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A Vingança de Ana Lúcia Começa

A Vingança de Ana Lúcia Começa

Autor:: Bao Fu Ya Ya
Gênero: Romance
As lágrimas escorriam, mas por dentro, eu ria. Depois de cinco anos, ele finalmente teve a coragem de me deixar. Pedro, meu ex-namorado e "artista" medíocre, estava ali na minha frente, espumando de raiva. Ele jogou um bolo na parede, melando tudo. "Acabou, Ana Lúcia! Chega do seu amor sufocante, de você me controlar!" Ele disparou um monólogo cruel, me chamando de "obcecada" e "mãe perseguidora" . Ele se gabou que Sofia, a cantora em ascensão, o "entendia de verdade" , ao contrário de mim, a "designer de rabiscos inúteis" . Pedro acreditava que estava me abandonando e me destruindo. Ele estava tão enganado. Eu o ouvia, mas já estava a quilômetros de distância, calculando meus próximos passos. Com um sorriso falso, eu sussurrei: "Então é isso... você vai ficar com ela." Ele triunfou: "Vamos ser grandes! Enquanto você... lamenta o que perdeu." Ele saiu, batendo a porta, certo de sua vitória. O silêncio que se seguiu foi a coisa mais doce que já ouvi. Eu não o amei, nunca. Ele era apenas um trampolim. Um investimento. E agora, o jogo estava para começar.

Introdução

As lágrimas escorriam, mas por dentro, eu ria.

Depois de cinco anos, ele finalmente teve a coragem de me deixar.

Pedro, meu ex-namorado e "artista" medíocre, estava ali na minha frente, espumando de raiva.

Ele jogou um bolo na parede, melando tudo.

"Acabou, Ana Lúcia! Chega do seu amor sufocante, de você me controlar!"

Ele disparou um monólogo cruel, me chamando de "obcecada" e "mãe perseguidora" .

Ele se gabou que Sofia, a cantora em ascensão, o "entendia de verdade" , ao contrário de mim, a "designer de rabiscos inúteis" .

Pedro acreditava que estava me abandonando e me destruindo.

Ele estava tão enganado.

Eu o ouvia, mas já estava a quilômetros de distância, calculando meus próximos passos.

Com um sorriso falso, eu sussurrei: "Então é isso... você vai ficar com ela."

Ele triunfou: "Vamos ser grandes! Enquanto você... lamenta o que perdeu."

Ele saiu, batendo a porta, certo de sua vitória.

O silêncio que se seguiu foi a coisa mais doce que já ouvi.

Eu não o amei, nunca.

Ele era apenas um trampolim.

Um investimento.

E agora, o jogo estava para começar.

Capítulo 1

As lágrimas escorriam pelo meu rosto, um soluço controlado escapando dos meus lábios. Eu parecia a imagem perfeita da desolação, sentada no chão da sala, cercada pelos destroços de um relacionamento de cinco anos.

Por dentro, eu estava rindo.

Finalmente. Finalmente, esse idiota do Pedro tinha criado coragem para fazer o que eu esperava há meses.

Ele estava de pé na minha frente, o peito estufado como um pavão, o rosto vermelho de uma raiva que ele achava justa.

"Acabou, Ana Lúcia! Você está me ouvindo? Acabou!"

Ele gritou, a voz ecoando no apartamento que eu paguei.

Eu continuei chorando, um choro falso e teatral que aprimorei ao longo dos anos para conseguir o que queria dele. Desta vez, eu queria que ele fosse embora.

Pedro olhou para o bolo de aniversário intocado na mesa de centro. Um bolo que eu comprei para ele. Com um rosnado de frustração, ele o pegou e o atirou contra a parede. O creme de chocolate escorreu pela pintura branca, pedaços de massa caindo no tapete.

"É isso que eu penso do seu esforço! Do seu amor sufocante!"

Ele cuspiu as palavras.

Eu levantei a cabeça, olhando para a bagunça com olhos arregalados de falsa incredulidade. O cheiro doce e enjoativo do bolo preencheu o ar.

"Pedro... por quê?" minha voz saiu trêmula e fraca.

Ele riu, um som cruel e sem humor.

"Por quê? Porque eu cansei, Ana! Cansei de você me tratando como um projeto. Cansei dessa sua obsessão doentia. Você acha que eu não vejo? Você controla cada passo que eu dou, cada música que eu componho, pensando que está me 'ajudando' ."

