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A Vingança da Paisagista

A Vingança da Paisagista

Autor:: Dragon
Gênero: Romance
Como paisagista renomada, meu "Toque Verde" transformava qualquer terreno em um paraíso, e meu maior sonho era um jardim botânico em homenagem à minha avó. Mas esse sonho foi brutalmente destruído pelo homem que eu amava, Pedro, que, bêbado, triturou anos da minha vida. Quando o confrontei, ele se escondeu atrás de sua nova parceira, a poderosa Beatriz, que me dispensou com um sorriso frio: "Pedro é jovem, não leve isso a sério." O choque e a dor me deixaram sem fala, sentindo algo morrer dentro de mim. Naquela noite, em silêncio, usei minha influência para mandá-lo para o exterior, uma vitória amarga. Meses depois, o desastre atingiu minha família: minha irmã adoeceu gravemente, e nossa empresa familiar, antes sólida, enfrentou uma crise financeira inexplicável. Desesperada, decidi retornar às competições de design de jardins, buscando um terreno raro. No leilão de terras, lá estavam eles novamente: Pedro, mais bonito e confiante, e Beatriz, radiante, dominando o ambiente. Quando ela me viu, um sorriso malicioso se espalhou: "Tudo o que Sofia cobiça, eu arremato." Os sussurros de pena e desprezo me cercaram. "Não é de se admirar que Beatriz não a traga mais; ela não se compara ao garoto." A dor se transformou em raiva. O que eles não sabiam é que eu, Sofia, era casada com Beatriz por um contrato de negócios que unia nossas famílias, um acordo que ela parecia ter esquecido. E então, o golpe final: o leiloeiro anunciou que eu tinha trinta milhões, não os cinquenta necessários. Meu dinheiro pessoal, que só eu acessava, havia sumido! Beatriz sorriu, seus olhos de flor de pêssego brilhando com malícia: "Eu só comprei um carro esportivo de edição limitada para o Pedro. Queria fazê-lo feliz." Cinquenta milhões. Meu dinheiro, minha dignidade, tudo roubado. A humilhação era completa. Beatriz me ofereceu dinheiro para participar, desde que eu me ajoelhasse. Minha raiva explodiu: "Nunca!" Com um ato desesperado, tirei da bolsa um pedaço de jade bruto, o último presente da minha avó, meu talismã. "Isto é Jade Imperial. Vale muito mais do que os cinquenta milhões." O leiloeiro confirmou: "Valor estimado ultrapassa os cem milhões." Beatriz, chocada, gaguejou. Olhei para ela, meus olhos agora frios e desafiadores: "Eu posso participar agora?" O leilão começou, mas Beatriz seguiu me humilhando, comprando cada terreno que eu cobiçava. Sua estratégia era clara: me destruir. Quando o lote 27, um terreno rochoso sem valor, foi anunciado, senti uma chance. Ofereci um milhão. Beatriz bufou: "Dois milhões. Você está desesperada." Mas Pedro, querendo me humilhar ainda mais, sussurrou para ela: "Deixe-a ter um lote, o pior de todos." Beatriz, com um sorriso cruel, me presenteou com o lote 35, "resíduo de pedreira, solo contaminado." A sala explodiu em gargalhadas. Mas eu não me abati. Vendi meus terrenos para empresas dispostas a recuperá-los e construir lá, lucrando mais do que Beatriz com suas terras "valiosas". Foi então que Sofia se moveu, olhando para Beatriz, um pequeno sorriso finalmente tocando seus lábios. Um sorriso frio como gelo. "Você vê pedras, Beatriz. Eu vejo o que está por dentro." Naquele mesmo dia, um raio me atingiu novamente: minha irmã havia falecido devido a um "novo medicamento". Com a dor se transformando em fúria, corri para o hospital. O nome na autorização era de Pedro. Ele havia visitado o hospital usando uma antiga procuração, convencendo um jovem médico a um "tratamento experimental" que sabia ser fatal. Ele não a matou diretamente. Ele apenas... a ajudou a morrer. Minha vingança não havia terminado. Tinha apenas começado.

Introdução

Como paisagista renomada, meu "Toque Verde" transformava qualquer terreno em um paraíso, e meu maior sonho era um jardim botânico em homenagem à minha avó.

Mas esse sonho foi brutalmente destruído pelo homem que eu amava, Pedro, que, bêbado, triturou anos da minha vida. Quando o confrontei, ele se escondeu atrás de sua nova parceira, a poderosa Beatriz, que me dispensou com um sorriso frio: "Pedro é jovem, não leve isso a sério."

