Me chamo Melissa Carter. Nasci em Nova Iorque e cresci nos Estados unidos, Flórida, na cidade de Jacksonville uma das mais populosa do estado norte-americano localizada no condado de Duval, do qual é sede. Meus pais se mudaram quando eu tinha apenas 8 dias de nascida almejando começar uma vida do zero com novas oportunidades na época e desde então nunca mais saímos da Florida, atualmente estou com 21 anos e morando com meu pai que se chama Robert, posso dizer sem sombras de dúvida que ele é um ser humano incrível.
Minha mãe faleceu quando eu estava com 10 anos de idade e foi assim que me tornei a responsável por tudo, meu pai cuidou muito bem de mim até finalmente me tornar independente, infelizmente ele foi diagnosticado com uma doença arterial periférica que ocorre pela presença de gordura na artéria e seu quadro estava bem agravado, aquela notícia nos abalou tanto que eu chorei por horas depois de sair do consultório médico, não suportaria perder meu pai já havia sido bem difícil se conforma com o fato da minha mãe ter partido, sempre ficava para baixou quando pensava nela e minha salvação era a louca da minha melhor amiga, ela se chama Cler e tem 20 anos de idade seu maior sonho é se torna uma grande estilista de sucesso e eu posso afirmar que talento não lhe falta, a vida sem a Cler com toda certeza perderia o sentido, mesmo que as vezes eu tenha vontade de matá-la por conta das loucuras que ela me apronta.
Antes que se perguntem como nos conhecemos eu a conheci ainda no jardim de infância e nunca mais nos desgrudamos, nossos pais se tornaram grandes amigos e isso facilitou bastante nossa amizade e no meio desse longo caminho nos esbarramos com a Sofia que se tornou minha segunda melhor amiga, sua personalidade forte é seu grande destaque, sonhadora mais sempre com os pés no chão, almeja ser uma grande pintora e parece ter nascido com o dom. Recentemente ela havia mandado uma carta de admissão para uma das melhores universidade de artes de Nova Iorque e estávamos todos na expectativa de uma resposta positiva, eu estava muito feliz por ela mais meu coração parecia não aceitar muito bem o fato da Sofia ter que se mudar caso fosse aceita.
Não poderia de maneira alguma me esquecer dos meus tios de consideração tia Ana Lúcia e tio Afonso eles são uma parte muito importante da minha história além de serem os pais da Cler, me faltam palavras para descrever o quanto a Ana é incrível, ela me ajudou em tudo e a considero como uma segunda mãe, o Afonso é um ser de muita luz com uma energia contagiante, ele assim como meu pai era carpinteiro. Através deles que eu passei a acreditar que de fato Deus sempre colocar anjos no nosso caminho, a perda da minha mãe foi muito dolorosa para eles também me lembro como se fosse hoje.
Minha mãe se chamava Clara e era uma mulher extraordinária que carregava uma beleza única, por onde passava contagiava as pessoas com sua energia e seu sorriso cativante, para ela parecia não existir dia ruim pois estava sempre feliz, sua paixão era o canto e eu me lembro bem de ouvir sua doce voz suave cantarolando alegremente pela casa, senti tantas saudades de ouvir suas histórias todo dia antes de dormir. Um dos meus momentos favoritos era quando eu chegava da escola e minha mãe estava na cozinha preparando o almoço, sempre que ela me via chegando corria ao meu encontro me envolvendo em seus braços enquanto espalhava seus doces beijos pelo meu rosto me perguntando como tinha sido meu dia e o que eu havia aprendido de novo na escola, para mim ela era simplesmente a melhor mãe do mundo. Eu e a Cler ficávamos contando as horas para poder apreciar o bolo de chocolate que só minha mãe era capaz de fazer e no final a briga era certa entre nós duas para saber quem ficaria com a bacia suja de massa.
Certo dia minha mãe me chamou para irmos até o mercado comprar umas coisas que estavam em falta, se tinha uma coisa que eu amava quando criança era fazer compras sempre empurrava o carrinho, nesse dia saímos tão apressadas de casa que minha mãe se esqueceu até de pegar o celular, me lembro que estávamos a poucos passos da porta de entrada quando tudo aconteceu, foi em questão de segundos e o corpo da minha mãe estava no chão, meu coração disparou na mesma hora e meus olhos se arregalaram antes que um grito de pavor pudesse sair pela minha boca, não sei como tive forças para me mover do lugar e entrar no mercado pedindo por ajudar.
Uma ambulância foi chamada às pressas e minha mãe levada para o hospital ainda desacordada, minha sorte foi que ela sempre andava com o número do meu pai anotado na carteira e foi assim que o a recepcionista conseguiu entrar em contato com meu pai que não demorou muito a chegar e logo foi ao meu encontro, seu semblante era uma mistura de cansaço com preocupação quando me avistou sentada em uma das cadeiras da sala de espera ao lado de uma enfermeira que eu já não me recordo mais o nome.
Minha mãe teve que passar por uma bateria de exames por isso ficamos esperando quase duas horas e meia e nesse meio tempo, meus tios também chegaram trazendo a Cler que me abraçou e se sentou ao meu lado, meia hora se passou e finalmente o médico surgiu na sala de espera procurando pelos parentes de Clara Carter e meu pai imediatamente se colocou de pé indo até o doutor que o chamou para o consultório dele. Tia Ana se aproximou colocando seus braços ao meu redor e dizendo que tudo ficaria bem mais algo me dizia que não e hoje vejo que mesmo sendo muito pequena meu sexto sentido já captava tudo no ar.
