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A Vergonha Secreta Dela, o Caso Público Dele

A Vergonha Secreta Dela, o Caso Público Dele

Autor:: Hannah
Gênero: Romance
Na noite do meu casamento, meu recém-marido, João Pedro, estava apagado de bêbado. Minha melhor amiga de vinte anos, Carla, me mandou uma mensagem com um conselho prático: dê a ele água com mel e deixe-o dormir para curar a bebedeira. Mas, assim que ele se acalmou, me puxou para perto, seu hálito quente no meu pescoço. "Eu te amo tanto, tanto, Carla", ele sussurrou. Então eu vi. Uma tatuagem que eu nunca tinha visto antes, uma única letra 'C' gravada diretamente sobre o coração dele. Na manhã seguinte, no meu aniversário, Carla apareceu com um bolo, seu sorriso doce como veneno. Depois de uma mordida, minha garganta começou a fechar. Amendoim. Ela sabia que eu tinha uma alergia mortal. Enquanto eu lutava por ar, o primeiro instinto de João Pedro não foi me ajudar, mas defendê-la. Ele se colocou entre nós, o rosto uma máscara de fúria. "Qual é o seu problema com ela?", ele exigiu, cego para o fato de que sua esposa estava sufocando na sua frente. Eu tropecei, tentando alcançar minha caneta de adrenalina, mas ele agarrou meu braço, me puxando de volta. "Você vai pedir desculpas para a Carla agora mesmo!" Com o resto das minhas forças, eu dei um tapa na cara dele. "Estou grávida", eu disse com a voz rouca. "E não consigo respirar."

Capítulo 1

Na noite do meu casamento, meu recém-marido, João Pedro, estava apagado de bêbado. Minha melhor amiga de vinte anos, Carla, me mandou uma mensagem com um conselho prático: dê a ele água com mel e deixe-o dormir para curar a bebedeira.

Mas, assim que ele se acalmou, me puxou para perto, seu hálito quente no meu pescoço. "Eu te amo tanto, tanto, Carla", ele sussurrou. Então eu vi. Uma tatuagem que eu nunca tinha visto antes, uma única letra 'C' gravada diretamente sobre o coração dele.

Na manhã seguinte, no meu aniversário, Carla apareceu com um bolo, seu sorriso doce como veneno. Depois de uma mordida, minha garganta começou a fechar. Amendoim. Ela sabia que eu tinha uma alergia mortal.

Enquanto eu lutava por ar, o primeiro instinto de João Pedro não foi me ajudar, mas defendê-la. Ele se colocou entre nós, o rosto uma máscara de fúria. "Qual é o seu problema com ela?", ele exigiu, cego para o fato de que sua esposa estava sufocando na sua frente.

Eu tropecei, tentando alcançar minha caneta de adrenalina, mas ele agarrou meu braço, me puxando de volta. "Você vai pedir desculpas para a Carla agora mesmo!"

Com o resto das minhas forças, eu dei um tapa na cara dele.

"Estou grávida", eu disse com a voz rouca. "E não consigo respirar."

Capítulo 1

A noite do meu casamento deveria ter sido perfeita, mas João Pedro estava impossivelmente bêbado. Ele mal conseguia ficar de pé, arrastando as palavras enquanto nossos amigos o guiavam para a suíte do hotel. A porta se fechou com um clique, nos deixando em um silêncio que parecia alto demais.

Olhei para ele, caído na beirada da nossa cama king-size, e uma onda de desamparo me atingiu. Este não era o homem com quem eu tinha acabado de me casar. Era um estranho. Meu coração doía por ele, pela noite perfeita que estava escapando por entre os dedos.

Meu celular vibrou. Era uma mensagem de Carla, minha melhor amiga há vinte anos. *Ele provavelmente só bebeu demais, Alice. Dê um pouco de água com mel e deixe ele dormir. De manhã ele vai estar ótimo.*

Senti meu rosto corar. Carla sempre sabia o que fazer. Sua mensagem, tão prática, também continha uma pitada das expectativas da noite, e senti uma tímida esperança de que as coisas ainda pudessem dar certo.

Fiz o que ela disse. Pedi água com mel ao serviço de quarto e gentilmente o convenci a beber. Ele estava dócil, como uma criança, fazendo tudo o que eu pedia sem reclamar.

Lentamente, a energia frenética o deixou, e ele se acalmou, sua respiração se tornando regular enquanto se deitava contra os travesseiros. Ele finalmente estava quieto.

Peguei meu celular novamente, querendo responder a Carla, agradecer por ser a calma na minha tempestade, como sempre era.

De repente, braços fortes me envolveram por trás, me puxando contra um peito quente. João Pedro não estava dormindo. Seu hálito estava quente no meu pescoço.