Ele fez aspas no ar com os dedos, o desprezo evidente em seu rosto.

"Você não tem talento próprio, então tenta viver através do meu. Mas adivinha? Eu não preciso mais de você. Eu não preciso de uma namorada que age como uma mãe perseguidora."

Cada palavra era um ataque calculado, projetado para me ferir, para me quebrar. Ele esperava que eu desmoronasse, que eu implorasse para ele ficar, como eu sempre fazia.

Ele interpretou meu silêncio como choque e dor. Ele não podia estar mais enganado.

Meu silêncio era o de um predador esperando o momento certo para o bote.

"Sofia me entende," ele continuou, jogando o nome dela como uma bomba. "Ela é uma artista de verdade. Ela vê meu potencial, ela não tenta me moldar em algo que não sou. Ao contrário de você, que só sabe fazer uns rabiscos inúteis e se chamar de 'designer' ."

Ah, Sofia. A cantora em ascensão com mais contatos do que talento. O próximo degrau na escada de Pedro para uma fama que ele achava que merecia.

Eu sabia sobre eles há semanas. Eu vi as mensagens, os encontros secretos. Eu poderia ter acabado com tudo antes, mas esperei. Esperei pelo momento em que a saída dele me beneficiaria mais.

E esse momento era agora.

Enquanto ele continuava seu monólogo cruel sobre como eu era patética e sem futuro sem ele, minha mente já estava a milhas de distância. Eu pensava na pequena empresa de moda da minha família, uma joia bruta que meus pais administravam com mais paixão do que visão de negócios. Eu pensava nos meus designs, nas minhas ideias, em toda a ambição que eu sufoquei por cinco anos para apoiar o sonho frágil de um homem egoísta.

Ele achava que estava me abandonando.

Na verdade, ele estava me libertando.

Eu o amei um dia, ou pensei que amava. Mas o amor se transformou em hábito, e o hábito em uma coleira. Uma coleira que ele pensava ter colocado em mim, mas que, na verdade, eu segurava a guia o tempo todo, esperando a hora de soltá-la.

"Então é isso," eu finalmente sussurrei, enxugando uma lágrima falsa. "Você vai ficar com ela."

"Vou," ele disse, triunfante. "E nós vamos ser grandes. Enquanto você... você vai ficar aqui, nesse apartamento vazio, lamentando o que perdeu."

Eu lentamente me levantei, alisando minha saia. Mantive meus olhos baixos, a personificação da submissão derrotada.

"Eu entendo," eu disse, com a voz baixa.

Ele pareceu surpreso com a minha falta de resistência. Ele provavelmente esperava mais gritos, mais drama.

"É bom que entenda. Vou pegar minhas coisas amanhã."

Ele se virou para sair, parando na porta para um último golpe.

"Não me ligue, Ana. Não me procure. Apenas... me esqueça."

Eu assenti, olhando para um ponto qualquer na parede suja de bolo.

Ele saiu, batendo a porta com força.

O silêncio que se seguiu foi a coisa mais doce que eu já ouvi.

Eu esperei um minuto inteiro, imóvel. Então, lentamente, um sorriso se espalhou pelo meu rosto. Fui até a janela e o observei entrar em seu carro e acelerar, cantando pneu.

"Adeus, Pedro," eu murmurei para o vidro. "E obrigada."

Obrigada por ser tão previsível. Tão estúpido.

Minha fase de 'namorada devotada' tinha oficialmente acabado.

A era da empresária Ana Lúcia estava prestes a começar.

Capítulo 2

Uma semana depois, o nome de Pedro estava em toda parte.

Ele e Sofia não perderam tempo. Lançaram um dueto, deram entrevistas exclusivas falando sobre seu "amor avassalador e artístico" e, claro, sobre a "ex-namorada obsessiva e controladora" que ele bravamente deixou para trás.

Eu era o bode expiatório perfeito para a narrativa de amor proibido deles.

O ápice do espetáculo foi o show de lançamento do álbum de Pedro, num bar da moda no centro da cidade. A imprensa foi convidada. Fãs se acotovelavam na porta. E eu, claro, recebi um convite. Não um convite direto, mas um recado de um amigo em comum: "Pedro disse que seria bom para você ver o sucesso dele, para finalmente seguir em frente."

A arrogância dele era quase cômica.