Meu pai não demorou muito a retorna à sala de espera e seu semblante escondia uma grande tristeza e isso podia ser visto em seus olhos também, mas ele também carregava um sorriso nos lábios que deixou minha mente confusa, quando finalmente chegou próximo de mim ele se agachou na minha e disse que estava tudo bem, havia sido somente uma queda de pressão e a mamãe voltaria aquele dia mesmo para casa, senti um alívio tão grande e todo aquele medo se desapareceu. Minha mãe tinha a mesma tristeza no olhar quando foi liberada para voltar para casa, mas souber disfarça muito bem, como já estava tarde os pais de Cler a levaram para casa e eu retornei com meus pais para a minha.
Nas semanas que se seguiram depois do ocorrido eu comecei a estranhar o comportamento dos meus pais, os dois viviam cochichando pelos cantos e sempre mudava de assunto quando eu chegava e percebi que minha mãe se sentia mal quase todos os dias com enjoos e tonturas, certo dia a peguei com os olhos vermelhos e cheio de lágrimas, sua desculpa foi que estava com saudades dos meus avos e teve mais vezes e era sempre uma resposta diferente. Resolvi questionar meu pai no caminho para a escola se minha mãe estava à espera de um bebê e ele negou abrindo um sorriso e entrou em outros assuntos, os adultos sempre acham uma forma de nos distrair hoje com meus 21 anos eu sei bem disso. Em uma madrugada acordei assustada com meu pai me acordando às pressas e me levando para fora do meu quarto enquanto descia as escadas com a bolsa da minha mãe que estava deitada no sofá da sala com muitas dores, ouvir quando o carro do tio Afonso parou em frente nossa casa e logo ele apareceu na porta, assisti meu pai carregar minha mãe nos braços e o corpo dela parecia ter perdido todas as forças, meu tio me pegou no colo enquanto trancava a porta e corria comigo até o carro, sentei no banco de trás assustada e com medo sem saber ao certo o que estava se passando.
No hospital veio a notícia de que minha mãe teria que ficar internada e eu já estava cansada de todos mentirem para mim, foi então que eu explodir , perguntei o que estava acontecendo e porque todos escondiam a verdade de mim, meu tio se aproximou tentando me acalmar e foi então que meu pai tocou no meu braço e fez sinal para que eu me sentasse na cadeira ao seu lado e ele começou a me contar a tudo, quando ele terminou meus olhos estavam cheio de lágrimas.
Minha mãe estava com um câncer em uma das mamas e seu estado já estava bem avançado, os médicos estavam fazendo tudo que era possível mais o doutor não havia dado muitas esperanças pois não tinha muito o que se fazer, me lembro de ser consolada por todos aquele dia, mesmo não tendo o entendimento de uma mente adulta eu sabia que aquilo era uma coisa muito ruim, meu pai achou melhor que eu fosse para casa com minha tia e minha resposta foi um não. Foram dias e meses de angústia entre casa e hospital, eu já não queria nem mesmo ir à escola com medo mais meu pai me levava assim mesmo.
Um dos piores momentos foi quando tiveram que cortar seu cabelo por conta da quimioterapia, apesar de tudo isso minha mãe ainda conseguia colocar um sorriso no rosto sempre que eu a visitava no hospital, hoje eu sei o quanto ela lutou para sobreviver, houve um período em que seu quadro ficou estável e isso nos trouxe até uma falsa esperança, o médico até a liberou e ela quis muito ir à praia então fomos todos, na minha cabeça tudo tinha voltado a ser como antes, aquele tinha sido um dos dias mais felizes da minha vida, nunca esquecerei dos olhos e do sorriso da minha mãe enquanto me observava construir um castelo de areia com a Cler.
Como as férias escolares já seria na semana seguinte resolvemos viajar, o doutor Gabriel responsável pelo tratamento da minha mãe tinha a liberado depois de passar uma lista de recomendações para meu pai, estava ansiosa para chegar na casa de campo do avô da Cler, foi minha primeira vez voando de avião e sentir muito medo até minha mãe segurar na minha mão me dizendo que estava tudo bem, passamos três dias incríveis no campo mais como a viajem foi curta tivemos que voltar pois mamãe estava se sentindo mal.
