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A Virgem e o CEO

A Virgem e o CEO

Autor:: Ronald_P
Gênero: Romance
Carregando lembranças do passado que transformaram o seu modo de ver a vida, Madelyn Robinson é uma jovem de 24 anos que vive para o trabalho e estudo. Porém, em uma noite peculiar, usufruindo do benefício de estar usando uma máscara, ela decide viver apenas um momento de prazer. Contudo, Maddie nunca poderia imaginar que o beijo de um desconhecido a marcaria e ela sentiria vontade de conhecer o dono dos lábios habilidosos, quentes e inesquecíveis. Em um instante regado de emoções à flor da pele e muito desejo, máscaras vão ao chão, e para a sua surpresa os seus olhos enxergam o seu chefe. Victor Harris é um CEO altamente comprometido com o seu trabalho, que jurou nunca se relacionar com uma funcionária. Como eles vão agir no próximo expediente depois desse envolvimento inesquecível?

Capítulo 1 Capitulo 1

- Maddie, finalmente. - Ao sair do elevador, já no térreo da empresa que trabalho, a Harris Style, vejo a Dani sentada em uma poltrona. - Te conheço há 3 anos e você nunca se atrasou, já estava preocupada e quase fui até a sua sala. Pensei que estava levando um bolo.

Fico tão preocupada com a sua afirmação, até vou olhar as horas, só então percebo, apenas 15 minutos se passaram desde a hora marcada.

- Não exagere, não foi tanto tempo assim. Tentei não demorar, pois odeio me atrasar, mas quando estava prestes a ir tomar um banho no camarim das modelos e me arrumar, o Sr. Harris me chamou para conversar sobre uma campanha de marketing para a nova coleção de roupas. - Ela se levanta e nós

começamos a caminhar em direção ao estacionamento, que fica perto da empresa. - Enfim, precisei repassar alguns detalhes com o chefe, e sem necessidade alguma, ele já está a par de absolutamente tudo. Sinceramente, não entendo o motivo de tanta requisição. Será que ele quer me dar uma promoção e está testando a eficiência do meu trabalho?

A hipótese nos faz rir, pois temos conhecimento de que todas as vagas estão superocupadas e a minha chefe, diretora de marketing, continuará firme e forte no seu cargo por longos anos.

- Ué, ele deve gostar da sua voz ou de admirar a sua beleza, por isso te chama tanto. - Ela me olha de cima a baixo.

- Aliás, você está muito linda. Ou melhor, é linda mesmo usando uma blusa que mais parece uma camisa de modelo masculino com esses botões na frente e essa saia estilo estudante.

Dá um sorriso malicioso que me deixa cheia de curiosidade.

- O que foi? - Nos aproximamos do meu carro velhinho e amado, local marcado para encontrar a Anne, mas ela ainda não está presente. - Estou esperando a resposta Srta. Danielle Diaz.

Recosto-me no veículo, mantendo os olhos bem abertos direcionados a Dani. Daquele jeito típico de quem quer uma resposta rápida.

- Maddie, você é linda e sexy demais. Você não está mostrando muito, mas as meias 7 / 8 , com essa saia estilo estudante de cor escura, essa blusa branca cheia de botões e o par desse sapato scarpin de saltos lindos e altos, pode mexer muito com a cabeça de um homem. Ah, os seus lábios sempre estão adornados em um tom de vermelho. Vai ver o chefe te chama para ficar te olhando. Cego ele não é.

Reviro os olhos, sinto a minha pele esquentar e, tentando fugir do olhar da Dani, abro a porta do carro e deixo os meus pertences no banco da frente.

- Eu, sexy? Nada disso. Sério. Me visto desta maneira para ser bem discreta. E sobre o chefe, já viu as modelos que praticamente se sentam em seu colo?

Debochada, dá risada de mim.

- Não está conseguindo passar despercebida, Srta. Robinson. Acredite em mim, você é muito linda, amiga. E sobre as modelos, vai ver elas já são comuns demais para ele, a garota inteligente, linda, cheia de curvas e sexy deve ser mais interessante.

Mesmo o elogio vindo de uma amiga, acabo ficando constrangida, pois é algo que não estou acostumada.

- Obrigada. Mas esquece essa hipótese que envolve o Sr. Insuportável Victor Harris. - Desvio o meu olhar para o ambiente e de longe vejo a Anne. - A verdadeira atrasada da noite chegou. - Ao se aproximar, observo que ela revira os olhos em tom de brincadeira, nos abraça, e em um clima amigável e com muita descontração, seguimos o nosso caminho.

