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A Vida com meu irmão

A Vida com meu irmão

Autor:: RPAM013
Gênero: Romance
A Vida de Sarah nunca foi fácil, seu pai fugiu de casa quando ela ainda nem sabia andar, e mais tarde seu irmão foi embora pra seguir seu sonho de ter uma banda deixando sua mae depressiva e cheia de problemas, pra que ela cuidasse sozinha, até que um dia sua mae tenta se matar e ela se vê forçada a pedir ajuda ao seu irmão que ela não via a anos .. E agora ele quer ajudar levando ela pra morar em uma casa cheia de garotos tatuados e gostosos que fazem parte da sua banda. E pela primeira vez sarah vai descobrir o que e viver sua vida de adolescente descobrindo novos amigos e novos amores

Capítulo 1 A tentativa de suicídio

1-

Estou na fila do mercado mas, estou com uma angústia tão grande no peito que a minha vontade é de largar todas as compras aqui e ir correndo pra casa.

Ultimamente tem sido assim, não consigo me afastar muito da minha mãe, mal durmo direito pra ficar vigiando ela. O motivo? Duas tentativas de suicídio, meu pai nos abandonou quando eu tinha apenas quatro anos de idade e meu irmão Noah, três anos mais velho do que eu não mora mais com a gente já faz cinco anos, a ultima noticia que eu tive dele e que havia montado uma banda com alguns garotos, fico feliz por ele mais também ressentida de aguentar a barra da minha mãe sozinha.

A depressão dela começou já faz três anos, e eu não tenho mais vida, dia e noite todas as minhas energias são concentradas nela, pra garantir que continue viva.

Noah não se importa, pelo menos é o que parece pra mim, já faz dois anos que não nos falamos. Ele não liga e não procura saber como estamos, eu consegui uma pensão baixa pela falta de condições da minha mãe de trabalhar e é tão difícil toda essa situação, a pensão mal dá pra pagar as contas, e o que sobra mal dá pra gente comer durante o mês, geralmente faço apenas uma refeição por dia por que se não for assim, não vai ter para comer todos os dias.

No início foi complicado hoje eu já me acostumei, não que seja saudável, já que todas as minhas roupas ficaram mais largas.

Termino de pagar pelas frutas e pelos biscoitos que eu comprei e saio correndo pra casa, o mercado fica a apenas três quadras de distância mas o aperto no peito que estou sentindo não quer passar, então corro.

Entro em casa chamando minha mãe antes mesmo de abrir totalmente a porta:

Mãe? - Deixo tudo na bancada da cozinha e vou verificar o quarto dela, já que claramente ela não está na sala, como eu a deixei quando saí.

A porta do quarto está entreaberta, e eu entro sem bater ou chamar, ela também não está na cama, meu coração aperta mais um pouco e sigo em frente, a porta do banheiro está trancada.

Mãe? - chamo de novo batendo na porta, sem resposta

Mãe,abre por favor. - não há resposta.

Começo a chutar a porta desesperadamente e não sei de onde saiu tanta força, mas consigo abrir, a cena que eu vejo vagueia nos meus piores pesadelos, não é a primeira vez, minha mãe está caída no chão desacordada, eu chacoalho ela várias e várias vezes mas ela não reage, coloco um pano debaixo da cabeça dela, virando ela de lado e enfio dois dedos na garganta dela.

Vamos, por favor - digo pra mim mesma.

Ela começa a ter ânsia de vômito e por fim vomita, tantos comprimidos que eu não consigo nem contar, onde ela achou os comprimidos e um mistério pra mim, pois eu já tinha escondido todos que tinha na casa, absolutamente tudo o que ela pode usar pra fazer algum mal a si mesma está fora de alcance, mas eu me preocupo com isso depois.

Jogo um pano sobre o vômito e a coloco deitada com um pano úmido na cabeça, me levanto correndo pra pegar meu celular e chamar uma ambulância.

Lá vamos nós de novo.