Fomos ao hospital no dia seguinte bem cedo fazer novos exames e o quadro da minha mãe permanecia o mesmo, ela estava estável então voltamos para casa, houve dias bons e ruins naquele restando de meses que se seguiu, na formatura da escola eu e a Cler estávamos super felizes e mamãe também por ter conseguido ir me ver, tivemos um natal repleto de muito amor e alegria, mas minha mãe amanheceu com muitas dores e fomos às pressas para o hospital, dessa vez ela teve que ficar internada e passamos a virada do ano com ela, semanas se passaram e minha mãe chegou a um ponto de ficar irreconhecível, quase não falava mais e nada parava em seu estomago, havia perdido muitos quilos e a quimio já não estava resolvendo o problema. Eu me lembro claramente do último dia que vi minha mãe com vida, era uma segunda-feira chuvosa e eu tinha acabado de chegar no hospital com minha tia Ana e o tio Afonso e meu pai veio me buscar na sala de espera, minha mãe queria me ver , caminhei de mãos dadas com meu pai até o quarto onde ela estava e me aproximei da sua cama, seus olhos azuis agora profundos me observaram e um sorriso fraco se formou em seus lábios, meu pai me colocou sentada na beira da sua cama e eu peguei sua mão que parecia tão frágil, vi lágrimas se formarem em seus olhos, ela olhou para meu pai que se afastou indo pegar algo na bolsa dela, ele retornou a cama com uma caixinha dourada nas mãos entregando para minha mãe que a abriu tirando um colar que ela colocou na palma da minha mão e eu pude contemplar o quanto era lindo e reluzente.
Mesmo com dificuldades para falar ela me explicou que aquele colar era da minha bisavó que tinha passado para minha avó que passou para ela e agora seria meu em seguida cantarolou a canção de ninar que eu amava e levou minha mão até seus lábios depositando um beijo demorado, acariciou meu rosto e disse que me amava muito, chorei em silêncio com ela segurando o colar nas minhas mãos enquanto meu pai abraçava nos duas, voltei para a sala de espera muito triste. Minha mãe quis ver a tia Ana, o Tio Afonso e a Cler também.
Todos retornaram para a sala de espera pois minha mãe precisava descansar, me sentei ao lado do meu pai e não demorei muito a pegar no sono, não lembro por quantos minutos dormir, mas fui acordada com o movimento de vários enfermeiros correndo em direção ao corredor que levava para os quartos, sentir meu coração acelerar no peito e meu impulso foi me levantar e correr até o quarto da minha mãe e quando cheguei na porta eu paralisei por um breve instante olhando a cena de vários médicos em volta da cama da minha mãe enquanto uma enfermeira tinha um aparelho nas mãos que era colocado sobre seu peito, entrei em desespero e fui até ela gritando para que acordasse e nesse momento que os enfermeiros notaram minha presença e meu pai logo chegou me pegando no colo e me tirando da sala, ainda conseguir ver o rosto da minha mãe e ela parecia estar dormindo, aquele tinha sido um dos piores dia da minha vida.
O velório foi rápido com poucos amigos e familiares e eu me lembro de estar abraçada com a Cler e meu pai, foram meses até eu voltar a agir normalmente, mas conseguimos superar a dor do luto. Terminei meus estudos e fiz uma faculdade de administração e ainda tirei tempo para fazer um curso de secretária, mais não trabalhei preferir ficar em casa cuidando do meu pai que adoeceu, as economias da minha mãe nos sustentaram por um tempo, mas dinheiro não dura pra sempre então eu tive que sair em buscar de um emprego, conseguir um trabalho de caixa em um café e foi assim que conseguir pagar minha faculdade e juntar um grana, fiquei dois ano nesse estabelecimento mais tive que pedir minhas contas depois de descobrir muitas coisas erradas que aconteciam nesse café e atualmente estou em buscar de trabalho pois as contas não param de chegar.
Melissa acordou com seu celular tocando no último volume passou a mão em cima do criado mudo até conseguir o alcançar e atendeu a ligação de mal humor sem nem olhar quem era e imaginando quem estava tendo a coragem de interromper seu sono em plena segunda-feira de manhã, assim que ouviu a voz eufórica de Sofia do outro lado da linha ela resmungou um palavrão antes de aproximar novamente o celular do ouvido.
- Bom dia para você também e por que tanto mal humor logo cedo? Sofia pergunta do outro lado da linha.
- O que esperava me ligando essa hora, sabe que odeio ser acordada pela manhã. Melissa respondeu se sentando na cama.
- Talvez um pouquinho de bom humor já ajudasse. Sofia diz e logo Melissa ouve uma risada, sempre que podia a amiga a ligava cedo antes de sair para seu trabalho no intuito de a irritar.
- Quer me dizer logo o que ouve, pretendo volta ao meu sono de beleza. Melissa fala fechando os olhos.
- Nossa amiga como você está chata hoje, eu liguei para dizer que tenho novidades. Sofia anuncia cheia de empolgação.
- Não me diga que ganhou na loteria? Já sei você foi promovida na empresa? Melissa faz uma pergunta atrás da outra deixando a amiga irritada do outro lado.
- Mel... quer por favor parar de tentar adivinhar as coisas. Sofia diz sem paciência.
- Então conta logo. Melissa fala enquanto ajeita o travesseiro para se deitar novamente.
- Fui aceita na universidade de artes de Nova Iorque. Sofia anuncia entusiasmada. – Isso não é incrível. Ela diz eufórica.
Melissa arregala os olhos e fica sem reação por um breve instante, mas logo falta a si e explodi de alegria junto com a amiga, sabia que aquele sonho era almejado por Sofia a um tempo e agora finalmente estava se concretizando, aquilo a deixava imensamente feliz e de certo modo realizada também pois esteve junta a amiga em todos os momentos.
- Sofia... isso é demais amiga, é a realização do seu sonho. Melissa diz ainda em êxtase com aquela notícia.