A cada quarteirão avançado, o meu coração acelera um pouco mais em expectativa por promessas silenciosas que a noite traz, pois faz um bom tempo que tirei um momento para me divertir acompanhada das minhas amigas do trabalho em um happy hour.

Talvez a última vez tenha sido na segunda semana da minha contratação, e agora, tanto tempo se passou que já fiz 3 anos na empresa.

Durante o percurso, recordo-me de como é bom beber um bom drink, conhecer novas pessoas e perder a noção do tempo enquanto estou a dançar em uma pista de dança bastante movimentada.

Na verdade, é maravilhoso, a única parte complicada é fugir dos prováveis relacionamentos relâmpagos que surgem, pois tenho evitado esse tipo de situação a todo custo por um motivo bem particular.

Um, que no momento eu prefiro não me lembrar, pois corro o risco de deixar as minhas amigas no local escolhido por elas, e seguir para a minha casa por temer a aproximação de qualquer desconhecido.

- Agora você vira à direita, Maddie.

Dani me instrui, tentando tomar o lugar do meu aplicativo preferido para me localizar na cidade. O W aze.

Decido seguir o seu passo a passo.

- E agora? Ainda estamos longe da House?

Anne, que se encontra ao meu lado, acaricia o meu ombro.

- Em aproximadamente 500 metros vamos chegar ao nosso destino. - Divertida, imita a voz do aplicativo. - E eu espero que seja do seu agrado, a Dani e eu só conseguimos pensar em trazer você nesse local.

A curiosidade toma conta de mim, e expectativas continuam sendo criadas, pois ambas passaram a semana falando sobre a culinária farta servida na tal House, e literalmente, como se eu fosse uma grávida bastante desejosa de algo que nem tem nome, também fiquei ansiosa para chegar este momento.

- Ainda bem que estamos perto. Confesso que as minhas pernas estão doendo. Dirigir depois de um dia de trabalho tão intenso é desafiador, e não se preocupem, acredito que vou gostar sim da escolha de vocês, preciso sair da minha zona de conforto. - Como informado, após mais alguns segundos, finalmente chegamos ao local, e para a minha surpresa, o serviço de manobrista é oferecido como cortesia. Uma verdadeira bênção, pois procurar por uma vaga não é de Deus. - Essa mansão é linda e o jardim é perfeito. - Contudo, tem alguma coisa errada. Não ouço uma música alta, e nem vejo um movimento significativo de pessoas, só os seguranças. - Amigas, realmente estamos no lugar certo? - Após alguns passos, entramos na recepção da área interna, observo que ela se encontra completamente vazia, e apesar de estar encantada com a decoração que inclui quadros maravilhosos e um lustre magnifico de cristal, ainda acho o local um pouco estranho. Como se tivesse um mistério rondando o ambiente. Isso me faz imaginar mil possibilidades. Será que estamos em um clube de mulheres?

- Sejam honestas comigo, qual prática acontece aqui na House?

As duas trocam olhares e sorriem.

- Aqui é uma casa de sw ing, Maddie. - Sinto que os meus olhos dobram de tamanho, eu tento voltar para o estacionamento, mas a Anne me segura. - Você não é obrigada a ficar com ninguém, pode apenas observar.

Ela dá uma piscadela para Dani, que prossegue com os argumentos enquanto estou em choque.

- Eu posso garantir, é uma delícia. E caso você queira nos acompanhar em alguns momentos, será maravilhoso.

Permaneço paralisada, enquanto as duas tentam me fazer a cabeça para ficar, estão mesmo me achando doida.

- Por causa de vocês, prometo permanecer por aqui apenas meia hora. E desde já quero deixar claro que não participarei de nenhum ato.

Nem bem termino de responder e o arrependimento toma conta do meu ser.

Por que aceitei conhecer uma casa de sw ing?

Para ter uma história que provavelmente nem contarei aos meus netos quando eles forem maiores de idade?

Eu sequer já tive alguma experiência que vai além de amassos e beijos na região intima com um ex-namorado em um quarto completamente escuro.

Sem falar que, é óbvio, este lugar não é o ideal para uma virgem, com uma história de vida tão peculiar frequentar.

O que eu vou fazer se alguém quiser avançar? Tirar a minha roupa em púbico não é uma alternativa.

Jamais aceitarei me expor.

