelas que eu organizei para você?"

Camila sorriu radiante, me ignorando. "Ah, sim! Mal posso esperar! E a operação 'Serpente do Deserto'? Ainda está de pé?"

Caio assentiu, sua atenção totalmente nela. "Claro. É crucial. Não se preocupe, querida. A Helena vai entender." Ele olhou para mim, um sorriso condescendente no rosto. "Ela sempre entende, não é, Lena? A forte e silenciosa."

Eu já sabia o que ele ia dizer. Quase podia ouvir o eco de suas palavras antes que ele as pronunciasse.

Tirei uma pasta elegante e timbrada da minha bolsa. Coloquei-a suavemente na bancada entre nós.

Papéis do divórcio.

Virei-me e caminhei até a porta da frente. O metal frio da maçaneta era bom na minha mão.

"Helena! Onde você vai?" A voz de Caio era aguda. Cheia de incredulidade.

Parei, minha mão ainda na maçaneta. "Tornar isso oficial."

Ele riu, um som áspero e sem humor. "Você não pode ir embora, Helena. Você não tem nada sem mim. Você estará de volta para o jantar."

Camila deu um passo à frente, um sorriso triunfante no rosto. "Algumas mulheres precisam de um homem para se sentirem completas. Nem todas nós somos assim." Ela olhou para mim, seus olhos desafiadores. "Algumas de nós são fortes, independentes."

Soltei uma risada fria e sem humor. Olhei para eles. Caio já estava servindo uma tigela de sopa para Camila. Ele soprou suavemente e depois entregou a ela.

Ele então serviu sopa em outra tigela. Empurrou-a em minha direção sem olhar. "Aqui, Helena. Coma alguma coisa."

Empurrei a sopa para longe. O líquido transbordou. "Fiquem com ela. Vocês dois." Minha voz era um sussurro, mas cortou o ar.

Eu estava prestes a proferir as palavras que nos separariam para sempre.

A casa tremeu. Um tremor violento. A tigela de sopa se espatifou no chão.

Capítulo 3

O chão tremeu sob meus pés. A tigela de sopa se estilhaçou. O lustre acima de nós balançou descontroladamente, ameaçando se soltar do teto.

Caio não hesitou. Ele agarrou Camila, puxando-a para perto, protegendo-a com seu corpo. Ele pressionou a cabeça dela contra seu peito.

Eu fiquei sozinha. Instável. Invisível. Assim como quando estive no túmulo dos meus pais. Ele também não estava lá naquela época.

O tremor parou tão abruptamente quanto começou.

"Camila, você se machucou? Você está bem?" Sua voz estava carregada de preocupação. Suas mãos percorriam o corpo dela, procurando por ferimentos.

Ela se agarrou a ele, choramingando. "Acho que estou bem."

Então, quase como um pensamento tardio, Caio se virou para mim. "Helena? Você está... bem?" Seus olhos mal me registraram.

"Foi apenas instinto, Helena. A Camila está na minha equipe. Minha responsabilidade." Ele não ofereceu desculpas. Apenas justificativa.

"Você não está na minha equipe, Helena. Você apenas... mora aqui." Ele deu de ombros. Era uma explicação, não uma desculpa.

Eu não disse nada. Meus olhos pareciam vazios. Meu rosto, eu sabia, era uma máscara.

Movi-me em direção ao vidro quebrado. Peguei um caco, examinando sua borda irregular. Vi meu reflexo ali. Distorcido.

Então veio o lamento. A sirene de ataque aéreo da cidade. Um grito gutural que ecoou pelas ruas.

O comunicador de Caio berrou. "Bastos, se apresente! Desastre na usina química! Todas as unidades, em posição!"

Ele já estava se movendo. Pegou seu equipamento, o rosto sombrio. "Camila, fique segura. Mantenha a cabeça baixa."

"Eu vou com você." Minha voz era firme. Inabalável.

Ele parou, olhando para mim enquanto eu me levantava do chão. Meus movimentos eram fluidos. Sem esforço. Apesar do tremor, apesar do vidro quebrado, eu me movia com uma graça que ele nunca tinha visto.

Ele zombou. "Não seja ridícula, Helena. Você só vai atrapalhar. Este não é o seu mundo."

"É agora." Meus olhos encontraram os dele. Não havia suavidade ali. Nenhuma docilidade.

Camila, sempre a estrategista, colocou a mão no braço de Caio. "Talvez ela possa ajudar, Caio. Precisamos de toda a ajuda possível." Ela me deu um sorriso forçado e apertado.

Ele hesitou, depois assentiu com relutância. "Tudo bem. Mas fique atrás de mim. Não toque em nada."

A zona do desastre era o caos. Metal retorcido. Fumaça. O cheiro acre de produtos químicos queimava minhas narinas. Corpos espalhados.

Camila ofegou, a mão voando para a boca. Ela balançou. A brutalidade crua de tudo aquilo era demais para ela.

Ela tropeçou para a frente, enterrando o rosto no peito de Caio. Ele a abraçou, confortando-a. "Está tudo bem, Cami. Apenas respire."

Ele olhou por cima do ombro dela, seus olhos encontrando os meus. "Viu, Helena? Este não é o seu lugar. Você é frágil demais para isso."

Eu não respondi. Não vacilei. Apenas me movi.

Movi-me pelos destroços. Minhas mãos, antes acostumadas a sovar massa, agora levantavam escombros. Meus olhos, antes lendo receitas, agora localizavam sobreviventes. Trabalhei com uma eficiência silenciosa. Eu fui treinada para isso. Não em uma cozinha macia, mas em campos de batalha reais. Meu pai havia garantido isso, muito antes de Caio.

"Ela leva jeito", ouvi um paramédico dizer a um bombeiro. "Raciocínio rápido."

Camila me observava. Seus olhos se estreitaram. Um brilho agudo de ressentimento.

Ela se aproximou, estendendo uma garrafa de água. "Aqui, Helena. Você parece com sede." Sua voz era enjoativamente doce.

Eu a ignorei. Meu foco estava em uma criança presa. Os choros da criança eram fracos.

"Helena!" A voz dela agora era aguda. Impaciente.

Eu não me virei. Minhas mãos já estavam cavando. Rápido.

Seu suspiro furioso foi alto. Senti a água fria atingir minhas costas. Encharcou minha camisa.

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