- Eu ainda estou sem acreditar que tudo isso é real, tenho que olhar a carta de admissão de minuto em minuto pois minha ficha ainda não caiu. Sofia confessar com a voz embarcada de emoção.
- Estou tão orgulhosa de você, sempre soube que tinha potencial para chegar aonde quisesse e eu digo que tem para alcança ainda mais além meu amor, vai e arrasar em Nova Iorque. Melissa diz se segurando para não começar a chorar.
- Continuarei te dando orgulho e com certeza vou fazer sucesso. Sofia fala e uma risada é ouvida logo em seguida.
- Quando vai ir para Nova Iorque? Melissa pergunta curiosa.
- Na próxima semana pois ainda tenho muitas coisas para resolver antes que comece as aulas. Sofia responde e Melissa pode sentir uma certa preocupação em sua voz.
- Relaxar Sofia vai dar tudo certo e se precisar de ajuda vou estar aqui. Melissa diz tranquilizando a amiga.
- Obrigada por ser meu anjo da guarda e ficar sempre ao meu lado. Sofia diz sendo grata.
- Não tem o que agradecer meu amor, mudando de assunto é o seu trabalho como vai ficar? Melissa pergunta se virando de lado na cama com o celular no ouvido.
- Ainda não sei, vou ter que contar ao meu chefe hoje sem falta. Sofia diz com receio.
- Tenho certeza de que ele vai entender. Melissa fala confiante.
- Estou contando com isso amiga, a princípio ele pode ficar um pouco irritado mais no final vai entender sim, sei que por trás daquela máscara de chefe durão do Bruno existe um coração enorme. Sofia diz confiante também.
- Vou torcer por você. Melissa diz afastando o celular para olhar as horas.
- Queria tanto continuar conversando com você, mas estar dando minha hora. Sofia fala desanimada. – Mas no horário de almoço eu te ligo para contar tudo. Sofia diz se despedindo de Melissa e finalizando a ligação.
Melissa já havia visto fotos do chefe da amiga em uma coluna social de um jornal, ela se lembrou vagamente que também tinha um homem loiro e alto ao seu lado que ela descobriu se chamar Harry Scott segundo Sofia os dois eram sócios, se lembrou também de ficar encantada pela beleza dos dois homens, mas já fazia tanto tempo que ela até se esqueceu do rosto dos dois e ficou com preguiça de procurar na internet. Melissa se levantou da cama e foi fazer sua higiene matinal e colocar uma roupa para começar seu dia pois seria impossível voltar a dormir depois de absorver tantas informações logo pela manhã, desceu as escadas indo em direção a cozinha de onde exalava um cheiro ótimo de café fresco, antes que pudesse adentrar o pequeno cômodo ela parou na porta observando o pai que estava de costa na pia passando o café, ele usava uma camisa social azul escuro e calça social preta, seus cabelos castanhos com alguns fios grisalhos estavam molhados e penteados para trás, o cheiro de café se misturava com o perfume amadeirado de seu pai e ela não sabia explicar ao certo mais amava aquela combinação mesmo não sendo fã de café, continuou observando o homem a sua frente que parecia bastante concentrado no que fazia pois nem havia notado sua chegada, ela fez um barulho com a garganta para chamar sua atenção e seu pai se virou a olhando e abrindo um sorriso logo em seguida, voltou-se para a pia terminando de passar o café antes de caminhar até a filha.
- Bom dia meu anjo, está linda como sempre. Robert diz dando um abraço em Melissa.
- Bom dia pai, devo dizer que o senhor também estar muito elegante e cheiroso, vai a algum lugar agora cedo? Melissa perguntou enquanto caminhava até a mesa para se sentar.
- Sim querida, irei até a cidade vizinha comprar madeiras com seu tio Afonso se quiser pode nos acompanhar. Robert diz enquanto enchendo o copo de Melissa com suco de laranja.
- Obrigada pelo convite mais prefiro ficar em casa, acha que consegue voltar a tempo para o almoço? Melissa pergunta pegando uma torrada e passando geleia.
- Não precisa se preocupar com o almoço, creio que não retornaremos a tempo. Robert diz terminando de tomar seu café. – Agora preciso ir pois o Afonso quer chegar cedo lá. Seu pai fala se levantando da cadeira.
- Mais você nem tomou o café direito, lembra que precisa se alimentar corretamente, o senhor ouviu bem o doutor. Melissa diz olhando o pai com preocupação.
- Querida eu estou ótimo e já tomei todos os meus remédios, sabe o que eu acho? Robert diz se aproximando da filha e dando um beijo na sua testa.
- O que o senhor acha? Melissa pergunta abrindo um sorriso.
- Que a senhorita deveria sair mais com suas amigas e conhecer pessoas da sua idade, você ainda é muito jovem meu amor precisa se divertir, eu sei que se preocupa comigo, mas estou me cuidando e seguindo todas as recomendações médicas, não precisa renunciar à sua vida. Robert diz olhando a filha
- Eu sei disso pai...você sempre me fala isso, mas eu sempre vou me preocupar com o senhor e com os problemas a serem resolvidos, sobre sair com as meninas eu estou sem clima para conhecer outras pessoas por isso prefiro meus livros e minhas séries. Melissa fala se levantando da mesa enquanto recolhe seu prato.