- Olha, Maddie, você vai querer ficar mais tempo, tenho certeza.

Anne contém uma risada.

- Pode ser, mas talvez nem tenha como descobrir, ninguém vem nos atender.

Dou de ombros, enquanto silenciosamente peço aos céus para a situação continuar sendo favorável e a casa permanecer sem acesso para nós.

Capítulo 2 Capitulo 2

- Maddie, calma. Logo alguém aparecerá para nos receber, este silêncio não é comum.

Nem bem a Dani tenta me acalmar, a porta se abre e uma recepcionista, que provavelmente deve ter uns 23 anos, vem educadamente ao nosso encontro.

O engraçado é que ela está ligeiramente pálida. Até repousa a mão entre os seios e tenta controlar sua respiração. Acabo ficando verdadeiramente preocupada.

- Você precisa de ajuda? Alguém te atacou?

Nega rapidamente com gestos enquanto sorri, provavelmente achou graça da hipótese levantada.

Ué, vai lá saber. Em uma casa de sw ing, um tarado pode estar presente.

- Obrigada. De verdade, está tudo bem, eu só tropecei quando estava descendo as escadas e achei que ia cair. - Tenta demonstrar tranquilidade, mas ela não me engana. Tenho certeza de que algo aconteceu. - O meu nome é Francine. Bem-vindas à House. Vocês já sabem qual a cor da pulseira de vocês?

Fico curiosa para saber o significado de cada uma, mas antes da palavra vir a minha boca, Dani dá um passo à frente.

- Somos solteiras e queremos a de cor verde.

A moça, que ainda mal se sustenta nas suas próprias pernas, de uma a uma adorna os nossos pulsos, recolhe os pertences, pois não podemos entrar no local com a bolsa ou celulares, em seguida nos entrega máscaras simples e nos orienta a continuar usando a peça por toda a noite.

Por fim, abre uma porta que dá acesso a uma escada e nos deseja uma boa noite de prazer.

Nós agradecemos e seguimos o nosso caminho.

Entretanto, pelo menos comigo, a cada degrau, meu coração parece que vai sair pela boca.

Talvez seja um pouco de receio por estar em um lugar desconhecido.

- Maddie, você está tensa. Coloque um sorriso no rosto. Assim vai assustar a todos os presentes ou um provável pretendente.

Talvez seja esta a minha intenção.

- Não exagere.

Dou o primeiro passo no salão e me perco observando o ambiente.

De imediato fico encantada.

No momento não tem nenhum casal transando em público ou algo parecido, mas no local impera um ar de sedução que me deixa arrepiada.

Homens bem-arrumados, alguns seguram uma taça contendo a sua bebida preferida.

Outros conversam com suas parceiras sussurrando em seus ouvidos.

E os mais ousados estão sentados com as suas respectivas mulheres no colo.

- Se a intenção de vocês é me fazer trocar uns beijos, eu ao menos não consigo ver nenhum homem sem companhia. Enfim, acho que estamos no local errado.

Viro-me para Anne e, para a minha surpresa, testemunho o exato momento em que ela mapeia o corpo da Dani com um olhar indiscreto e as duas se aproximam.

- Para nós duas, nenhum homem vai fazer falta, mas se algum aparecer, ficaremos felizes.

Enquanto fico boquiaberta com a resposta da Dani, as duas trocam um beijo discreto.

- Vocês namoram? Eu não sabia. - Repouso as minhas mãos ao redor da minha cintura. - Como não percebi?

Logo eu que sempre sou muito observadora.

Tento controlar no meu rosto toda expressão de surpresa, no instante em que elas negam com gestos.

- Não somos namoradas, mas sabemos aproveitar todo tipo de prazer, Maddie. Por isso te trouxemos aqui, acho que você está necessitando relaxar. Anda muito estressada no trabalho, principalmente com o Sr. Harris.

Ouvir da Anne o nome do CEO da empresa, o meu chefe, me deixa definitivamente estressada.

Deus!

Que homem impossível.

Vive cercado de mulheres impecáveis, e as modelos que vez ou outra aparecem para os desfiles de teste, só faltam tirar a roupa na sua frente, e o pior não é isso. Pois da sua vida pessoal ele que cuide.

Mas na profissional eu que ando carregando o peso nas costas.

Custava ele ser menos esquecido?

Ele me chama todos os dias para tirar algumas dúvidas sobre a área de marketing, quando deveria chamar a Érika. Ela sim é a chefe do setor e tem poder para modificar qualquer projeto.