O choque e a dor me deixaram sem fala, sentindo algo morrer dentro de mim. Naquela noite, em silêncio, usei minha influência para mandá-lo para o exterior, uma vitória amarga.

Meses depois, o desastre atingiu minha família: minha irmã adoeceu gravemente, e nossa empresa familiar, antes sólida, enfrentou uma crise financeira inexplicável. Desesperada, decidi retornar às competições de design de jardins, buscando um terreno raro.

No leilão de terras, lá estavam eles novamente: Pedro, mais bonito e confiante, e Beatriz, radiante, dominando o ambiente. Quando ela me viu, um sorriso malicioso se espalhou: "Tudo o que Sofia cobiça, eu arremato."

Os sussurros de pena e desprezo me cercaram. "Não é de se admirar que Beatriz não a traga mais; ela não se compara ao garoto." A dor se transformou em raiva.

O que eles não sabiam é que eu, Sofia, era casada com Beatriz por um contrato de negócios que unia nossas famílias, um acordo que ela parecia ter esquecido.

E então, o golpe final: o leiloeiro anunciou que eu tinha trinta milhões, não os cinquenta necessários. Meu dinheiro pessoal, que só eu acessava, havia sumido!

Beatriz sorriu, seus olhos de flor de pêssego brilhando com malícia: "Eu só comprei um carro esportivo de edição limitada para o Pedro. Queria fazê-lo feliz."

Cinquenta milhões. Meu dinheiro, minha dignidade, tudo roubado. A humilhação era completa. Beatriz me ofereceu dinheiro para participar, desde que eu me ajoelhasse. Minha raiva explodiu: "Nunca!"

Com um ato desesperado, tirei da bolsa um pedaço de jade bruto, o último presente da minha avó, meu talismã. "Isto é Jade Imperial. Vale muito mais do que os cinquenta milhões."

O leiloeiro confirmou: "Valor estimado ultrapassa os cem milhões."

Beatriz, chocada, gaguejou. Olhei para ela, meus olhos agora frios e desafiadores: "Eu posso participar agora?"

O leilão começou, mas Beatriz seguiu me humilhando, comprando cada terreno que eu cobiçava. Sua estratégia era clara: me destruir.

Quando o lote 27, um terreno rochoso sem valor, foi anunciado, senti uma chance. Ofereci um milhão. Beatriz bufou: "Dois milhões. Você está desesperada."

Mas Pedro, querendo me humilhar ainda mais, sussurrou para ela: "Deixe-a ter um lote, o pior de todos."

Beatriz, com um sorriso cruel, me presenteou com o lote 35, "resíduo de pedreira, solo contaminado." A sala explodiu em gargalhadas.

Mas eu não me abati. Vendi meus terrenos para empresas dispostas a recuperá-los e construir lá, lucrando mais do que Beatriz com suas terras "valiosas".

Foi então que Sofia se moveu, olhando para Beatriz, um pequeno sorriso finalmente tocando seus lábios. Um sorriso frio como gelo. "Você vê pedras, Beatriz. Eu vejo o que está por dentro."

Naquele mesmo dia, um raio me atingiu novamente: minha irmã havia falecido devido a um "novo medicamento". Com a dor se transformando em fúria, corri para o hospital. O nome na autorização era de Pedro.

Ele havia visitado o hospital usando uma antiga procuração, convencendo um jovem médico a um "tratamento experimental" que sabia ser fatal. Ele não a matou diretamente. Ele apenas... a ajudou a morrer.

Minha vingança não havia terminado. Tinha apenas começado.

Capítulo 1

Sofia, uma arquiteta paisagista de renome, tinha um dom que todos chamavam de "Toque Verde". Ela conseguia transformar os terrenos mais secos e sem vida em jardins cheios de exuberância. Seu maior projeto, o sonho de sua vida, era um jardim botânico que ela estava construindo em homenagem à sua avó, uma mulher que lhe ensinou tudo sobre plantas.

Mas esse sonho foi reduzido a nada.

Pedro, seu noivo desde a infância, o homem que ela amava com todo o coração, destruiu tudo. Bêbado, ele dirigiu um trator sobre as mudas raras, esmagando anos de trabalho e dedicação.

Quando Sofia o confrontou, com o coração partido e os olhos cheios de lágrimas, ele se escondeu atrás de sua nova parceira, a empresária Beatriz.

"É só um monte de plantas velhas, por que você está sendo tão dramática?"

A voz de Pedro era arrastada e indiferente.