- Só pensa no que te falei, você é linda e existe um mundo enorme te esperando lá fora. Robert diz ajudando a filha a tirar a mesa do café.
- Se isso for te deixar feliz eu prometo pensar no assunto. Melissa fala guardando o resto das coisas na geladeira.
- Muito bom ouvir isso, precisar de ajudar com algo mais? Robert perguntou olhando a filha.
- Não pai, pode ir tranquilo e faça uma boa viajem e qualquer coisa me liga. Melissa diz indo dar um abraço no pai que se fastou um pouco para olhar em seus olhos.
- Você é uma menina incrível Mel, sua mãe teria orgulho da mulher que estar se tornando. Robert diz abrindo um sorriso e voltando a abraçar a filha.
- A mamãe as vezes faz tanta falta... ainda bem que tenho você o meu lado. Melissa fala limpando uma lágrima teimosa que escorreu no canto dos seus olhos.
- Não chora meu anjo, também sinto muita falta dela. Robert diz e Melissa concorda com a cabeça.
- Promete que vai ficar bem? Robert pergunta preocupado.
- Eu prometo que vou ficar bem. Melissa fala tranquilizando o pai que deposita um beijo na sua testa antes de sair da cozinha.
Melissa ouviu o barulho do pai pegando umas coisas e logo a porta ser aberta e fechada, um silêncio se instalou na casa, ela foi até a pia lavar a louça do café e assim que terminou subiu para o segundo andar tomando coragem pois teria que arrumar toda a casa sozinha, ela e seu pai sempre dividia as tarefas de casa, mais quando ele tinha compromisso o trabalho ficava todo para Melissa que já havia se acostumado e pegado o ritmo da limpeza, começava sempre pelo segundo andar e depois descia organizando tudo que era preciso. A casa não era grande sendo composta somente por dois quartos e dois banheiros na parte de cima e no primeiro andar tinha somente uma cozinha pequena que era bem aconchegante, uma sala, área de serviço e um pequeno quarto que servia de escritório além de mais um banheiro e uma pequena varanda em frente à casa. Melissa terminou a faxina no horário do almoço e aproveitou para colocar roupas na máquina de lavar enquanto uma lasanha congelada era preparada no micro-ondas, se sentou em uma das banquetas apoiando seus cotovelos no balcão enquanto seus pensamentos vagava por vários assuntos aleatórios, ela foi despertada dos seus desvaneios por sua melhor amiga Cler que quase a matou de susto fazendo cócegas em sua cintura.
- Eu já deveria imaginar que fosse você Cler. Melissa diz colocando as mãos na cintura enquanto olha a amiga.
- Me desculpa mel, eu não resistir quando te vi toda distraída. Cler fala mordendo os lábios na tentativa de prender uma risada.
- Qualquer hora você ainda me mata de susto, depois não adianta se lamentar. Melissa fala sendo um pouco dramática indo até o micro-ondas retirar a lasanha que já estava pronta, quando passou por Cler não perdeu a oportunidade e deu um tapa na cabeça da amiga.
- Caramba isso dói mel. Cler reclama massageando o local do tapa.
- Vai pensar duas vezes antes de me dar um susto. Melissa diz colocando dois pratos na mesa.
- Você é má sabia. Cler fala se fazendo de vítima e em seguida solta uma gargalhada alta.
- Imagina eu sou um docinho. Melissa diz abrindo um sorriso para a amiga enquanto as duas se sentavam a mesa.
- Hum...estou morrendo de fome. Cler comenta olhando Melissa corta a lasanha ao meio.
- Tem comida na sua casa não? Melissa pergunta servindo o prato da amiga.
- Não tem por isso estou aqui amore. Cler fala colocando um pedaço de lasanha na boca e enchendo um copo com suco em seguida.
Assim que terminaram de comer as duas lavaram os pratos na pia e em seguida foram para a sala se jogar no sofá e assistir televisão, depois de muita insistência da melhor amiga Melissa vai até a cozinha preparar um brigadeiro de panela enquanto isso Cler já seleciona a serie favorita delas The vampire Diarie, elas eram perdidamente apaixonadas por um dos atores principais Stefan Salvatore, Melissa estava deitada no sofá prestando atenção no episódio que se passava quando Cler a chamou.
- O que foi? Melissa pergunta se ajeitando no sofá para olhar a amiga.
- Já está sabendo que a Sofia vai para Nova Iorque? Cler pergunta com os olhos na televisão.
- Estou sim, ela me acordou super cedo para contar a novidade e fiquei muito feliz de verdade, só a gente sabe o quanto ela batalhou para conseguir essa bolsa, mas confesso que meu coração já está sofrendo por viver longe dela. Melissa fala fazendo beiço.
- Eu também já estou sofrendo antecipadamente, vamos ter que nos acostumar a ver ela somente por chamada de vídeo. Cler fala olhando para Melissa que concorda com a cabeça. – Estava pensando que seria bem legal se fizéssemos uma festa de despedida para ela. Cler diz animada.
- Por mim tudo bem, ela merece uma despedida. Melissa fala abrindo um sorriso para Cler que bate palmas em sinal de comemoração.