- Eu não sei como vocês gostam do Sr. Harris. Sério. O pai dele era maravilhoso, jamais deveria deixar o filho no seu lugar.

Anne revira os olhos.

- Vem dançar, Maddie.

Elas estendem a mão para mim e me levam para a pista de dança, e ao som da música sensual I put a spell on you da Annie Lennox, começamos a nos movimentar.

Eu, de maneira muito mais contida.

I put a spell on you Because you' re mine

Eu coloquei um feitiço em você Porque você é meu

- Ah, Maddie, você deve ter uma queda pelo chefe, sério.

- Não entendo de onde a Dani tira tal suposição. - Ele é lindo. Muito fácil de suportar e você se queixando de ser requisitada.

Elas me olham, esperando a resposta.

- Para mim ele é apenas um rosto bonito. Só isso. - Tento conter uma gargalhada enquanto as duas me observam. - Okay, ele é insuportavelmente lindo.

Elas se divertem com a minha confirmação.

- E gostoso. - Dani cobre a boca com a mão. - Eu já imaginei o pau dele deslizando em minha...

Aponta para o local e fricciona as pernas uma na outra.

- Quem não? - Anne desliza a mão no ventre da Dani. - Falar do nosso chefe me deixou ainda mais excitada.

Quase que abraçadas, voltam a dançar, fazendo uma performance sexy e sequer se lembram que eu existo.

Devem estar apaixonadas, com certeza.

Y ou know I love you I love you

I love you

I love you anyho

Você sabe, eu te amo

Eu te amo Eu te amo

Eu te amo de qualquer maneira

Por conta do ânimo das duas, aos poucos a dança das minhas amigas vai ficando ainda mais envolvente, as carícias intensas e os beijos cada vez mais presentes entre elas.

Então, eu me afasto, e sem ter muito o que fazer, depois de avistar o balcão de um bar, caminho até lá e peço uma taça de cosmopolitan. Um bom drink sempre vai bem para quem não tem companhia e nem está procurando.

- É a sua primeira vez aqui?

Enquanto degusto a deliciosa bebida, sou surpreendida por um rapaz bastante alto e simpático.

Apesar de não conseguir vê-lo nitidamente por conta da máscara, acredito que ele deve ter uns 27 anos.

- Dá para perceber? Pensei que estava conseguindo disfarçar.

Levanto a taça, como se estivesse brindando, e ele faz o mesmo com o seu copo de w hisky.

Por um momento acredito que podemos ao menos conversar e nos divertir.

- Sim, eu conheço quase todos os corpos que trafegam por aqui e eu sei que... - De maneira indiscreta olha para mim, mais precisamente para a direção da minha intimidade. - A sua boceta - me dá uma piscadela - ainda não conheceu o meu pau.

Meus olhos, com certeza, dobram de tamanho enquanto tento não me entalar com a bebida.

- E você vai continuar sem conhecer.

Reviro os olhos, bebo de vez todo conteúdo da taça e viro- me para o lado contrário. Contudo, o ser inconveniente dá a volta para ficar de frente a mim.

- Te magoei por ter sido direto? - Hummm, ele percebeu que é um mala. - Aqui é um lugar apropriado para isso, sabia?

- Com certeza não é um lugar apropriado para ser mal- educado.

Ele gargalha.

Definitivamente não parece se importar.

- Por favor, não fique irritada. Eu posso ser delicado com você, em todos os sentidos, se essa for a sua fantasia da noite.

Não tenho vontade de gastar a minha saliva com o idiota em questão, e como ele não se afasta, levanto-me, deixo a taça vazia no balcão e caminho pela House em busca das minhas amigas.

O clima no salão já é outro, completamente diferente, o prazer, o desejo e a luxúria extrema já tomou conta de todo ambiente, e o que vejo me deixa ligeiramente abalada.

Não por achar ruim.

Pelo contrário, é apenas por estar surpresa, não fazia ideia de que ficaria tão excitada ao olhar os casais envolvidos.

Acabo tendo vontade de viver algo que sequer cogitei e não posso.

Se aqui é um local de pura exibição, definitivamente não é o ideal para mim. O que um homem me diria ao me despir?

Que fiz propaganda enganosa por conta do meu rosto? Ele não exibe nada que possa causar alguma estranheza.