"Eu te amo", ele sussurrou, a voz grossa e embargada. Não era o sussurro amoroso de um recém-marido. Parecia uma confissão arrancada de sua alma.

"Eu te amo tanto, tanto, Carla."

O nome pairou no ar, um veneno. Ele não disse Alice. Ele disse o nome da minha melhor amiga.

A camisa dele havia se aberto em seu estado de embriaguez. Ali, no lado esquerdo do peito, diretamente sobre o coração, havia uma tatuagem que eu nunca tinha visto antes.

Era uma única e elegante letra 'C'.

Minha mente ficou em branco. O mundo girou, os sons se transformaram em um zumbido surdo nos meus ouvidos. O homem me segurando, o quarto, o vestido branco pendurado na porta - tudo parecia um filme que eu assistia de muito longe.

C. Carla. O 'C' era para Carla.

Tudo se encaixou. A razão pela qual ele ficou tão bêbado que mal conseguia se manter em pé. A razão pela qual ele olhava para além de mim na recepção, seus olhos procurando por outra pessoa. Ele não estava celebrando nossa união. Ele estava de luto por ela.

Fiquei ali, congelada em seus braços, pelo que pareceu uma eternidade. Eu não conseguia me mover. Eu não conseguia respirar.

Lentamente, a sensação voltou aos meus membros, um pavor gelado se infiltrando em meus ossos.

Meu celular vibrou novamente na mesa de cabeceira.

Afastei-me dele, meus movimentos rígidos e robóticos. Ele não percebeu, já perdido em um sono de bêbado.

Encarei a tela brilhante.

A mensagem era de Carla.

Capítulo 2

*Ele está bem? Te deu muito trabalho? Eu me preocupo com você, Alice. Ele fica tão emotivo às vezes. Não esquece de dar o remédio para o estômago dele de manhã, você sabe como ele fica.*

A mensagem era longa, uma lista detalhada de instruções disfarçadas de preocupação. Continuava e continuava, cada palavra uma pequena e afiada pontada.

Eu não conseguia me concentrar no texto. Minha visão embaçou.

Minha mente viajou pelos anos. Carla, sempre tão prestativa. Carla, chamando o guincho quando o carro de João Pedro quebrou porque eu estava presa em uma reunião. Carla, me lembrando qual antiácido comprar para o estômago sensível dele.

Carla, até mesmo me dando "conselhos" sobre nossa vida sexual, me dizendo o que João Pedro "poderia gostar", seu tom tão casual, tão fraternal.

Ela sempre foi tão calma, tão compreensiva, não importava o quê. Ela nunca ficava com raiva, nunca parecia se importar em ser minha sombra, a coadjuvante prestativa.

E eu tinha sido tão grata. Tão incrivelmente, estupidamente grata.

Meus dentes começaram a bater, um tremor violento percorrendo meu corpo. A sensação de ter sido feita de boba era uma doença física, subindo pela minha garganta.

Meu celular vibrou de novo, implacavelmente. Uma nova mensagem. Depois outra. Então começou a tocar, a foto de Carla preenchendo a tela.

O som ecoou na suíte silenciosa e opulenta, um alarme estridente sinalizando um desastre.

Eu sabia que ela não pararia. Carla nunca parava até conseguir o que queria. Era uma característica que eu costumava admirar como persistência. Agora eu via o que era: uma necessidade implacável e sufocante de controle.

Eu não daria a ela a satisfação de uma resposta. Eu não jogaria o jogo dela.

Então, um som diferente cortou o ambiente. Um toque suave e melódico. Era o celular de João Pedro. Um toque personalizado. Um que eu nunca tinha ouvido antes.

João Pedro, que estava morto para o mundo, se mexeu instantaneamente. Seus olhos se abriram de repente.

Ele procurou o celular, seus movimentos subitamente ágeis e alertas. Ele atendeu, desligando rapidamente o viva-voz, de costas para mim.

"Oi", ele murmurou, e as linhas duras em seu rosto se suavizaram. O homem fraco e bêbado se foi, substituído por alguém gentil e atencioso.

Uma risada baixa escapou de seus lábios, um som de felicidade pura e genuína.

Eles estavam completamente perdidos em seu próprio mundo. Ele nunca olhou por cima do ombro para ver se eu estava lá. Ele havia esquecido que sua esposa estava no quarto na noite de núpcias.

E Carla. Ela também esqueceu? Ou ela simplesmente não se importava de estar ligando para o meu marido, a essa hora, nesta noite?

A ligação se estendeu, noite adentro. Eu apenas fiquei sentada, observando o homem com quem me casei sussurrar palavras doces para a minha melhor amiga.

Quando ele finalmente desligou, o sorriso ainda pairava em seus lábios. Seus olhos, cheios de um calor que eu não via o dia todo, finalmente me encontraram.

Ele olhou para mim por alguns segundos.