Beatriz, que observava a cena com um sorriso frio, acrescentou:

"Pedro é jovem, você deveria ser mais compreensiva e não levar isso a sério."

Sofia não disse uma palavra. O choque e a dor eram tão intensos que a deixaram sem fala. Ela apenas olhou para os dois, o homem que ela pensava que conhecia e a mulher que o controlava, e sentiu algo morrer dentro de si.

Naquela mesma noite, em silêncio, Sofia usou sua rede de contatos. Ela era mais do que apenas uma paisagista; sua família, embora discreta, tinha influência. Com um único telefonema, ela garantiu que um contrato multimilionário que Pedro estava prestes a fechar no exterior fosse cancelado e entregue a um concorrente. Ele foi enviado para longe, para uma filial insignificante da empresa, para "ganhar experiência".

Foi uma vitória pequena e amarga, mas que trouxe uma consequência terrível.

Meses depois, o desastre atingiu sua própria casa. Sua irmã adoeceu gravemente, precisando de tratamentos caros e constantes. Ao mesmo tempo, a empresa de sua família, um negócio sólido por gerações, enfrentou uma crise financeira súbita e inexplicável. Contratos foram cancelados, investidores recuaram, e as dívidas começaram a se acumular.

Desesperada, Sofia sabia que precisava de dinheiro, e rápido. Ela decidiu voltar ao mundo das competições de design de jardins, um universo que ela havia abandonado por amor a Pedro e Beatriz. O primeiro passo era adquirir um terreno raro, uma peça de terra com um potencial único que poderia garantir sua vitória.

Isso a levou a um leilão de terras raras, um evento exclusivo para os mais ricos e influentes da cidade.

E foi lá que ela os encontrou novamente.

Pedro e Beatriz estavam no centro das atenções. Ele, mais bonito e confiante do que nunca, e ela, radiante de poder ao seu lado. Eles estavam em um relacionamento íntimo, trocando carícias e olhares que não deixavam dúvidas.

Quando Beatriz viu Sofia, um sorriso malicioso se espalhou por seu rosto. Ela fez um gesto sutil para o leiloeiro, um sinal de "leilão às cegas" direcionado a Sofia, e disse em voz alta o suficiente para que todos ouvissem:

"Tudo o que Sofia cobiça, eu arremato."

Sofia sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Os sussurros começaram imediatamente ao seu redor, olhares de pena e desprezo se voltando para ela.

"Ela é a famosa 'Toque Verde', mas olhe como está abatida agora."

"Não é de se admirar que Beatriz não a traga mais; ela não se compara ao garoto."

"Shhh, não deixe que ela ouça. Dizem que quem não é amado é o terceiro."

Sofia cerrou os punhos, sentindo o sangue fugir de seu rosto. Por causa de um comentário casual de Beatriz, anos atrás, sobre preferir pessoas "naturais", Sofia passou três anos sem usar maquiagem, sem comprar roupas novas, dedicando-se apenas ao seu trabalho e a ele. Agora, ela via o quão tola tinha sido.

Seus olhos se fixaram em Beatriz, que estava em uma posição de destaque, flertando abertamente com Pedro. Um homem ao lado deles tentou se inclinar para ver melhor o rosto de Pedro, talvez por curiosidade. A reação de Beatriz foi instantânea e violenta.

"Você tem a audácia de olhar para o meu homem?"

Ela gritou, e sem hesitar, jogou a xícara de chá quente que segurava diretamente no rosto do homem. Ele gritou de dor e caiu no chão, mas Beatriz o ignorou completamente, como se ele fosse um inseto.

"Meu homem"?

Sofia sorriu amargamente para si mesma. Um sorriso que ninguém viu. Que piada. Ela, Sofia, era a esposa legal de Beatriz. Elas tinham um contrato de casamento, um acordo de negócios que unia suas famílias. Um acordo que Beatriz parecia ter esquecido completamente.

Ela respirou fundo, forçando-se a voltar para seu assento, e começou a folhear o catálogo do leilão. Ela tentou se concentrar, ignorar a dor e a humilhação, mas as zombarias continuavam, cada vez mais altas.

"Sofia, você tem sido uma 'dona de casa' por três anos. Você ainda entende dessas coisas?"

"Você não acha que ainda é a 'Toque Verde' de antes, acha?"

"Mesmo que você acerte, o que adianta? A família dela está falida. Quanto dinheiro você tem para licitar terras raras?"

Ao ouvir isso, o coração de Sofia apertou. As dificuldades de sua família não eram públicas. Ninguém deveria saber da extensão da crise. Como eles sabiam? Seria... Beatriz?

