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A Vingança de Miguel

A Vingança de Miguel

Autor:: Xiao Ziyi
Gênero: Moderno
Na sala de reuniões do hospital, um futuro brilhante acenava para Miguel, a única vaga de estudo no exterior, uma oportunidade que muitos cobiçavam. Mas o brilho se desfez quando ele recusou, sua voz calma escondendo a tempestade que se formava: Sofia, sua irmã de dez anos, jazia em coma, vítima de um acidente abafado pela influência de Ricardo Vargas. A justiça se recusava a aparecer, a polícia lavava as mãos e os advogados viravam as costas, enquanto capangas batiam nele repetidamente, deixando claro que ninguém deveria se intrometer. Seu mundo desmoronou: o legado de herói de seu pai parecia uma piada cruel, e o futuro como médico não significava nada quando ele não podia proteger sua própria família. Para piorar, vindo em sua direção, ele vislumbrou sua noiva Isabela e Larissa, a órfã adotada que todos pareciam amar mais do que ele. Elas riam, despreocupadas, enquanto o mundo de Miguel desmoronava. A dor se aprofundou quando Larissa, com lágrimas falsas, se fez de vítima, e Isabela, com quem ele esperava luto e apoio, o acusou de egoísmo. O colar de coração que ele havia dado a Isabela, símbolo de um amor que ele pensava ser eterno, agora parecia zombar dele. Rasgando a corrente, ele o jogou no chão, observando-o rolar para uma poça de água suja. Nenhum pedido de desculpas, apenas um passo para longe do passado, um passo incerto em direção a um futuro que ele percorreria sozinho. Em casa, a farsa continuava: Larissa, a eterna vítima, reinava, enquanto ele, o filho biológico, era tratado com indiferença e desprezo. Até seu padrasto, em um acesso de raiva, o esbofeteou, as palavras de sua mãe o acusando de arruinar a família. Ali, naquele porão mofado, algo dentro de Miguel se quebrou, a última centelha de amor por aquela família se extinguindo. Ele os deixou, sem olhar para trás, jurando que encontraria sua própria justiça. No turbilhão de pesadelos e memórias, ele viu seu pai, Isabela e Larissa, todos se afastando, deixando-o em um abismo sem fundo. Ainda em meio ao caos, a intervenção de Lívia, a única pessoa que o via como um igual, reacendeu uma pequena esperança. Mas o reencontro com Isabela, anos depois, trouxe de volta as feridas, e ele a confrontou, sentindo que os laços de um passado distante estavam para sempre rompidos, agora que o garoto que a amava havia morrido.

Introdução

Na sala de reuniões do hospital, um futuro brilhante acenava para Miguel, a única vaga de estudo no exterior, uma oportunidade que muitos cobiçavam.

Mas o brilho se desfez quando ele recusou, sua voz calma escondendo a tempestade que se formava: Sofia, sua irmã de dez anos, jazia em coma, vítima de um acidente abafado pela influência de Ricardo Vargas.

A justiça se recusava a aparecer, a polícia lavava as mãos e os advogados viravam as costas, enquanto capangas batiam nele repetidamente, deixando claro que ninguém deveria se intrometer.

Seu mundo desmoronou: o legado de herói de seu pai parecia uma piada cruel, e o futuro como médico não significava nada quando ele não podia proteger sua própria família.

Para piorar, vindo em sua direção, ele vislumbrou sua noiva Isabela e Larissa, a órfã adotada que todos pareciam amar mais do que ele.

Elas riam, despreocupadas, enquanto o mundo de Miguel desmoronava.

A dor se aprofundou quando Larissa, com lágrimas falsas, se fez de vítima, e Isabela, com quem ele esperava luto e apoio, o acusou de egoísmo.

O colar de coração que ele havia dado a Isabela, símbolo de um amor que ele pensava ser eterno, agora parecia zombar dele.

Rasgando a corrente, ele o jogou no chão, observando-o rolar para uma poça de água suja.

Nenhum pedido de desculpas, apenas um passo para longe do passado, um passo incerto em direção a um futuro que ele percorreria sozinho.

Em casa, a farsa continuava: Larissa, a eterna vítima, reinava, enquanto ele, o filho biológico, era tratado com indiferença e desprezo.

Até seu padrasto, em um acesso de raiva, o esbofeteou, as palavras de sua mãe o acusando de arruinar a família.

Ali, naquele porão mofado, algo dentro de Miguel se quebrou, a última centelha de amor por aquela família se extinguindo.

Ele os deixou, sem olhar para trás, jurando que encontraria sua própria justiça.

No turbilhão de pesadelos e memórias, ele viu seu pai, Isabela e Larissa, todos se afastando, deixando-o em um abismo sem fundo.

Ainda em meio ao caos, a intervenção de Lívia, a única pessoa que o via como um igual, reacendeu uma pequena esperança.

Mas o reencontro com Isabela, anos depois, trouxe de volta as feridas, e ele a confrontou, sentindo que os laços de um passado distante estavam para sempre rompidos, agora que o garoto que a amava havia morrido.