Capítulo 3 Capitulo 3

Pensar na possibilidade me deixa aflita, por conta disso acaricio a minha têmpora bem devagarzinho e dou alguns passos

para trás, tentando me recostar na parede, um local mais discreto, contudo, acabo esbarrando em uma pessoa.

- Me desculpe, eu estava tão distraída que não te vi. Ela não parece se importar com o pequeno acidente.

- Fique despreocupada, senhorita. Ah, o meu nome é Grace, funcionária aqui da House. Você precisa de ajuda? Parece um pouco perdida. Estou enganada?

Noto que os seus olhos estão um pouco avermelhados, quase transbordando enquanto ela sequer consegue enxugá-los, pois está segurando uma caixa.

- Acho que nós duas precisamos de um socorro, estou certa?

Pisca os olhos várias vezes, tentando conter uma lágrima.

- Comigo está tudo bem, senhorita. De verdade. Estou apenas fazendo o meu trabalho. Agora me diga, no que posso te ajudar?

Por ser funcionária do local, decide ter uma atitude mais profissional, mesmo quando provavelmente encontra-se com o seu coração partido.

- Eu aceito a sua ajuda, sim. - Olho rapidamente o ambiente quando vejo o bendito rapaz inconveniente vindo em minha direção. - Tem algum lugar que eu possa ficar em paz? As minhas amigas estão se divertindo muito e eu preciso esperá- las para ir embora.

Ela sorri e aponta para a esquerda.

- Tem umas cabines no final daquele corredor, hoje elas não estão abertas para o público. Por lá você poderá encontrar um pouco de tranquilidade.

A sua resposta me dá esperança.

- Obrigada e se cuida.

Me passa um sorriso reconfortante e logo depois caminha para o lado direito. Enquanto eu, de imediato, me retiro. A passos largos encontro as tais cabines, e sem tardar, entro em uma.

Ao fechar a porta, observo que o local tem algumas aberturas, curiosa, tento olhar por cada uma, entretanto, não vejo nada além de um ambiente escuro. Então me sento em um pufe bastante alto e largo e fico divagando sobre o que acabo de presenciar.

Minutos se vão enquanto uma pergunta ecoa em meus pensamentos. Será que um dia terei coragem de agir como uma das mulheres presentes na House?

Eu nem tenho tempo para pensar na resposta, pois segundos depois, sinto uma mão enorme envolvendo a minha cintura.

O susto é tão forte que perco a voz, o meu coração dispara e eu só não consigo me levantar, e por consequência ir de encontro ao chão por estar com as pernas bambas, pois ele me segura.

- Não era a minha intenção te assustar. - Uma voz máscula, forte, levemente rouca, daquelas que no meu subconsciente eu já imaginei em momentos de prazer solo, penetra os meus ouvidos e faz o meu corpo todo se arrepiar.

Como o ambiente é relativamente escuro, apesar da meia- luz que fica localizada no teto da cabine, mesmo sem precisão, noto que o braço do homem misterioso é tatuado, mas não consigo observar de qual desenho se trata.

Então eu o toco primeiro, pensando em afastá-lo de mim, mas acabo caindo na armadinha de ficar atraída por suas veias e pele quente.

- A-acabou me assustando. - Minha voz ainda sai um pouco alterada por conta do estado dos meus nervos. - Jurava

que aqui na cabine ninguém me incomodaria, acabo de ser informada que este local está fechado para o público.

Ouço uma risada gostosa.

- Quem te deu a informação esqueceu de te avisar algo importante. Quando alguém entra na cabine, uma luz do lado de fora, de cor verde, informa que o local está ocupado. A iluminação funciona como um convite. E para completar, um segurança me confirmou que uma bela mulher havia entrado no local. Enfim, eu não poderia te deixar aqui sozinha sem lhe proporcionar muito prazer.

Penso em procurar a gerência da House para formalizar uma reclamação por causa do mal-entendido, contudo, lembro-me do quanto a Grace, a funcionária, parecia aflita com algo, então decido deixar a situação passar.

- Foi tudo um mal-entendido, e isso quase custou a minha vida. Quando você me tocou, senti o infarto chegando, o meu coração está acelerado como nunca, até parece que vai sair do meu peito. Consegue perceber?

Como em um impulso, sem pensar direito no que estou fazendo, seguro em sua mão e a repouso na direção do meu coração. Mais precisamente entre os seios, um pouco mais para o lado esquerdo.