Por um momento louco, pensei que ele poderia dizer algo. Pedir desculpas. Explicar. Qualquer coisa.

Mas a realidade desabou, estilhaçando o que restava da minha dignidade.

"Por que você não atendeu a Carla?", ele perguntou, a voz carregada de irritação. "Ela estava preocupada com você."

Ouvi algo quebrar dentro de mim. Foi um som baixo e definitivo.

"O quê?", sussurrei, a palavra quase inaudível.

Seu rosto endureceu. A breve suavidade que ele mostrou a Carla desapareceu, substituída por uma irritação fria. Foi como ver uma máscara cair.

"Ela te ligou e mandou um monte de mensagens. Ela só estava tentando ajudar. Você está tentando fazê-la se sentir mal?"

Ele falava dela com tanto cuidado, com tanta ternura. Ele sabia que ela era sensível. Ele sabia que ela precisava de reafirmação.

Ele sabia tudo sobre ela.

Mas não tinha a menor ideia do que estava acontecendo comigo.

Eu apenas o encarei. Era como vê-lo pela primeira vez. Este homem bonito, bem-sucedido, de boa família, meu amor de infância, era um completo estranho.

Talvez ele tenha visto o olhar no meu rosto. Talvez um pingo de sobriedade tenha atravessado a névoa.

Ele fez uma careta e cobriu o rosto com a mão. "Alice, me desculpa."

Ele se moveu em minha direção, estendendo a mão para me abraçar. "Me desculpa, eu só... estou bêbado."

Pressionei os lábios, lutando contra as lágrimas que queimavam meus olhos.

Eu o afastei gentilmente.

Meu dedo tremendo, apontei para o 'C' em seu peito.

"O que é isso, João Pedro?"

Ele ficou em silêncio. Olhou para a tatuagem e, por um momento, seus olhos se perderam, imersos em uma memória que não me incluía.

Naquele silêncio sufocante, eu soube de tudo. Eu não precisava que ele dissesse uma palavra.

Levantei-me e caminhei até o banheiro, meus movimentos lentos e deliberados. Limpei a maquiagem borrada, meu reflexo um fantasma pálido de olhos fundos.

Quando saí, ele estava no meu caminho, bloqueando a porta.

Ele agarrou meus braços, seu aperto desesperado. "Alice, por favor."

"Não é o que você está pensando", disse ele, a voz rouca. "Carla e eu, nós não... Foi só uma paixão. Há muito tempo. Não significa nada agora."

"Eu vou remover", ele implorou. "Amanhã. Eu vou cobrir. Por favor, Alice. Não seja assim."

Meu corpo tremia. Minha mente era uma tempestade caótica de traição e dor.

Nesse exato momento, meu celular vibrou novamente. Não era Carla desta vez.

Era uma mensagem da minha mãe. *Espero que vocês dois estejam tendo uma noite maravilhosa. Não se esqueça de tomar seu remédio para o coração antes de dormir, querida. Te amo.*

Minha mãe. Sua condição cardíaca crônica. Eu não podia contar a ela. Não agora. O choque poderia ser demais para ela.

Olhei para o rosto desesperado e suplicante de João Pedro.

No silêncio mortal da nossa suíte de núpcias, eu lentamente assenti.

Capítulo 3

Dormi na beiradinha da cama, um abismo de lençóis frios entre nós. Quando o braço de João Pedro caiu sobre mim durante o sono, eu me encolhi e me afastei, seu toque parecendo uma marca de ferro.

Uma vibração do meu celular no escuro me assustou. Eu não precisava olhar. Eu sabia quem era.

Era Carla. *O João Pedro gritou com você? Eu disse pra ele não beber tanto. Se ele foi grosso, me fala que eu dou um jeito nele.*

A mensagem era tão perfeitamente elaborada, uma mistura de preocupação e raiva justa em meu nome. Mas eu podia ver a verdadeira pergunta escondida sob as palavras: *Ele escolheu você ou a mim?*

Um fogo amargo e competitivo que eu nunca soube que tinha surgiu dentro de mim.

Tirei uma foto de João Pedro, dormindo profundamente ao meu lado, a cabeça no travesseiro, parecendo um marido satisfeito.

Enviei para ela. *Ele está bem. Só cansado. Vamos cobrir aquela tatuagem antiga dele amanhã. Ele diz que é hora de deixar o passado para trás.*

Pela primeira vez em toda a noite, ela não respondeu imediatamente.

Senti um prazer agudo e vingativo. Era uma vitória vazia, mas era alguma coisa.

Minha mente voltou para quando conheci Carla. Ela era a novata na terceira série, quieta e assustada, suas roupas um pouco pequenas demais, seus sapatos gastos nos calcanhares. Ela morava com a mãe solteira em um apartamento minúsculo do outro lado da cidade.