Capítulo 1

Na sala de reuniões silenciosa do hospital, o diretor olhou para Miguel, seu rosto cheio de arrependimento. "Miguel, o hospital decidiu te dar a única vaga de estudo no exterior. É uma oportunidade que só aparece uma vez na vida."

Miguel era o estudante mais brilhante da faculdade de medicina, seu futuro parecia ilimitado. Todos esperavam que ele aceitasse a oferta sem hesitar.

Mas Miguel balançou a cabeça lentamente, sua voz calma, mas firme. "Diretor, eu desisto."

A sala ficou em silêncio. O diretor e os outros professores o olharam, chocados. Essa era uma oportunidade pela qual inúmeros estudantes competiam ferozmente, e ele a estava simplesmente jogando fora.

"Miguel, você sabe do que está abrindo mão?", o diretor perguntou, incrédulo.

"Eu sei," Miguel respondeu, seus olhos fixos, sem qualquer hesitação. "Eu já fiz outra escolha."

Ele se levantou, curvou-se respeitosamente para os professores e se virou para sair, deixando para trás um grupo de pessoas confusas.

Sua verdadeira escolha não era algo que eles pudessem entender. Ele não estava buscando um futuro brilhante para si mesmo, mas sim justiça. Justiça para sua irmã mais nova, Sofia.

Há um mês, Sofia, que tinha apenas dez anos, sofreu um grave acidente de carro. O motorista era o filho mimado de um empresário rico e inescrupuloso, Ricardo Vargas. Ricardo usou sua vasta influência e dinheiro para abafar o incidente. A polícia se recusou a abrir um inquérito, e os advogados que Miguel procurou balançaram a cabeça, dizendo-lhe para não perder seu tempo.

Sofia ficou em coma, sua vida por um fio, e a família Vargas nem sequer ofereceu um pedido de desculpas. Em vez disso, eles enviaram capangas para intimidar Miguel, espancando-o e humilhando-o repetidamente, avisando-o para esquecer o assunto.

O mundo de Miguel desmoronou. Seu pai, um herói de guerra, havia morrido no campo de batalha anos atrás, deixando para trás apenas uma medalha de bravura e o peso da honra. Agora, sua irmã estava morrendo, e a justiça parecia uma piada cruel. O futuro brilhante como médico não significava nada quando ele não podia nem proteger sua própria família.

Enquanto ele saía do hospital, seu coração pesado com desespero, ele viu duas figuras familiares não muito longe. Era sua noiva, Isabela, e a filha adotiva de sua família, Larissa. Elas estavam rindo e conversando, caminhando em sua direção.

Isabela era a mulher que ele amava, a luz de sua vida. Larissa era a garota que seus pais adotaram depois que seu pai morreu, a garota que eles amavam mais do que a ele.

Ao vê-las juntas, uma dor aguda atingiu o peito de Miguel. Isabela, que deveria estar ao seu lado durante este momento difícil, parecia feliz e despreocupada.

"Miguel!" Isabela o viu e seu sorriso vacilou um pouco. Ela se aproximou, com Larissa a reboque. "Onde você estava? Estivemos procurando por você."

"Eu estava ocupado," Miguel disse friamente, seu olhar passando por ela e pousando em Larissa.

Larissa se encolheu ligeiramente, seus olhos se enchendo de lágrimas. "Miguel, não fique bravo com a Isa. Fui eu que a chamei para fazer compras. Eu só queria animá-la um pouco."

Isabela franziu a testa. "Miguel, por que você está sendo assim com a Larissa? Ela não fez nada de errado."

Miguel sentiu uma risada amarga subir por sua garganta. Nos últimos anos, sempre foi assim. Larissa sempre conseguia se fazer de vítima, e todos, incluindo Isabela e seus pais, sempre ficavam do lado dela, fazendo Miguel parecer o vilão.

"Eu não disse nada," Miguel respondeu, sua voz vazia de emoção.

"Sua atitude diz tudo!", Isabela retrucou, sua voz se elevando. "Você está culpando todo mundo pelo que aconteceu com Sofia, não é? Você acha que estamos todos felizes com isso? A Larissa tem chorado por dias!"

Larissa começou a soluçar suavemente, escondendo o rosto nas mãos. "É tudo culpa minha. Eu não deveria ter saído. Miguel, me bata, me castigue. Eu aguento."

A cena era tão familiar, tão perfeitamente ensaiada, que Miguel sentiu uma onda de náusea. Ele olhou para Isabela, para o colar de pingente de coração que ele lhe dera no aniversário dela, brilhando em seu pescoço. Era um símbolo do amor deles, mas agora parecia uma zombaria.

Ele estendeu a mão e gentilmente tocou o colar. Por um momento, Isabela pensou que ele estava se desculpando, e seu rosto suavizou.

Mas então, com um movimento rápido e decidido, ele puxou o colar, rompendo a corrente fina. Ele abriu a mão e deixou o coração de prata cair no chão, onde ele produziu um pequeno som metálico antes de rolar para uma poça de água suja.

O rosto de Isabela ficou pálido de choque. "Miguel... o que você fez?"