- Agora que eu te toquei, acelerou mais um pouco. - Ousado, mesmo com a mão parada, movimenta o polegar e acaricia a pequena região. - Tenho certeza de que você está gostando. - Faz tanto tempo que não sinto um toque parecido. Mordo até os lábios tentando conter um gemido. - Me diga, qual o seu desejo para esta noite, senhorita? Uma mulher no qual o corpo emana desejo, não pode ficar em uma cabine do sexo sem realizar as suas fantasias.

A frase ecoa em meus pensamentos de maneira repetitiva enquanto continuo sem ação.

- Eu...

Ao mesmo tempo que quero correr, me deleito pela mínima carícia recebida.

- Vamos lá, não seja tímida. Aproveite o momento sem julgamento e me diga o que você quer.

Mantenho a minha mão por cima da dele.

- É a minha primeira vez em uma cabine, e de verdade, eu nem sei direito como funciona. - Respiro fundo algumas vezes.

- E-eu nem deveria estar aqui, pois não tenho experiência suficiente para tal lugar. Não sei se você consegue me entender.

Ouço quando ele suspira, entretanto, o Sr. Misterioso, dono de uma mão enorme, não se afasta, desliza o seu toque e acaricia o meu ventre.

No mesmo instante, fricciono as coxas uma na outra, tentando conter as sensações.

- Você é virgem? - É direto. - Me diga, quando você afirma não ter experiência, quer dizer que entre suas pernas nenhum homem já se encaixou?

Um calor absurdo começa a tomar conta de todo o meu corpo apenas por ouvi-lo.

- I-isso mesmo. Eu não deveria estar aqui.

- Por que não? - Nem me deixa pensar na resposta e prossegue: - Virgem não significa ser uma santa intocável, sem desejos. Você se toca, senhorita? Sabe se dar prazer? Goza pensando em algum homem que norteia os seus pensamentos? - Cubro minha boca com uma mão. - Sua respiração acelerada me mostra que sim. Eu posso te fazer gozar da mesma maneira. Eu também confesso, nunca toquei em uma virgem, então te peço, realize o meu desejo que eu nem sabia ter até te conhecer, se abra para mim. - Neste momento, sua outra mão entra em ação e o meu braço começa a ser acariciado.

- Eu não sei. Me tocar em casa, sozinha, é diferente. Eu nem sei quem você é.

Ouço a sua respiração pesada. Ele realmente está louco para me mapear com as suas mãos.

Começo a tentar pensar com a cabeça, mas meu corpo parece conseguir ser mais forte. Será que vou ter coragem?

- Você também não me conhece. Manteremos as nossas identidades preservadas. Viveremos só o prazer. Sem julgamentos. Esta noite será apenas um segredo. Uma lembrança deliciosa e nova para nós dois. Eu nunca tive limites e hoje terei, pois só vou proporcionar prazer, e você, pelo que percebo, vai ultrapassar os seus. Então, o que me diz?

O ambiente gostoso me atrai cada vez mais, não vejo problema algum a me permitir ter um momento de prazer.

Fora da House, eu sei, é impossível algo do tipo acontecer comigo por conta do problema que tenho, sei como é ser rejeitada, desejada de tal forma, não.

- Eu nunca contarei esta minha experiência a alguém.

"Sem testemunhas, Maddie. Nunca ninguém saberá se você não contar..."

Os meus pensamentos trabalham em favor do momento.

- Então, isso quer dizer um sim?

- Isso mesmo, Sr. Misterioso.

Ainda sem acreditar na minha coragem e ousadia, começo a abrir as pernas devagarinho e a levantar um pouco a minha saia.

Em seguida, enquanto uma das mãos do Sr. Misterioso, dono de uma voz enlouquecedora, desliza lentamente para o meio das minhas pernas, a outra, por baixo da minha blusa, começa a acariciar entre o meu ventre e seios.

É tão gostoso.

Quase de imediato, sem muito esforço, ele me deixa toda arrepiada e a minha calcinha fica enxarcada.

- Como a sua pele é macia. - A sua voz máscula torna minha entrega ainda mais fácil.

Ainda recebendo os toques por cima do tecido do sutiã, já não consigo controlar os meus gemidos, principalmente quando

ele roça o dedo na direção do meu clitóris, e, por fim, puxa um pouco a minha calcinha para cima.

Acabo sentindo uma pressão na região.

- Ahhh.

Mordo os lábios, tentando me controlar, mas é em vão.

- Quer que eu pare, senhorita? A sua boceta me diz para continuar, mas o seu coração está tão acelerado. E sua respiração até parece que vai falhar.

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