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A Vingança da Cunhada Perfeita

A Vingança da Cunhada Perfeita

Autor:: Adventurous
Gênero: Moderno
No dia do meu casamento com Tiago Almeida, sonhava com a estabilidade de uma vida juntos. Mal sabia eu que o meu sonho estava prestes a tornar-se um pesadelo. De repente, Duarte, o irmão de Tiago, surgiu pálido, revelando que Inês, o amor de infância de Tiago, sofrera um acidente e, pior, perdera a memória, lembrando-se apenas da sua época com ele. Em choque, Tiago cancelou o casamento... e impiedosamente exigiu que eu fingisse ser namorada do Duarte, perante Inês. Fui forçada a arrastar-me naquela farsa humilhante, vendo Tiago dedicar um carinho antes meu à sua ex. Mas a traição atingiu o seu pico quando ouvi Tiago dizer que não daria a Inês o medicamento para a memória. Ele queria "reviver aquele sonho" egoisticamente, acreditando que o meu amor por ele era "suficiente" e que eu "aguentaria". Senti o chão a fugir-me dos pés, a dor era intensa, mas a raiva, quente e avassaladora, subiu. Cunhadinha perfeita? Ele ia ver quem era a perfeita cunhadinha. Liguei para Duarte, o irmão mais velho de Tiago, e com uma audácia que me surpreendeu, propus: "Que tal eu? Quero casar contigo, mas tenho uma condição." "Qual?" "No dia do nosso casamento, Tiago vai ter de me levar ao altar." A vingança tinha começado.

Introdução

No dia do meu casamento com Tiago Almeida, sonhava com a estabilidade de uma vida juntos.

Mal sabia eu que o meu sonho estava prestes a tornar-se um pesadelo.

De repente, Duarte, o irmão de Tiago, surgiu pálido, revelando que Inês, o amor de infância de Tiago, sofrera um acidente e, pior, perdera a memória, lembrando-se apenas da sua época com ele.

Em choque, Tiago cancelou o casamento... e impiedosamente exigiu que eu fingisse ser namorada do Duarte, perante Inês.

Fui forçada a arrastar-me naquela farsa humilhante, vendo Tiago dedicar um carinho antes meu à sua ex.

Mas a traição atingiu o seu pico quando ouvi Tiago dizer que não daria a Inês o medicamento para a memória.

Ele queria "reviver aquele sonho" egoisticamente, acreditando que o meu amor por ele era "suficiente" e que eu "aguentaria".

Senti o chão a fugir-me dos pés, a dor era intensa, mas a raiva, quente e avassaladora, subiu.

Cunhadinha perfeita? Ele ia ver quem era a perfeita cunhadinha.

Liguei para Duarte, o irmão mais velho de Tiago, e com uma audácia que me surpreendeu, propus: "Que tal eu? Quero casar contigo, mas tenho uma condição."

"Qual?"

"No dia do nosso casamento, Tiago vai ter de me levar ao altar."

A vingança tinha começado.

Capítulo 1

O dia do meu casamento com Tiago Almeida amanheceu soalheiro na quinta da família dele, no Douro. Eu, Sofia Antunes, designer de interiores e órfã desde cedo, sonhava com este momento de estabilidade. Mal sabia eu que o meu sonho estava prestes a tornar-se um pesadelo.

Estava a acabar de me arranjar quando Duarte, o irmão mais velho de Tiago, entrou no quarto, pálido.

"Sofia, preciso de falar contigo."

O seu tom sério arrepiou-me.

"A Inês... a Inês Castro sofreu um acidente de viação a caminho daqui."

Inês. O amor de infância de Tiago. Senti um aperto no peito.

"Ela está bem?"

"Está viva, mas... perdeu a memória. Só se lembra do passado, de quando namorava o Tiago."

Respirei fundo, tentando processar. O casamento...

"O Tiago está com ela no hospital. Ele... ele cancelou o casamento."

As palavras caíram como pedras. Cancelado.

"Ele pede para não a perturbar. Diz que o choque de saber do nosso casamento pode ser demais para ela agora."

Senti as lágrimas a quererem sair, mas engoli-as.

Duarte continuou, hesitante. "Ele teve uma ideia... para proteger a Inês."

"Que ideia?" A minha voz saiu fraca.