Fico sentada no chão frio do banheiro segurando a sua mão enquanto eu espero, e nessas horas eu tenho raiva de todos, raiva do meu pai por ter nos abandonado e não ter olhado para trás, raiva do Noah por estar vivendo sua vida fantástica sem se preocupar com o que restou da nossa família, e sinto raiva da minha mãe por não ser forte o suficiente e não perceber que está acabando com a minha vida. Mal tive uma adolescência, me formei aos dezessete anos e foi logo quando Noah saiu de casa, não pude fazer a minha sonhada faculdade de letras, comecei a trabalhar como caixa no mercado perto de casa pra ajudar minha mãe com as despesas, Noah ajudou nos dois primeiros anos então eu não precisava fazer turnos muito longos, até que tivemos uma discussão que eu nem lembro o motivo e ele sumir de vez, logo depois disso minha mãe entrou em uma depressão profunda, tive que largar o trabalho pra cuidar dela e minha vida se foi de vez. Não me restou um único amigo, todos haviam seguido suas vidas pras faculdades após o ensino médio, e sendo a enfermeira vinte e quatro horas por dia nunca tive um namorado sequer. Só não sei até quando vou levar isso. Não que eu sinta falta das pessoas em si, mas eu não aguento mais sentir medo a cada segundo,medo de que algo ruim assim possa acontecer, está acabando comigo.

Não chore minha boneca! - Tomo um susto com a voz da minha mãe, ela está rouca mas os olhos estão atentos, e vidrados em mim.

Não estou chorando. - digo limpando uma única lágrima que havia me escapado. A realidade era essa, eu não chorava nunca, mesmo nas horas mais difíceis e assustadoras e nas noites em claro que eu passei, eu não chorei.

Vai ficar tudo bem. - ela diz segurando minha mão, ela está tão fria e seu aperto na minha mão é tão fraco.

Vai sim, vai ficar tudo bem! - digo tentando convencer mais a mim mesma do que a ela.

Ficamos ali por mais alguns minutos, até que ouço a campainha da frente. Tudo que se passa depois, é como um borrão pra mim, minha mãe foi levada para o hospital, foi medicada e sedada, e irá ver um psicólogo mais tarde, penso em ligar pro Noah mais logo mudo de ideia.

Por fim, depois de horas, um médico veio falar comigo, ele explica que o estado de saúde dela não é bom, que ela precisa ser internada pois sem uma intervenção, na próxima vez que eu a encontrar pode ser tarde demais.

Como explico pra ele que não temos dinheiro pra pagar uma clínica? A não ser que eu alugue a casa e, com o valor do aluguel pagar a estadia dela na clínica pelo tempo que precisar, posso voltar a trabalhar no mercado e arrumar um canto pra ficar enquanto isso.

Sim, eu tinha um plano.

Minha mãe vai passar a noite no hospital então vou pra casa, e começo a empacotar todas as coisas pessoais, começo a formular um anúncio da casa, acabo pegando no sono enquanto ainda faço os ajustes da publicação.

Capítulo 2 A procura de emprego

Acordo no outro dia com dor no corpo todo por ter dormido de mal jeito, com o notebook em cima de mim, antes de qualquer coisa, dou os toques finais e finalizo o anúncio, tomo meu banho e como meio pacote de biscoito com leite.

Duas horas depois estou na porta do hospital esperando iniciar o horário de visitas e já recebi cinco respostas sobre o anúncio pela casa, mais tarde passarei no mercado pra saber se o senhor Martim teria como me recontratar, e a partir daí, começo a procurar algum lugar pra ficar.

Minha mãe não estava acordada quando entro no quarto, eu me sinto meio mal mas fico aliviada. Não quero desculpas e não tenho forças para continuar fingindo que eu entendo. Eu não quero ser mais a mãe da minha mãe. Passo boa tarde do dia ali, sentada ao seu lado, ela vem e vai na consciência, os remédios sedativos devem ser fortes, isso me poupa da conversa então me sinto grata.

Depois de finalizar tudo com o hospital para a internação que vai acontecer no próximo dia, vou pra casa, tenho um encontro com três pessoas interessadas na casa. Quem acaba ficando com o aluguel é um casal super simpático que é recém casado.