Alguns minutos se passam até Melissa sentir que sua garganta está seca, ela se levanta do sofá e vai na cozinha beber um copo de água, quando se vira para retornar à sala seu celular toca no bolso de trás do seu short jeans e Melissa não se demora para atender pois sua preocupação com o pai a deixava sempre em alerta, mas assim que viu o nome da sua amiga Sofia piscar na tela ela respirou aliviada levando o aparelho até o ouvido.
- Estava ansiosa aguardando sua ligação, me conta com foi com seu chefe? Melissa pergunta curiosa.
- Eu falei com meu chefe e ele.... Sofia fez um suspense ficando em silencio do outro lado da linha.
- Sofia quer que tenha um ataque de ansiedade. Melissa diz se apoiando na bancada da cozinha.
- Ele aceitou. Sofia gritou eufórica e Melissa acabou gritando também e as duas ficaram comemorando pelo celular, não demorou muito para Cler aparecer na cozinha querendo saber o que estava acontecendo.
Melissa colocou o celular na viva voz e Sofia anunciou novamente que seu chefe havia entendido que ela não poderia mais trabalhar para ele pois estava de mudança para Nova Iorque, Cler também amou a notícia e as três comemoraram juntas, mais Melissa ainda tinha uma preocupação em sua cabeça.
- Não querendo cortar o clima de comemoração mais seu chefe aceitou assim de boa, você não disse que ele era chato e tudo mais? Melissa pergunta indo pegar mais um copo de água na geladeira.
- E eu não mentir, o Bruno pode ser uma pessoa bem difícil de lidar na maioria das vezes, mais o Harry e a Maria me deram a maior força. Sofia diz e Melissa pode ouvir pelo tom de voz da amiga o quanto ela estava feliz.
- Maria é seu anjo da guarda na empresa e Harry é aquele socio gato do seu chefe que você disse que pega todas, se não me engano ele já até deu fez um convite para saírem juntos né? Melissa pergunta e Sofia confirmar.
- Esse mesmo, mais tenho que confessar que ele me salvou hoje e a Maria eu nem sei como agradecer ela, como a empresa está passando por um processo por conta dos novos contratos que foram assinados a correria está grande e eu não poderia deixar o Bruno totalmente na mão então fiz uma proposta e ele aceitou e com isso vou poder viajar mais tranquila também. Sofia fala deixando Cler e Melissa curiosas.
- Que proposta foi essa? Melissa pergunta olhando para o celular que estava em cima da bancada.
- Já adianto que tem a ver com sua pessoa. Sofia diz e Melissa arregala os olhos.
- O que você aprontou? Melissa pergunta pegando o celular na mão.
- Não pira amiga, mas eu te indiquei para meu chefe, falei que você tinha faculdade de administração e curso de secretaria, que você é eficiente, pontual etc. Sofia diz e Melissa paralisa por um instante tentando absorver tudo que tinha ouvido, Cler balança a amiga e ela volta ao normal piscando os olhos.
- Sofia ficou louca, como assim você me indicou para seu chefe? Melissa pergunta ainda confusa. – Eu nunca em toda minha vida trabalhei em uma empresa de grande porte ainda mais em uma construtora que praticamente é a maior do país, eu não posso fazer isso. Melissa fala balançando a cabeça negativamente.
- Amiga você é esperta, talentosa e muito inteligente vai tirar de letra, eu mesma quando fui contratada não sabia de muita coisa, mas a Maria foi um anjo e me ajudou muito dentro da empresa, mel por favor diz que aceita ficar no meu lugar ou então terei que desistir da faculdade. Sofia fala com uma voz triste.
- Eu não sei Sofia ... Melissa diz pensativa, não queria que a amiga desistisse do sonho mais tinha medo de assumir um compromisso tão grande.
- Por favor... Sofia fala e Melissa pensa um pouco antes de responder.
- Sabe que faço tudo por você né, pode contar comigo. Melissa diz abrindo um sorriso assim que ouviu a amiga comemorar do outro lado da linha, Sofia não parou de agradecer até as duas finalizarem a ligação.
Apesar de nervosa Melissa estava feliz jamais deixaria a amiga desistir de ir para Nova Iorque, resolveu fazer o bolo de chocolate que sua mãe sempre preparava quando ela era criança enquanto Cler a incentivava dizendo que Melissa teria um chefe e subchefe que eram gatos demais. Robert logo chegou se juntando as duas na cozinha para comer o bolo que já tinha assado, apesar de querer contar a novidade para o pai Melissa achou melhor conta quando tudo estivesse certo, a noite seu pai a ajudou com o jantar e Cler como sempre ficou para dormir mais ao contrário da amiga que estava em um sono profundo Melissa observava o teto escuro do seu quarto imaginando como tudo aconteceria.
Melissa é acordada por sua melhor amiga pulando em cima do seu colchão ela tenta tampar a cabeça com o travesseiro e ignorar o fato do seu corpo está sendo sacolejado pelos movimentos mais não adianta muito e logo sente o peso do corpo de Cler sobre o seu, tenta empurrar a amiga e volta a dormir mais seu plano não dar certo e ela se levanta a contragosto.
- Cler ficou louca? se bem que você já tem um parafuso a menos né. Melissa fala olhando Cler se sentar na cama e mostrar a língua para ela.
- Esqueceu que hoje é o dia da festa de despedida da Sofia, já mandeu mensagens para o restante do pessoal. Cler fala empolgada.