Um dia, no almoço, ela derrubou a bandeja. Eu a vi tentando não chorar enquanto pegava a comida derramada. Fui até lá e dei a ela metade do meu sanduíche.

A partir daquele dia, nos tornamos inseparáveis. Eu dividia meu lanche com ela. A generosidade da minha família se estendeu a ela; minha mãe comprou roupas novas para ela quando viu Carla tremendo com um casaco fino, e meu pai ajudou a mãe dela a encontrar um emprego melhor.

Carla era sempre tão grata, seus "obrigada" suaves e sinceros.

Ela se acostumou com a minha comida. Ela se acostumou com as minhas roupas.

E em algum momento, ela se acostumou com o meu namorado também.

Fiquei deitada no escuro, as memórias me cortando. Cada ato de bondade, cada segredo compartilhado, agora estava manchado, distorcido em algo feio.

Fiquei olhando para o teto até o sol nascer, lágrimas silenciosamente traçando um caminho em meu cabelo.

Mais tarde naquele dia, fomos a um estúdio de tatuagem no centro da cidade. O ar zumbia com o som das agulhas.

"Vou pegar um café pra você", disse João Pedro, a voz excessivamente alegre. Ele estava se esforçando tanto para ser o marido perfeito e atencioso. Ele até preparou um iPad para mim com minha série favorita. "Isso não vai demorar. Depois podemos jantar num lugar legal, só nós dois."

Ele desapareceu em uma sala nos fundos com o tatuador.

Soltei um suspiro que não percebi que estava segurando. Talvez pudéssemos consertar isso. Talvez ele estivesse dizendo a verdade.

Um momento depois, ele saiu da sala, o rosto pálido de pânico.

Meu coração deu um pulo.

"O que foi? O que aconteceu?", perguntei, agarrando seu braço.

"É a Carla", disse ele, a voz tensa. "Ela sofreu um acidente de carro."

Meu cérebro entrou em curto-circuito. Um acidente? Hoje? Agora? Não podia ser coincidência. Minha intuição gritava que era mais um dos jogos dela.

"Eu vou", eu disse rapidamente. "Você fica aqui e termina. Ela é minha amiga."

"Não", ele me cortou, os olhos selvagens. "Eu tenho que ir. Nós dois podemos ir."

Fiquei firme, sem me mover um centímetro. "Não, João Pedro."

Olhei diretamente nos olhos dele. "Ela é minha melhor amiga. Eu vou ver como ela está. Você vai ficar aqui e fazer o que prometeu."

Por um segundo, o mundo pareceu congelar.

Então eu vi. Um flash de nojo puro e indisfarçável em seus olhos. Ele não estava olhando para sua esposa. Ele estava olhando para um obstáculo.

"Não seja tão irracional, Alice", ele sibilou. "O carro dela deu perda total. Ela pode estar gravemente ferida!"

Ele gesticulou descontroladamente para o próprio peito. "Isso pode esperar! Ou o quê, você quer que eu pegue uma faca e arranque isso aqui agora?"

Antes que eu pudesse reagir, ele pegou uma lâmina descartável da bandeja do artista.

Ele segurou a lâmina contra a própria pele, bem em cima da tatuagem. "É isso que você quer?"

"Ok!", gritei, minha voz falhando. "Tudo bem. Vai."

Ele me encarou, surpreso com minha rendição súbita. Então, sem outra palavra, ele largou a lâmina e saiu correndo pela porta, me deixando ali com o tatuador perplexo.

Saí da loja, meu rosto uma máscara de calma.

Como se fosse um sinal, o céu se abriu. Uma chuva fria e forte começou a cair, me encharcando até os ossos em segundos.

Chamei um táxi e fui para casa. Durante todo o caminho, eu tremia. Espirrei.

Uma onda de náusea me atingiu quando entrei pela porta da nossa casa nova e vazia.

Meu celular se iluminou com uma enxurrada de mensagens.

Era Carla. Ela tinha enviado uma foto. Estava deitada em uma cama de hospital, parecendo pálida e digna de pena, com um pequeno curativo na testa. João Pedro estava sentado ao seu lado, segurando sua mão.

*Obrigada por deixar o João Pedro vir, Alice. Ele está cuidando tão bem de mim.*

Uma segunda mensagem se seguiu. *Acho que ele não removeu aquela tatuagem, afinal?*

Eu não conseguia nem descrever o sentimento. Estava além da raiva, além da dor.

A tela do meu celular refletia meu rosto, minha expressão perfeitamente calma.

Eu era a palhaça no circo deles.

E naquele momento, senti uma estranha sensação de libertação. Eu estava finalmente, completamente, farta.

Subi as escadas e tomei um banho quente, deixando a água lavar tudo.

O telefone tocou novamente, seu toque agudo e urgente.

Eu dei um pulo, a água transbordando da banheira.

Peguei o telefone.

Era Carla.

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