Com os olhos começando a arder, Sofia olhou para Beatriz novamente. Uma suspeita terrível, mais escura do que qualquer coisa que ela já havia imaginado, começou a tomar forma em sua mente. Sua voz saiu trêmula, quase um sussurro.

"Os problemas da minha família... foi você quem causou?"

Beatriz se virou para ela, o sorriso ainda em seus lábios, e não negou. Pelo contrário, ela parecia se deliciar com a revelação.

"Sofia, não seja tão dura. Isso é apenas um 'movimento de negócios'."

Ela então se inclinou e beijou Pedro nos lábios, um beijo demorado e possessivo, antes de se virar para Sofia com seus belos olhos amendoados, cheios de um triunfo cruel.

"Você machucou meu querido, mandando-o para o exterior. E eu arruinei a pequena empresa da sua família. Não é justo?"

Sofia sentiu o chão desaparecer sob seus pés. Ela nunca, em seus piores pesadelos, imaginou que a verdade fosse essa. Sua família, sua herança, seu futuro, tudo destruído por um capricho, uma vingança desproporcional porque ela havia afastado Pedro. Beatriz ignorou completamente o vínculo de casamento que as unia. Que "justiça" cruel e distorcida era essa?

Sofia cambaleou, quase caindo, mas o leiloeiro a olhou com um desdém frio.

"O tempo é precioso. Por favor, não atrapalhe nosso leilão."

Assim que ele terminou de falar, dois seguranças enormes a agarraram pelos braços, forçando-a a se sentar firmemente em sua cadeira. As risadas ao redor dela se intensificaram.

"A família de Sofia está falindo. Como ela pode competir conosco em leilões de terras raras?"

"Não seria chato se ela ficasse sem dinheiro no meio do leilão?"

Alguém na multidão, um aliado de Beatriz, acenou para o leiloeiro e sugeriu em voz alta:

"Verifique os fundos de Sofia. Se ela não tiver cinquenta milhões, expulse-a daqui!"

O rosto de Sofia empalideceu. Cinquenta milhões. Era uma quantia enorme. Mas, secretamente, ela suspirou de alívio. Apesar da crise, ela tinha economias pessoais. Ela deveria ter cerca de setenta ou oitenta milhões em sua conta privada. Um pouco mais do que os cinquenta milhões exigidos.

Ela respirou fundo, o nervosismo fazendo seu coração bater descontroladamente. Ela não notou o olhar divertido e predador nos olhos de Beatriz.

Logo, o leiloeiro se aproximou dela, segurando um tablet com os resultados da verificação de fundos. Ele expressou um falso pesar, mas seu desprezo era evidente.

"Senhorita Sofia, sinto muito, mas o total de seus bens é de trinta milhões. Você não pode participar deste leilão de terras raras. Por favor, retire-se o mais rápido possível."

As palavras do leiloeiro a atingiram como um raio.

Trinta milhões? Como isso era possível? Sua conta, que só ela podia acessar, sua senha secreta, e...

O rosto de Sofia ficou branco como papel. Ela se virou para Beatriz, a incredulidade e o horror estampados em seu rosto.

"Por quê?"

Beatriz a olhou, seus olhos de flor de pêssego brilhando com malícia.

"Por nada. Eu só comprei um carro esportivo de edição limitada para o Pedro. Queria fazê-lo feliz."

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Capítulo 2

A revelação de Beatriz sugou todo o ar dos pulmões de Sofia. Cinquenta milhões. Desaparecidos. Gastos em um carro para o homem que a traiu, usando o dinheiro que ela precisava para salvar sua família. A crueldade do ato era tão profunda, tão calculada, que Sofia sentiu uma náusea avassaladora.

Beatriz se aproximou, sua voz um sussurro venenoso que só Sofia podia ouvir.

"Vê, Sofia? Tudo o que é seu, posso pegar quando quiser. Seu homem. Seu dinheiro. Sua dignidade. O que você vai fazer agora?"

A multidão, percebendo o drama, se voltou para elas. As risadas e os comentários maldosos se tornaram mais audaciosos.

"Trinta milhões? Ela achou mesmo que poderia sentar na mesma sala que nós?"

"A 'Toque Verde' virou piada. Que vergonha."

"Beatriz é generosa. Eu já a teria expulsado a pontapés."

Dois seguranças se moveram em direção a Sofia, prontos para arrastá-la para fora. A humilhação era completa. Beatriz observava com um sorriso satisfeito, saboreando cada segundo da destruição de Sofia. Então, ela levantou a mão, parando os seguranças.