- Hum... a Sofi vai segunda feira Cler não estou entendendo todo esse alvoroço, podemos fazer a festa no sábado à noite. Melissa diz abrindo seu guarda-roupa a procura de um look para vestir.
- Pior que você tem razão vai ser bem melhor no final de semana, estou tão empolgada que nem parei para pensar nisso. Cler fala se levantando da cama e indo até o espelho.
- Você é muito desesperada amiga. Melissa diz indo para o banheiro tomar banho.
Melissa optou por colocar uma roupa leve pois o dia estava quente, vestiu seu short jeans na cor azul escuro e um cropped florido com bojo havia sido o look que tinha escolhido para passar o dia, assim que saiu do banheiro Cler estava na sacada do seu quarto conversando com alguém no celular e rindo alto ao mesmo tempo, Melissa já podia imaginar seus vizinhos fofoqueiros que passavam na rua olhando para sua varanda e se perguntando o que estava acontecendo, ela se sentou em frente sua penteadeira ajeitando seu cabelo antes de começar a se maquiar, ouviu a porta de vidro ser aberta e Cler entrar para o quarto.
- Nossa que gata. Cler diz se sentando na cama observando Melissa.
- Obrigada, você também está linda. Melissa se levantou indo pegar seus óculos e sua bolsa.
- Eu sei que é uma pergunta idiota, mas você vai sair? Cler pergunta curiosa.
- Sim, tenho que pagar umas contas e fazer compras pois a dispensa já está praticamente vazia. Melissa fala se sentando na cama para colocar sua sandália.
- Posso ir? Cler pergunta imitando a carinha do gato de botas e Melissa rir olhando a cena.
- Claro que você pode ir, jamais te deixaria meu grude. Melissa fala com um sorriso pegando sua bolsa e saindo do quarto com a amiga.
Assim que desceram as escadas Melissa viu o pai sentado na velha poltrona assistindo um jogo de basquete e parecia bem concentrado, ela terminou de descer os degraus e caminhou até o ele colocando uma mão em seu ombro e só então Robert notou a presença da filha.
- Bom dia pai, pelo jeito o jogo está bom. Melissa fala dando um beijo no rosto de Robert.
- Bom dia querida, acredita que o Miami Heat está dando uma surra de 20 a 14 em cima do New Knicks. Robert comenta com um sorriso no rosto.
- Bom dia Cler, cadê meu beijo que não ganhei até agora. Robert diz se virando e olhando a jovem que estava de pé próximo ao sofá olhando a televisão.
- Bom dia tio querido do meu coração. Cler fala enquanto se aproxima de Robert e deposita um beijo em seu rosto.
Melissa foi para a cozinha pois seu estomago já reclamava de fome e Cler não demoro para se juntar a ela na mesa da cozinha, seu pai tinha deixado o café pronto e arrumado enquanto comia Melissa fazia uma pequena lista de compras no celular, seu pai entrou na cozinha indo até a geladeira pegar água.
- As duas vão sair? Robert pergunta lavando o copo na pia.
- Pensei em ir até o centro pagar umas contas e comprar as coisas que estão faltando, vai querer alguma coisa que não está na lista? Melissa pergunta olhando o pai que nega com a cabeça.
- Assim que terminar as compras me liga que eu vou buscar vocês com o Afonso. Robert diz pegando uma maçã na fruteira.
- Eu ligo sim. Melissa fala olhando o pai voltar para a sala.
Depois de esperar pacientemente por Cler que levou minutos para terminar o café da manhã, as duas guardaram as coisas e Melissa subiu correndo para escovar os dentes e retocar o batom, quando desceu se despediu do pai e saiu de casa com sua amiga, as duas pediram um táxi até o centro que não ficava longe, o primeiro lugar que foram foi o banco pois Melissa não queria pegar fila, no caminho para o mercado Cler inventou de tomar um sorvete e não havia sido uma ideia ruim, as duas não demoraram muito no mercado. Assim que terminou de passar as compras no caixa Afonso e seu pai chegaram para buscar elas, Cler decidiu de última hora que queria ficar mais um pouco olhando as lojas no centro.
As duas estavam a caminho do shopping quando Melissa se distraiu conversando sobre um vestido que elas tinham visto em uma vitrine e acabou esbarrando em alguém, com o impacto algo se chocou com o chão e o barulho de estilhaços foram ouvidos na mesma hora, Melissa levou as mãos até a boca quando percebeu que era um celular e parecia ser bem caro, a tela havia se espatifado em mil pedaços, ela se desesperou olhando o aparelho no chão e quando levantou a cabeça para pedir desculpas a pessoa que estava parada em sua frente se deparou com um par de olhos castanhos escuros a encarando e podia sentir pelo olhar do homem que ele estava muito bravo, ela não teve chance nem de se pronunciar pois uma voz ríspida a impediu de falar.
- Deveria prestar mais atenção na rua, faz ideia de quanto custa um aparelho desses? O homem perguntou irritado.
- Eu não faço a menor ideia do valor desse aparelho mais sei que não deve ser barato e por isso peço desculpas embora a culpa não seja só minha, imagino que o cavaleiro também estava distraído com os olhos no celular, poderia ter sido assaltado ao invés de esbarrar em mim. Melissa diz alterando um pouco a voz e chamando a atenção de algumas pessoas que passavam próximas a eles.