"Ele quer que finjas... que finjas ser minha namorada. Que és minha cunhada, aos olhos da Inês."

Olhei para ele, incrédula. Fingir ser namorada do meu cunhado no dia do meu próprio casamento cancelado? Aquilo era um ultraje.

"Ele acha que assim a Inês não se vai sentir pressionada, não vai fazer perguntas sobre ti e ele."

"E eu, Duarte? E os meus sentimentos?"

Ele baixou os olhos. "Eu sei que é horrível, Sofia. O Tiago está desesperado."

Desesperado? E eu? Estava destruída. Mas uma parte de mim, a parte que ainda amava o Tiago, vacilou. Talvez fosse temporário. Talvez a Inês recuperasse a memória em breve.

"Só por uns tempos, Sofia. Até a Inês melhorar."

Assenti, derrotada. "Está bem."

Um mês. Um mês arrastei-me naquela farsa humilhante. Via Tiago todos os dias a cuidar de Inês, a tratá-la com um carinho que antes era meu. Ela chamava-me "cunhada" com um sorriso inocente, e eu tinha de sorrir de volta, o coração a sangrar. Duarte era correto, distante, mas via a pena nos seus olhos. Os pais deles, o Sr. e a Sra. Almeida, só se preocupavam com a reputação da família e apoiavam a decisão de Tiago.

Até que um dia, ouvi falar de um novo tratamento para amnésia, uma esperança. Corri para o hospital, ansiosa por contar a Tiago. Encontrei-o à porta do quarto de Inês, a falar ao telemóvel com Ricardo Mendes, um amigo dele.

Escondi-me, e o que ouvi despedaçou-me.

"Não, Ricardo, não lhe vou dar o medicamento."

A voz de Tiago era fria, calculista.

"Quero reviver este sonho com a Inês. Ela está como antes, apaixonada por mim. E a Sofia? A Sofia ama-me demasiado, nunca me vai abandonar. Ela aguenta."

Reviver um sonho. À minha custa. A minha ingenuidade, o meu amor, eram a sua garantia. Senti o chão a fugir-me dos pés. A dor era tão intensa que me cortou a respiração. Aquele não era o Tiago que eu amava. Aquele era um monstro egoísta.

Nesse instante, o meu telemóvel vibrou. Uma mensagem de Tiago.

"Sofia, a Inês está a perguntar por ti. Podes vir cá um bocado? Continua a ser a minha cunhadinha perfeita."

Cunhadinha perfeita. A raiva subiu, quente e avassaladora, afogando a tristeza. Ele ia ver quem era a cunhadinha perfeita.

Ignorei a mensagem dele. Respirei fundo, a mente a trabalhar febrilmente. Lembrei-me de uma conversa que tinha ouvido entre o Sr. e a Sra. Almeida, preocupados porque Duarte, o filho mais velho e arquiteto de renome, continuava solteiro. Pressionavam-no para casar.

Liguei a Duarte.

"Duarte? Sou eu, a Sofia."

"Sofia? Aconteceu alguma coisa?" A sua voz soou preocupada.

"Ouvi dizer que os teus pais te andam a pressionar para casar." Fui direta ao assunto.

Ele hesitou. "Sim, é verdade. Mas porquê..."

"E eu?" interrompi, a voz a tremer ligeiramente com a audácia da minha própria proposta. "Que tal eu?"

Silêncio do outro lado.

"Eu vi o meu retrato no teu estúdio, Duarte. Aquele que escondes atrás das telas."

Mais silêncio, depois um suspiro.

"Sofia... tens a certeza disto?"

"Tenho. Quero casar contigo, Duarte." A minha voz agora era firme. "Mas tenho uma condição."

"Qual?"

"No dia do nosso casamento, o Tiago vai ter de me levar ao altar."

Duarte demorou um momento a responder. Quando o fez, a sua voz era uma mistura de surpresa e algo mais, algo que eu não conseguia decifrar.

"Aceito."

Desliguei o telemóvel, o coração a bater descontroladamente. O primeiro passo estava dado.

No dia seguinte, fiz as malas e mudei-me para a enorme e moderna casa de Duarte. Era um contraste com a quinta tradicional dos Almeida. Senti-me estranhamente calma.