Meu próximo passo, emprego. Estou sentada de frente ao senhor Martim enquanto ele termina uma ligação, e orando em silêncio para que ele precise de alguém aqui no mercado. Essa é minha única esperança, trabalhei pra ele por algum tempo e fui uma boa funcionária, nunca chegava atrasada e sempre saia mais tarde do que era necessário, lembro dele ter ficado triste quando eu tive que sair pra cuidar da minha mãe em tempo integral.

"Sarah, fico feliz que gostaria de voltar a fazer parte da nossa equipe, mas infelizmente a vaga que tenho é pra reabastecer as prateleiras é apenas meio horário e o salário não é tão alto."

"Tudo bem senhor Martim, o que você tiver, eu aceito." Espero não estar parecendo muito desesperada, porque essa é a minha única solução.

"Bom, o trabalho de reposição é meio horário então você vem das doze horas às quatro horas da tarde, e tira quinze minutos para intervalo. Você pode começar amanhã mesmo."

"Senhor Martim, eu agradeço imensamente a oportunidade mas teria como começar daqui a dois dias? Amanhã e a internação da minha mãe, eu realmente preciso estar lá, ela não tem mais ninguém. "

"Claro, está tudo bem." ele diz enquanto pega os papéis do contrato pra que eu assine.

Agradeço mais uma vez, trocamos um aperto de mão e vou caminhando pra porta quando tenho uma idéia:

"Senhor Martim o quarto nos fundos ainda está disponível?"

"Sim" ele pergunta desconfiado "Mas aquele quarto não está em bom estado, vive cheio de ratos ali dentro e houve uma infiltração por causa da chuva que causou mofo e por isso o cheiro é bem forte. "

"Por favor, senhor Martim, você poderia me deixar ficar lá? É só por um tempo. Só até que eu consiga algum lugar, eu posso fazer uma limpeza, coloco um veneno aqui e ali por causa dos ratos e tudo vai dar certo. Por favor?" digo quase implorando, não me importaria de implorar, precisava mesmo daquele quarto ou ia acabar dormindo na rua.

"Sempre me ganha quando faz essa cara. Se você acha que dá conta, pode mas tem que ser temporário, se alguém souber que deixei uma garota morar lá, pode me trazer problemas, espero que entenda!" ele diz e abre uma gaveta de onde tira uma chave e me entrega.

" Muito obrigada mesmo Martim.."

"Você sempre foi uma boa garota Saanvi, você merece algo melhor, queria poder ajudar mais.

Obrigada, muito obrigada. Você se importa que eu vá até lá olhar? "

"Não me importo, mas não acho que tenha como fazer grandes melhorias, porém é seu, só me prometa que vai atrás de algo melhor." "Sim, eu prometo."

Capítulo 3 A Ajuda de Noah

Me despeço,com a promessa de começar a trabalhar em dois dias. Vou para os fundos e quando abro a porta do quarto, quase desmaio com o odor forte que vem de dentro, tento abrir a janela que está travada na metade, o cheiro parece piorar quando chego perto da janela e eu não demoro a perceber o porquê: o lixo do supermercado está sendo despejado abaixo da janela. "Que Maravilha!" pensei, os cantos das paredes estão cheios de mofo e teias de aranha e como ele havia falado, tem fezes de rato em todo canto.

Passo o resto do dia tentando dar um jeito naquele lugar e no final até que me sai bem. Consegui limpar o chão e coloquei veneno na porta para evitar a entrada dos ratos, limpei todas as teias de aranha, o mofo não consegui tirar por completo, mas vou me acostumar com o cheio, troco o lixo do supermercado de lugar para que não fique mais debaixo da janela, pretendo pedir alguém para destravar a janela pra mim, pra que possa circular algum ar no ambiente.

É isso, lar doce lar.

O pessoal já fez o depósito pela casa, vou e volto algumas vezes trazendo caixas com os nossos pertences pessoais, coloco tudo em um canto no quarto que aluguei, coloco um tapete no chão e jogo meu colchão em cima, não tinha como trazer a cama, então vai ser no chão mesmo.