- Já era de se imaginar, não tenho tempo a perder e só para constar meu celular estaria bem melhor se tivesse sido roubado. O homem diz se abaixando para pegar o aparelho no chão.
- Idiota. Melissa murmura olhando o homem se levantar e guardar o celular no bolso do paletó.
- O que disse senhorita? O homem pergunta elevando uma das sobrancelhas.
- Disse apenas que não tenho como pagar pelo aparelho. Melissa diz cruzando os braços.
- Pode ficar tranquila que não irei forçar a senhorita a pagar nada até porque um aparelho desses não se encontrar em qualquer lugar, com licença senhorita. O homem diz ajeitando o paletó e olhando as horas no relógio antes de entrar no restaurante que Melissa nem tinha percebido que havia parado em frente.
- Idiota, arrogante, metido...que raiva. Melissa grita na direção que o homem tinha ido antes se virar para Cler com os olhos semicerrados.
- O que foi? Cler pergunta olhando com cara de espanto para a amiga.
- Você ainda pergunta Cler, deveria ter me ajudado a sair da situação constrangedora que acabou de acontecer e não ter ficado babando por aquele sujeito. Melissa diz irritada e começando a andar rapidamente.
- Desculpa amiga, mas eu fiquei até sem reação com a beleza daquele homem, caso não tenha notado ele era um gato e que perfume maravilhoso. Cler dizia enquanto tentava acompanhar os passos de Melissa.
- Pois então fique com ele. Melissa fala assim que as duas passam pelas portas do shopping.
- Jamais te abandonaria abelhinha. Cler diz se encaminhando para a área de alimentação.
As duas se sentaram em uma das mesas e fizeram seus pedidos e enquanto aguardavam Cler relembrava a cena épica da amiga se esbarrando com o estranho no meio da rua, Melissa se irritava só em ouvir falar do assunto pois havia achado o tal homem muito nariz em pé e arrogante por isso fez com que a amiga mudasse rapidamente de assunto.
- Sei que pediu para mudar de assunto, mas você também notou que aquele homem era familiar ou foi só eu? Cler pergunta abrindo sua garrafa de água.
- Também achei, vai ver foi o calor do momento que nos deixou com dúvidas. Melissa diz olhando o garçom se aproximar da mesa com seus pedidos.
Enquanto comiam as duas faziam altos planos para a festa de Sofia que aconteceria no final de semana, após o almoço elas deram mais uma volta no shopping olhando mais algumas lojas até Melissa decidir que queria ir para casa pois já estava cansada e suada por conta do calor que estava fazendo, a primeira coisa que fez assim que chegou em sua casa foi tomar e trocar de roupa, seu pai já havia guardado as compras na dispensa e organizado tudo então o que restou para ela foi se jogar no sofá e ficar assistindo televisão, sem que percebesse Melissa acabou se distraindo pensando no homem desconhecido que havia se esbarrado na rua, sua mente foi invadida por aquele par de olhos castanhos escuros e intensos que a observavam de perto, sentiu um calor tomar conta do seu corpo e instantaneamente seu rosto esquentar, ela foi despertada dos seus pensamentos por seu pai que pigarreou próximo ao sofá onde estava deitada.
- Oi pai nem ouvir você chegar. Melissa diz se sentando e ajeitando o cabelo para disfarçar seu rosto enrubescido.
- Percebi.... Robert fala com um meio sorriso indo se sentar em sua velha poltrona. – Não queria te assustar, como foi o passeio? Ele pergunta olhando para a televisão.
- Foi ótimo me divertir bastante com a Cler e você? Como anda aquele projeto secreto que tem com o tio Afonso? Melissa pergunta olhando para o pai.
- Vai muito bem mais ainda temos muito trabalho a ser feito, sabe filha eu estava pensando em voltar a trabalhar, propus ao Afonso de sermos sócios em carpintaria aqui na cidade, o que acha? Robert pergunta empolgado se virando para olhar Melissa.
- Eu acho uma ótima ideia pai, vai ser muito bom para o senhor ocupar a mente com o trabalho, mas antes precisamos voltar ao médico e se ele disser que está tudo bem eu não vejo problema em colocar o plano de vocês em prática. Melissa diz com um sorriso se levantando e indo abraçar o pai.
- Vou ao médico na semana que vem e se autorizar abriremos nossa loja. Robert fala confiante.
- Pode contar comigo. Melissa diz dando um beijo na testa do pai antes de se retirar para a cozinha.
Enquanto preparava o jantar Melissa ligou para Sofia para saber se estava tudo bem e saber como andava os preparativos para a viajem, após finalizar a ligação ela foi chamar seu pai para jantar e os dois ficaram conversando sobre a carpintaria e os planos que ele tinha em mente, Melissa ouvia tudo com atenção e as vezes dava sua opinião. Após comerem arrumaram a cozinha juntos pois Robert gostava de tudo organizado para preparar o café no dia seguinte, Melissa desejou uma boa noite ao pai e subiu para seu quarto, estava tão cansada que apagou assim que se jogou em sua cama, o que ela não imaginava era que o tal homem desconhecido iria invadir seus sonhos também.