Miguel não respondeu. Ele simplesmente se virou e se afastou, deixando as duas mulheres paradas na calçada, o coração de prata abandonado refletindo o céu cinzento e sombrio. Cada passo que ele dava era um passo para longe de seu passado, um passo em direção a um caminho escuro e incerto que ele tinha que trilhar sozinho.

Capítulo 2

Miguel voltou para casa, mas a casa não parecia um lar. Risadas e conversas alegres vinham da sala de estar, mas o som parou abruptamente quando ele entrou. Sua mãe, Cláudia, seu padrasto, e Larissa estavam sentados no sofá, assistindo TV. Eles o olharam com uma mistura de irritação e desprezo.

"Onde você esteve?", Cláudia perguntou rispidamente. "O jantar já esfriou."

Miguel não respondeu. Ele olhou para a mesa de jantar. Havia pratos elaborados, todos os favoritos de Larissa. Em um canto, coberto por uma tampa, estava um prato solitário para ele – restos de ontem.

Era sempre assim. Desde que Larissa entrou em suas vidas, Miguel se tornou um estranho em sua própria casa. O amor e a atenção de seus pais foram todos desviados para a "pobre e órfã" Larissa, enquanto ele, o filho biológico, era tratado com indiferença e, às vezes, hostilidade.

Ele foi para a cozinha, pegou seu prato e comeu em silêncio no balcão, o som da família rindo na outra sala soando como um eco distante em seus ouvidos.

Depois de comer, ele foi para seu quarto. Ou o que costumava ser seu quarto. Agora, era pouco mais que um depósito úmido e mofado no porão. Seu quarto original, ensolarado e espaçoso, havia sido dado a Larissa porque ela "precisava de mais luz solar para sua saúde delicada".

Ele se sentou na beirada da cama estreita, o cheiro de mofo enchendo seus pulmões. A escuridão e o desespero o envolviam como um sudário. Ele pensou em Sofia, deitada em uma cama de hospital, lutando por sua vida. A raiva e a impotência o consumiam.

A porta se abriu com um rangido e sua mãe entrou. Seu rosto estava duro.

"Miguel, precisamos conversar," ela disse, sem rodeios. "A família Vargas entrou em contato. Eles estão dispostos a pagar as despesas médicas de Sofia."

Miguel olhou para ela, incrédulo. "É só isso? Pagar as despesas? Eles quase a mataram!"

"O que mais você quer?", Cláudia retrucou. "Eles são uma família poderosa. Não podemos lutar contra eles. Você deveria ser grato por eles estarem oferecendo alguma coisa!"

"Grato?", Miguel sibilou, levantando-se. "Eles deveriam estar na cadeia! O filho deles deveria pagar pelo que fez!"

"Não seja ingênuo!", sua mãe gritou. "Você vai arruinar esta família com sua teimosia! Nós te criamos, te demos tudo. E é assim que você nos retribui? Causando problemas que não podemos resolver?"

Era a clássica chantagem emocional. A dívida de gratidão que eles sempre jogavam na cara dele. Miguel sentiu seu coração se transformar em uma pedra de gelo.

Nesse momento, Larissa apareceu na porta, seus olhos vermelhos de tanto chorar (ou fingir chorar). "Mãe, não brigue com o Miguel," ela disse com uma voz trêmula. "É tudo culpa minha. Se eu não estivesse aqui, nada disso teria acontecido."

Ela se virou para Miguel, com o rosto cheio de uma falsa culpa. "Miguel, por favor, pare. Pelo bem da família. Eu... eu posso ir falar com a família Vargas. Eu posso me ajoelhar e implorar a eles, se for preciso."

A performance era tão convincente que Cláudia imediatamente a abraçou. "Oh, minha querida, não diga isso. Você é a vítima aqui. É este seu irmão ingrato que não consegue ver a razão."

Ela se virou para Miguel, seus olhos brilhando de fúria. "Olhe para a sua irmã! Ela está disposta a se humilhar por esta família, enquanto você só pensa em sua vingança estúpida! Você não tem vergonha?"

Antes que Miguel pudesse responder, a mão de seu padrasto o atingiu no rosto. A bofetada foi tão forte que o jogou para trás, na parede úmida. Um gosto metálico de sangue encheu sua boca.

Ele olhou para os três – sua mãe, seu padrasto e Larissa – parados ali, olhando para ele como se ele fosse um monstro. Nenhum traço de preocupação em seus rostos, apenas raiva e acusação.

Naquele momento, algo dentro de Miguel se quebrou. A última centelha de esperança, o último vestígio de amor por aquela família, se extinguiu completamente. Ele não sentia mais dor, apenas um vazio frio e entorpecente.

Ele limpou o sangue do canto da boca com as costas da mão e olhou para eles, seus olhos desprovidos de qualquer emoção.

"Tudo bem," ele disse, sua voz assustadoramente calma. "Vocês venceram."

Ele se endireitou, passou por eles e saiu do quarto. Ele não olhou para trás. Ele sabia, com uma certeza absoluta, que nunca mais voltaria para aquela casa. A decisão estava tomada. Ele os deixaria para sempre, e encontraria seu próprio caminho para a justiça, não importando o custo.

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