"Esperem," disse Beatriz, sua voz carregada de uma falsa magnanimidade. "Talvez possamos dar uma chance a ela."

Ela se inclinou sobre Sofia, o perfume caro invadindo seus sentidos.

"Sofia, se você se ajoelhar agora e me pedir desculpas por ter chateado o Pedro, talvez eu te empreste o dinheiro para participar. O que você acha? É uma oferta generosa."

Ajoelhar. Pedir desculpas. A humilhação final.

Uma raiva fria e cortante subiu pela espinha de Sofia, substituindo o choque e a dor. Ela olhou para o rosto perfeito de Beatriz, para o sorriso presunçoso, e algo dentro dela se partiu para sempre.

"Nunca," sibilou Sofia, sua voz baixa, mas firme.

Ela tentou se levantar, empurrar Beatriz para longe, mas os seguranças a agarraram com mais força, seus dedos cravando em seus braços. A dor física era um eco fraco da dor em sua alma.

"Tola teimosa," disse Beatriz, seu sorriso desaparecendo. "Então saia."

Enquanto os seguranças começavam a puxá-la, Sofia, em um ato de desespero, gritou:

"Esperem! Eu tenho algo para oferecer como garantia!"

Toda a sala ficou em silêncio. Os olhos de todos se voltaram para ela. Com as mãos trêmulas, Sofia abriu sua bolsa surrada e tirou um pequeno objeto embrulhado em um pano de seda.

Era um pedaço de jade bruto, do tamanho de um punho, de um verde profundo e irregular. Não parecia valioso para um olho não treinado, mas era a última coisa de valor que sua avó lhe dera. Era um talismã, um símbolo de seu "Toque Verde". Segundo sua avó, continha a essência de um jardim.

"Isto," disse Sofia, sua voz ganhando força. "É um pedaço de Jade Imperial. O leiloeiro pode avaliar. Vale muito mais do que os cinquenta milhões necessários."

Um murmúrio percorreu a sala.

"Jade Imperial? Daquela pedrinha feia?"

"Ela está delirando. Provavelmente pegou uma pedra no quintal."

Beatriz riu alto. "Sofia, você ficou louca? Isso não vale nada."

Mas o leiloeiro, um homem experiente, pegou a pedra com cuidado. Seus olhos se arregalaram ligeiramente ao sentir o peso e a textura. Ele pegou uma pequena lanterna e a examinou. Um silêncio tenso pairou sobre o salão.

Depois de um longo minuto, ele olhou para Sofia, e depois para Beatriz, com um novo respeito.

"A senhorita está correta," ele anunciou. "Esta é, de fato, uma peça de Jade Imperial de altíssima qualidade. Seu valor estimado, mesmo em estado bruto, ultrapassa os cem milhões."

O queixo de Beatriz caiu. A multidão ofegou.

Sofia sentiu uma onda de alívio e triunfo. Ela olhou diretamente para Beatriz, seus olhos agora frios e desafiadores.

"Eu posso participar agora?"

O leiloeiro assentiu rigidamente. "Sim, senhorita Sofia. Minhas desculpas."

Sofia se sentou, o coração ainda martelando, mas agora com uma nova determinação. Ela tinha sido empurrada para o abismo, mas não havia caído. Ela se agarrou à beirada com as unhas e estava pronta para escalar de volta. A dor não tinha desaparecido, mas agora estava misturada com uma raiva gelada. Ela não estava mais ali apenas para salvar sua família. Ela estava ali por vingança.

O leilão começou. O primeiro item era um pequeno terreno na encosta de uma montanha, com uma fonte de água natural. Perfeito para um jardim de rochas. Sofia sabia exatamente o que fazer com ele.

"Lance inicial de dez milhões," anunciou o leiloeiro.

"Doze milhões," disse Sofia, sua voz clara e firme.

Antes que qualquer outra pessoa pudesse falar, a voz de Beatriz cortou o ar.

"Vinte milhões."

Sofia franziu a testa. Era um preço alto demais para aquele terreno.

"Vinte e um milhões," ela disse, testando as águas.

"Trinta milhões," retrucou Beatriz imediatamente, com um sorriso de escárnio.

Sofia entendeu. Beatriz não estava interessada nos terrenos. Ela estava interessada em destruí-la. Ela cumpriria sua promessa: tudo o que Sofia cobiçasse, ela arremataria, não importava o custo. A humilhação não havia acabado. Tinha apenas mudado de forma.

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