Estou exausta, tenho apenas tempo de colocar o celular e o notebook pra carregar e caio imediatamente no sono. Acordo com o despertador tocando, são oito da manhã e a primeira coisa que vejo é um rato morto a centímetros do meu colchão, pensei "pelo menos o veneno funcionou" engulo a vontade de chorar e de gritar desesperadamente. Eu simplesmente odeio ratos. Tiro ele de lá, troco de roupa, uso o banheiro dos funcionários nos fundos pra escovar os dentes, pego o celular e vou direto pro hospital.

O médico me explica que minha mãe passou muito bem a noite e já foi avisada da sua internação, que até o presente momento ela não se manifestou de forma ruim, o que era um bom sinal. Explica que logo, às nove horas virá alguém da clínica pra nos buscar e me explicar como funcionará todo o tratamento da minha mãe.

Ela está acordada quando entro no quarto e dá um sorriso fraco quando me vê.

"Aí está minha princesinha!" diz fazendo sinal pra que eu me sente do seu lado. "Você está bem?" me pergunta enquanto segura minha mão.

"Não se preocupe comigo mãe, tudo vai ficar bem, o importante é que você fique bem! Você promete? Vai se esforçar ao máximo pra melhorar? A clínica vai ser boa pra você." Imploro pra ela, preciso saber que ela vai melhorar, que ela vai voltar a ser minha mãe, e que todo o meu esforço pra pagar essa clínica vai valer a pena.

Acho que ela vê o desespero na minha voz porque concorda e não discute. Ficamos ali pela próxima meia hora viajando pelos canais de tv, minha mãe não solta minha mão nem por um momento, acho que é a forma dela de se desculpar e também se despedir.

O pessoal da clínica vem e nos leva pra conhecer a clínica em uma van branca. O lugar é lindo, e não fica muito longe da nossa antiga casa, tem um jardim florido do lado de fora onde há alguns pacientes sentados tomando sol e alguns lendo sob sombra de árvores. A recepção é grande e agradável, o quarto da minha mãe não é grande mas parece ser muito confortável tem uma cama fixa no canto da parede, alguns livros em cima de uma mesa que também está fixa no chão, uma televisão envolvida em uma grade no alto, a enfermeira me explicou mais tarde, que e por segurança, para que os pacientes não se machuquem. Ela me explica que o primeiro intensivo do tratamento dela será de oito meses, que ela terá direito a uma ligação por semana, que nos primeiros seis meses não poderá ter visitas externas para que não atrapalhe na evolução do tratamento, e após os seis meses ela será reavaliada. Se passar em tudo poderei vê-la. Me informaram que vou receber relatórios do hospital toda semana.

Fechamos todas as papeladas, assinaturas e dou o valor de entrada que leva quase todo o valor que me foi pago pelo casal simpático que ficou com nossa casa.

Subo para me despedir e minha mãe está sentada encarando a parede.

"Mãe? Tudo bem? " ela demora um pouco a me encarar, quando olha ela está com os olhos vermelhos, está chorando.

"Tudo vai ficar bem!" É só o que ela me fala todas as vezes, tento fazer com que fale mais, mas sem sucesso.

Me despeço com um abraço que ela não retribui, e isso me dói, mais do que eu gostaria de admitir. E vou, deixando minha mãe pra ser cuidada nessa clínica que vai levar todo nosso dinheiro, espero de coração que ela encontre o caminho para sanidade.

Assim que chego na porta do meu quarto,eu recebo uma mensagem no celular, o valor que dei na clínica foi somente a entrada, e eu precisava fazer um depósito de quinhentos reais em, no máximo, uma semana, já que era fim do mês. Com tudo o que estava acontecendo era a única coisa que eu não deixaria de pagar mas, penso por um tempo e não há outra solução, tenho que ligar pro Noah.

O telefone toca três vezes antes dele atender.

"Oi? Quem é?" Cara, isso é sério? Ele não tem nem mais meu número? pensei. Quase desliguei o telefone, mas penso na nossa mãe, eu realmente preciso da ajuda dele agora.

"Oi? " ele repete

"Sou eu Noah, Sarah" faz segundos de silêncio e eu escuto um barulho como se ele estivesse se levantando e indo pra outro cômodo. Dou uma olhada no relógio, são quatro e meia da tarde, como pode estar na cama ainda?