Tiago apareceu nessa noite, furioso.

"Sofia! O que é que estás a fazer aqui? Enlouqueceste?"

Agarrou-me pelo braço. Afastei-o com um gesto brusco.

"Larga-me, Tiago. Esta é a casa do meu noivo."

Ele riu, incrédulo. "Noivo? Estás a brincar comigo, não estás? É um jogo para me fazeres ciúmes por causa da Inês?"

Olhei-o nos olhos, fria.

"Não é jogo nenhum, Tiago. Eu e o Duarte vamos casar. Agora sou, de facto, namorada dele."

Ele abanou a cabeça, ainda sem acreditar.

"Tu amas-me, Sofia. Vais voltar para mim."

"Isso é o que tu pensas." Dei-lhe as costas e entrei em casa, deixando-o na soleira da porta, confuso e zangado. A vingança tinha começado.

Capítulo 2

Tiago ficou paralisado. "Casar com o meu irmão? Sofia, para com isto. Eu sei que o anúncio do casamento dele saiu há uns dias, mas isto é demais!"

Ele ainda achava que eu estava a encenar, a tentar magoá-lo por causa da Inês. A sua arrogância era inacreditável.

Não me dei ao trabalho de explicar.

"Vai-te embora, Tiago."

Fechei-lhe a porta na cara. Ele ainda gritou o meu nome algumas vezes, mas depois o silêncio instalou-se.

Nos dias seguintes, Tiago não parou de me enviar mensagens. Prometia mundos e fundos, dizia que a situação com a Inês era temporária, que eu só precisava de "aguentar mais um pouco" e que depois teríamos o nosso final feliz.

Ignorei cada uma delas. O desdém era o único sentimento que ele me inspirava agora. O passado estava morto e enterrado. Era tempo de começar uma nova fase.

Comecei a preparar-me para o meu novo papel. Duarte era um homem reservado, e eu sabia pouco sobre os seus gostos pessoais. Um dia, fui comprar-lhe um fato novo para um evento. Enquanto estava na loja, vi Tiago do outro lado da rua. Ele estava a deitar fora um pequeno urso de peluche e uma caixa de música, presentes que eu lhe tinha dado, símbolos do nosso amor. Fez aquilo para agradar a Inês, para apagar qualquer vestígio de mim da vida dele.

Observei-o, impassível. Aquilo já não me magoava. Era apenas mais uma confirmação da decisão acertada que tinha tomado.

Tiago viu-me e atravessou a rua, com um sorriso forçado.

"Sofia! Que coincidência."

"Olá, Tiago."

"A Inês queria livrar-se de algumas coisas antigas, estava só a ajudá-la." Mentiroso.

Nesse momento, Inês aproximou-se, sorridente.

"Sofia! Ou melhor, cunhada!" Ela abraçou-me. "O Tiago disse que ias sair com o Duarte. Vão jantar fora?"

Antes que eu pudesse responder, Inês agarrou-me pelo braço.

"Anda connosco! Vamos a um restaurante típico que eu adoro. O Tiago disse que não te importas."

Não me deu hipótese de recusar. Fomos os três. O restaurante era conhecido pelos pratos picantes. Tiago, que tinha um estômago sensível e nunca comia nada picante quando estávamos juntos – eu sempre me adaptara ao seu paladar – pediu o prato mais picante da ementa, só porque Inês gostava.

Observei-o a comer, a cara a ficar vermelha, os olhos a lacrimejar, enquanto Inês lhe limpava o suor da testa com um guardanapo, toda carinhosa. Eu comi a minha refeição calmamente, sem demonstrar qualquer emoção.

Tiago enviou-me uma mensagem por baixo da mesa. "Vês? Eu aguento tudo por ela. Mas o meu amor por ti é suficiente para nós os dois."

Suficiente. Para ele, o amor tinha uma pontuação. O que ele sentia por Inês era um "total", o que sentia por mim era "suficiente". A diferença era clara.

De repente, um empregado tropeçou perto da nossa mesa. Uma cataplana de marisco a ferver, que ia para outra mesa, voou pelo ar. Tiago reagiu instintivamente. Atirou-se para a frente, protegendo Inês com o seu corpo.

Eu estava ao lado dele. Ninguém me protegeu.

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