Eu fui. Vesti um vestido preto simples, mas elegante, um dos meus próprios designs. Prendi o cabelo em um coque apertado e usei um batom vermelho sangue. Eu não parecia uma mulher de coração partido, parecia uma mulher indo a um funeral. O funeral da minha antiga vida.

O lugar estava lotado, a música era alta e a atmosfera era carregada de uma energia artificial. As pessoas me olhavam com uma mistura de pena e curiosidade. Sussurravam quando eu passava.

"É ela... a ex do Pedro."

"Nossa, coitada. Ele a humilhou publicamente."

"Ela parece bem, não acha?"

"É só fachada. Deve estar destruída por dentro."

Deixei que pensassem o que quisessem. Encostei-me em uma parede nos fundos, perto do bar, e pedi uma água com gás. Eu era uma espectadora silenciosa em meu próprio drama.

Pedro subiu ao palco sob aplausos ensurdecedores. Ele usava uma jaqueta de couro que eu lhe dei de presente e um sorriso presunçoso que eu conhecia muito bem. Ele cantou suas músicas, a maioria das quais eu o ajudei a escrever as letras ou a encontrar a melodia certa. Era irônico ouvi-lo cantar sobre dor e perda, quando ele era o causador de tanta dor.

No meio do show, ele parou. As luzes diminuíram, focando apenas nele.

"Eu quero dedicar esta próxima música a uma pessoa," ele disse ao microfone, a voz carregada de uma emoção falsa. "Uma pessoa que me mostrou o que é o amor de verdade."

A multidão suspirou em uníssono. Os celulares se ergueram para gravar.

Eu senti um nó no estômago. Não de dor, mas de antecipação. O show estava prestes a começar.

"Por muito tempo, eu estive em um lugar escuro," ele continuou, olhando diretamente na minha direção, garantindo que eu estivesse prestando atenção. "Eu estava com alguém que não acreditava em mim. Alguém que tentou me diminuir, me controlar... alguém cujo amor era uma gaiola."

Um murmúrio percorreu a plateia. Todos sabiam de quem ele estava falando. Os olhares se voltaram para mim, cheios de pena. Senti o peso da humilhação pública que ele estava orquestrando. Era cruel, desnecessário e exatamente o que eu esperava dele.

Ele fez uma pausa dramática.

"Mas então... a luz entrou na minha vida."

Ele estendeu a mão para a lateral do palco.

"Sofia, meu amor, venha aqui."

Sofia emergiu da escuridão, usando um vestido branco brilhante, parecendo um anjo de araque. Ela caminhou até o centro do palco e pegou a mão de Pedro. A multidão foi à loucura.

Eles se olharam com uma adoração ensaiada.

"Sofia," Pedro disse, a voz embargada. "Você me salvou. Você me libertou."

E então, para o choque de todos, ele se ajoelhou.

O bar ficou em silêncio absoluto. O único som era o clique das câmeras dos fotógrafos.

Ele tirou uma pequena caixa de veludo do bolso.

"Sofia, você quer se casar comigo?"

Sofia levou as mãos à boca, lágrimas de crocodilo escorrendo por seu rosto perfeitamente maquiado.

"Sim! Sim, mil vezes sim!" ela gritou.

Eles se beijaram apaixonadamente enquanto a multidão explodia em aplausos e assobios. Flashs disparavam por toda parte. Era a cena perfeita para as manchetes do dia seguinte.

No meio do caos, os olhos de Pedro encontraram os meus novamente. Havia um brilho de triunfo maligno neles. Ele não estava apenas pedindo Sofia em casamento, ele estava me executando publicamente. Ele queria que eu visse, que eu sentisse, que eu desmoronasse sob o peso daquele espetáculo.

Eu permaneci imóvel, meu rosto uma máscara de calma.

Peguei meu celular e disquei um número. Meu advogado.

Enquanto a multidão celebrava o noivado-relâmpago, eu falava baixo ao telefone.

"Marcos, é a Ana. Sim, está acontecendo agora. Exatamente como previmos."

Fiz uma pausa, ouvindo.

"Não, não se preocupe comigo. Eu estou ótima. Apenas prepare a papelada. Ele acabou de me dar tudo o que eu precisava."

Desliguei o telefone e levantei meu copo de água com gás em um brinde silencioso para o casal feliz no palco.

Eles achavam que tinham ganhado.

O jogo estava apenas começando.

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