Ouço uma voz melosa de mulher no fundo, mas não consigo entender o que ela fala. Escuto o som de uma porta fechando e só aí ele me responde.

"Sarah? Quanto tempo, está tudo bem? Aconteceu algo? Como está a mamãe?"

Eu respiro fundo pra controlar meu humor e não mandar ele ir pro inferno "pela mamãe Sarah, pela mamãe" repito pra mim mesma.

"Sim, aconteceu alguma coisa, ela tentou se matar Noah." deixo de fora quantas vezes isso aconteceu, ele não precisa saber da nossa vida, ele escolheu não fazer parte dela. "Eu aluguei a casa e ela foi internada."

"Que? Como assim? Não estou entendendo, que porra é essa de "tentou se matar", é a primeira vez que isso acontece?" Ele está alterado, o que eu acho irônico, porque se ele estivesse presente, nada disso seria novidade. Ele parece estar com raiva por estar por fora das notícias quando a escolha foi dele.

"Ei, relaxa, tá bem? Está tudo bem agora, só que a clínica é cara, eu só consegui trabalho agora então demoro um pouco pra receber. Só queria saber se tem alguma chance de você me cobrir nessa, e eu te pago quando eu receber." Seguro a respiração esperando pela resposta e torcendo para que o Noah não seja um babaca.

"E claro que sim, e você não precisa me pagar, ela também e minha mãe."

"Jura? " solto sem querer, "merda" pensei.

"Como disse?" ele rebate, mas sei que ele ouviu muito bem.

"Nada Noah me desculpa, tá bom? Eu te agradeço por isso, vou te mandar a conta e assim que eu receber te mando o dinheiro de volta."

"Já disse que não precisa. O que aconteceu com ela? Como ela chegou a esse ponto?"

"Olha eu não sei como funciona a depressão nem o que leva as pessoas a fazerem esse tipo de merda." Estou começando a perder toda a minha paciência, não quero ter que explicar nossos problemas pra ele.

"Depressão? A quanto tempo?" ele parece frustrado.

"Olha Noah, eu tenho que ir agora, vou te mandar a conta por mensagem."

Desligo antes que ele pudesse falar mais, ele não tem direito de se preocupar de querer saber, já faz tempo que ele foi embora e não olhou pra trás. Isso não vai rolar agora!

Envio uma mensagem:

"Oi sou eu Sarah, segue o numero da minha conta

O valor que preciso para cobrir o resto das despesas do hospital e R$500"

16:40

Noah: * digitando... *

16:42"

"Digitando" aparece por três minutos e some, não chega nenhuma outra mensagem. Entro no quarto e dou de cara com mais um rato morto. Minha vontade é sair correndo, mas eu respiro fundo e limpo aquele bicho nojento de lá, só consigo pensar que seja bom que o veneno esteja fazendo efeito, e matando os ratos, não sei o que faria se encontrasse com eles vivos andando em cima das minhas coisas.

Meia hora mais tarde chega uma notificação de transferência bancária no valor de R$1000, fico furiosa: "quem aquele imbecil pensa que é? Ficar fora esse tempo todo e depois mandar dinheiro como se isso resolvesse alguma coisa? Não, idiota."

Mando uma mensagem:

"Cara, o que é isso? Me manda sua conta para devolver essa droga, eu realmente não preciso de um centavo a mais do que já fui obrigada a pedir."

17:50

Mas ele não me responde, tento ligar algumas vezes mas ele não atende também, mando outra mensagem:

"Cara é sério! Atende essa porra de telefone"

18:20

"Cara, como você pode ser tão babaca? Quero devolver essa droga de dinheiro."

18:40"

Ele não me respondeu uma única vez, pensando melhor vou deixar esse dinheiro como emergência para algo que minha mãe possa precisar.

Resolvo comer uma maçã e fico vendo filme no notebook, de repente começo a sentir uma tontura, sei que não é fome, mas não sei mais o que pode ser. Me deito e espero que passe, preciso me sentir melhor amanhã para começar a trabalhar.

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